sábado, julho 22, 2006

Não Há Mais Post De Compressas Esquecidas!

No Primeiro de Janeiro de 19 de Julho:

"“Chip” detecta material cirúrgico


Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia, criou um minúsculo “chip” capaz de detectar material cirúrgico esquecido dentro do corpo dos pacientes depois das intervenções cirúrgicas. O “chip”, com apenas dois centímetros de comprimento, é inspirado nos detectores anti-roubo existentes nas lojas. Sendo implantado numa gaze, por exemplo, o dispositivo deverá apitar quando um aparelho leitor lhe passar por cima, segundo avança um estudo publicado na última edição da revista «Archives of Surgery». Estes esquecimentos após as intervenções cirúrgicas são relativamente raros, estimando-se que ocorram apenas numa de cada 10 mil operações, mas podem provocar a morte do paciente. Cerca de dois terços dos objectos esquecidos são gazes.

Método adicional
O método utilizado até agora para evitar o problema é muito mais rudimentar, consistindo na mera contagem das gazes e de todos os outros instrumentos antes, durante e depois das intervenções realizadas em bloco operatório. Este novo “chip” de radiofrequência foi testado pela equipa de Alex Macário, perito da Universidade de Stanford, em oito pacientes submetidos a operações abdominais ou pélvicas. Em todos os casos, o detector conseguiu localizar em menos de três segundos gazes deixadas no interior dessas pessoas antes da sutura das incisões. “As tecnologias para aumentar a segurança nas salas de operações, como é o caso deste identificador por radiofrequência, requerem a realização de mais estudos para comprovar se deverão acrescentar-se, melhor do que substituir, à contagem manual”, conclui o estudo divulgado ontem."

sábado, julho 15, 2006

Portugal vs Itália

Em Itália, dias após se tornar campeã do mundo em futebol, um tribunal decide que os maiores clubes desçam de divisão por corrupção. Clubes esses aos quais pertenciam cerca de 2/3 dos jogadores campeões.

Em Portugal,

- o processo apito dourado foi arquivado, após anos de pseudo investigação!

- um clube protesta sobre um caso de doping e a federação rapidamente o iliba, tornando-se o único caso do mundo de perdão de doping!

E depois?

sexta-feira, julho 14, 2006

João Cordeiro: Não Dá Ponto Sem Nó

No Primeiro de Janeiro, de hoje:

Dois dias depois de ser apresentado o documento sobre os princípios para a liberalização da propriedade de farmácia, que inclui a realização de meios auxiliares de diagnóstico, ser apresentado pelo Governo, algumas farmácias receberam um panfleto promocional de um equipamento que permite a realização de testes no sangue e urina, para prevenir e gerir doenças como a diabetes, o colesterol total, doenças de fígado (ácido úrico e ácido láctico) e a anemia. O equipamento é apresentado pela empresa Quilaban -Química Laboratorial Analítica Lda, cujo director-geral João Cordeiro, também presidente da Associação Nacional de Farmácias. Referem que tendo em conta o "enquadramento legislativo em que a Farmácia Portuguesa se vai mover nos próximos anos", é por isso "fundamental que saibam ocupar os novos espaços profissionais". "Estranhei que apenas dois dias depois de ser apresentado o documento, onde estão incluídos os meios auxiliares de diagnóstico, seja apresentado um kit para a realização de alguns testes. Parece que tudo estava preparado para uma mudança, que ainda não está definida", afirmou Francisco Correia da Associação de Farmácias de Portugal.

sábado, julho 08, 2006

Grssssss!

Chega!

Absolvem o médico, mas...

Não basta aos excelentíssimos dignatários do nosso sistema judicial afirmarem o lugar comum:

“não foram observados todos os cuidados médicos que se exigiam", segundo o Ministério Público.

"A juíza referiu que o médico actuou de modo displicente e negligente, omitindo deveres inerentes à sua profissão", segundo a juíza do processo.

Mas se mesmo a autópsia revela que "não se encontrou qualquer lesão que por si só justificasse a morte"

É tempo de se justificar o que se diz, isto é, quais são esses preceitos que foram omitidos? Eu sei que não li o processo, mas tenho uma enorme curiosidade.

Já não basta ao médico a autópsia para o ilibar, talvez entremos agora na era da Medicina esotérica e da bruxaria, na óptica dos tribunais. Isto é adivinhação...

