ALICIANTE
Aliciante e motivador é como poderei definir o convite de um(a) colega e amigo(a) para com ele(a) colaborar na manutenção (e quiçá enriquecimento pela diversidade) deste Médico Explica.
"Tanto dislate se ouve e lê, por vezes publicado inconscientemente, que decidi esclarecer quem me procurar, para que os jornalistas (e outros intelectuais!) sejam um meio para os 'media' fomentarem a literacia científica."
Aliciante e motivador é como poderei definir o convite de um(a) colega e amigo(a) para com ele(a) colaborar na manutenção (e quiçá enriquecimento pela diversidade) deste Médico Explica.
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Manter um blogue é difícil. Postar com regularidade, ainda mais difícil.
Por isso o autor deste blogue alargou desde o início do ano a "postagem" a mais dois colegas, em período experimental.
Agora em efectividade de funções, os novos membros, tanto poderão assinar como Médico Explica , quer com os seus nicknames.
E assim continuará a ser, polémico e educado, esclarecedor e lutando contra a iliteracia científica e agora com maior frequência. Esperemos que para melhor!
O blogue, amado por uns e odiado por outros, continuará com a sua MISSÃO: "Explicar Medicina A Intelectuais", explicando e não ensinando.
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Óbitos: Causas de quase 13 mil ficaram por esclarecer, in Diário Digital.
"Quase 13 mil pessoas morreram, em 2005, em Portugal, sem que os médicos
conseguissem determinar a causa da sua morte, tendo-se apenas em metade dos
casos procurado esclarecer os motivos que levaram aos óbitos, através de
autópsias, noticia hoje o Público."
Eu, médico, me confesso autor de muitas certidões de óbito onde escrevo: morte de causa desconhecida.
Por vezes temos quase a certeza da causa de morte, mas não vá algum familiar ou advogado tecê-las e dizer: Ah se morreu por isto poderia ter sido salvo se e se e se e se e se, portanto foi negligência.
Assim, com esta causa, caso o tribunal decida faz-se uma autópsia que é um dos exames mais específicos para determinar a verdadeira causa de morte....
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Neste novíssimo blogue .Blog e do post O piercing proibido II, retirei uma crónica de Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias:
GOVERNO SIMPLIFICA A LÍNGUA
Num país em que "a minha pátria é a língua portuguesa" era inevitável o sobressalto patriota. Aconteceu ontem: fica proibido pôr um piercing na pátria. Comprova-se a vontade em simplificar a língua: depois do acordo ortográfico, tira-se o piercing. A pátria ficou mais coesa: havia portugueses com piercing na língua e portugueses sem piercing na língua - ficou um país de língua única (t irando o mirandês). Quando a lei sair no Boletim, a língua oficial é sem piercing. Tudo porque, parece, um piercing pode matar. Por isso o Governo decidiu perder o latim com o assunto: não quer uma língua morta. Legislou-se, pois, para que haja tento com a língua. Mas se passa a ser proibido, passa a poder ser controlado. Como? Vejo o polícia: "Importa-se de nos mostrar a língua?" É o tipo de caça à multa sem escapatória. Se um cidadão tem piercing, e mostra, multa-se por infringir a nova lei. Se não tem, multa-se por causa da lei antiga: mostrar a língua à autoridade é desrespeito.
Ferreira Fernandes, in Diário de Notícias
| Piercing site. | Potential Complications of Body Piercings. |
| Ear | Allergic reaction, auricular perichondritis, embedded earrings, infection, keloid formation, perichondral abscess, traumatic tear. |
| Genitals (women) | Allergic reaction, compromise of barrier contraceptives, infection, keloid formation. |
| Genitals | Frictional irritation, infection, paraphimosis, penile engorgement, priapism, recurrent condyloma, urethral rupture, urethral stricture, urinary flow interruption |
| Mouth | Airway compromise, altered eating habits, gingival trauma, hematoma formation, increased salivary flow, infection, injury to salivary glands, interference with radiographs, loss of taste, Ludwig's angina, pain, permanent numbness, speech impediments, tooth fracture or chipping, uncontrolled drooling |
| Navel (umbigo) | Bacterial endocarditis,* frictional irritation, infection, jewelry migration and rejection |
| Nipples (mamilos) | Abscess formation, bacterial endocarditis,* breastfeeding impairment, infection |
| Nose | Infection, jewelry swallowing or aspiration, perichondritis and necrosis of nasal wall, septal hematoma formation |
| Referência aqui. | *-In patients with moderate- to high-risk cardiac conditions. |
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Que Emídio Rangel é um homem violento, já sabíamos.
Agora que responde de forma despropositada e desproporcionada a uma pacífica manifestação de professores, não sabíamos.
Se os professores que vieram a Lisboa "em autocarros alugados pelo Partido Comunista" - por aqui se pode ver como Rangel parou no tempo, são hooligans que dirá o Emídio à aluna que agrediu uma professora (estava no youtube, estava!) em plena sala de aula? Talvez uma "serial killer".
Aconselho o nosso Rangel a consultar um médico urgentemente: pode começar pelo seu médico de família que após uma primeira observação, tanto o poderá enviar para um colega neurologista se suspeitar de demência tipo Alzheimer, ou para um psiquiatra, se suspeitar de uma esquizofrenia em fase paranóica.
