sábado, setembro 01, 2007

O Jornalismo Dos Ratos Ou O Jornalismo Ansiogénico!

Esta página da Internet tem a sua origem no Correio da Manhã, distribuída por Destakes através de RSS do Mozilla Firefox.

Agradeço que leiam a notícia e depois os títulos das "notícias relacionadas".

Que contradição! Que maldade!

Porquê insistir sempre na "estratégia da tensão"?

Os jornalistas são os principais causadores da ansiedade e depressão que se verifica nas consultas em Portugal. São notícias ansiogénicas.

Amanhã estarão os mesmos jornalistas a noticiar que os médicos estão a prescrever ansiolíticos e antidepressivos em excesso.

Pudera.

Até eu já os tomo!

Não vá amanhã abrir a porta de casa e entrarem-me pela casa adentro milhões de ratos…

E assim se vendem notícias e os jornais vão lucrando e os jornalistas com péssimos salários.

2007-09-01 - 00:00:00
Ameaça: Autoridades dizem que praga não chega a Portugal
Douro trava ratos





A subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, declarou ao CM que as autoridades nacionais estão atentas e a acompanhar o problema que se passa no outro lado da fronteira: "Não há nenhuma previsão de que a praga de ratos que está a afectar os campos agrícolas espanhóis chegue a Portugal. Em todo o caso, as autoridades de saúde e veterinárias portuguesas, bem como o governador civil de Bragança, estão a acompanhar a par e passo a situação."

Aquela responsável sublinha que neste momento não existe risco para a saúde pública da população nacional, pelo que não estão a ser tomadas medidas preventivas. Se vier a ocorrer a invasão de roedores, então serão tomadas basicamente duas linhas de acção.
Em primeiro lugar, a eliminação dos roedores, que pode implicar a contratação de empresas especializadas, e, em segundo, o reforço de medidas de higiene. Isso passa pelo uso de botas e por evitar o contacto da pele e das mucosas com água contaminada.

Perante o cenário da invasão, a água da rede pública dos fontanários não estaria em risco de contaminação, uma vez que, sublinha Graça Freitas, às "águas que abastecem os fontanários não são superficiais".

Entretanto, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, afirmou que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) está a monitorizar a situação. "Não é certo que essa praga chegue a Portugal. Dizem-me que há uma barreira natural, que é o rio Douro", acrescentou.
Nunes Correia pensa que a palavra "alarmante" é excessiva para classificar o que se passa em Espanha, mas que "é suficiente para acompanharmos a situação com atenção".

O governador civil de Bragança, Jorge Gomes, disse não haver perigo para Trás-os-Montes. "Estamos com tranquilidade e em contacto com as autoridades espanholas."

A praga de roedores já destruiu as culturas de 621 municípios espanhóis e se estima-se que envolva entre 400 a 750 milhões de ratos.

Cristin Serra








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sexta-feira, agosto 31, 2007

O Custo De Um Valor Sem Preço!

De um visitante raro:


"Caro MEMAI

O Custo De Um Valor Sem Preço!

O JN titula na primeira página de hoje: "Hospitais dão prejuízo de 128 milhões de euros". Os subtítulos que chamam para o interior do jornal dizem: " Das 35 unidades com gestão empresarializada só oito tiveram resultados positivos" e "Aumento muito curto das receitas não chegou para compensar redução de custos". O título da página 5 é: "Hospitais EPE com resultado mais negativo que o previsto ".

Qualquer leitor pensará: O JN acha que os Hospitais não deviam dar prejuízo, que as unidades deviam dar resultados positivos e gerar mais receitas.

Será pedir muito que um jornalista dê a entender, com o mesmo realce com que faz estes títulos, que o custo de ter hospitais não é um prejuízo mas uma despesa do Estado e que é para esse tipo de despesas que pagamos os impostos?

Curiosamente, ou talvez não, a "Figura do dia" é Correia de Campos e o comentário do jornalista Paulo Martins acusa o Governo de a aposta dos Hospitais EPE assentar apenas em critérios economicistas. Ou seja, o Governo só quer resultados de económicos e não os consegue ter.

Será ser ingénuo pensar que um Governo, qualquer que seja, tem de reduzir despesas desnecessárias mas sempre terá "prejuízos" na Saúde?

Será isento o jornalista que chama a atenção para os custos e, ao mesmo tempo, em letras pequeninas, diz que o prejuízo foi este ano reduzido em 57%?

Será que se os Hospitais não tivessem passado a ser entidades que se regem por critérios empresariais, permanecendo na posse do Estado, se tinha conseguido essa redução?

Um visitante raro"

sexta-feira, agosto 24, 2007

Se Este Post Tivesse Título Não Seria Politicamente Correcto!

Segundo a OMS, no Público, por Eduarda Ferreira:


"Mais doenças surgem a cada ano no Mundo


A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou na noite de ontem o seu relatório anual e um apelo aos seus 193 Estados membros para que cooperem na redução dos riscos sanitários que ameaçam a Humanidade no século XXI. Esta agência das Nações Unidas considera que o Mundo está mais vulnerável, devido, nomeadamente, à grande mobilidade das populações.


