domingo, maio 18, 2008

Haja moralidade! Ou comem todos (antibiótico) ou não come nenhum!

Num Domingo que não é hoje para mim dia de descanso semanal, o locutor da TSF informa no Jornal das 8 que o Sr. Primeiro Ministro teve que recorrer ontem ao serviço de urgência no Hospital de Santo António no Porto por estar com febre... E não acredito no que ouvi!

Metem no ar as declarações do visado e neste caso doente, que na sua voz e estilo inconfundíveis diz ao povo português que "tudo não passou de um síndrome gripal, deram-me um antibiótico, e já me sinto muito melhor !"



Abençoado(a) médico(a), tarefeiro, Interno ou Especialista ( ou teria sido o proprio chefe de equipa ?), que para tratar uma doença vírica do PM lhe pespegou um antibiotico! Os resultados estão à vista, é o próprio doente que diz que se sente muito melhor ( algo a que o facto de ter deixado de fumar também não será estranho...) .



A partir de agora, todo e qualquer doente estará no direito de se queixar do médico que não lhe receitar no serviço de urgência um antibiótico quando estiver engripado ou com uma virose aparentada... Então se o PM tem direito a um porque é que ele também não há-de ter?
É com exemplos destes que se educa para a saúde a nossa população...

quinta-feira, maio 15, 2008

Denúncias sobre a ULS de Matosinhos


médicaquetambémexplica disse...
acresce a esta vergonha, o facto de serviços como o de Oftalmologia do H Pedro Hispano, Matosinhos, que não dão resposta aos pedidos de consulta dos médicos de família da área de referência (só permitindo, por exemplo, o acesso à lista de espera para consulta a doentes com relatório de Oftalmologista privado indicando diagnóstico de patologia cirúrgica), serviços como este ainda têm a brilhante ideia de ir aos Centros de Saúde de Matosinhos fazer "rastreios", com cartazes e folhetos coloridos anunciando factores de risco para cegueira, alarmando os doentes, sem oferecerem depois nem capacidade de rastrear todos os que alarmaram, nem resposta aceitável para os rastreados.não sei como é que isto é suportado por utentes, por nós médicos de família e pelos directores dos CS!
Domingo, Maio 11, 2008


médicaquetambémexplica disse...
a experiência na ULS Matosinhos corre bastante mal. por exemplo, uma TAC osteo-articular neste momento, já não tem marcações até ao fim do ano. TAC realizadas cerca de um mês depois de solictadas, demoram 2 meses a ter um relatório disponível. TAC com alterações grosseiras e severas (um tumor renal, um fígado metastizado, pelo menos essas 2 ocorreram no meu CS) não são relatadas prioritariamente nem geram um alerta imediato ao médico que as pediu, como acontecia em qualquer entidade privada convencionada.com é que todos nós (utentes, profissionais e chefias) continuamos a permitir isto?
Domingo, Maio 11, 2008



Esta médica, em comentários a posts anteriores do MEMAI, faz denúncias a ter em conta e a merecer adequada averiguação e intervenção de quem de direito...


Pela parte que me toca, o contributo da MEDICAQUETAMBÉMEXPLICA será sempre bem vindo.


Estas denúncias na blogosfera, muitas vezes sob o anonimato, necessitam contudo de confirmação e/ou desmentido dos implicados e dos responsáveis.


O MEMAI está igualmente aberto à divulgação dessas informações

Como acabar com as listas de espera de Oftalmo (sem ir a Cuba ou a Badajoz)

15 Mai 2008, 08:39h O MIRANTE

Centenas de utentes de Tomar esquecidos para consultas de oftalmologia


Há dois anos a médica de família de Ilda Santos passou uma credencial com a indicação de urgente para uma consulta de oftalmologia no Hospital de Tomar. Há 15 dias a utente telefonou para o serviço hospitalar para saber quando teria a tal consulta e foi informada de que nunca ali tinha chegado o pedido.


O Centro de Saúde de Tomar, unidade onde está inscrita, esqueceu-se de enviar o seu processo para o hospital. O seu e o de mais algumas centenas de utentes que, como Ilda, aguardavam pela chamada. A situação já levou a uma intervenção da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).


