terça-feira, maio 22, 2007

Para Pensar.

Sucesso é reduzido

Gastar dinheiro para preservar células do cordão umbilical é erro, defende especialista do IPO

O responsável pela unidade de transplantação de medula óssea do Instituto Português de Oncologia, Manuel Abecassis, considerou hoje não valer a pena gastar mais de mil euros na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical.

"Não sei exactamente para que serve [a congelação do sangue]", afirmou Manuel Abecassis aos jornalistas, após ter participado no 3º Congresso Português de Medicina da Reprodução, onde falou sobre o tema "Criopreservação do sangue do cordão umbilical para uso autólogo (próprio): será justificável?".

"Nestes milhares de sacos de sangue congelado em todo o mundo há três casos de sucesso, portanto, não se pode dizer que não serve para nada, mas o que se pode dizer é que a probabilidade de utilização é muito baixa e, provavelmente para todos os casos, há alternativas", justificou.

O responsável afirmou que se tivesse agora um filho "pegava nos 1.200 euros e comprava certificados de aforro", e quando ele tivesse 18 anos entregar-lhe-ia os títulos.

"Acho que ele ficava muito mais satisfeito do que se lhe desse o sangue do cordão umbilical", ironizou, acrescentando que a "probabilidade de utilização para uso próprio é tão pequena que não há benefício".

Para o especialista, a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical vende porque "está a ser uma moda".

"As pessoas são livres de fazerem o que quiserem. Entendo que a actividade privada não deve ser proibida, como acontece em Itália e em Espanha, mas temos que ter a certeza que as empresas que a praticam dão informação científica rigorosa e objectiva aos seus potenciais clientes, e isso não está a acontecer", disse.

Manuel Abecassis afirmou que os sites das empresas privadas que se dedicam à congelação do sangue do cordão umbilical "não contêm informação correcta, rigorosa e objectiva", sendo "muito fantasiosos".

"Estamos muito longe daquela recomendação da União Europeia de que a informação deve ser cientificamente válida", sustentou.

O responsável criticou o facto de as empresas portuguesas que desenvolvem esta actividade apresentarem esta técnica aos pais como "um seguro de vida para o filho", dando a entender que o sangue "pode servir para tudo e mais alguma coisa".

Em contrapartida, o responsável defendeu a criação de um banco público de sangue do cordão umbilical, afirmando que "faz falta".

"Temos conseguido obter sangue de cordão umbilical noutros países, e com regularidade temo-lo feito. É possível que existindo um banco da população portuguesa se consiga obter amostras que sejam geneticamente mais favoráveis", disse.

O especialista salientou, no entanto, que a criação de um banco deste tipo "tem que ser muito bem pensada", por se tratar de "uma iniciativa que não pode falhar".

"Tem que se ter objectivos claramente definidos, metas para os conseguir alcançar e, sobretudo, saber de onde vem o financiamento", defendeu. n

Lusa

sábado, maio 05, 2007

Prof. José Manuel Silva A Bastonário!

Subscrevo integralmente.

Este homem merece ser Bastonário.

"Michael Porter e Correia de Campos
Artigo do Prof. José Manuel Silva*

Não, não se preocupem que não confundo as duas personalidades!

Michael Porter é um reconhecido e laureado economista, especialista em estratégia competitiva e profundo conhecedor da Saúde; em co-autoria com Elisabeth Teisberg escreveu um livro notável -- Redefining Health Care. Creating Value-Based Competition on Results.

Um pequeno resumo das ideias veiculadas nessa magnífica obra, cuja leitura recomendo vivamente, em particular aos responsáveis nacionais e locais da Saúde, foi agora publicado (JAMA, 2007; 297: 1103-11). Vale a pena salientar algumas frases:

- Embora as propostas de reforma da Saúde difiram, têm isto em comum: todas examinam o sistema actual e perguntam que modificações, impostas de fora, podem efectivamente controlar os custos, que são elevados e aumentam continuamente. Esta abordagem do problema falhará, porque começa com uma falsa premissa. O objectivo do sistema de Saúde não é minimizar os custos mas fornecer valor aos doentes, ou seja, mais saúde por cada dólar gasto.

- É necessária uma maior liderança dos médicos, agora. A única solução real para o problema nacional da Saúde é aumentar dramaticamente o valor dos cuidados de saúde prestados com o dinheiro que está a ser gasto. Isso nunca será conseguido do exterior, remendando esquemas de pagamento e incentivos. Aumentar o valor dos cuidados é algo que apenas pode ser conseguido pelos médicos.

- A competição na Saúde é disfuncional quando cada interveniente no sistema ganha não porque aumenta o valor para os doentes mas porque rouba valor de outros (diminuir tempos de consulta, esmagar salários, restringir serviços, transferir custos, etc.). Nenhuma destas medidas melhora os resultados da Saúde por cada dólar gasto -- de facto, muitas vezes tem o efeito inverso.