Mas saberão os nossos doutos magistrados o que é "morte por inibição", saberão o que é uma "autópsia branca"?

Eu também não digo.
Investiguem...

No Primeiro de Janeiro de hoje:

"O Tribunal do Marco de Canaveses absolveu quinta-feira um médico da urgência do hospital local, a quem tinha sido imputado um crime de homicídio por negligência, disse à Lusa fonte ligada ao processo. O caso remonta a 3 de Novembro de 2001, quando uma mulher que foi atropelada entrou nas urgências daquele hospital cerca das 18h, recebeu alta cerca das 23h e morreu 24 horas depois. O Ministério Público (MP) acusou o médico, de 56 anos, natural de Moçambique, de homicídio por negligência, considerando que “não foram observados todos os cuidados médicos que se exigiam” a esta mulher que ficou politraumatizada no atropelamento ocorrido em Vila Boa de Quires, Marco de Canaveses. “Na autópsia não se encontrou qualquer lesão que por si só justificasse a morte”, referiu o MP, ao fundamentar a acusação ao médico. Na avaliação do MP, a morte ficou a dever-se a um comportamento “omisso” do clínico, que “não adoptou todos os cuidados médicos que se exigiam”. Contactada pela Lusa, a fonte ligada ao processo adiantou que o médico foi absolvido, mas não se livrou de uma “censura muito forte” da juíza que liderou o julgamento. “A juíza referiu que o médico actuou de modo displicente e negligente, omitindo deveres inerentes à sua profissão”, afirmou. Contudo, “como o relatório da autópsia da vítima levanta dúvidas se a morte ficou a dever-se apenas à omissão do médico ou a causas naturais” o clínico foi absolvido, acrescentou. Os advogados assistentes deste processo, que actuaram em defesa dos familiares da vítima, decidiram já recorrer desta decisão judicial, tendo agora 15 dias para apresentar o recurso no Tribunal do Marco de Canaveses, dirigindo-o ao Tribunal da Relação do Porto."

Não Sei Que Título Dar!

No Público de hoje.

"Absolvido médico do Marco acusado de homicídio por negligência

Apesar de não ter dado como provada a acusação, juíza considerou que o clínico actuou de "modo displicente e negligente"

O médico acusado de um crime de homicídio por negligência foi ontem absolvido pelo Tribunal Judicial do Marco de Canaveses. A magistrada que julgou este processo acusou o médico de actuar "de modo displicente e negligente, omitindo deveres inerentes à sua profissão", mas não conseguiu encontrar provas concludentes de causa e efeito, ..."

quarta-feira, julho 05, 2006

É Giro Fim Da Notícia!

A notícia de tão confusa que é não merece comentários. É só mais um médico que será ou não acusado de negligência, com razão ou sem ela, já pouco me interessa.

É o que está a dar e qualquer dia, poderei ser eu...

... e se pensarmos na qualidade dos nosso magistrados que saem das "n" faculdades de direito privadas, fazem o seu cursozinho no SEJ e vão para comarcas de entrada, novinhos e com tanto poder na mão...

Ai as histórias que eu sei.... grsssss*

(E são contadas por magistrados meus familiares...)


Mas o que mais gostei de ler foram as duas últimas linhas: a família perdoou ao automobilista atropelante, fica contente com a condenação do médico.

(E isto independentemente dos motivos que levaram ao perdão, sejam eles quais forem, da caridade ao dinheiro!)

Fonte: Diário Digital / Lusa 04-07-2006 13:14:00

"Médico acusado de homicídio conhece sentença quinta-feira

O Tribunal de Marco de Canaveses lê quinta-feira a sentença de um caso de homicídio por negligência imputado a um médico da urgência do hospital local, disse hoje à Lusa uma fonte judicial.

Segundo o Ministério Público (MP), «não foram observados todos os cuidados médicos que se exigiam» a uma mulher que ficou politraumatizada num atropelamento ocorrido há cinco anos em Vila Boa de Quires, Marco de Canaveses.

A mulher foi atropelada cerca das 18:00, de 03 de Novembro de 2001, e recebeu alta hospitalar às 23:00 do mesmo dia, tendo morrido 24 horas depois.

«Na autópsia não se encontrou qualquer lesão que por si só justificasse a morte», refere o MP, ao fundamentar a acusação formulada ao médico, de 56 anos, natural de Moçambique.

