sexta-feira, abril 18, 2008

A Confusão na Missão, Vista do Sol!

Tem havido muitas versões, até já li que era uma guerra Norte/Sul...

Esperemos que a nova equipa, tecnicamente seja tão capaz como a anterior...

"Coordenador da reforma dos centros de saúde

Pisco mantém-se em funções mas com nova equipa

Por Graça Rosendo

O coordenador da reforma dos cuidados de saúde primários vai manter-se em funções, tendo retirado o pedido de demissão hoje mesmo. Em contrapartida, a ministra da Saúde aceitou hoje de manhã o pedido de demissão de vários membros da estrutura de missão coordenada por Luis Pisco, devendo agora este reconstituir a equipa que dirige, soube o SOL de fonte oficial do Ministério da Saúde

O médico Luís Pisco esteve esta manhã no gabinete da ministra da Saúde, Ana Jorge, e ia preparado para formalizar definitivamente a demissão do cargo que ocupava há três anos.

Pisco já na semana passada tinha posto o lugar à disposição da ministra, na sequência de um conflito entre os elementos da equipa que coordenava, e que o médico não conseguiu ultrapassar.

Quando soube dos motivos de Pisco, Ana Jorge informou-o, de imediato, que não aceitaria o seu pedido de demissão, tendo insistido para que o médico se mantivesse no lugar e reorganizasse a sua equipa, na estrutura de missão para a reforma dos cuidados primários – decisão que aconteceu hoje de manhã.

A situação, no entanto, podia ter tido um desfecho diferente, já esta semana. É que a ministra convocou uma reunião com todos os membros da estrutura de missão de Pisco, numa tentativa de conciliar todos e ultrapassar o conflito. Essa tentativa não foi do agrado de Pisco que, por isso, se preparava para, esta manhã, se demitir definitivamente do cargo. O médico, porém, voltou a recuar, tendo-se mantido mas agora com uma nova equipa.

O conflito interno começou quando, há cerca de duas semanas, um grupo de elementos da estrutura de missão exigiu ao coordenador ter uma ‘quota-parte’ na decisão das nomeações que estão a ser feitas para a direcção dos agrupamentos de centros de saúde.

Segundo as nossas fontes, Pisco terá reagido negativamente, argumentando que a decisão sobre essas nomeações nunca poderia ser feita por ‘quotas’ e que ela cabia exclusivamente à ministra da Saúde.

O médico terá afirmado ainda que, caso essa situação viesse a verificar-se, ele não teria alternativa senão demitir-se. Foi isso mesmo que ficou escrito na acta da reunião da estrutura de missão, a qual foi divulgada no inicio desta semana pelo jornal Público.

Pisco foi nomeado pelo ex-ministro Correia de Campos para estudar e coordenar uma das principais reformas da Saúde, que a própria Ana Jorge elegeu também como principal bandeira.

Esta seria a quarta demissão de peso no Ministério da Saúde herdado por Ana Jorge. Eduardo Barroso, coordenador nacional da transplantes, foi o primeiro, seguindo-se Seabra-Gomes e Joaquim Gouveia, responsáveis pelos programas de prevenção e combate às doenças do coração e oncológicas, respectivamente. Ainda nenhum foi substituído, mantendo-se apenas em funções o médico Joaquim Gouveia, aguardando a nomeação do seu substituto.

graca.rosendo@sol.pt"

quarta-feira, abril 16, 2008

Utentes do SNS prejudicados

Cláusulas abusivas? Então quem paga a tempo e horas não tem o direito a exigir atendimento prioritário? E o Estado, neste caso o SNS, que vai vivendo à custa do título de ser figura de bem mas que é um dos maiores caloteiros , não é censurado pela ERS?

Utentes do SNS prejudicados no privado porque Estado paga pior
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325985&idCanal=62
Um utente de uma clínica fisiátrica no Norte do país queixou-se à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) depois de ter esperado mais tempo para ser atendido, por ser do Sistema Nacional de Saúde (SNS), do que doentes particulares e de outras entidades com quem a unidade privada tem acordo. A ERS deu razão ao reclamante e detectou, em contratos assinados com seguradoras de saúde, "cláusulas abusivas" que exigem "tratamento preferencial e prioritário dos seus utentes".

O Interior é Que Deveria Desistir Deste Embuste.

Este senhor é o mesmo do projecto Netmédico, que deixou cair defraudando milhares de médicos.... Aliás na sua vida só há coisas nefastas!

