domingo, abril 08, 2007
sexta-feira, abril 06, 2007
Utente Negligente, Jornalista Iliterato!
À senhora jornalista Ermelinda Osório, vendedora de notícias, tentar explicar o mesmo.
Jornal de Notícias de 05/04/07:
"Utente acusa hospital de negligência médica
| ermelinda osório |
|
|
| Romarigo garante que se não fossem os belgas já estava morto |
Agostinho Romarigo, de 34 anos, residente em Peso da Régua, pensou "várias vezes que ia morrer a qualquer momento". Ao fim de vários anos de idas às urgências, consultas e exames aos intestinos, estômago, ecografias e análises, está convicto de que "se não tivesse viajado de emergência para a Bélgica, já estaria, sem dúvida, morto", disse ao JN.
Romarigo é vendedor de automóveis e um conhecido praticante de desportos motorizados e náuticos da região. O seu "calvário" começou em Dezembro de 2003. De lá para cá, coleccionou idas às urgências do Hospital D. Luiz I, na Régua, e do Hospital de S. Pedro, em Vila Real, hoje integrados no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. "Mais de 50 registos de entradas nos hospitais" provam o que considera "um acto óbvio de negligência médica", e pondera uma queixa aos tribunais.
A carta do médico belga, redigida em francês, confirma a operação a uma apendicite aguda e à vesícula. Romarigo explica "Cheguei lá ao final do dia e, na manhã seguinte, operaram-me. Foram duas operações - uma para retirar o apêndice e outra para retirar a vesícula, que sofreu, entretanto, danos graves".
A história tem o seu "pico" a 11 de Março de 2007, um domingo. Mais uma crise levou o jovem ao hospital. "Penso que achavam que a dor era psicológica. Na Régua, já nem me consultavam. Eu até tinha vergonha de lá ir. Davam-me soro e sedativos e mandavam-me embora", diz. Nesse mesmo dia, ainda voltou à Urgência do D. Luiz I "Encolhi as pernas com as dores e nunca mais consegui esticá-las. Mandaram-me para casa com 40 graus de febre. Eu já só pedia a Deus para morrer, porque não aguentava", acrescenta. É então que a família resolve socorrer-se de parentes na Bélgica. Viajou para lá na quarta-feira seguinte.
O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, Carlos Vaz, diz que "não cabe na cabeça de ninguém que uma pessoa com apendicite aguda aguente este tempo todo. Se o problema fosse esse, já estaria morto, não tenho dúvidas".
Na Covilhã foi diferente
Em Janeiro de 2006, Romarigo teve uma crise na serra da Estrela. "No Centro Hospitalar Cova da Beira, na Covilhã, disseram-me que tinha de ser operado ao apêndice. O médico de lá mandou uma carta, mas um dos vários médicos que me atenderam em Vila Real, leu-a e riu-se", conta. Carlos Vaz garante que "todos os exames foram feitos e o utente chegou a dormir no hospital, mas nada foi detectado". O administrador lembra que "o sr. Agostinho Romarigo até tinha o número de telemóvel do cirurgião que o estava a seguir. No dia 11 de Março, podia ter-lhe telefonado, mas não o fez"."
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sábado, março 31, 2007
Patético!
Lembram-se dos fenómenos do Entroncamento?
Pois agora temos as grávidas da Figueira da Foz!
Esta da garagem é mesmo patética. Não o acontecimento, que pode acontecer a qualquer grávida (relapsada?), mas fazer disso uma notícia, uma "caixa".
Nem com uma maternidade no rés-do-chão desse edifício, este parto era hospitalar.
Os leitores que pensem quantas localidades de Portugal não têm maternidades, há dezenas, centenas de anos e nunca se afirmou que, após um parto numa ambulância, se reivindicasse uma maternidade local.
Tenham dó!
Nesta matéria das maternidades estou com o CC e contra a demagogia de toda a oposição.
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domingo, março 25, 2007
Patética!


A Júlia Pinheiro é a Júlia Pinheiro. Está tudo dito!
Habituou-se a estupidificar os portugueses através dos seus programas, e nós habituámo-nos a vê-la como a personificação desta televisão estupidificadora.
Escreveu umas patéticas linhas no jornal 24 horas de 23 de Março, com o título "Patético."
"Patético
No futuro, algumas crianças portuguesas vão ter dificuldade em assumir a sua identidade geográfica. Dentro de uma década e meia, adolescentes perturbados vão perguntar: “Será que o facto de eu ter nascido numa autoestrada fez de mim este ser errante, sem raízes, sem futuro?”
O retrato está um bocadinho carregado e tem um tom anedótico, mas verdade é que, desde que fecharam algumas maternidades do País, os bebés começaram a nascer em ambulâncias embalados pela sirenes do veículo e por um cheirinho a escape e combustível, que os prepara logo para um mundo marcado por terríveis alterações climáticas."
Quem quiser ler mais pode ir ao site do 24 horas.
A Júlia Pinheiro só agora descobriu uma realidade que já existe há décadas, desde que há ambulâncias, bombeiros e grávidas. Os bombeiros até têm os seus "especialistas" em partos...O mundo rural é uma realidade e uma óptima realidade, e sempre as grávidas tiveram os seus filhos longe, nos antigos hospitais distritais e muitas vezes no trajecto.
Nunca se falou e quando se falava era em tom factual sem qualquer carga político-jornalística. Até em aviões já nasceram crianças...
Mas a Júlia Pinheiro só agora descobriu que há um país para além dos estúdios da TVI... paciência.
Talvez essas grávidas sejam apoiantes fieis dos seus programas e desconheçam o que são "sinais de parto" que aparecem muito antes do período expulsivo.
Talvez a Júlia Pinheiro possa usar os seus programas e aproveitá-los para um pequeno serviço público, divulgando:
SINAIS DE PARTO
- Expulsão do Rolhão Mucoso, que consiste na eliminação, pela vagina, de muco gelatinoso, rosado ou acastanhado. A sua expulsão pode ocorrer dias ou horas antes do parto e significa que o nascimento estará para breve.
- Rotura da Bolsa de Águas, que é a saída de líquido amniótico pela vagina, devido à rotura das membranas que envolvem o bebé. Pode sair lentamente ou de repente, em grande quantidade. Normalmente, é claro e transparente. Nesta situação deve dirigir-se ao hospital da sua área de residência o mais rapidamente possível.
- Contracções Uterinas Regulares - no início do trabalho de parto, as contracções são irregulares (isto é, os intervalos não são certos) e são pouco frequentes. Começa por sentir que a barriga fica rija, podendo não haver dor. Progressivamente, vão-se tornando mais regulares, mais intensas e mais próximas. Quando as contracções forem regulares, com intervalos de dez minutos, deve dirigir-se à maternidade.
O trabalho de parto dura em média de 6 a 12 horas!
Neste site (de onde foram retiradas estes sinais de parto) da Universidade de Aveiro há informações interessantes com desenhos bem elucidativos.
Mas os culpados, presumo, já estão encontrados: os médicos e os enfermeiros que não informaram detalhadamente as gestantes, os bombeiros e o INEM que não foram rápidos, as maternidades que fecharam (e ainda bem!), enquanto estas perdiam tempo a assistir às patetices da Júlia Pinheiro.
Curiosamente lembro-me dos livros que a minha mãe comprou há mais de cinquenta anos para, já nessa altura, não ser surpreendida nas suas gravidezes.
Sempre foi uma mulher previdente... porque não são estas mães agora?
