quinta-feira, março 13, 2008

O Polvo da Indústruia Farmacêutica!

Diz o Prontuário Terapêutico (oficial, científico e não comercial):

"Estão disponíveis no mercado várias preparações contendo lisados

bacterianos, dotados de antigenicidade capaz de induzir resposta imunitária.

São propostos fundamentalmente como profilácticos de infecções várias,

sobretudo do tracto respiratório. Apesar de existirem alguns trabalhos

publicados com resultados favoráveis, são necessárias provas adicionais,

para se poder tirar ilações conclusivas sobre a sua utilidade clínica. Uns

podem ser utilizados por via oral e outros por via injectável (IM e SC). A via injectável pode dar origem a sensibilização."

Diz o Correio da Manhã, de 5 de Março de 2008 (popular, iliterato e obscurantista, comercial, omitindo a posição oficial). Que estará o Correio da Manhã a preparar. Conluiado com quem?


"Saúde: Prevenção de infecções respiratórias. Gotas infantis esgotadas

Pedro Catarino
clip_image001
Um frasco que custa 3,71 euros, a uma ou duas gotas por narina, duas vezes ao dia, chega para cerca de dois meses

O medicamento de uso infantil Biopental, que actua como profiláctico de constipações, gripes e outras infecções das vias respiratórias, está “esgotado há imenso tempo”, segundo apurou o CM junto de várias farmácias de Lisboa. Todas as farmácias abordadas disseram ao CM estar o medicamento esgotado e não serem capazes de prever a possível retoma da comercialização.

Em compensação, António Jordão, director-geral da OM Portuguesa – Laboratório de Especialidades Farmacêuticas, titular dos direitos de comercialização do Biopental, admitiu ao CM que “o medicamento esteve esgotado” mas por um prazo inferior a 15 dias, afirmação contraditória com o “há imenso tempo” dos farmacêuticos, incluindo o “mais de duas semanas” dito por um deles.


Segundo o responsável da OM Portuguesa, a ruptura do ‘stock’ deveu-se a “um erro de cálculo” na produção, uma vez que “o Inverno este ano chegou mais tarde” e a OM já não contava vender mais lotes de um medicamento “muito sazonal”.


O erro de cálculo levou a que a empresa tivesse de “produzir um lote não previsto”, o qual, segundo o responsável, “foi entregue aos armazenistas na sexta-feira, devendo chegar às farmácias hoje [quarta-feira] ou amanhã”.


Confrontado com a diferença entre esta versão e a resposta das farmácias que garantiram desconhecer quando é que o produto capaz de prevenir infecções respiratórias em crianças voltaria a ser reposto, António Jordão remeteu para os armazenistas, que “agora fazem a distribuição do medicamento e informar as farmácias”. O CM confirmou ontem que “o medicamento está esgotado” e “não se sabe quando chega”.


Questionado sobre a coincidência de um produto não comparticipado, acessível (3,71 euros por frasco de 25 mililitros) e profiláctico (preventivo) ‘desaparecer’ do mercado quando mais falta faz, o responsável da OM Portuguesa garante que “para uma fábrica pequena todas as receitas importam”, negando “qualquer coincidência suspeita” como a interferência dos maiores laboratórios farmacêuticos.


MEDICAMENTO COM RESULTADOS
Alguns dos mais conceituados pediatras nacionais, como o ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Gonçalo Cordeiro Ferreira, defendem, ao CM, a utilidade do Biopental “como adjuvante de uma estratégia profiláctica”.


Recusando alarmismos, o pediatra entende que “não é por haver uma ruptura de ‘stocks’ que irá haver um surto de epidemias”, sugerindo “soluções alternativas”.


Já outra pediatra, que solicitou o anonimato, confessou ao CM ser adepta de um medicamento que diz “receitar com regularidade” e “bons resultados”.
A mesma médica acrescenta que “as rupturas nos ‘stocks’ fazem por vezes parte de uma outra intenção, em especial quando os remédios estão entre os mais baratos”.


“O medicamento está esgotado e os médicos deixam de o receitar, e depois é um círculo vicioso: não há procura, não se faz, e o medicamento desaparece”, explica.


Questionada pelo CM acerca do possível desaparecimento das gotas preventivas, a pediatra lamenta--o, por se tratar “de um produto de eficácia comprovada”.
INFARMED NÃO FOI INFORMADO
Segundo decisão do INFARMED (Instituto da Farmácia e do Medicamento), em Março de 2005, “sempre que um titular de AIM [autorização de introdução de medicamentos no mercado] saiba que não é capaz de abastecer o mercado durante 15 dias deverá notificar o facto na ‘Ruptura de Medicamentos’ do site do Infarmed, ao mesmo tempo que indica o prazo da reposição”.
A verdade é que a ruptura do Biopental não consta do referido espaço e também nada se sabe quanto à reposição. António Jordão, responsável da OM, alega que a ruptura não chegou aos 15 dias (no mesmo site há medicamentos, como o Persantin, em Junho de 2006, que notificaram o Infarmed de uma ruptura de dois dias).
Ao CM, fonte do Infarmed “informa não ter sido o instituto notificado de nenhuma ruptura relativa ao referido medicamento”.
SAIBA MAIS
3,71 euros é o preço de venda ao público destas gotas preventivas (vacina oral) das infecções respiratórias. O medicamento não é comparticipado pelo Estado.
2 meses é a média de duração de cada frasco de 25 mililitros, à posologia de uma ou duas gotas por narina, duas vezes ao dia (de manhã, em jejum, e ao deitar).
VACINA BACTERIANA
As gotas são compostas por bactérias enfraquecidas. A sua toma aumenta as defesas imunitárias.
GRIPE E PNEUMONIA
Os agentes vão do Haemophilus influenzae (gripe) ao Klebsiella pneumoniae e ao Diplococcus pneumoniae, potenciais causas para a pneumonia, passando por Neisseria catarrhalis (tosse), Staphylococus aureus e Streptococcus pyogenes.
MILHÕES
Cada mililitro da solução tem entre 200 a 400 milhões de unidades de agentes patogénicos.

Rui A. Chaves"

quarta-feira, março 12, 2008

Informar Contra o Tempo!