Os novos riscos sanitários assinalados pela OMS incluem as epidemias transmitidas por vírus, alguns deles só recentemente identificados. Desde 1967, surgiram 39 agentes patogénicos, como o da sida e das febres hemorrágicas de ébola e de Marburgo. Sobre último investigadores da própria OMS e de alguns centros de doenças infectocontagiosas comunicaram há dias que a origem se situa num morcego da fruta com habitat no Uganda.


No relatório "Um Futuro Mais Seguro", a OMS indica os maiores riscos para os anos que aí vêm além de epidemias, acidentes industriais, desastres naturais e outras emergências. Acidentes ou ataques químicos, biológicos ou nucleares são listados entre os perigos, onde se inclui também a mudança climática. No que respeita às doenças infecciosas, a OMS lembra que a sua propagação rápida pode tornar global a ameaça, uma vez que os contactos são facilitados em horas entre regiões muito distantes. Por ano, cerca de dois mil milhões de pessoas viajam de avião.

Por outro lado, novas doenças podem continuar a emergir, dado que os microorganismos evoluem e as pessoas desenvolvem resistência aos antibióticos. Para tudo isto, A OMS afirma só haver algum remédio no empenho dos países em lutar contra a doença e no favorecimento de condições sanitárias às populações. A saúde para todos, defende a mesma organização, implica uma partilha do conhecimento, tecnologias e produtos, incluindo vírus e outras amostras laboratoriais necessárias à segurança global. A OMS alerta para que todo o esforço pode ser em vão, se as vacinas, tratamentos e meios de diagnóstico só forem acessíveis aos ricos.


Neste relatório é sublinhada a necessidade de todos os países se dotarem de eficazes sistemas de alerta e vigilância sanitária e de estabelecerem entre si comunicação sobre eventuais surtos de doença transmissível. Um novo Regulamento Internacional de Saúde, contemplando esta matéria, vigora há dois meses."

quarta-feira, agosto 22, 2007

Exemplar!

A frase é retirada dum post deste blogue - Timor Lorosae Nação. Mas refere-se a outro post de um outro blogue e assinado por Ângela Carrascalão.

Mas o verdadeiro autor da frase é o Povo de Timor!

"Nós, povo kiik, já abrimos os olhos; lutámos pela independência e essa já a conseguimos. Agora, a luta é pelas cadeiras. Os líderes querem cadeiras. Então eles que lutem por elas!

Três Médicos Da CUF Infante Santo Alvo De Processos Disciplinares.

E foi a Ordem, a tal corporativa para muitos, a instaurar o processo por queixa de uma jornalista.

"O Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos instaurou processos disciplinares a três médicos do Hospital da CUF Infante Santo, em Lisboa, na sequência de uma queixa de negligência médica apresentada por uma jornalista, por os clínicos não terem diagnosticado devidamente um enfarte do miocárdio à sua mãe, que faleceu um mês depois."


In "Tribuna Médica" de 21 de Agosto.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Pêlos Públicos!?

De certeza que se trata de uma gralha ou de falha de revisão, mas que tem piada tem, trocar os pêlos púbicos pelos públicos. E não foi no jornal Público mas no Diário de Notícias de 16 de Agosto de 2007.


Era um artigo sobre os partos naturais nos hospitais públicos e referiam que as cesarianas tiveram "até uma diminuição de 32 para 29,6 %".

Na véspera outro jornal referia que as cesarianas nos hospitais privados continuavam a crescer


"No Hospital S. João, por exemplo, os procedimentos de rotina para os partos de baixo risco estão a ser alterados. À entrada, explica a enfermeira-parteira Elisa Santos, a mulher não é imediatamente colocada a soro. Já não há rapagem dos pêlos públicos e, se quiser, a parturiente pode caminhar pelo corredor do bloco durante o trabalho de parto. A episiotomia - corte do períneo para facilitar a saída do bebé - já só é feita quando necessária e não por prevenção em todos os casos. A política hospitalar prima ainda pela redução dos toques vaginais (usados para avaliação do progresso do trabalho de parto) e há também uma adopção de protocolo que quer diminuir o número de cesarianas realizadas."


Assina: Elsa Costa e Silva

quarta-feira, agosto 15, 2007

Viva A Inspecção Geral de Saúde! Viva A Jornalista Joana Ferreira da Costa!

E digo "viva" porque estamos no Verão, é dia abençoado e os médicos e todos os intervenientes na cadeia de uma emergência e da saúde em geral devem ficar satisfeitos com os resultados positivos de inquéritos a uma das actividades mais vigiadas do país.

Não é cunha à ex-IGS porque sou anónimo e ninguém me conhece (?!) e muito menos à jornalista que também não conheço.

Em relação aos inspectores da ex-IGS dos que conheço tenho boa opinião, na isenção e na tentativa de fazerem um trabalho de investigação exaustivo, quer nas suas auditorias, quer em relação aos inquéritos.

O "viva" para a jornalista deve-se ao facto de fazer uma notícia sem provocações subliminares anti-médico como é habitual nos media actuais.