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sábado, março 24, 2007
A Tuberculose VIP
Post intitulado O PORTO E A TÍSICA, assinado por Carlos Fiolhais e retirado do blogue Rerum Natura (espero que autorizem!):
São todos eles nomes das artes e das letras, mas não só. Estará o leitor confuso? Então acrescentemos uma lista de nomes portugueses, todos eles ainda da área das artes e das letras: António Aleixo (50 anos), Amadeo de Souza-Cardoso (31 anos), Júlio Dinis (42 anos), António Nobre (33 anos), António Soares dos Passos (34 anos) e Cesário Verde (31 anos)?
Não, não é apenas a data da morte, que em todos esses casos ocorreu precocemente. É a causa da morte, que foi a mesma em todos eles: a doença que o povo chamava tísica e a que a ciência deu o nome de tuberculose. A tuberculose, causada pela terrível bactéria que dá pelo nome de Mycobacterium tuberculosis (ou bacilo de Koch) foi uma das enfermidades mais letais para as artes e para as letras. Paradoxalmente, como se pode avaliar pelas obras dos autores listados, marcadas em grande medida pela fatalidade, e ainda por obras como “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann (que descreve a estada de Hans Castorp num sanatório suíço para tratar a tísica, uma história inspirada pela doença da mulher do escritor), ou a “A Dama das Camélias” de Alexandre Dumas (baseado num facto real e mais tarde adaptado a ópera por Giuseppe Verdi: no final de “La Traviata”, a jovem Violeta esvai-se, completamente tísica), que teria sido das artes e das letras sem essa doença? Também em “Crime e Castigo”, Fedor Dostoievski conta uma morte por tuberculose inspirado provavelmente na morte similar da sua mulher. E até o famoso quadro “O Grito” de Edvard Munch pode ter sido influenciado pela morte, por tuberculose, da mãe e da irmã do artista.
Também a ciência sofreu com a tuberculose. Dois dos maiores matemáticos de todos os tempos: Niels Hendrik Abel (26 anos) e Georg Bernhard Riemann (39 anos) morreram de tuberculose. O mesmo sucedeu, embora em idades bem mais avançadas, com Julius Mayer (64 anos), um físico tísico que foi um dos criadores da termodinâmica, e com Erwin Schroedinger (73 anos), um dos criadores da teoria quântica. Um outro físico quântico, Richard Feynman, escreveu cartas comoventes à sua primeira mulher, Arline, quando ela estava a morrer de tuberculose e ele trabalhava no projecto Manhattan, em Los Alamos, de construção da bomba atómica.
Em Portugal, a doença conheceu particular incidência na cidade do Porto. Em 1899 o médico portuense Ricardo Jorge chamava-lhe “a sua cidade cemiterial”. E ainda hoje o Porto é uma cidade com uma taxa de casos de tuberculose que ultrapassa largamente a média nacional (infelizmente, Portugal também neste índice ocupa um lugar na cauda da Europa). A doença espalhou-se devido às más condições sanitárias, em particular as que existiam nas chamadas “ilhas” do Porto, que no século XIX e ainda no século XX tinham condições de promiscuidade inimagináveis. Eram verdadeiros “pastos” para a bactéria!
Não admira por isso que um médico pneumologista do Porto, António Ramalho de Almeida, tenha escrito um livro intitulado “O Porto e a tuberculose” e subintitulado “História de 100 anos de luta”. Ele conhece bem o problema por dentro, uma vez que trabalhou mais de 30 anos no Sanatório de D. Manuel II depois de se ter licenciado em Medicina na Universidade do Porto. O livro descreve a vida e a morte na cidade do Porto ao longo dos dois últimos séculos. Começa por falar do Cerco do Porto e de D. Pedro IV, um dos tísicos mais célebres. Porque vem a talhe de foice, acrescente-se, que Salazar, embora não tenha morrido da doença, foi outro tuberculoso célebre, tendo chegado a ser tratado no Caramulo (hoje, no Museu do Caramulo, pode ser visto um retrato dele na serra, da autoria de Eduardo Malta). Esse facto, que não foi muito divulgado, levou Winston Churchill a definir Portugal de uma maneira muito violenta, que só encontra eco no modo como Lord Byron nos tratou (“Com tal gente, / Ó Natureza! Por que desperdiçaste os favores?”):
“É um país de tuberculosos governado por um tuberculoso”.
O livro fala depois do Porto de Júlio Dinis, que apesar de médico doente não escreveu muito sobre a sua doença. Já o mesmo não se passou com António Nobre, também natural do Porto e o autor de “Só”, o livro mais triste que jamais houve em Portugal. São dele e desse livro os versos muito tristes (poema “Canto do Lume”):
“Mês de Novembro! Mês dos tísicos! Suando,
Quantos, a esta hora, não se estorcem a morrer!
Vê-se os padres as mãos, contentes, esfregando...
Mês em que a cera dá mais e a botica, e quando
Os carpinteiros têm mais obra p’ra fazer”.
E também são tristíssimos os versos do poema “Pobre tísica”, que começa assim;
“Quando ela passa à minha porta
Magra, lívida, quase morta,
E vai até à beira mar,
Lábios brancos, olhos pisados:
Meu coração dobra a finados,
Meu coração põe-se a chorar”.
A obra do Dr. António Almeida trata principalmente da longa luta travada contra a tuberculose no Porto, que incluiu, depois da chamada da atenção para a insalubridade nas “ilhas” do Porto por Ricardo Jorge em 1899, a criação pela Rainha D. Amélia nesse mesmo ano da Liga Nacional contra a tuberculose. Essa luta incluiu a angariação de fundos, como a venda do selo anti-tuberculoso, e a construção do Dispensário do Porto, da Colónia Sanatorial Marítima da Foz do Douro e do Sanatório Marítimo do Norte, na praia de Francelos (tal como os ares da montanha, os ares marítimos faziam bem à doença e houve quem fosse tratar-se para a Foz do Douro, assim como houve quem fosse – muitos deles nomes famosos – para a ilha da Madeira). O livro fala de outros sanatórios nortenhos como o de Montalto, no cimo da serra de Valongo, e o já referido Sanatório de D. Manuel II, que foi construído em 1933 no cimo do Monte da Virgem.
A tuberculose foi muito reduzida, em todo o mundo e também no Porto, com a descoberta da bactéria em 1882 pelo alemão Robert Koch (Prémio Nobel da Medicina em 1905). O primeiro sucesso de vacinação anti-tuberculose deveu-se aos franceses Albert Calmette e Camille Guerin em 1906. Foi a vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guerin), usada pela primeira vez em seres humanos em 1921 (quem não se lembra dessa vacina no tempo da escola?). Mas só em 1946, com a preparação do antibiótico estreptomicina, o tratamento da doença se tornou possível. O norte-americano de origem russa Selman Waksman foi o autor da proeza, que lhe valeu o Prémio Nobel da Medicina de 1952.
No entanto, a luta com a doença está longe de estar terminada. A SIDA veio modernamente fazer recrudescer o velho mal. A tal ponto que o Dr. António Almeida termina o seu livro com um grito de revolta:
“Enquanto durar este tipo de mentalidade, enquanto as pessoas não forem informadas com verdade do poder da tuberculose, enquanto nas Universidades não se ensinar devidamente a realidade da tuberculose nas suas múltiplas facetas clínicas, enquanto a comunicação social não fizer uma campanha exigente, consertada e continuada no tempo, e enquanto a tuberculose não der votos, ou por outra, não sensibilizar os políticos, o Porto será a cidade portuguesa com maior número de casos de tuberculose, apesar de tudo o que atrás foi dito com verdade, com história e com alguma glória. Sinceramente não somos merecedores daqueles antepassados que tudo fizeram para que o mal não fosse maior”.
Tem uma correcção de um comentarista que refere que Amadeo de Souza-Cardoso (31 anos) faleceu em 1918 em consequência do surto pandémico da gripe espanhola.