Nos serviços administrativos do Centro de Saúde da Nabância, em Tomar, há um caixote de papelão cheio de credenciais de utentes para marcação de consultas oftalmológicas no hospital de Tomar. Cartas passadas pelos médicos de família que não seguiram os trâmites normais por “esquecimento”. Esta é a palavra utilizada pelo presidente da ARSLVT para definir uma situação que diz não entender mas ter de ser rapidamente resolvida. Sem prejuízo dos utentes.


A situação das credenciais “esquecidas” foi desencadeada no final do ano passado, quando o sistema informático da saúde, denominado Alert, entrou em funcionamento no Centro Hospitalar do Médio Tejo – que engloba as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Nessa altura o serviço de oftalmologia informou os centros de saúde que não receberia mais pedidos de marcação de consultas por carta mas sim por via informática, devolvendo à procedência as credenciais que tinham sido passadas desde Outubro de 2007 até meados de Fevereiro deste ano. E só aí se verificou que havia milhares de utentes – de vários centros de saúde da região - que estavam em lista de espera para marcação de consultas devido ao facto de aquele serviço hospitalar trabalhar por quotas.

E o que vai acontecer aquelas que estão a mais e/ou ilegais?

De acordo com regime jurídico do sector
Infarmed diz que há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa

15.05.2008 - 13h11 Lusa

Segundo o Infarmed, no concelho de Lisboa há 159 farmácias a mais das que deveriam existir à luz do regime jurídico do sector, que estabelece uma população mínima por cada estabelecimento e distâncias entre farmácias e entre estas e unidades de saúde. No total do país, são 224 as farmácias que poderão pedir a transferência de localização por causa das novas regras do regime jurídico das farmácias.

Em aviso publicado hoje em Diário da República, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) abre a possibilidade de transferência de farmácias com capitação inferior à prevista legalmente (3500 habitantes por farmácia) para concelhos limítrofes. Trata-se do preenchimento das primeiras vagas abertas no âmbito das novas regras de licenciamento de farmácias, que posteriormente levarão à abertura de outras vagas a nível nacional para novas farmácias segundo o modelo de liberalização da propriedade.

Segundo a portaria de Novembro de 2007, que fixa os procedimentos de licenciamento e atribuição de alvará a novas farmácias e da transferência de localização, a capitação mínima é de 3500 habitantes por farmácia aberta no município, excepto quando o estabelecimento é instalado a pelo menos dois quilómetros de outro mais próximo. São ainda estabelecidas distâncias mínimas de 350 metros entre farmácias e de 100 metros entre farmácias e extensões de saúde, centros de saúde e hospitais. A excepção a esta última regra apenas acontece em localidades com menos de quatro mil habitantes.

À luz destas regras e segundo o aviso hoje publicado há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa, 49 no concelho do Porto, oito no distrito de Santarém, cinco no distrito de Vila Real, duas no concelho de Tavira (Faro) e uma em Murtosa (Aveiro). Para possibilitar a transferência aos proprietários que assim o desejarem, foram abertas 78 vagas na área metropolitana de Lisboa e 68 no distrito do Porto. Há ainda quatro vagas no distrito de Aveiro, oito no distrito de Faro, três para o distrito de Santarém e duas para receber as farmácias identificadas a mais em concelhos de Vila Real. Os proprietários das farmácias têm agora três meses para requerer a transferência.

Investir na Prevenção é o caminho correcto

Saúde: Raparigas de 13 anos são o primeiro grupo etário a ser imunizado
Vacinas custam 23,3 milhões

Correio da Manhã

O Ministério da Saúde vai gastar este ano 23,3 milhões de euros para o fornecimento de tuberculinas e vacinas. Este ano o Estado investe mais, porque a despesa inclui 15 milhões de euros necessários à aquisição da nova vacina contra o vírus do papiloma humano (VPH), um vírus que provoca o cancro do colo do útero.