No Dário de Notícias:

 

"Grupo privado ameaça desistir do interior


DIANA MENDES
RODRIGO CABRITA-ARQIVO DN

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Bragança, Castelo Branco, Évora ou Portalegre e outros distritos do interior correm risco de não vir a beneficiar do projecto Casas da Saúde. Nuno Delerue, presidente do conselho de administração da Sanusquali, disse ao DN que propôs ao Governo "criar unidades em zonas de oferta deficiente ou nula", mediante contrapartidas como o benefício de convenções com o Serviço Nacional de Saúde. Apesar do "interesse do Ministério da Economia", o grupo espera uma resposta há oito meses e diz agora que o prazo está a esgotar-se".
O projecto de 25 unidades e com um valor de investimento de 1239 milhões de euros visava uma unidade em cada distrito, "mesmo em zonas do interior onde é difícil rentabilizar" e onde, por essa razão, os prestadores privados não investem. Cada unidade, com valências habituais como pediatria ou oftalmologia, deve ser complementada com farmácias, venda de produtos e dispositivos médicos e até unidades de saúde familiar. A grande novidade está na criação de unidades com urgências.
O grupo privado liderado por personalidades como o ex-bastonário da Ordem dos Médicos Germano de Sousa, Miguel Gouveia e José Vila Nova, pretendia fazer uma parceria com o Estado, que iria criar cinco mil postos de trabalho: "Admitimos que o Governo escolhesse o local do distrito onde abrir a unidade, mas impusemos contrapartidas: acesso ao regime de convenções, licenciamento, possibilidade de abrir USF e incentivos fiscais", diz Nuno Delerue.
As condições têm de ser analisadas pelo Ministério da Economia e da Inovação, via AICEP, tendo sido feita, até, uma candidatura a Projecto de Interesse Nacional (PIN). A proposta foi recusada porque "ainda não tínhamos os locais das Casas da Saúde, mas vamos fazê-lo". Em 15 dias vai concluir o processo, que envolveu a análise de 68 concelhos. Se não tiver resposta, "posso alterar a localização das unidades. Não somos obrigados a assumir o compromisso".
O responsável garante, no entanto, que as Casas da Saúde vão ser criadas. "Há zonas como o Algarve ou o litoral que têm interesse. Agora, alguém terá de explicar porque é que metade do País saiu da rede".
Convenções livres
A AICEP pediu esclarecimentos à Administração central do Sistema de Saúde sobre a possibilidade de haver convenção com as Casas da Saúde. Em Novembro, a ACSS frisou estar em desenvolvimento um "modelo de gestão" e que, como tal, a adesão de convencionados está "condicionada". A ministra da Saúde, Ana Jorge, já anunciou que iria reabrir o regime de convenções. Nestas circunstâncias, a Sanusquali também pode mudar de ideias, por efeitos de concorrência. "Neste caso, o Estado terá de nos dizer o que está disponível a fazer para que façamos uma rede que interesse ao País". O DN tentou contactar o Ministério da Saúde e da Economia, mas sem sucesso.
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terça-feira, abril 15, 2008

Urgências do S. Francisco Xavier não cumprem mínimos tecnicos

O Sindicato Independente dos Médicos divulgou hoje que os chefes de equipa de urgência do Hospital S. Francisco Xavier - Lisboa apresentaram a sua demissão como protesto e alerta para o facto de a constituição das equipas de urgência daquele hospital estarem a funcionar com muito menos médicos de Medicina Interna que aqueles que a Ordem dos Médicos recomenda.
Será de esperar que este organismo, a que cabe velar pela qualidade do exercício técnico da Medicina e pela melhor prestação de cuidados aos doentes, não se distraia e zele pelo cumprimento das suas próprias orientações
Ver aqui.

segunda-feira, abril 14, 2008

Coordenador dos cuidados de saúde primários afinal mantém-se

14.04.2008 - 10h44 PÚBLICO, com Lusa
O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários , Luís Pisco, vai manter-se em funções, depois de uma reunião com a ministra da Saúde para analisar o seu pedido de demissão, disse hoje fonte oficial.



Prevaleceu o bom senso e a continuidade do trabalho que tem sido desenvolvido pelo Drº Luís Pisco, coordenador da Missão para os Cuidados de Saúde Primários.

Aguardemos agora, as novas iniciativas da MCSP, para continuar a reforma dos CSP.

domingo, abril 13, 2008

Terramoto na Missão para os Cuidados de Saúde Primários !

 

Sabemos que nem tudo o que os jornais dizem é verdade.

Mas não há fumo sem fogo...

 

Aqui no Público, em última hora:

"Luís Pisco recusa revelar razões para afastamento

Coordenador dos cuidados de saúde primários apresenta demissão à ministra Ana Jorge