Julgam eles, os media, que conseguem denegrir a imagem positiva da profissão, mas enganam-se como mostra o recente inquérito europeu, onde se demonstra que as campanhas anti-médico atingiram apenas os próprios médicos e não a população em geral, originando nesta camada profissional um efeito de ricochete na imagem dos jornalistas na classe médica e nos outros profissionais da saúde, por vezes com algum exagero, como eu por vezes demonstro.


"Inspecção diz que mulher que morreu na ambulância dos bombeiros em Vendas Novas foi bem assistida


A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) concluiu que não houve falhas na polémica assistência a uma mulher de Vendas Novas, que morreu na ambulância dos bombeiros a caminho do Hospital de Évora. Defende ainda que o fecho nocturno do atendimento permamente (SAP) no centro de saúde da localidade "não teve influência na assistência prestada, nem no desfecho".
Nas conclusões da investigação ao caso - pedida pelo ministro da Saúde, Correia de Campos - a IGAS afirma que os bombeiros voluntários de Vendas Novas chegaram junto da doente dez minutos depois do alerta de emergência . A mulher de 51 anos, com antecedentes de problemas vasculares, "estaria em paragem cardio-respiratória" e foi transportada "sem perda de tempo" para o hospital, lê-se no comunicado de imprensa enviado pelo gabinete de Correia de Campos.

A essa hora, pouco antes das dez da manhã, o centro de saúde estava já a funcionar em pleno, mas as orientações dos serviços do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) do encaminhamento da doente para a unidade de Évora foram as correctas. A ambulância dos bombeiros era a única disponível, já que a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Évora "estava a assistir um doente com enfarte e edema pulmonar agudo".
"Ainda que o SAP de Vendas Novas se encontrasse aberto 24 horas por dia, dada a situação clínica da doente, que corresponde a uma emergência, seria altamente improvável a sua sobrevivência [numa unidade deste tipo]", acrescenta. A IGAS conclui que não encontrou "qualquer comportamento infractório, ou menos correcto" na "actuação de todos os envolvidos na assistência à vítima", pelo que decidiu arquivar o processo.

A morte da doente de Vendas Novas causou uma enorme controvérsia, por ter ocorrido menos de um mês após o ministro ter posto fim ao atendimento nocturno no centro de saúde.
O presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, José Figueira, acusou mesmo o ministro de ser responsável pelo desfecho trágico, por ter desrespeitado a ordem do Tribunal Administrativo de Beja, na sequência de uma providência cautelar interposta pela câmara para travar o fecho do SAP. "

in Publico, 15-08-2007.


segunda-feira, agosto 13, 2007

Afinal Em Que Ficamos: Há Ou Não Há?

A notícia é do Correio da Manhã de 19 de Julho de 2007 e confirma aquilo que já se disse neste blogue.

Interessante, pois não ouvi nada na comunicação audiovisual. Opções!

Em conclusão: em Portugal não médicos a mais para a nossa população.

Começam é a haver faculdades a mais…

"Portugal supera Reino Unido

Médicos acima da média em Portugal


O número de médicos por mil habitantes (3,4) é superior à média dos países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (3.0). De acordo com um relatório ontem divulgado, o País supera o Reino Unido (2,4) ou o Japão (2.0).

Quanto às remunerações, o mesmo relatório refere que os médicos especialistas portugueses recebem mais do que os da Suécia ou os da Noruega."

O Publico também "postou" nesse mesmo dia, por Alexandra Campos:

"Portugal dispõe de mais médicos do que a média dos países da OCDE.

O número de médicos aumentou substancialmente nos últimos 15 anos e Portugal não é excepção.

Segundo um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) ontem divulgado, em 2005 havia 3,4 médicos por cada mil habitantes em Portugal, o que nos colocava ao nível de países como a França e a Alemanha e acima da média da organização (3 clínicos por mil habitantes).

A OCDE ressalva, porém, que os dados portugueses se referem ao total de clínicos inscritos na respectiva ordem profissional, não referindo os que se encontram efectivamente em actividade, ao contrário do que acontece com outros países. A profissão médica é "uma indústria em crescimento", nota a organização em comunicado, lembrando que, nos últimos 15 anos, o acréscimo foi da ordem dos 35 por cento e que hoje estão no activo cerca de 2,8 milhões de clínicos. Na maior parte dos países, este aumento deveu-se sobretudo ao crescente número de especialistas - o acréscimo registado entre os clínicos com especialidades foi de 50 por cento contra um aumento de apenas 20 por cento dos chamados generalistas.

À semelhança do que vinha acontecendo em anos anteriores, em 2005 Portugal o peso das despesas com a saúde aumentou, passando para 10.2 por cento do PIB (Produto Interno Bruto), acima da média da OCDE (9 por cento). Um em cada quatro países da OCDE gastam agora mais do que 10 por cento do seu PIB com a saúde, nota a organização. Os dados indicam que, entre 1990 e 2005, em Portugal as despesas com a saúde quase duplicaram, passando de 5,9 para 10.2 por cento do PIB. Na OCDE, em média, o crescimento foi bem menor, de 6.9 (em 1990) para 9 por cento do PIB (em 2005).

