Voto SIM: Carminho & Sandra
Rita Ferro Rodrigues "
(Publicado aqui)
"Tanto dislate se ouve e lê, por vezes publicado inconscientemente, que decidi esclarecer quem me procurar, para que os jornalistas (e outros intelectuais!) sejam um meio para os 'media' fomentarem a literacia científica."
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Será que alguém que por aqui passou duvida do meu empenhamento no referendo e no SIM.
Só os cegos é que não viram!
No que não entro é em discussões para as quais sei que não estou preparado. E se ouço vozes científicas a opinarem contraditoriamente só me resta "escolher" aquela com que mais me identifico. Não sou parvo, nem hipócrita.
Como não sou cientista, vou dar a minha opinião sobre o quê, como querem a comentadora NSQNU (jurista) e a Maria João do "sutiãn" (mas que apesar dos seus títulos académicos nem sabe o nome correcto da sua peça de vestuário: sutiã, s. m. do Fr. soutien-gorge).
Dou a minha opinião do que sei. Agora se o feto tem dor às 10 semanas ou 9, se tem terminações nervosa, se sofre, não sei.
O que sei é que será sempre FETO até nascer e só depois será BEBÉ.
O que sei é que a palavra NASCIMENTO se refere ao DAR À LUZ.
O que sei é que quem tem dor é a mulher que decide interromper a sua gravidez porque não tem condições para a manter. E que sofre por ser penalizada duas vezes neste país de juristas e professorers, doutorados, mestres, licenciados, muitos upgradeados.
Dasse, dha, não me chateiem!
Mas, meninas, tenham calma e espero que nunca tenham uma gravidez indesejada. Já sabem, se ganhar o SIM têm o problema resolvido, se ganhar o NÃO, ou vão a Espanha ou vão ao vão de escada ou às clinicas proprietárias dos VIP, que se empenham pelo NÃO.
Opinei!
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"Em artigos publicados em revistas científicas (e não meras opiniões não fundamentadas, em debates televisivos), alguns têm defendido que o feto nunca sente dor.
Nunca, até ao fim da gravidez. Muito provavelmente, isto não é verdade. Não é crível que assim seja. Às 24 semanas estão já estabelecidas as ligações entre o tálamo e o córtex que permitirão ao feto estabelecer contacto com o mundo exterior e sentir. Todas as mães (e muitos pais) sabem que o seu feto (bebé, criança é só quando nasce!) reage a estímulos nos últimos 3 meses da gravidez. Reage com movimentos ("pontapés") a carícias dos pais, tranquiliza-se com a voz de ambos, com música agradável.
Os receptores nervosos começam a formar-se logo entre as 8 e as 15 semanas, mas são como tomadas sem corrente num edifício em construção; a electricidade só é ligada quando passa ser habitado. Ou seja, depois das 24 semanas. Muito provavelmente só às 30, quando a EEG mostra que o feto já consegue estar "acordado".
A evidência científica actual é a de que a dor implica percepção e consciência do estímulo doloroso. A dor é uma experiência emocional e psicológica, resultado de activação cortical. A reacção a estímulos externos, às 8 semanas, é um reflexo primitivo, que pode existir com estímulos não dolorosos. Como a nossa perna salta quando o martelo bate no joelho. É resultado de um curto-circuito entre receptores e músculos, através da medula espinal, sem passar pelo cérebro. Sem vontade e sem consciência. Sem dor.
O feto de 10 semanas não tem dor, não tem vontade, não tem vigília, não tem consciência. As primeiras ligações ao córtex cerebral em formação, acontecem entre as 23 e as 30 semanas. Mas anatomia é diferente de função. A evidência mais precoce de actividade cortical é entre as 29 e as 30 semanas.
Numa área cientificamente controversa, em pleno calor de uma campanha, afirmações não comprovadas (pseudo-científicas) são tudo menos honestas e responsáveis. Não há argumentos científicos neutrais. O que há são dados científicas, que passam o rigor da comprovação, da revisão por pares antes da aceitação por revistas internacionais. E mesmo estes estão sujeitos a um escrutínio permanente por parte de novos estudos.
A Organização Mundial de Saúde aconselha mesmo que se não deve dar anestesia ao feto antes do 3º trimestre para cirurgia ou abortamento. Por não estar provado que o feto sinta dor nos seis primeiros meses (muito pelo contrário) e pelos riscos aumentados para a grávida. As afirmações em sentido contrário ao estado actual dos conhecimentos, são apenas poeira lançada aos olhos de quem já não quer ver. São convicções e crenças de quem toma partido.
Provada, essa sim, está a dor das mulheres que sofrem as complicações de saúde e as consequências legais dos abortamentos clandestinos. E há que tentar acabar com ela, como tem vindo a suceder em tantos outros países.
Aos dogmas o "não" acrescentou a fraude e a argumentação pseudo-científica. O papel da ciência é fazer perguntas e pôr dogmas em causa, desconstruir mitos e crenças e fortalecer as nossas convicções.
Pela minha parte, estou cada vez mais convicto. Por isso só poderei votar SIM."
JORGE SEQUEIROS
MÉDICO GENETICISTA, PROFESSOR CATEDRÁTICO ICBAS E IBMC (UP).
PRESIDENTE DO COLÉGIO DE GENÉTICA MÉDICA (ORDEM DOS MÉDICOS);
MEMBRO DO CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA. MANDATÁRIO DO MPE.
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Para que não me acusem de machista, aqui vai o cunnilingus. Não está provado que este acto sexual origine qualquer tipo de vida. Já descrito em templos antigos, provavelmente tempos mais livres do estes em que vivemos, onde falar de sexo é pecado, imoral ou politicamente incorrecto. Está provado que o sexo não existe, logo o aborto não existe...
Fresco em Pompeia. MARTIALIS CVNULIGVS (apógrafo), Publicado em: Aspectos da cultura popular antiga: apresentação, tradução e discussão de alguns grafites pompeianos, Estudos de História (UNESP-Franca), 4, 2, 143-150 (publicado em 1999).
Lakshmana Temple Complex. Main temple, close detail: S side, cunnilingus eroticism, inscription date A.D. 954. Material: sandstone. Period: Candella (the first Candella is thought to have ruled early in the 9th century AD). Khajuraho, Madhya Pradesh Country: India.
Ancient temple statuary of the Dakini Tantra.
Michel Debray: Toiles expressionnistes et érotiques. Huile. Cunnilingus. 2003.
A famosa língua dos Stones.
"Nem tudo o que luz é ouro."
(Image: DC Dept of Health)
Oral sex linked to mouth cancer
ABC Science Online
Thursday, 26 February 2004
Oral cancer is rare but a tiny proportion may be caused by a sexually transmitted virus Oral sex has been linked to a tiny risk of mouth cancer, an international team of scientists say.
Researchers had suspected that a sexually transmitted virus linked to cervical cancer, the human papillomavirus (HPV), could also be associated with tumours in the mouth.
Now researchers working for the International Agency for Research on Cancer in Lyon, France, have provided more evidence, publishing their results in the Journal of the National Cancer Institute.
The scientists studied more than 1600 patients with oral cancer from Europe, Canada, Australia, Cuba and the Sudan and compared them with more than 1700 healthy people.
They found that patients with oral cancer associated with a strain of HPV known as HPV16 were three times more likely to report having had oral sex than those without the virus strain.
HPV16 is also the most common strain associated with cervical cancer.
"The researchers think both cunnilingus and fellatio can infect people's mouths," according to an article in New Scientist that reported the research.
U.S. virologist Dr Raphael Viscidi from Johns Hopkins University medical school worked on the study. He believed the findings substantiate the link between HPV and oral cancer.
"This is a major study in terms of size," he said. "I think this will convince people."
The risk of getting oral cancer is low and about one person in 10,000 develops it.
About 75-90% of cases are caused by heavy drinking and smoking; the combination of tobacco smoke and alcohol is thought to produce high levels of cancer causing agents.
But scientists had been puzzled by a group of young people who developed oral cancer.
"We have known for some time that there is a small but significant group of people with oral cancer whose disease cannot be blamed on decades of smoking or drinking, because they're too young," oral cancer specialist Professor Newell Johnson of King's College London told the magazine.
"In this group there must be another factor, and HPV and oral sex seems to be one likely explanation. This study provides the strongest evidence yet that this is the case."