Na avaliação do MP, a morte ficou a dever-se a um comportamento «omisso» do clínico, que «não adoptou todos os cuidados médicos que se exigiam já que lhe era previsível que o resultado morte podia acontecer».

A acusação refere que o arguido deu alta à vítima «apesar das queixas de dores e das dificuldades de locomoção» da doente.

Um parecer do Conselho Médico-Legal argumenta que «não eram perceptíveis ao médico quaisquer lesões que pusessem em perigo a vida da paciente, de imediato ou à posteriori».

No entanto, e «conforme resulta do relatório de autópsia», não foi determinada uma radiografia à coluna dorsal que permitiria detectar as lesões raqui-medulares que foram causa directa da morte, contrapõe a acusação do MP.

«Por outro lado, a observação da radiografia realizada a uma parte da coluna (região dorso-lombar) indica que isso justificava »por si só» o estudo radiológico da restante coluna, «o que não foi feito», sublinha a acusação.

Fonte ligada ao processo disse à Lusa que chegou a ser iniciado um outro procedimento criminal contra o condutor da viatura que atropelou a mulher.

«O processo foi declarado extinto porque os familiares da vítima apenas pretenderam que houvesse procedimento criminal contra o médico», disse à Lusa o advogado de acusação, Adão Ferreira de Oliveira.
"
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* eu sei que devia pagar direitos de autor.

sábado, julho 01, 2006

A Ciência A Avançar! A Religião A Travar! No Meio A Pobreza!

"Panel Unanimously Recommends Cervical Cancer Vaccine for Girls 11 and Up
By GARDINER HARRIS

A federal vaccine advisory panel voted unanimously yesterday to recommend that all girls and women ages 11 to 26 receive a new vaccine that prevents most cases of cervical cancer.

The vote all but commits the federal government to spend as much as $2 billion alone on a program to buy the vaccine for the nation's poorest girls from 11 to 18.

The vaccine, Gardasil, protects against cancer and genital warts by preventing infection from four strains of the human papillomavirus, the most common sexually transmitted disease, according to federal health officials. The virus is also a cause of other cancers in women.

Gardasil is manufactured by Merck and should be available within days. Girls as young as 9 can receive the vaccine if doctors wish, the panel voted.

But Gardasil's benefits could be blunted by a complex brew of practical, economic and religious considerations. On the practical side, Gardasil is supposed to be given as three shots over six months. While pediatricians and government health agencies have long been successful in having parents adhere to complex vaccination schedules for infants, older children are more difficult to manage.

Another challenge is Gardasil's price. At $360 for the three-shot regimen, it is among the most expensive vaccines ever. Because cervical cancer is mostly a disease of poverty, those in most need of the vaccine will be the least able to afford it. State vaccination programs, already under financial strain, may refuse to provide it.

"This vaccine will be more expensive than all other childhood vaccines put together," said John Schiller, a senior investigator at the National Cancer Institute, whose discoveries underpinned Gardasil's development. "How do you make sure it gets to the poor women who need it the most?"

Because Gardasil prevents a sexually transmitted disease, some religious groups have sounded reservations about vaccinating young girls.

"You can't catch the virus, you have to go out and get it with sexual behavior," said Linda Klepacki of Focus on the Family, a conservative Christian group based in Colorado Springs. "We can prevent it by having the best public health method, and that's not having sex before marriage."

Ms. Klepacki's group opposes mandating Gardasil vaccinations. States and school districts have the power to decide whether to mandate vaccinations, but such decisions are usually not made until at least a year after a vaccine is introduced.

In a news conference, the federal panel, the Advisory Committee on Immunization Practices, Dr. Anne Schuchat, director of the immunization program at the Centers for Disease Control and Prevention, called the panel's approval of Gardasil historic and "a breakthrough for women's health."

Though the vaccine is costly, studies presented at the meeting showed that its widespread use would save more in health expenses than the cost of buying the vaccine. In the United States, 9,710 women contract cervical cancer each year, and 3,700 die. Millions of women have annual Pap smears to test for cervical cancer, and tens of thousands undergo further expensive testing and procedures after receiving false positive tests.

Such testing will continue in part because the vaccine's preventive effects are years away but also because Gardasil does not protect against viral strains that cause up to 30 percent of cervical cancers.

Cervical cancer is far more deadly in the developing world. Worldwide, it affects 470,000 women and kills 233,000 each year. Merck and some international health groups have said they are committed to making Gardasil available in the developing world, but the World Health Organization is already struggling to provide a worldwide $3.50 vaccine against five major killer diseases.

