quarta-feira, abril 30, 2008

Perseguição jornalistica ao Secretario Estado da Saúde Manuel Pizarro

A Comunicação Social (Jornal de Notícias, 24 Horas) parece andar a perseguir o Sr. Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro.
Já não bastava ele não poder festejar no camarote VIP do Estádio do Dragão os golos do Glorioso como um comum mortal que se preza sem que isso fosse motivo de reparos, já não bastava questionarem o porquê de, vivendo ele no Porto e aí trabalhar parte do tempo, mesmo assim receber subsídio de alojamento por não ser de Lisboa (tal qual os outros membros do Governo que são de fora), agora até apanham (e fotografam) o seu carrito Audi A6 do Estado estacionado em lugar destinado a automobilistas deficientes e como tal devidamente sinalizado!

E nada lhe vale argumentar que esse lugar já não deveria existir ( vê-se que é detentor de informação previlegiada...) e que o seu motorista estava perto do carro, para o que fosse preciso...

É mesmo de clamar, como o próprio disse ao 24 Horas:"Não sou nenhum selvagem"!

terça-feira, abril 29, 2008

Médica deixa de tratar José Faria

Segundo noticia hoje o JN, a médica-psiquiatra que desde 2005 assistia a principal testemunha contra Ferreira Torres recusou continuar a fazê-lo, na sequência de um desentendimento com a família, por ter ligado para o seu telemóvel, no passado domingo, pedindo medicação para José Faria. Iola, filha do funcionário autarquico regressado do Brasil na semana passada, confirmou ao JN, que o pai está agora a ser seguido no Hospital de Penafiel, mas frisou não ter entendido a atitude da médica que sempre atendeu o paciente no Hospital Magalhães Lemos no Porto

Não entendeu a filha nem entendeu a jornalista que a médica psiquiatra é uma malandra que não gostou de ser incomodada no seu dia de descanso semanal ( Domingo) e para o seu telemóvel ( com certeza privado) para lhe ser pedida medicação ( com certeza crónica)...

domingo, abril 27, 2008

TURISMO MÉDICO OU ALGO MAIS ?

Câmaras recorrem a Cuba. (Correio da Manhã)


Mais duas Câmaras algarvias – Castro Marim e Aljezur – acabam de celebrar protocolos com os serviços médicos de Cuba, apurou o CM. O objectivo é permitir o tratamento de munícipes com problemas oftalmológicos naquele país. Vila Real de Santo António foi o município pioneiro neste tipo de cooperação.

Aljezur conta já com uma dezena de inscritos. Manuel Marreiros, presidente da autarquia, disse ao CM que "os primeiros quatro munícipes seguirão no dia 9 de Maio para Cuba". O edil frisa que "há casos de pessoas quase cegas", devido à falta de resposta atempada dos serviços públicos de saúde portugueses. Esses doentes não têm meios económicos para recorrer a clínicas privadas.
O autarca refere que "o preço da operação é quase zero, dado que o valor a pagar pela Câmara inclui, além dos exames e do transporte em território cubano, o alojamento por 15 dias. E salienta ainda que "há problemas que em Portugal não têm solução e que lá têm".
Segundo o protocolo, o custo por paciente intervencionado às cataratas é de 1300 euros, ao pterígio de 450 euros, à retinose pigmentar de 4500 euros, ao glaucoma de 750 euros e ao estrabismo de 600 euros. A intervenção cirúrgica a miopias, hipermetropias e o tratamento com excimer laser orça em 3000 euros.

Castro Marim foi outro concelho que celebrou, há poucos dias, um acordo com Cuba. O presidente da autarquia diz que ainda não está marcada a deslocação de doentes, mas "esta é mais uma porta aberta em caso de necessidade". José Estevens recorda que, desde há seis anos, a autarquia apoia quem precisa de ser operado em clínicas privadas e não tem meios para isso. Cinquenta munícipes já foram intervencionados, o que implicou o investimento de 60 mil euros.


Será que não há entidades privadas que em território nacional e pelo mesmo preço (ou menos até), já que o SNS se mostra incapaz ( o porquê é outra história), resolvam estes problemas? Porque é que os Hospitais EPE não contratam oftalmologistas do país vizinho ou contratam com uma entidade privada essas cirurgias oftalmológicas? Já aqui se focou esse tipo de solução encontrada...

E quais são os problemas que a Medicina Cubana resolve e a Portuguesa não? Será do género da cegueira pelo mau-olhado?

Há aqui algo que está mal contado nesta história de Cuba...

sexta-feira, abril 25, 2008

Missão Impossível!