13.04.2008 - 21h00 Margarida Gomes

O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), Luís Pisco, formalizou a sua demissão à ministra da Saúde na passada terça-feira, por considerar ser “incapaz de levar para a frente a tarefa de reconfiguração dos centros de saúde”, mas Ana Jorge, está a tentar demovê-lo.
Ao que o PÚBLICO apurou, a decisão de se demitir foi previamente comunicada por Luís Pisco numa reunião na segunda-feira da semana passada com toda a equipa da unidade de missão, incluindo cinco coordenadores regionais, na qual o coordenador nacional terá declarado que em relação à implementação dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES): “Somos mais um problema do que solução”.
Confrontado pelo PÚBLICO, Luís Pisco confirmou hoje que apresentou a sua demissão à ministra da Saúde, mas recusou revelar as razões que o levaram a tomar a decisão. “Esta não é a altura para prestar mais declarações sobre essa questão até porque amanhã vou ter uma reunião com a ministra para tratar desse assunto”, afirmou.
Na reunião de segunda-feira, Luís Pisco comunicou a intenção de se demitir do cargo, dando conta de “problemas internos” ao nível da Missão para os Cuidados de Saúde Primários e “outros do Ministério da Saúde” que entendia poderem ser de “per si” resolvidos, mas “em conjunto previa de difícil ou impossível solução”. O coordenador da missão nacional iniciou a reunião justificando a ausência de ordem de trabalhos com a necessidade de esclarecer a sua posição pessoal face às duas tarefas da MCSP, designadamente a implementação das Unidades de Saúde Familiares(USF) e a reconfiguração dos Centros de Saúde através da criação dos ACES.
De acordo com a acta da reunião a que o PÚBLICO teve acesso, Luís Pisco terá comunicado a intenção de “apresentar nesse mesmo dia ou no dia seguinte” a sua demissão à ministra da Saúde, ficando dependente, do resultado desta reunião, as condições e prazos para a cessação das actividades da MCSP, nomeadamente no que se refere às USF de modelo B. Nessa reunião esclareceu que, enquanto coordenador da MCSP, era “ incapaz de levar para a frente a tarefa da reconfiguração dos Centros de Saúde. “Por culpa própria eu não tenho condições para ir ao encontro da implementação das ACES e com estas pessoas será muito difícil; sem elas também, será difícil”.
Apesar de reconhecer a necessidade da implementação das ACES, enquanto ponto essencial para a concretização e desenvolvimento da reforma dos centros de saúde primários (CSP), o coordenador nacional da MSCP declarou “não ter condições pessoais nem estar disposto a mediar eventuais estratégias divergentes com as administrações regionais de saúde (ARS), admitindo a hipótese de se encontrar dentro da missão para os cuidados de saúde primários um novo coordenador”.
Os contornos desta situação serão discutidos amanhã na reunião entre a ministra da Saúde e o coordenador nacional da MCSP."

Será O Novo Palco Da Guerra Para Os Americanos?

 

Mais catástrofes humanitárias?

Mais epidemias?

Mais guerra biológica?

Mais mortos?

Mais orçamentos para a guerra do que para a invetigação e Saúde?

 

Muitas vezes é necessário pesquisar na imprensa alternativa e independente dos Estados Unidos da América do Norte, vulgo Estados Unidos.

Aqui por exemplo: Rebelion. 

A notícia é de 13 de Abril. 

Mas talvez esteja haja alguma relação com a problemática do Tibete, nas fronteiras da China, a grande economia emergente que já compra empresas nos EUA e agora que o Iraque entrou em guerra civil e os EU já podem vender milhares de armas aos dois lados, sem estar presentes.

 

Para pensar.... e bem!

 

"Los maoístas encabezan el escrutinio de las elecciones de Nepal

Gara

Los datos oficiales del escrutinio, todavía parcial, de los comicios para elegir la Asamblea Constituyente de Nepal, difundidos ayer por la Comisión Electoral, continúan situando en cabeza a la antigua guerrilla maoísta.

Según funcionarios de la Comisión, hasta ahora se ha completado el escrutinio de 40 de las 239 circunscripciones y los maoístas han ganado en 25, seguidos del Partido del Congreso (NC) del primer ministro, Girija Prasad Koirala, que se ha impuesto en siete, y los marxistas-leninistas, en cinco. El partido de los Trabajadores y los Campesinos de Nepal se ha hecho con dos y el Madhesi Janadhikar Forum (MJF, Foro para la defensa de los derechos de los Madesh) ha ganado en una.

Entre los vencedores se encuentra el líder del Partido Comunista de Nepal-Maoísta, Prachanda, quien ganó su escaño en la circunscripción de Katmandú.

«Este es un voto para la República Federal democrática. Colmaremos el mandato del pueblo», indicó el ex maestro y ex guerrillero, y quizá próximo presidente de Nepal.

Asimismo, se comprometió a formar una coalición de Gobierno y a trabajar con otros partidos.

Entre los grandes perdedores se encuentran el secretario general del Partido del Congreso Nepalí Unido Marxista Leninista (UML), Madhav Kumar Nepal, y el actual presidente del NC, Sushil Koirala, quienes han sido derrotados en sus circunscripciones por candidatos maoístas.

Comicios limpios

Los observadores internacionales de los comicios celebrados el pasado jueves aseguraron ayer que las elecciones fueron exitosas e imparciales e instaron a los partidos políticos a respetar el resultado final.

«Elogio al pueblo de Nepal por la forma pacífica en la que se desarrollaron las votaciones, a pesar de las difíciles circunstancias», dijo el jefe de los observadores de la UE, Jan Mulde"

quarta-feira, abril 09, 2008

VMER do INEM parada por falta de médico

"A Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM, em Beja, parada por falta de médico."
in 24Horas


Mais uma vez, o que não deve acontecer, aconteceu!