In the United States, health insurers will probably cover the cost of vaccinations, Dr. Schuchat said. Poor girls without insurance should be able to get the vaccine through Vaccines for Children, a federal program that distributes nearly half of all vaccines.

In fact, the panel's vote all but commits the federal government to buy vaccines for as many as seven million girls at a total price that could exceed $2 billion. The Department of Health and Human Services must confirm this decision, but such affirmations are routine.

After the government initiates a "catch-up" campaign focusing on girls from 13 to 18, it will seek to vaccinate all 11- and 12-year-olds routinely. The vaccine is most effective if given before girls first have sex.

Girls who are not poor enough to qualify for the federal program but who do not have adequate private insurance may have difficulty obtaining Gardasil. Most states have programs to vaccinate those who fall between the health system's cracks, but budgets are already strained.

Merck also hopes someday to receive approval to have boys vaccinated with Gardasil, which protects against two strains of virus that cause 90 percent of genital warts.

Although a few religious groups have expressed mild reservations about the vaccine, many conservative organizations support it."

sexta-feira, junho 30, 2006

Ah! Ah! Ah! É Demais A Falta De Rigor Dos Media

Eu queria que este post fosse uma elegia à Inspeção-Geral de Saúde, que com imparcialidade cumpriu a sua obrigação analisando rápida, mas eficientemente o processo do "falecido feto vs encerramento de blocos de partos".

Sabendo nós que os inspectores e inspectoras da IGS, são (também) funcionários públicos com as suas qualidades e defeitos, mas principalmente sofrendo com os defeitos e exigências de todos os serviços da Administração Central: trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, sem reconhecimento, sem reconhecimento, sem reconhecimento e, acima de tudo, sem retribuição compatível.
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Mas a LUSA, descobriu que as grávidas podem ter "perdas hepáticas" pela vagina.

Coitadas, não lhes chega ter o seu fígado lá encurraldo no abdómen, ainda o vão perdendo pela vagina.
E já repararam se os inspectores da IGS tivesses que investigar também as "perdas hepáticas" daquela grávida, para além da perda do feto?

Eis a notícia veiculada pela LUSA:

"Maternidade/Elvas:Atendimento e transporte sem responsabilidade morte de feto-MS


Lisboa, 29 Jun (Lusa) - O ministro da Saúde afirmou hoje que as averiguações à morte de um feto no hospital de Portalegre, após a transferência da maternidade de Elvas, não atribuem responsabilidades ao atendimento na primeira unidade, nem ao transporte da grávida.

Em declarações aos jornalistas, após uma interpelação do CDS- PP no parlamento, António Correia de Campos asseverou não ser possível estabelecer "um nexo de causalidade" entre o desfecho desta gravidez e o atendimento da grávida e indicou que a morte do feto iria ocorrer independentemente das condições de atendimento.

A morte do feto ocorreu na madrugada de 13 de Junho, no hospital de Portalegre, no dia em que encerrou o bloco de partos da maternidade de Elvas (às 24:00 de 12 de Junho).

A mãe foi primeiramente atendida nesta instituição sendo depois transferida para Portalegre.

O Conselho de Administração do Hospital de Elvas explicou, na altura, que jovem, de 21 anos, tinha sido admitida nas urgências, apresentando "dores moderadas" na região abdominal, sem "perdas hepáticas" (de sangue), e que foi transferida para o Hospital Dr.José Maria Grande, de Portalegre, que faz serviço de apoio à população de Elvas para "situações não emergentes".

A rapariga deu entrada nas urgências de Portalegre, de acordo com Hospital de Elvas, com o diagnóstico de "gravidez de 24 semanas em período expulsivo, ficando internada no serviço de obstetrícia".

O hospital acrescentou que no final desse dia "verificou-se rotura prematura de membranas, tendo ocorrido a expulsão do feto".

HM.

Lusa/Fim.
"

segunda-feira, junho 26, 2006

Portugal Popular, Não É Um Portugal Violento!

A Voz Dos Leitores: Ainda Rui Frade.

