sábado, maio 24, 2008

Torcato Sepúlveda: Um Jornalista Que Soube Ser Jornalista.

Do pouco que privei com ele, ficou-me a ideia de um Homem bom e culto.

Jornalista atento.

Um exemplo para muitos que aqui critiquei e criticarei!

Morreu o jornalista Torcato Sepúlveda.

21.05.2008 - 20h19 PÚBLICO

O jornalista Torcato Sepúlveda morreu hoje, aos 57 anos. Tinha sido internado dois dias antes.
Marcou a crítica literária e mudou a forma de fazer jornalismo cultural em Portugal — foi o primeiro editor da secção de Cultura do PÚBLICO, jornal de que foi um dos fundadores. Nascido em Braga, era filho de professores primários.
Frequentou o curso de Filologia Românica na Universidade de Coimbra e, entre 1971 e 1974, viveu exilado em Bruxelas, onde foi operário. No regresso a Portugal, trabalhou no serviço de fronteiras em Vila Real de Santo António, tendo passado daí para o jornal “Expresso” como copydesk. Neste semanário começou a fazer crítica literária, assinando João Macedo — João Torcato Sepúlveda de Macedo era o seu nome completo. Fez traduções sob pseudónimos: Silva de Viseu, Buíça, D. Luís da Cunha.
Do “Expresso” saiu para o PÚBLICO, onde editou também a secção de Sociedade antes de partir para integrar a equipa que refundou o “Semanário”. Passou pela “Capital”, por “O Independente” e era actualmente jornalista do “Diário de Notícias” (escrevia para o suplemento de sábado “NS”).

 

de um comtário no público:

Morreu o "Desvairadão", ínclito bracarense, anarco-surreal-situacionista, de cuja prosa elegante e truculenta todos beneficiamos. Companheiro de todas as fronteiras, aristocrata das ideias, o Torcato vai fazer muita falta. Sejamos sérios, anda por aí muita canalha que vai desatar a insinuar que ele foi um grande jornalista... mas... tinha o defeito de odiar certos reflexos do poder económico no texto jornalístico de alguma fauna de futuros administradores. Com Torcato vai-se a prosa mais cáustica e terna da nossa depauperada imprensa cultural. Sossega camarada, vamos vingar-te!

sexta-feira, maio 23, 2008

João Rodrigues regressa à Missão de Cuidados Primários

23.05.2008, Margarida Gomes
O médico João Rodrigues, que se demitiu da equipa nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) em ruptura com o seu coordenador, Luís Pisco, vai integrar o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários, presidido pelo ex-director-geral da Saúde Constantino Sakellarides, soube o PÚBLICO. A decisão de criar um conselho consultivo para acompanhar a reforma dos cuidados primários foi tomada pela ministra Ana Jorge, numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde.O ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções.O Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra. que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP. A responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde. E é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído.Da anterior equipa da Missão apenas Luís Pisco (coordenador nacional) e José Fragoeiro (jurista) se mantêm. Todos os outros saíram. À excepção de Armando Brito de Sá (que foi forçado a demitir-se por integrar a MCSP e ser ao mesmo tempo consultor da Alert Life Sciences Computing, SA na área dos cuidados primários), todos os outros médicos apresentaram a sua demissão por divergências profundas com a falta de liderança de Luís Pisco no cumprimento das tarefas que estão atribuídas à estrutura de Missão. Mas reafirmaram sempre o seu completo apoio à reforma em curso, ao programa do Governo e à resolução do Conselho de Ministros que criou a MCSP e determinou as suas orientações.


É interessante ver estes equilíbrios no arame, pergunto-me é se há rede, ou estão bem presos?

Ainda me lembro de Luís Pisco afirmar que o Conselho Consultivo da MCSP, era um desejo dele e que era para ter sido executado aquando da primeira Missão tendo ficado por implementar, quando Constantino Sakellarides deixou "escapar" a notícia do convite para ocupar este cargo e que estava a pensar ainda, se o aceitaria, divulgado no Público se bem se recordam.

Agora e de acordo com esta notícia, também publicada no mesmo jornal e transcrita na integra, o que verificamos? Parece que a verdade de ontem não é a verdade de hoje.