Para meditar. No Público de 03.03.2008

"Chamadas não podem ultrapassar 15 minutosclip_image001

O enfermeiro A. trabalhou na Linha Saúde 24 a atender telefonemas. Como muitos colegas, não aguentou "a pressão do trabalho" que foi exigido e saiu. O objectivo é, sobretudo, a rapidez. Quem ultrapassa os 15 minutos por chamadas, é penalizado. Quanto mais rápidos são a terminar o telefonema, mais altos são os ordenados. Há grupos inteiros de pessoas que recebem formação e desistem pouco tempo depois, conta.
O serviço telefónico Saúde 24 funciona em regime de parceria público-

-privada. Inaugurado em Abril do ano passado, resultou de uma parceria entre a empresa LCS-Linha de Cuidados de Saúde SA (Grupo Caixa Geral de Depósitos) e o Estado (através da Direcção-Geral de Saúde), que é quem paga os serviços prestados.
O seu coordenador na área do Estado, Sérgio Gomes, afirma que a empresa se limita a cumprir o contrato com o Estado: se as chamadas demorarem mais de 15 minutos, são penalizados no pagamento. "Não é correr para desligar. A rapidez pode ser uma mais-valia", diz, ainda mais quando se trata de indicações de saúde. Sérgio Gomes afirma que a linha "é geradora de confiança", como revela o crescendo de chamadas e o facto de muitas pessoas já serem repetentes: cerca de dez por cento já ligaram mais de dez vezes, cerca de 12 por cento mais de duas vezes, informa.
Nos quatro anos que dura o contrato, o Estado deverá gastar 46,8 milhões de euros. Quanto à saída de enfermeiros, o coordenador diz não ter informações nesse sentido, mas lembra que, para a maioria dos enfermeiros, é um segundo emprego.
O administrador do serviço na empresa privada LCS, Ramiro Martins, afirma que "o balanço é positivo. Ultrapassámos as 400 mil chamadas [desde Abril]. No final de Março, contamos ter meio milhão de chamadas". As chamadas demoram uma média de 12 minutos. Há 25 enfermeiros em permanência, para responder a perguntas. O responsável afirma que, nos inquéritos de satisfação que têm feito, 90 por cento da classificação são de bom e muito bom. C.G."

segunda-feira, março 10, 2008

Povo Que (Ainda) Lavas no Rio e Não Pensas!

Não é anedota. Juro.

Mas uma respeitada doente diz-me que não comprou o seu anti-hipertensor porque comprou um antibiótico para o cão. Aguardou então pela sua reforma, para um mês depois comprar o medicamento que lhe salvará a vida controlando a sua hipertensão.

Mas é este Povo que quer um banquinho ao pé de si...

domingo, março 09, 2008

Não Posso Mais!

Eu não queria desistir, mas por aquilo que vou lendo a motivação vai-se reduzindo.

Vejam o que nos diz o senhor comandante dos bombeiros e que a senhora jornalista Natália Ferraz, do Correio da Manhã de hoje, transcreve sem qualquer visão crítica: (sublinhado meu)

"... disse ao CM Amaro Lopes, comandante da corporação de Benavente.
“Os bombeiros seguiram o protocolo e, ao depararem-se com uma paragem cardiorrespiratória solicitaram apoio diferenciado, nomeadamente uma VMER do INEM”, revelou ao CM o porta-voz do instituto, Pedro Coelho dos Santos. E esclarece: “A VMER foi pedida às 17h15 e chegou às 17h30.”
Segundo o CM apurou, a vítima alegadamente ainda teria pulso quando os bombeiros que o foram socorrer começaram a tentar contactar o CODU."

Se tinha pulso, não poderia estar em paragem cardio-respiratória... se estava iniciavam a reanimação até à chegada da VMER, demorasse o tempo que demorasse...

 

A notícia completa:

Benavente: Idoso morreu de paragem cardiorrespiratória
Problema de linhas atrasou socorro

Natália Ferraz
clip_image001
Foi nesta casa de Coutada Velha, em Benavente, que o septuagenário viveu nos últimos 12 anos

O CM apurou que na tarde de quinta-feira os Bombeiros de Benavente tiveram dificuldades em entrar em contacto com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), com sede em Lisboa, sendo necessárias oito tentativas (e mais de 12 minutos) para alguém atender e enviar socorro para a zona industrial de Vale Tripeiro, onde o septuagenário António Manuel Martins faleceu vítima de paragem cardiorrespiratória.