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sexta-feira, março 23, 2007
Em Portugal Passou-se O Mesmo Com Os Médicos Espanhóis.
Do blog Medicina Cubana:
martes, marzo 20, 2007
Médicos becados por Cuba causan conflicto en Honduras.
Los pobladores de las zonas rurales del país deberán seguir pagando las consecuencias de los conflictos entre la Secretaría de Salud y los médicos en servicio social. Hoy inicia la segunda semana en la que estos estudiantes de último año de Medicina se han declarado en asambleas informativas.La razón del conflicto son los supuestos privilegios que Salud le ha otorgado a los estudiantes hondureños becados por Cuba, al permitirles hacer su servicio social sin cumplir el requisito de haber realizado un año de internado rotatorio.
Otra de las quejas es la pretensión de otorgarles un determinado número de plazas médicas directas sin que sean sometidas a concurso. Ángelo Murcia es uno de los médicos en paro y asegura que “las pláticas con la Secretaría (de Salud) ya iniciaron, pero hasta la fecha no hemos podido solucionar nada, esperamos que en el transcurso de la semana se logre resolver algo”, explicó.
LOS AFECTADOS
Salud desconoce la cantidad de pobladores que se han visto afectados por la medida de presión de los médicos en servicio social, pero sí se garantizó que son alrededor de 300 los centros de salud que se han visto perjudicados, la mayoría de ellos ubicados en la zona rural del país.
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sexta-feira, março 02, 2007
A Menina Bonita Do Ministro Da Saúde, Queixa-se!
As Unidades de Saúde Familiar são a bandeira de luta do ministro CC e a solução para todos os males da Saúde, nomeadamente para a reestruturação das urgências.
Mas no site do jornal Médico de Família parece que a situação não é assim tão boa.
Eis o que diz um dos intervenientes (José Luís Biscaia) na formação de uma USF:
"Sem os meios necessários a reforma cai!
José Luís Biscaia, vice-presidente da APMCG, lança um aviso: a reforma dos Cuidados de Saúde Primários foi iniciada, mas ainda falta muita legislação de suporte, imprescindível à concretização do processo… Como também faltam muitas das ferramentas essenciais ao funcionamento e à avaliação do trabalho desenvolvido nas Unidades de Saúde Familiar.
A área das tecnologias da informação é, em campo de ineficiência, um exemplo pragmático, com a entidade responsável pelo sector, o IGIF, a revelar-se incapaz de resolver os muitos problemas que afectam o trabalho no terreno. Por exemplo, aponta o médico de família da Figueira da Foz, a sua USF está ligada ao CS por uma largura de banda de 512 kb. Este está ligado à SRS com uma largura de 1 mega… Que por sua vez comunica com o IGIF com uma capacidade de 2 mega.
Ora, não é preciso ser perito informático para perceber que basta que alguns profissionais estejam a utilizar a Internet em simultâneo para que o sistema bloqueie.
Isto, num país onde o Governo apregoa estar em curso um choque tecnológico. Atendendo ao que se passa no terreno, desabafa o médico, “fica a impressão de que na Saúde… Ainda não ligaram o disjuntor”.
Enquanto isso, a paciência dos milhares de profissionais que avançaram no terreno e dos muitos mais que aguardam por novidades para dar o primeiro passo, vai-se esgotando…
Sendo certo que em caso de colapso… A reforma será arrastada na queda!"
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quinta-feira, março 01, 2007
Rupatadina, Ainda.
Um comentário anónimo reactiva os posts de 2005, aqui e aqui:
"Anônimo disse...
Além disso, o Rinialer NÃO está aprovado pela EMEA (Agência Europeia do Medicamento) nem pela FDA (Agência Americana de Comida e Medicamento). No que respeita à origem do fármaco, essa é Espanhola e o fabrico tb..."
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domingo, fevereiro 25, 2007
Autarcas: Um Exemplo Flagrante De Iliteracia Científica.
Sem mais comentários!
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sábado, fevereiro 24, 2007
Sobre A Polémica Das Urgências: A Força Da Ciência Aguentará A Força Da Política!
Há muito que não subscrevo os editoriais do José Manuel Fernandes no Público.
Mas este, do dia 23/02/07, subscrevo-o integralmente!
"Da Patuleia a Chaves, a Valença, a... etc., etc.
Não se pede aos cidadãos que compreendam por que é melhor ter menos urgências, mas melhores - mas exige-se dos autarcas que não incendeiem o bairrismo e procurem, ao menos, compreender os argumentos da racionalidade.
Duas histórias curtas. Primeira: há quase 20 anos, os médicos de uma miúda que sofria de otites crónicas sugeriam aos pais que era melhor levá-la a um hospital francês. Os pais podiam pagar, levaram a filha e o diagnóstico surgiu num ápice: estava-se perante uma infecção rara mas fácil de curar. O médico francês, perante o desalento da família, sossegou-a sobre a qualidade dos médicos portugueses: "Aqui, observo destes casos várias vezes ao ano.
Lá, tenho colegas que se calhar vêem um ou dois na vida. Para mim o diagnóstico é mais fácil."
Segunda: há uma dúzia de anos, pouco tempo após a abertura de um novo grande hospital, o responsável pelo serviço de neurocirurgia pedia à respectiva administração para não lhe darem mais cirurgiões. Esta, porém, queria que houvesse sempre um neurocirurgião de turno nas urgências. O médico contra-argumentava: "Com mais cirurgiões, nenhum deles vai fazer o número de operações suficiente para ser realmente um bom profissional, e com a equipa que tenho consigo colocar um especialista no bloco operatório a tempo caso exista uma verdadeira urgência." A administração, ao que parece, tinha medo do que poderia um dia sair na comunicação social...
Estes dois episódios mostram como para haver excelência nos cuidados médicos, os médicos têm de ter experiência, ter visto muitos casos, ter operado muitas vezes. Isso não se consegue espalhando os profissionais por centenas de centros de atendimento, por muitas maternidades ou, também, por um número exagerado de urgências onde passam muitas horas inactivos.
Isso implica antes uma rede racionalizada que minimize a possibilidade de os médicos ficarem noites e noites de braços cruzados para depois, perante um caso mais complexo numa urgência "descentralizada" e pouco utilizada, acabarem a reencaminhá-lo para as urgências diferenciadas.
A verdade, contudo, é que nem sempre os argumentos de racionalidade ultrapassam o que por natureza é irracional. E não há que temer as palavras: é irracional pretender ter serviços de urgência abertos 24 horas por dia ao virar da esquina pois tais serviços, mesmo que fosse possível pagá-los, prestariam pior serviço que unidades especializadas, competentes, experientes e, por isso mesmo, raras.
Por isso, quando ontem se olhava para a imagem da primeira página do PÚBLICO, era quase impossível deixar de recordar imagens idênticas de revoltas antigas como as da Patuleia, essa quase guerra civil que se seguiu à revolta da Maria da Fonte.
E que levou Maria da Fonte à revolta? Uma medida menor e de elementar higiene pública: a proibição dos enterros dentro das igrejas. Também então a irracionalidade saiu à rua.Nos dias que correm já não se exige que se enterrem os mortos nas igrejas, mas da mesma forma que não se deseja ter lixeiras no quintal, reivindica-se um médico ou uma parteira em cada esquina. E nada disto mudará se, localmente, os eleitos não souberem passar da irracionalidade de quintal à discussão séria das alternativas.
Por exemplo: há discriminação do interior? Não: em 15 urgências que fecham, só três são no interior. Há discriminação política? Também não: dos 15 concelhos afectados, oito são governados pelo PSD, seis pelo PS e um pela CDU. Há menos serviços com um mínimo de qualificação? Não, pois se fecham 15 urgências, abrem 26.