Só lendo, pois contado ninguem acredita...
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"Médicos cubanos atenderam a mais de 2 milhões de pessoas no Timor-Leste
GRANMA INTERNACIONAL/ EDICAO DIGITAL
Havana. 14 de Março de 2008
POR KATIA SIBERIA GARCÍA
OS médicos cubanos que prestaram serviços no Timor-Leste chegaram a Cuba ontem, à noite, após dois anos de colaboração nessa ilha do Sudeste asiático. No aeroporto internacional "José Martí", foram recebidos pelo membro do Bureau Político e ministro da Saúde Pública, José Ramón Balaguer Cabrera.
Os médicos cubanos salvaram pessoas em meio a constantes conflitos armados, atenderam a mais de 2 milhöes de pacientes, criaram uma Faculdade de Medicina onde se estão formando 148 médicos timorenses e contribuíram para a redução da taxa de mortalidade infantil. Estas são algumas das tantas experincias e conquistas dos 177 membros da brigada médica cubana nesse país.
O chefe da brigada, Roberto Fernández Cordovés, disse ao Granma que durante a recente crise política no Timor-Leste, apenas permaneceram no país os cooperadores cubanos, razão pela qual, disse, "fazemos parte da história desse povo".
O ministro da Saúde Pública manifestou sua admiração e respeito pelos internacionalistas, aos quais congratulou, especialmente, por seu complexo e corajoso desempenho, mesmo pondo em perigo suas vidas."
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Crónica publicada no Diário de Notícias de 11-03-2008.
"AS MATERNIDADES NÃO DEVIAM CHEIRAR A ÉTER
João Miguel Tavares
jornalista
jmtavares@dn.pt
O Guilherme nasceu há dez dias no Hospital de Santa Maria. É o meu terceiro filho. Graças a ele, fiquei a fazer parte de uma elite cada vez mais elitista: só uma em 20 famílias portuguesas tem três filhos ou mais. Portanto, a partir de agora, podem esperar textos sobre os escalões de IRS para famílias numerosas (uma infâmia), a escassez do Estado no ensino pré-escolar (uma vergonha) e a ausência de apoios à maternidade (um escândalo). Sabem como é: cada um queixa-se onde lhe dói. Mas, no caldo político e social em que estamos mergulhados, a falta de atenção em relação às famílias é realmente extraordinária. E começa no dia um - o dia em que os nossos filhos nascem.
Não me interpretem mal. As maternidades de Lisboa estão cheias de médicos que sabem o que estão a fazer, o parto correu muito bem, o bebé nasceu fresquíssimo e dois dias depois a minha mulher já estava em casa. Só que toda a competência técnica revela, ao mesmo tempo, uma enorme escassez do factor H - aquele pingo de humanidade que faz a diferença entre o parto ser um obstáculo a ultrapassar ou uma experiência a recordar. Em Portugal, é um obstáculo. Uma operação cirúrgica assim como se fosse uma apendicite. Aliás, desconfio que a única coisa que neste país distingue uma maternidade de um hospital é não se enviar para incineração aquilo que se extrai da barriga.
Juro que não sou picuinhas. Quando se chega ao terceiro filho já se exibem orgulhosamente as feridas de guerra. Mas continuo sem perceber porque é que os pais são tratados como um empecilho que é preciso aturar: assinam papéis para aceitarem ser escorraçados da sala de partos mesmo quando não chegam a entrar nela (não podem assistir às cesarianas); têm de ameaçar imolar-se à porta de entrada só para saberem se a mulher que desapareceu há duas horas já levou a epidural; são informados do nascimento via fax (a sério) uma hora depois de o bebé ter efectivamente nascido; só podem ir ter com a mãe e com o filho à enfermaria a partir da uma da tarde e são tratados como qualquer visita; enxotam-nos para fora do quarto sempre que uma enfermeira entra para medir a tensão, mudar o soro ou enfiar mais uma cama; e nem sequer ao refeitório têm autorização de acompanhar a mulher, com medo, sabe-se lá, que acabem a roubar a sopa das outras parturientes. Tudo isto é um absurdo em pleno século XXI.
Quando por toda a Europa se procura transformar o parto num acto íntimo e familiar, por cá as crianças continuam a nascer imersas em éter e num profissionalismo frio como a lâmina de um bisturi. O País não é grande coisa, é certo, mas ao menos podia receber os seus filhos com alguma alegria."
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... e só pelo que dizem os jornais, julgo que aqui haverá um processo de sinistrose. Quantas pessoas não sofrem de "... cervicalgia e lombalgia degenerativas". Milhares e milhares.
A sinistrose não deixa de ser uma doença, mas psíquica...
"Ana Maria Brandão com mais um mês de baixa
PAULO JULIÃO, Viana do Castelo
De baixa em baixa, esta é a sina da funcionária pública de Ponte de Lima, vítima de uma doença degenerativa que a faz depender de terceiros para "sobreviver". Depois de ver dois pedidos de reforma antecipada recusados pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), Ana Maria Brandão está de baixa médica desde Dezembro, por depressão e assim vai continuar pelo menos durante mais 30 dias.