Em causa estará uma alegada mudança de sistema de linhas do CODU, o que dificulta o atendimento das emergências. Terá sido essa a razão do alegado atraso do INEM no envio de uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER).
Eram quase 17h00 de quinta-feira quando o septuagenário se sentiu mal na sua carrinha Renault Express. Foram os populares que deram o alerta. “Os bombeiros receberam o alerta pelas 16h56 e levaram dois a três minutos a chegar”, disse ao CM Amaro Lopes, comandante da corporação de Benavente.
“Os bombeiros seguiram o protocolo e, ao depararem-se com uma paragem cardiorrespiratória solicitaram apoio diferenciado, nomeadamente uma VMER do INEM”, revelou ao CM o porta-voz do instituto, Pedro Coelho dos Santos. E esclarece: “A VMER foi pedida às 17h15 e chegou às 17h30.”
Segundo o CM apurou, a vítima alegadamente ainda teria pulso quando os bombeiros que o foram socorrer começaram a tentar contactar o CODU.
“Estamos à espera das conclusões do relatório. Existem rumores de alegados atrasos ou falhas na comunicação, mas sem o documento não nos podemos pronunciar”, explicou ao CM o comandante Joaquim Chambel, do Comando Distrital das Operações de Socorro (CDOS) de Santarém.
A vítima – que vivia no local da Coutada Velha, nos arredores de Benavente – faleceu três dias depois de ter sido assistida de emergência no Hospital de Vila Franca de Xira.
HOSPITALIZADO TRÊS DIAS ANTES
“Na segunda-feira à tarde, pelas 17h00, uma ambulância dos bombeiros de Benavente transportou-o de casa ao hospital. Estava a sentir--se mal e tinha vomitado. Saiu pelo seu pé pelas 02h00”, disse ao CM uma fonte ligada ao processo.
ERA UM HOMEM DE POUCAS PALAVRAS
António Manuel Martins mudou-se da aldeia da Barrosa para Coutada Velha, ambos em Benavente há 12 anos. “Há uns anos que ele frequentava o café, geralmente sentava-se a ler o jornal e trajava sempre um chapéu e óculos de sol, mas era um homem de poucas palavras”, disse ao CM António Manuel Castanheira, funcionário nas bombas contíguas ao café na zona industrial de Vale do Tripeiro.
Também no snack-bar Miclas, no Local da Coutada Velha, os populares revelam que a vítima não era muito sociável: “Costumava andar com uma máquina fotográfica e sempre de chapéu e óculos. Até lhe demos a alcunha de fotógrafo, mas não conversava muito.”
Era reformado e, segundo os populares, “esteve no Ultramar e depois envolvido noutras guerras”. “Recebia uma reforma como ex-combatente”, acrescentam.
Já Carlos Durães, seu senhorio, remata: “A profissão dele era a fotografia, para mim era um fotógrafo. A filha e o genro visitavam-no com regularidade.”
ERRO ASSUMIDO EM SAMORA CORREIA
Um cirurgião morreu na noite de 27 de Fevereiro em Samora Correia, também no concelho de Benavente, esvaído em sangue, devido a uma hemorragia. Não sobreviveu à demora do socorro, superior a 45 minutos, voltando a pôr em causa a eficácia de resposta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O possível erro partiu do operador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM, que chamou ao local do pedido de socorro uma ambulância de Almeirim, a cerca de 57 quilómetros, ignorando os bombeiros de Samora Correia, cujo quartel dista 400 metros da casa de onde partiu a chamada. Mais perto ficam corporações de Benavente, Vila Franca de Xira ou Salvaterra de Magos. Os vizinhos de Jorge Bento só conseguiram alertar os bombeiros de Samora Correia às 00h10. O cirurgião do Hospital de Vila Franca de Xira estava em recuperação de uma cirurgia em que lhe foram removidos tumores na língua e traqueia. A sua mulher, Verónica Bento, ignora a causa da hemorragia fatal.
APONTAMENTOS
DISTÂNCIA
Em situações de trânsito regular, uma VMER de Vila Franca de Xira levará cerca de dez minutos até ao local onde a vítima se sentiu mal, uma vez que a distância não chega aos 20 quilómetros.
FILHOS
António Manuel Martins tinha uma filha que reside em Alcácer do Sal e um filho que vive em África. Os familiares deverão recolher os pertences da vítima durante o dia de hoje.
SEM MÉDICO
O septuagenário não tinha médico de família atribuído. Após ter estado nas Urgências de Vila Franca de Xira, três dias antes de morrer, iria esta semana pedir médico de família.
EXAMES
Nas Urgências de Vila Franca de Xira a vítima terá feito análises e um electrocardiograma. No dia seguinte queixou-se de dores de estômago.

domingo, fevereiro 03, 2008

A Infâmia do Silêncio dos Media

in a Causa Nossa

Relatório da IGAS

Vão corrigir?
Os média e os partidos políticos que, no auge da "crise do encerramento das urgências hospitalares", que desencadeou a saída do ex-Ministro da Saúde, usaram de forma infame o caso da morte de uma criança à chegada ao hospital de Anadia, vão dar o mesmo relevo às conclusões do inquérito da Inspecção geral de Saúde, que não só afasta qualquer ligação entre as duas coisas como considera irrepreensível a assistência prestada nas ambulâncias?
Ou vão persistir na infâmia, pelo silêncio?
vital moreira, causa nossa
"

domingo, janeiro 20, 2008

Ele Bem Quer Explicar Tanta Porcaria No Jornalismo... Mas Não Consegue!

Provavelmente a criança foi vítima de morte súbita e se isso acontecesse com as Urgências ainda a funcionar não sobreviveria, assim como eventualmente morreria uma criança de Lisboa, Porto ou Coimbra que morasse a dois minutos de um grande hospital central e que sofresse do mesmo problema.


Mas se, por acaso, o ministro se referia ao Correio da Manhã, não leu com atenção a notícia, porque o CM relatou factos verdadeiros: um bebé morreu à porta de uma Urgência fechada, 16 dias depois do ministro ter decidido o encerramento. Pode ninguém ter culpa desta tragédia, mas aconteceu e é dever dos jornais relatá-la, assim como é nossa obrigação ouvir as populações afectadas por decisões políticas. Uma criança que morra perto de uma Urgência fechada é notícia, tal como o são as crianças que nascem numa ambulância a caminho de uma maternidade mais apetrechada mas mais distante da casa da mãe. O ministro está a levar a cabo uma polémica revolução na Saúde e tem naturais dificuldades em fazer com que as pessoas a percebam. Mas não é por ter problemas na comunicação da sua política que tem de atacar os mensageiros das notícias de que não gosta.“

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do Correio da Manhã

sábado, janeiro 19, 2008

É Por Entradas Destas Nas Notícias, Que Já Não Me Dá Prazer Escrever Aqui!

O jornalismo há-de morrer podre.

Um novo jornalismo e novos jornalistas, ressurgirão depois deste período negro do jornalismo mundial.


 

Para quando? Não sei!


 

No Jornal de Notícias...


 

"Morte à porta do hospital de Anadia

 
 
 



 

Nelson Morais e Jesus Zing *

Ontem de manhã, um bebé de dois meses esteve no interior de uma ambulância, à porta do serviço de urgências hospitalares encerradas há 17 dias, em Anadia, durante quase uma hora. O quadro clínico era muito grave e de nada valeu a assistência prestada por tripulantes de uma ambulância e, depois, pelo pessoal de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Coimbra."

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Exacerbar O Consumo Onde Não Se Deve...

Cartão de cliente vai conduzir à "venda agressiva" de fármacos

12.12.2007, Joana Ferreira da Costa

Profissionais criticam programa da ANF que prevê cartão de crédito que permite aos clientes acumular pontos na compra de medicamentos


O cartão de crédito que a Associação Nacional das Farmácias (ANF) quer introduzir junto dos clientes das farmácias, permitindo-lhes acumular pontos pelos medicamentos que compram trocando-os por produtos de catálogo, vai "traduzir-se em vendas mais agressivas" pelos estabelecimentos, denuncia o movimento Fórum Farmacêutico. O sistema que a ANF quer generalizar entre as farmácias não traz receita garantida ao farmacêutico aderente, que terá de garantir que os clientes que acumularam pontos na sua farmácia os gastem ali.