Afinal a Ministra Ana Jorge é que teve a ideia de criar o dito Conselho Consultivo, "numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde".

O que se aprende a ler os jornais!

De tal maneira é verdade, que de acordo com o texto da notícia, podemos ficar a saber que, "o ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções."

Ainda podemos ler, "o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra, que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP", parece mais um Conselho Consultivo, também com funções fiscalizadoras e com dependência hierárquica absoluta da Ministra.

Continuamos a ler, "a responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde", mas que responsabilidade? O modelo B está implementado, a legislação dos ACES está feita de acordo com as notícias do sítio da MCSP, não entendo.

Mais, "é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído", levar pessoas que já fizeram parte da estrutura e se demitiram, provocando o alarido que provocaram, isso não é provocar ruído interno é uma medida de cautela, conforme disse aprende-se muito lendo jornais!

quinta-feira, maio 22, 2008

ASAE diz que cantina de centro de acolhimento do Seixal foi fechada por solicitação do Ministério Público

22.05.2008 - 09h04 Lusa
O director da Autoridade de Segurança Económica e Alimentar, Pedro Picciochi, afirmou ontem que a ASAE encerrou temporariamente no final de 2007 uma cantina de um centro de acolhimento temporário de crianças no Seixal por solicitação do Ministério Público.Pedro Picciochi, director de Serviços de Planeamento e Controlo Operacional da ASAE, fez esta afirmação durante uma audição, na Assembleia da República, do Grupo de Trabalho Pequenos Produtores/Produtos Tradicionais, onde esta questão foi suscitada. O PÚBLICO noticiou no sábado que as instituições de solidariedade têm sido obrigadas a deitar comida fora por causa de regras de higiene impostas pela ASAE durante as suas inspecções.





Ele há coisas do diabo, ninguém quer fazer passar-se por mau! Seja quem for!

E a culpa é sempre de outro!

Mas, já alguém se preocupou em saber, se qualquer deles cumpriu o seu trabalho eficientemente?

De acordo com a nossa Constituição no seu Artigo 9.º (Tarefas fundamentais do Estado)
São algumas tarefas fundamentais do Estado:
...
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;
...

Correcto!

Parece-me que as leis estão feitas, que existem entidades fiscalizadoras suficientes, mas as leis têm de ser aplicadas de acordo com o seu teor e não de acordo com as circunstâncias.

Parece-me adequado, ensinar o Artigo 9 da Constituição Portuguesa a quem legisla, assim como ensinar que o património cultural do povo português também passa pela alimentação e culinária, de forma às entidades fiscalizadoras promoverem o bem estar e a qualidade de vidas do povo, tendo em conta o património cultural diversificado, das nossas gentes.

terça-feira, maio 20, 2008

Tempo de espera para cirurgia das cataratas é de 54 dias em Évora

Hospital de Évora garante que pacientes do distrito não precisam de ir a Cuba
20.05.2008, Maria Antónia Zacarias
Publico
Unidade hospitalar alentejana tem lista de espera para cirurgias de Oftalmologia com prazos inferiores a dois meses e responsável clínico não percebe o recurso a operações tão longe

O director do Serviço de Oftalmologia do Hospital do Espírito Santo, em Évora, Augusto Candeias, garante que não existem razões para os doentes do distrito não serem operados nesta unidade, tendo em conta que o tempo de espera para cirurgia "é de 54 dias, não chegando a dois meses, estando, assim, bem abaixo do prazo clínico aceitável, que são seis meses".

Perante este facto, o responsável não entende por que é que os utentes estão a recorrer a Cuba, através das autarquias, recordando que o cenário das listas de espera para cirurgia se alterou muito desde há cerca de quatro anos. "Nessa altura, as listas de espera eram verdadeiramente grandes, mas agora a situação está completamente ultrapassada". "A não ser que haja algum segredo envolvido, não me parece que haja alguma vantagem especial", afirma o médico, do ponto de vista clínico, chamando a atenção para o tipo de acompanhamento que esses doentes têm até lhes ser dada alta, bem como para a qualidade e o tipo de lentes que lhes são aplicadas, no caso das cataratas, a cirurgia mais procurada.