Há ausência de critérios objectivos? Não, basta ler o relatório do grupo de trabalho.
O que há, isso sim, é muito sangue quente e um secular bairrismo.
Pelo que, ou o Governo aguenta este embate, ou então nunca fará uma das reformas que prometeu e que toca ainda mais nas sensibilidades localistas: a da redefinição do mapa judiciário.
José Manuel Fernandes"
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quinta-feira, fevereiro 22, 2007
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Vergonha!
Portugueses entre os mais pobres da UE
20.02.2007, Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas
Estudo da Comissão Europeia revela que 14 por cento dos que trabalham vivem abaixo
do limiar de pobreza, num total de 20 por cento de pobres entre a população portuguesa
Portugal é um dos países da União Europeia (UE) onde o risco de pobreza é mais elevado, sobretudo entre as pessoas que trabalham, apesar de vários Estados-membros terem níveis de riqueza muito inferiores.
De acordo com dados ontem publicados pela Comissão Europeia, 20 por cento dos portugueses viviam em 2004 abaixo do limiar de pobreza - fixado em 60 por cento do rendimento médio nacional depois de incluídas as ajudas sociais - contra uma média comunitária de 16 por cento.
Entre os Vinte e Sete países da UE, apenas a Polónia e a Lituânia estavam em pior situação, com 21 por cento de pobres. Estes são, no entanto, países com níveis de riqueza particularmente baixos: o produto interno bruto (PIB) por habitante da Polónia ascendia no mesmo ano a 50,7 por cento da média comunitária e o da Lituânia a 51,1 por cento. Em Portugal, o PIB por habitante representava na mesma altura, 74,8 por cento da UE.
No extremo oposto está a Suécia, com 9 por cento de pobres, e um PIB por habitante equivalente a 120 por cento da média europeia.
A taxa de pobreza em Portugal confirma uma situação que se mantém relativamente estável desde o fim dos anos 1990, com uma curta excepção em 2003 (ver quadro).
Fraca consolação, o risco de pobreza em Espanha, Irlanda e Grécia, os antigos pobres da UE, está exactamente ao mesmo nível de 20 por cento que Portugal, apesar de os seus níveis de rendimento serem muito superiores: o PIB irlandês ascendeu, em 2004, a 141 por cento da média da UE, o espanhol a 100 por cento e o grego a 84,8 por cento.
Mas Portugal tem o pior resultado da UE num outro indicador, o dos trabalhadores pobres, o que significa que o salário não protege contra a precariedade: segundo os mesmos dados, 14 por cento dos portugueses com um emprego vivem abaixo do limiar de pobreza, contra 8 por cento no conjunto dos Vinte e Sete.
Na República Checa, cujo PIB é muito próximo do português (75,2 por cento da UE), os trabalhadores pobres são apenas 3 por cento da população.
Em Portugal, afirma Bruxelas, "o risco de pobreza após transferências sociais, e as desigualdades na distribuição dos rendimentos (rácio de 8,2 em 2004) são das mais elevadas na UE". As crianças - 24 por cento - e os idosos com mais de 65 anos - 28 por cento - "constituem as categorias mais expostas ao risco de pobreza", acrescenta.
Para a Comissão, o risco de pobreza é agravado com o aumento do desemprego - que subiu em Portugal de 4 por cento da população activa em 2000 para 7,6 por cento em 2005. Mas igualmente com a elevada taxa de abandono escolar (38,6 por cento em 2005 contra 42,6 por cento em 2000) - e o baixo nível de escolaridade dos jovens (48,4 em 2004 contra 42,8 por cento em 2000), dois indicadores em que Portugal está "muito abaixo da média da UE".
Bruxelas aconselha assim o país a garantir "a efectiva inserção social dos grupos de risco", através da adopção de medidas ligadas ao rendimento mínimo, e melhorar os níveis de qualificação dos desempregados, sobretudo dos menos qualificados e dos jovens.
Do mesmo modo, e tendo em conta que o envelhecimento da população será mais rápido em Portugal que em muitos outros Estados e que os seus custos com a saúde são mais elevados, Bruxelas aconselha o Governo a aplicar a reforma das pensões, melhorar a eficácia do sistema de saúde e resolver o problema do financiamento "regressivo" da saúde, incluindo através da redução dos custos financeiros com os grupos mais desfavorecidos.
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segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Dramas Da Vida...
... que chegam ao consultório do médico (ou ao seu e-mail, cada vez mais frequente...):
"
.../...
... hoje é um dos dias mais tristes da minha vida: a ... foi viver com o pai, e agora não vou dar a volta atrás.
Pode ser que ela nunca mais me queira ver.
Mas a situação cá em casa era insustentável.
Espero que ela me queira ver nos fins de semana e férias.
.../..."
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quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Duas Realidades.
"Duas Realidades", publicado no jornal Tempo Medicina de 2007.02.12´.
"O grande acontecimento na Saúde, esta semana, é que um banal surto de gripe, causado por uma estirpe a que estamos já habituados, como disse o responsável da DGS, que em outro país europeu nem sequer mereceria notícia, em Portugal impôs a tomada de medidas de emergência — irónico desfecho de um raro episódio de perfeita consonância entre um povo e um governante.
Pois não estava o povo a identificar-se plenamente com o ministro, seguindo-lhe o exemplo, ignorando os vilipendiados e agonizantes SAP e acorrendo às Urgências em busca de uma sofisticada aspirina?
Um banal surto de gripe, aliás no início, bastou para desnudar uma sucessão de decisões precipitadas, sob a égide da poupança, que não poupou em conflitos e acrimónias escusados, que desmotivou profissionais de saúde cronicamente em luta contra a escassez de meios para assegurar o funcionamento do sistema, que cuidou da razia sem antes cuidar de alternativas, que fez orelhas moucas a todos os avisos, que fechou os olhos, por vezes, ao simples bom senso.
Aquilo que é a realidade para o ministro sobrepõe-se mal à realidade do País, o fato não se ajusta ao corpo; preparemo-nos para uma série de remendos, que é a solução para o resultado de medidas mal tiradas, se não se quer perder o pano todo."
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domingo, fevereiro 11, 2007
Tenho Dúvidas Sobre O Que Se Está A Passar.
Esta notícia sobre o Hospital de Aveiro tem sido repetida desde há 3-4 dias em Portugal.
Motivou um comunicado do Ministério da Saúde com a medida inédita de abrir administrativamente e por imperativo legal os centros de saúde fora-de-horas devido ao excesso de procura dos serviços de urgência hospitalar.
Tenho dúvidas sobre o que se está a passar.
Será só uma consequência do encerramento anterior dos SAP e de outros serviços de atendimento ou uma antecipação de algo que se prevê que aconteça em breve?
"Hospital de Aveiro: Urgências «sem capacidade» para «procura anómala» de doentes
As urgências do Hospital de Aveiro não têm «capacidade de resposta» para fazer face à «procura anómala» de doentes nos últimos meses. Por isso, o director do serviço defende que o Centro de Saúde devia alargar o seu horário de atendimento
As urgências do Hospital Distrital Infante D. Pedro, em Aveiro, estão preparadas para receber, «no limite», uma média de 340 doentes por dia, mas pelo serviço tem passado um número muito superior de utentes.
Em Janeiro deste ano, aquela unidade hospitalar tratou uma média de 422 doentes, o que correspondeu a um aumento de 23 por cento. O dia 29 foi o mais congestionado, com 564 pessoas a recorrer ao serviço.