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Comunicado de Imprensa - MÉDICOS PELA ESCOLHA
HONESTIDADE CIENTÍFICA: UNS TÊM, OUTROS NÃO!
O movimento MÉDICOS PELA ESCOLHA vem por esta via reagir peremptoriamente às declarações - ontem proferidas no programa da RTP Prós e Contras e hoje publicadas em alguns jornais - de Jerónima Teixeira, investigadora portuguesa na Inglaterra, sugerindo que um feto
sentiria dor antes das dez semanas de gestação.
Qualquer credibilidade científica que pudesse ser reconhecida a esta investigadora é obviamente maculada pela forma manipulatória como Jerónima Teixeira apresentou a sua argumentação, ao reconhecer ela mesma que "a sensação de dor no feto só está provada a partir das 22 semanas".
A primeira condição para se ser cientista é estar pronto a admitir o erro, que normalmente se apura através da avaliação dos pares: *no caso, é fácil verificar que não há consenso nenhum na comunidade científica de que um feto nas primeiras dez semanas sinta dor.
Todas as considerações feitas por Jerónima Teixeira sugerindo que o mesmo fenómeno poderá ser estabelecido antes das 10 semanas de gestação conformam mera especulação politicamente orientada e naturalmente incompatível e descredibilizadora de qualquer discurso científico sobre a matéria.
O que Jerónima Teixeira esconde, na realidade, ao dizer que às 10 semanas de gestação um feto tem já em desenvolvimento os "receptores de dor" é que *nesta fase, apesar do feto ter os referidos receptores, ESTABELECIDAMENTE NÃO TEM OS MECANISMOS que lhe permitam a PERCEPÇÃO DE QUALQUER DOR, nomeadamente as ligações cerebrais necessárias para tal
sensibilidade , como foi aliás bastante comprovado, sem qualquer contestação, no recente congresso da Ordem dos Médicos sobre o início da vida.
O movimento Médicos Pela Escolha lamenta, portanto, esta manipulação grosseira de dados científicos* que na verdade constituem uma completa fraude destinada a confundir a opinião pública e descentrar o debate da verdadeira questão colocada no referendo: a despenalização para o fim do sofrimento causado pelo aborto clandestino.
OU NÃO SENTIRÃO DOR AS MULHERES FALECIDAS POR ABORTO CLANDESTINO OU OS MILHARES DAQUELAS QUE SOFREM TODAS AS COMPLICAÇÕES DE SAÚDE QUE SE
CONHECEM DERIVADAS DO ABORTO CLANDESTINO?
Movimento Médicos pela Escolha
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"SÍMBOLOS DE EROS NA SÉ DE LAMEGO / A erosão, natural ou artificial, ainda não destruiu o erotismo desta imagem" www.triplov.org.
Andy Warhol-Meyerovich Galley
Original antique Japanese color woodblock Kuniyoshi (1797-1861), Shunga (Spring picture). Date: c.1835. Chubon size: 10 1/2" x 8 2/3" inches. Fine impression.
"Mayan fellatio ritual" (da Internet)
"Un testimonio artístico del ejercicio de la prostitución femenina tratado sin reparos, es el dibujo grabado en una téssera / tessera de un prostíbulo de época romana, en la que se observa la acción que la prostituta va realizar al cliente" (da Internet)
Arte radiológica.
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No Primeiro de Janeiro de 01/02/07:
"Quatro especialistas cardiotorácicos contra a Interrupção Voluntária da Gravidez
Cirurgiões opõem-se ao fim de vida a pedido
Quatro cirurgiões cardiotorácicos “de prestígio” declararam ontem, na Ordem dos Médicos, apoiar o voto no «Não» no referendo ao aborto porque está em causa “se é ou não possível terminar uma vida individual, a pedido de um cidadão”.
Manuel Antunes, director do serviço de cirurgia cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, afirmou que, no que toca ao Serviço Nacional de Saúde e caso vença o «Sim», o principal problema que se coloca é a escassez de recursos humanos para responder a “esta necessidade”.
A pergunta a referendar “não invoca qualquer razão médica e estabelece um prazo destituído de qualquer fundamento científico”, afirmam Manuel Pedro Magalhães, também director clínico do Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa,
João Queirós e Melo, director do serviço de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, e José Roquete, também director clínico da unidade privada Hospital da Luz.
Integrados no movimento informal «Somos médicos, por isso não», os quatro cirurgiões, acompanhados pelo director de cardiologia pediátrica Hospital de Santa Cruz, Fernando Maymone Martins, sublinharam, porém,
que não apoiam a condenação das mulheres que praticaram aborto. “Se estivéssemos a falar a favor de despenalizar, eu era a favor dessa lei”, explicitou Queirós e Melo, mas “o objectivo é liberalizar”.
Para sublinhar que se está a falar já de “vida humana” no período de gravidez até às dez semanas, Queirós e Melo apresentou um vaso minúsculo, com uma pequena planta, que “parece sem vida, mas vai ser um rododendro, com frutos e flores”.
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Mas ninguém quer discutir quando acaba e porque acaba.
Encontros, seminários, congressos, prós-e-contras, televisões: discutir o início da vida para defender ou atacar a IVG às 10, 12, 14, 25 semanas.
Há tanta coisa mais importante para discurtir!
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No Diário de Notícias de 29 de Janeiro de 2007:
"Tenho a consciência tranquila, sabe? Porque se não tivesse ajudado aquelas mulheres elas iam
meter agulhas até ao útero para abortarem. Há quem pense que isto das agulhas já não existe,
que o raminho de salsa [enfiado na vagina até ao colo do útero] já não existe.
Existe, pois! Todos os dias acompanho gente que vive em bairros de miséria. Essas pessoas não vão a Espanha!
Nem tomam Cytotec. Enfiam agulhas de tricô, sim.
Atiram-se pelas escadas abaixo, sim.
"As palavras, como rajadas, pertencem a José António Pinto, assistente social da Junta de Freguesia da Campanhã, Porto,..."
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No Jornal de Notícias de 30/01/07:
"Uma mudança da posição do Vaticano sobre a utilização do preservativo "não está na ordem do dia", garantiu ontem o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, monsenhor Ângelo Amato, contradizendo declarações de prelados como o cardeal italiano Carlo Maria Martini, segundo as quais o preservativo poderia ser considerado um "mal menor" em algumas circunstâncias. Mantém-se, assim, que a única recomendação da Igreja Católica para evitar a propagação da sida é a castidade, isto é, a abstinência ou a fidelidade conjugal. Monsenhor Amato indicou que a Congregação estuda a "hipótese de intervir de novo" sobre os temas bioéticos. Segundo o prelado, os "novos desafios" respeitam ao embrião, "que chega a ser considerado um produto biológico e não um ser humano", enquanto para a Igreja Católica "o respeito pelo embrião humano é um princípio antropológico não negociável"."
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Sarah Lutz exhibited her paintings at Audart in the Spring of 1997 - a body of work comprised of small canvas panels painted with geometric lines, squares and checkerboard patterns, .../... The evolution of Sarah's work has resulted in "The Morula Series", a collection of paintings of cell clusters or "morulae", which were exhibited at The Painting Center in New York in April of 2003. Sarah has been affiliated with The Painting Center since 1999. She has also had solo exhibitions at the Richmond Art Center in Windsor, Connecticut and at 55 Mercer Gallery in New York City. She exhibits regularly at DNA Gallery in Provincetown, Massachusetts.
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Diário Económico de 23/01/07:
"Tribunal confirma multa da AdC contra médicos."
Jornal de Notícias de 23/01/07
"Ordem multada por fixar preços."
Diário Digital 22/01/07 (2)
"Médicos: Confirmada multa da AdC à Ordem por preços fixos."
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O preservativo aconselhado pelo clero português.
O preservativo feminino.
O preservativo do megalómanos.
As brincadeiras sempre existiram.
The pink condom.
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"... terapêutica endovenosa directamente nas veias..." pois, pois, haveria de ser onde?
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Continuando com a exemplificação de "vidas potencialmente desperdiçadas", palavra de ordem do NÃO, cabe agora a vez ao Padre.
Deus deu-lhe também a capacidade para se reproduzir.
Mas a Igreja retirou-lhe essa graça divina.
Produz espermatozóides como todo o género masculino, os quais, pelo voto de castidade (se o cumprirem) são desperdiçados.