24-Apr-2008 SEN
O Dr. Luís Pisco continua a ser notícia, pois não está muito bem explicada a sua manobra de pedir demissão e depois, despedir a dita, que tinha pedido.
Pelo que se pode intuir, através das notícias, nem todos estavam de acordo com as suas políticas. Diz o grupo dos dez que vai falar e esclarecer o fenómeno.
É bom que o façam e quanto antes para sabermos com o que lidamos e com quem lidamos.
Para nós o projecto dele não tem futuro, porque está atrasado 60 anos, no mínimo.
O tipo de consulta que os médicos fazem já não se usa em muitos países, na área dos cuidados primários.
É demasiado dispendioso para o erário público, um cidadão ir tirar umas dúvidas acerca da sua saúde e vir para casa com um ror de receitas, aviadas ou não; guias para exames vários e, pior do que tudo isto, com uma grande dúvida, maior do que aquela que o impeliu à consulta: pelos vistos tem uma doença que é preciso esclarecer. Depois se as análises derem resultados negativos; se as tomografias, na hipótese de alguém as ver, não indiciarem doença que se veja, é uma felicidade a seguir a um grande susto.
Os Enfermeiros têm que se ir preparando para assumirem o seu papel, no terreno, impondo o seu saber, que irá fazer a diferença.
Finalmente, a portaria dos incentivos saiu com o nº301/2008 de 18 de Abril.
Já tínhamos publicado nos Ecos da Enfermagem a decisão final.
Lamentamos que haja quem fique, na qualidade de sindicalista, satisfeito com o teor da portaria no que toca a incentivos, que nem se sabe se algum dia vão ser pagos, pois dependem da produção. Se assim for, não é fácil prever as diferenças entre a produção real e necessária, para atingir os mínimos.
O povo diz: "com bem pouco se contenta uma criança", das antigas, dizemos nós.
Por analogia diremos: com bem pouco se contentam alguns "sindicalistas".
Nós estamos muito tristes e desgostosos, pelas vítimas que representamos.
Temos de continuar a lutar por melhores dias, porque isto não está bem, assim.
Cordiais Saudações Sindicais,
O Presidente da Direcção do Sindicato dos Enfermeiros,




José Azevedo







Nas nossas viagens pela blogosfera vamos encontrando algumas "pérolas" com piada, tais como esta!


Para pessoas desta qualidade,por hábito, tenho uma máxima que é "não discutas com idiotas, já que, eles têm mais práctica".


Mas, o problema é que este escreve, o que os outros pensam em voz baixa???


De facto, gostava de saber!!!


E, já agora, gostava também de saber o que o PR pensa destes comunicados?


Provavelmente, mais um alheamento da realidade, à semelhança do alheamento da juventude à política!!!


Só pode!!!!!!


De alheamento em alheamento, até à queda final, vamos mal, muuuiiiittttttoooooo mmmmmaaaallll!!!!!!!!!

25 de Abril: Cavaco Silva "impressionado" com ignorância dos jovens sobre o "Dia da Liberdade"


25.04.2008 - 12h31 Lusa
O Presidente da República, Cavaco Silva, mostrou-se hoje "impressionado" com a ignorância de muitos jovens sobre o 25 de Abril e o seu significado e denunciou uma "notória insatisfação" dos portugueses com o funcionamento da democracia.


No seu discurso na sessão comemorativa do 25 de Abril, no Parlamento, Cavaco Silva divulgou extractos de um estudo que mandou realizar sobre o alheamento da juventude face à política, e atribuiu parte da responsabilidade aos partidos políticos.



Discurso vigoroso e verdadeiro.


Vivi o antes, durante e depois do 25 de Abril na FML da UL e não posso estar mais de acordo com o PR.


O alheamento, das camadas mais jovens, da política é preocupante e pode comprometer o futuro!


"O futuro, a Deus pertence", como diz o povo, mas o povo faz esse futuro, e viu-se!

Estes Casos São Sempre De Crianças!

Será uma futura notícia mediática. Tem todos os ingredientes para tal!

Já li algumas notícias sobre esta situação.

Todas as pessoas com cancro merecem a minha atenção.

Profissionalmente cruzo-me com muitas pessoas com cancro. A muitos tenho que dar a notícia, quase do dia para a noite, e a muitos tenho que dizer para se prepararem.

Ainda há muito pouco tempo aconteceu isso.

Em cerca de 2 meses, a sintomatologia aparece e os exames complementares de diagnóstico revelam um tumor, já metastizado. Situação altamente grave com degradação rápida do estado geral.

 

Neste caso, leio sobre um jovem, com nome, idade, morada e com um cancro no intestino, grave sem dúvida.

Toda a identidade da pessoa que sofre é plasmada nos media. Os familiares, esses conseguem os seus minutos de glória, já habituados ao sofrimento do petiz e já vacinados contra a sua própria angústia.

Depois fala-se de tratamentos milagrosos, que não são descritos, feitos em clínicas que não são publicitadas, desconhecendo-se a sua credibilidade.

Depois apela-se à solidariedade popular com contribuição monetária.

Depois aparecem os beneméritos. Desses em geral não tenho pena, porque até poderiam oferecer muito mais.

Mas depois vem o povo anónimo.

Desse tenho pena, porque por vezes retiram das suas parcas economias de uma vida, "obrigados" pelo apelo directo "ao coração" que não pode deixar ninguém indiferente. O nosso ego funciona, ficamos tristes pelo que observamos e mais tristes se não ajudarmos um sofredor.

Assim, constrangidos pelas notícias, pelos pormenores, pela idade (ESTES CASOS SÃO SEMPRE DE CRIANÇAS!) lá nos vamos desfazendo das nossas economias, depois de os bancos já nos terem retirado as outras para as "n" prestações.

Assim vai a solidariedade no nosso país...