O responsável gostaria de ver explicado "o critério que é utilizado na selecção dos doentes", isto é, "quem é que faz a escolha e quem é que passa a informação a quem para contactar doentes para os convidar a ir a Cuba". Isto porque a informação clínica não pode ser dada a terceiros, por fazer parte do sigilo médico. "Há pouco tempo, uma doente minha contou-me que recebeu um telefonema em casa a perguntar-lhe se queria ir a Cuba tratar-se", conta, considerando "inadmissível" que os doentes estejam a ser convidados para "uma solução mais ou menos milagrosa em pouco tempo".

Mais duas mil consultas
Embora o director do Serviço de Oftalmologia de Évora admita que as despesas de saúde, em Cuba, sejam provavelmente menos dispendiosas do que em Portugal, "no conjunto, e tendo em conta as despesas da viagem e da estadia, não parece que com o mesmo valor não fosse possível contratualizar esses serviços em Portugal ou em Espanha, nomeadamente em Badajoz, que está apenas a 80 quilómetros e que faz uns preços concorrenciais muito fortes".

De acordo com o oftalmologista, o distrito de Évora tem uma população que sofre de uma série de carências, "nomeadamente de carácter cultural": "Há muito analfabetismo e as pessoas estão muito mal informadas. Daí que procurem, normalmente, os cuidados de saúde em fases muito adiantadas das doenças. Sobretudo os idosos chegam-nos aqui ao hospital quando já vêem muito pouco ou quando estão praticamente cegos". Augusto Candeias acrescenta estar convicto de que nos grandes centros urbanos do país este tipo de situações já não existe, enquanto na região alentejana os oftalmologistas são confrontados com pacientes com "determinadas patologias, nomeadamente a catarata, que não se encontra em mais nenhum país da Europa".

Questionado sobre se as conhecidas dificuldades de acesso às consultas também contribuem para as pessoas procurarem soluções alternativas, o mesmo responsável reconhece "que pode ter algum peso". Por isso, segundo adianta o responsável hospitalar, encontra-se em negociação um acordo entre a Administração do Hospital do Espírito Santo e a Sub-Região de Saúde de Évora, "para que os médicos existentes façam horas extralaborais para observar um maior número de doentes", o que poderia fazer com que se realizassem "mais duas mil consultas por ano".

Ou seja: apesar de tudo o que tem sido dito e da lastimável falta de resposta às necessidades das populações, há partes da história que estão mal contadas e mal explicadas

Espera-se que a denúncia publica da situação pelos media e com o anúncio do correcto Plano de Choque para Oftalmologia, as autarquias alentejanas (e mesmo as suas vizinhas algarvias) recorram aos serviços por exº do Hospital de Évora e, porque não, à disponibilidade ( que sempre existiu) de Badajoz, em vez de mandarem os seus municipes para as Caraíbas

Cirurgia de Ambulatório: medidas a incrementar e credoras de aplauso

Hospitais que operam em ambulatório devem dar contacto telefónico directo aos doentes
20.05.2008, Alexandra Campos
Publico

Os hospitais que fazem cirurgia de ambulatório devem disponibilizar sempre aos doentes ou aos seus familiares um contacto telefónico para o caso de surgir alguma complicação ou dúvida durante a recuperação em casa e, no dia seguinte à operação, devem ligar para se inteirar da evolução da situação clínica.
É ainda de aconselhar que permitam às pessoas que vão ser operadas uma visita prévia às instalações.

Depois de ter encomendado um inquérito - cujas conclusões demonstram que são frequentes os casos em que estas condições não são observadas pelos hospitais -, a comissão que estudou a situação e os constrangimentos que têm condicionado um desenvolvimento mais célere da cirurgia de ambulatório em Portugal vai propor que estes critérios sejam cumpridos por norma.
O objectivo é "aumentar não só a quantidade mas também a qualidade da cirurgia de ambulatório", justifica Fernando Araújo, presidente deste grupo de trabalho que percorreu o país de Norte a Sul para fazer um levantamento da situação.