Portanto depois da ilegalização da masturbação, das freiras, agora teremos que ilegalizar o Clero.
3. O Padre.
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De um comunicado do Sindicato Independente dos Médicos no Jornal Virtual
"PODE ESTABELECER-SE A CONFUSÃO NOS CENTROS DE SAÚDE
Foi hoje libertado para a Comunicação Social um Relatório da Inspecção-Geral de Saúde que, ainda que não identificando qualquer relação entre os congressos patrocinados pela indústria farmacêutica e a prescrição médica, identificaria os 14 médicos maiores prescritores de medicamentos. Numa contabilidade à receita e aos custos dos medicamentos prescritos, o mais gastador seria um médico de um CS de Aveiro, prescritor de 95 receitas/dia, aliás suplantado por dois outros (de Santarém e de Guimarães) com mais de 100 receitas/dia.
Nada é divulgado quanto ao nº de doentes que esses médicos atendem por dia,
quanto às doenças que têm e
à sua idade (se são idosos e com várias doenças crónicas, por ex.)
quanto ao nº de utentes na sua Lista,
quantos doentes sem Médico de Família do seu CS atendem e respectiva medicação crónica renovam diariamente.
É omitido que faltam Médicos de Família nos CS, existindo cerca de 700.00 portugueses sem Médico de Família.
É omitido que cada receita do SNS não pode ter mais do que 4 medicamentos diferentes e de cada um mais do que 2 caixas.
É omitido que há medicamentos que são tomados cronicamente e que não são passíveis de serem prescritos em receita renovável tendo que ser prescritos logo na mesma consulta para não obrigar o doente a deslocar-se repetidamente ao CS.
É omitido que as receitas renováveis de 3 vias e com validade para 6 meses têm todas a data do mesmo dia.
É omitido que há medicamentos que apenas são comparticipados na sua embalagem mais pequena, tal como é omitido que os medicamentos são caros em Portugal e que são organismos estatais que fixam os PVP e as comissões dos intermediários.
A menos que seja provado que essas receitas não corresponderam a actos médicos e actos médicos perfeitamente tipificados,
a menos que se chegue à conclusão de que essas prescrições foram inadequadas às patologias dos doentes, então se calhar esses médicos até deveriam receber um louvor do Sr. Ministro da Saúde publicado em Diário da República por trabalharem demais!
Esta jogada populista e pretensamente intimidadora dos Médicos, geradora de eventual perturbação da relação de confiança médico/doente, procedimento a que já nos habituamos a ver ser utilizado pelo Ministério da Saúde em alturas de aperto e para desviar as atenções, pode vir a lançar a confusão nos Centros de Saúde…
E se a partir de amanhã os Médicos de Família
- se recusarem a atender diariamente mais doentes da sua Lista do que o nº referente a umas tantas receitas (60? 70? 80? 90?),
- se recusarem atender
- e renovar medicação crónica aos doentes sem Médico de Família?
- Se quando à noite forem trabalhar para um serviço de Urgência já tiverem ultrapassado a sua quota diária?
Se não aceitarem ser apelidados de “reis da receita”?
Querem que os Médicos apenas atendam utentes não doentes? Como é que vai ser, Sr. Ministro Correia de Campos?"
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Tudo começou com uma análise ao perfil dos maiores prescritores do SNS por distrito: a tutela queria saber quem era e o que receitavam os 5 ou 6 maiores prescritores por Sub-região de Saúde.
Também se analisou o que prescreviam.
Depois, decidiu quem de direito, analisar os 14 maiores a nível nacional. Analisar isto é, fazer uma auditoria. Simplesmente uma auditoria clínica.
Mas hoje, o Público já titula "RECEITAS FALSAS", a RTP-1 fala em "EXPULSÕES DA ORDEM DOS MÉDICOS". Fala-se em "INQUÉRITOS DISCIPLINARES".
O bastonário entra no jogo, alarma, até propõe uma "INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA".
Eu sei porquê. O alvo é uma classe. Depois acusem-me de corporativista...
Será que a entidade que fez a auditoria (a ex-IGS ?) não poderia fazer um desmentido?
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Um óvulo transformado em ovo por um espermatozóide pode originar, em média e em cada mulher cerca de 444 potenciais vidas.
Não sei quantas freirinhas haverá no planeta, mas muitas vidas potenciais se perderão. Nem todas são como a Soror Mariana Alcoforado.
2. As Freiras
Hieronymus Bosch, 1450?-1516.
Hertogenbosch, Brabante Setentrional, Holanda.
(retirado daqui)
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Este blogue vai iniciar a publicação de algumas situações a ilegalizar, pois representam perdas em potência de vidas humanas: uma bandeira dos defensores do NÃO.
1. A Masturbação:
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É um artigo sério que se pode encontrar aqui: Unsafe abortion: the preventable pandemic (COPYRIGHT 2006 The Lancet Publishing Group).
Para reflexão:
"1 An estimated 19-20 million unsafe abortions take place every year, 97% of these are in developing countries.
2 Despite its frequency, unsafe abortion remains one of the most neglected global public health challenges.
3 An estimated 68 000 women die every year from unsafe abortion, and millions more are injured, many permanently.
4 Leading causes of death are haemorrhage, infection, and poisoning from substances used to induce abortion.
5 Access to modern contraception can reduce but never eliminate the need for abortion.
6 Legalisation of abortion is a necessary but insufficient step toward eliminating unsafe abortion.
7 When abortion is made legal, safe, and easily accessible, women's health rapidly improves. By contrast, women's health deteriorates when access to safe abortion is made more difficult or illegal.
8 Legal abortion in developed countries is one of the safest procedures in contemporary practice, with case-fatality rates less than one death per 100 000 procedures.
9 Manual vacuum aspiration (a handheld syringe as a suction source) and medical methods of inducing abortion have reduced complications.
10 Treating complications of unsafe abortion overwhelms impoverished health-care services and diverts limited resources from other critical health-care programmes.
11 The underlying causes of this global pandemic are apathy and disdain for women; they suffer and die because they are not valued."
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No Correio da Manhã de 24/08/06, por Alexandre M. Silva:
"Beja - Médicos não garantem 24 horas/dia
Família de acidentado critica serviço do INEM
Alexandre M. Silva
A vítima mortal, Jacinto Baptista, conduzia este veículo da marca Mercedes
Os familiares de Jacinto Baptista, um homem de 64 anos que faleceu no dia 14 de Agosto na sequência de um acidente de viação em Ourique, Beja, vão apresentar uma queixa ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) alegando falta de assistência à vitima no local do sinistro.
“Não compreendemos por que é que o meu pai não foi assistido no local do acidente por uma equipa do INEM e transportado para o Hospital de Beja pela Viatura Médica de Emergência Rápida (VMER), atribuída àquela unidade no dia 7 de Agosto”, acusou o filho, Vítor Baptista. “Os responsáveis dizem que o serviço funciona 24 horas por dia, mas no caso do meu pai foram os bombeiros que lhe deram assistência porque o veículo não estava operacional por falta de médico.”
O falecido, que conduzia um carro de marca Mercedes, sofreu, por volta das 02h30, uma violenta colisão de um outro veículo, no IC1, perto de Aldeia de Palheiros, Ourique. “Esteve três horas encarcerado e quando chegou ao hospital estava quase sem sangue. Acabou por morrer cerca das 11h00.” Vítor Baptista sublinhou ainda que, caso o resultado da autópsia confirme que o seu pai faleceu por falta de assistência irá apresentar uma queixa em tribunal.
LIMITAÇÕES EM AGOSTO
O administrador do Hospital de Beja, Rui Santos, admitiu que alguns turnos da VMER não se realizaram por falta de médicos com curso, mas sublinhou que o INEM tinha conhecimento das limitações do serviço em Agosto.
Sobre o sinistro no IC1, disse que “o falecimento deveu-se, sobretudo, às lesões”. Segundo fonte do INEM, a operacionalidade da viatura está a cargo do hospital e “foram encaminhados” todos os meios disponíveis para o acidente."
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Outra história de juízes e alcoolemia no Diário de Notícias de 13/01/07, por Inês David Bastos.