Uma explicação para este fenómeno é a de que o PIB português não tem crescido ao mesmo ritmo do dos outros países. De facto, os gastos em saúde per capita, no ano de 2005, colocavam Portugal nos últimos lugares da tabela (2033 dólares), bem abaixo da média da OCDE (2759 dólares)."

domingo, agosto 12, 2007

Promiscuidade crescente!


 

Esta notícia tem um mês, foi publicada num jornal regional, As Beiras em 03 de Julho de 2007 e mostra a promiscuidade (que já existe!) entre associações científicas, médicas e não médicas, de profissionais, de doentes, etc. e a indústria farmacêutica.


 

É apenas um pequeno exemplo, mas dá para pensar.


 


 

"Rastreios gratuitos aos pés

A Associação Portuguesa de Podologia, em parceria com o Lamisil 1, promove rastreios gratuitos aos pés, no dia 5 de Julho, das 11H00 às 17H00, na Farmácia S. José e na Farmácia Estádio, em Coimbra, com os objectivos de sensibilizar os portugueses para a saúde dos pés e fazer o despiste precoce das doenças podológicas, como o pé-de-atleta que afecta mais de dois milhões de portugueses.
Para prevenir as doenças dos pés o podologista, Manuel Azevedo Portela, presidente da Associação Portuguesa de Podologia, recomenda que se deve secar sempre bem os pés, especialmente entre os dedos, trocar de calçado diariamente, não andar descalço em locais públicos, usar meias de fibras naturais, como seda ou algodão, manter os pés limpos, usar chinelos em instalações públicas como piscinas e balneários e, fundamentalmente, examinar regularmente os pés.
As acções vão decorrer na Farmácia S. José, na Alameda Calouste Gulbenkian e na Farmácia Estádio, na Rua D. João III."

domingo, julho 29, 2007

Assim Continua O Nosso Jornalismo!

A jornalista Cristina Meireles, de Vila Real vai receber o próximo prémio Pulitzer.

Para além de inventar uma nova doença - insuficiência cardíaca digestiva, acrescenta uns detalhes verdadeiramente interessantes para compreender a notícia e afirmações erradas.

Aconteceu no Correio da Manhã de 25-07-2007 e foi assim contado:

“Régua: Homem de 58 anos falece nas urgências
Morreu à espera do médico

Cristina Meireles

Angelina Pinto não se conforma com a forma como o seu marido, Jorge Pinto, foi atendido no Hospital D. Luís, em Peso da Régua

"Se o médico não estivesse a dormir o meu homem poderia estar vivo!” É o desabafo de revolta e dor de Angelina Pinto, 49 anos, mulher de Jorge Monteiro Ferreira Pinto, de 58 anos, que faleceu ontem, às 06h40, nos serviços de urgência do Hospital D. Luís, em Peso da Régua.

A viúva não se conforma com o que ocorreu desde que o marido, “com dores no peito e falta de ar”, saiu, por volta das 04h45, do lugar da Fronteira, em Fontes, concelho de Santa Marta de Penaguião, numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Fontes. Inconsolável, aponta o dedo ao Hospital da Régua. “Fui chamar os bombeiros e eles vieram logo. Cheguei ao hospital, estava lá uma enfermeira que o atendeu e foi para dentro. Mas do médico nem vê-lo. Fiquei aflita porque o meu marido sofre do coração e avisei: ‘Ele acaba aqui.’ Disse várias vezes que lhe faltava ar e que ia morrer.”
Revoltada, Angelina Pinto diz que o funcionário “que estava a preencher as fichas” lhe disse que “na altura o médico estava a dormir”. “Só passados mais de vinte minutos é que apareceu. Apeteceu-me partir a porta, pois acredito que se ele chegasse mais cedo o meu homem ainda hoje estava vivo. Depois disseram-me que já tinha morrido, numa altura em que a viatura de emergência do INEM ainda estava a chegar.” Segundo a viúva, “o médico era um espanhol que costuma lá estar”.

Em Fontes o falecido era bem conhecido. Um seu amigo, António Hortas, disse ao CM que o avisara “para não fazer grandes esforços” devido à sua doença. “Já tinha tido vários problemas com o coração, mas teimava em andar sempre a mexer na vinha.” O corpo chegou à capela de Fontes por volta das 10h00. “Eu só queria que me ajudassem quando ele entrou. Enquanto o médico não veio, piorou. O meu Jorge morreu por falta de médico”, repetiu então Angelina.
BOMBEIROS CONFIRMAM ATRASO

O alegado atraso do médico de serviço na altura em que Jorge Pinto entrou nas urgências do Hospital D. Luís não teve confirmação oficial. No entanto, uma fonte próxima dos Bombeiros Voluntários de Fontes confirmou que o clínico demorou algum tempo a aparecer e que a vítima foi assistida a nível respiratório ao longo de toda a viagem, entrando ainda consciente e a falar nas urgências.
O Gabinete de Utentes do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes, com sede em Vila Real, estrutura que a nível hierárquico gere administrativamente a unidade hospitalar de Peso da Régua, “mostrou disponibilidade para avaliar a situação com a família de Jorge Monteiro Ferreira Pinto e, caso se justifique, avançar com um processo de averiguações sobre o caso”·
O certificado de óbito, emitido ontem, é bem claro: o falecido foi vítima de edema agudo do pulmão e de insuficiência cardíaca digestiva. A hipótese de a família apresentar uma queixa junto do Hospital da Régua, ao que o CM apurou junto de Angelina Pinto, é improvável. “Como é que eu vou andar com isto para a frente? Já morreu... mas é uma vergonha o que aconteceu. O Governo deveria pôr mais médicos nos hospitais”, disse a viúva.
DETALHES