- A competição pelos resultados (melhor saúde por dólar gasto) produziria múltiplos vencedores: os doentes, que receberiam melhores cuidados, os médicos, que seriam recompensados pela excelência, e os custos, que seriam contidos.

- Um sistema baseado em valor fundar-se-ia em três princípios simples: 1) o objectivo é o valor para os doentes; 2) os cuidados de saúde devem ser organizados em redor de condições médicas e dos seus ciclos de cuidados, não em serviços de especialidades que obrigam o doente a percorrer múltiplos departamentos; 3) os resultados são medidos e divulgados (na cirurgia de by-pass coronário, a mortalidade em New York diminuiu 41% nos primeiros quatro anos de comunicação de resultados).

Tudo ao contrário

Basta olhar para a política de Correia de Campos para percebermos que tudo está a ser feito ao contrário. Os objectivos são exactamente os de esmagar salários, restringir serviços, transferir custos para os doentes, asfixiar instituições, substituir recursos públicos por privados… Nada que um qualquer coveiro de um qualquer cemitério deste país não conseguisse fazer. É o caminho mais fácil e o que exige menos conhecimento, experiência e inteligência.

Nestes dois anos de mandato do actual ministro da Saúde, apenas duas medidas são, de facto, de elogiar: a diminuição do preço dos medicamentos e o tímido início da criação de economia de escala com centrais de compras. Há muitos anos que defendo uma moderna e funcional central de compras do Ministério da Saúde para consumíveis, incluindo medicamentos; a poupança seria de milhares de milhões de euros! Mas talvez afectasse alguns interesses…

Todas as restantes medidas visam o racionamento cego, as pseudo-grandes reformas estão encalhadas, as nomeações continuam a ser maioritariamente de carácter nepótico e os «pequenos poderes» exercem-se de forma discricionária, liquidando totalmente a microeconomia do SNS (será esse o objectivo oculto?...).

A reforma dos cuidados de saúde familiares, a mais importante e determinante reforma da Saúde (cujo êxito se deseja e se exige!), caminha a passo de lesma e prenhe de problemas e indefinições. O que tem reflexos graves para todo o sistema de Saúde, nomeadamente para as Urgências hospitalares. Começando com uma excelente ideia, a filosofia das USF, colocou-se o carro à frente dos bois. Pela admirável generosidade e idealismo de muitos, interesses particulares de alguns e pressões sobre outros, constituiu-se pouco mais de meia centena de USF, claramente aquém das expectativas e das necessidades, e sem o devido enquadramento jurídico. Entretanto, induziram-se mais elevados níveis de organização e responsabilidade, o aumento das listas de utentes e maiores cargas de trabalho, mantendo o mesmo acanhado vencimento base dos médicos e com alguns colegas, inclusivamente, a perder dinheiro (o sonho de qualquer ministro! Por isso, o ministro quer mais USF modelo A, sem definir as respectivas regras e compensações…)!

Reforma subvertida

A reforma das Urgências está a ser totalmente subvertida pelas sucessivas decisões ministeriais. Até se inventa a sandice da «valência peculiar» da «Ortopedia a quente» para justificar o não cumprimento do relatório da CTRAPU no que respeito ao Curry Cabral (como é que alguém pode produzir estas atoardas e continuar ministro da Saúde?!).

Confirma-se aquilo de que já se suspeitava, o ministro apenas queria um relatório descartável, que pudesse usar a seu bel-prazer e lhe permitisse fechar SAP indiscriminadamente. Assim, poupa nos anéis e corta os dedos! Nada faz para cumprir o relatório da comissão pela positiva, mas vai fechando toda a assistência médica de proximidade em situações de urgência, ainda antes da implementação das imprescindíveis alternativas.

O que se passa no distrito de Bragança é vergonhoso e perigoso, mas traduz fielmente os objectivos do actual Governo: encerrar progressivamente o Interior do País. A rede de Urgências ainda não está implementada, a rede e o equipamento de emergência pré-hospitalar são uma miragem, a VMER de Bragança está frequentemente INOP, não há um regulamento das consultas abertas, mas os SAP já vão ser encerrados. Porém, como o ministro até reconhece a necessidade de «qualquer coisa», porque as populações ficam demasiado desprotegidas, transforma os SAP em SEP, ou seja, serviços de enfermagem permanente (ao aceitar esta caricata situação, a Ordem dos Enfermeiros evidencia a sua visão distorcida da equipa de saúde e que a sua prioridade não é a qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos)!