Os primeiros dias de Fevereiro foram ainda mais agitados, uma vez que foi prestado atendimento a 476 doentes diários, com um pico de 604 utentes tratados no dia 5. O aumento de casos foi, este mês, de 52 por cento.
O aumento da afluência às urgências do Hospital Infante D. Pedro começou a verificar-se no último trimestre do ano passado, revelou ao Diário de Aveiro o director do serviço. José Luís Isidoro refere que em Outubro, Novembro e Dezembro de 2006, as urgências receberam em média mais 67 doentes do que nos anteriores meses do ano, o que representou uma subida de 20 por cento. O dia com maior número de casos registados foi 26 de Dezembro, com 509 doentes.
Este crescimento deve-se essencialmente, segundo José Luís Isidoro, ao fecho do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Aveiro.
De acordo com o clínico, outro factor deve ser tido em conta, especialmente este ano, no acréscimo de atendimentos nas urgências: as gripes. «Em Janeiro e Fevereiro, a razão para o aumento de doentes são também os síndromas gripais», declarou ontem ao Diário de Aveiro.
Tudo somado, José Luís Isidoro conclui que, de Outubro a Fevereiro, se observa em relação a anos anteriores um «desvio padrão anómalo» no número de utentes tratados naquele serviço do estabelecimento de saúde aveirense.
Apesar do «enorme esforço e dedicação» dos profissionais que trabalham nas urgências, é «difícil» responder à «grande sobrecarga de doentes» que se tem registado nos últimos meses, adverte o director do serviço, lembrando que em alguns dias é atendido «quase o dobro» de utentes do que a capacidade instalada.
José Luís Isidoro conclui, por isso, que as urgências não dispõem de «capacidade de resposta» para fazer face à «procura anómala» de pessoas. Também por isso, o médico defende que o Centro de Saúde de Aveiro devia «dar uma ajuda» e alargar o seu horário de atendimento.
Aumento de doentes não justifica alargamento de horário
A gripe tem sido responsável por um aumento de doentes a recorrer às unidades de saúde de Aveiro, mas nada que justifique o alargamento do horário de funcionamento do centro de saúde local, como já sucedeu noutras regiões do país.
Os centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo, vão alargar o horário de funcionamento até às 22 ou 24 horas para responder a um acréscimo na procura de urgências que se tem verificado nos hospitais da região.
Em Aveiro, o afluxo às casas de saúde é agora maior, mas a «procura crescente» de cuidados médicos ainda não é suficiente para recomendar mais horas de actividade no centro de saúde, disse João Terrível.
O director do estabelecimento de saúde aveirense reconhece que o número de doentes com «sintoma gripal» subiu nos últimos dias, mas «nada de diferente em relação a anos anteriores». «Os números não são excepcionais» para justificarem o alargamento do horário do centro de saúde, afirmou ontem ao Diário de Aveiro.
Apesar disso, João Terrível e o delegado de saúde de Aveiro, Vieira da Silva – ambos responsáveis pela elaboração do plano de contingência local para a gripe das aves e para a gripe sazonal –, chegaram a admitir a possibilidade de alargar o número de horas de funcionamento do Centro de Saúde. «Mas os números ainda não nos obrigaram a isso», declarou o director da unidade de saúde.
Até ontem, João Terrível não tinha recebido «nenhuma indicação» para proceder ao alargamento de horário, estando a «aguardar ordens superiores» da Sub-Região de Saúde de Aveiro.
Na quinta-feira, o ministro da Saúde, António Correia de Campos, anunciou que os centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo vão alargar o horário de funcionamento a partir de hoje e até ao final do mês, medida que deverá alargar-se a todo o país conforme as necessidades detectadas em cada uma das cinco regiões de saúde.
Além de alargarem o horário de funcionamento, os centros de saúde passam também a fornecer gratuitamente, após a consulta e sempre que necessário, medicação para a febre e a dor em quantidade suficiente para 48 horas de tratamento.
O governante salientou que a actividade gripal em Portugal não está a ser mais intensa do que em anos anteriores, mas começou na segunda-feira passada a registar uma tendência de crescimento que as autoridades prevêem que venha ainda a aumentar.
Rui Cunha"
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sábado, fevereiro 10, 2007
Voto SIM: Carminho & Sandra
Rita Ferro Rodrigues "
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Pôrra, Já Disse Que Voto Sim!
Será que alguém que por aqui passou duvida do meu empenhamento no referendo e no SIM.
Só os cegos é que não viram!
No que não entro é em discussões para as quais sei que não estou preparado. E se ouço vozes científicas a opinarem contraditoriamente só me resta "escolher" aquela com que mais me identifico. Não sou parvo, nem hipócrita.
Como não sou cientista, vou dar a minha opinião sobre o quê, como querem a comentadora NSQNU (jurista) e a Maria João do "sutiãn" (mas que apesar dos seus títulos académicos nem sabe o nome correcto da sua peça de vestuário: sutiã, s. m. do Fr. soutien-gorge).
Dou a minha opinião do que sei. Agora se o feto tem dor às 10 semanas ou 9, se tem terminações nervosa, se sofre, não sei.
O que sei é que será sempre FETO até nascer e só depois será BEBÉ.
O que sei é que a palavra NASCIMENTO se refere ao DAR À LUZ.
O que sei é que quem tem dor é a mulher que decide interromper a sua gravidez porque não tem condições para a manter. E que sofre por ser penalizada duas vezes neste país de juristas e professorers, doutorados, mestres, licenciados, muitos upgradeados.
Dasse, dha, não me chateiem!
Mas, meninas, tenham calma e espero que nunca tenham uma gravidez indesejada. Já sabem, se ganhar o SIM têm o problema resolvido, se ganhar o NÃO, ou vão a Espanha ou vão ao vão de escada ou às clinicas proprietárias dos VIP, que se empenham pelo NÃO.
Opinei!
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"Ciência, convicções, fraude e a dor fetal."
"Em artigos publicados em revistas científicas (e não meras opiniões não fundamentadas, em debates televisivos), alguns têm defendido que o feto nunca sente dor.
Nunca, até ao fim da gravidez. Muito provavelmente, isto não é verdade. Não é crível que assim seja. Às 24 semanas estão já estabelecidas as ligações entre o tálamo e o córtex que permitirão ao feto estabelecer contacto com o mundo exterior e sentir. Todas as mães (e muitos pais) sabem que o seu feto (bebé, criança é só quando nasce!) reage a estímulos nos últimos 3 meses da gravidez. Reage com movimentos ("pontapés") a carícias dos pais, tranquiliza-se com a voz de ambos, com música agradável.
Os receptores nervosos começam a formar-se logo entre as 8 e as 15 semanas, mas são como tomadas sem corrente num edifício em construção; a electricidade só é ligada quando passa ser habitado. Ou seja, depois das 24 semanas. Muito provavelmente só às 30, quando a EEG mostra que o feto já consegue estar "acordado".
A evidência científica actual é a de que a dor implica percepção e consciência do estímulo doloroso. A dor é uma experiência emocional e psicológica, resultado de activação cortical. A reacção a estímulos externos, às 8 semanas, é um reflexo primitivo, que pode existir com estímulos não dolorosos. Como a nossa perna salta quando o martelo bate no joelho. É resultado de um curto-circuito entre receptores e músculos, através da medula espinal, sem passar pelo cérebro. Sem vontade e sem consciência. Sem dor.
O feto de 10 semanas não tem dor, não tem vontade, não tem vigília, não tem consciência. As primeiras ligações ao córtex cerebral em formação, acontecem entre as 23 e as 30 semanas. Mas anatomia é diferente de função. A evidência mais precoce de actividade cortical é entre as 29 e as 30 semanas.