Por definição, a cirurgia de ambulatório não implica internamento hospitalar (normalmente a alta é dada até às 12 horas, ainda que a permanência no hospital possa prolongar-se até às 24 horas).

segunda-feira, maio 19, 2008

Embriões humano-animal legalizados no Reino Unido

19.05.2008 - 21h11 Ana Gerschenfeld - Público
Numa decisão histórica e após um aceso mas civilizado debate de várias horas, os deputados britânicos decidiram, hoje ao fim da tarde, por 336 votos contra 176, aprovar a geração de embriões mistos de humano e animal, o primeiro ponto crucial da futura nova lei sobre fertilização humana e embriologia.Os embriões híbridos podem ser de diversos tipos: “cíbridos”, obtidos introduzindo o núcleo de uma célula humana adulta (com todo o seu ADN) num ovócito de animal (de vaca) esvaziado do seu próprio núcleo; os embriões humanos transgénicos, obtidos inserindo genes animais em embriões humanos; as “quimeras”, obtidas introduzindo células animais num embrião humano – e os híbridos verdadeiros, cruzamentos de gâmetas (espermatozóides ou ovócitos) humanos e animais. Aliás, a derradeira prova da abertura de espírito dos deputados foi o facto de terem também votado, por 286 votos contra 223, contra uma proposta de proibir a geração destes híbridos verdadeiros. Claro que os embriões só poderão ser fabricados se se provar previamente que a investigação para a qual vão contribuir é necessária e útil. E, seja qual for o tipo de embrião híbrido gerado, apenas será permitido desenvolverem-se durante 14 dias e nunca serão implantados no útero de uma mulher ou de um animal.





Conforme publicamos na última semana, sempre se concretizou a legalização dos embriões mistos humano/animal.



Como referi na altura, um grande avanço científico, mas continuo a perguntar se estamos preparados para o facto.



Bem que gostava de saber qual a opinião do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, acerca do assunto.

Síndrome tabagista

Convirá referir, a quem não saiba, que o Sr. Primeiro Ministro nunca poderá ter um sindrome gripal pela auto-proclamada e publicitada abstinência tabágica há 5 dias...
Quanto a Síndrome tabagista, como o autor da introdução deste video no You Tube o apelidou, MEMAI desconhece a sua existência

domingo, maio 18, 2008

Haja moralidade! Ou comem todos (antibiótico) ou não come nenhum!

Num Domingo que não é hoje para mim dia de descanso semanal, o locutor da TSF informa no Jornal das 8 que o Sr. Primeiro Ministro teve que recorrer ontem ao serviço de urgência no Hospital de Santo António no Porto por estar com febre... E não acredito no que ouvi!

Metem no ar as declarações do visado e neste caso doente, que na sua voz e estilo inconfundíveis diz ao povo português que "tudo não passou de um síndrome gripal, deram-me um antibiótico, e já me sinto muito melhor !"



Abençoado(a) médico(a), tarefeiro, Interno ou Especialista ( ou teria sido o proprio chefe de equipa ?), que para tratar uma doença vírica do PM lhe pespegou um antibiotico! Os resultados estão à vista, é o próprio doente que diz que se sente muito melhor ( algo a que o facto de ter deixado de fumar também não será estranho...) .



A partir de agora, todo e qualquer doente estará no direito de se queixar do médico que não lhe receitar no serviço de urgência um antibiótico quando estiver engripado ou com uma virose aparentada... Então se o PM tem direito a um porque é que ele também não há-de ter?
É com exemplos destes que se educa para a saúde a nossa população...

quinta-feira, maio 15, 2008

Denúncias sobre a ULS de Matosinhos


médicaquetambémexplica disse...
acresce a esta vergonha, o facto de serviços como o de Oftalmologia do H Pedro Hispano, Matosinhos, que não dão resposta aos pedidos de consulta dos médicos de família da área de referência (só permitindo, por exemplo, o acesso à lista de espera para consulta a doentes com relatório de Oftalmologista privado indicando diagnóstico de patologia cirúrgica), serviços como este ainda têm a brilhante ideia de ir aos Centros de Saúde de Matosinhos fazer "rastreios", com cartazes e folhetos coloridos anunciando factores de risco para cegueira, alarmando os doentes, sem oferecerem depois nem capacidade de rastrear todos os que alarmaram, nem resposta aceitável para os rastreados.não sei como é que isto é suportado por utentes, por nós médicos de família e pelos directores dos CS!
Domingo, Maio 11, 2008


