quarta-feira, junho 14, 2006

Assim Se Vê A Força Da Manipulação!

Da Sic on-line (o conteúdo da notícia não tem nada que ver com o que o seu título subliminarmente quer transparecer!)

"Grávida de Elvas perde bebé em Portalegre

Mulher ainda deu entrada nas urgências de Elvas

Uma jovem de 21 anos grávida de 24 semanas perdeu o feto hoje de madrugada, no Hospital de Portalegre, horas depois de ser transferida a partir das urgências de Elvas, informou a unidade hospitalar.

O Conselho de Administração do Hospital de Santa Luzia de Elvas, cuja sala de partos foi encerrada ontem, explica em comunicado divulgado ao final da tarde, que, "às 17h47, a jovem foi admitida nas urgências, apresentando "dores moderadas" na região abdominal, sem "perdas hemáticas" (de sangue).

"Às 18h00 foi transferida para o Hospital Dr. José Maria Grande de Portalegre que, na rede nacional, de acordo com a requalificação dos serviços de Urgência peri-natal, constitui o serviço de apoio à população de Elvas, para as situações não emergentes", refere o hospital.

A jovem deu entrada nas urgências de Portalegre às 19h07, de acordo com o hospital de Elvas, com o diagnóstico de "gravidez de
24 semanas em período expulsivo, ficando internada no serviço de Obstetrícia. (...) Às 20h15 verificou-se rotura prematura de membranas, tendo ocorrido a expulsão do feto às 00h20 de hoje", ou seja cerca de cinco horas depois de ter dado entrada na unidade de Portalegre, acrescenta a administração hospitalar de Elvas.

O comunicado refere, por último, que a jovem continua internada no serviço de Obstetrícia do Hospital de Portalegre, devendo ter alta "nas próximas horas". Contactada pelos jornalistas, a administração hospitalar de Elvas recusou, alem do teor da nota informativa, prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.

Este caso foi hoje utilizado pelo presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas, João Carpinteiro, para pôr em causa o transporte de grávidas após o encerramento do bloco de partos da Maternidade de Elvas, que ocorreu segunda-feira.

Carpinteiro também é membro do movimento cívico Pró- Maternidade de Elvas e dos "Amigos da Fundação Mariana Martins", instituição proprietária da maternidade.

"Perto das 18h00 de segunda-feira os bombeiros receberam um alerta do hospital de Elvas para transportar uma grávida para Portalegre. O bombeiro que se deslocou ao local, ainda perguntou se não era necessário o transporte ser acompanhado por algum profissional de enfermagem ou médico, mas disseram que não", argumentou.

João Carpinteiro considerou ainda que, "com o fecho da sala de partos está tudo a ser tratado em cima do joelho. Enviámos a nossa ambulância mais moderna, medicalizada e com os aparelhos necessários a bordo, e, além de não ter indicado um profissional para acompanhar o motorista, o hospital também não nos solicitou um maqueiro para apoiar", acrescentou.

Contactado pela Lusa, o comandante da corporação dos bombeiros de Elvas, José Santos, recusou pronunciar-se pormenorizadamente sobre este caso, mas frisou: "O hospital e a maternidade de Elvas não se entendem, mas os bombeiros não podem entrar nestes conflitos".

O comandante dos bombeiros explicou à Lusa que, no caso de situações de risco no hospital de Elvas, mesmo antes do fecho da sala de partos, "sempre foram encaminhadas para os hospitais de Portalegre ou Évora".

Esta polémica local surge após o encerramento a sala de partos da cidade por determinação do ministro da Saúde, Correia de Campos, uma decisão contestada pela Fundação proprietária da maternidade e por um movimento cívico constituído para o efeito, entidades que já interpuseram duas providências cautelares em tribunal, das quais se aguarda decisão."

segunda-feira, junho 12, 2006

Parabéns Scolari! Fizeste O Impossível!

O sr Scolari conseguiu que uma parte significativa da população, concretamente muitos adeptos do FCP, não vibrassem com a selecção.

Com as suas guerrilhas patetas (como a dos intelectuais!) retirou-me a alegria de gritar pela minha selecção, que se transformou na seleção do Scolari.