Numa área cientificamente controversa, em pleno calor de uma campanha, afirmações não comprovadas (pseudo-científicas) são tudo menos honestas e responsáveis. Não há argumentos científicos neutrais. O que há são dados científicas, que passam o rigor da comprovação, da revisão por pares antes da aceitação por revistas internacionais. E mesmo estes estão sujeitos a um escrutínio permanente por parte de novos estudos.
A Organização Mundial de Saúde aconselha mesmo que se não deve dar anestesia ao feto antes do 3º trimestre para cirurgia ou abortamento. Por não estar provado que o feto sinta dor nos seis primeiros meses (muito pelo contrário) e pelos riscos aumentados para a grávida. As afirmações em sentido contrário ao estado actual dos conhecimentos, são apenas poeira lançada aos olhos de quem já não quer ver. São convicções e crenças de quem toma partido.
Provada, essa sim, está a dor das mulheres que sofrem as complicações de saúde e as consequências legais dos abortamentos clandestinos. E há que tentar acabar com ela, como tem vindo a suceder em tantos outros países.
Aos dogmas o "não" acrescentou a fraude e a argumentação pseudo-científica. O papel da ciência é fazer perguntas e pôr dogmas em causa, desconstruir mitos e crenças e fortalecer as nossas convicções.
Pela minha parte, estou cada vez mais convicto. Por isso só poderei votar SIM."
JORGE SEQUEIROS
MÉDICO GENETICISTA, PROFESSOR CATEDRÁTICO ICBAS E IBMC (UP).
PRESIDENTE DO COLÉGIO DE GENÉTICA MÉDICA (ORDEM DOS MÉDICOS);
MEMBRO DO CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA. MANDATÁRIO DO MPE.
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quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Vidas Desperdiçadas Em Potência (VII) : O Cunnilingus.
Para que não me acusem de machista, aqui vai o cunnilingus. Não está provado que este acto sexual origine qualquer tipo de vida. Já descrito em templos antigos, provavelmente tempos mais livres do estes em que vivemos, onde falar de sexo é pecado, imoral ou politicamente incorrecto. Está provado que o sexo não existe, logo o aborto não existe...
Fresco em Pompeia. MARTIALIS CVNULIGVS (apógrafo), Publicado em: Aspectos da cultura popular antiga: apresentação, tradução e discussão de alguns grafites pompeianos, Estudos de História (UNESP-Franca), 4, 2, 143-150 (publicado em 1999).
Lakshmana Temple Complex. Main temple, close detail: S side, cunnilingus eroticism, inscription date A.D. 954. Material: sandstone. Period: Candella (the first Candella is thought to have ruled early in the 9th century AD). Khajuraho, Madhya Pradesh Country: India.
Ancient temple statuary of the Dakini Tantra.
Michel Debray: Toiles expressionnistes et érotiques. Huile. Cunnilingus. 2003.
A famosa língua dos Stones.
"Nem tudo o que luz é ouro."
(Image: DC Dept of Health)
Oral sex linked to mouth cancer
ABC Science Online
Thursday, 26 February 2004
Oral cancer is rare but a tiny proportion may be caused by a sexually transmitted virus Oral sex has been linked to a tiny risk of mouth cancer, an international team of scientists say.
Researchers had suspected that a sexually transmitted virus linked to cervical cancer, the human papillomavirus (HPV), could also be associated with tumours in the mouth.
Now researchers working for the International Agency for Research on Cancer in Lyon, France, have provided more evidence, publishing their results in the Journal of the National Cancer Institute.
The scientists studied more than 1600 patients with oral cancer from Europe, Canada, Australia, Cuba and the Sudan and compared them with more than 1700 healthy people.
They found that patients with oral cancer associated with a strain of HPV known as HPV16 were three times more likely to report having had oral sex than those without the virus strain.
HPV16 is also the most common strain associated with cervical cancer.
"The researchers think both cunnilingus and fellatio can infect people's mouths," according to an article in New Scientist that reported the research.
U.S. virologist Dr Raphael Viscidi from Johns Hopkins University medical school worked on the study. He believed the findings substantiate the link between HPV and oral cancer.
"This is a major study in terms of size," he said. "I think this will convince people."
The risk of getting oral cancer is low and about one person in 10,000 develops it.
About 75-90% of cases are caused by heavy drinking and smoking; the combination of tobacco smoke and alcohol is thought to produce high levels of cancer causing agents.
But scientists had been puzzled by a group of young people who developed oral cancer.
"We have known for some time that there is a small but significant group of people with oral cancer whose disease cannot be blamed on decades of smoking or drinking, because they're too young," oral cancer specialist Professor Newell Johnson of King's College London told the magazine.
"In this group there must be another factor, and HPV and oral sex seems to be one likely explanation. This study provides the strongest evidence yet that this is the case."
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quarta-feira, fevereiro 07, 2007
A Fraude Continua!
Comunicado de Imprensa - MÉDICOS PELA ESCOLHA
HONESTIDADE CIENTÍFICA: UNS TÊM, OUTROS NÃO!
O movimento MÉDICOS PELA ESCOLHA vem por esta via reagir peremptoriamente às declarações - ontem proferidas no programa da RTP Prós e Contras e hoje publicadas em alguns jornais - de Jerónima Teixeira, investigadora portuguesa na Inglaterra, sugerindo que um feto
sentiria dor antes das dez semanas de gestação.
Qualquer credibilidade científica que pudesse ser reconhecida a esta investigadora é obviamente maculada pela forma manipulatória como Jerónima Teixeira apresentou a sua argumentação, ao reconhecer ela mesma que "a sensação de dor no feto só está provada a partir das 22 semanas".
A primeira condição para se ser cientista é estar pronto a admitir o erro, que normalmente se apura através da avaliação dos pares: *no caso, é fácil verificar que não há consenso nenhum na comunidade científica de que um feto nas primeiras dez semanas sinta dor.
Todas as considerações feitas por Jerónima Teixeira sugerindo que o mesmo fenómeno poderá ser estabelecido antes das 10 semanas de gestação conformam mera especulação politicamente orientada e naturalmente incompatível e descredibilizadora de qualquer discurso científico sobre a matéria.
O que Jerónima Teixeira esconde, na realidade, ao dizer que às 10 semanas de gestação um feto tem já em desenvolvimento os "receptores de dor" é que *nesta fase, apesar do feto ter os referidos receptores, ESTABELECIDAMENTE NÃO TEM OS MECANISMOS que lhe permitam a PERCEPÇÃO DE QUALQUER DOR, nomeadamente as ligações cerebrais necessárias para tal
sensibilidade , como foi aliás bastante comprovado, sem qualquer contestação, no recente congresso da Ordem dos Médicos sobre o início da vida.
O movimento Médicos Pela Escolha lamenta, portanto, esta manipulação grosseira de dados científicos* que na verdade constituem uma completa fraude destinada a confundir a opinião pública e descentrar o debate da verdadeira questão colocada no referendo: a despenalização para o fim do sofrimento causado pelo aborto clandestino.
OU NÃO SENTIRÃO DOR AS MULHERES FALECIDAS POR ABORTO CLANDESTINO OU OS MILHARES DAQUELAS QUE SOFREM TODAS AS COMPLICAÇÕES DE SAÚDE QUE SE
CONHECEM DERIVADAS DO ABORTO CLANDESTINO?
Movimento Médicos pela Escolha
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sábado, fevereiro 03, 2007
Vidas Desperdiçadas Em Potência (VI) : O Fellatio.
"SÍMBOLOS DE EROS NA SÉ DE LAMEGO / A erosão, natural ou artificial, ainda não destruiu o erotismo desta imagem" www.triplov.org.