médicaquetambémexplica disse...
a experiência na ULS Matosinhos corre bastante mal. por exemplo, uma TAC osteo-articular neste momento, já não tem marcações até ao fim do ano. TAC realizadas cerca de um mês depois de solictadas, demoram 2 meses a ter um relatório disponível. TAC com alterações grosseiras e severas (um tumor renal, um fígado metastizado, pelo menos essas 2 ocorreram no meu CS) não são relatadas prioritariamente nem geram um alerta imediato ao médico que as pediu, como acontecia em qualquer entidade privada convencionada.com é que todos nós (utentes, profissionais e chefias) continuamos a permitir isto?
Domingo, Maio 11, 2008



Esta médica, em comentários a posts anteriores do MEMAI, faz denúncias a ter em conta e a merecer adequada averiguação e intervenção de quem de direito...


Pela parte que me toca, o contributo da MEDICAQUETAMBÉMEXPLICA será sempre bem vindo.


Estas denúncias na blogosfera, muitas vezes sob o anonimato, necessitam contudo de confirmação e/ou desmentido dos implicados e dos responsáveis.


O MEMAI está igualmente aberto à divulgação dessas informações

Como acabar com as listas de espera de Oftalmo (sem ir a Cuba ou a Badajoz)

15 Mai 2008, 08:39h O MIRANTE

Centenas de utentes de Tomar esquecidos para consultas de oftalmologia


Há dois anos a médica de família de Ilda Santos passou uma credencial com a indicação de urgente para uma consulta de oftalmologia no Hospital de Tomar. Há 15 dias a utente telefonou para o serviço hospitalar para saber quando teria a tal consulta e foi informada de que nunca ali tinha chegado o pedido.


O Centro de Saúde de Tomar, unidade onde está inscrita, esqueceu-se de enviar o seu processo para o hospital. O seu e o de mais algumas centenas de utentes que, como Ilda, aguardavam pela chamada. A situação já levou a uma intervenção da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).


Nos serviços administrativos do Centro de Saúde da Nabância, em Tomar, há um caixote de papelão cheio de credenciais de utentes para marcação de consultas oftalmológicas no hospital de Tomar. Cartas passadas pelos médicos de família que não seguiram os trâmites normais por “esquecimento”. Esta é a palavra utilizada pelo presidente da ARSLVT para definir uma situação que diz não entender mas ter de ser rapidamente resolvida. Sem prejuízo dos utentes.


A situação das credenciais “esquecidas” foi desencadeada no final do ano passado, quando o sistema informático da saúde, denominado Alert, entrou em funcionamento no Centro Hospitalar do Médio Tejo – que engloba as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Nessa altura o serviço de oftalmologia informou os centros de saúde que não receberia mais pedidos de marcação de consultas por carta mas sim por via informática, devolvendo à procedência as credenciais que tinham sido passadas desde Outubro de 2007 até meados de Fevereiro deste ano. E só aí se verificou que havia milhares de utentes – de vários centros de saúde da região - que estavam em lista de espera para marcação de consultas devido ao facto de aquele serviço hospitalar trabalhar por quotas.

E o que vai acontecer aquelas que estão a mais e/ou ilegais?

De acordo com regime jurídico do sector
Infarmed diz que há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa

15.05.2008 - 13h11 Lusa

Segundo o Infarmed, no concelho de Lisboa há 159 farmácias a mais das que deveriam existir à luz do regime jurídico do sector, que estabelece uma população mínima por cada estabelecimento e distâncias entre farmácias e entre estas e unidades de saúde. No total do país, são 224 as farmácias que poderão pedir a transferência de localização por causa das novas regras do regime jurídico das farmácias.

Em aviso publicado hoje em Diário da República, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) abre a possibilidade de transferência de farmácias com capitação inferior à prevista legalmente (3500 habitantes por farmácia) para concelhos limítrofes. Trata-se do preenchimento das primeiras vagas abertas no âmbito das novas regras de licenciamento de farmácias, que posteriormente levarão à abertura de outras vagas a nível nacional para novas farmácias segundo o modelo de liberalização da propriedade.