Ontem, na sequência de um incêndio, em casa de dois idosos, a VMER não pode ser acionada pelo dispositivo de socorro já que se encontrava inoperacional.

Esta inoperacionabilidade, foi confirmada pela porta voz do Hospital de Beja, relatando, que a VMER não pode ser usada, por não haver médico escalado para esse serviço.

O idoso, ainda pediu ajuda à janela do 1º andar da sua residência, tendo vindo a falecer pouco depois, a idosa foi encontrada inanimada e neste momento está em estado grave no H. de Beja.

O porta voz do INEM, veio recusar responsabilidades neste caso, afirmando que "o carro é nosso mas a tripulação é responsabilidade do hospital".

Ora bem, até parece que não estamos em Portugal!

Desde quando, quando acontece "porcaria" se viu alguém chegar-se à frente e dizer; a responsabilidade é minha!

A desresponsabilização está na ordem do dia! É mais fácil virar a cara e assobiar para o lado!

Pergunto-me se é necessário morrerem mais pessoas?

As posições que estas instituições tomaram, não podem ser estas, se querem ser credíveis!

Nem pode estar à espera que haja médicos do Hospital X,Y ou Z, ou do C. de Saúde disponíveis para fazer serviços, muitas vezes a estarem em dois sítios ao mesmo tempo.

Mais vale não abrirem serviços nem assinarem protocolos de parcerias, se não têm capacidade de os assegurarem, quando não, mais não fazem do que vender gato por lebre.

PS: tomem atenção já que os acidentes não sabem ler escalas de serviço!

Os Médicos de familia que sempre foram consultar os seus doentes em casa não vão gostar

Não vão gostar porque muitos sempre estiveram disponíveis e sem que para isso fossem pagos à peça... não vão gostar porque a visitaçao domiciliária se destina a quem não se pode deslocar ao centro de saúde por estar acamado de modo crónico ou agudo... não vão gostar porque aquilo que é insinuado na notícia é que em 2007 teria havido um aumento da visitação por iniciativa do médico para ganhar dinheirinho...
Dizia-me esta manhã um colega meu Médico de Familia, que sempre esteve disponível para efectuar visitas domiciliarias, que então se não é obrigatório como ele pensava pois vai passar a ser mais selectivo nas que faz!
E o que dizer deste endeusamento das USFs, panaceia de todos os males, mas que interessa no momento apenas a cerca de 12% dos médicos de familia em actividade? Mais... isso do pagamento dos domicilios ainda só está está no papel...

Aqui:

Profissionais vão receber 30 euros por consulta
Médicos de centros de saúde voltam a estar disponíveis para ir fazer consultas a casa

09.04.2008 - 08h31 Catarina Gomes
Estar doente e ter um médico que vai a casa fazer a consulta tornou-se uma raridade nas últimas décadas. As excepções quase só são abertas para pessoas acamadas. A partir de Maio há médicos que vão passar a receber 30 euros por cada um destes actos.Mas os efeitos do novo modelo organizativo de centros de saúde (Unidades de Saúde Familiar - USF) neste tipo de consulta já se nota, revela um estudo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa).


Dados preliminares do estudo do Insa que analisa as consultas domiciliárias em clínica geral chegaram à "inesperada" conclusão de que em 41 por cento dos casos foi o médico quem tomou a iniciativa de ir ver o doente a casa, nota um dos seus autores, José Marinho Falcão, responsável pelo departamento de epidemiologia do Insa, em Lisboa."Inesperada" porque sempre pensou que este número seria "residual". Tomando como base as 2229 consultas realizadas em 2007 pela amostra de 150 médicos da rede Médicos-Sentinela (clínicos voluntários de todo o país que disponibilizam dados), constatou-se que só 36 por cento destas consultas tinham sido feitas por iniciativa do familiar/cuidador e 18 por cento do utente.

Para o investigador, a grande percentagem de médicos que decidem consultar os doentes em casa já será o reflexo do novo modelo organizativo dos centros de saúde. No final de 2006 arrancou uma reforma que prevê que grupos de médicos, enfermeiros e administrativos se organizem de forma autónoma para alargarem a sua lista de utentes (Unidades de Saúde Familiar), prestando-lhes uma série de cuidados previamente definidos, as consultas domiciliárias são um deles. "Os médicos passaram a ter um plafond a atingir" e isso tem reflexos, refere Marinho Falcão. Ainda assim, na população de utentes estudada pelo Insa só 1,2 por cento tiveram pelo menos uma consulta ao domicílio em 2007.
Dados de 2005 dos centros de saúde de todo o país apontam para uma percentagem inferior: dos 26,4 milhões de consultas realizadas nesse ano só 140 mil foram domicílios (cerca de 0,5 por cento).