Em declarações ao CM, Graça Freitas, subdirectora-geral da aúde, afirmou que os 15 milhões de euros para a aquisição da nova vacina contra o VPH, que entra no Plano Nacional de Vacinação, destinam-se apenas a um único grupo etário. Neste ano, começam a ser vacinadas, a partir de Setembro, as raparigas com 13 anos.

quarta-feira, maio 14, 2008

Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco



14.05.2008 - 08h42 Joana Ferreira da Costa, Luciano Alvarez, Romana Borja-Santos, Público



Os constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates.Mas a situação não é inédita, pois nas viagens com o Presidente da República, Cavaco Silva, as pessoas que o acompanham também costumam fumar. A TAP considerou, contudo, todos estes casos "normais" em serviços especiais fretados.



Onde estão os princípios, a moral, a ética?

Com exemplos destes e de outros parecidos, como esperam que os levemos a sério!

Ainda têm muita sorte em ter "gente" que lhes entrega os votos!

terça-feira, maio 13, 2008

Lei britânica sobre embriões aprovada na generalidade

13.05.2008 - 17h48 Ana Gerschenfeld, Público
Não foi um voto apertado: ontem, no Parlamento britânico, 340 deputados contra 78 aprovaram, na generalidade, o novo projecto de lei sobre fertilização humana e embriologia. O texto deverá ser debatido na especialidade já para a semana, regressando à câmara dos Comuns para aprovação final antes de transitar para a câmara dos Lordes e ser aprovado como lei pela rainha.



O projecto de lei tem gerado muita controvérsia na Grã-Bretanha, principalmente devido à posição da Igreja Católica – a tal ponto que, há semanas, o primeiro-ministro Gordon Brown se viu obrigado a dar liberdade de voto aos deputados trabalhistas.



Não é de admirar que assim tenha acontecido, uma vez que os principais pontos do texto em debate são realmente pioneiros.



Trata-se de legalizar a criação de embriões híbridos de animal e humano para fins de investigação médica (de doenças incuráveis como o Parkinson ou o Alzheimer); de autorizar os pais com um filho gravemente doente a recorrer à fertilização in vitro (FIV) para escolher, graças ao diagnóstico pré-implantatório, um irmão ou irmã geneticamente compatível que possa doar tecidos para o tratar; e de eliminar a necessidade de um pai para recorrer à FIV, sendo esta figura substituída pela de “figura parental”. Em particular, esta última disposição permitirá que os casais de lésbicas recorram à FIV.





Um grande passo para a ciência e investigação, sem dúvida. No entanto pergunto-me, se do ponto de vista, ético, moral e filosófico a humanidade está preparada para este facto.

FOTO DO DIA - Esclarecimento aos leitores

A designação de Foto do Dia não significa que ela mude todos os dias...

Mais, pode até acontecer que aquilo que nela é retratado seja de tal modo actual e de tal modo persistente que a mesma foto se mantenha por vários dias...

É o caso presente, como já terão reparado...

Então o Sr. Director Geral da Saúde fica sem piar ?

Apesar da total restrição nos voos comerciais
TAP garante que nos voos fretados se pode fumar a pedido do cliente

13.05.2008 - 16h07 Romana Borja-Santos
Publico

Pedir para fumar num voo fretado é tão “normal” como solicitar uma “refeição especial” ou a distribuição de determinados jornais a bordo, garante a TAP (Transportadora Aérea Portuguesa). A companhia não compreende, por isso, a notícia avançada pelo PÚBLICO que dá conta que o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo fumaram a bordo do Airbus A330, fretado à transportadora portuguesa para uma viagem, realizada ontem, entre Lisboa e Caracas.
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Contactado pelo PÚBLICO, o director-geral da Saúde, Francisco George, recusou-se a responder a quaisquer perguntas sobre a situação, nomeadamente sobre se os tripulantes dos voos fretados têm os direitos consignados na lei portuguesa.

Não me comprometam, não me comprometam...se fossem outros eu ainda defendia a minha dama e os princípios em que acredito...mas valha-me Deus Nosso Senhor a a Virgem de Fátima...é que é o Sr. Primeiro Ministro...

quinta-feira, maio 08, 2008

VOZES DISSONANTES...E DESTEMIDAS!