Segundo a portaria de Novembro de 2007, que fixa os procedimentos de licenciamento e atribuição de alvará a novas farmácias e da transferência de localização, a capitação mínima é de 3500 habitantes por farmácia aberta no município, excepto quando o estabelecimento é instalado a pelo menos dois quilómetros de outro mais próximo. São ainda estabelecidas distâncias mínimas de 350 metros entre farmácias e de 100 metros entre farmácias e extensões de saúde, centros de saúde e hospitais. A excepção a esta última regra apenas acontece em localidades com menos de quatro mil habitantes.

À luz destas regras e segundo o aviso hoje publicado há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa, 49 no concelho do Porto, oito no distrito de Santarém, cinco no distrito de Vila Real, duas no concelho de Tavira (Faro) e uma em Murtosa (Aveiro). Para possibilitar a transferência aos proprietários que assim o desejarem, foram abertas 78 vagas na área metropolitana de Lisboa e 68 no distrito do Porto. Há ainda quatro vagas no distrito de Aveiro, oito no distrito de Faro, três para o distrito de Santarém e duas para receber as farmácias identificadas a mais em concelhos de Vila Real. Os proprietários das farmácias têm agora três meses para requerer a transferência.

Investir na Prevenção é o caminho correcto

Saúde: Raparigas de 13 anos são o primeiro grupo etário a ser imunizado
Vacinas custam 23,3 milhões

Correio da Manhã

O Ministério da Saúde vai gastar este ano 23,3 milhões de euros para o fornecimento de tuberculinas e vacinas. Este ano o Estado investe mais, porque a despesa inclui 15 milhões de euros necessários à aquisição da nova vacina contra o vírus do papiloma humano (VPH), um vírus que provoca o cancro do colo do útero.

Em declarações ao CM, Graça Freitas, subdirectora-geral da aúde, afirmou que os 15 milhões de euros para a aquisição da nova vacina contra o VPH, que entra no Plano Nacional de Vacinação, destinam-se apenas a um único grupo etário. Neste ano, começam a ser vacinadas, a partir de Setembro, as raparigas com 13 anos.

quarta-feira, maio 14, 2008

Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco



14.05.2008 - 08h42 Joana Ferreira da Costa, Luciano Alvarez, Romana Borja-Santos, Público



Os constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates.Mas a situação não é inédita, pois nas viagens com o Presidente da República, Cavaco Silva, as pessoas que o acompanham também costumam fumar. A TAP considerou, contudo, todos estes casos "normais" em serviços especiais fretados.



Onde estão os princípios, a moral, a ética?

Com exemplos destes e de outros parecidos, como esperam que os levemos a sério!

Ainda têm muita sorte em ter "gente" que lhes entrega os votos!

terça-feira, maio 13, 2008

Lei britânica sobre embriões aprovada na generalidade

13.05.2008 - 17h48 Ana Gerschenfeld, Público
Não foi um voto apertado: ontem, no Parlamento britânico, 340 deputados contra 78 aprovaram, na generalidade, o novo projecto de lei sobre fertilização humana e embriologia. O texto deverá ser debatido na especialidade já para a semana, regressando à câmara dos Comuns para aprovação final antes de transitar para a câmara dos Lordes e ser aprovado como lei pela rainha.



O projecto de lei tem gerado muita controvérsia na Grã-Bretanha, principalmente devido à posição da Igreja Católica – a tal ponto que, há semanas, o primeiro-ministro Gordon Brown se viu obrigado a dar liberdade de voto aos deputados trabalhistas.



Não é de admirar que assim tenha acontecido, uma vez que os principais pontos do texto em debate são realmente pioneiros.



Trata-se de legalizar a criação de embriões híbridos de animal e humano para fins de investigação médica (de doenças incuráveis como o Parkinson ou o Alzheimer); de autorizar os pais com um filho gravemente doente a recorrer à fertilização in vitro (FIV) para escolher, graças ao diagnóstico pré-implantatório, um irmão ou irmã geneticamente compatível que possa doar tecidos para o tratar; e de eliminar a necessidade de um pai para recorrer à FIV, sendo esta figura substituída pela de “figura parental”. Em particular, esta última disposição permitirá que os casais de lésbicas recorram à FIV.