O mesmo ministro que teve o despudor de dizer que um médico com estetoscópio num SAP não oferecia confiança (não obstante a presença de enfermeiro e auxiliar e os recursos técnicos e físicos existentes), agora já acha que um enfermeiro oferece confiança e segurança às populações?! Não representa esta medida uma profunda hipocrisia? O senhor ministro, quando está gravemente doente, recorre a um enfermeiro e depois pede-lhe para chamar um médico que pode estar até meia hora de distância? O ministro da Saúde está a insultar a inteligência e a brincar com a vida dos portugueses! E pretender que uma linha telefónica ineficiente (24 Horas, 30/04/07), milionária, espartilhada e burocratizada, independentemente das informações úteis que dispense, pode substituir o atendimento médico urgente presencial é raiar a insanidade e o cinismo!

Até quando?

Vai morrer gente no distrito de Bragança em situações de urgência/emergência por falta de assistência médica, é inexorável. Mas claro, lá iremos ter o INEM a lavar as mãos e o senhor ministro a orgulhar-se de não abrir inquéritos. Mas deve estar todo contente porque vai poupar mais uns euros em horas extraordinárias… Até quando?...

Alguns médicos, mesmo não sendo sequer obrigados a concordar com o regime de chamada, vão aceitá-lo, inclusive permanecendo em presença física durante a noite. Por consideração para com os doentes. Mas o ministro não merece essa consideração. Parece-me chegada a altura de os sindicatos dos médicos pegarem frontalmente na questão dos vencimentos base dos médicos, que são inaceitavelmente baixos, como até este ministro já reconheceu. Vamos dignificar o preço/hora dos médicos, lutando pela sua duplicação (no mínimo!), e aceitar a diminuição do valor das horas extraordinárias para metade. Os benefícios para os médicos e para as suas reformas são evidentes.

Quanto ao senhor ministro, finalmente deixará de andar obcecado com as horas extraordinárias dos médicos, deixará de agitar publicamente recibos de horas extraordinárias, deixará de condicionar a política de Saúde e a assistência aos doentes em função das mesmas, e deixará de as poder usar como arma de arremesso quando lhe convém (basta recordar o elucidativo e cirúrgico título de primeira página do JN de 23/04/07, com óbvia origem ministerial: «Médicos travam mudança dos centros de saúde para manter horas extras»…).

Fica este forte e sério desafio aos sindicatos; curiosamente, era um favor que faziam aos médicos, aos doentes e às obsessões do senhor ministro da Saúde…

*Presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos

Subtítulos e destaques da responsabilidade da Redacção

TM ONLINE de 2007.05.03
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quarta-feira, abril 25, 2007

Hospitais Militares: Uma Vergonha.

Segundo os jornais, haverá uma reforma dos hospitais militares.

Segundo essas mesmas notícias a reforma durará meia década.

Meia década!?

É só fechar a porta dos hospitais. É só mandar a ex-Inspecção Geral da Saúde lá dar uma volta.

O que encontrará será o fim-do-mundo...

Mas cinco anos? Porquê?

25 de Abril: A Única Coisa...

.. que me arrependo de ter feito na minha vida aconteceu no dia 25 de Abril de 1974.

Fiquei em casa.
Era estudante universitário e decidi cumprir os apelos do MFA para ficar em casa.

Depois vi que o povo estava na rua e eu em casa.

Não havia telemóveis, computadores, messenger, skype, e-mails... e a "velhota" que me alugava o quarto tinha, como muitas, o telefone fechado com um cadeado....

Como me arrependo do que fiz nesse dia!

segunda-feira, abril 23, 2007

As Carótidas Do Público.

O jornal Público tão preocupado com os diplomas do nosso primeiro, tem que começar a exigir diplomas de cultura geral aos seus jornalistas.

O senhor Hugo Daniel Sousa afirma:

"Eusébio tem placas de ateromas nas carótidas, patologia designada como aterosclerose ou, nos casos em que afecta artérias, também conhecida como arteriosclerose."

Saberá o senhor Hugo o que é uma carótida? Mas se "carótida" for artéria, então o Eusébio terá arterioesclerose e não aterosclerose, de acordo com a explicação do senhor jornalista.

Confuso.

domingo, abril 22, 2007

Liberdade de Expressão.

Em resposta a um post deste blog, sobre um blog cubano (anti-castrista) recebi este comentário com uma ligação para um site sobre a cooperação dos médicos cubanos.

A Natureza (Fraqueza) Humana Não Tem Cura.

No blogue Ladrões de Bicicletas, neste post com um vídeo do Youtube, uma personagem pública.

terça-feira, abril 17, 2007

Se A Cultura é De Violência, Porquê Tanta Admiração!

Da Voz Do Abade: Uma Vergonha, A Ser Verdade!

Ainda é teenager e já manda num hospital! Já para o Guiness.

Neste blog: A Voz do Abade.

E neste post.

domingo, abril 08, 2007

Universidade Pendente.

Carvalho Rodrigues...
Posted by Picasa

sexta-feira, abril 06, 2007

Utente Negligente, Jornalista Iliterato!