"A minha vida agora é isto. De baixa, sem salário e a depender dos meus pais para comer e comprar medicamentos", afirmou ao DN Ana Brandão, depois de segunda-feira ter visto a médica de família renovar-lhe a baixa. "Só queria que me dessem paz para lutar contra a minha doença", conta, desiludida. Entretanto, já pediu à CGA o respectivo processo clínico de forma a solicitar uma nova (a segunda) junta médica de recurso, mas esta já ao abrigo das novas regras, que recentemente entraram em vigor.
Portadora de cervicalgia e lombalgia degenerativas, Ana Maria Brandão, de 44 anos, funcionária administrativa da Junta de Freguesia de Vitorino de Piães, em Ponte de Lima, esteve três anos de baixa mas a 5 de Novembro de 2007 foi obrigada pela CGA a regressar ao trabalho. Tal como faz no seu dia-a-dia, cumpriu o horário laboral sempre acompanhada pelo pai, sentada numa cadeira, encostada a uma parede. Isto até que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou que entraria novamente de baixa médica até que a CGA procedesse à reapreciação do caso, o que acabaria por ditar, nesse mesmo mês, novo "chumbo".
Para agravar a situação, já não recebe o salário desde Dezembro, depois de a junta ter decidido, unilateralmente, que Ana Maria iria de "licença sem vencimento".
"Mas eu pedi alguma coisa dessas? Deixam de me pagar, não me dão satisfações, mais pareço um boneco", afirma Ana Maria Brandão, revoltada."|
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Diz o Prontuário Terapêutico (oficial, científico e não comercial):
"Estão disponíveis no mercado várias preparações contendo lisados
bacterianos, dotados de antigenicidade capaz de induzir resposta imunitária.
São propostos fundamentalmente como profilácticos de infecções várias,
sobretudo do tracto respiratório. Apesar de existirem alguns trabalhos
publicados com resultados favoráveis, são necessárias provas adicionais,
para se poder tirar ilações conclusivas sobre a sua utilidade clínica. Uns
podem ser utilizados por via oral e outros por via injectável (IM e SC). A via injectável pode dar origem a sensibilização."
Diz o Correio da Manhã, de 5 de Março de 2008 (popular, iliterato e obscurantista, comercial, omitindo a posição oficial). Que estará o Correio da Manhã a preparar. Conluiado com quem?
"Saúde: Prevenção de infecções respiratórias. Gotas infantis esgotadas
Pedro Catarino
Um frasco que custa 3,71 euros, a uma ou duas gotas por narina, duas vezes ao dia, chega para cerca de dois meses
O medicamento de uso infantil Biopental, que actua como profiláctico de constipações, gripes e outras infecções das vias respiratórias, está “esgotado há imenso tempo”, segundo apurou o CM junto de várias farmácias de Lisboa. Todas as farmácias abordadas disseram ao CM estar o medicamento esgotado e não serem capazes de prever a possível retoma da comercialização.
Em compensação, António Jordão, director-geral da OM Portuguesa – Laboratório de Especialidades Farmacêuticas, titular dos direitos de comercialização do Biopental, admitiu ao CM que “o medicamento esteve esgotado” mas por um prazo inferior a 15 dias, afirmação contraditória com o “há imenso tempo” dos farmacêuticos, incluindo o “mais de duas semanas” dito por um deles.
Segundo o responsável da OM Portuguesa, a ruptura do ‘stock’ deveu-se a “um erro de cálculo” na produção, uma vez que “o Inverno este ano chegou mais tarde” e a OM já não contava vender mais lotes de um medicamento “muito sazonal”.
O erro de cálculo levou a que a empresa tivesse de “produzir um lote não previsto”, o qual, segundo o responsável, “foi entregue aos armazenistas na sexta-feira, devendo chegar às farmácias hoje [quarta-feira] ou amanhã”.
Confrontado com a diferença entre esta versão e a resposta das farmácias que garantiram desconhecer quando é que o produto capaz de prevenir infecções respiratórias em crianças voltaria a ser reposto, António Jordão remeteu para os armazenistas, que “agora fazem a distribuição do medicamento e informar as farmácias”. O CM confirmou ontem que “o medicamento está esgotado” e “não se sabe quando chega”.
Questionado sobre a coincidência de um produto não comparticipado, acessível (3,71 euros por frasco de 25 mililitros) e profiláctico (preventivo) ‘desaparecer’ do mercado quando mais falta faz, o responsável da OM Portuguesa garante que “para uma fábrica pequena todas as receitas importam”, negando “qualquer coincidência suspeita” como a interferência dos maiores laboratórios farmacêuticos.
MEDICAMENTO COM RESULTADOS
Alguns dos mais conceituados pediatras nacionais, como o ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Gonçalo Cordeiro Ferreira, defendem, ao CM, a utilidade do Biopental “como adjuvante de uma estratégia profiláctica”.
Recusando alarmismos, o pediatra entende que “não é por haver uma ruptura de ‘stocks’ que irá haver um surto de epidemias”, sugerindo “soluções alternativas”.
Já outra pediatra, que solicitou o anonimato, confessou ao CM ser adepta de um medicamento que diz “receitar com regularidade” e “bons resultados”.