Um grande passo para a ciência e investigação, sem dúvida. No entanto pergunto-me, se do ponto de vista, ético, moral e filosófico a humanidade está preparada para este facto.

FOTO DO DIA - Esclarecimento aos leitores

A designação de Foto do Dia não significa que ela mude todos os dias...

Mais, pode até acontecer que aquilo que nela é retratado seja de tal modo actual e de tal modo persistente que a mesma foto se mantenha por vários dias...

É o caso presente, como já terão reparado...

Então o Sr. Director Geral da Saúde fica sem piar ?

Apesar da total restrição nos voos comerciais
TAP garante que nos voos fretados se pode fumar a pedido do cliente

13.05.2008 - 16h07 Romana Borja-Santos
Publico

Pedir para fumar num voo fretado é tão “normal” como solicitar uma “refeição especial” ou a distribuição de determinados jornais a bordo, garante a TAP (Transportadora Aérea Portuguesa). A companhia não compreende, por isso, a notícia avançada pelo PÚBLICO que dá conta que o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo fumaram a bordo do Airbus A330, fretado à transportadora portuguesa para uma viagem, realizada ontem, entre Lisboa e Caracas.
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Contactado pelo PÚBLICO, o director-geral da Saúde, Francisco George, recusou-se a responder a quaisquer perguntas sobre a situação, nomeadamente sobre se os tripulantes dos voos fretados têm os direitos consignados na lei portuguesa.

Não me comprometam, não me comprometam...se fossem outros eu ainda defendia a minha dama e os princípios em que acredito...mas valha-me Deus Nosso Senhor a a Virgem de Fátima...é que é o Sr. Primeiro Ministro...

quinta-feira, maio 08, 2008

VOZES DISSONANTES...E DESTEMIDAS!

SIM - Sindicato Independente dos Médicos
Jornal Virtual do SIM

AS LISTAS DE ESPERA DE OFTALMOLOGIA
Simédicos tem observado em silêncio mas com atenção, e com inquietação crescente, esta polémica das listas de espera para consultas e cirurgias de Oftalmologia e dos protocolos das autarquias com os serviços médicos cubanos, e a imagem que as reportagens televisivas parecem estar a passar para a população de que se os doentes não são atendidos para que os médicos oftalmologistas possam ganhar muito dinheiro na sua privada. É lamentável que portugueses tenham de recorrer a técnicas cirúrgicas antiquadas e depois de longos voos transatlânticos.

É lamentável que 51 serviços hospitalares de Oftalmologia não saibam ou não consigam dar resposta atempada às necessidades de saúde dos portugueses. Os médicos oftalmologistas portugueses deveriam sentir-se envergonhados por serem todos metidos no mesmo cesto... ou então devem denunciar objectivamente que são as instituições do SNS que não os deixam trabalhar ou que não lhes dão as condições para o fazerem. Quais são, onde, como e quando. Só assim se poderá compreender porque é que por ex.º no CH Vila Nova de Gaia a lista de espera é praticamente inexistente e no H. S. João é de 3 ou 4 meses. Será que é porque nestas duas instituições se opera aos sábados todo o dia no âmbito do SIGIC?

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou ontem no Parlamento, que na área da oftalmologia está identificada uma elevada lista de espera para cirurgias, nomeadamente às cataratas, mas que serão primeiro esgotadas as capacidades do sector público e só depois se avançará para a contratualização com os sectores privado e social. O Sindicato Independente dos Médicos está plenamente de acordo com esta postura da Sr.ª Ministra.

O Sindicato Independente dos Médicos receia até que esta questão seja apenas a ponta do icebergue, pois que há muitas outras doenças para além das cataratas e porque é sabido que os Médicos de Família, cientes da falta de resposta hospitalar nesta área da Oftalmologia, já não estão a referenciar patologias minor mas importantes a médio e longo prazo.
8 de Maio de 2008 o0/n1954/t1/D.G.L.J

quarta-feira, maio 07, 2008

Hospitais públicos na concorrência às convenções

Proposta quer aumentar concorrência
Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde.

Rádio Renascença
Esta é uma das propostas do novo diploma que entra hoje em discussão pública e que pretende rentabilizar meios e concorrer em pé de igualdade com os prestadores privados.As convenções com os hospitais públicos foram fechadas há dez anos. Agora, a tutela quer aumentar a oferta e obrigar à concorrência dos preços.