Andy Warhol-Meyerovich Galley
Original antique Japanese color woodblock Kuniyoshi (1797-1861), Shunga (Spring picture). Date: c.1835. Chubon size: 10 1/2" x 8 2/3" inches. Fine impression.
"Mayan fellatio ritual" (da Internet)
"Un testimonio artístico del ejercicio de la prostitución femenina tratado sin reparos, es el dibujo grabado en una téssera / tessera de un prostíbulo de época romana, en la que se observa la acción que la prostituta va realizar al cliente" (da Internet)
Arte radiológica.
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sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Voto SIM Porque Há Médicos Ainda Mais Demagógicos Do Que Eu!
No Primeiro de Janeiro de 01/02/07:
"Quatro especialistas cardiotorácicos contra a Interrupção Voluntária da Gravidez
Cirurgiões opõem-se ao fim de vida a pedido
Quatro cirurgiões cardiotorácicos “de prestígio” declararam ontem, na Ordem dos Médicos, apoiar o voto no «Não» no referendo ao aborto porque está em causa “se é ou não possível terminar uma vida individual, a pedido de um cidadão”.
Manuel Antunes, director do serviço de cirurgia cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, afirmou que, no que toca ao Serviço Nacional de Saúde e caso vença o «Sim», o principal problema que se coloca é a escassez de recursos humanos para responder a “esta necessidade”.
A pergunta a referendar “não invoca qualquer razão médica e estabelece um prazo destituído de qualquer fundamento científico”, afirmam Manuel Pedro Magalhães, também director clínico do Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa,
João Queirós e Melo, director do serviço de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, e José Roquete, também director clínico da unidade privada Hospital da Luz.
Integrados no movimento informal «Somos médicos, por isso não», os quatro cirurgiões, acompanhados pelo director de cardiologia pediátrica Hospital de Santa Cruz, Fernando Maymone Martins, sublinharam, porém,
que não apoiam a condenação das mulheres que praticaram aborto. “Se estivéssemos a falar a favor de despenalizar, eu era a favor dessa lei”, explicitou Queirós e Melo, mas “o objectivo é liberalizar”.
Para sublinhar que se está a falar já de “vida humana” no período de gravidez até às dez semanas, Queirós e Melo apresentou um vaso minúsculo, com uma pequena planta, que “parece sem vida, mas vai ser um rododendro, com frutos e flores”.
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SIM. Vamos Perder Tempo A Discutir Quando Começa A Vida?

Mas ninguém quer discutir quando acaba e porque acaba.
Encontros, seminários, congressos, prós-e-contras, televisões: discutir o início da vida para defender ou atacar a IVG às 10, 12, 14, 25 semanas.
Há tanta coisa mais importante para discurtir!
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SIM, Voto Pela Vida, Voto Sim.
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SIM! É Nesta Vida Que Eu Acredito!
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SIM, Isto É Que É Vida! O Resto É Filosofia.
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quarta-feira, janeiro 31, 2007
SIM, "Porque se não tivesse ajudado aquelas mulheres elas iam meter agulhas até ao útero para abortarem."
No Diário de Notícias de 29 de Janeiro de 2007:
"Tenho a consciência tranquila, sabe? Porque se não tivesse ajudado aquelas mulheres elas iam
meter agulhas até ao útero para abortarem. Há quem pense que isto das agulhas já não existe,
que o raminho de salsa [enfiado na vagina até ao colo do útero] já não existe.
Existe, pois! Todos os dias acompanho gente que vive em bairros de miséria. Essas pessoas não vão a Espanha!
Nem tomam Cytotec. Enfiam agulhas de tricô, sim.
Atiram-se pelas escadas abaixo, sim.
"As palavras, como rajadas, pertencem a José António Pinto, assistente social da Junta de Freguesia da Campanhã, Porto,..."
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SIM, Vaticano Mantém-se Contra Preservativo.
No Jornal de Notícias de 30/01/07:
"Uma mudança da posição do Vaticano sobre a utilização do preservativo "não está na ordem do dia", garantiu ontem o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, monsenhor Ângelo Amato, contradizendo declarações de prelados como o cardeal italiano Carlo Maria Martini, segundo as quais o preservativo poderia ser considerado um "mal menor" em algumas circunstâncias. Mantém-se, assim, que a única recomendação da Igreja Católica para evitar a propagação da sida é a castidade, isto é, a abstinência ou a fidelidade conjugal. Monsenhor Amato indicou que a Congregação estuda a "hipótese de intervir de novo" sobre os temas bioéticos. Segundo o prelado, os "novos desafios" respeitam ao embrião, "que chega a ser considerado um produto biológico e não um ser humano", enquanto para a Igreja Católica "o respeito pelo embrião humano é um princípio antropológico não negociável"."
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terça-feira, janeiro 30, 2007
SIM, É O MEU VOTO.
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quarta-feira, janeiro 24, 2007
Vidas Desperdiçadas Em Potência (V) : A Mórula Ou A Foto Do Dr G M Quando Era Pequenino. (Versão autocensurada.)
No Correio da Manhã de 29/12/2006: "A célula tem tudo o que nó somos. Gentil Martins defendeu ontem que a vida humana tem início no momento da concepção. O médico, especialista em cirurgia pediátrica e cirurgia plástica, reconstrutiva e estética deu o seu apoio à plataforma Não Obrigada, em mais uma recolha de assinaturas, desta feita, no Chiado,..."
Auto-censurado.
Mais mórulas sem vida e com arte: Sarah Lutz - New York, The Morula Series.
Sarah Lutz exhibited her paintings at Audart in the Spring of 1997 - a body of work comprised of small canvas panels painted with geometric lines, squares and checkerboard patterns, .../... The evolution of Sarah's work has resulted in "The Morula Series", a collection of paintings of cell clusters or "morulae", which were exhibited at The Painting Center in New York in April of 2003. Sarah has been affiliated with The Painting Center since 1999. She has also had solo exhibitions at the Richmond Art Center in Windsor, Connecticut and at 55 Mercer Gallery in New York City. She exhibits regularly at DNA Gallery in Provincetown, Massachusetts.
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Três * Títulos * Três
Diário Económico de 23/01/07:
"Tribunal confirma multa da AdC contra médicos."
Jornal de Notícias de 23/01/07
"Ordem multada por fixar preços."
Diário Digital 22/01/07 (2)
"Médicos: Confirmada multa da AdC à Ordem por preços fixos."
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terça-feira, janeiro 23, 2007
Vidas Desperdiçadas Em Potência (IV) : O Condom.
Na senda da demagogia dos defensores do NÂO, temos que lutar contra a perda de vidas em potência.
O preservativo (condom) é um meio usado para desperdiçar milhões de vidas diariamente:
bora lá ilegalizá-lo
como na "Ireland, condoms (and other contraceptives) were originally available only to those with a doctor's prescription (finding a doctor willing to prescribe them was very difficult - almost impossible if one was unmarried) or via the black market (usually smuggled from Northern Ireland). This was later altered to being available only to those over the age of 18 in pharmacies in 1985. Sale outside of pharmacies was only legalised in 1993, although stores such as the Virgin Megastore had in fact been selling them openly since 1988. The age limitations were also removed in 1993."
nas "The Philippines is a predominantly Roman Catholic nation, and the Catholic Church is a powerful force in Philippine politics. The Church teaches that only natural family planning methods are moral ways to prevent pregnancy, and opposes promotion of condoms for any purpose.
While condoms are legal in the Philippines, the government will not promote them or pay for their distribution. As of 2004, several local officials - including the mayor of Manila - had banned distribution of condoms in government health facilities, and some locations even ban government health workers from discussing condoms."
e na Somália "In 2003, a powerful Somalian Muslim group banned selling or using condoms in Somalia. The punishments for violating this include flogging." (from Wikipedia).