 

"PONTO DE VISTA

Para enegrecer o coração

Rafael Gomes, de Esmojães (Espinho), tem 8 anos e sofre, há quatro, de cancro no intestino delgado. Tem três irmãos: um de 4 anos, um de 13 e um de 17. O pai está desempregado desde que a doença de Rafael foi diagnosticada; a mãe é o único sustento da família, trabalha numa fábrica de rolhas.
A doença de Rafael está em fase terminal; o rapaz já fez mais de 175 sessões de quimioterapia e foi operado nove vezes. A última há um mês, quando os rins deixaram de funcionar. Uma clínica em Chicago, nos EUA, dispõe de um tratamento inovador, a última esperança de Rafael. Mas é tudo muito caro.
O presidente do Automóvel Clube de Portugal ofereceu três bilhetes de avião; uma amiga da família, Rosa Oliveira, abriu uma conta bancária com 100 euros para recolha de donativos; Felipe La Féria ofereceu a bilheteira do próximo domingo do espectáculo Jesus Cristo Superstar; nos dias 2 e 4 do mês que vem artistas nacionais oferecem a receita de dois espectáculos em Esmojães.
O Rafael poderá, assim, embarcar brevemente para os EUA, em busca desesperada da vida que tanto o castiga de dores enquanto tão absurdamente lhe foge. Por caridade. Trinta e quatro anos depois de Abril, o de todas as esperanças e desilusões.
joao.oliveira@tempomedicina.com
TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2008.04.28
0812891C28208JPO17G
"

terça-feira, abril 22, 2008

Até começa a parecer uma novela brasileira...

Mesmo depois de conhecido o elenco da MCSP III, a agitação por aquelas bandas continua...

Desta vez é uma carta dos elementos que se demitiram (ou foram demitidos, isto é uma confusão...) que não dá muito bem para se perceber a quem é dirigida, e que assinam como "Colegas e Servidores Públicos", carta essa que aparece no site do Sindicato Independente dos Médicos em http://www.simedicos.pt/ como anexo a uma das suas últimas notícias sobre a crise.


segunda-feira, abril 21, 2008

Impressionante: 92,3 por cento do total de e-mails enviados era spam!

"O estudo foi desenvolvido pela SophosLabs e teve como base uma análise às mensagens de correio electrónico enviadas para as suas redes destinadas a identificar spam.

Além de ter descoberto que 92,3 por cento do total de e-mails enviados era spam, o estudo revela que todos os dias são identificados cerca de 23300 sites relacionados com o envio de spam, o que dá uma média de um site por segundo.

Em relação aos países que mais enviam spam, a lista é liderada pelos EUA, que é responsável pela origem de 15,4 por cento do spam mundial, seguindo-se a Rússia, com 7,4 por cento e a Turquia, com 5,9 por cento.

A Sophos realça que as duas primeiras posições deste ranking do spam são ocupadas pelos mesmos países que já aí se encontravam no último trimestre de 2007, apesar de ambos terem tentado reduzir estes níveis.

Em comunicado Carole Theriault, senior security consultant da empresa, explica que «os EUA continuam a enviar mais spam do que qualquer outro país, mas a distância está a diminuir, o que sugere que os utilizadores estão a aprender melhor sobre utilizar o computador de forma segura e a conhecer mais regras de segurança».

Mas apesar os EUA liderarem no envio de spam, quando se faz uma análise por continente, quem lidera é a Ásia, responsável por 34,3 por cento do spam enviado durante o primeiro trimestre de 2008".

A fonte aqui.

INADMISSÌVEL !!!

Pessoal do INEM e bombeiros agredidos
21.04.2008, Catarina Gomes

Elementos de equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e de corporações de bombeiros "foram vítimas de agressão física por parte de populares" durante duas missões de socorro, uma em Abrantes e outra em Montemor-o-Novo, informou ontem o organismo público em nota de imprensa. Situações de agressões a membros de equipas de socorro já aconteceram no passado mas são "esporádicas", refere fonte oficial do INEM. O que acontece é que nestes dois casos, que envolveram murros e pontapés, os incidentes ocorreram com pouco intervalo entre si, "nas últimas 24 horas [no sábado]".

No caso de Abrantes, o médico que seguia na viatura médica de emergência e reanimação (VMER) teve mesmo de ser observado no Serviço de Urgência do hospital da cidade devido aos ferimentos so-fridos, "tendo ainda assim regressado ao trabalho e concluído o seu turno". A equipa do INEM de Abrantes decidiu apresentar queixa dos agressores às autoridades. Neste incidente, em que também interveio a corporação de bombeiros da cidade, as equipas foram chamadas ao local depois de uma situação de paragem cárdio-respiratória, estando a pessoa já morta aquando da chegada da emergência médica, informou fonte oficial do INEM. No caso de Montemor-o-Novo tratava-se de uma situação em que a vítima se encontrava numa situação de forte instabilidade emocional. A nota diz que não estiveram em causa atrasos na chegada da viatura.

"Em qualquer uma das situações não se registou qualquer funcionamento anómalo, tendo o socorro decorrido de forma tão célere quanto possível", lê-se. No caso de Abrantes, o socorro chegou em seis minutos, adianta a mesma fonte.A nota enviada aos órgãos de co-municação social "lamenta estes dois incidentes, sensibilizando para que o trabalho de todos estes profissionais deva ser por todos apoiado edefendido". O documento nota ainda que as equipas de emergência médica, quer sejam do INEM, dos bombeiros ou da Cruz Vermelha, "dão em cada momento o seu melhor, trabalhando muitas vezes em situações díficeis".

domingo, abril 20, 2008

Para "arrumar" com o este problema de uma vez!! Chega de fantasias!!

Divulgação de uma mensagem tornada pública no grupo de discussão da MGFamiliar, que retrata o que sucedeu na MCSP.


Caros Todos
Amanhã haverá uma nova Missão Coordenada pelo Luis Pisco
Que se encerre hoje o processo da crise que se abriu e que amanhã falemos da implementação do Modelo B e de mais USFs
Em baixo um resumo de uma reunião do Conselho Executivo que explicam as razões da crise.
O Luís Pisco não concordou e opôs-se aos ponto 5.