"Eu sou Delegado de Propaganda Médica há 26 anos. Actualmente chamam-nos Delegados de Informação Médica. Até 1997 trabalhei medicamentos para todas as especialidades entre as quais estariam a Psiquiatria. Lembro-me do Dr. Rui Frade como médico Interno de Especialidade e lembro-me dele com um conceituado consultório no Porto. Sei que terá tido alguns casos que lhe correram mal, mas em 26 anos de profissão, não conheci nenhum médico que não tenha tido o seu fracasso, assim como não conheço nenhum profissional, seja de que área for, que não tenha de tempos a tempos algo que lhe corra mal, incluindo eu.
Saudações amigas,
Larousse

"A Ignorância é a mãe do Preconceito e este é o pai maldito de todas as tragédias sociais"
Larousse
"

quinta-feira, junho 15, 2006

A Feira, O Circo, A Banha-da-Cobra

Há de tudo.

Diagnosticar, prescrever, produzir e vender.

Tudo em família.

Seriedade? Será que a "banha-da-cobra" também não dá resposta a isto: "Aqui, entre muitos outros, podem ser resolvidos problemas de tiróide, próstata, problemas mamários, pólipos, alzheimer, asma e bronquite, refere Dulce Santos."

Ah, faltam as hemorroidas e as varizes.


"MEDICINA NATURAL - Clínica Rituais abriu na Figueira da Foz

A Clínica Rituais foi recentemente inaugurada na Figueira da Foz. Uma aposta no bem-estar dos clientes, promovendo um acompanhamento personalizado, cuidado e natural.

A Clínica Rituais funciona no número 3 da Travessa do Morim, junto ao Centro de Emprego. Vocacionada para todo o tipo de tratamentos de medicina natural, os seus utentes podem usufruir de todo o tipo de tratamentos com produtos naturais e à base de água, “fiáveis, rigorosos e seguros”, o que lhes confere a “certeza de bons resultados”.

Segunda Dulce Santos, a proprietária do espaço, “a Clínica Rituais” está bem preparada e tem nos seus colaboradores bons profissionais, além de estar equipada com as tecnologias mais avançadas para todo o tipo de patologias.

A técnica referiu que na clínica serão administrados “tratamentos únicos, rigorosos e sérios”, contribuindo para tal, a tecnologia única e exclusiva, existente, ao serviço do bem-estar dos clientes. Aqui, entre muitos outros, podem ser resolvidos problemas de tiróide, próstata, problemas mamários, pólipos, alzheimer, asma e bronquite, refere Dulce Santos.

Os utentes tem ao seu dispor, das 09H00 às 20H00, sem interrupções para almoço e, de segunda a sexta-feira, consultas de Naturopatia, Reflexologia, Iridologia, Hipnoterapia, Homeopatia e Shiatsu.

Dulce Santos trabalha em parceria com Clara Esteves (profissional com experiência de 15 anos em internamento e IPO), sendo que ambas estagiaram com Fernando Figueiredo (conhecido, de entre outros, do programa televisivo “Hora Viva”).

António Barreiro é o responsável pelo shiatsu e pelo reiki e José Amsellem Santos pela Hipnoterapia. Os utentes encontram no espaço muitos dos produtos prescritos, sendo os mesmos, na sua maioria, exclusivos na zona centro e produzidos segundo receita de Fernando Figueiredo."

Uma notícia (??!!) no jornal As Beiras.

A Compressa, O Médico E O Advogado Negligente.

A compressa lá ficou, infelizmente.

O médico acabou o seu trabalho e a enfermeira-instrumentista contou, mas contou mal as compressas utilizadas e recuperadas.

O advogado, na ânsia de atacar e condenar "os médicos", esqueceu-se de acusar a enfermeira-instrumentista. Isto é, foi negligente com o seu cliente.

Obviamente, o tribunal confirmou que uma compressa ficou onde não devia, mas absolveu o médico, afirmando na sentença que a responsabilidade da contagem das compressas pertence à enfermeira-instrumentista e que o advogado esqueceu-se de a incluir no rol dos putativos culpados.

Mas o que choca, é que, apesar da sentença ser tão explícita, o pasquim Diário de Notícias, escolheu este título: "Absolvido médico que se esqueceu de uma compressa".

Mas isto são jornalistas? Ou serão pategos da comunicação?

E Esta Pérola Do Nosso Jornalismo!

No JN de hoje:

"A jovem deverá ter tido alta ao fim do dia de ontem e a perda do seu feto, às 24 semanas, horas depois de ter sido internada nos serviços de Obstetrícia do Hospital de Portalegre, veio dar força aos que têm contestado o fecho do bloco de partos no Hospital de Elvas."