Na base da criação deste diploma foram tidas em conta as recomendações da Entidade Reguladora que denunciou a discriminação de que eram vítimas os utentes do Serviço Nacional de Saúde sempre que necessitavam de fazer exames complementares no privado.

Muitas mas muitas dúvidas que os hospitais consigam aumentar a sua produtividade de modo a darem resposta em tempo útil... quando ouvimos muitas vezes dizer que nos Centros de Saúde os doentes chegam com pedidos de transcrição de exames pelos médicos hospitalares porque lá estão muito atrasados...e isto é verdade em muitos locais...
Porquê? Falta de recursos humanos ? Falta de equipamentos ? Falta de gestão e profissionalismo ? Contenção nos custos associados ao funcionamento com materiais de diagnóstico e manutenção de equipamentos?
Repete-se: muitas dúvidas ...

A que acresce um outro aspecto muito importante: isso é cómodo para os doentes?
Se tiverem um local perto da sua residência, onde são mais rapidamente atendidos, quer na marcação do exame quer no tempo que demora à sua execução no dia aprazado, não será astigar os doentes?

Alguém já fez um inquérito de satisfação aos utentes dos Centros de Saúde da ULS de Matosinhos (ou pediu os resultados de um eventual inquérito feito) que têm de se deslocar agora, ao que nos contaram, ao Hospital Pedro Hispano ( quando a medida se iniciou a colheira era feita no próprio CS, algo perfeitamente aceitável diga-se...)?

terça-feira, maio 06, 2008

Urgências: Comissão Técnica pede extinção e critica forma como reforma foi implementada


Lisboa, 06 Mai (Lusa) - A Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) pediu hoje à ministra da Saúde a sua extinção, por considerar que cumpriu os seus objectivos, apontando "problemas" na forma como esta reforma foi implementada.
"Houve problemas de comunicação na forma como a reforma foi explicada ao público e problemas na forma como foi implementada. Poderia ter havido algum cuidado ao nível da abertura de serviços de urgência antes do encerramento de outros. Isso era responsabilidade política e acabámos por sofrer com isso", afirmou Luís Campos, membro da CTAPRU, em declarações à agência Lusa.


A CTAPRU, chegou ao fim! Pum! Basta!

Acha que fez tudo o que tinha a fazer.

Os problemas que surgiram, foi na forma da implementação!

O resto que não fez, não foi por ter que fazer. Foi por falta de comunicação!

Sai de mansinho, depois da grande confusão!

Requalificação das urgências, mas que grande atrapalhação.

É um facto, que tudo foi por convicção.

Cuidado, vem aí um trovão! Pim!

Denúncia da União das Misericórdias Portuguesas

Misericórdias alertam para o facto da comparticipação estatal por idoso estar completamente "desadequada" da realidade
06.05.2008 - 15h23 Lusa
O montante com que o Estado comparticipa as Misericórdias por cada idoso integrado num lar das instituições constitui, segundo o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, "um óptimo exemplo" da "completa desadequação" das comparticipações estatais."O montante de comparticipação que as Misericórdias recebem do Estado por cada idoso que acolhemos nos nossos lares, ao abrigo do acordo existente, é de 330,24 euros" por mês, disse Manuel Lemos, sublinhando tratar-se de um montante "perfeitamente desadequado" e "subavaliado" em relação ao custo de cada idoso por lar.


Esta notícia deixa-me um pouco perplexo e sem perceber nada, não sei se é da forma como está escrita, ou da forma como possívelmente se misturam alhos com bogalhos.

Afinal a União das Misericórdias recebe do Estado só 330,24 euros, por cada idoso e por mês, não é verdade? Mais a percentagem da reforma de cada um. Certo?

Pois bem a minha dúvida é a seguinte, as Misericórdias não contratualizaram camas para os Cuidados Continuados Integrados?

Não são estas pagas em função do estado e do grau de dependência do idoso, assim como em função da sua recuperação? Então e não está correcto este modo de pagamento, se o idoso precisa de mais cuidados paga mais se não paga menos.

Então porque não se refere isto na notícia?