Cultura contrária
O coordenador da Missão para os Cuidados de Saúde Primários, Luís Pisco, afirma que somos um dos países europeus com menos domicílios. "Agora não há obrigatoriedade de fazer domicílios. É uma boa prática", mas acredita que o acto receba impulso com a entrada em funcionamento das USF de modelo B que prevêem incentivos remuneratórios para os médicos que o praticam. "Há uma cultura que fez desaparecer os domicílios" porque não são pagos ao médico e ele tem mesmo que custear a deslocação. Quando se realizam, tem que haver "uma justificação", muitas vezes são pessoas acamadas", explica. E as próprias pessoas já nem têm hábito de pedir, refere: "A população habituou-se a chamar a ambulância e ir para o hospital."

Em Maio entrará em vigor o regime onde por cada domicílio o médico recebe 30 euros até um máximo de 20 domicílios mensais, a partir daí já não recebe; o utente paga a taxa moderadora. Prevê-se que arranquem as primeiras 36 USF com o novo modelo e que a partir de Junho vão avançando as outras 72. Mas os centros de saúde que não têm o novo modelo, a grande maioria, ficam de fora desta reforma

terça-feira, abril 08, 2008

Ministro do Trabalho quer revisão do Código a combater "precariedade das relações laborais"

08.04.2008 - 16h28
O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social afirmou hoje em Setúbal que a revisão do Código do Trabalho deve ir no sentido de "aumentar a contratação colectiva" e do combate à precariedade das relações laborais.Vieira da Silva, que falava aos jornalistas depois de inaugurar uma nova creche da Associação Cristã da Mocidade de Setúbal, começou por reconhecer que houve uma quebra significativa da contratação colectiva desde a entrada em vigor do Código de Trabalho, em Dezembro de 2003, e que a precaridade está a começar a ter uma "dimensão crítica para a juventude". in Público



Depois de ter lido estas declarações, podemos ficar mais "descansados" (?), já que o Srº Ministro reconheceu, que em Portugal temos um mercado excessivamente segmentado, com muitas formas de contratação e algumas já ultrapassando o limiar da legalidade.

Ora no campo do SNS acontece o mesmo, espero que a Srª Ministra da Saúde, tenha acesso ao discurso do seu colega e se inspire, já que a confusão reina na sua casa.

domingo, abril 06, 2008

Caro último anónimo:

Qual o seu "problema da coluna"?

Agudo ou crónico?

Degenerativo ou sistémico?

Mecânico ou inflamatório?

Neoplásico ou muscular?

Etc, etc ...

Portanto entrou no naturopata e saiu com o brilhante diagnóstico de "problema da coluna"...

Não brinque comigo!

Provavelmente tinha uma distensão muscular dos músculos intervertebrais, aguda e as massagens do shiatsu, resolveram.

Qualquer tipo de massagens resolve.

Mas mesmo assim aconselho-o o recurso à fisioterapia tradicional ou à osteopatia, ainda mais tradicional..., mas reconhecida como uma terapia não convencional.

sábado, abril 05, 2008

A CULPA MORRERÁ SOLTEIRA ?

A notícia da morte de uma jovem de 24 anos na sequência de uma lipoaspiração vem de novo relançar o tema da charlatanice e da usurpação de competências médicas ( mesmo entre elementos desta classe profissional), da proliferação sem controle de instituições prestadoras de "cuidados de saúde e beleza" e dos perigos de se pretender ter um corpo perfeito a todo o custo...
Neste caso as ilegalidades apontadas são várias. Convirá contudo esclarecer que a tromboembolia pos-cirurgica é uma complicação cirurgica tardia frequente e que nos casos da lipoaspiração o risco de uma embolia gorda é ainda maior. Nada adiantaria ter estado presente uma anestesista... ( e se fosse um anestesista, oh senhora jornalista ? Convirá tb ter mais cuidado com os títulos: morrer na operação é muito diferente de morrer três dias depois... E há que ter mais cuidado na explicitação de termos médicos: tromboembolia pulmonar é algo diferente de obstrução da artéria...) mas a lei é para se respeitar!
Ressalve-se ainda que agora a IGAS pode intervir em estabelecimentos de saúde privados, algo que a antiga IGS não podia. Ainda bem!!

Clínica onde morreu jovem numa operação está ilegal
arquivo jn


"Ontem, a clínica onde foi efectuada a cirurgia a que é atribuída a morte da jovem continuava a funcionar
Marisa Rodrigues


A clínica Estéticalgarve, em Faro, onde foi feita uma lipoaspiração que causou a morte a uma jovem de 24 anos, está a funcionar de forma ilegal. A conclusão resulta de inquérito da Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), que detectou irregularidades a vários níveis. A clínica continuava ontem aberta ao público e o médico responsável remetido ao silêncio. Fátima Santos faleceu com uma trombo-embolia pulmonar (obstrução de artéria) três dias depois de ter sido submetida a uma lipoaspiração com anestesia local, no dia 12 de Janeiro. Ao contrário do que a lei obriga, no bloco operatório não estava uma anestesista, mas uma massagista.