Mas se a expulsão (aborto) tivesse acontecido no Hospital de Elvas, a notícia seria assim:

"A jovem deverá ter tido alta ao fim do dia de ontem e a perda do seu feto, às 24 semanas, horas depois de ter sido internada nos serviços de Obstetrícia do Hospital de Elvas, veio dar força aos que têm contestado o não-fecho do bloco de partos no Hospital de Elvas."

quarta-feira, junho 14, 2006

Assim Se Vê A Força Da Manipulação!

Da Sic on-line (o conteúdo da notícia não tem nada que ver com o que o seu título subliminarmente quer transparecer!)

"Grávida de Elvas perde bebé em Portalegre

Mulher ainda deu entrada nas urgências de Elvas

Uma jovem de 21 anos grávida de 24 semanas perdeu o feto hoje de madrugada, no Hospital de Portalegre, horas depois de ser transferida a partir das urgências de Elvas, informou a unidade hospitalar.

O Conselho de Administração do Hospital de Santa Luzia de Elvas, cuja sala de partos foi encerrada ontem, explica em comunicado divulgado ao final da tarde, que, "às 17h47, a jovem foi admitida nas urgências, apresentando "dores moderadas" na região abdominal, sem "perdas hemáticas" (de sangue).

"Às 18h00 foi transferida para o Hospital Dr. José Maria Grande de Portalegre que, na rede nacional, de acordo com a requalificação dos serviços de Urgência peri-natal, constitui o serviço de apoio à população de Elvas, para as situações não emergentes", refere o hospital.

A jovem deu entrada nas urgências de Portalegre às 19h07, de acordo com o hospital de Elvas, com o diagnóstico de "gravidez de
24 semanas em período expulsivo, ficando internada no serviço de Obstetrícia. (...) Às 20h15 verificou-se rotura prematura de membranas, tendo ocorrido a expulsão do feto às 00h20 de hoje", ou seja cerca de cinco horas depois de ter dado entrada na unidade de Portalegre, acrescenta a administração hospitalar de Elvas.

O comunicado refere, por último, que a jovem continua internada no serviço de Obstetrícia do Hospital de Portalegre, devendo ter alta "nas próximas horas". Contactada pelos jornalistas, a administração hospitalar de Elvas recusou, alem do teor da nota informativa, prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.

Este caso foi hoje utilizado pelo presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Elvas, João Carpinteiro, para pôr em causa o transporte de grávidas após o encerramento do bloco de partos da Maternidade de Elvas, que ocorreu segunda-feira.

Carpinteiro também é membro do movimento cívico Pró- Maternidade de Elvas e dos "Amigos da Fundação Mariana Martins", instituição proprietária da maternidade.

"Perto das 18h00 de segunda-feira os bombeiros receberam um alerta do hospital de Elvas para transportar uma grávida para Portalegre. O bombeiro que se deslocou ao local, ainda perguntou se não era necessário o transporte ser acompanhado por algum profissional de enfermagem ou médico, mas disseram que não", argumentou.

João Carpinteiro considerou ainda que, "com o fecho da sala de partos está tudo a ser tratado em cima do joelho. Enviámos a nossa ambulância mais moderna, medicalizada e com os aparelhos necessários a bordo, e, além de não ter indicado um profissional para acompanhar o motorista, o hospital também não nos solicitou um maqueiro para apoiar", acrescentou.

Contactado pela Lusa, o comandante da corporação dos bombeiros de Elvas, José Santos, recusou pronunciar-se pormenorizadamente sobre este caso, mas frisou: "O hospital e a maternidade de Elvas não se entendem, mas os bombeiros não podem entrar nestes conflitos".

O comandante dos bombeiros explicou à Lusa que, no caso de situações de risco no hospital de Elvas, mesmo antes do fecho da sala de partos, "sempre foram encaminhadas para os hospitais de Portalegre ou Évora".

Esta polémica local surge após o encerramento a sala de partos da cidade por determinação do ministro da Saúde, Correia de Campos, uma decisão contestada pela Fundação proprietária da maternidade e por um movimento cívico constituído para o efeito, entidades que já interpuseram duas providências cautelares em tribunal, das quais se aguarda decisão."

segunda-feira, junho 12, 2006

Parabéns Scolari! Fizeste O Impossível!

O sr Scolari conseguiu que uma parte significativa da população, concretamente muitos adeptos do FCP, não vibrassem com a selecção.