A mesma médica acrescenta que “as rupturas nos ‘stocks’ fazem por vezes parte de uma outra intenção, em especial quando os remédios estão entre os mais baratos”.
“O medicamento está esgotado e os médicos deixam de o receitar, e depois é um círculo vicioso: não há procura, não se faz, e o medicamento desaparece”, explica.
Questionada pelo CM acerca do possível desaparecimento das gotas preventivas, a pediatra lamenta--o, por se tratar “de um produto de eficácia comprovada”.
INFARMED NÃO FOI INFORMADO
Segundo decisão do INFARMED (Instituto da Farmácia e do Medicamento), em Março de 2005, “sempre que um titular de AIM [autorização de introdução de medicamentos no mercado] saiba que não é capaz de abastecer o mercado durante 15 dias deverá notificar o facto na ‘Ruptura de Medicamentos’ do site do Infarmed, ao mesmo tempo que indica o prazo da reposição”.
A verdade é que a ruptura do Biopental não consta do referido espaço e também nada se sabe quanto à reposição. António Jordão, responsável da OM, alega que a ruptura não chegou aos 15 dias (no mesmo site há medicamentos, como o Persantin, em Junho de 2006, que notificaram o Infarmed de uma ruptura de dois dias).
Ao CM, fonte do Infarmed “informa não ter sido o instituto notificado de nenhuma ruptura relativa ao referido medicamento”.
SAIBA MAIS
3,71 euros é o preço de venda ao público destas gotas preventivas (vacina oral) das infecções respiratórias. O medicamento não é comparticipado pelo Estado.
2 meses é a média de duração de cada frasco de 25 mililitros, à posologia de uma ou duas gotas por narina, duas vezes ao dia (de manhã, em jejum, e ao deitar).
VACINA BACTERIANA
As gotas são compostas por bactérias enfraquecidas. A sua toma aumenta as defesas imunitárias.
GRIPE E PNEUMONIA
Os agentes vão do Haemophilus influenzae (gripe) ao Klebsiella pneumoniae e ao Diplococcus pneumoniae, potenciais causas para a pneumonia, passando por Neisseria catarrhalis (tosse), Staphylococus aureus e Streptococcus pyogenes.
MILHÕES
Cada mililitro da solução tem entre 200 a 400 milhões de unidades de agentes patogénicos.
Rui A. Chaves"
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Para meditar. No Público de 03.03.2008
"Chamadas não podem ultrapassar 15 minutos
O enfermeiro A. trabalhou na Linha Saúde 24 a atender telefonemas. Como muitos colegas, não aguentou "a pressão do trabalho" que foi exigido e saiu. O objectivo é, sobretudo, a rapidez. Quem ultrapassa os 15 minutos por chamadas, é penalizado. Quanto mais rápidos são a terminar o telefonema, mais altos são os ordenados. Há grupos inteiros de pessoas que recebem formação e desistem pouco tempo depois, conta.
O serviço telefónico Saúde 24 funciona em regime de parceria público--privada. Inaugurado em Abril do ano passado, resultou de uma parceria entre a empresa LCS-Linha de Cuidados de Saúde SA (Grupo Caixa Geral de Depósitos) e o Estado (através da Direcção-Geral de Saúde), que é quem paga os serviços prestados.
O seu coordenador na área do Estado, Sérgio Gomes, afirma que a empresa se limita a cumprir o contrato com o Estado: se as chamadas demorarem mais de 15 minutos, são penalizados no pagamento. "Não é correr para desligar. A rapidez pode ser uma mais-valia", diz, ainda mais quando se trata de indicações de saúde. Sérgio Gomes afirma que a linha "é geradora de confiança", como revela o crescendo de chamadas e o facto de muitas pessoas já serem repetentes: cerca de dez por cento já ligaram mais de dez vezes, cerca de 12 por cento mais de duas vezes, informa.
Nos quatro anos que dura o contrato, o Estado deverá gastar 46,8 milhões de euros. Quanto à saída de enfermeiros, o coordenador diz não ter informações nesse sentido, mas lembra que, para a maioria dos enfermeiros, é um segundo emprego.
O administrador do serviço na empresa privada LCS, Ramiro Martins, afirma que "o balanço é positivo. Ultrapassámos as 400 mil chamadas [desde Abril]. No final de Março, contamos ter meio milhão de chamadas". As chamadas demoram uma média de 12 minutos. Há 25 enfermeiros em permanência, para responder a perguntas. O responsável afirma que, nos inquéritos de satisfação que têm feito, 90 por cento da classificação são de bom e muito bom. C.G."
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Não é anedota. Juro.
Mas uma respeitada doente diz-me que não comprou o seu anti-hipertensor porque comprou um antibiótico para o cão. Aguardou então pela sua reforma, para um mês depois comprar o medicamento que lhe salvará a vida controlando a sua hipertensão.
Mas é este Povo que quer um banquinho ao pé de si...
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Eu não queria desistir, mas por aquilo que vou lendo a motivação vai-se reduzindo.
Vejam o que nos diz o senhor comandante dos bombeiros e que a senhora jornalista Natália Ferraz, do Correio da Manhã de hoje, transcreve sem qualquer visão crítica: (sublinhado meu)
"... disse ao CM Amaro Lopes, comandante da corporação de Benavente.