O cartão cliente do Programa Farmácias Portuguesas - que a ANF está a promover entre os seus 2700 associados - permite ao cliente de uma farmácia acumular pontos na compra de medicamentos, que podem depois ser gastos em qualquer farmácia aderente num catálogo de produtos que inclui cosmética, medicamentos não sujeitos a receita médica e serviços como a medição de glicemia ou da tensão arterial. O objectivo da ANF "é fidelizar" o cliente ao Farmácias Portuguesas, afastando-o das parafarmácias, e enfrentar as alterações no mercado que hoje permitem a qualquer não farmacêutico ser proprietário de um estabelecimento. Mas nada no programa garante essa fidelidade, alerta o farmacêutico João Ferro Baptista do movimento Fórum Farmacêutico e ex-candidato à direcção da ANF.
"Ao comprar medicamentos, o cliente tem direito a um conjunto de pontos consoante o valor da venda, que depois podem ser convertidos em certos produtos do catálogo. Mas a farmácia que faz a venda vê imediatamente creditado cinco por cento do valor da venda pela empresa da ANF encarregue de coordenar o programa (Farminvest)", explica. "Esse valor só regressará à farmácia se o cliente gastar os pontos naquele estabelecimento, já que os pode descontar em qualquer farmácia do programa."
O farmacêutico diz que isso levará as farmácias aderentes a optar por uma política de vendas mais agressiva, tentando que o cliente gaste na sua farmácia os pontos que já acumulou ou acaba de receber. "Não é ético promover este consumo agressivo", defende Ferro Baptista. "O que se pretende com este programa não é fidelizar os clientes às farmácias, é fidelizar as farmácias à ANF", critica.
O cartão de crédito que as farmácias da ANF podem disponibilizar aos seus clientes - em parceria com a Caixa Geral de Depósitos - é a face mais visível de um amplo programa com que a associação pretende criar uma nova marca para as suas associadas. A adesão ao Programa Farmácias Portuguesas "impõe um pacote bem mais amplo de obrigações, que passam pelos horários, serviços ou produtos a disponibilizar aos clientes", alerta o movimento numa carta enviada aos farmacêuticos, onde pede aos proprietários das farmácias que estudem alternativas no mercado antes de aderirem ao contrato inicial de dois anos. "A ANF pretende criar uma rede de franchising puro e duro", alerta Ferro Baptista, lembrando que ainda não há dados sobre os custos para as farmácias da aquisição dos produtos, software informático, sistemas de sinalização exterior e produtos do catálogo, todos eles fornecidos por empresas ligadas à associação, que possui empresas de distribuição de medicamentos e de sistemas informáticos para as farmácias.
Na carta enviada aos associados da ANF, o movimento alerta que "muito em breve" vão chegar ao mercado soluções alternativas de parceira "sem que se tenha de comprar um pacote completo". Contactada pelo PÚBLICO, a ANF recusou-se a prestar quaisquer esclarecimentos sobre o programa, "por não os considerar oportunos", ou a reagir às críticas feitas pelo Fórum Farmacêutico.
A Associação Nacional das Farmácias transformou-se num poderoso grupo económico, com interesses em todas as áreas do negócio do medicamento. Além de reunir a esmagadora maioria das farmácias, possui empresas de comercialização de produtos farmacêuticos e meios de diagnóstico, de sistemas informação para as farmácias, de equipamento específico para os estabelecimentos, tem um laboratório de investigação sobre medicamentos, uma sociedade de factoring onde serve de intermediário nos pagamentos do Estado às farmácias associadas e controla uma importante parte do mercado da distribuição grossista de medicamentos, com participação maioritária na Alliance Unichem portuguesa. Está também ligada à prestação de cuidados de saúde privados através da parceria com o Grupo Mello, fazendo igualmente parte da sociedade gestora do hospital público Amadora-Sintra.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Pedras Falantes


Do Correio da Manhã, de 2007-11-116 2007-11-16


Decisão da CGA

Professora com cancro foi aposentada

A Caixa Geral de Aposentações (CGA) concedeu a reforma por incapacidade à professora Conceição Marques, vítima de três cancros, que tinha sido obrigada a regressar à escola, por ter sido considerada apta a dar aulas.


Conceição Marques ficou satisfeita com a notícia, que recebeu quinta-feira à tarde.



Em Agosto do ano passado, depois de uma baixa médica de 36 meses, a CGA recusou um pedido de reforma por incapacidade à professora, a quem tinha sido retirada parte da língua devido a um cancro. Com muitas dores e dificuldade em falar, Conceição Marques regressou à escola, mas muitas vezes tinha que interromper as aulas devido a hemorragias na boca.

Conceição Marques já antes tinha padecido de dois cancros que conseguiu vencer."



Já algumas das pedras falantes, médicos ou directores foram inspeccionados? Gostava de uma resposta....

Veio A Neta, Mas Sem Foto, Que Pena!

Segundo o Diário Digital, de hoje: "Morto convocado para ressonância magnética"

"Família está indignada e acusa hospital de "falta de respeito"

1º ponto: deveriam acusar o computador, o software, as TI, e o próprio morto que morreu antes do tempo previsto para ser chamado para fazer o dito cujo exame. Não estou em stand comedy, estou bem sentado e continuo a pensar que só se deve morrer quando tudo estiver bem preparado para a viagem final...

"José António Moutinho morreu há dois anos, mas o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), em Portimão, chamou-o para fazer hoje uma ressonância magnética à coluna. A família está indignada e acusa a unidade de saúde de "falta de respeito", informa o Correio da Manhã.

"Foi no CHBA que o meu avô morreu. Tinha 70 anos e, durante 41, deu sangue ao Hospital de Portimão. Era, aliás, um dos dadores mais antigos desse estabelecimento de saúde, disse a neta do falecido, Sónia Cristina Cabrita Moutinho.

António Moutinho, reformado, que residia em Poço Santo, concelho de Silves, chegou a receber várias medalhas pelo tempo em que foi dador de sangue, registado no hospital algarvio.

"Nos tempos que correm, com os computadores, nada justifica o desconhecimento de que o meu avô está morto", sustenta a neta.

Segundo Luís Batalau, director do CHBA, o problema está precisamente no programa informático da radiologia, que não identifica os utentes em absoluto. São os funcionários que impedem mais repetições de situações semelhantes, ao introduzir nomes noutro programa quando têm suspeitas.

O idoso faleceu no CHBA às 8:10 de 24 de Dezembro de 2005. A certidão de óbito refere como causa directa da morte "insuficiência hepática", embora José Moutinho também estivesse com uma pneumonia. Tinha ainda sido operado a uma luxação cervical que sofrera um mês antes, em resultado de um acidente.