Ao que o JN apurou, a IGSA entendeu que há suspeitas de crime - um eventual homicídio por negligência - e remeteu o inquérito para o Ministério Público, que já começou a ouvir testemunhas. A IGSA aponta o dedo ao médico pelo facto de a clínica não estar registada na Entidade Reguladora da Saúde. Ordem dos Médicos (OM) e Direcção-Geral de Saúde ignoravam a existência da clínica, por não lhes ter sido comunicada, como obriga a lei. À OM, a inspecção-geral sugere que apure as competências do clínico para efectuar este tipo de cirurgias, uma vez que está inscrito como nefrologista (especialista em rins). Sugere, também, uma peritagem médica da especialidade de cirurgia plástica para apurar se a actuação do médico foi a mais correcta, bem como se o diagnóstico e a avaliação pós-operatória e os medicamentes prescritos (analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios) foram os adequados. Ao que o JN apurou, a clínica pode vir a encerrar, mas o vazio legal na matéria não facilita a actuação das entidades de saúde."

sexta-feira, abril 04, 2008

Directores executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde

A Ministra da Saúde, Drª Ana Jorge, declara ao Diário Económico, que o único critério de escolha e nomeação dos Directores executivos dos Agrupamentos, será a competência, isto como resposta aos profissionais das USF, que estão a fazer circular e a subscrever um documento em que afirmam a interferência das estruturas concelhias e distritais do PS nesta nomeação.

Estes Profissionais, com tal acto, mostram a repugnância que sentem por mais uma tentativa de partidarização da Saúde em Portugal.

Por sua vez o Secretário de Estado da Saúde, Drº Manuel Pizarro, diz ao Jornal de Notícias, que os Directores executivos terão de efectuar uma formação, isto como resposta à denúncia efectuada pelo PSD.

Refere ainda que "Nós não faremos em absoluto nomeações de carácter político-partidário, embora admita que haja essa expectativa a nível local".

Reconhece também, "haver sempre algum grau de subjectividade nas escolhas", mas garantiu ao JN que será introduzida "maior exigência na designação dos futuros directores executivos dos ACES através de uma formação específica de nível superior, estando a ser escolhidas as Universidades, a que os mesmos se terão de submeter, mesmo a continuidade no cargo poderá estar associada ao bom aproveitamento nestes cursos específicos de formação na área".

Neste momento aguarda que o manifesto dos profissionais das USF lhe chegue às mãos para iniciar o diálogo.


Memai, aguarda com expectativa o desenrolar desta situação não esquecendo nenhum dos dois discursos, o da Srª Ministra e o do Srº Secretário de Estado e alerta já, para a situação futura dos Directores Clínicos, nomeação pura e simples ou eleição interpares?

Tu Que Me Vais Ler És Doente E Não Sabes!

 

Podes estar no grupo de leitores (5 em cada 10) que sofre de uma doença maligna chamada hipertensão, ou melhor, doença hipertensiva, e se estás nesse grupo provavelmente ainda não sabes que és portador de uma doença que afecta uma das paredes das tuas artérias.

Essa doença, se não tratada conduz invariavelmente à morte por acidente vascular cerebral ou enfarte do miocárdio (de insuficiência renal não vais morrer porque já há hemodiálise).

Quando mediste a tua pressão arterial pela última vez? Passas horas aí sentado a olhar para mim e não fazes exercício, nem cuidas da tua saúde.

Vai medir a tua pressão arterial, porra!

Levanta-te e zarpa!

Se nunca a mediste, vai ao vizinho, à farmácia ou ao teu médico de família.

Mas lembra-te de uma coisa: medir a pressão arterial é como tirar a febre!

Apenas ficamos a saber que naquele momento ela estava alta.

É necessário medi-la mais vezes. E se estiver mais de três vezes seguidas igual ou acima de 140 e 90 milímetros de mercúrio ou entre os 120 e os 140 e/ou entre os 80 e 90 mmhg, BOLAS, marca já uma consulta para o teu médico de família.

Usa e abusa do teu médico de família (se o tiveres!) e se ele não te der uma resposta atempada faz queixa. Usa e abusa do livro amarelo. A tua vida está em perigo.

Para se morrer de hipertensão, não é necessário ela estar muito alta (desculpa se ficaste admirado, mas é mais um mito que tinhas que desaparece) mas que esteja acima dos valores considerados normais durante alguns anitos...

E não te esqueças: a merda desta doença não dá sintomas. Nem tonturas, nem dores de cabeça, nem comichões nos pés (outro mito, não?). Por vezes o primeiro sintoma é a morte...

O Jornal de Notícias falou-nos disso aqui:

"Hipertensão está a ser desvalorizada
A hipertensão é uma doença que em Portugal está subvalorizada, situação que tem levado a hipertensões não controladas, responsáveis por lesões várias que podem provocar a morte do doente, alertou uma especialista portuguesa no Congresso Anual de Cardiologia dos Estados Unidos que ontem terminou em Chicago. No encontro foram apresentadas novas formas de tratar a hipertensão, uma doença que afecta 25% dos europeus e 42% dos portugueses.
"É neste tipo de Congresso que aparecem os resultados dos grandes ensaios de fármacos que nos dão algumas respostas de como tratar, por exemplo, doentes hipertensos e neste congresso apresentaram-se os resultados de três estudos, um deles de uma enorme importância", explicou à Lusa uma médica portuguesa presente.
Paula Alcântara, uma entre muitos especialistas portugueses que participaram no 57º Congresso Anual de Cardiologia,considera que a doença no nosso país não está mal diagnosticada, está antes "subdiagnosticada" porque está "desvalorizada".
Prova disso está o facto da hipertensão afectar cerca de 42% de portugueses, mas só 12% desses ter a doença controlada, segundo os dados do único estudo feito sobre esta doença em Portugal."