DRAMA FAMILIAR

O funeral foi marcado pela forte emoção dos presentes. Viúva, filha, genro e outros familiares de Jorge Pinto não conseguiram evitar uma enorme consternação no momento da chegada da urna à mortuária de Fontes, trazida por um armador de Santa Marta de Penaguião. O momento da abertura da urna foi dramático, com Angelina Pinto a gritar de dor e revolta pelo que aconteceu ao marido.

A 12 QUILÓMETROS

Fontes, uma freguesia de Santa Marta de Penaguião, está situada no sopé da Serra do Marão. Até ao Hospital D. Luís, na Régua, há que percorrer uma distância de 12 quilómetros.

FILHO DA TERRA

Jorge Pinto era uma pessoa querida junto da população de Fontes. Os amigos já há muito que o alertavam para a necessidade de não esforçar o coração, devido aos problemas que tinha.

SAIBA MAIS

12 foram os quilómetros que a ambulância que transportou Jorge Pinto teve de percorrer, através de estradas sinuosas, até conseguir chegar ao Hospital da Régua.

1836 é o ano em que foi reconhecido o concelho da Régua. No entanto, referências a locais que hoje constituem esse município remontam ao foral manuelino de Penaguião de 1514.

EM RISCO

A Urgência do Hospital D. Luís é uma das que poderá ser encerrada pelo Ministério da Saúde. Nos últimos anos a unidade hospitalar, outrora uma das principais do Norte, tem perdido valências.

SERRANOS

Fontes é uma freguesia do concelho de Santa Marta de Penaguião e está situada quase no sopé da serra do Marão.

Cristina Meireles, Vila Real"

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terça-feira, julho 17, 2007

Utente Ameaça Publicamente Morder No Médico.

Publicado no Diário de Viseu de 17/07/2007


Manuel Santos Murtinheira, de 44 anos, natural e residente de Abravezes, na sequência de um acidente de viação em 2003, teve uma fractura tripla no braço esquerdo. Como resultado do sinistro, foi-lhe colocada uma placa de osteossintese (metal) nesse membro.


Blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, ...


"Ferida cirúrgica
com infecção


"O osso ficou à mostra e não colou pele com pele", indicou Manuel Murtinheira, que depois do episódio, em Vila Real, foi submetido a uma nova cirurgia para remover "os bordos, sendo feita uma nova sutura com linha nylon".
"Estou a correr riscos de possíveis infecções por estar tanto tempo sem cicatrizar", afirmou, realçando que já procede à toma de antibióticos há mais de três semanas. "A minha filha está a estudar veterinária e já me disse que nem aos animais se faz isto, porque se os magoam, eles mordem", concluiu."

"Poeiras prejudiciais


Manuel Murtinheira tem uma empresa de comércio de montagem de estores e não tem funcionários. "Corro o risco de não trabalhar até meados de Agosto e as poeiras que os estores levantam podem ser muito prejudiciais para a cicatrização", vincou.
[baixa fraudulenta]


Referiu ainda que a situação que se assiste em "Vila Real é carne para canhão", indicando mesmo ao Diário de Viseu que vai "partir para a via judicial" contra o médico que o operou naquela unidade."

domingo, julho 15, 2007

Os Números Verdadeiros das Eleições Em Lisboa.

57 907 lisboetas que correspondem a 11% votaram no Partido Socialista Mas refere a maior vitória de sempre e que vai lavar tudo.

32 734 lisboetas que correspondem a 6% votaram no Carmona Rodrigues. Diz que ficou à frente do partido-mãe.

30 855 lisboetas que correspondem a 5,9% votaram no Partido Social Democrata. Diz que perdeu.

20 006 lisboetas que correspondem a 3,8% votaram na Helena Roseta. Diz que ganhou. Se eu tivesse votado, seria a minha escolha.

18 681 lisboetas que correspondem a 3,6% votaram na CDU. E como sempre refere uma esmagadora vitória dos trabalhadores.

13 348 lisboetas que correspondem a 2,5% votaram no Bloco de Esquerda. E portanto o Manel lá continua.

7 258 lisboetas que correspondem a 1,4% votaram no CDS. E novas convulsões no partido-táxi que passará a partido-tandem.

3 122 lisboetas que correspondem a 0,6% votaram no MRPP. Os do costume.

1 501 lisboetas que correspondem a 0,3% votaram no Partido Nacional Renovador. Ainda bem!

1 187 lisboetas que correspondem a 0,2% votaram no Partido da Nova Democracia. Outro Manel que parece que não faz falta.

1 052 lisboetas que correspondem a 0,2% votaram no Partido da Terra. Mas há mais defensores da Terra, como eu.