Nunca estive tão indiferente aos êxitos da selecção do meu país, como hoje! Nem no Euro estive tão amorfo...

domingo, junho 11, 2006

"Médicos defendem notificação de erros em saúde."

No Público de 02/06/06, por Catarina Gomes.

"Receber tratamentos em hospitais ou outras unidades é mais perigoso do que andar de avião, defendeu clínico."

Em Portugal, deveria ser criada uma lei para fazer com que a notificação de incidentes médicos às autoridades seja uma rotina, defenderam ontem três responsáveis médicos no II Congresso da seguradora Médis, que decorreu em Lisboa.

Receber cuidados numa unidade de saúde põe tanto em risco a vida como escalar montanhas e é mais perigoso do que andar de avião, afirmou Nicolás Garcia, médico da Clínica Universitária de Navarra, em Espanha, com base num estudo científico.

* Tratamentos médicos desadequados,
* infecções hospitalares ou
* erros

são alguns dos possíveis perigos que um doente enfrenta numa unidade de saúde, juntou.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, afirmou que a cultura de culpabilização de profissionais de saúde esconde, muitas vezes, as causas dos "acidentes médicos", designação que diz ser mais fiel à realidade do que "erro médico".

E a designação "nada tem de corporativo", reiterou. Ao usar o termo "acidente médico", está-se a incluir casos de negligência médica, de "erro involuntário", de problemas de equipamentos ou até de problemas de rotulagem de fármacos que podem induzir em erro e levar à administração errada, referiu.

"Tudo o que corre mal devia ser reportado", disse o bastonário. Mas são muito poucos os hospitais portugueses que dão conta de "acidentes" ocorridos com os seus doentes, defendeu o responsável. Cinquenta por cento dos erros são evitáveis.

Na cultura ocidental, "o erro está associado à culpa", mas falta haver "aprendizagem com o erro", defendeu, por seu turno, José Fragata, cirurgião do Hospital de Santa Marta e professor da Faculdade de Medicina de Lisboa.

"Setenta por cento dos erros não têm consequências, cinco por cento são muito graves e podem implicar a morte. Cinquenta por cento dos erros são evitáveis", conclui, baseando-se em estatísticas internacionais.

De 20 ocorrências, só uma não é ocultada, nota.
O médico afirma que a procura da culpa faz esquecer a origem do problema, que tem, na maiorias das vezes, razões no sistema.

Fragata descreveu o erro médico muitas vezes como "erro honesto", algo diferente da "negligência". "Falhas organizacionais são a maior causa de acidente." O relato destas situações, voluntário ou compulsivo, é uma das hipóteses que se deviam colocar, notou.

O presidente da Associação dos Médicos Gestores de Unidades de Saúde, João Gamelas, disse que deveria haver "uma política nacional do erro". "O relatório de ocorrências de erro ou de situações anómalas devia ser obrigatório por lei."

quinta-feira, junho 08, 2006

"É O Fim Da Minha Vida!"

Afirma peremptória a doente de 65 anos, indiferenciada, percepcionando aquilo que o médico estava a pensar.

Transmissão de pensamento?

Conhecimentos científicos?

Reflexos mais profundos da sobrevivência?

Ou só a revolta do médico perante as injustiças divinas e as incapacidades da Medicina em "tratar tudo", como muita boa gente pensa.

Em Honra A Júlio Machado Vaz.

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sexta-feira, junho 02, 2006

Resposta à "mar"

A amiga "mar" (todos os meus comentadores são meus amigos!) faz grande e interessada reflexão e coloca algumas questões pertinentes, vou tentar responder:

O doente era um doente regular? Sim!

Preocupado? Sim por causa da dor!

Era informado e esclarecido? Doente sexagenário, analfabeto, mas, informado ou esclarecido … sobre que assunto: o presente ou em termos generalistas?

Leu o relatório do radiologista? Desconheço, mas facilitei-lhe a sua leitura, pois propositadamente abri o envelope, li, coloquei-o aberto dentro do TC e mandei-o regressar no dia seguinte.

Se sim, qual foi a sua reacção? Não reagiu, pois voltou no dia seguinte.

Se não, porquê? Talvez por ser analfabeto.