SIM - Sindicato Independente dos Médicos
Jornal Virtual do SIM

AS LISTAS DE ESPERA DE OFTALMOLOGIA
Simédicos tem observado em silêncio mas com atenção, e com inquietação crescente, esta polémica das listas de espera para consultas e cirurgias de Oftalmologia e dos protocolos das autarquias com os serviços médicos cubanos, e a imagem que as reportagens televisivas parecem estar a passar para a população de que se os doentes não são atendidos para que os médicos oftalmologistas possam ganhar muito dinheiro na sua privada. É lamentável que portugueses tenham de recorrer a técnicas cirúrgicas antiquadas e depois de longos voos transatlânticos.

É lamentável que 51 serviços hospitalares de Oftalmologia não saibam ou não consigam dar resposta atempada às necessidades de saúde dos portugueses. Os médicos oftalmologistas portugueses deveriam sentir-se envergonhados por serem todos metidos no mesmo cesto... ou então devem denunciar objectivamente que são as instituições do SNS que não os deixam trabalhar ou que não lhes dão as condições para o fazerem. Quais são, onde, como e quando. Só assim se poderá compreender porque é que por ex.º no CH Vila Nova de Gaia a lista de espera é praticamente inexistente e no H. S. João é de 3 ou 4 meses. Será que é porque nestas duas instituições se opera aos sábados todo o dia no âmbito do SIGIC?

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou ontem no Parlamento, que na área da oftalmologia está identificada uma elevada lista de espera para cirurgias, nomeadamente às cataratas, mas que serão primeiro esgotadas as capacidades do sector público e só depois se avançará para a contratualização com os sectores privado e social. O Sindicato Independente dos Médicos está plenamente de acordo com esta postura da Sr.ª Ministra.

O Sindicato Independente dos Médicos receia até que esta questão seja apenas a ponta do icebergue, pois que há muitas outras doenças para além das cataratas e porque é sabido que os Médicos de Família, cientes da falta de resposta hospitalar nesta área da Oftalmologia, já não estão a referenciar patologias minor mas importantes a médio e longo prazo.
8 de Maio de 2008 o0/n1954/t1/D.G.L.J

quarta-feira, maio 07, 2008

Hospitais públicos na concorrência às convenções

Proposta quer aumentar concorrência
Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde.

Rádio Renascença
Esta é uma das propostas do novo diploma que entra hoje em discussão pública e que pretende rentabilizar meios e concorrer em pé de igualdade com os prestadores privados.As convenções com os hospitais públicos foram fechadas há dez anos. Agora, a tutela quer aumentar a oferta e obrigar à concorrência dos preços.

Na base da criação deste diploma foram tidas em conta as recomendações da Entidade Reguladora que denunciou a discriminação de que eram vítimas os utentes do Serviço Nacional de Saúde sempre que necessitavam de fazer exames complementares no privado.

Muitas mas muitas dúvidas que os hospitais consigam aumentar a sua produtividade de modo a darem resposta em tempo útil... quando ouvimos muitas vezes dizer que nos Centros de Saúde os doentes chegam com pedidos de transcrição de exames pelos médicos hospitalares porque lá estão muito atrasados...e isto é verdade em muitos locais...
Porquê? Falta de recursos humanos ? Falta de equipamentos ? Falta de gestão e profissionalismo ? Contenção nos custos associados ao funcionamento com materiais de diagnóstico e manutenção de equipamentos?
Repete-se: muitas dúvidas ...

A que acresce um outro aspecto muito importante: isso é cómodo para os doentes?
Se tiverem um local perto da sua residência, onde são mais rapidamente atendidos, quer na marcação do exame quer no tempo que demora à sua execução no dia aprazado, não será astigar os doentes?

Alguém já fez um inquérito de satisfação aos utentes dos Centros de Saúde da ULS de Matosinhos (ou pediu os resultados de um eventual inquérito feito) que têm de se deslocar agora, ao que nos contaram, ao Hospital Pedro Hispano ( quando a medida se iniciou a colheira era feita no próprio CS, algo perfeitamente aceitável diga-se...)?

terça-feira, maio 06, 2008

Urgências: Comissão Técnica pede extinção e critica forma como reforma foi implementada


Lisboa, 06 Mai (Lusa) - A Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) pediu hoje à ministra da Saúde a sua extinção, por considerar que cumpriu os seus objectivos, apontando "problemas" na forma como esta reforma foi implementada.
"Houve problemas de comunicação na forma como a reforma foi explicada ao público e problemas na forma como foi implementada. Poderia ter havido algum cuidado ao nível da abertura de serviços de urgência antes do encerramento de outros. Isso era responsabilidade política e acabámos por sofrer com isso", afirmou Luís Campos, membro da CTAPRU, em declarações à agência Lusa.