745 lisboetas que correspondem a 0,1 % votaram no fadista do Partido Popular Monárquico. Três sabemos quem são.


Isto é:



Só 25,7% dos lisboetas maiores de 18 anos votaram nos partidos.


75% dos lisboetas não seguem os partidos.


Para reflectir…

sábado, julho 14, 2007

Cortesia!

Depois de tanta desumanidade ainda há quem se insurja contra a distribuição de normas sobre cortesia e boas práticas aos profissionais de saúde, incluindo médicos. Foi na ARS do Norte.

Pode-se compreender algum exagero. E até se pode afirmar que muito da falta de humanidade se deve às condições de trabalho, das infraestruturas e da própria quantidade de trabalho.

Mas, estes casos são paradigmáticos de um país sem norte e de um ministro que quer revolucionar tudo à pressa criando redes sobre redes sem qualquer sentido de globalização e e integração.

Bem haja a ARS do Norte e as suas normas de cortesia.

Humanismo Negligenciado II

Desta feita é o Correio da Manhã de 14/07/07 que denuncia, pela pena de Cátia Vicente um caso de falta de humanidade de médicos/hospitais, neste caso de directores de serviço, uma casta geralmente intragável e muitas vezes vitalícia.

Castelo Branco : Guerras internas na origem do caso
Criança fez 200 km para pôr gesso

Uma criança de 12 anos portadora de doença rara partiu uma perna durante um exercício de fisioterapia no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, mas teve de deslocar-se mais de 200 quilómetros para pôr gesso.

A mãe do menino, Zulmira Antunes, está revoltada e atribui responsabilidades a “guerras entre o Serviço de Ortopedia e o director clínico”.

Ricardo Antunes sofre de síndrome de Lowe – doença genética que se transmite de mães para filhos rapazes – e tem os ossos muito frágeis. Na quarta-feira, às 15h30, partiu uma perna durante uma sessão de fisioterapia.

Hora e meia depois, “o ortopedista que o viu disse ao director clínico que precisava de alguém que o ajudasse a pôr gesso”, conta a mãe. A resposta chegou às 20h00 e foi a menos esperada. “Mandaram-nos para Coimbra para pôr um bocado de gesso”, revelou Zulmira Antunes.

Já passava das 00h30 quando Ricardo e a mãe chegaram de ambulância ao Hospital Pediátrico de Coimbra. Durante o tempo de espera, a criança – que devido à doença tem problemas renais, dificuldades motoras e cataratas – esteve sem comer, o que deixou a mãe ainda mais indignada. “Será que não têm ninguém dentro do hospital que ajude o ortopedista a pôr gesso?”, questiona.

Zulmira Antunes disse ao CM que “o ortopedista que viu o Ricardo queria tratá-lo mas não teve autorização superior nem uma pessoa para o ajudar”, por isso “fez uma tala improvisada”, para que o transporte fosse menos doloroso.

João Frederico, director clínico do Hospital Amato Lusitano, diz que “é público que tem havido uma situação de divergência entre o Serviço de Ortopedia e a administração” mas afirma que “na ficha clínica do doente em causa apenas é referido que este precisava de uma intervenção e que o colega (ortopedista) não a podia fazer sozinho, pelo que foi solicitado ao Hospital Pediátrico de Coimbra se podia receber o doente”.

Os conflitos no Hospital de Castelo Branco já levaram à demissão do director do Serviço de Ortopedia, função agora ocupada por João Frederico. O médico exerce ainda os cargos de director clínico e da Unidade de Cuidados Intensivos.

Há dois anos, Ricardo tinha partido uma perna no hospital mas “fizeram-lhe logo um raio-X e puseram- -lhe gesso”, conta a mãe, afirmando que “isto só acontece agora porque andam zangados uns com os outros, mas os doentes não têm culpa e não podem ser prejudicados”.

A criança ainda está internada no Hospital Pediátrico de Coimbra, onde vai ser sujeita a uma intervenção cirúrgica às pernas, intervenção essa que já estava prevista há algum tempo."


Humanismo Negligenciado!

No Jornal de Notícias de 13/07/07, por Jesus Zing.

Falta de humanismo?

Uma certa forma de racismo?

Não sei que diga, mas que é crime, é.

E praticado por colegas meus...

"De hospital em hospital com fractura exposta

Um homem, de 33 anos, andou seis horas com uma fractura exposta do úmero e cotovelo entre os serviços de Urgência dos Hospitais Infante D. Pedro de Aveiro e da Universidade de Coimbra, sem que alguém o tivesse assistido.

O insólito aconteceu em finais do passado mês de Maio, quando D. Kredo, um cidadão do país do leste europeu, residente em Aveiro, deu entrada no serviço de Urgência do Infante D. Pedro, pouco depois das 23 horas, vítima de um acidente de viação.

O ferido recebeu os primeiros tratamentos por uma equipa médica ortopedista contratada pelo hospital de Aveiro para suprir a falta de ortopedistas daquela unidade hospitalar na Urgência, tendo sido enviada para o Hospital da Universidade de Coimbra (HUC) a fim de ser tratado por uma equipa de Cirurgia Plástica.