Basta ler a notícia com "olhos científicos" e concluir-se que o senhor Romarigo, para além dos seus minutos de fama e vaidade, deveria ser condenado pelos tribunais pelo uso e abuso dos serviços de urgência. E tentar explicar a este senhor vendedor de automóveis o significado da palavra "agudo".

À senhora jornalista Ermelinda Osório, vendedora de notícias, tentar explicar o mesmo.

Jornal de Notícias de 05/04/07:

"Utente acusa hospital de negligência médica

ermelinda osório

Romarigo garante que se não fossem os belgas já estava morto



Agostinho Romarigo, de 34 anos, residente em Peso da Régua, pensou "várias vezes que ia morrer a qualquer momento". Ao fim de vários anos de idas às urgências, consultas e exames aos intestinos, estômago, ecografias e análises, está convicto de que "se não tivesse viajado de emergência para a Bélgica, já estaria, sem dúvida, morto", disse ao JN.

Romarigo é vendedor de automóveis e um conhecido praticante de desportos motorizados e náuticos da região. O seu "calvário" começou em Dezembro de 2003. De lá para cá, coleccionou idas às urgências do Hospital D. Luiz I, na Régua, e do Hospital de S. Pedro, em Vila Real, hoje integrados no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. "Mais de 50 registos de entradas nos hospitais" provam o que considera "um acto óbvio de negligência médica", e pondera uma queixa aos tribunais.

A carta do médico belga, redigida em francês, confirma a operação a uma apendicite aguda e à vesícula. Romarigo explica "Cheguei lá ao final do dia e, na manhã seguinte, operaram-me. Foram duas operações - uma para retirar o apêndice e outra para retirar a vesícula, que sofreu, entretanto, danos graves".

A história tem o seu "pico" a 11 de Março de 2007, um domingo. Mais uma crise levou o jovem ao hospital. "Penso que achavam que a dor era psicológica. Na Régua, já nem me consultavam. Eu até tinha vergonha de lá ir. Davam-me soro e sedativos e mandavam-me embora", diz. Nesse mesmo dia, ainda voltou à Urgência do D. Luiz I "Encolhi as pernas com as dores e nunca mais consegui esticá-las. Mandaram-me para casa com 40 graus de febre. Eu já só pedia a Deus para morrer, porque não aguentava", acrescenta. É então que a família resolve socorrer-se de parentes na Bélgica. Viajou para lá na quarta-feira seguinte.

O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, Carlos Vaz, diz que "não cabe na cabeça de ninguém que uma pessoa com apendicite aguda aguente este tempo todo. Se o problema fosse esse, já estaria morto, não tenho dúvidas".

Na Covilhã foi diferente

Em Janeiro de 2006, Romarigo teve uma crise na serra da Estrela. "No Centro Hospitalar Cova da Beira, na Covilhã, disseram-me que tinha de ser operado ao apêndice. O médico de lá mandou uma carta, mas um dos vários médicos que me atenderam em Vila Real, leu-a e riu-se", conta. Carlos Vaz garante que "todos os exames foram feitos e o utente chegou a dormir no hospital, mas nada foi detectado". O administrador lembra que "o sr. Agostinho Romarigo até tinha o número de telemóvel do cirurgião que o estava a seguir. No dia 11 de Março, podia ter-lhe telefonado, mas não o fez"."

sábado, março 31, 2007

Patético!

Lembram-se dos fenómenos do Entroncamento?

Pois agora temos as grávidas da Figueira da Foz!

Esta da garagem é mesmo patética. Não o acontecimento, que pode acontecer a qualquer grávida (relapsada?), mas fazer disso uma notícia, uma "caixa".

Nem com uma maternidade no rés-do-chão desse edifício, este parto era hospitalar.

Os leitores que pensem quantas localidades de Portugal não têm maternidades, há dezenas, centenas de anos e nunca se afirmou que, após um parto numa ambulância, se reivindicasse uma maternidade local.

Tenham dó!

Nesta matéria das maternidades estou com o CC e contra a demagogia de toda a oposição.

domingo, março 25, 2007

Patética!

A Júlia Pinheiro é a Júlia Pinheiro. Está tudo dito!

Habituou-se a estupidificar os portugueses através dos seus programas, e nós habituámo-nos a vê-la como a personificação desta televisão estupidificadora.

Escreveu umas patéticas linhas no jornal 24 horas de 23 de Março, com o título "Patético."

"Patético

No futuro, algumas crianças portuguesas vão ter dificuldade em assumir a sua identidade geográfica. Dentro de uma década e meia, adolescentes perturbados vão perguntar: “Será que o facto de eu ter nascido numa autoestrada fez de mim este ser errante, sem raízes, sem futuro?”

O retrato está um bocadinho carregado e tem um tom anedótico, mas verdade é que, desde que fecharam algumas maternidades do País, os bebés começaram a nascer em ambulâncias embalados pela sirenes do veículo e por um cheirinho a escape e combustível, que os prepara logo para um mundo marcado por terríveis alterações climáticas."