"O meu avô ia numa motorizada e despistou-se na zona de Lagoa, a 25 de Novembro. Foi operado no Hospital de S. José, em Lisboa, depois de ter estado dias a penar no Hospital de Portimão, o qual só passados dois anos sobre a morte se lembrou de o chamar para lhe fazer um exame à coluna", acusa a neta.

"O hospital pede desculpa à família e vai enviar uma carta nesse sentido", disse Luís Batalau."

Mas como o Diário Digital não deu a importância devida à neta Cabrita, também Sónia Cristina, e como já passaram 2 anos e já não sente a perda, este blogue oferece a possibilidade da Cabrita se expor. É só enviar uma foto.

Palavras de Pedro Nunes

Um acidente estúpido como o são todos, enlutou famílias, gerou tristeza onde antes havia alegria e mobilizou vontades para minorar os seus efeitos nefastos.


 

Em Castelo Branco, médicos, enfermeiros e outro pessoal, ao saberem da notícia acorreram ao Hospital e trabalharam sem qualquer remuneração ou compromisso de horário.


 

O Sr. Ministro da Saúde, numa atitude que se louva, tanto mais quanto rara em Governantes, deslocou-se ao local e não se esqueceu de elogiar o comportamento dos profissionais.


 

Não sabemos se no regresso, S. Ex.ª meditou no facto a que tinha assistido ou se simplesmente, dever cumprido, entrou noutro registo e fez a viagem entretido com algumas contas.


 

É que se tivesse meditado por uns instantes, por certo teria percebido que o mesmo impulso que levou os médicos naquela noite ao Hospital é exactamente o mesmo que os leva a pedir a demissão de responsabilidades em Faro quando se recusam a colaborar em maus-tratos aos doentes.


 

Tal impulso não radica em qualquer emoção nem traduz qualquer interesse mesquinho de agradar ao Ministro, ser melhor remunerado ou subir os degraus do carreirismo. Tal impulso nem sequer é um impulso – é um acto pensado e assumido que resulta de um compromisso implícito ou explícito com uma Ética milenar.


 

O louvor do Ministro levanta assim problemas incontornáveis. Ou bem que acreditamos na Ética dos Médicos, aceitamos quando ela é incómoda e respeitamos os códigos que dela derivam ou bem que queremos impor ao grupo os consensos da Sociedade global e estamos preparados para pagar todos os preços.


 

O que não é possível é esperar que em caso de acidente os médicos acorram aos hospitais sem remuneração, horário de trabalho ou recompensa prospectiva e esperar que os mesmos médicos aceitem ser tratados como mangas de alpaca a quem se impõe o relógio de ponto biométrico e se acredita poder fazer pôr os interesses da empresa à frente dos interesses dos doentes convenientemente transformados em clientes.


 

É que quem louva os médicos de Castelo Branco por acorrerem ao Serviço de Urgência sem escala ou obrigação contratual, tem inexoravelmente de estar preparado para estabelecer com esta estranha gente que não se move só por dinheiro uma relação adulta baseada no respeito.


 

Tal relação não admite qualquer tentativa arrogante e prepotente de fazer alterar códigos de conduta ou qualquer convite a pactos de silêncio baseados no interesse do empregador e solidariedade de empregado.


 

Quem louva gente que põe o homem e as suas fragilidades à frente dos interesses, mesmo quando são os seus próprios interesses, não pode justificar o inaceitável com o argumento cínico de não estar pior que com anterior governo.


 

É que para os médicos, quando a Ética os move, é indiferente qual o Governo, qual o Partido ou qual o Ministro. Para os Médicos a questão coloca-se entre doentes, as suas carências e meios disponíveis e a capacidade de prestar serviços, desenvolvimento técnico e adequação às necessidades. Quem é o dono da loja é quem menos conta.


 

Em suma o que está em causa nas acções estranhamente coevas da última semana é mais que a circunstância, a tradução de um profundo conflito cultural. Conflito que, como todos, para ter fim implica escolhas e tomadas de partido.


 

Escolhas explícitas que nada impede que sejam baseadas no que mais convém à Sociedade. O que não é possível, mais uma vez, é ter


 

...o Sol na eira e a chuva no nabal...

sábado, novembro 03, 2007

Apelo Do Portugal Profundo.

É o segundo e-mail que recebo no espaço de um mês.

Publico a mensagem e cada um decida o que fazer.


From:
João Adélio M. Trocado Moreira [mailto:joao.adelio@mail.telepac.pt]
Sent: sábado, 3 de Novembro de 2007 13:53
To: João Adélio M. Trocado Moreira
Subject: Ajudem os habitantes de Avis - 2 de Novembro de 2007 - segundo crash da Internet que já dura há 3 dias...

(Nota: Peço desculpa pelo segundo envio, mas a situação torna-se intolerável.)

Apelo

Este mail é enviado (se chegar ao destino) de uma pequena comunidade rural do Alto Alentejo - vila e concelho de Avis, a sede com cerca de 2 000 habitantes, para muitos dos quais a Internet é um meio de comunicação por excelência, quer nas suas vertentes de lazer, profissional ou de serviço público.

A grande empresa que é a Telepac, com o SAPO, desde início de Outubro que mantém o serviço de Internet inoperacional ou melhor com uma operacionalidade que poderá rondar os 10%. Não será por negligência, nem por incúria, mas por certo, por desrespeito para com o interior do país, onde apenas existem centenas de assinantes e não milhares ou milhões como nas grandes cidades.

O subscritor, que trocou a cidade pelo campo há mais de 25 anos, e todos os outros habitantes de Avis, têm com a Internet, a vida ao seu lado.

Por favor, ajude-nos a que este apelo chegue aos ouvidos dos administradores da TELEPAC e ultrapasse a barreira do Call Center, verdadeiro empecilho quando o problema é regional e não localizado na nossa mesa de trabalho.


João Adélio Marinho Trocado Moreira (joao.adelio@mail.telepac.pt)

Médico de família e director do Centro de Saúde de Avis

P.S.

Podem ser acrescentados subscritores, se o desejarem.

P.S.

O objectivo é reenviarem para toda a lista de contactos, sempre em Bcc para que os endereços de e-mail não sejam usados para fins obscuros.

domingo, outubro 28, 2007

Alguém Contraria O Lobie da Indústria Farmacêutica na Comunicação Social vs Jornalistas.