O doente chegou a Coimbra pouco depois das duas horas da madrugada e acabou por ser devolvido a Aveiro, onde deu entrada pelas 5.30 horas, sem que tivesse sido observado pelos cirurgiões plásticos. Segundo apurou o JN, os ortopedistas de serviço na Urgência em Coimbra recusaram o internamento do sinistrado, considerando que "não se justificava", na altura, a intervenção dos colegas de cirurgia plástica, serviço que, aliás, a partir da meia noite, não funciona na Urgência dos HUC.

O doente acabou na sala de operações do hospital de Aveiro, dez horas depois de ter dado entrada na Urgência, a fim de ser tratado pela equipa médica do quadro do hospital aveirense. Este facto, sabe o JN, levou a directora clínica, Lurdes Sá, a encarar a possibilidade de prescindir dos dois médicos contratados à Helped, Prestação de Serviços de Saúde, que ordenaram o envio do sinistrado para Coimbra. O JN tentou falar com Lurdes Sá, mas a directora clínica recusou prestar declarações.

Recorde-se que o serviço de Urgência do Hospital de Aveiro, em alguns dias da semana, é assegurado por equipas de médicos estranhos ao serviço do hospital de Aveiro, um facto que tem provocado mau estar na Ortopedia. A diminuição da qualidade do serviço prestado e o aumento da lista de espera levaram a que o director do serviço, António Meireles se tivesse demitido. Mesmo a substituição pelo ortopedista Costa Martins não foi bem aceite, o que levou a que a directora clínica Lurdes Sá assumisse a direcção da Ortopedia."

quinta-feira, julho 12, 2007

A Demagogia De Fernando Madrinha

Como a maior parte dos jornalistas (os tais que tinham, têm?) uma segurança social de luxo, com baixas também, escreve uma crónica no mínimo demagógica.

Por um lado critica "os médicos" presumo que os 40 mil por fraudulentarem as baixas. Isto é: o médico, sentado na sua secretária, convoca o doente e propõe-lhe uma baixa. Será assim, presumo: oh senhor Manel, vai uma baixinha? Vá lá, aceite qué de borla e ainda lhe pagam por cima!

E o senhor Manel vai para casa pensar, conversa com a esposa e regressa, dizendo: Oh senhor doutor, eu só aceito a sua baixa se puder continuar a trabalhar, pode ser?

Claro que pode. Quem vai verificar isso são os fiscais. E como sabe nós não somos fiscais, embora haja um jornalista de referência que pensa que sim...

Por outro lado critica "os médicos" presumo que os 40 mil por actos inversos aos primeiros: não dão baixas a quem delas precisa.

Será assim, por exemplo: o senhor X é pianista na função pública, tem um acidente e ficam sem os 10 dedos, vai a uma junta médica e pimba, dizem-lhe os malandros dos médicos: não tens dedos, toca com o nariz. Só quando ficares sem o narizito é que te consideramos incapaz...

Nota para que não me acusem de corporativista:

Há médicos maus? Há sim senhor. Há médicos corruptos? Há sim senhor. Assim como em todas as profissões. Veja-se na PJ. Alguém leu "toda a judite é corrupta?" Claro que não, pois não é.




sexta-feira, julho 06, 2007

domingo, julho 01, 2007

Pide/dgS

Este seria o meu título para este artigo de Ivete Carneiro no Jornal de Notícias.


Não tenho qualquer simpatia pelas pessoas em questão, mas se hoje são os bloguers, as anedotas, a afixação de cartazes, amanhã será a comunicação social, a stand up comedy e o pensamento em geral...


"A sombra da delação e da perseguição política paira sobre o caso da exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, apesar de todas as negações oficiais. Antes de se fechar em "blackout" informativo, o líder da concelhia local do PS admitiu ter sido um membro da Juventude Socialista de Vieira do Minho o "cidadão" que pediu o Livro Amarelo do estabelecimento para se queixar do cartaz da polémica. Um cartaz que reproduzia uma entrevista do ministro da Saúde, publicada no JN a 6 de Agosto de 2006, dizendo que nunca iria a um serviço de antendimento permanente (SAP).

Relatado ao PS local, o caso foi remetido ao PS nacional e o ministro da Saúde tomou as devidas medidas, adiantou o socialista Jorge Dantas à Antena Um. Caiu a directora do centro de saúde, Celeste Cardoso, esposa de um vereador independente da autarquia de Vieira do Minho, apoiado pelo PSD. Que fora nomeada para o lugar pelo Governo PSD/CDS, por "manifesto favor político", deixou ontem escapar o ministro da Saúde, numa conferência de Imprensa convocada à pressa para justificar a demissão, já comparada ao afastamento do professor Charrua da Direcção de Educação do Norte.

Correia de Campos negou, contudo, estar em causa qualquer perseguição política. "Não há nenhuma matéria dessa ordem no despacho de exoneração". Apenas a data da sua nomeação, anterior à chegada do PS ao Governo. E garante que Maria Celeste Cardoso "teve todos os prazos para recorrer da decisão e não o fez".