O preservativo aconselhado pelo clero português.
O preservativo feminino.O preservativo dos alcoólicos.
O preservativo do megalómanos.
As brincadeiras sempre existiram.
The pink condom.
Preservativo mais antigo que se conhece.
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domingo, janeiro 21, 2007
TVI
"... terapêutica endovenosa directamente nas veias..." pois, pois, haveria de ser onde?
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quinta-feira, janeiro 18, 2007
Vidas Desperdiçadas Em Potência (III) : O Padre.
Continuando com a exemplificação de "vidas potencialmente desperdiçadas", palavra de ordem do NÃO, cabe agora a vez ao Padre.
Deus deu-lhe também a capacidade para se reproduzir.
Mas a Igreja retirou-lhe essa graça divina.
Produz espermatozóides como todo o género masculino, os quais, pelo voto de castidade (se o cumprirem) são desperdiçados.
Portanto depois da ilegalização da masturbação, das freiras, agora teremos que ilegalizar o Clero.
3. O Padre.
Jean-Baptiste Greuze
The Widow and Her Priest, undated
The State Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia
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Sabia Que?
De um comunicado do Sindicato Independente dos Médicos no Jornal Virtual
"PODE ESTABELECER-SE A CONFUSÃO NOS CENTROS DE SAÚDE
Foi hoje libertado para a Comunicação Social um Relatório da Inspecção-Geral de Saúde que, ainda que não identificando qualquer relação entre os congressos patrocinados pela indústria farmacêutica e a prescrição médica, identificaria os 14 médicos maiores prescritores de medicamentos. Numa contabilidade à receita e aos custos dos medicamentos prescritos, o mais gastador seria um médico de um CS de Aveiro, prescritor de 95 receitas/dia, aliás suplantado por dois outros (de Santarém e de Guimarães) com mais de 100 receitas/dia.
Nada é divulgado quanto ao nº de doentes que esses médicos atendem por dia,
quanto às doenças que têm e
à sua idade (se são idosos e com várias doenças crónicas, por ex.)
quanto ao nº de utentes na sua Lista,
quantos doentes sem Médico de Família do seu CS atendem e respectiva medicação crónica renovam diariamente.
É omitido que faltam Médicos de Família nos CS, existindo cerca de 700.00 portugueses sem Médico de Família.
É omitido que cada receita do SNS não pode ter mais do que 4 medicamentos diferentes e de cada um mais do que 2 caixas.
É omitido que há medicamentos que são tomados cronicamente e que não são passíveis de serem prescritos em receita renovável tendo que ser prescritos logo na mesma consulta para não obrigar o doente a deslocar-se repetidamente ao CS.
É omitido que as receitas renováveis de 3 vias e com validade para 6 meses têm todas a data do mesmo dia.
É omitido que há medicamentos que apenas são comparticipados na sua embalagem mais pequena, tal como é omitido que os medicamentos são caros em Portugal e que são organismos estatais que fixam os PVP e as comissões dos intermediários.
A menos que seja provado que essas receitas não corresponderam a actos médicos e actos médicos perfeitamente tipificados,
a menos que se chegue à conclusão de que essas prescrições foram inadequadas às patologias dos doentes, então se calhar esses médicos até deveriam receber um louvor do Sr. Ministro da Saúde publicado em Diário da República por trabalharem demais!
Esta jogada populista e pretensamente intimidadora dos Médicos, geradora de eventual perturbação da relação de confiança médico/doente, procedimento a que já nos habituamos a ver ser utilizado pelo Ministério da Saúde em alturas de aperto e para desviar as atenções, pode vir a lançar a confusão nos Centros de Saúde…
E se a partir de amanhã os Médicos de Família
- se recusarem a atender diariamente mais doentes da sua Lista do que o nº referente a umas tantas receitas (60? 70? 80? 90?),
- se recusarem atender
- e renovar medicação crónica aos doentes sem Médico de Família?
- Se quando à noite forem trabalhar para um serviço de Urgência já tiverem ultrapassado a sua quota diária?
Se não aceitarem ser apelidados de “reis da receita”?
Querem que os Médicos apenas atendam utentes não doentes? Como é que vai ser, Sr. Ministro Correia de Campos?"
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Nem Sei Que Nome Dar Ao Post! Ai Público, Público!
Tudo começou com uma análise ao perfil dos maiores prescritores do SNS por distrito: a tutela queria saber quem era e o que receitavam os 5 ou 6 maiores prescritores por Sub-região de Saúde.
Também se analisou o que prescreviam.
Depois, decidiu quem de direito, analisar os 14 maiores a nível nacional. Analisar isto é, fazer uma auditoria. Simplesmente uma auditoria clínica.
Mas hoje, o Público já titula "RECEITAS FALSAS", a RTP-1 fala em "EXPULSÕES DA ORDEM DOS MÉDICOS". Fala-se em "INQUÉRITOS DISCIPLINARES".
O bastonário entra no jogo, alarma, até propõe uma "INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA".
Eu sei porquê. O alvo é uma classe. Depois acusem-me de corporativista...
Será que a entidade que fez a auditoria (a ex-IGS ?) não poderia fazer um desmentido?
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quarta-feira, janeiro 17, 2007
Vidas Desperdiçadas Em Potência (II) : As Freiras.
Um óvulo transformado em ovo por um espermatozóide pode originar, em média e em cada mulher cerca de 444 potenciais vidas.
Não sei quantas freirinhas haverá no planeta, mas muitas vidas potenciais se perderão. Nem todas são como a Soror Mariana Alcoforado.
2. As Freiras
Hieronymus Bosch, 1450?-1516.
Hertogenbosch, Brabante Setentrional, Holanda.
(retirado daqui)
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terça-feira, janeiro 16, 2007
Vidas Desperdiçadas Em Potência (I) : A Masturbação.
Este blogue vai iniciar a publicação de algumas situações a ilegalizar, pois representam perdas em potência de vidas humanas: uma bandeira dos defensores do NÃO.
1. A Masturbação:
Peter Johann Nepomuk Geiger, Erotic Aquarell about 1840 (Austrian, 1805-1880)
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domingo, janeiro 14, 2007
Unsafe Abortion: The Preventable Pandemic. (Aborto Ilegal: A Pandemia Evitável)
É um artigo sério que se pode encontrar aqui: Unsafe abortion: the preventable pandemic (COPYRIGHT 2006 The Lancet Publishing Group).
Para reflexão:
"1 An estimated 19-20 million unsafe abortions take place every year, 97% of these are in developing countries.
2 Despite its frequency, unsafe abortion remains one of the most neglected global public health challenges.
3 An estimated 68 000 women die every year from unsafe abortion, and millions more are injured, many permanently.
4 Leading causes of death are haemorrhage, infection, and poisoning from substances used to induce abortion.
5 Access to modern contraception can reduce but never eliminate the need for abortion.
6 Legalisation of abortion is a necessary but insufficient step toward eliminating unsafe abortion.
7 When abortion is made legal, safe, and easily accessible, women's health rapidly improves. By contrast, women's health deteriorates when access to safe abortion is made more difficult or illegal.
8 Legal abortion in developed countries is one of the safest procedures in contemporary practice, with case-fatality rates less than one death per 100 000 procedures.
9 Manual vacuum aspiration (a handheld syringe as a suction source) and medical methods of inducing abortion have reduced complications.
10 Treating complications of unsafe abortion overwhelms impoverished health-care services and diverts limited resources from other critical health-care programmes.
11 The underlying causes of this global pandemic are apathy and disdain for women; they suffer and die because they are not valued."
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