Quem quiser ler mais pode ir ao site do 24 horas.

A Júlia Pinheiro só agora descobriu uma realidade que já existe há décadas, desde que há ambulâncias, bombeiros e grávidas. Os bombeiros até têm os seus "especialistas" em partos...

O mundo rural é uma realidade e uma óptima realidade, e sempre as grávidas tiveram os seus filhos longe, nos antigos hospitais distritais e muitas vezes no trajecto.

Nunca se falou e quando se falava era em tom factual sem qualquer carga político-jornalística. Até em aviões já nasceram crianças...

Mas a Júlia Pinheiro só agora descobriu que há um país para além dos estúdios da TVI... paciência.

Talvez essas grávidas sejam apoiantes fieis dos seus programas e desconheçam o que são "sinais de parto" que aparecem muito antes do período expulsivo.

Talvez a Júlia Pinheiro possa usar os seus programas e aproveitá-los para um pequeno serviço público, divulgando:

SINAIS DE PARTO
  • Expulsão do Rolhão Mucoso, que consiste na eliminação, pela vagina, de muco gelatinoso, rosado ou acastanhado. A sua expulsão pode ocorrer dias ou horas antes do parto e significa que o nascimento estará para breve.
  • Rotura da Bolsa de Águas, que é a saída de líquido amniótico pela vagina, devido à rotura das membranas que envolvem o bebé. Pode sair lentamente ou de repente, em grande quantidade. Normalmente, é claro e transparente. Nesta situação deve dirigir-se ao hospital da sua área de residência o mais rapidamente possível.
  • Contracções Uterinas Regulares - no início do trabalho de parto, as contracções são irregulares (isto é, os intervalos não são certos) e são pouco frequentes. Começa por sentir que a barriga fica rija, podendo não haver dor. Progressivamente, vão-se tornando mais regulares, mais intensas e mais próximas. Quando as contracções forem regulares, com intervalos de dez minutos, deve dirigir-se à maternidade.

O trabalho de parto dura em média de 6 a 12 horas!

Neste site (de onde foram retiradas estes sinais de parto) da Universidade de Aveiro há informações interessantes com desenhos bem elucidativos.

Mas os culpados, presumo, já estão encontrados: os médicos e os enfermeiros que não informaram detalhadamente as gestantes, os bombeiros e o INEM que não foram rápidos, as maternidades que fecharam (e ainda bem!), enquanto estas perdiam tempo a assistir às patetices da Júlia Pinheiro.

Curiosamente lembro-me dos livros que a minha mãe comprou há mais de cinquenta anos para, já nessa altura, não ser surpreendida nas suas gravidezes.

Sempre foi uma mulher previdente... porque não são estas mães agora?

sábado, março 24, 2007

A Tuberculose VIP

Post intitulado O PORTO E A TÍSICA, assinado por e retirado do blogue Rerum Natura (espero que autorizem!):


"O que têm em comum (por ordem alfabética, estando entre parêntesis a respectiva idade quando morreram): Lorde Byron (36 anos), Frédéric Chopin (39 anos), Bento Espinosa (45 anos), Franz Kafka (41 anos), John Keats (26 anos), D. H. Lawrence (45 anos), George Orwell (47 anos), Edgar Allan Poe (40 anos) e Anton Tchekov (44 anos)?

São todos eles nomes das artes e das letras, mas não só. Estará o leitor confuso? Então acrescentemos uma lista de nomes portugueses, todos eles ainda da área das artes e das letras: António Aleixo (50 anos), Amadeo de Souza-Cardoso (31 anos), Júlio Dinis (42 anos), António Nobre (33 anos), António Soares dos Passos (34 anos) e Cesário Verde (31 anos)?

Não, não é apenas a data da morte, que em todos esses casos ocorreu precocemente. É a causa da morte, que foi a mesma em todos eles: a doença que o povo chamava tísica e a que a ciência deu o nome de tuberculose. A tuberculose, causada pela terrível bactéria que dá pelo nome de Mycobacterium tuberculosis (ou bacilo de Koch) foi uma das enfermidades mais letais para as artes e para as letras. Paradoxalmente, como se pode avaliar pelas obras dos autores listados, marcadas em grande medida pela fatalidade, e ainda por obras como “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann (que descreve a estada de Hans Castorp num sanatório suíço para tratar a tísica, uma história inspirada pela doença da mulher do escritor), ou a “A Dama das Camélias” de Alexandre Dumas (baseado num facto real e mais tarde adaptado a ópera por Giuseppe Verdi: no final de “La Traviata”, a jovem Violeta esvai-se, completamente tísica), que teria sido das artes e das letras sem essa doença? Também em “Crime e Castigo”, Fedor Dostoievski conta uma morte por tuberculose inspirado provavelmente na morte similar da sua mulher. E até o famoso quadro “O Grito” de Edvard Munch pode ter sido influenciado pela morte, por tuberculose, da mãe e da irmã do artista.