A informação não deve ser transmitida ao doente? Sim senhora, toda a informação, toda a estratégia de diagnóstico e terapêutica, deve ser transmitida ao doente, mas de forma a que o seu conhecimento não vá provocar males maiores se for brusca(ansiedade, depressão, suicídio) e só deve ser transmitida quando se souber o diagnóstico exacto (análise histológica da peça) sob pena de lhe ter mentido sobre uma doença inexistente. Os exames imagiológicos podem falhar!

O exame não é dele? Aí não sei se haverá consenso. A informação contida no exame é indubitavelmente dele, o objecto “exame”, pago pelo Serviço Nacional de Saúde, não sei, embora por questões práticas os faculte ao doente.

Teve uma atitude paternalista porque a pessoa do doente assim o impunha? Talvez. Não. Os médicos não devem ser paternalistas. Devem procurar informar o doente, sem omitir a gravidade, mas de acordo com o que afirmei anteriormente. A sua família devê-lo-á ser imediatamente, dentro da ética do sigilo médico e utilizando estratégias bem definidas, sem revelar o diagnóstico e desde que o doente não se oponha.
Por exemplo, haverá necessidade de verbalizar a palavra “cancro” a um doente com 95 anos com cancro da próstata diagnosticado, sabendo que essa doença provavelmente não irá afectar nem a qualidade, nem a sua esperança de vida?

Mas definitivamente não é esclarecedor. Concordo. A medicina é assim, falível, o que hoje é verdade, amanhã pode não o ser e por vezes é tão subjectiva como a psicologia , que a amiga “Mar” referencia.

Mas confesso que
1) respeito as medicinas tradicionais, sejam portuguesas, chinesas ou africanas, desde que praticadas e inseridas nos seus respectivos meios culturais.

2) Não respeito e sou agressivamente contra todas as outras medicinas ditas alternativas, invenções mais ou menos recentes, com fins mais ou menos ocultos. Sou contra a sua legalização, como por exemplo, a homeopatia, reflexologia, e outras.

3) Respeitos algumas técnicas manipulativas, como a osteopatia, quiropráxia, diversas técnicas de massagens, vistas, apenas, como técnicas terapêuticas (muitas inseridas na medicina física e de reabilitação, vulgo fisioterapia) e não técnicas diagnósticas ou médicas.

4) Dentro do princípio da liberdade individual, cada um pode dirigir-se onde quiser por sua inteira responsabilidade. Deverão as entidades inspectoras actuar perante possíveis erros, atrasos de diagnóstico, negligências e usurpações de funções à luz da legislação actual.

quarta-feira, maio 31, 2006

A Insustentável Gravidade Das Medicinas Ditas Alternativas

Quando se discute a problemática das "medicinas ditas alternativas ou complementares" a Ordem dos Médicos afirma sempre que todos os doentes só deveriam frequentar as chamadas "medicinas alternativas" ou melhor, terapêuticas complementares após uma observação médica com uma referenciação posterior.

A Ordem dos Médicos, como se sabe, aceitou a osteopatia, a acupunctura e a quiropraxia como técnicas terapêuticas complementares condicionando sempre uma consulta médica anterior e impedindo que os doentes fossem consultados, diagnosticados e tratados por estes profissionais.

Agora com um caso em mãos, compreendo esta imposição da Ordem dos Médicos.

O doente x, já passado dos 65 anos, inicia um processo de lombalgias de características mistas, de aparecimento recente e que o próprio supõe tratar-se de um mau jeito.

Instituido primeiramente um simples tratamento conservador, que não mostrou resultados apreciáveis, requisita-se posteriormente uma radiografia da coluna lombar.

As queixas vão continuando, diminuindo a qualidade de vida do doente e perante um resultado normal da radiografia, avança-se para uma tomografia computorizada da região lombar.

Três semanas durou este processo, quando o doente me mostrou o TC o diagnóstico não poderia ser mais desanimador. Segundo o radiologista as imagens sugeriam uma metástase de um tumor.

Expliquei ao doente que era necessário requisitar novos exames porque havia um problema provavelmente grave a descobrir.

Em três dias o sistema de saúde agendou-lhe uma cintigrafia óssea e outros exames para esclarecer a sua situação.