“Os bombeiros seguiram o protocolo e, ao depararem-se com uma paragem cardiorrespiratória solicitaram apoio diferenciado, nomeadamente uma VMER do INEM”, revelou ao CM o porta-voz do instituto, Pedro Coelho dos Santos. E esclarece: “A VMER foi pedida às 17h15 e chegou às 17h30.”
Segundo o CM apurou, a vítima alegadamente ainda teria pulso quando os bombeiros que o foram socorrer começaram a tentar contactar o CODU."
Se tinha pulso, não poderia estar em paragem cardio-respiratória... se estava iniciavam a reanimação até à chegada da VMER, demorasse o tempo que demorasse...
A notícia completa:
Benavente: Idoso morreu de paragem cardiorrespiratória
Problema de linhas atrasou socorro
Natália Ferraz
Foi nesta casa de Coutada Velha, em Benavente, que o septuagenário viveu nos últimos 12 anos
O CM apurou que na tarde de quinta-feira os Bombeiros de Benavente tiveram dificuldades em entrar em contacto com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), com sede em Lisboa, sendo necessárias oito tentativas (e mais de 12 minutos) para alguém atender e enviar socorro para a zona industrial de Vale Tripeiro, onde o septuagenário António Manuel Martins faleceu vítima de paragem cardiorrespiratória.
Em causa estará uma alegada mudança de sistema de linhas do CODU, o que dificulta o atendimento das emergências. Terá sido essa a razão do alegado atraso do INEM no envio de uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER).
Eram quase 17h00 de quinta-feira quando o septuagenário se sentiu mal na sua carrinha Renault Express. Foram os populares que deram o alerta. “Os bombeiros receberam o alerta pelas 16h56 e levaram dois a três minutos a chegar”, disse ao CM Amaro Lopes, comandante da corporação de Benavente.
“Os bombeiros seguiram o protocolo e, ao depararem-se com uma paragem cardiorrespiratória solicitaram apoio diferenciado, nomeadamente uma VMER do INEM”, revelou ao CM o porta-voz do instituto, Pedro Coelho dos Santos. E esclarece: “A VMER foi pedida às 17h15 e chegou às 17h30.”
Segundo o CM apurou, a vítima alegadamente ainda teria pulso quando os bombeiros que o foram socorrer começaram a tentar contactar o CODU.
“Estamos à espera das conclusões do relatório. Existem rumores de alegados atrasos ou falhas na comunicação, mas sem o documento não nos podemos pronunciar”, explicou ao CM o comandante Joaquim Chambel, do Comando Distrital das Operações de Socorro (CDOS) de Santarém.
A vítima – que vivia no local da Coutada Velha, nos arredores de Benavente – faleceu três dias depois de ter sido assistida de emergência no Hospital de Vila Franca de Xira.
HOSPITALIZADO TRÊS DIAS ANTES
“Na segunda-feira à tarde, pelas 17h00, uma ambulância dos bombeiros de Benavente transportou-o de casa ao hospital. Estava a sentir--se mal e tinha vomitado. Saiu pelo seu pé pelas 02h00”, disse ao CM uma fonte ligada ao processo.
ERA UM HOMEM DE POUCAS PALAVRAS
António Manuel Martins mudou-se da aldeia da Barrosa para Coutada Velha, ambos em Benavente há 12 anos. “Há uns anos que ele frequentava o café, geralmente sentava-se a ler o jornal e trajava sempre um chapéu e óculos de sol, mas era um homem de poucas palavras”, disse ao CM António Manuel Castanheira, funcionário nas bombas contíguas ao café na zona industrial de Vale do Tripeiro.
Também no snack-bar Miclas, no Local da Coutada Velha, os populares revelam que a vítima não era muito sociável: “Costumava andar com uma máquina fotográfica e sempre de chapéu e óculos. Até lhe demos a alcunha de fotógrafo, mas não conversava muito.”
Era reformado e, segundo os populares, “esteve no Ultramar e depois envolvido noutras guerras”. “Recebia uma reforma como ex-combatente”, acrescentam.
Já Carlos Durães, seu senhorio, remata: “A profissão dele era a fotografia, para mim era um fotógrafo. A filha e o genro visitavam-no com regularidade.”
ERRO ASSUMIDO EM SAMORA CORREIA
Um cirurgião morreu na noite de 27 de Fevereiro em Samora Correia, também no concelho de Benavente, esvaído em sangue, devido a uma hemorragia. Não sobreviveu à demora do socorro, superior a 45 minutos, voltando a pôr em causa a eficácia de resposta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O possível erro partiu do operador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM, que chamou ao local do pedido de socorro uma ambulância de Almeirim, a cerca de 57 quilómetros, ignorando os bombeiros de Samora Correia, cujo quartel dista 400 metros da casa de onde partiu a chamada. Mais perto ficam corporações de Benavente, Vila Franca de Xira ou Salvaterra de Magos. Os vizinhos de Jorge Bento só conseguiram alertar os bombeiros de Samora Correia às 00h10. O cirurgião do Hospital de Vila Franca de Xira estava em recuperação de uma cirurgia em que lhe foram removidos tumores na língua e traqueia. A sua mulher, Verónica Bento, ignora a causa da hemorragia fatal.