PCP denuncia aumento de fosso entre ricos e pobres

O Jornal Público, informa:

03.04.2008 - 16h10 Sofia Rodrigues


O fosso entre ricos e pobres “quase duplicou” entre 1995 e 2006, alerta o PCP. “Em 2006, o rendimento médio anual das famílias 10 por cento mais pobres era 8,9 vezes inferior aos ganhos dos 10 por cento mais ricos e há dez anos a diferença era apenas 4,6 vezes”, disse hoje Agostinho Lopes, deputado do PCP, no Parlamento.



O deputado referia-se à análise dos dados das despesas de famílias divulgados há dois dias pelo Instituto Nacional de Estatística.




Faz-se assim anunciar o fim da classe média, iniciando-se paulatinamente o processo da globalização do futuro proletariado.

quinta-feira, abril 03, 2008

O nosso modelo de desenvolvimento é que causou esta epidemia de obesos


Entrevista da Drª Isabel do Carmo, no suplemento do Público, Peso & Medida.


Boa entrevista da colega como é hábito, extremamente didáctica, a precisar de intervenção do MS/DGS com programa específicos de intervenção alimentar nas escolas, mais concretamente nos refeitórios, buffetes e máquinas de alimentação automática espalhadas de norte a sul por essas escolas, Centros de Saúde e Hospitais, já que como o povo diz, "santos da casa não fazem milagres".



DEPURALINA ...o poder da publicidade e da crendice



Em apenas três meses, foram vendidas 165 mil embalagens de Depuralina, o suplemento alimentar publicitado como coadjuvante de emagrecimento e retirado do mercado depois de reportados três "episódios tóxicos graves".
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Hoje, a distribuidora do suplemento - que garante ter cumprido a legislação sobre a matéria - decide se vai processar o Ministério da Agricultura, por alegadamente ter ordenado a suspensão do produto sem fundamentos.
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Neste negócio milionário - os portugueses compraram 850 mil unidades de produtos de emagrecimento num ano -, importa saber até que ponto estes produtos são eficazes e seguros.Para se introduzir no mercado português um suplemento alimentar - seja para emagrecer ou para qualquer outra aplicação - basta comunicar essa intenção ao Gabinete de Planeamento e Políticas (GPP), do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. Não é necessário uma autorização nem estudos clínicos que comprovem a eficácia porque, em rigor, não é um medicamento. À Autoridade de Segurança Alimentar e Económica compete a fiscalização do produto, mas não se trata de uma condição prévia à sua comercialização.
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Como não são medicamentos, os suplementos alimentares não carecem de autorização da Autoridade do Medicamento (Infarmed) nem são sujeitos ao mesmo tipo de controlo de qualidade. Isso não significa que os suplementos alimentares não estejam regulamentados. Há legislação sobre a matéria, em transposição de directivas comunitária, que determina quais as substâncias autorizadas e as regras de rotulagem.O que não existe é qualquer controlo sobre quem os usa ou em que condições são tomados. Ou seja, como são de venda livre, qualquer pessoa pode comprar os suplementos que desejar, abusar das doses e misturar à medida da sua ignorância.
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Outro perigo - porventura o mais comum - é o da ineficácia total. Porque numa coisa os especialistas convergem sem alterar o estilo de vida (alimentação e exercício o), não há emagrecimento saudável e duradouro.

Apetece perguntar: e quem processa o Estado português e o Ministério da Saúde por deixar que isto seja possível?

E quem controla a publicidade paga nos orgãos de comunicação social escrita e falada, que estimulam a venda a e crendice? Não são só anúncios, não são só spots publicitários radiofónicos...são inclusive entrevistas pretensamente científico-médicas!

Mas a família não autorizou a autópsia...

Morreu após longa espera no hospital. Família acusa hospital de manter idoso em cadeira de rodas demasiado tempo até ser socorrido
http://jn.sapo.pt/2008/04/03/primeiro_plano/morreu_apos_longaespera_hospital.html
Ao todo foram quatro horas, desde que J.M. entrou nas urgências do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, anteontem à tarde, até finalmente ter sido observado por um médico daquela unidade de saúde, perante os apelos insistentes da família. Mas já era tarde de mais. O octogenário acabou por falecer cerca de meia hora depois, com o clínico que o assistiu aos gritos com os colegas, pela falta de assistência a que o idoso terá sido sujeito, garantem os familiares, que equacionam apresentar uma queixa à Direcção-Geral de Saúde.
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"Pelas 22 horas, com a nossa insistência, um médico, que ia a sair, decidiu ver o que se passava e ficou estupefacto", descreveu a neta. Segundo esta, o clínico, apercebendo-se da gravidade do caso, terá mostrado publicamente o descontentamento pelo cenário em que encontrou o idoso. "Começou aos gritos, dizendo que o meu avó estava pior do que quando entrou. De repente, surgiram médicos e enfermeiros de todo o lado a querer ajudar", acrescentou a familiar.
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Porém, com o sofrimento causado por todo este episódio, a família não permitiu que fosse realizada a autópsia. "A morte foi há poucas horas. Se a família apresentar uma queixa, realizaremos um inquérito", salientou Manuel Delgado, administrador do Curry Cabral. O funeral realiza-se hoje.