Também a ciência sofreu com a tuberculose. Dois dos maiores matemáticos de todos os tempos: Niels Hendrik Abel (26 anos) e Georg Bernhard Riemann (39 anos) morreram de tuberculose. O mesmo sucedeu, embora em idades bem mais avançadas, com Julius Mayer (64 anos), um físico tísico que foi um dos criadores da termodinâmica, e com Erwin Schroedinger (73 anos), um dos criadores da teoria quântica. Um outro físico quântico, Richard Feynman, escreveu cartas comoventes à sua primeira mulher, Arline, quando ela estava a morrer de tuberculose e ele trabalhava no projecto Manhattan, em Los Alamos, de construção da bomba atómica.

Em Portugal, a doença conheceu particular incidência na cidade do Porto. Em 1899 o médico portuense Ricardo Jorge chamava-lhe “a sua cidade cemiterial”. E ainda hoje o Porto é uma cidade com uma taxa de casos de tuberculose que ultrapassa largamente a média nacional (infelizmente, Portugal também neste índice ocupa um lugar na cauda da Europa). A doença espalhou-se devido às más condições sanitárias, em particular as que existiam nas chamadas “ilhas” do Porto, que no século XIX e ainda no século XX tinham condições de promiscuidade inimagináveis. Eram verdadeiros “pastos” para a bactéria!

Não admira por isso que um médico pneumologista do Porto, António Ramalho de Almeida, tenha escrito um livro intitulado “O Porto e a tuberculose” e subintitulado “História de 100 anos de luta”. Ele conhece bem o problema por dentro, uma vez que trabalhou mais de 30 anos no Sanatório de D. Manuel II depois de se ter licenciado em Medicina na Universidade do Porto. O livro descreve a vida e a morte na cidade do Porto ao longo dos dois últimos séculos. Começa por falar do Cerco do Porto e de D. Pedro IV, um dos tísicos mais célebres. Porque vem a talhe de foice, acrescente-se, que Salazar, embora não tenha morrido da doença, foi outro tuberculoso célebre, tendo chegado a ser tratado no Caramulo (hoje, no Museu do Caramulo, pode ser visto um retrato dele na serra, da autoria de Eduardo Malta). Esse facto, que não foi muito divulgado, levou Winston Churchill a definir Portugal de uma maneira muito violenta, que só encontra eco no modo como Lord Byron nos tratou (“Com tal gente, / Ó Natureza! Por que desperdiçaste os favores?”):

“É um país de tuberculosos governado por um tuberculoso”.

O livro fala depois do Porto de Júlio Dinis, que apesar de médico doente não escreveu muito sobre a sua doença. Já o mesmo não se passou com António Nobre, também natural do Porto e o autor de “Só”, o livro mais triste que jamais houve em Portugal. São dele e desse livro os versos muito tristes (poema “Canto do Lume”):

“Mês de Novembro! Mês dos tísicos! Suando,
Quantos, a esta hora, não se estorcem a morrer!
Vê-se os padres as mãos, contentes, esfregando...
Mês em que a cera dá mais e a botica, e quando
Os carpinteiros têm mais obra p’ra fazer”.

E também são tristíssimos os versos do poema “Pobre tísica”, que começa assim;

“Quando ela passa à minha porta
Magra, lívida, quase morta,
E vai até à beira mar,
Lábios brancos, olhos pisados:
Meu coração dobra a finados,
Meu coração põe-se a chorar”.

A obra do Dr. António Almeida trata principalmente da longa luta travada contra a tuberculose no Porto, que incluiu, depois da chamada da atenção para a insalubridade nas “ilhas” do Porto por Ricardo Jorge em 1899, a criação pela Rainha D. Amélia nesse mesmo ano da Liga Nacional contra a tuberculose. Essa luta incluiu a angariação de fundos, como a venda do selo anti-tuberculoso, e a construção do Dispensário do Porto, da Colónia Sanatorial Marítima da Foz do Douro e do Sanatório Marítimo do Norte, na praia de Francelos (tal como os ares da montanha, os ares marítimos faziam bem à doença e houve quem fosse tratar-se para a Foz do Douro, assim como houve quem fosse – muitos deles nomes famosos – para a ilha da Madeira). O livro fala de outros sanatórios nortenhos como o de Montalto, no cimo da serra de Valongo, e o já referido Sanatório de D. Manuel II, que foi construído em 1933 no cimo do Monte da Virgem.