Contactada pelo JN, a ex-directora - e actual funcionária administrativa do centro de saúde - disse não ter querido contar a sua demissão na altura (a 5 de Janeiro) por ser "recatada" e não gostar de "confusão". Isto, apesar de a própria família "querer que seguisse para tribunal". "Sabia que ia acontecer isto que está a acontecer". E só responde "talvez" quando lhe falam em perseguição política.

Classificando de "mentira" algumas afirmações do ministro, Celeste Cardoso desmente que o cartaz "jocoso" - em que o médico Salgado Almeida, vereador da CDU em Guimarães, escreveu "Atenção! Você está num SAP Fuja! Faça como o ministro da Saúde deste pobre país corra para a urgência de Braga!" - tivesse estado exposto "vários dias". "Foi posto na noite da quinta-feira 10 de Agosto. No sábado de manhã, uma funcionária ligou-me a dizer que estava lá um senhor a tirar fotos. Disse-lhe para tirar o cartaz".

Além do PS, a foto chegou à Sub-região de Saúde de Braga a 17 de Agosto, altura em que a directora foi confrontada. Segundo o ministro, Celeste Cardoso foi instada a retirá-lo. Coisa que, garante ela, já fora feita, tal como o fora o inquérito interno que determinou o autor da brincadeira. Que este logo assumiu como um "acto irreflectido, sem intenção de prejudicar o ministro". "Sentia-se indignado por considerar que as declarações do ministro desvalorizavam os funcionários dos SAP". Foi repreendido e o processo entregue à sub-região. Quando esta lhe sugeriu que colocasse o lugar à disposição, recusou fazê-lo. "Não tinha culpa". E diz que nunca lhe foi dito que instaurasse um processo ao médico. Coisa que, de resto, "não faria". "Não havia motivo para tal. Eram declarações do ministro!".

Para o ministro, Celeste Cardoso "desresponsabilizou-se", manifestando "deslealdade para a tutela", prova de que "não reúne condições" para seguir as orientações superiores na implementação das políticas do Ministério. "Demonstrou incapacidade para o exercício do cargo ao não impedir que um espaço de prestação de cuidados de saúde fosse utilizado para a luta política local", lê-se no despacho assinado de 5 de Janeiro. Dois meses antes de a directora terminar a sua comissão de serviço."

sábado, junho 30, 2007

O Ministro Da Saúde Está JOCOSAMENTE Doente

O jocoso está a dar. E para o torto.

Tudo o que é jocoso é susceptível de exclusão, demissão, investigação, etc.

O País está a ficar cinzento...

"SIM - Sindicato Independente dos Médicos Jornal Virtual do SIM


NOJO
Ao Ministro da Saúde, não lhe chega demitir. Não lhe chega que o faça sem motivo sério, revelando autoritarismo, défice democrático e intolerância. Não. É preciso, para além da autoritária demissão, ofender, achincalhar e massacrar.
É claro que a Senhora Directora, ora demitida, estava no cargo por vontade política, que não era médica, que estava ligada a um Decreto do anterior Ministro que já nem está em vigor. Também é claro que todos os Directores continuam a ser nomeados pela lapela e que devem lealdade a quem os nomeia politicamente.
Mas a Senhora está a ser demitida porque se recusou a levantar um processo disciplinar ao médico que, voluntariamente, logo se identificou como o autor da aleivosia e da imprudência. E recusou-se porque advertiu o médico e retirou o cartaz logo que dele teve conhecimento, sanando um incidente, necessariamente menor.
Mas não chega. O Ministro queria a cabeça do malandro e, como a não teve, ficou com a cabeça da chefe do malandro. Alegando deslealdade. E porque é proibido falar ou ousar tecer qualquer comentário, mesmo que com salutar humor, do Ministro da Saúde e do Governo.
E, claro, quer que todos esqueçam o que disse: nunca fui a um SAP nem nunca irei. Frase que ofende milhares de médicos e que causa insegurança nos doentes que recorrem aos mesmíssimos SAP que o Ministro da Saúde mantém abertos e para onde, ainda hoje, o próprio INEM drena as suas emergências (sim está escrito emergências).
O despacho, conhecido desde Janeiro, viu agora a luz do dia no elucidativo Diário da República. E este, para a história, dita o que toda a gente vê: prepotência, excesso, autoritarismo. À perplexidade pública da leitura do Despacho de Sua Excelência, diligentemente assumido por um subalterno leal, o Ministro acrescenta sal na ferida justificando a confusão em conferência de imprensa. Porque quer ter razão. Porque não percebe que o que fez nunca lhe pode dar razão. Porque só lhe dará razão quem o bajula e quem perdeu o discernimento da vida, da democracia e da tolerância.
Inevitavelmente, Correia de Campos, o Ministro da Saúde, há-de tropeçar na sua própria língua.
"

Acabou-se O Repouso Neste Portugal Profundo!

A solidariedade ao autor do blog Portugal Profundo obrigou-me a sair da hibernação e como quero também ser acusado e julgado digo e repito que o senhor Sócrates usou um título profissional indevidamente e que toda a história que tem sido contada sobre a sua faxil licenciatura deveria ser investigada pela Polícia Judiciária se esta de facto fosse independente do Governo. Basta ver de quem se rodeou o senhor Sócrates neste processo: uns estão presos, outros arguidos e outros investigados.