Com as suas guerrilhas patetas (como a dos intelectuais!) retirou-me a alegria de gritar pela minha selecção, que se transformou na seleção do Scolari.

Nunca estive tão indiferente aos êxitos da selecção do meu país, como hoje! Nem no Euro estive tão amorfo...

domingo, junho 11, 2006

"Médicos defendem notificação de erros em saúde."

No Público de 02/06/06, por Catarina Gomes.

"Receber tratamentos em hospitais ou outras unidades é mais perigoso do que andar de avião, defendeu clínico."

Em Portugal, deveria ser criada uma lei para fazer com que a notificação de incidentes médicos às autoridades seja uma rotina, defenderam ontem três responsáveis médicos no II Congresso da seguradora Médis, que decorreu em Lisboa.

Receber cuidados numa unidade de saúde põe tanto em risco a vida como escalar montanhas e é mais perigoso do que andar de avião, afirmou Nicolás Garcia, médico da Clínica Universitária de Navarra, em Espanha, com base num estudo científico.

* Tratamentos médicos desadequados,
* infecções hospitalares ou
* erros

são alguns dos possíveis perigos que um doente enfrenta numa unidade de saúde, juntou.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, afirmou que a cultura de culpabilização de profissionais de saúde esconde, muitas vezes, as causas dos "acidentes médicos", designação que diz ser mais fiel à realidade do que "erro médico".

E a designação "nada tem de corporativo", reiterou. Ao usar o termo "acidente médico", está-se a incluir casos de negligência médica, de "erro involuntário", de problemas de equipamentos ou até de problemas de rotulagem de fármacos que podem induzir em erro e levar à administração errada, referiu.

"Tudo o que corre mal devia ser reportado", disse o bastonário. Mas são muito poucos os hospitais portugueses que dão conta de "acidentes" ocorridos com os seus doentes, defendeu o responsável. Cinquenta por cento dos erros são evitáveis.

Na cultura ocidental, "o erro está associado à culpa", mas falta haver "aprendizagem com o erro", defendeu, por seu turno, José Fragata, cirurgião do Hospital de Santa Marta e professor da Faculdade de Medicina de Lisboa.

"Setenta por cento dos erros não têm consequências, cinco por cento são muito graves e podem implicar a morte. Cinquenta por cento dos erros são evitáveis", conclui, baseando-se em estatísticas internacionais.

De 20 ocorrências, só uma não é ocultada, nota.
O médico afirma que a procura da culpa faz esquecer a origem do problema, que tem, na maiorias das vezes, razões no sistema.

Fragata descreveu o erro médico muitas vezes como "erro honesto", algo diferente da "negligência". "Falhas organizacionais são a maior causa de acidente." O relato destas situações, voluntário ou compulsivo, é uma das hipóteses que se deviam colocar, notou.

O presidente da Associação dos Médicos Gestores de Unidades de Saúde, João Gamelas, disse que deveria haver "uma política nacional do erro". "O relatório de ocorrências de erro ou de situações anómalas devia ser obrigatório por lei."

quinta-feira, junho 08, 2006

"É O Fim Da Minha Vida!"

Afirma peremptória a doente de 65 anos, indiferenciada, percepcionando aquilo que o médico estava a pensar.

Transmissão de pensamento?

Conhecimentos científicos?

Reflexos mais profundos da sobrevivência?

Ou só a revolta do médico perante as injustiças divinas e as incapacidades da Medicina em "tratar tudo", como muita boa gente pensa.

Em Honra A Júlio Machado Vaz.

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sexta-feira, junho 02, 2006

Resposta à "mar"

A amiga "mar" (todos os meus comentadores são meus amigos!) faz grande e interessada reflexão e coloca algumas questões pertinentes, vou tentar responder:

O doente era um doente regular? Sim!

Preocupado? Sim por causa da dor!

Era informado e esclarecido? Doente sexagenário, analfabeto, mas, informado ou esclarecido … sobre que assunto: o presente ou em termos generalistas?

Leu o relatório do radiologista? Desconheço, mas facilitei-lhe a sua leitura, pois propositadamente abri o envelope, li, coloquei-o aberto dentro do TC e mandei-o regressar no dia seguinte.

Se sim, qual foi a sua reacção? Não reagiu, pois voltou no dia seguinte.

Se não, porquê? Talvez por ser analfabeto.