A tuberculose foi muito reduzida, em todo o mundo e também no Porto, com a descoberta da bactéria em 1882 pelo alemão Robert Koch (Prémio Nobel da Medicina em 1905). O primeiro sucesso de vacinação anti-tuberculose deveu-se aos franceses Albert Calmette e Camille Guerin em 1906. Foi a vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guerin), usada pela primeira vez em seres humanos em 1921 (quem não se lembra dessa vacina no tempo da escola?). Mas só em 1946, com a preparação do antibiótico estreptomicina, o tratamento da doença se tornou possível. O norte-americano de origem russa Selman Waksman foi o autor da proeza, que lhe valeu o Prémio Nobel da Medicina de 1952.

No entanto, a luta com a doença está longe de estar terminada. A SIDA veio modernamente fazer recrudescer o velho mal. A tal ponto que o Dr. António Almeida termina o seu livro com um grito de revolta:

“Enquanto durar este tipo de mentalidade, enquanto as pessoas não forem informadas com verdade do poder da tuberculose, enquanto nas Universidades não se ensinar devidamente a realidade da tuberculose nas suas múltiplas facetas clínicas, enquanto a comunicação social não fizer uma campanha exigente, consertada e continuada no tempo, e enquanto a tuberculose não der votos, ou por outra, não sensibilizar os políticos, o Porto será a cidade portuguesa com maior número de casos de tuberculose, apesar de tudo o que atrás foi dito com verdade, com história e com alguma glória. Sinceramente não somos merecedores daqueles antepassados que tudo fizeram para que o mal não fosse maior”.

Tem uma correcção de um comentarista que refere que Amadeo de Souza-Cardoso (31 anos) faleceu em 1918 em consequência do surto pandémico da gripe espanhola.

sexta-feira, março 23, 2007

Em Portugal Passou-se O Mesmo Com Os Médicos Espanhóis.

Do blog Medicina Cubana:

martes, marzo 20, 2007

Médicos becados por Cuba causan conflicto en Honduras.

Los pobladores de las zonas rurales del país deberán seguir pagando las consecuencias de los conflictos entre la Secretaría de Salud y los médicos en servicio social. Hoy inicia la segunda semana en la que estos estudiantes de último año de Medicina se han declarado en asambleas informativas.
La razón del conflicto son los supuestos privilegios que Salud le ha otorgado a los estudiantes hondureños becados por Cuba, al permitirles hacer su servicio social sin cumplir el requisito de haber realizado un año de internado rotatorio.
Otra de las quejas es la pretensión de otorgarles un determinado número de plazas médicas directas sin que sean sometidas a concurso. Ángelo Murcia es uno de los médicos en paro y asegura que “las pláticas con la Secretaría (de Salud) ya iniciaron, pero hasta la fecha no hemos podido solucionar nada, esperamos que en el transcurso de la semana se logre resolver algo”, explicó.
LOS AFECTADOS
Salud desconoce la cantidad de pobladores que se han visto afectados por la medida de presión de los médicos en servicio social, pero sí se garantizó que son alrededor de 300 los centros de salud que se han visto perjudicados, la mayoría de ellos ubicados en la zona rural del país.

sexta-feira, março 02, 2007

A Menina Bonita Do Ministro Da Saúde, Queixa-se!

As Unidades de Saúde Familiar são a bandeira de luta do ministro CC e a solução para todos os males da Saúde, nomeadamente para a reestruturação das urgências.

Mas no site do jornal Médico de Família parece que a situação não é assim tão boa.

Eis o que diz um dos intervenientes (José Luís Biscaia) na formação de uma USF:

"Sem os meios necessários a reforma cai!

José Luís Biscaia, vice-presidente da APMCG, lança um aviso: a reforma dos Cuidados de Saúde Primários foi iniciada, mas ainda falta muita legislação de suporte, imprescindível à concretização do processo… Como também faltam muitas das ferramentas essenciais ao funcionamento e à avaliação do trabalho desenvolvido nas Unidades de Saúde Familiar.

A área das tecnologias da informação é, em campo de ineficiência, um exemplo pragmático, com a entidade responsável pelo sector, o IGIF, a revelar-se incapaz de resolver os muitos problemas que afectam o trabalho no terreno. Por exemplo, aponta o médico de família da Figueira da Foz, a sua USF está ligada ao CS por uma largura de banda de 512 kb. Este está ligado à SRS com uma largura de 1 mega… Que por sua vez comunica com o IGIF com uma capacidade de 2 mega.

Ora, não é preciso ser perito informático para perceber que basta que alguns profissionais estejam a utilizar a Internet em simultâneo para que o sistema bloqueie.

Isto, num país onde o Governo apregoa estar em curso um choque tecnológico. Atendendo ao que se passa no terreno, desabafa o médico, “fica a impressão de que na Saúde… Ainda não ligaram o disjuntor”.

Enquanto isso, a paciência dos milhares de profissionais que avançaram no terreno e dos muitos mais que aguardam por novidades para dar o primeiro passo, vai-se esgotando…

Sendo certo que em caso de colapso… A reforma será arrastada na queda!"

quinta-feira, março 01, 2007

Rupatadina, Ainda.