 

"La epidemiología de la infección por VPH y del câncer de cervix en nuestro país no requiere una intervención sanitaria inmediata.


 


 

La Junta Directiva de la Sociedad Española de Medicina de Familia y Comunitaria, reunida este sábado 6 de Octubre, quiere manifestar su postura de considerar una decisión precipitada la inclusión de la vacuna del Virus del Papiloma Humano (VPH) en el calendario vacunal, en el caso de que esta decisión sea adoptada por parte de la Comisión de Recursos Humanos del Consejo Interterritorial.

La semFYC, organización que representa a más de 19.000 médicos de familia, de acuerdo con el Programa de Actividades Preventivas y de Promoción de la Salud (PAPPS), teniendo en cuenta la epidemiología de la infección por PH y del cáncer de cérvix en nuestro país así como los datos conocidos hasta ahora sobre la vacuna, considera que la decisión de incluirla en el calendario vacunal es precipitada sobre la base de las siguientes consideraciones:

1. Magnitud: la incidencia y morbi-mortalidad de la enfermedad es baja en nuestro país.

2. La infección por el VPH es una causa necesaria, pero no suficiente. En nuestro país, la mayor parte de las infecciones cursan de forma asintomática y en el 80-90 % de los casos se resuelven espontáneamente.

3. La vacuna no es una vacuna terapéutica.

4. La vacuna sólo es eficaz para prevenir lesiones displásicas por los genotipos incluidos en la vacuna.

5. Se desconoce la efectividad de la vacuna en el grupo de edad en el que se recomienda su aplicación como vacuna sistemática (9-14 años)

6. No se conoce la efectividad real, ni la duración de la inmunidad ni la necesidad de dosis de recuerdo.

7. En mujeres que han iniciado relaciones sexuales, la efectividad es muy baja y en algunos casos puede ser discutible.

8. No se dispone de datos de seguridad a largo plazo

9. Existen dos vacunas distintas y se desconoce si son intercambiables: Tetravalente: 6, 11, 16 y 18 (displasias y verrugas)- Gardasil Bivalente: 16 y 18 (displasias) - Cervarix

10. Puede administrarse conjuntamente con la vacuna de la hepatitis B, pero está pendiente estudiar la compatibilidad con otras vacunas


 


 

11. Existe la necesidad de seguir investigando i. Hacer estudios epidemiológicos y seguimiento de seguridad ii. Efectividad en otros grupos: varones, inmunodeprimidos...

12. La vacunación no sustituye la necesidad de seguir realizando cribado en mujeres vacunadas y no vacunadas

13. La vacunación es una actividad preventiva complementaria a otras actividades (preservativo, cribado...) en una estrategia preventiva global

14. Dadas las dudas expuestas sobre la efectividad de la vacuna, su coste- efectividad es discutible Por último, la semFYC considera que en caso de adoptarse finalmente la decisión de incluirla en el calendario vacunal, se recomienda restringir su uso solamente a las indicaciones aprobadas por el Consejo Interterritorial, evitando recomendarla a otros grupos de edad."

terça-feira, outubro 16, 2007

Nãooooooooooo Acreditooooooooooooooooooooo!

Devem ser galeses ou escoceses. Ou até irlandeses do norte. Ou se calhar portugueses! Agora ingleses, da Inglaterra, súbditos de sua majestade? Náaaa.


 


 

"Reino Unido: Infecção hospitalar faz 90 mortos

O responsável britânico pela Saúde pediu hoje desculpa por um surto bacteriológico mortífero em hospitais ingleses que provocou a morte a 90 pessoas mas assegurou que foi um incidente isolado.

Um relatório das autoridades sanitárias inglesas sobre o caso diz que as enfermeiras que trabalham no Hospital Maindstone and Tunbridge Wells no Sudeste de Inglaterra não lavam as mãos e deixam os pacientes deitados sobre as suas próprias fezes.

O secretário britânico da Saúde, Alan Johnson, afirmou que o relatório, que contém fotografias de casas-de-banho classificadas como repugnantes, é uma «história de horror».

«Em nome do governo e do Serviço Nacional de Saúde, quero pedir desculpa a todos os afectados», disse numa sessão de emergência no parlamento.

Contudo, considerou que esperava que se reconhecesse que «as falhas graves em Maidstone e Tunbridge não são representativas dos níveis de cuidados que os pacientes e o público esperam e recebem nos hospitais do país dia após dia».

O relatório foi tornado público pela Comissão de Saúde de Inglaterra que encontrou «falhas significativas» em todos os níveis, em três hospitais visitados pela tutela, e que contribuíram para que mais de mil pacientes tenham sido infectados pela clostridium difficile, uma bactéria potencialmente fatal e muito resistente aos antibióticos.

Nos últimos anos, a taxa de infecções provocadas por esta bactéria e por outras doenças teve uma forte subida na Grã-Bretanha, embora alguns a atribuam às alterações das regras dos relatórios sobre os surtos.

Diário Digital / Lusa"

   


 

O Novo Luto à Andy Warhol: Umas Linhas De Fama!

Nós, médicos, psicólogos e afins, sabemos que o luto se inicia pela indiferença e negação da perda (morte).

Essa negação, agora, faz-se com o eco dos "me(r)dia" que usam o sentimento das pessoas para venderem mais uns jornais, pagando míseros salários a jornalistas estagiários que a tudo se prestam, eles também à procura da "caixa" que lhe dê passagem directa para um órgão de comunicação de referência. Mas será que ainda os há?

Há mais de 30 anos aprendi o termo 'eclampsia', um verdadeiro temor para os médicos em virtude da alta mortalidade que sempre origina. É uma espécie de hipertensão maligna, fatal.

Mas a irmã gémea da falecida, em vez de se recatar e preparar o luto, pois ainda terá muito que chorar e sofrer (nessa altura já os media estarão longe e à procura de outras gémeas.

Em homenagem à grávida falecida, a notícia completa e o meu lamento pelas afirmações proferidas pela sua irmã gémea, Inês Baptista, que ainda não teve tempo de chorar a morte da sua irmã. Mas fá-lo-á, disso tenho a certeza.

Sublinhado: as não-notícias que fazem a notícia.

"V.F.X: Família de grávida que morreu vai processar hospital

A família de uma mulher grávida do Carregado, cujo funeral se realizou no domingo, pretende mover uma acção judicial contra o Hospital Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, por alegada negligência na morte da familiar, mas hospital contrapõe.