"Juiz condenado por conduzir com álcool
Um juiz conselheiro jubilado acaba de ser condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de condução sob o efeito de álcool. O magistrado do Supremo - residente no Porto - foi apanhado pela Brigada de Trânsito da GNR na Estrada Nacional 218 (que dá acesso ao IP4) a conduzir a sua viatura com uma taxa de alcoolemia de 1,28 gramas por litro, que no teste efectuado mais tarde no Instituto de Medicina Legal do Porto subiu para 1,60. Recorde-se que a partir de 1,20 gramas por litro passa a ser crime.
O juiz conselheiro , segundo refere o acórdão do STJ que o condena a uma pena de multa de mil euros e à inibição de conduzir por três meses, elaborado pelo relator Pereira Madeira na passada quarta- -feira, foi interceptado pela BT no dia 30 de Maio de 2005 às 22.15, quando se dirigia para uma sua residência em Bragança. O caso seguiu para o Procurador-geral da República, que - por ser um juiz conselheiro - requereu ao Supremo o julgamento. O conselheiro pediu a abertura da instrução, alegando não existir qualquer infracção. Com que fundamentos?
A contestação
O juiz-conselheiro alega que a sua conduta não preenche "a tipicidade do crime em causa" por não ser verdade "que tivesse ingerido prévia e voluntariamente bebidas alcoólicas em excesso". O magistrado garante que se limitou a acompanhar a refeição "com meia garrafa de vinho" e um digestivo. E justifica que foi o facto de ter"tomado comprimidos para a dor de cabeça" que inflaccionou a taxa de alcoolemia detectada, com a qual disse ter ficado "surpreendido". O conselheiro argumenta ainda que, se "tivesse consciência do grau de alcoolemia, não teria iniciado a condução", que em mais de 40 anos como encartado "nunca provocou qualquer acidente" e que a viagem que "ia fazer era apenas de seis quilómetros".
Argumentos que não colheram qualquer fruto junto dos seus pares do Supremo, que o condenaram por unanimidade (assinam ainda o acórdão os conselheiros Santos Carvalho e Costa Mortágua).
Argumentos do Supremo
O acórdão sustenta que, para praticar o crime de condução sob o efeito de álcool, basta que a pessoa conduza com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, não sendo sequer necessário o dolo, ou seja, a consciência da condução ilegal. "Qualquer condutor, seja ele quem for, tem de ter certos cuidados básicos durante a condução e antes dela (...) tais cuidados, necessariamente ao alcance das capacidades intelectivas e volitivas do juiz conselheiro (...), eram de redobrada observância", escrevem os juízes do Supremo, considerando que o conselheiro "devia ter evitado beber ou, pelo menos, evitar conduzir depois de beber".
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Publicitou-se que o CODU já estava em todo o país, mas nunca se disse que o INEM só funciona 24 sobre 24 horas nas grande cidades.
Este morreu e outros morrerão e a culpa nunca morrerá solteira, porque a culpa será sempre do(s) médico(s), nunca do(s) ministro(s), nem de quem planeia...
In TSF on-line:
"INEM demite-se de responsabilidades na morte de homem em Odemira
O INEM considera que as suas equipas médicas fizeram tudo ao seu alcance no socorro de um homem de Odemira, que demorou sete horas a chegar ao hospital em Lisboa, acabando por falecer. O ministro da Saúde quer perceber o que aconteceu de errado.
( 21:03 / 13 de Janeiro 07 )
O INEM considerou, este sábado, que as suas equipas médicas envolvidas no socorro de um homem de Odemira, que demorou sete horas a chegar ao hospital em Lisboa acabando por falecer, fizeram o que os meios disponíveis lhes permitiram.
Após averiguar o ocorrido, Nelson Pereira, director dos serviços médicos do INEM disse, em declarações à TSF, que a actuação dos seus profissionais, «em três momentos diferentes», decorreu «dentro da normalidade».
«Evidentemente que lamentamos sempre que estas situações ocorram», mas «se nos referirmos ao facto de que Odemira é, infelizmente, como algumas zonas do país, deficitária em termos de acessibilidades a cuidados de saúde diferenciados, em determinadas especialidades, é possível que situações destas aconteçam, referiu Nelson Pereira.
Um homem de 54 anos sofreu um acidente, esta segunda-feira, na estrada que liga freguesias de São Teotónio e Mil Fontes, no concelho de Odemira, para onde o centro de triagem do INEM enviou uma ambulância sem qualquer apoio médico.
Posteriormente, a vitima foi levada para o Serviço de Apoio Permanente de Odemira, onde esteve duas horas, embora sem receber o apoio médico devido, tendo em conta que aquela unidade não dispõe de médios para socorrer uma vítima politraumatizada e com lesões cranioencefálicas.
Depois disso, foi chamada uma viatura médica de emergência e reanimação do INEM, estacionada no hospital de Beja, que demorou uma hora a chegar ao local e outra para tentar estabilizar a vítima.
Foi então decidido evacuar o ferido por helicóptero para o hospital de Santa Maria, em Lisboa, mas, dada a gravidade das lesões, o helicóptero teve de voar a baixa altitude e a reduzida velocidade, tendo o indivíduo acabado por morrer.
Nelson Pereira justificou que para o local foi enviada uma viatura sem apoio médico, porque «em Odemira não existem viaturas com apoio médico», mas apenas em Beja, a 100 quilómetros do local.
Em todo o distrito de Beja, o maior do país, apenas existe uma viatura de emergência médica. No entanto, Nelson Pereira adiantou que esta situação pode mudar num futuro próximo, já que «está a ser equacionada, há algum tempo atrás, a possibilidade de ter outras unidades no distrito».
O director dos serviços médicos do INEM relembrou ainda que «o sistema duplicou o número de unidades nos últimos três anos e vai continuar com certeza a alargar a sua actividade».
Questionado pela TSF, o ministro da Saúde, Correia de Campos, mostrou-se «interessado em conhecer» o sucedido, acrescentando que irá «necessariamente actuar procurando conhecer o que se passou» e perceber «se por ventura alguma coisa de errado funcionou»."
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A recente divulgação da decisão do Ministro da Saúde em aplicar o controlo electrónico da assiduidade dos médicos e as reacções que tem suscitado, motivam a seguinte tomada de posição FNAM:
1. O controlo da assiduidade na Administração Pública encontra-se legislado para o conjunto dos vários sectores profissionais, ainda que não ajustado às respectivas especificidades.
Sempre houve casos de incumprimento e de menor empenho em todos os sectores profissionais. No entanto, está amplamente documentado que o incumprimento de horários, o absentismo e a baixa produtividade derivam fundamentalmente de disfunções institucionais e da inadequação dos métodos de organização de trabalho e de gestão.
2. Aproveitando um inquérito da Inspecção-Geral da Saúde que referiu a situação da grande maioria dos estabelecimentos públicos de saúde proceder ao controle da assiduidade através de “livro de ponto”, o Ministério da Saúde tomou a imediata decisão de aplicar sistemas electrónicos a esse controlo sem discussão prévia desta medida com as organizações sindicais. Procurou, ao mesmo tempo, passar para a opinião pública a mensagem de que, com esta medida, visava melhorar o funcionamento dos serviços e aumentar a sua capacidade produtiva. Estava assim encontrado o pretexto e justificação, para responsabilizar terceiros pelos maus resultados da sua gestão e pela incapacidade de reestruturação dos Serviços Públicos de Saúde até agora demonstrada pela actual equipa ministerial.
3. O controlo burocrático da assiduidade, electrónico ou por outros meios, é apenas um dos instrumentos de gestão e não seguramente o mais importante nas organizações modernas. Ao colocar o acento tónico no estrito cumprimento dos horários como forma de aumentar a produtividade, o Ministério da Saúde procura demitir-se de promover mecanismos de regulação interna centrada na contratualização, com alteração das regras de gestão intermédia das organizações de saúde e da criação de incentivos que discriminem positivamente os profissionais mais empenhados. Acresce ainda que a desresponsabilização dos Directores de Serviço e o esvaziamento do seu importante papel na garantia da concretização dos objectivos assistenciais, vem pôr em causa a desejável autonomia das unidades funcionais.
4. É uma evidência que o Ministério da Saúde tem sido incapaz de definir e contratualizar objectivos de produção para os serviços públicos de saúde, designadamente a nível das unidades hospitalares. Se assim não fosse, já há muito teria desenvolvido esforços na implementação dos Centros de Responsabilidade Integrados (CRI), em vez de continuar a ignorar a legislação que os consagra e que continua em vigor. Simultaneamente, nunca apresentou quaisquer medidas incentivadoras de aumento da produtividade destes serviços, limitando-se a focalizar a sua intervenção em cortes, sem critérios, nas despesas e nos recursos humanos.