A informação não deve ser transmitida ao doente? Sim senhora, toda a informação, toda a estratégia de diagnóstico e terapêutica, deve ser transmitida ao doente, mas de forma a que o seu conhecimento não vá provocar males maiores se for brusca(ansiedade, depressão, suicídio) e só deve ser transmitida quando se souber o diagnóstico exacto (análise histológica da peça) sob pena de lhe ter mentido sobre uma doença inexistente. Os exames imagiológicos podem falhar!

O exame não é dele? Aí não sei se haverá consenso. A informação contida no exame é indubitavelmente dele, o objecto “exame”, pago pelo Serviço Nacional de Saúde, não sei, embora por questões práticas os faculte ao doente.

Teve uma atitude paternalista porque a pessoa do doente assim o impunha? Talvez. Não. Os médicos não devem ser paternalistas. Devem procurar informar o doente, sem omitir a gravidade, mas de acordo com o que afirmei anteriormente. A sua família devê-lo-á ser imediatamente, dentro da ética do sigilo médico e utilizando estratégias bem definidas, sem revelar o diagnóstico e desde que o doente não se oponha.
Por exemplo, haverá necessidade de verbalizar a palavra “cancro” a um doente com 95 anos com cancro da próstata diagnosticado, sabendo que essa doença provavelmente não irá afectar nem a qualidade, nem a sua esperança de vida?

Mas definitivamente não é esclarecedor. Concordo. A medicina é assim, falível, o que hoje é verdade, amanhã pode não o ser e por vezes é tão subjectiva como a psicologia , que a amiga “Mar” referencia.

Mas confesso que
1) respeito as medicinas tradicionais, sejam portuguesas, chinesas ou africanas, desde que praticadas e inseridas nos seus respectivos meios culturais.

2) Não respeito e sou agressivamente contra todas as outras medicinas ditas alternativas, invenções mais ou menos recentes, com fins mais ou menos ocultos. Sou contra a sua legalização, como por exemplo, a homeopatia, reflexologia, e outras.

3) Respeitos algumas técnicas manipulativas, como a osteopatia, quiropráxia, diversas técnicas de massagens, vistas, apenas, como técnicas terapêuticas (muitas inseridas na medicina física e de reabilitação, vulgo fisioterapia) e não técnicas diagnósticas ou médicas.

4) Dentro do princípio da liberdade individual, cada um pode dirigir-se onde quiser por sua inteira responsabilidade. Deverão as entidades inspectoras actuar perante possíveis erros, atrasos de diagnóstico, negligências e usurpações de funções à luz da legislação actual.

quarta-feira, maio 31, 2006

A Insustentável Gravidade Das Medicinas Ditas Alternativas

Quando se discute a problemática das "medicinas ditas alternativas ou complementares" a Ordem dos Médicos afirma sempre que todos os doentes só deveriam frequentar as chamadas "medicinas alternativas" ou melhor, terapêuticas complementares após uma observação médica com uma referenciação posterior.

A Ordem dos Médicos, como se sabe, aceitou a osteopatia, a acupunctura e a quiropraxia como técnicas terapêuticas complementares condicionando sempre uma consulta médica anterior e impedindo que os doentes fossem consultados, diagnosticados e tratados por estes profissionais.

Agora com um caso em mãos, compreendo esta imposição da Ordem dos Médicos.

O doente x, já passado dos 65 anos, inicia um processo de lombalgias de características mistas, de aparecimento recente e que o próprio supõe tratar-se de um mau jeito.

Instituido primeiramente um simples tratamento conservador, que não mostrou resultados apreciáveis, requisita-se posteriormente uma radiografia da coluna lombar.

As queixas vão continuando, diminuindo a qualidade de vida do doente e perante um resultado normal da radiografia, avança-se para uma tomografia computorizada da região lombar.

Três semanas durou este processo, quando o doente me mostrou o TC o diagnóstico não poderia ser mais desanimador. Segundo o radiologista as imagens sugeriam uma metástase de um tumor.

Expliquei ao doente que era necessário requisitar novos exames porque havia um problema provavelmente grave a descobrir.

Em três dias o sistema de saúde agendou-lhe uma cintigrafia óssea e outros exames para esclarecer a sua situação.

Perante a sua não comparência, investigamos e concluímos: o doente encontrava-se já há 2 dias em tratamentos osteopáticos numa clínica da sua rua e afirmava que só quando acabasse os tratamentos (um mês) iria pensar em voltar SNS!