Perante o resultado da reunião, enviar por escrito à Ministra anossa decisão:5.1.-Continuar em funções após 12 de Abril. Se assim for, a MCSP éreestruturada, passando as ERA para as ARS e a MCSP passa a ter umapequena equipa com consultores para a área da implementação dos ACES,impondo uma determinada quota para a escolha directa de Directoresexecutivos. provavelmente, mtos Missionárias e das ERAs deverão serfuturos DE indicados pela MCSP;5.2.-A MCSP termina as suas funções a 12 de Abril de 2008

A partir daqui a MCSP entrou em crise e em paralisia pelo que o Luis Pisco teve que clarificar as coisas o que fez numa reunião em 7 de Abril. Declarou-se incapaz de continuar com uma Equipa que pensava assim e que queria aquilo, pelo que iria pedir a Demissão à Ministra. A Maioria da MSCP aceitou e preparou-se para eleger outro coordenador.
Só que a maioria dos elementos da Missão, esqueceu-se que a MCSP não é uma Comissão Política de um Movimento; que a MCSP é um organismo criado e dependente do Governo e que tirando o Coordenador todos os outros são meramente acessores do coordenador e nomeados a seu pedido.
Obviamente a Ministra não aceitou o pedido de demissão do Luís Pisco, a quem eu aqui chamei Peça Única por ser a única pessoa que pela sua integridade e dedicação à reforma goza em simultâneo de confiança do Governo e dos profissionais.
Ouve várias tentativas de conciliação mas a divulgação anónima para o Público, no domingo dia 13 de Março, véspera de uma reunião decisiva do Luís Pisco com a ministra de um projecto de acta como de uma acta final se tratasse, em que aparece a razão da demissão do Luis Pisco como meramente uma incapacidade pessoal omitindo as razões da profunda divergência que o levaram a demitir-se perante persistência dos da maioria dos restantes elementos, só agravou as coisas. É claro que aquela divulgação apenas visava dar como consumada a saída do Luis Pisco.
Quando no dia seguinte o Luis Pisco sai da reunião com a Ministra reconfirmado no lugar, tem a notícia que um grupo de missionários tinha se reunido em Coimbra e enviado o seu pedido de demissão directamente para a Ministra. A partir daqui deixou de haver qualquer hipótese de reconciliação

Posteriormente foi lançada uma campanha de desinformação anónima que chegou a pontos delirantes mas que minava a integridade e o prestígio do Luis Pisco. Até muito tarde os demissionários acreditaram que conseguiriam que o Luis Pisco fosse afastado e que eles continuariam, pelo que foi com surpresa que receberam a carta da ministra a aceitar o seu pedido de demissão.
Tenho pena pelo que aconteceu. Tenho pena pelas pessoas que saíram que muito deram de si a este projecto do qual eu sou beneficiário e que muito me ajudaram e às quais estou agradecido.
Mas o Luis Pisco tem razão.

António Alvim

_______________________________De: João Rodrigues [mailto:
smzcjnr@gmail.com]Enviada: quinta-feira, 13 de Março de 2008 15:28Para: Luis Pisco; Cristina Correia; José Fragoeiro; Carlos Nunes;Horácio CovitaAssunto: Resumo da reunião da CE da MCSPCarosAs viagens de comboio, apesar de alguns saltos, tb. dão para rever a matéria.Por isso, aí vai o resumo possível da nossa reunião.Em resumo foi analisado o momento actual e decidido o seguinte:

A-USF
1-Finalizar a legislação pendente do modelo B (Portaria e Despacho e
consequente suporte informático para o pagamento) até à próxima 2ª.feira. Terça vai haver reunião com os parceiros, onde deverão serassinadas as actas. Tb. na terça, a MCSP deverá entregar a proposta deDespacho para a Ministra analisar e assinar.

2-Divulgar na próxima quarta ou quinta, em nota informativa da MCSP, aabertura de candidaturas a modelo B, de USF já em funcionamento,modelo A, no próximo dia 7 de Abril, dia mundial da saúde.
3-O HC vai coordenar todo o processo de candidaturas a modelo B,mantendo-se, na generalidade a mesma metologia, devendo encontrar-seuma bolsa de 20 a 25 pessoas, preparadas, para em full time, avaliaremas candidaturas, durantes os meses der Maio e Junho. Objectivo, ter omaior nº possível de USF de modelo B em funcionamento no 2º semestrede 2008.
4-As 36 candidaturas com PT favorável deverão avançar no dia 2 de Maiocomo USF de modleo B. Até lá, em Abril, a MCSP deverá coordenar oprocesso de contratualização (Actividades espdecificas e explicação daportaria e do despacho) com os DC das ARS.
5-Pressionar para que rapidamente aconteça a formação para as USF eque sejam in stalados nas USF piloto os quiso e portal electrónico.
6-Reunião na próxima quarta, manhã, da TASK Force nacional, oscoordenadores das ERAs e o SES. Devemos prepsrar com dados e metasobjectivas essa dita reunião.

B-ACES
1-Clarificar o conceito de "Natureza Jurídica" dos futuros ACES. Vamoslevantar a questão ao gabinete para se pdeir à Procudaria Geral daRepública e vamos pedir ao Prof. CAbreu a sua opinião.
2-Fazer o trabalho de casa que ficou decidido na última reunião com osPresidentes das ARS.
3-Estudar a sensibilidade das ARS e SES, na próxima reunião de dia19.03 (quarta) com os Presidentes das ARS e SES.
5-Perante o resultado da reunião, enviar por escrito à Ministra anossa decisão:
5.1.-Continuar em funções após 12 de Abril. Se assim for, a MCSP é
reestruturada, passando as ERA para as ARS e a MCSP passa a ter umapequena equipa com consultores para a área da implementação dos ACES,impondo uma determinada quota para a escolha directa de Directoresexecutivos. provavelmente, mtos Missionárias e das ERAs deverão serfuturos DE indicados pela MCSP;

5.2.-A MCSP termina as suas funções a 12 de Abril de 2008.
1 abraço
JR


O Médico Explica Medicina a Intelectuais, teve acesso a toda a documentação e e-mails, relacionados com o caso, pelo que agradece que este problema fique "arrumado", chega de fantasias!!