A CTAPRU, chegou ao fim! Pum! Basta!

Acha que fez tudo o que tinha a fazer.

Os problemas que surgiram, foi na forma da implementação!

O resto que não fez, não foi por ter que fazer. Foi por falta de comunicação!

Sai de mansinho, depois da grande confusão!

Requalificação das urgências, mas que grande atrapalhação.

É um facto, que tudo foi por convicção.

Cuidado, vem aí um trovão! Pim!

Denúncia da União das Misericórdias Portuguesas

Misericórdias alertam para o facto da comparticipação estatal por idoso estar completamente "desadequada" da realidade
06.05.2008 - 15h23 Lusa
O montante com que o Estado comparticipa as Misericórdias por cada idoso integrado num lar das instituições constitui, segundo o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, "um óptimo exemplo" da "completa desadequação" das comparticipações estatais."O montante de comparticipação que as Misericórdias recebem do Estado por cada idoso que acolhemos nos nossos lares, ao abrigo do acordo existente, é de 330,24 euros" por mês, disse Manuel Lemos, sublinhando tratar-se de um montante "perfeitamente desadequado" e "subavaliado" em relação ao custo de cada idoso por lar.


Esta notícia deixa-me um pouco perplexo e sem perceber nada, não sei se é da forma como está escrita, ou da forma como possívelmente se misturam alhos com bogalhos.

Afinal a União das Misericórdias recebe do Estado só 330,24 euros, por cada idoso e por mês, não é verdade? Mais a percentagem da reforma de cada um. Certo?

Pois bem a minha dúvida é a seguinte, as Misericórdias não contratualizaram camas para os Cuidados Continuados Integrados?

Não são estas pagas em função do estado e do grau de dependência do idoso, assim como em função da sua recuperação? Então e não está correcto este modo de pagamento, se o idoso precisa de mais cuidados paga mais se não paga menos.

Então porque não se refere isto na notícia?

domingo, maio 04, 2008

As cirurgias estéticas: limites e indicações

As lipoaspirações são a cirurgia plástica estética mais realizada em Portugal, seguidas das intervenções para aumentar os seios. Os homens recorrem sobretudo à rinoplastia para modificar o nariz.
EXPRESSO

Mesmo sem a existência de dados concretos sobre a realidade da cirurgia estética portuguesa, o especialista Vítor Santos Fernandes explicou à agência Lusa numa entrevista recente que a lipoaspiração é, "de longe", a intervenção mais feita em Portugal.
"Isso corresponde à tendência para as coxas largas e barriga grande das mulheres portuguesas", comentou.
Ainda que as mulheres representem cerca de 80 por cento dos casos de plásticas, os homens já começam também a preocupar-se com a imagem e recorrem sobretudo a operações para modificar o nariz.

"As rinoplastias são as mais feitas nos homens. Existe uma carga importante do nariz do homem, talvez tenha a ver com aspectos relacionados com a masculinidade e virilidade", referiu Vítor Santos Fernandes, que é presidente do Colégio de Cirurgia Plástica da Ordem dos Médicos.

O cirurgião considera que os portugueses que recorrem à cirurgia plástica são, de uma forma geral, sensatos e costumam ouvir o conselho do médico.
No entanto, este médico recusa anualmente operar alguns doentes, porque concluiu que a intervenção não trará qualquer benefício ou porque a pessoa se encontra desequilibrada.
"Há aborrecimentos que dinheiro no mundo paga e quando uma pessoa me pergunta o que eu acho que ela deveria mudar ou do que é que precisa eu recuso a operação. Quando uma pessoa não está equilibrada não devemos avançar para a intervenção", explicou.

No entanto, não há grandes limites para a realização de cirurgias estéticas, nem quanto à idade dos pacientes nem em relação à quantidade de intervenções.
Santos Fernandes reconhece que "não é muito simpático fazer cirurgia estética a pessoas muito jovens", uma vez que ainda não foi atingido um grau de maturidade suficiente.
"Para operar uma adolescente tenho de estar intimamente convencido de que é adequado", sustentou.