Perante a sua não comparência, investigamos e concluímos: o doente encontrava-se já há 2 dias em tratamentos osteopáticos numa clínica da sua rua e afirmava que só quando acabasse os tratamentos (um mês) iria pensar em voltar SNS!

domingo, maio 28, 2006

A Renite do Expresso!

O Expresso, o tal "simples jornal de um país pobre e periférico" e a sua jornalista Vera Lúcia Arreigoso inventaram um nova doença.

O artigo é sobre o SED, síndrome do edifício doente (também não percebo qual a gramática do Expresso que escreve o nome das doenças com maiúsculas.) e as suas repercussões na saúde dos seus utilizadores.

Pois o Expresso, o tal simples jornal de um país pobre e periférico descobriu a renite, não sei se será alguma doença relacionada com as pastilhas rennie ou se quereria dizer rinite!

Enfim, iliteracia.

Ai Timor, Timor!

A "Revolução" Nas Farmácias Não Existe!

Depois de falar com vários farmacêuticos, parece-me que estas medidas interessam a:

a) ANF.

b) Belmiro de Azevedo e outras grandes empresas de distribuição do género.

c) Ao negócio. Todos me disseram que as farmácias com estas medidas vão valorizar. O seu preço vai inflacionar bastante.

d) Não interessa aos jovens licenciados pois o grande capital não irá pagar os ordenados que pagam os actuais farmacêuticos donos de farmácias aos seus colegas farmacêuticos.

e) Às duas empresas já existentes que controlam milhares de farmácias na Europa. O ramo português de uma pertence à ANF.

f) Ao dr João Cordeiro que continua a impedir a liberalização da instalação de novas farmácias, prejudicando os jovens farmacêuticos.

Em conclusão: o negócio das farmácias continua protegido!

A Ordem dos Farmacêuticos continua perplexa com o Governo!


"A Ordem dos Farmacêuticos manifestou-se "perplexa" com as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro para as farmácias e advertiu que a liberalização da propriedade daqueles estabelecimentos pode provocar "concentrações económicas nefastas"." do JN.

quinta-feira, maio 25, 2006

Rui Araújo, José Carlos Abrantes, Felisbela Lopes e Ribeiro Cardoso Explicam Jornalismo A Intelectuais!

Foi no Clube de Jornalistas, na 2 e não houve circo mediático, nem palmas.

É pena que até na 2 e no Clube de Jornalistas se ouça: temos que ser mais rápidos pois o nosso tempo está a chegar ao fim.

"No primeiro programa emitido depois da apresentação do livro de Manuel Maria Carrilho vão ser discutidas algumas questões que têm aflorado no debate que, entretanto, se gerou. Estarão em estúdio Rui Araújo e José Carlos Abrantes, provedores dos leitores do "Público" e do "DN", respectivamente, e a investigadora Felisbela Lopes, da Universidade do Minho. O debate será moderado por Ribeiro Cardoso e um dos temas dominantes será a «lei de Gresham» aplicada ao jornalismo português — estará ou não o mau jornalismo a ganhar ao bom jornalismo?"

O título deste post e do anterior também tem um toque de jornalismo sensacionalista: apenas queria usar o nome deste blogue.

terça-feira, maio 23, 2006

Carrilho, Rangel e Pacheco Explicam Jornalismo A Intelectuais!

Até que enfim!

Há três anos a lutar sozinho contra o mau jornalismo sobre saúde, medicina e médicos.

Muitas vezes ultrapassando o adjectivo de mau e entrando em áreas agora denunciadas por estes três.

Bem haja o livro do Carrilho que provocou a discussão!

sábado, maio 20, 2006

Arrepiem-se!

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Enforcado

Há quem se enforque.

Há quem escolha o enforcamento para desaparecer.

Mas não desaparece.

Fica só e exposto à comiseração de outros olhos.

O enforcado é o paradigma do suicida?

Quantos cadáveres já vi? Não sei!

O cadáver de um enforcado arrepia-me! Talvez por se manter na posição vertical. Habitualmente.

Já passava dos 97. Não quis esperar mais!

Fui eu. Lá estava em pé. À minha espera.