Mais uma vez se prova que não há fumo sem fogo e que esta tentativa de branqueamento só agrava o problema, criando inimizades e roturas definitivas!!

Não há pachorra para isto, sejam homenzinhos!!

sábado, abril 19, 2008

As Demissões: O Esclarecimento do Dr João Rodrigues (Um deMissionáio) da FNAM.

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João Rodrigues (em baixo) diz esperar que as demissões “tenham alertado o poder político e o coordenador da Missão”, Luís Pisco (em cima).

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"Reestruturação dos centros de saúde na origem das demissões

Maioria da equipa abandona MCSP

Pode bem dizer-se que os mais recentes dias vividos pela Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) têm sido de agitação. Que começou com a apresentação da demissão de Luís Pisco, prosseguiu com Ana Jorge a garantir-lhe a confiança política e terminou com a demissão de 10 membros da equipa.


“Havia desde há uns tempos uma divergência profunda em relação à capacidade da Missão para cumprir os desígnios da resolução do Conselho de Ministros, nomeadamente em relação à reconfiguração dos centros de saúde e à implementação dos agrupamentos.” Esta foi a explicação de João Rodrigues para a demissão de oito dos 12 membros da equipa nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários, que saíram acompanhados pelos responsáveis de duas equipas regionais de apoio (ERA).


Para além de João Rodrigues, apresentaram a demissão António Rodrigues, Carlos Nunes, Cristina Correia, Horácio Covita, João Nunes Rodrigues, José Luís Nunes, Maria do Carmo Ferreira e Maria Branco da Silva, e também saíram o coordenador da ERA do Norte, Henrique Botelho, e o responsável da ERA do Centro, António Jorge Barroso.


Em declarações ao “Tempo Medicina”, João Rodrigues explicou que as “questões de fundo” para a saída dos dirigentes estão relacionadas com o que o grupo considera “o não cumprimento” da resolução do Conselho de Ministros n.º 60/2007, que renovou o mandato da MCSP por mais dois anos. “Não têm nada a ver com as nomeações dos Aces”, assegurou.


Segundo contou o médico, o documento emanado pela tutela dava à Missão a incumbência de “liderar” o processo de reconfiguração dos centros de saúde e a criação dos novos agrupamentos. Todavia, na opinião do grupo demissionário, até à data “só foi cumprida uma pequena parte” dessas tarefas, com a publicação, no Diário da República de 22 de Fevereiro deste ano, do decreto-lei dos Aces.


Para trás ficaram outras incumbências “muito mais importantes”, tais como a elaboração da carta de missão dos futuros directores executivos, publicitar os critérios para a nomeação dos futuros dirigentes dos Aces e as tarefas do futuro conselho clínico, especificar como se fará a extinção das sub-regiões de Saúde, que tipo de unidade de apoio à gestão terão os agrupamentos e quais serão os indicadores para acompanhar a execução das futuras estruturas.


Na versão do médico demissionário, estes documentos “têm de ser feitos pela Missão”, tal como aconteceu com a documentação relativa às unidades de saúde familiar, mas até agora nada está feito e Luís Pisco “recusava” empreender este trabalho. “Esperemos que estas demissões tenham alertado o poder político e o coordenador da Missão para a obrigatoriedade de fazer estas tarefas”, desabafou João Rodrigues.


O desconforto relativamente a esta situação já era sentido na equipa desde Outubro passado e João Rodrigues revelou ao “TM” que, nessa altura, já tinha apresentado a sua demissão, mas foi-lhe pedido que permanecesse até ser concluído o processo referente ao modelo B.


Novas nomeações prontas


Contactado pelo nosso Jornal, Luís Pisco confirmou o essencial das notícias publicadas na semana passada na Imprensa generalista. Recorde-se que, logo na segunda-feira, veio a público o pedido de demissão do coordenador da MCSP, por considerar que não tinha condições para levar para a frente a tarefa de reconfiguração dos centros de saúde. Luís Pisco assegurou ao “TM” estar garantida a continuidade da reforma dos CSP.
O coordenador garantiu ainda que já tinha a nova equipa definida, embora preferisse não adiantar nomes, e que iria entregar essa lista à ministra da Saúde na passada sexta-feira, dia 18.


O nosso Jornal conseguiu chegar à fala com Armando Brito de Sá, que a par de João Moura Reis e José Miguel Fragoeiro — assim como os responsáveis das ERA de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve — não assinaram o pedido colectivo de demissão. O médico desconhecia se havia mais demissões e declarou que mantinha “total lealdade para com o projecto” e “solidariedade” para com o coordenador, e lembrou que o lugar que ocupa está sempre “à disposição do responsável da MCSP se este entender que deve ser ocupado por outra pessoa”.
Rita Vassal José M. Antunes "
TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2008.04.21

sexta-feira, abril 18, 2008

E se a VMER estivesse disponível? Seria o resultado diferente?