APONTAMENTOS
DISTÂNCIA
Em situações de trânsito regular, uma VMER de Vila Franca de Xira levará cerca de dez minutos até ao local onde a vítima se sentiu mal, uma vez que a distância não chega aos 20 quilómetros.
FILHOS
António Manuel Martins tinha uma filha que reside em Alcácer do Sal e um filho que vive em África. Os familiares deverão recolher os pertences da vítima durante o dia de hoje.
SEM MÉDICO
O septuagenário não tinha médico de família atribuído. Após ter estado nas Urgências de Vila Franca de Xira, três dias antes de morrer, iria esta semana pedir médico de família.
EXAMES
Nas Urgências de Vila Franca de Xira a vítima terá feito análises e um electrocardiograma. No dia seguinte queixou-se de dores de estômago.
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in a Causa Nossa
Relatório da IGAS
Vão corrigir?
Os média e os partidos políticos que, no auge da "crise do encerramento das urgências hospitalares", que desencadeou a saída do ex-Ministro da Saúde, usaram de forma infame o caso da morte de uma criança à chegada ao hospital de Anadia, vão dar o mesmo relevo às conclusões do inquérito da Inspecção geral de Saúde, que não só afasta qualquer ligação entre as duas coisas como considera irrepreensível a assistência prestada nas ambulâncias?
Ou vão persistir na infâmia, pelo silêncio?
vital moreira, causa nossa"
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Provavelmente a criança foi vítima de morte súbita e se isso acontecesse com as Urgências ainda a funcionar não sobreviveria, assim como eventualmente morreria uma criança de Lisboa, Porto ou Coimbra que morasse a dois minutos de um grande hospital central e que sofresse do mesmo problema.
Mas se, por acaso, o ministro se referia ao Correio da Manhã, não leu com atenção a notícia, porque o CM relatou factos verdadeiros: um bebé morreu à porta de uma Urgência fechada, 16 dias depois do ministro ter decidido o encerramento. Pode ninguém ter culpa desta tragédia, mas aconteceu e é dever dos jornais relatá-la, assim como é nossa obrigação ouvir as populações afectadas por decisões políticas. Uma criança que morra perto de uma Urgência fechada é notícia, tal como o são as crianças que nascem numa ambulância a caminho de uma maternidade mais apetrechada mas mais distante da casa da mãe. O ministro está a levar a cabo uma polémica revolução na Saúde e tem naturais dificuldades em fazer com que as pessoas a percebam. Mas não é por ter problemas na comunicação da sua política que tem de atacar os mensageiros das notícias de que não gosta.“
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do Correio da Manhã
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O jornalismo há-de morrer podre. Um novo jornalismo e novos jornalistas, ressurgirão depois deste período negro do jornalismo mundial. Para quando? Não sei! No Jornal de Notícias... "Morte à porta do hospital de Anadia
Ontem de manhã, um bebé de dois meses esteve no interior de uma ambulância, à porta do serviço de urgências hospitalares encerradas há 17 dias, em Anadia, durante quase uma hora. O quadro clínico era muito grave e de nada valeu a assistência prestada por tripulantes de uma ambulância e, depois, pelo pessoal de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Coimbra."
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Cartão de cliente vai conduzir à "venda agressiva" de fármacos 12.12.2007, Joana Ferreira da Costa Profissionais criticam programa da ANF que prevê cartão de crédito que permite aos clientes acumular pontos na compra de medicamentos
O cartão de crédito que a Associação Nacional das Farmácias (ANF) quer introduzir junto dos clientes das farmácias, permitindo-lhes acumular pontos pelos medicamentos que compram trocando-os por produtos de catálogo, vai "traduzir-se em vendas mais agressivas" pelos estabelecimentos, denuncia o movimento Fórum Farmacêutico. O sistema que a ANF quer generalizar entre as farmácias não traz receita garantida ao farmacêutico aderente, que terá de garantir que os clientes que acumularam pontos na sua farmácia os gastem ali.
O cartão cliente do Programa Farmácias Portuguesas - que a ANF está a promover entre os seus 2700 associados - permite ao cliente de uma farmácia acumular pontos na compra de medicamentos, que podem depois ser gastos em qualquer farmácia aderente num catálogo de produtos que inclui cosmética, medicamentos não sujeitos a receita médica e serviços como a medição de glicemia ou da tensão arterial. O objectivo da ANF "é fidelizar" o cliente ao Farmácias Portuguesas, afastando-o das parafarmácias, e enfrentar as alterações no mercado que hoje permitem a qualquer não farmacêutico ser proprietário de um estabelecimento. Mas nada no programa garante essa fidelidade, alerta o farmacêutico João Ferro Baptista do movimento Fórum Farmacêutico e ex-candidato à direcção da ANF.
"Ao comprar medicamentos, o cliente tem direito a um conjunto de pontos consoante o valor da venda, que depois podem ser convertidos em certos produtos do catálogo. Mas a farmácia que faz a venda vê imediatamente creditado cinco por cento do valor da venda pela empresa da ANF encarregue de coordenar o programa (Farminvest)", explica. "Esse valor só regressará à farmácia se o cliente gastar os pontos naquele estabelecimento, já que os pode descontar em qualquer farmácia do programa."