Arrepiei-me mais uma vez.

Experimentem aqui a sensação.
Escolham: hanging.

Arrepiem-se. Vá lá. Sejam fortes.
Olhem um minuto para cada fotografia.

Sejam médicos por um minuto!

Sofram como eu!

terça-feira, maio 16, 2006

Erro Médico

Correspondência oficial.

HOSPITAL CENTRAL DE LISBOA

Lisboa, 20 de Abril de 2006

Sr. MANUEL DE OLIVEIRA

Prezado Senhor,
"...informamos que o resultado da análise da mancha vermelha que o
Senhor tinha no pênis era só batom.

Lamentamos a amputação..."

Dr. Joaquim de Almeida
Diretoria

sábado, maio 06, 2006

Expresso: Um Simples Jornal De Um País Pobre E Periférico

Confesso que o Expresso já não me desperta a curiosidade e a ansiedade na sua compra desde há alguns anos.
Vou comprando, quase por hábito e por pressão familiar, mas leio as "gordas" da primeira página e o noticiário internacional. Pouco mais.

Quanto ao resto, para mim, já perdeu a credibilidade de outros tempos.

Li este parágrafo sobre médicos:

"OS PROCESSOS DE DAVID
David já cumpriu pena: cinco anos por tráfico de droga, crime que cometeu quando era um simples médico de família de província e se envolveu com as pessoas erradas
."

Com estes pequenos e ternurentos adjectivos se descredibiliza uma especialidade que os jornalistas ainda não sabem que existe.

A medicina geral e familiar (ou medicina comunitária e familiar, em Espanha, ou family medicine nos Estados Unidos da Améria do Norte) tem um colégio na Ordem dos Médicos.

É uma especialidade generalista, como o é a medicina interna ou a pediatria.

Desta frase esteriotipada "simples médico de família da província" pode-se concluir:

- todos os MF são simples, os outros não o são;
- na província só há MF;
- os outros especialistas são urbanos;
- um MF na província é menor que um MF da cidade;
- mas mesmo na cidade não deixa de ser simples;
- conclusão: procurar sempre um médico oposto a simples e urbano.

Se queremos que os utentes não acorram aos serviços de urgência "urbanos" para serem observados por médicos não-simples, temos que deixar cair as frases esteriotipadas deste tipo.

Há médicos de família, mestres e doutores, professores universitários, investigadores e gestores. Há médicos de família próximos dos seus utentes, dedicados apenas à actividade assistencial.

Há cardiologistas, infecciologistas, radiologistas, pediatras, mestres e doutores, professores universitários, investigadores e gestores.
Há cardiologistas, infecciologistas, radiologistas, pediatras próximos dos seus utentes, dedicados apenas à actividade assistencial.


Enfim!

sexta-feira, maio 05, 2006

Eu Que Não Sou Leigo Fico Confuso!

Ao ler a telenovela da morte do amigo do Dino cada órgão de informação conta a sua história.

A Visão de ontem refere que o amigo do Francisco Adam "foi operado ao fígado, aos intestinos e à coluna" sic, pressupõe-se que no dia do acidente, 16 de Abril de 2006. Segundo o mesmo órgão de informação foi transferido para o Hospital Garcia de Orta no dia 28 de Abril, isto é, 13 dias depois das cirurgias, período durante o qual esteve internado e vigiado no Hospital de Santa Maria.

Segundo se lê, saiu estabilizado. 13 dias são suficientes para avaliar o pós-operatório imediato e as suas previsíveis complicações.

Podia ter havido má comunicação entre os hospitais (o habitual), mas não me parece que a sua morte esteja relacionada com a transferência.

Poderia ter acontecido em qualquer local.

quinta-feira, maio 04, 2006

Confiemos na Inspecção-Geral da Saúde

Segundo os jornais, a IGS vai averiguar. Que averigue e conclua.

Custa-me que com todo este burburinho se esqueça o principal: duas mortes de dois jovens num acidente de viação a altas horas da madrugada, por despiste.

Aproveitemos as figuras públicas também para educar.

quarta-feira, maio 03, 2006

A Traição Do Jornal de Notícias!

A dr Marília Pascoal comentou que, por respeito à História deveria escrever correctamente o nome do Hospital Garcia da Orta.