5. A gestão de recursos humanos tem sido desastrosa. Pela forte desmotivação que origina, em nada contribui para a produtividade o sucessivo adiamento das negociações do Acordo Colectivo de Trabalho para os hospitais EPE e sobre Carreiras Médicas, deixando milhares de médicos sem qualquer enquadramento socioprofissional, à mercê do arbítrio das administrações.
O recente episódio com os médicos internos, que levou ao adiamento da colocação nas especialidades por o Ministério da Saúde não conseguir dar cumprimento às normas regulares de funcionamento quanto ao início de funções no Internato de 2007, é elucidativa do pouco respeito que os profissionais lhe merecem. Ao frustrar expectativas de jovens que anseiam entrar na vida profissional, o Ministério da Saúde não deu um sinal motivador a estes colegas em início de actividade.
Em defesa do direito constitucional á saúde e dos interesses socioprofissionais dos médicos, a FNAM continua empenhada na dinamização de soluções credíveis e tecnicamente sustentadas que visem reforçar o insubstituível papel das carreiras médicas e do SNS.
A Comissão Executiva da FNAM
Lisboa, 11 de Janeiro de 2007
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Assim se combate o alcoolismo em Portugal e na juventude:
- Quem é personalidade pública pode beber em excesso, que está perdoado!
- Se for "Comissária da PSP detida com álcool a mais"
No Portugal Diário de 10/01/07, por Cláudia Lima da Costa
"Agente conduzia com 2,39 g/l de álcool no sangue e teve acidente
"66 condutores detidos em operações stop.
205 condutores com excesso de álcool.
Uma comissária da PSP de Leiria foi detida na madrugada desta quarta-feira por estar a conduzir com uma taxa de alcoolémia de 2,39 g/l. A oficial da PSP foi detida pela GNR depois de ser interveniente num acidente de viação em Santo Antão de Leiria.
Segundo a PSP confirmou ao PortugalDiário o acidente de trânsito ocorreu às 2h00 da madrugada. A Brigada de Trânsito foi chamada ao local e depois de efectuar o teste de álcool constatou que a agente apresentava mais de 1,2 g/l e como tal teria que ser detida.
A Comissária foi presente ao juiz já nesta quarta-feira e enfrenta agora um processo-crime e um processo disciplinar na PSP."
Se o juiz fosse médico, era negligência.
Mas falou-se no juíz? Não! Só no Luisão.
(Esta minha mania de me sentir perseguido...)
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in Tempo Medicina, de 2007.01.08
Artigo do Prof. José Manuel Silva*
Em meu nome pessoal e no dos médicos, reclamo das condições em que
somos obrigados a trabalhar e declino quaisquer responsabilidades
pelos erros que possam ser cometidos em situações de sobrecarga nos
serviços de urgência de qualquer instituição de saúde
Excluindo os cada vez mais raros dias de relativa acalmia, amiúde a
procura da Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)
ultrapassa amplamente a sua capacidade de resposta com eficiência.
No espaço central da Urgência, que foi dimensionado para 17 macas, é
frequente estar o dobro, o triplo, ou mais, de doentes!
Como especialista em Medicina Interna, estive de serviço à Urgência
dos HUC no passado dia 26 de Dezembro, das 9 às 21 horas. Nesse dia,
das zero às 24 horas, 604 doentes recorreram à Urgência (incluindo a
maternidade)! Na Urgência do Bloco Central, durante o dia, foram
admitidos quase 50 doentes por hora! Um verdadeiro mar de gente, que
provocou atrasos inaceitáveis, logo para a realização da primeira
triagem, e muitas horas de espera para os doentes menos urgentes.
Não é possível responder com atenção, humanidade, acuidade e
qualidade a tantos doentes, com as mais variadas queixas, patologias
e necessidades. O espaço físico não comporta esta quantidade e os
recursos humanos e técnicos, sobretudo os primeiros, são claramente
insuficientes nas horas de maior sufoco.
Em dias de maior enchente não há condições para observar os doentes,
nem macas suficientes para os deitar! Interrogamos um doente e estão
vários a escutar a conversa! Observamos outro doente e somos
acompanhados pelo olhar atento de uns quantos! Queremos auscultar um
coração mas o ruído de fundo parece o de uma discoteca! Necessitamos
de medir a tensão arterial e temos de ir, em verdadeira gincana
entre cadeiras e macas, buscar um aparelho que, muitas vezes, existe
em número insuficiente! Palpamos abdómens com doentes sentados
porque não há um local apropriado para os deitar! Queremos
concentrar-nos nos problemas de um doente e está outro a clamar para
que o despachemos! É necessária uma glicemia capilar mas, no meio da
confusão, já ninguém sabe onde está a máquina! É importante
administrar um medicamento ou colher sangue para análises, mas os
enfermeiros estão todos sobreocupados! É preciso transportar um
doente à ecografia, mas não há auxiliares disponíveis! Chega um
doente grave e está outro a gritar por um urinol! Os telefones tocam
por informações (por vezes, sobre o mesmo doente, são inúmeros
telefonemas!) ao mesmo tempo que os doentes (os que falam) solicitam
assistência! Tão depressa um doente está em risco de aspirar um
vómito quanto é necessário acorrer a um doente desorientado à beira
de se atirar da maca abaixo! Os frascos de soro de 100 cc esgotaram,
pelo que é necessário desperdiçar mais tempo a preparar diluições
com frascos de 500 cc! Etc., etc., etc...
Carta ao director clínico
Em Agosto de 2006 escrevi ao director clínico dos HUC uma carta, da
qual transcrevo o seguinte excerto: "O dia 22 de Agosto foi um dia
de enorme afluência de doentes à Urgência dos HUC, o que implicou um
trabalho profundamente absorvente e desgastante. O mal desenhado
espaço da Urgência (para o tipo de urgência hospitalar que ocorre em
Portugal) mais parecia uma feira, com ruído, confusão, gritos,
ordens, maus cheiros, falta de privacidade, calor, chamamentos,
lamentos, doentes em terceira fila, stress, pessoal subdimensionado,
etc. Os exageros da triagem de Manchester e os conselhos do ministro
da Saúde para que os doentes recorram às urgências hospitalares
vieram piorar o frágil desequilíbrio anterior. Como dizia um colega
ortopedista, quando sentia a agitação no seu sector da Urgência como
demasiada vinha apreciar a babilónia da sala de Medicina, o que lhe
permitia regressar mais animado e reconfortado à Ortopedia".
É completamente impossível trabalhar com qualidade desta maneira.
Para bem dos doentes, como profissionais de saúde tentamos cumprir a
nossa obrigação o melhor que podemos e sabemos, mas, como um dos
porta-vozes dos médicos, não posso deixar de denunciar que, ao
sermos compelidos a trabalhar nestas condições, seguramente que não
podemos evitar alguns erros que, de forma alguma, podem vir a ser
imputados à responsabilidade médica.
Denunciar nas instâncias apropriadas
É no cumprimento do parecer do Conselho Nacional do Exercício
Técnico de Medicina, da Ordem dos Médicos, sobre Recursos Humanos no
Serviço de Urgência, que escrevo estas linhas. Efectivamente,
segundo esse parecer, «os médicos devem denunciar, nas instâncias
apropriadas, a falta de recursos técnicos e/ou humanos para o
exercício da sua actividade com dignidade e segurança para os seus
doentes, não poderão, no entanto, declinar responsabilidades do que
ocorrer durante este exercício de actividade, em nome das ditas
insuficiências. Porém, na Constituição da República, no ponto 2 do
art.º 271.º, afirma-se: "É excluída a responsabilidade do
funcionário ou agente que actue no cumprimento de ordens ou
instruções emanadas de legítimo superior hierárquico e em matéria de
serviço, se previamente delas tiver reclamado ou tiver exigido a sua
transmissão ou confirmação por escrito"».
Infelizmente, os problemas que aponto à urgência dos HUC, apenas
porque os vivo intensamente cada vez que estou de serviço, são
extensíveis a muitos outros hospitais, senão a todos eles. Durante o
mesmo período, 540 doentes recorreram ao Serviço de Urgência do
Hospital de Aveiro, um hospital com muito menos recursos e que está
a rebentar de problemas de gestão! No dia 1 de Janeiro a Urgência do
Santa Maria foi um caos total, conforme vem referenciado na
comunicação social. Não é possível continuar assim!