O farmacêutico diz que isso levará as farmácias aderentes a optar por uma política de vendas mais agressiva, tentando que o cliente gaste na sua farmácia os pontos que já acumulou ou acaba de receber. "Não é ético promover este consumo agressivo", defende Ferro Baptista. "O que se pretende com este programa não é fidelizar os clientes às farmácias, é fidelizar as farmácias à ANF", critica.
O cartão de crédito que as farmácias da ANF podem disponibilizar aos seus clientes - em parceria com a Caixa Geral de Depósitos - é a face mais visível de um amplo programa com que a associação pretende criar uma nova marca para as suas associadas. A adesão ao Programa Farmácias Portuguesas "impõe um pacote bem mais amplo de obrigações, que passam pelos horários, serviços ou produtos a disponibilizar aos clientes", alerta o movimento numa carta enviada aos farmacêuticos, onde pede aos proprietários das farmácias que estudem alternativas no mercado antes de aderirem ao contrato inicial de dois anos. "A ANF pretende criar uma rede de franchising puro e duro", alerta Ferro Baptista, lembrando que ainda não há dados sobre os custos para as farmácias da aquisição dos produtos, software informático, sistemas de sinalização exterior e produtos do catálogo, todos eles fornecidos por empresas ligadas à associação, que possui empresas de distribuição de medicamentos e de sistemas informáticos para as farmácias.
Na carta enviada aos associados da ANF, o movimento alerta que "muito em breve" vão chegar ao mercado soluções alternativas de parceira "sem que se tenha de comprar um pacote completo". Contactada pelo PÚBLICO, a ANF recusou-se a prestar quaisquer esclarecimentos sobre o programa, "por não os considerar oportunos", ou a reagir às críticas feitas pelo Fórum Farmacêutico.
A Associação Nacional das Farmácias transformou-se num poderoso grupo económico, com interesses em todas as áreas do negócio do medicamento. Além de reunir a esmagadora maioria das farmácias, possui empresas de comercialização de produtos farmacêuticos e meios de diagnóstico, de sistemas informação para as farmácias, de equipamento específico para os estabelecimentos, tem um laboratório de investigação sobre medicamentos, uma sociedade de factoring onde serve de intermediário nos pagamentos do Estado às farmácias associadas e controla uma importante parte do mercado da distribuição grossista de medicamentos, com participação maioritária na Alliance Unichem portuguesa. Está também ligada à prestação de cuidados de saúde privados através da parceria com o Grupo Mello, fazendo igualmente parte da sociedade gestora do hospital público Amadora-Sintra.
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Do Correio da Manhã, de 2007-11-116 2007-11-16 Decisão da CGA Professora com cancro foi aposentada A Caixa Geral de Aposentações (CGA) concedeu a reforma por incapacidade à professora Conceição Marques, vítima de três cancros, que tinha sido obrigada a regressar à escola, por ter sido considerada apta a dar aulas. Conceição Marques ficou satisfeita com a notícia, que recebeu quinta-feira à tarde. Já algumas das pedras falantes, médicos ou directores foram inspeccionados? Gostava de uma resposta....
Em Agosto do ano passado, depois de uma baixa médica de 36 meses, a CGA recusou um pedido de reforma por incapacidade à professora, a quem tinha sido retirada parte da língua devido a um cancro. Com muitas dores e dificuldade em falar, Conceição Marques regressou à escola, mas muitas vezes tinha que interromper as aulas devido a hemorragias na boca.
Conceição Marques já antes tinha padecido de dois cancros que conseguiu vencer."
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Segundo o Diário Digital, de hoje: "Morto convocado para ressonância magnética" "Família está indignada e acusa hospital de "falta de respeito" 1º ponto: deveriam acusar o computador, o software, as TI, e o próprio morto que morreu antes do tempo previsto para ser chamado para fazer o dito cujo exame. Não estou em stand comedy, estou bem sentado e continuo a pensar que só se deve morrer quando tudo estiver bem preparado para a viagem final... "José António Moutinho morreu há dois anos, mas o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), em Portimão, chamou-o para fazer hoje uma ressonância magnética à coluna. A família está indignada e acusa a unidade de saúde de "falta de respeito", informa o Correio da Manhã. "Foi no CHBA que o meu avô morreu. Tinha 70 anos e, durante 41, deu sangue ao Hospital de Portimão. Era, aliás, um dos dadores mais antigos desse estabelecimento de saúde, disse a neta do falecido, Sónia Cristina Cabrita Moutinho. António Moutinho, reformado, que residia em Poço Santo, concelho de Silves, chegou a receber várias medalhas pelo tempo em que foi dador de sangue, registado no hospital algarvio. "Nos tempos que correm, com os computadores, nada justifica o desconhecimento de que o meu avô está morto", sustenta a neta. Segundo Luís Batalau, director do CHBA, o problema está precisamente no programa informático da radiologia, que não identifica os utentes em absoluto. São os funcionários que impedem mais repetições de situações semelhantes, ao introduzir nomes noutro programa quando têm suspeitas. O idoso faleceu no CHBA às 8:10 de 24 de Dezembro de 2005. A certidão de óbito refere como causa directa da morte "insuficiência hepática", embora José Moutinho também estivesse com uma pneumonia. Tinha ainda sido operado a uma luxação cervical que sofrera um mês antes, em resultado de um acidente. "O meu avô ia numa motorizada e despistou-se na zona de Lagoa, a 25 de Novembro. Foi operado no Hospital de S. José, em Lisboa, depois de ter estado dias a penar no Hospital de Portimão, o qual só passados dois anos sobre a morte se lembrou de o chamar para lhe fazer um exame à coluna", acusa a neta. "O hospital pede desculpa à família e vai enviar uma carta nesse sentido", disse Luís Batalau." Mas como o Diário Digital não deu a importância devida à neta Cabrita, também Sónia Cristina, e como já passaram 2 anos e já não sente a perda, este blogue oferece a possibilidade da Cabrita se expor. É só enviar uma foto.