Título da notícia do JN ( Mulher morreu enquanto VMER estava sem médico ) até poderia fazer supor que o infausto desfecho se ficou a dever ao facto de a VMER de Vila Real estar inoperacional por falta de médico quando foi chamada. O certo é que a doente estaria em fase terminal (adiantada) de uma doença neoplásica e pouco poderia ser feito... E há que não deixar de ter em conta o factor psicológico que esse apoio constituiria...

Tal não invalida que esta situação, diria até... mais esta situação..., revele a fragilidade dos meios de socorro pré-hospitalar dada a falta de recursos humanos médicos próprios do INEM e a insuficiencia de recursos humanos médicos do Hospital de Vila Real alocados a uma actuação sensível e prioritária como o é a da VMER...

Farmacêutica Merck contratou médicos para assinar artigos científicos

17.04.2008 - 17h43 PÚBLICO
A empresa farmacêutica Merck procurou investigadores externos para serem autores principais dos artigos científicos sobre o medicamento Vioxx, revela um artigo publicado esta terça-feira no "site" da revista JAMA (The Journal of the American Medical Association).

Segundo o estudo, a empresa, cujas experiências eram elaboradas, executadas, analisadas e escritas por cientistas internos, convidava posteriormente investigadores externos apenas para dar nome aos artigos. A função destes investigadores limitava-se, muitas vezes, à leitura e edição do artigo.


Só agora, passados uns anos de ter sido proibido a comercialização do Vioxx, é que vimos a saber parte do que se passou para se iniciar a sua introdução no mercado mundial.

O que se passou, não pode ser aceite fácilmente por uma comunidade científica como a nossa, já que, o nosso objectivo é o bem estar do doente e não o aspecto mercantilista do negócio, ainda por cima adulterado por "médicos" (será que o são?).

Deixo como sugestão de leitura, para este fim de semana chuvoso, um artigo da Susan Haack, The integrity of science; what it means, why it matters.

Esclarecimento!

Não sei quem é o miserável cobarde que se esconde sob a capa do anonimato nesta mensagem sórdida. Direi apenas duas coisas: (i)que este discurso é delirante e que (ii) além de José Miguel Fragoeiro, jurista, dois médicos permaneceram ao lado do Luís Pisco e não se demitiram: João Moura Reis e eu mesmo, Armando Brito de Sá, médico de família e professor da FML, sem medo de dar a cara por aquilo em que acredito. Ou seja, de doze elementos da Missão saem oito e ficam quatro. Os restantes dois elementos que perfazem dez pessoas que se demitem são os coordenadores regionais do Norte e do Centro.Um abraço ao MEMI.


MEMAI, agradece o esclarecimento do Professor Dr.º Armando Brito de Sá e retribui o abraço.

De um E-mail Anónimo... Com Muitos Pormenores ... Sobre o Terramoto da Missão!

"Cotejando a informação e dados auscultados pelo país durante o dia, segue um conjunto de informações pertinentes para analisar o quadro, reflectir e perspectivar.

Ampliar o conhecimento da versão adequada do que se passou e está em causa, nesta fase e na minha opinião, só ajuda à potencial fase seguinte. Por isso aí vai:

Face à demissão da MCSP é importante que tenhamos a informação necessária para poder ajuizar/saber/avaliar o que está em causa com esta demissão.

Ou seja:

A – Primeiro demite-se o LPisco

B – Ministra não aceita a demissão; convoca reunião com a Executiva da MCSP e ficam de encontrar um linha de acção para prosseguir o trabalho; fazem esse trabalho numa reunião em que LPisco não aparece; Face a tudo isto, 10 dos 12 (LPisco e Jurista/Fragoeiro) apresentam demissão; Ministra assume perante todos os 12 em reunião que não aceita a demissão; Depois LPisco vai à Ministra e é reconduzido e ela demite todos os restantes

C - Alguma informação factual sobre estas últimas semanas:

1-No dia 7 de Abril o coordenador da MCSP, em reunião geral, apresentou a sua demissão, tendo como objectivo acabar com a própria Missão (acta em anexo);

2-Como não conseguiu ter solidariedade da equipa, para acabar com a MCSP, foi no dia seguinte, 3ª. feira, apresentar a sua demissão à Ministra, informando-a que não conseguia lidar com as ARS e por isso se demitia, sendo incapaz de levar para a frente a reforma. A ministra não aceitou e convocou reunião com a Comissão Executiva da MCSP para quinta-feira, dia 10.04.

3-Após a reunião de quinta-feira, a Comissão Executiva ficou de encontrar uma solução de consenso interno até 2ª. feira dia 14.4

4-De quinta a 2ª. feira, o coordenador isolou-se e não aceitou dialogar com ninguém.

5-Perante tal facto, foi marcada reunião com conhecimento da Srª. Ministra para Coimbra para dia 14.04.

6-O coordenador não apareceu. Perante tal facto, foi enviado à Ministra o pedido de demissão de 10 membros (no dia 14.04).

7-Terça, dia 15.04, são todos chamados para reunir com a Ministra e o SES, tendo sido todos confrontados com a não aceitação do pedido de demissão apresentado no dia anterior. Passado 3,5 horas de reunião (18h-21h30), chegaram ao consenso de que o LPisco continuaria coordenador, ficando marcada reunião de trabalho para a proxima 2ª. feira, dia 21.04 com o objectivo de aprovar um plano estratégico para a implementação dos ACES.

8-Quarta, dia 16.04, hoje, Coordenador da MCSP estava às 8/9h no Ministério. A partir das 10h30, a comunicação social divulga as demissões e o LPisco tem autorização da Ana Jorge para convidar novos elementos. A REVIRAVOLTA ACONTECEU ENTRE AS 21H30 DE ONTEM E AS 10H00 DE HOJE. O que terá acontecido?