Cara drª tem toda a razão e penitencio-me por esse grande erro: GARCIA (AVRAHAM) DA ORTA e nunca "de Horta".

Mas fui investigar quem me induziu em erro. Habitualmente "posto" no final do dia e rapidamente e consequentemente sujeito a mais erros.

E descobri.
Tinha a mesma notícia em dois jornais: o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.

Foi mais fácil fazer o copy and paste do Jornal de Notícias de 1 de Maio e lá está escrito em letras bem gordas: "Familía quer processar Garcia da Horta" (com a acentuação errada.)

E o senhor jornalista que se assina por PB, ainda repete o erro 7 vezes no mesmo artigo.

E assim se induzem erros por Portugal inteiro. E quando falamos de Ciência, podem imaginar e iliteracia.

Aqui ficam umas notas de Garcia da Orta, cristão-novo, médico e naturalista do século XVI:

"- 1499?: Garcia da Orta nasce em Castelo de Vide, filho de Fernando (Isaac) da Orta e de Leonor Gomes.
- 1523: Retorna a Portugal depois de estudar medicina em Salamanca e Alcalá de Henares.
- 1530: Ingressa como professor de Lógica na Universidade de Coimbra.
- 1534: Parte para Goa, Índia portuguesa, onde passa a residir, a trabalhar como médico e no comércio de especiarias e pedras preciosas.
- 1563: Publica o seu Colóquios dos Simples e Drogas da Índia.
- 1568: Falece.
- 1580, 4 de dezembro: Condenado post-mortem pelo Tribunal do Santo Ofício pelo "crime" de "judaísmo"; tem seus ossos desenterrados e queimados
."

in Vidas Lusófonas de Francisco Moreno de Carvalho.

Obrigado nãoseiquenomeusar!

segunda-feira, maio 01, 2006

E Eu Pensava Que Queriam Processar O Dino Da Telenovela

Segundo os jornais, quem conduzia o automóvel e provocou o acidente, assassinando o seu amigo Osvaldo Serrão, foi o Dino, não foi nenhum médico do Hospital Garcia da Horta.

Uma embolia pulmonar pode surgir após horas ou dias depois de uma cirurgia ou traumatismo!

"Familía quer processar Garcia da Horta


Marco Serrão, irmão de Osvaldo Serrão, confirmou ao JN que a família tem a intenção de processar o Hospital Garcia da Horta. Para os seus familiares, Osvaldo não terá recebido os cuidados médicos adequados. Segundo Marco Serrão, o irmão foi transferido dos cuidados intensivos do Hospital Santa Maria para o Hospital Garcia da Horta, mas "quando lá chegou não o quiseram receber". No Garcia da Horta, em Almada, consideraram que Osvaldo Serrão deveria seguir para o hospital da sua residência que é o do Montijo. "Passou-se muita coisa", prossegue Marco num testemunho emocionado ao JN em que relata o facto de o irmão "ter ficado numa maca, num corredor das urgências, durante sete horas. Entre as seis e meia da tarde e a uma e meia da manhã".

A evolução do seu estado clínico tinha sido bastante favorável e, por isso, tinha sido decidida a sua transferência para o Hospital Garcia da Horta, mais perto de sua casa, onde chegou "consciente e bem disposto", mas horas depois o seu estado começou a piorar.

O JN contactou os responsáveis do Hospital Garcia da Horta, mas não foi possível obter comentários pelo facto da administração estar ausente. O chefe de equipa dos médicos da urgência que ontem estava a trabalhar desconhecia o que se tinha passado no dia anterior e, por isso, recusou-se naturalmente a comentar o assunto.

Osvaldo Serrão era amigo do actor Francisco Adam, que representava o personagem Dino na novela "Morangos com Açúcar". Do acidente, em que Francisco perdeu a vida, resultaram também dois feridos.Filipe Diegues teve alta poucos dias depois, enquanto que Osvaldo Serrão ficou em estado grave e esteve hospitalizado no Santa Maria durante duas semanas, onde recuperou de um "estado de coma".Acabou por falecer no sábado à tarde no Hospital Garcia da Horta.
"

in Jornal de Notícias