Um comentário anónimo reactiva os posts de 2005, aqui e aqui:

"Anônimo disse...
Além disso, o Rinialer NÃO está aprovado pela EMEA (Agência Europeia do Medicamento) nem pela FDA (Agência Americana de Comida e Medicamento). No que respeita à origem do fármaco, essa é Espanhola e o fabrico tb...
"

domingo, fevereiro 25, 2007

sábado, fevereiro 24, 2007

Sobre A Polémica Das Urgências: A Força Da Ciência Aguentará A Força Da Política!

Há muito que não subscrevo os editoriais do José Manuel Fernandes no Público.

Mas este, do dia 23/02/07, subscrevo-o integralmente!


"Da Patuleia a Chaves, a Valença, a... etc., etc.

Não se pede aos cidadãos que compreendam por que é melhor ter menos urgências, mas melhores - mas exige-se dos autarcas que não incendeiem o bairrismo e procurem, ao menos, compreender os argumentos da racionalidade.

Duas histórias curtas. Primeira: há quase 20 anos, os médicos de uma miúda que sofria de otites crónicas sugeriam aos pais que era melhor levá-la a um hospital francês. Os pais podiam pagar, levaram a filha e o diagnóstico surgiu num ápice: estava-se perante uma infecção rara mas fácil de curar. O médico francês, perante o desalento da família, sossegou-a sobre a qualidade dos médicos portugueses: "Aqui, observo destes casos várias vezes ao ano.

Lá, tenho colegas que se calhar vêem um ou dois na vida. Para mim o diagnóstico é mais fácil."

Segunda: há uma dúzia de anos, pouco tempo após a abertura de um novo grande hospital, o responsável pelo serviço de neurocirurgia pedia à respectiva administração para não lhe darem mais cirurgiões. Esta, porém, queria que houvesse sempre um neurocirurgião de turno nas urgências. O médico contra-argumentava: "Com mais cirurgiões, nenhum deles vai fazer o número de operações suficiente para ser realmente um bom profissional, e com a equipa que tenho consigo colocar um especialista no bloco operatório a tempo caso exista uma verdadeira urgência." A administração, ao que parece, tinha medo do que poderia um dia sair na comunicação social...

Estes dois episódios mostram como para haver excelência nos cuidados médicos, os médicos têm de ter experiência, ter visto muitos casos, ter operado muitas vezes. Isso não se consegue espalhando os profissionais por centenas de centros de atendimento, por muitas maternidades ou, também, por um número exagerado de urgências onde passam muitas horas inactivos.

Isso implica antes uma rede racionalizada que minimize a possibilidade de os médicos ficarem noites e noites de braços cruzados para depois, perante um caso mais complexo numa urgência "descentralizada" e pouco utilizada, acabarem a reencaminhá-lo para as urgências diferenciadas.

A verdade, contudo, é que nem sempre os argumentos de racionalidade ultrapassam o que por natureza é irracional. E não há que temer as palavras: é irracional pretender ter serviços de urgência abertos 24 horas por dia ao virar da esquina pois tais serviços, mesmo que fosse possível pagá-los, prestariam pior serviço que unidades especializadas, competentes, experientes e, por isso mesmo, raras.

Por isso, quando ontem se olhava para a imagem da primeira página do PÚBLICO, era quase impossível deixar de recordar imagens idênticas de revoltas antigas como as da Patuleia, essa quase guerra civil que se seguiu à revolta da Maria da Fonte.

E que levou Maria da Fonte à revolta? Uma medida menor e de elementar higiene pública: a proibição dos enterros dentro das igrejas. Também então a irracionalidade saiu à rua.Nos dias que correm já não se exige que se enterrem os mortos nas igrejas, mas da mesma forma que não se deseja ter lixeiras no quintal, reivindica-se um médico ou uma parteira em cada esquina. E nada disto mudará se, localmente, os eleitos não souberem passar da irracionalidade de quintal à discussão séria das alternativas.

Por exemplo: há discriminação do interior? Não: em 15 urgências que fecham, só três são no interior. Há discriminação política? Também não: dos 15 concelhos afectados, oito são governados pelo PSD, seis pelo PS e um pela CDU. Há menos serviços com um mínimo de qualificação? Não, pois se fecham 15 urgências, abrem 26.

Há ausência de critérios objectivos? Não, basta ler o relatório do grupo de trabalho.

O que há, isso sim, é muito sangue quente e um secular bairrismo.

Pelo que, ou o Governo aguenta este embate, ou então nunca fará uma das reformas que prometeu e que toca ainda mais nas sensibilidades localistas: a da redefinição do mapa judiciário.
José Manuel Fernandes"

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Pandemia!

No coments.
Imagens choque a 190 km/h.




(Da Internet.)