Em suma:

1-O Coordenador da MCSP anda há pelo menos 6 meses a adiar a reconfiguração dos CS e implementação dos ACES, porque efectivamente não quer continuar a reforma dos CS (segundo dizem).

2-A Ministra recusa às 18h de terça (ontem) as demissões e passados umas horas, manhã seguinte, sem qq tipo de contacto com ninguém, a Ministra já aceita as demissões e dá luz verde ao LPisco de se livrar dos 10 elementos, como sempre ele quiz fazer (segundo dizem).

D - Por último, reter algumas informações que se cruzam com tudo isto:

1 – Independentemente da nossa opinião, enquanto enfermeiros, sobre as USF e ACES, para todos os efeitos, esta reforma está no domínio do SNS, sector público/Estado

2 – Os ACES, enquanto estrutura pública, de fosse bem aplicada e se funcionasse, atirava borda fora as USF Privadas (as tais, e outras) que estão planeadas para todo o país em Centros Comerciais pela Sanusquali/Delarrue/PSD … o MS/actual MCSP/IAPMEI nunca deu saída ao Projecto apresentado) e as Coorperativas geridas por médicos (SIM que vem do tempo do LFP). Tudo isto depois faria convenções com o Estado. Isto para além de outros interesses em presença e em movimento.

3 – Parece que o papel do Coordenador da MCSP seria colocar de pé as USF Modelo B e depois saía …logo se via …teve que gramar os ACES e … não podendo por em prática compromissos assumidos na obscura Santíssima Trindade … fez o plano de saída vitimizado, para, reforçando o seu poder limpar o resto desta MCSP que se tem oposto a algumas coisas

4 – dizer que Ana Jorge, Luís Pisco, Branco/ARS, Sustelo/CHLCentral; Purificação/EnfDirecSMaria/actual Assessora da Ministra; EnfDirect da ULSMatosinhos e GPS; entre mais uns 20 frequentaram o mesmo curso na ASEE/EscUnivNavarra, histórica e publicamente da OPUS DEI (isto tudo é público porque está nos sites). Dizem que só entra quem se inscreve na Santíssima Trindade da Prelatura de Escrivã.

5 – Não esqueçam as enormes pressões (n noticias) dos grandes grupos privados da saúde em torno das PPP face ao governo já não concessionar a gestão clinica

Isto é apenas o início.

Abraço"

A Confusão na Missão, Vista do Sol!

Tem havido muitas versões, até já li que era uma guerra Norte/Sul...

Esperemos que a nova equipa, tecnicamente seja tão capaz como a anterior...

"Coordenador da reforma dos centros de saúde

Pisco mantém-se em funções mas com nova equipa

Por Graça Rosendo

O coordenador da reforma dos cuidados de saúde primários vai manter-se em funções, tendo retirado o pedido de demissão hoje mesmo. Em contrapartida, a ministra da Saúde aceitou hoje de manhã o pedido de demissão de vários membros da estrutura de missão coordenada por Luis Pisco, devendo agora este reconstituir a equipa que dirige, soube o SOL de fonte oficial do Ministério da Saúde

O médico Luís Pisco esteve esta manhã no gabinete da ministra da Saúde, Ana Jorge, e ia preparado para formalizar definitivamente a demissão do cargo que ocupava há três anos.

Pisco já na semana passada tinha posto o lugar à disposição da ministra, na sequência de um conflito entre os elementos da equipa que coordenava, e que o médico não conseguiu ultrapassar.

Quando soube dos motivos de Pisco, Ana Jorge informou-o, de imediato, que não aceitaria o seu pedido de demissão, tendo insistido para que o médico se mantivesse no lugar e reorganizasse a sua equipa, na estrutura de missão para a reforma dos cuidados primários – decisão que aconteceu hoje de manhã.

A situação, no entanto, podia ter tido um desfecho diferente, já esta semana. É que a ministra convocou uma reunião com todos os membros da estrutura de missão de Pisco, numa tentativa de conciliar todos e ultrapassar o conflito. Essa tentativa não foi do agrado de Pisco que, por isso, se preparava para, esta manhã, se demitir definitivamente do cargo. O médico, porém, voltou a recuar, tendo-se mantido mas agora com uma nova equipa.

O conflito interno começou quando, há cerca de duas semanas, um grupo de elementos da estrutura de missão exigiu ao coordenador ter uma ‘quota-parte’ na decisão das nomeações que estão a ser feitas para a direcção dos agrupamentos de centros de saúde.

Segundo as nossas fontes, Pisco terá reagido negativamente, argumentando que a decisão sobre essas nomeações nunca poderia ser feita por ‘quotas’ e que ela cabia exclusivamente à ministra da Saúde.

O médico terá afirmado ainda que, caso essa situação viesse a verificar-se, ele não teria alternativa senão demitir-se. Foi isso mesmo que ficou escrito na acta da reunião da estrutura de missão, a qual foi divulgada no inicio desta semana pelo jornal Público.

Pisco foi nomeado pelo ex-ministro Correia de Campos para estudar e coordenar uma das principais reformas da Saúde, que a própria Ana Jorge elegeu também como principal bandeira.