"Vamos até às últimas consequências, até perder as forças", relatou à agência Lusa Inês Baptista, irmã gémea de Alexandra Alves Baptista, de 31 anos de idade, que faleceu na quinta-feira, "A autópsia acusou que ela tinha uma hemorragia hepática e uma eclâmpsia, mas para mim não chega", disse a familiar, que admite recorrer aos tribunais.

Inês Alves Baptista não compreende como a irmã faleceu, após passar "de uma hora para a outra" a sofrer de lesões hepáticas que lhe "rebentaram o fígado", quando não tinha quaisquer antecedentes clínicos e uma vez que "se fosse doente as análises que tinha feito há uma semana acusariam".

Contactada pela Lusa, a directora clínica do Hospital Reynaldo dos Santos, Ana Alcasar, ainda sem conhecer o resultado da autópsia, revelou que, numa primeira avaliação preliminar efectuada ao longo de segunda-feira, "não terá havido negligência por parte dos profissionais", mas a unidade hospitalar vai abrir um processo de avaliação interna, como acontece "sempre que há uma morte inesperada", no sentido de apurar responsabilidades.

Alexandra Alves Baptista, grávida de 31 semanas, deu entrada na quinta-feira pelas 10:30 no hospital vila-franquense com tensão alta a 15/8, onde ficou internada, tendo sido a segunda vez que recorreu à unidade (da primeira vez sentiu também contracções) devido a problemas de hipertensão, causada por um alegado nervosismo resultante da morte de um familiar.

Foram administradas duas injecções para controlar a tensão, após receber medicação oral que não surtiu efeito (em vez de baixar, subiu a tensão para 22/12).

"Não sei que injecções eram, mas dez minutos depois a minha irmã começou a piorar, queixando-se de dores mesmo muito fortes na barriga e nos rins, estava cheia de suores, aos vómitos e a querer revirar os olhos", contou Inês Alves Baptista, numa altura em que a tensão já tinha descido para 10/5.

Por parte do hospital, "não há uma relação causa-efeito", explicando que os problemas de hipertensão com alterações no sistema renal (eclâmpsia) são "frequentes" no fim da gravidez, mas neste caso o problema "desenvolveu-se de forma mais ou menos abrupta".

Face ao estado clínico reservado, os médicos decidiram transferi-la para o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, a fim de retirar o bebé de dentro da mãe e colocá-lo na incubadora, já que o Hospital Reynaldo dos Santos apenas dispõe de incubadora a partir das 34 semanas.

O agravamento da situação clínica obrigou os bombeiros a regressarem para trás [    quem deu a ordem?] de modo a antecipar a operação, conseguindo tirar ainda com vida o recém-nascido, que acabaria por morrer minutos depois.

No momento da intervenção,"surgiu um problema porque ela estava com uma hemorragia hepática", contou Inês Alves Baptista, recebendo a informação do médico de que a sua irmã teria de ser reencaminhada para o Hospital Curry Cabral, para ser submetida a um transplante de fígado.

Após dar aí entrada às 22:00 horas, acabaria por falecer meia-hora depois devido a uma hemorragia hepática e a uma eclâmpsia, segundo o resultado da autópsia, deixando duas filhas de sete e nove anos de idade.

"Se ela estava com dores, se tinha a tensão alta desde há uma semana, porque não a mandaram logo para o São Francisco Xavier?", questiona a familiar, para quem "tem de haver um culpado".

O Hospital Reynaldo dos Santos aguarda agora pelos resultados do processo de averiguações, que deverão ser conhecidos dentro de quinze dias, remetendo mais explicações para essa altura.

Diário Digital / Lusa "

Ganda contradição da irmã gémea que afirma no iníquo que a irmã estava de óptima saúde.

A eclampsia mata e a hipertensão também...

domingo, outubro 14, 2007

Algumas Verdades Incómodas Sobre Al Gore.


"Algunas verdades incomodas sobre Al Gore

El ex vicepresidente de EEUU, Al Gore ha sido uno de los ganadores del Premio Nobel de la Paz 2007, "por sus esfuerzos por construir y divulgar un mayor conocimiento sobre el cambio climático".

Nazanin Amirian (Para Kaos en la Red) [13.10.2007 09:04] - 1620 lecturas - 15 comentarios

El ex vicepresidente de EEUU, Al Gore ha sido uno de los ganadores del Premio Nobel de la Paz 2007, "por sus esfuerzos por construir y divulgar un mayor conocimiento sobre el cambio climático". Al Comité Nobel le habrá pasado dos males para cometer tal decisión. El no encontrar en su lista de candidatos a ningún verdadero defensor de la paz, y desconocer el currículo del ex vicepresindente. Pues, Al Gore no es ni hombre de Paz ni un aspirante a salvar la tierra con su visión ecologista.

En cuanto pacifista, solo hay que recordar que la administración Clinton-Gore bombardeó Yugoslavia, Albania, Sudán, Afganistán, Irak, Haití, Zaire, y Liberia, utilizó toda clase de municiones destructivas incluidos proyectiles que contenían uranio empobrecido, causando la muerte de decenas de miles de civiles y de paso provoco irreparables daños ambientales cuyos efectos perduraran cientos de años en sus tierras, aires, y aguas."

Continua aqui: http://kaosenlared.net/noticia.php?id_noticia=42914.

sábado, outubro 13, 2007

Dos Leitores


 

"Caro colega

 
 

Chamo a atenção para o seguinte texto:

 
 

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=60118

 
 

Título com "Médicos na Austrália salvaram a vida de um turista italiano envenenado alimentando-o durante três dias com vodka por via intravenosa" e depois no texto explicam que a vodka é administrada por sonda naso-gástrica.

 
 

Continuação de um excelente trabalho de 'educação' da nossa classe jornalística.

--
Rui Capucho"

quarta-feira, outubro 10, 2007

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) – Porque Não Se Dedicam SÓ A Fazer Meninos ?

Em defesa do Dr. João Goulão.


 

"Folhetos antidroga foram distribuídos em bares e discotecas e não nas escolas

09.10.2007, Isabel Leiria

Famílias Numerosas mantêm as críticas à campanha do IDT e dizem que João Goulão é um "erro de casting"

Ao contrário do que foi dito este fim-de-semana pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), e não esclarecido na altura pelo presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, os postais que alertam para os efeitos das diferentes drogas e que dão instruções muito práticas para minorar as consequências do consumo, como a importância de não partilhar os "tubos usados para snifar [cocaína]", não foram distribuídos em escolas.