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Um acidente estúpido como o são todos, enlutou famílias, gerou tristeza onde antes havia alegria e mobilizou vontades para minorar os seus efeitos nefastos. Em Castelo Branco, médicos, enfermeiros e outro pessoal, ao saberem da notícia acorreram ao Hospital e trabalharam sem qualquer remuneração ou compromisso de horário. O Sr. Ministro da Saúde, numa atitude que se louva, tanto mais quanto rara em Governantes, deslocou-se ao local e não se esqueceu de elogiar o comportamento dos profissionais. Não sabemos se no regresso, S. Ex.ª meditou no facto a que tinha assistido ou se simplesmente, dever cumprido, entrou noutro registo e fez a viagem entretido com algumas contas. É que se tivesse meditado por uns instantes, por certo teria percebido que o mesmo impulso que levou os médicos naquela noite ao Hospital é exactamente o mesmo que os leva a pedir a demissão de responsabilidades em Faro quando se recusam a colaborar em maus-tratos aos doentes. Tal impulso não radica em qualquer emoção nem traduz qualquer interesse mesquinho de agradar ao Ministro, ser melhor remunerado ou subir os degraus do carreirismo. Tal impulso nem sequer é um impulso – é um acto pensado e assumido que resulta de um compromisso implícito ou explícito com uma Ética milenar. O louvor do Ministro levanta assim problemas incontornáveis. Ou bem que acreditamos na Ética dos Médicos, aceitamos quando ela é incómoda e respeitamos os códigos que dela derivam ou bem que queremos impor ao grupo os consensos da Sociedade global e estamos preparados para pagar todos os preços. O que não é possível é esperar que em caso de acidente os médicos acorram aos hospitais sem remuneração, horário de trabalho ou recompensa prospectiva e esperar que os mesmos médicos aceitem ser tratados como mangas de alpaca a quem se impõe o relógio de ponto biométrico e se acredita poder fazer pôr os interesses da empresa à frente dos interesses dos doentes convenientemente transformados em clientes. É que quem louva os médicos de Castelo Branco por acorrerem ao Serviço de Urgência sem escala ou obrigação contratual, tem inexoravelmente de estar preparado para estabelecer com esta estranha gente que não se move só por dinheiro uma relação adulta baseada no respeito. Tal relação não admite qualquer tentativa arrogante e prepotente de fazer alterar códigos de conduta ou qualquer convite a pactos de silêncio baseados no interesse do empregador e solidariedade de empregado. Quem louva gente que põe o homem e as suas fragilidades à frente dos interesses, mesmo quando são os seus próprios interesses, não pode justificar o inaceitável com o argumento cínico de não estar pior que com anterior governo. É que para os médicos, quando a Ética os move, é indiferente qual o Governo, qual o Partido ou qual o Ministro. Para os Médicos a questão coloca-se entre doentes, as suas carências e meios disponíveis e a capacidade de prestar serviços, desenvolvimento técnico e adequação às necessidades. Quem é o dono da loja é quem menos conta. Em suma o que está em causa nas acções estranhamente coevas da última semana é mais que a circunstância, a tradução de um profundo conflito cultural. Conflito que, como todos, para ter fim implica escolhas e tomadas de partido. Escolhas explícitas que nada impede que sejam baseadas no que mais convém à Sociedade. O que não é possível, mais uma vez, é ter ...o Sol na eira e a chuva no nabal...
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É o segundo e-mail que recebo no espaço de um mês.
Publico a mensagem e cada um decida o que fazer.
From: João Adélio M. Trocado Moreira [mailto:joao.adelio@mail.telepac.pt]
Sent: sábado, 3 de Novembro de 2007 13:53
To: João Adélio M. Trocado Moreira
Subject: Ajudem os habitantes de Avis - 2 de Novembro de 2007 - segundo crash da Internet que já dura há 3 dias...
(Nota: Peço desculpa pelo segundo envio, mas a situação torna-se intolerável.)
O subscritor, que trocou a cidade pelo campo há mais de 25 anos, e todos os outros habitantes de Avis, têm com a Internet, a vida ao seu lado.
João Adélio Marinho Trocado Moreira (joao.adelio@mail.telepac.pt)
Podem ser acrescentados subscritores, se o desejarem.
P.S.
O objectivo é reenviarem para toda a lista de contactos, sempre em Bcc para que os endereços de e-mail não sejam usados para fins obscuros.
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