Esta seria a quarta demissão de peso no Ministério da Saúde herdado por Ana Jorge. Eduardo Barroso, coordenador nacional da transplantes, foi o primeiro, seguindo-se Seabra-Gomes e Joaquim Gouveia, responsáveis pelos programas de prevenção e combate às doenças do coração e oncológicas, respectivamente. Ainda nenhum foi substituído, mantendo-se apenas em funções o médico Joaquim Gouveia, aguardando a nomeação do seu substituto.

graca.rosendo@sol.pt"

quarta-feira, abril 16, 2008

Utentes do SNS prejudicados

Cláusulas abusivas? Então quem paga a tempo e horas não tem o direito a exigir atendimento prioritário? E o Estado, neste caso o SNS, que vai vivendo à custa do título de ser figura de bem mas que é um dos maiores caloteiros , não é censurado pela ERS?

Utentes do SNS prejudicados no privado porque Estado paga pior
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325985&idCanal=62
Um utente de uma clínica fisiátrica no Norte do país queixou-se à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) depois de ter esperado mais tempo para ser atendido, por ser do Sistema Nacional de Saúde (SNS), do que doentes particulares e de outras entidades com quem a unidade privada tem acordo. A ERS deu razão ao reclamante e detectou, em contratos assinados com seguradoras de saúde, "cláusulas abusivas" que exigem "tratamento preferencial e prioritário dos seus utentes".

O Interior é Que Deveria Desistir Deste Embuste.

Este senhor é o mesmo do projecto Netmédico, que deixou cair defraudando milhares de médicos.... Aliás na sua vida só há coisas nefastas!

No Dário de Notícias:

 

"Grupo privado ameaça desistir do interior


DIANA MENDES
RODRIGO CABRITA-ARQIVO DN

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Bragança, Castelo Branco, Évora ou Portalegre e outros distritos do interior correm risco de não vir a beneficiar do projecto Casas da Saúde. Nuno Delerue, presidente do conselho de administração da Sanusquali, disse ao DN que propôs ao Governo "criar unidades em zonas de oferta deficiente ou nula", mediante contrapartidas como o benefício de convenções com o Serviço Nacional de Saúde. Apesar do "interesse do Ministério da Economia", o grupo espera uma resposta há oito meses e diz agora que o prazo está a esgotar-se".
O projecto de 25 unidades e com um valor de investimento de 1239 milhões de euros visava uma unidade em cada distrito, "mesmo em zonas do interior onde é difícil rentabilizar" e onde, por essa razão, os prestadores privados não investem. Cada unidade, com valências habituais como pediatria ou oftalmologia, deve ser complementada com farmácias, venda de produtos e dispositivos médicos e até unidades de saúde familiar. A grande novidade está na criação de unidades com urgências.
O grupo privado liderado por personalidades como o ex-bastonário da Ordem dos Médicos Germano de Sousa, Miguel Gouveia e José Vila Nova, pretendia fazer uma parceria com o Estado, que iria criar cinco mil postos de trabalho: "Admitimos que o Governo escolhesse o local do distrito onde abrir a unidade, mas impusemos contrapartidas: acesso ao regime de convenções, licenciamento, possibilidade de abrir USF e incentivos fiscais", diz Nuno Delerue.
As condições têm de ser analisadas pelo Ministério da Economia e da Inovação, via AICEP, tendo sido feita, até, uma candidatura a Projecto de Interesse Nacional (PIN). A proposta foi recusada porque "ainda não tínhamos os locais das Casas da Saúde, mas vamos fazê-lo". Em 15 dias vai concluir o processo, que envolveu a análise de 68 concelhos. Se não tiver resposta, "posso alterar a localização das unidades. Não somos obrigados a assumir o compromisso".
O responsável garante, no entanto, que as Casas da Saúde vão ser criadas. "Há zonas como o Algarve ou o litoral que têm interesse. Agora, alguém terá de explicar porque é que metade do País saiu da rede".
Convenções livres
A AICEP pediu esclarecimentos à Administração central do Sistema de Saúde sobre a possibilidade de haver convenção com as Casas da Saúde. Em Novembro, a ACSS frisou estar em desenvolvimento um "modelo de gestão" e que, como tal, a adesão de convencionados está "condicionada". A ministra da Saúde, Ana Jorge, já anunciou que iria reabrir o regime de convenções. Nestas circunstâncias, a Sanusquali também pode mudar de ideias, por efeitos de concorrência. "Neste caso, o Estado terá de nos dizer o que está disponível a fazer para que façamos uma rede que interesse ao País". O DN tentou contactar o Ministério da Saúde e da Economia, mas sem sucesso.
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terça-feira, abril 15, 2008

Urgências do S. Francisco Xavier não cumprem mínimos tecnicos

O Sindicato Independente dos Médicos divulgou hoje que os chefes de equipa de urgência do Hospital S. Francisco Xavier - Lisboa apresentaram a sua demissão como protesto e alerta para o facto de a constituição das equipas de urgência daquele hospital estarem a funcionar com muito menos médicos de Medicina Interna que aqueles que a Ordem dos Médicos recomenda.
Será de esperar que este organismo, a que cabe velar pela qualidade do exercício técnico da Medicina e pela melhor prestação de cuidados aos doentes, não se distraia e zele pelo cumprimento das suas próprias orientações
Ver aqui.

segunda-feira, abril 14, 2008

Coordenador dos cuidados de saúde primários afinal mantém-se

14.04.2008 - 10h44 PÚBLICO, com Lusa
O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários , Luís Pisco, vai manter-se em funções, depois de uma reunião com a ministra da Saúde para analisar o seu pedido de demissão, disse hoje fonte oficial.



Prevaleceu o bom senso e a continuidade do trabalho que tem sido desenvolvido pelo Drº Luís Pisco, coordenador da Missão para os Cuidados de Saúde Primários.

Aguardemos agora, as novas iniciativas da MCSP, para continuar a reforma dos CSP.