"A campanha foi preparada com base em conteúdos nossos e cedidas a duas empresas de distribuição destes postais [gratuitos] para serem entregues em locais de diversão nocturna. Houve uma distribuição massiva na altura da Queima das Fitas (em Maio) e dos festivais de Verão (em Agosto)", esclareceu ontem João Goulão.


"Não houve nenhuma distribuição em escolas do ensino básico ou secundário. Os postais destinam-se a jovens adultos, que têm o mínimo de condições para fazer as suas próprias escolhas", reforçou, admitindo que possam ter chegado a estabelecimentos de ensino por via dos alunos que os levaram de outros locais.


No domingo, questionado pelo PÚBLICO, João Goulão não tinha negado a informação da APFN de que a campanha era dirigida às escolas do ensino não superior e disse mesmo que este era o "tipo de mensagens usadas noutros países europeus".

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), por seu lado, quis saber em que contexto estava a ser feita a campanha. Esclarecida a questão, António Amaral, vice-presidente da Confap, acabou por considerar tratar-se de uma informação "perfeitamente legítima", se dirigida a um público mais adulto.


Já a APFN mantém todas as críticas, com o seu presidente, Fernando Ribeiro e Castro, a dizer que a nomeação de João Goulão para dirigir o IDT foi um "erro de casting".


Os postais (distribuídos por empresas que detêm expositores em teatros, restaurantes, bares, discotecas, universidades e cinemas) têm todo o mesmo mote - "Energia usa só a tua" - e informam sobre os efeitos, consequências do consumo continuado e medidas para minorar os riscos da utilização de 11 drogas diferentes - do álcool aos cogumelos mágicos, passando pela cannabis ou pela ketamina.


Em relação à cocaína, por exemplo, avisa-se que é susceptível de causar depressões e problemas cardíacos e alerta-se para a necessidade de, em caso de consumo, "alternar a narina que se utiliza para snifar". No caso do LSD, escreve-se: "É bom que esteja presente alguém com experiência de consumo, pode ajudar no caso de bad trip".


João Goulão explica que a campanha é preventiva, mas que não deve ignorar que há pessoas que consomem drogas e que devem ter a informação apropriada.


Quem continua em total desacordo é a APFN, que considera a campanha "perfeitamente idiota." "O facto de não ter sido feita nas escolas faz apenas com que não seja tão grave. Mas continua a ser horrorosa", critica Fernando Ribeiro e Castro, que quer saber qual a opinião do ministro da Saúde e pede a intervenção do Parlamento. Para Ribeiro e Castro, a campanha promove o consumo de drogas e, ao contrário do que tem sido feito no plano do tabagismo ou da prevenção rodoviária, não previne.


Goulão explica que a campanha é preventiva, mas que não deve ignorar que há pessoas que consomem drogas
. "

quarta-feira, outubro 03, 2007

Serviço Público

Retirado do Diário Digital, da Lusa:

"Andarilhos levam duas crianças por dia aos hospitais

O uso de andarilhos leva todos os dias aos hospitais portugueses pelo menos duas crianças, de acordo com a estimativa de um estudo apresentado no 8º Congresso de Pediatria, que decorre em Vilamoura, Algarve.

O estudo consistiu em inquéritos a 1.427 pediatras, praticamente todos os existentes no País, com questões sobre o tratamento de crianças acidentadas com andarilhos, disse à Lusa a pediatra Elsa Rocha, da Associação para a Segurança Infantil (APSI), que apresentou os resultados ao congresso.

"Dos 215 que responderam, 22% já tinham assistido bebés vítimas de andarilhos, mas esses 48 pediatras assistiram um total de 122 casos num ano", enfatizou Elsa Rocha, extrapolando que "se todos os pediatras tivessem respondido, teríamos cerca de 800 casos".

O estudo, promovido pela APSI e pela Unidade de Vigilância Pediátrica, reforça as conclusões de um outro estudo, do Observatório Nacional de Saúde, que aponta para cerca de 650 casos de acidentes com andarilhos por ano atendidos nos hospitais portugueses.

"Isto são só os casos que chegam aos hospitais, o que significa que há muitos mais acidentes em casa", afirmou a pediatra, recordando que se trata de crianças de tenra idade, entre os seis e os 18 meses.

O mesmo estudo do Observatório, realizado em 2004, aponta para que metade dos acidentes são quedas e 80 por cento resultam em traumatismos cranianos.

De acordo com os resultados dos inquéritos divulgados na terça-feira, cujo trabalho de campo decorreu em 2005, os traumatismos cranianos foram a causa de todas as 122 hospitalizações conhecidas.

Segundo a pediatra que apresentou o trabalho, essa alta incidência de lesões no crânio explica-se pelo facto de os bebés terem uma cabeça proporcionalmente muito grande e pesada e, por outro lado, terem os pés presos quando estão no andarilho.

Por outro lado, sublinhou, o estudo apontou para 100% de acidentes em escadas.

"Está provado que o andarilho é intrinsecamente perigoso e essa alta taxa de acidentes em escadas só prova que os pais não chegam a tempo na maioria das situações", disse.

Sublinhou que a velocidade de uma criança no interior de um daqueles aparelhos é de cerca de 1 metro por segundo, isto é, "muito superior a qualquer capacidade de reacção dos pais".

"No andarilho, como fica mais alta, ela chega mais e mais depressa aos objectos, com os riscos inerentes, começando a puxar toalhas e alcançando objectos que queimam ou cortam", disse.

Segundo Elsa Rocha, ao contrário de uma ideia feita ainda em uso, o andarilho não ajuda a criança a caminhar mais cedo, sendo mesmo desadequado ao desenvolvimento da capacidade de marcha.

O uso de andarilhos está regulado desde 2005 por uma norma europeia que obriga ao cumprimento de vários preceitos de segurança, entre os quais o uso de rodas que prendem quando chegam a uma escada.

Contudo, ainda não existem estudos sobre o real efeito dessas normas no número de acidentes, sendo essa precisamente a próxima etapa da APSI e da Unidade de Vigilância Pediátrica. "

terça-feira, outubro 02, 2007

Não! Não Se Pode Dizer Mal Dos Ingleses... Nem Do Sócrates.

Intoxiquem-nos com a chegada do Mourinho.

Já quase que não posso respirar!

Mas vou contar uma história.