Lamentavelmente toda esta cena trágica não é acompanhada por ao menos uma fotografia a preto e branco da tal familiar que com tanto sentido dramatico faz o relato dos acontecimentos, incluindo o comportamento histriónico de um clínico, e assim perde um bocadinho do direito à fama. Ou será que este relato sai da pena dramaturga do jornalista ?

Malvada da Triagem de Manchester que tanta margem de erro tem nos seus algoritmos...e logo isto haveria de acontecer no hospital dirigido pelo Sr. Dr. Manuel Delgado!

terça-feira, abril 01, 2008

Novo: A Ingerência On-line dos Media no Funcionamento das Instituições da Saúde!

Pela primeira vez, um jornal digital coloca uma notícia (ou não-notícia!) no seu site reportando situações que ainda se estão a desenvolver num banco de urgência.

Esta ingerência vai colocar os médicos e restante pessoal da saúde perante a intensa pressão dos media on-line.

No Diário Digital de hoje.

"V. F. Xira: Cardíaca por atender na Urgência há oito horas

Uma idosa com problemas cardíacos entrou há mais de oito horas na Urgência do Hospital de Vila Franca de Xira, onde a falta de médicos impede hoje a assistência atempada de doentes, indicaram um familiar e uma médica.

Em declarações à Agência Lusa, David Pereira contou que a sua sogra, de 77 anos, deu entrada na urgência hospitalar às 16:30 de segunda-feira, com problemas cardíacos, depois de ter passado pelo Serviço de Atendimento Permanente de Benavente.

“Já preenchemos quatro impressos a pedir informações e não sabemos de nada. Não sabemos se fez análises, exames, se está melhor ou pior”, relatou David Pereira, acrescentando logo de seguida, citando informações posteriores de uma administrativa, que a sogra “está a ser medicada e avaliada”.

Segundo David Pereira, algumas pessoas que aguardavam notícias dos seus familiares formavam “fila” para apresentar queixa no livro de reclamações.

A chefe da equipa médica da Urgência, Alice Frazão, justificou à agência Lusa a demora no atendimento aos doentes com a falta de clínicos.

“Temos três médicos desde as 08:30 [de segunda-feira] ao serviço quando deveriam estar sete”, frisou, acrescentando que às segundas-feiras é habitual haver “muitos doentes e poucos médicos”.

A 03 de Março, precisamente numa segunda-feira, a Lusa foi confrontada com a grande afluência de utentes na Urgência, que levou doentes a esperarem durante várias horas assistência em macas por falta de camas nas enfermarias.

Nesse dia, de acordo com David Pereira, a sogra teve alta depois de estar 36 horas deitada numa maca.

“Deram-lhe alta porque não tinham sítio onde a meter”, reclamou.

Diário Digital / Lusa"

Autarquias vigilantes...Hey, Hey Silver !

Na Lourinhã já vigora o espírito dos Agrupamentos de Centros de Saúde, de intervenção e vigilância autárquica... onde estará o Tonto?

Falha na compensação do encerramento do SAP.
Centro de Saúde da Lourinhã com nova equipa após incumprimento de protocolo.

01.04.2008 - 17h18 Lusa

"O centro de saúde da Lourinhã tem, a partir de hoje, uma nova equipa directiva, após o incumprimento pela anterior directora do protocolo estabelecido em Março entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e a câmara municipal.

O incumprimento do acordo estabelecido há um mês entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a Câmara da Lourinhã, que previa medidas de compensação pelo encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) provocou a demissão da directora do centro de saúde, disse fonte da autarquia.

"O acordo não estava a ser cumprido e segunda-feira foi o último dia da antiga directora do centro de saúde [Natália Reis]", disse hoje o presidente da Câmara da Lourinhã, José Custódio (PS). "Se não fosse a insistência da Câmara não teria havido a demissão da directora que, apesar da boa vontade dos médicos, se recusava a pôr em prática o protocolo", afirmou o autarca. Segundo o autarca, a anterior responsável "elaborava despachos contra o protocolo". "Não estava a cumprir os horários nem o serviço que devia ser feito, não havia oxigénio, aerossóis ou linhas se alguém necessitasse de ser suturado", referiu José Custódio".
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Nota: Silver e Tonto são personagens da antiga serie televisiva Lone Ranger ( Mascarilha)