Declinar responsabilidades
Por tudo isto, em meu nome pessoal e em nome dos médicos, ao abrigo
do art.º 271.º da Constituição, venho reclamar das condições em que
somos obrigados a trabalhar e declinar quaisquer responsabilidades
pelos erros que possam ser cometidos em situações de sobrecarga de
doentes nos serviços de Urgência de qualquer instituição de saúde.
Quem fecha serviços de atendimento permanente nos centros de saúde
sem alternativas efectivas, quem pretende encerrar serviços de
Urgência sem uma reforma profunda do sistema de Saúde, quem
desorganiza serviços de Urgência com a contratação de empresas de
mão-de-obra médica desligada da respectiva instituição, quem não
cuida de criar mecanismos de assistência aos idosos que dispensem o
recurso sistemático à Urgência hospitalar, quem não investe a sério
em verdadeiros cuidados paliativos, quem se preocupa mais com o
orçamento do que com os doentes, quem não tem conhecimento
suficiente para introduzir reformais racionais e não racionamento
cego, quem não dimensiona os recursos técnicos e humanos de forma
dinâmica em função das necessidades, quem não resolve os
constrangimentos ao fluxo de doentes, quem concede populares
tolerâncias de ponto sem cuidar de mecanismos de compensação e
rotatividade (só para as greves é necessário assegurar serviços
mínimos?), etc., etc., etc., quem governa deficientemente que assuma
integralmente as suas responsabilidades!
Basta! Não é justo nem aceitável que os médicos possam ser
responsabilizados pelas inevitáveis consequências negativas e
desnecessários riscos e prejuízos para os doentes que decorrem dos
cortes irracionais e dos erros e insuficiências de gestão e
organização dos responsáveis governamentais e seus representantes, e
da falta de condições adequadas para a prática de uma Medicina
humanizada e eficiente. É profundamente lamentável estar a perder-se
mais uma oportunidade para uma verdadeira, global e coerente reforma
do Serviço Nacional de Saúde.
*Presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos
Subtítulos e destaques da responsabilidade da Redacção
8 de Janeiro de 2007 o2/n1545/t1/G.L
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23:12
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Medico Explica disse...
Quando se fala de medicina privada, está-se a falar de muita coisa.
● da banca e seguros e dos seus hospitais que estão sempre de vento em popa,
● de nichos de privada como é a fisioterapia (que vive de convenções e de prolongamentos escandalosos de tratamentos... é um caso para a ex-IGS),
● da estomatologia e da oftalmologia em que o Estado se demitiu completamente,
● da pediatria (outro escândalo, pois os pediatras que "sugam" contos e contos só para dizerem "o seu filho está muito bem!" e quando estão de facto doentes têm sempre o telemóvel desligado, entupindo os saps, os médicos de família e as urgências hospitalares),
● dos Profs. e outros, que delegam a consulta nos seus "ajudantes", mas a receitinha leva sempre o seu nome e
● de outros ainda que se valem do lobie na comunicação social (o jet-set da medicina como be disse CF)
e também da pequena privada, pequenos e médios consultórios das cidades, vilas e aldeias com forte tendência para desaparecer.... como o estão a ser o único local onde os doentes do interior podiam ter consultas públicas fora de horas: os SAPS.
Mas o senhor Ministro CC dos SAPS, só conhece o da sua rua, na capital... POR ISSO NÃO O FREQUENTA E DIRIGE-SE LOGO À URGÊNCIA HOSPITALAR, NA CAPITAL, POIS CLARO...
12:24 PM
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12:25
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Fiz o pagamento à Entidade Reguladora da Saúde.
Fui equiparado aos Mellos, aos Esprito Santos e por aí.
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22:18
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Na Sicnotícias, sobre transplantação hepática:
"risco de vida"
como não consegui perceber, presumo que se queriam referir a "esperança de vida".
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03:03
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O meu comentário:
1) A justiça dos vencedores.
2) A pena de morte é uma ilusão.
3) A frase hipócrita de Bush, de que a democracia iraquiana se alicerça com a morte deste homem (e com a de milhares de outros, mais do que este já matou, ex-aliado do Pai Bush!)
4) Como médico, defendo a vida e não a morte.
No Expresso on-line de hoje:
Saddam: advogado Najib Al Nueimi em entrevista exclusiva ao Expresso
"O enforcamento é a humilhação"
Henrique Cymerman, correspondente em Telavive
Para o causídico que o defendeu, o ex-ditador estava condenado à partida. «Quando a filha dele me contratou, disse-lhe: pedes-me que participe na execução do teu pai».
Como avalia o processo judicial?
Uma tragédia. Sabe que 26 assessores norte-americanos, incluindo um canadiano, acompanharam o julgamento, manipularam a ordem dos trabalhos e chegaram a inventar provas? Trouxeram testemunhas do Ministério Público que em 1982 eram muito pequenos, razão pela qual a lei não os aceita como tal. Pedi ao juiz que invalidasse esses testemunhos, o que não aconteceu. Vimos o juiz Rauf Abd el-Rahman (de origem curda) a expulsar o meu colega norte-americano Ramsey Clarck só porque exigiu que a defesa participasse nas últimas audiências do julgamento. Recordo que nos apresentaram uma lista de pessoas cuja execução tinha sido alegadamente ordenada. Procurámos e encontrámos testemunhas que afirmavam que um deles era seu primo, que estava vivo, e que se encontrava em Dujail. Outra disse que aquele era seu vizinho e que ainda ontem o tinha visto. Casos destes repetiram-se. Exigiram que o demonstrássemos e que fossemos a Dujail. Quero esclarecer que se o tivéssemos feito, não teríamos regressado porque teríamos sido executados pela população de lá.
O facto de se ter dado a conhecer a sentença neste preciso momento tem algo a ver com as eleições nos Estados Unidos?
Sem dúvida, os republicanos continuam a enganar o povo americano e a afirmar que salvaram o Iraque, que levaram a calma e a tranquilidade ao povo iraquiano e que agora haverá justiça no país.
É obvio que não há calma nem tranquilidade no Iraque. São os seguidores de Saddam Hussein os responsáveis por isso?
É quase seguro que não. Os seguidores de Saddam constituem apenas 10% do total da oposição iraquiana, maioritariamente composta por membros de grupos radicais islâmicos.
No caso de ser condenado à pena capital, Saddam Hussein já expressou o desejo de ser fuzilado. Porque é que a sentença fala de enforcamento?
Não querem permitir-lhe a glória de morrer como um militar, apesar do promotor público ter expressado o seu consentimento no fuzilamento.
É claro que o enforcamento implica a humilhação do presidente.
Quando é que será apresentado o recurso?
Esse direito caduca ao fim de 25 dias, pelo que, na próxima semana, entraremos com o pedido em tribunal. Mas tudo isto é uma tragédia, um tipo de representação montada, com injustiça e mau gosto. Não me parece, de todo, provável que anulem a pena capital do presidente Saddam Hussein.
P Saddam foi um ditador que fez muitos inimigos durante o tempo que foi presidente. Você como seu advogado já sofreu perseguições e ameaças de morte. Isso não o dissuadiu?
O advogado é o escudo da justiça. Nada poderá dissuadir-me de continuar a ser o defensor do presidente. Na verdade, além das ameaças telefónicas contra a minha vida e a da minha família, ao sair de uma das audiências um guarda iraquiano sacou a sua arma, apontou-a à minha cabeça e ameaçou-me dizendo que o meu final estava próximo. Num outro momento, quatro membros das forças de segurança iraquiana bateram-me porque eu tinha protestado pelo seu comportamento em relação a uma testemunha da defesa, a quem tinham também espancado selvaticamente. Esta é a ocasião para recordar o nosso companheiro, o advogado iraquiano Jamis ao-Obeidi, cruelmente assassinado por ser membro da defesa.
Chamou-nos a atenção o facto de durante todo o processo judicial, Saddam Hussein ter na mão um exemplar do Corão. Mas ele nunca foi um muçulmano muito praticante. Porquê?