Relativamente a idade apenas existe doutrina em relação às próteses mamárias, estando definido que não se deve operar antes dos 18 anos. Mas mesmo nestes casos há excepções.
"Uma rapariga de apenas 15 anos pode ter uma situação complicada psicologicamente, estar muito sofrida e necessitar de próteses mamárias. Há situações muito óbvias em que percebemos o sofrimento psicológico de quem está à nossa frente", justificou.

O especialista esclareceu ainda que também não há qualquer limite definido para o número de cirurgias estéticas a que uma pessoa pode submeter-se.
"Clinicamente não há um limite. Apenas depende do estado de saúde de cada pessoas, mas antes de cirurgiões somos médicos e avaliamos essa questão. Convém é que as pessoas tenham bom-senso e sentido estético", defendeu.

Quanto aos perigos das intervenções estéticas, Vítor Santos Fernandes lembrou que no ramo da cirurgia há sempre um grau de risco, acrescentando que são operações complexas, embora com procedimentos muito testados e feitas habitualmente em pessoas saudáveis.

A maioria dos casos de complicações graves em Portugal surge, segundo o médico, em clínicas de bairro ou consultórios que "não têm as condições mínimas para funcionar".
"Há muitos a funcionar sem licenciamento, mas a inspecção não actua", declarou, vincando que são muitas vezes locais que fazem intervenções para as quais não estão preparados ou por profissionais sem habilitações.

"Alguém que é licenciado em medicina e em cirurgia pode fazer o que quiser, mas ética e deontologicamente não deve fazer estética. Eu também não opero estômagos, porque não o sei fazer. Há médicos que não são cirurgiões plásticos", alertou Santos Fernandes.
Por isso, aconselha as pessoas a "não procurarem aquilo de que ouvem falar e o que vêem na televisão".
"Na nossa realidade social não é vulgar procurar uma clínica, as pessoas procuram normalmente um médico, o que é bom. O melhor continua a ser não procurar marcas, mas sim médicos, pessoas", avisou.

Entrevista e declarações a reter a vários níveis e da qual se sublinhou a azul, a nosso ver, as mais importantes e a ter em conta.

Ainda mais agora que se aproxima a época balnear e a altura do ano em que as roupas leves e arejadas merecem corpos mais esbeltos. E em que revistas e pasquins vomitam anúncios e promessas, e em que a publicidade paga na rádio e na TV prometem o céu e a terra para a beleza do corpo, á custa muitas vezes de danos irreversíveis

quinta-feira, maio 01, 2008

1º de Maio de 2008

Já é tempo de reflectir, o que significa no século XXI, o 1º de Maio.
Já foi tempo de jornadas de luta quando nada se tinha. Mas o que deverá ser, quando o futuro se torna incerto!

quarta-feira, abril 30, 2008

Ainda as operações em Cuba

Operações em Cuba são mais baratas que nas IPSS, diz autarca

No Diário Digital:

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António desmentiu hoje Paulo Portas, garantindo que os preços das cirurgias às cataratas dos seus munícipes em Cuba é inferior a todos os orçamentos que pediu em Portugal, incluindo misericórdias.
Hoje à tarde, durante o debate quinzenal no Parlamento, o líder do CDS/PP garantiu que as Misericórdias dispõem de 15 hospitais «capazes de fazer mais três mil cirurgias por mês» a um custo «duas ou três vezes mais económico que fazê-las em Cuba».
Em resposta, o autarca social-democrata algarvio Luís Gomes afirmou que antes de optar pela solução de Cuba a autarquia pediu orçamentos em Portugal e «os preços propostos, tanto pelos hospitais e clínicas privadas como pelas IPSS [Instituições Privadas de Solidariedade Social] eram sempre mais caras».
«No mínimo eram 25 por cento mais caras que em Cuba», disse, apontando o exemplo da clínica São João de Deus, uma IPSS de Montemor-o-Novo, que orçamentou uma operação às cataratas em 1.055 euros por olho, custo a que se deveriam juntar exames médicos, alojamento e viagens.