É verdade, esse livro tem uma história. Depois da sua detenção, o presidente Saddam pediu aos seus carcereiros, os soldados norte-americanos, que lhe permitissem sair a fim de se lavar e preparar para a oração. Eles acederam, e ao sair viu um exemplar do Corão no chão, rasgado, parcialmente queimado e atravessado por um tiro. Tomou-o nas mãos e os norte-americanos quiseram dar-lhe um livro novo, mas ele negou-se e disse-lhes: só podereis tirar-me este livro depois de morto. Tratava-se de um livro do seu palácio, que ele via como a sua salvação e amuleto.
Saddam escreveu as suas memórias? Quando serão publicadas?
Sim, escreveu as suas memórias e também escreveu poesia porque é um género que lhe agrada muito. Suponho que o que escreveu está em poder da sua família, e são eles que decidirão o que fazer.
Publicado na edição impressa em 11/11/2006
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Estou tão revoltado, como está revoltado aquele pescador que repete inúmeras vezes
"Admite-se Isto Em Portugal!"
Deixar morrer 6 pescadores a metros de uma praia, com uma base aérea a 5 minutos, com alertas desde as 7 da manhã. Não se pode admitir.
Tem que haver culpados! Tem que haver negligência!
Se alguma instituição de saúde estivesse implicada, já haveria ministros a prometer inquéritos e os media em coro, já se interrogavam: "Mas estará algum médico ou enfermeiro envolvido?" Temos que lançar a dúvida.
(Um dia antes já os ministros em coro afirmavam: "Vamos exigir ao Procurador da República um inquérito rigoroso ao Centro de Saúde e ao Hospital e à CPCJ!"
Uma educadora foi observando o desfilar de lesões numa criança ia, ia e só depois de muitos "ias" é que reportou há dias à CPCJ.
Umas lágrimas na TV e os ministros em coro vão para o inquérito geral. Alguém se lembrou de inquirir a educadora? )
No português mais vernáculo que ouvi dezenas de vezes quando em criança convivia com pescadores e assistia a manobras arriscadas, faço minhas as palavras deles:
"Foda-se, ide todos pró caralho.
Morreram seis pescadores a metros da praia e ninguém fez nada!
Puta que vos pariu a todos.
O caralho de um helicóptero demorou 2 horas a chegar.
Admite-se isto em Portugal.
Foda-se, foda-se, foda-se.
E ninguém faz nada? Algum ministro falou?
Alguma punheta d'um ministro disse que ia abrir um inquérito?
Algum cabrão do caralho de um jornal insinuou alguma coisa? Isto é tudo a mesma merda!
Ninguém tem colhões neste país!"
Corre-me o mar nas veias.
Cresci a ouvir histórias de pescadores.
Algumas gerações atrás, talvez quatro, tive um ascendente que sulcou várias vezes o Atlântico.
Não posso ficar indiferente à indiferença deste Portugal e destes ministros.
E mais 6 pescadores morreram, não foi em directo, porque os media também se atrasaram.
Ai se chegassem a tempo! Que grande espectáculo.
Afinal foram só seis pescadores, nenhum era médico.
Morreram...
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22:39
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E tudo por causa de um genérico!
Dedo em riste, apontado para a cara do médico (a minha), debruçado na secretária (ainda eu sorria desejando-lhe um bom dia), explodindo cólera e atirando-me com uma caixa de um medicamento:
- "Nunca mais me faça isto! O que eu sofri por sua causa!"
Resumindo e concluindo: tinha trocado um determinado medicamento de marca por um genérico, por sinal o único no mercado. E como habitualmente, após avisar e ter o acordo do doente.
Mas o mais importante nesta história é que o doente tinha razão, isto é, pelos sintomas que me descreveu, era óbvio que houve falência terapêutica que diminuiu bastante a sua qualidade de vida.
Enfim, sobrevivi...
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Do Jornal de Notícias do dia de Natal, por Jesus Zing.
(parece qu'é uma espécie de ... prenda!)
"Ortopedistas contratados falharam Urgência do Hospital de Aveiro nas últimas horas
O serviço de Urgência do Hospital Infante D. Pedro, de Aveiro, não teve ortopedistas de serviço durante todo o dia de ontem, situação que se prolongou até às oito horas da manhã de hoje, segundo soube o JN.
Os dois ortopedistas contratados exteriormente pela administração do hospital para assegurarem o serviço da Urgência não apareceram ao serviço, obrigando a que os doentes que entraram na Urgência aveirense com problemas do foro de ortopedia tivessem que ser transferidos para o Hospital da Universidade de Coimbra (HUC), situação que a meio da tarde tinha já acontecido em cinco casos.
A contratação de uma empresa de fornecimento de mão-de-obra médica para fazer face à carência de ortopedistas no serviço de Urgência do hospital de Aveiro, levou a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), recentemente, a considerar desastrosa a política do Ministério da Saúde de retirar "o justo pagamento das horas extraordinárias pela tabela máxima".
O presidente da SRCOM, José Manuel Silva, afirmou em comunicado que o serviço de Ortopedia do hospital de Aveiro, "que tinha um funcionamento modelar e sem lista de espera, foi destroçado".
"O facto de os ortopedistas do Hospital se verem obrigados a operar na rotina os doentes traumatológicos desorganizou todo o serviço interno do serviço, com o disparar de uma lista de espera que, até então, não existia", afirmou José Manuel Silva.
A lista de espera na ortopedia do hospital de Aveiro disparou desde Setembro passado, atingindo hoje 100 doentes, e com tendência a agravar-se, segundo apurámos.
O JN tentou mas não conseguiu ouvir ontem o administrador do Hospital, Luís Delgado."
P.S. Só não compreendo os critérios das maiúculas...
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00:54
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A pedido de um leitor (que não solicitou o anonimato, mas preservei a sua privacidade) e a quem agradeço a colaboração, concordando em absoluto com as suas afirmações:
"From: xxxxxxx [mailto: ...fundao@yahoo.com.br]
Sent: quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006 11:09
To: memai@sapo.pt
Subject: disparate no Público de 20/12/2006
No Público de hoje , vem um disparate tremendo que eu epilético me indignei .
Nesta noticia http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=20&uid=&id=113189&sid=12493
o jornalista Ricardo Dias Felner diz a certa altura
"Dedicada à produção de cerâmica, a ARFAI-IGM tem sido reconhecida por integrar nos seus quadros três trabalhadores com deficiências, ainda que ligeiras:
um com deficiência auditiva,
outro com epilepsia e
outro ainda com incapacidade numa das pernas e um problema crónico nos rins"
Para citar no seu blog..
Cumprimentos"
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15:04
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Não posso deixar de lembrar este poema de António Gedeão (biografia do Instituto Camões) sobre o Natal. E ainda corria o ano de 1961 quando foi publicado ...
Não posso deixar de lembrar o espectáculo Dança Comigo deste último Domingo, bom, sob o ponto de vista televisivo, mas subliminarmente escandaloso:
- Porquê pedir dinheiro para os serviços do SNS, a quem o não tem ?
- Porquê para o Serviço de Pediatria do IPO ?
- Porquê um Serviço de Pediatria e não um de Geriartria ?
- Porquê o IPO, um hospital EPE e rico (e de onde saiu Maria de Belém para o BES...) ?
- Porque não o Centro de Saúde de Fornos de Algodres ou o Hospital de Seia, muito mais carenciados ?
- Quem lucrou com 12 horas seguidas de promoção: a RTP? A embaixadora Catarina Furtado? Os outros participantes?
- A imagem de Catarina Furtado saiu reforçada para novas publicidades? O seu "preço" subiu?
- O mesmo com a RTP com aumento do share, se é que o houve?
- Porquê passar a mensagem subliminar do consumismo ao escolher uma empresa de crédito fácil e rápido ? Quantas chamadas foram feitas para essa empresa nesse dia ? Com quanto contribuiu essa empresa ?
- Onde foram depositados os milhares "sugados" aos sentimentos nobres de quem participou?
- Quem vai gerir? Quem vai controlar ?
- E os bancos e os seus gestores, também deram a sua contribuição?
- Afinal, quem mais lucrou com as 12 horas seguidas de promoção? E a publicidade que a RTP angariou?
O poema de António Gedeão... para reflectir!
DIA DE NATAL (escrito em 13 de Janeiro 1960)
Dia de Natal
Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
(retirado daqui.)
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Não me vou alongar muito.
Maria de Belém tem qualidades, espero que o BES a tenha escolhido por esse motivo e não por outros, mas, para a mulher de César...
Mas, a filosofia do legislador não se aplica também ao que se está a passar com a ex-ministra, actual deputada e presidente da Comissão Parlamentar de Saúde?

O Despacho nº 289/06, de Correia de Campos:
1- O exercício efectivo de funções de coordenação e direcção, independentemente da sua natureza e forma jurídica, em instituições privadas prestadoras de cuidados de saúde, por profissionais pertencentes a instituições integradas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sujeitos, ou não, ao regime da administração pública, deve ser sempre considerado incompatível.
2- Devem os conselhos de administração das ARS e instituições integradas no SNS proceder em conformidade e, em caso de dúvida, solicitar esclarecimentos à Secretaria-Geral do Ministério da Saúde.
3- Os órgãos referidos no número antecedente procedem à avaliação das situações actuais uniformizando-as com o presente despacho.
A notícia do Tempo Medicina de 18 de 12 de 2006:
No despacho assinado por Correia de Campos, a que o «TM» teve acesso, justifica-se o impedimento com a necessidade de salvaguardar o interesse público.
«O exercício de funções dirigentes em entidades privadas prestadoras de cuidados de saúde, por profissionais de instituições integradas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), independentemente da sua natureza jurídica, é passível de comprometer a isenção e imparcialidade com o consequente risco de prejuízo efectivo para o interesse público», pode ler-se.
Mais à frente, determina-se que «o exercício efectivo de funções de coordenação e direcção, independentemente da sua natureza e forma jurídica, em instituições privadas prestadoras de cuidados de saúde, por profissionais pertencentes a instituições integradas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sujeitos, ou não, ao regime da administração pública, deve ser sempre considerado incompatível».
A opinião do bastonário:
«É um suicídio, em termos de SNS, dizer aos médicos que se querem trabalhar no privado não podem trabalhar no público. Ao obrigar os médicos a optar entre o público e o privado, arriscamo-nos, num momento em há muita falta de médicos, a descapitalizar o serviço público e a fazer retornar a Medicina portuguesa ao tempo em que havia os hospitais públicos para os pobres e os hospitais privados para os ricos», no Tempo Medicina.
A notícia do SOL de 15 de 12 de 2006:
O Sol anuncia o que já se sabia: Maria de Belém, deputada socialista e ex-ministra da Saúde, é avençada do Grupo Espírito Santo, para a área dos cuidados continuados. E não só para esse banco, mas para outros.
A interrogação:
Legalmente é compatível. Não discuto.
A independência dos deputados?
Os lucros acintosos da Banca?
O Capital ainda não está satisfeito com os milhões?
Com o aumento da esperança de vida, os cuidados continuados vão ser uma actividade lucrativa.
Já foram misericórdias para indigentes,
já foram asilos para pobres,
lares para a terceira idade
e agora cuidados continuados supostamente para todos e suportados pelo Estado.
Por isso os bancos já se preparam para o ataque.
Quem tem dinheiro, tem Saúde e bem-estar, quem não tem, continua a ter Saúde, mas com listas de espera, médicos estrangeiros de qualidade duvidosa, instalações degradadas, desumanização, será a "gadização" da medicina...
Afinal alonguei-me. Não gosto de bancos. São os predadores da raça humana.
Como cliente, cumpro os meus compromissos...
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No blogue Small Brother o símbolo religioso mais idolatrado da quadra, aqui.
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Este post deveria ter sido colocado há cerca de um mês.
Mas eu próprio me senti "sentido" e só hoje decidi postá-lo com um "P grande".
Fui procurado telefonicamente por um doente que habitualmente sigo no consultório insistindo que necessitava de falar urgentemente comigo.
Sabia quem era e lembrava-me que o tinha referenciado a uma determinada especialidade para ser sujeito a uma ...scopia que pressupunha uma posição inabitual.
A suspeita já de si era grave.
Lá conseguiu ser observado num dos melhores (ou maiores) hospitais públicos do país e lá se agendou o exame.
Quando o doente entrou no meu consultório, inicia um choro convulsivo que me emocionou. É um homem que já passou por muito, incluindo a injusta guerra.
Pensei: Confirmou-se o pior, tem cancro e vê a sua vida que ainda está a meio, a reduzir-se muito.
Deixei-o chorar, e quando acabou diz-me, soluçando:
- "Não pode ser! Não pode ser!"
- "Fui tratado como gado naquele hospital."
- "Puseram-me mais de uma hora naquela posição, ao frio, sem me ligarem, passada essa hora chega o médico, com maus modos, com muitas enfermeiras atrás, tudo na galhofa, trata-me mal, pergunta-me o que estou ali a fazer, agride-me verbalmente reafirmando que não deveria estar ali. Para ir para o hospital da minha terra e que não havia nada a fazer."
- "Não pode ser senhor doutor. Foi aquele médico que depois de me observar me mandou para aquele hospital e depois diz que estou ali a mais, depois de me deixar mais de uma hora numa posição incómoda, própria de mulheres. Não pode ser!" Reiniciando o choro convulsivo.
Propus-lhe que fizesse uma reclamação. Não quis. O seu objectivo não era esse. Era mesmo só falar.
(A)moral da história: história sem moral.
Há ALGUNS médicos que deviam ser porqueiros (porqueiro: homem que guarda porcos.)
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No Jornal de Negócios de hoje.
"No primeiro semestre de 2006.
Os bancos a operar em Portugal tiveram um lucro diário de 6,6 milhões de euros nos primeiros 181 dias do ano. De acordo com os dados revelados pelo Boletim Informativo da Associação Portuguesa de Bancos (APB) referentes ao primeiro semestre de 2006, o resultado líquido da Banca ascendeu aos 1,2 mil milhões de euros. A maioria dos lucros decorreu de juros e de comissões sobre serviços."
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00:09
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No Diário Económico de hoje, por Sofia Lobato Dias
"Bush sem soluções para controlo de custos
Médicos da Flórida fogem com medo de processos.
Nos Estados Unidos, a factura das despesas coma medicina defensiva chega aos onze dígitos, batendo todos os recordes possíveis.
São quase 77 mil milhões de euros, entre processos judiciais, honorários com advogados, companhias seguradoras e toda uma parafernália de exames, análises e cirurgias desnecessárias. Os números foram recentemente revelados pela própria administração Bush, alarmada comas proporções que o fenómeno está a atingir, não só ao nível financeiro mas também ao nível da Saúde”.
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Relembro o meu colega Salvador Allende que trocou a medicina pela política.
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No Diário Digital de hoje:
"Unicef: Portugal é dos países com menos mortalidade infantil
Portugal é um dos países do Mundo com mais baixa taxa de mortalidade infantil ao registar, no ano passado, cinco mortes em cada mil crianças, revela um relatório da UNICEF hoje divulgado.
De acordo com o relatório «Situação da Infância 2007», do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Portugal é o 13º país (em mais de 180) com a mais baixa taxa de mortalidade infantil.
Suíça, Eslovénia, Finlândia, Itália, Japão, Liechtenstein, Noruega, República Checa, Suécia, Andorra, Singapura, Islândia e San Marino são os países que aprestam uma taxa de mortalidade infantil mais baixa do que Portugal.
Segundo o documento da UNICEF, em 1990 registaram-se em Portugal 14 mortes por cada mil crianças, enquanto em 2005 o número de mortes desceu para cinco em cada mil.
O mesmo relatório indica ainda que em 2005 nasceram em Portugal 111 mil bebés e morreram mil crianças até aos cinco anos de idade.
O documento acrescenta ainda que nesse ano, oito por cento dos bebés em Portugal tinham baixo peso (menos de 2,5 quilos) quando nasceram.
A UNICEF destaca que a taxa de natalidade no país tem vindo a diminuir, tendo-se apenas registado um aumento de 0,3% da população entre 1990 e 2005.
O relatório indica igualmente que Portugal é um dos países do mundo com a esperança média de vida mais elevada, 78 anos.
A esperança média de vida só é mais alta na Suíça, Suécia, Noruega, Nova Zelândia, Finlândia, Holanda, Islândia, Itália, Israel e Luxemburgo.
O relatório da UNICEF refere ainda que em Portugal há um maior número de raparigas matriculadas no ensino secundário do que rapazes.
De acordo com o documento, menos de dois por cento da população portuguesa vive com menos de um dólar por dia (cerca de 80 cêntimos)."
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