«Em Cuba, por 1.300 euros operam os dois olhos e os custos totais, viagem incluída, não ultrapassa os 2.000 euros», contrapôs o autarca.

Resta saber se o preço que o Oftalmologista José Antonio Lillo Bravo (detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola, e que recentemente realizou em seis dias 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro) cobrou (900 euros) foi por um olho ou por dois.

Mas é deveras elucidativo que o médico espanhol declare ao DN:"Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros".

Haja pois vergonha e moderação...sobretudo de alguns dos nossos responsáveis médicos nos seus comentários!

Ministra garante que utentes sem médico de família são metade dos 700 mil indicados


30.04.2008 - 15h37 Lusa
A ministra da Saúde revelou hoje que o número de utentes sem médico de família deverá ser metade dos cerca de 700 mil que têm vindo a ser indicados, números que um novo sistema informático irá em breve apurar. Ana Jorge falava à margem da Cúpula Ibero Americana de Medicina Familiar, que decorre em Fortaleza, no Brasil.


Querem ver que a Ministra tem de ir mais vezes ao Brasil para termos boas notícias sobre a saúde em Portugal, ou lá conseguem-se resolver situações que cá parecem ser difíceis!

Às vezes o afastamento é benéfico!

A informatização para sabermos quantos somos, como somos e onde estamos é fundamental para o planeamento. Parece que desde o início dos anos 90 que se tem trabalhado nisso, ou é só impressão minha?

Será que ainda não fizeram nada ou têm andado a empatar?

Lá vai uma pergunta pertinente, agora é que é de vez, ou daqui a uns tempos temos temos a mesma questão para perguntar?

Ana Jorge lança desafio a autarquias para evitar viagens a Cuba


A ministra da Saúde confessa que está preocupada com a maneira como estão a ser acompanhados os idosos que são operados aos olhos em Cuba.

Ana Jorge, citada pela agência Lusa a partir do Brasil, desafia as câmaras a proporem o mesmo modelo de intervenção aos hospitais portugueses.
( 15:34 / 30 de Abril 08 )


Desafio interessante da Ministra.

Resta saber se os hospitais e os oftalmologistas portugueses estão capacitados para responder também ao desafio.
Ou se todo este empolgamento recente, não passou de um tiro de pólvora seca!

Perseguição jornalistica ao Secretario Estado da Saúde Manuel Pizarro

A Comunicação Social (Jornal de Notícias, 24 Horas) parece andar a perseguir o Sr. Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro.
Já não bastava ele não poder festejar no camarote VIP do Estádio do Dragão os golos do Glorioso como um comum mortal que se preza sem que isso fosse motivo de reparos, já não bastava questionarem o porquê de, vivendo ele no Porto e aí trabalhar parte do tempo, mesmo assim receber subsídio de alojamento por não ser de Lisboa (tal qual os outros membros do Governo que são de fora), agora até apanham (e fotografam) o seu carrito Audi A6 do Estado estacionado em lugar destinado a automobilistas deficientes e como tal devidamente sinalizado!

E nada lhe vale argumentar que esse lugar já não deveria existir ( vê-se que é detentor de informação previlegiada...) e que o seu motorista estava perto do carro, para o que fosse preciso...

É mesmo de clamar, como o próprio disse ao 24 Horas:"Não sou nenhum selvagem"!

terça-feira, abril 29, 2008

Médica deixa de tratar José Faria

Segundo noticia hoje o JN, a médica-psiquiatra que desde 2005 assistia a principal testemunha contra Ferreira Torres recusou continuar a fazê-lo, na sequência de um desentendimento com a família, por ter ligado para o seu telemóvel, no passado domingo, pedindo medicação para José Faria. Iola, filha do funcionário autarquico regressado do Brasil na semana passada, confirmou ao JN, que o pai está agora a ser seguido no Hospital de Penafiel, mas frisou não ter entendido a atitude da médica que sempre atendeu o paciente no Hospital Magalhães Lemos no Porto

Não entendeu a filha nem entendeu a jornalista que a médica psiquiatra é uma malandra que não gostou de ser incomodada no seu dia de descanso semanal ( Domingo) e para o seu telemóvel ( com certeza privado) para lhe ser pedida medicação ( com certeza crónica)...