terça-feira, junho 10, 2008

Governo regional açoriano anuncia redução do IRS

09.06.2008 - 16h01 Lusa
O Governo Regional dos Açores anunciou hoje uma redução das taxas de IRS em vigor no arquipélago de 30 por cento para o escalão de rendimento mais baixo e de 25 por cento para o segundo escalão.

A medida fiscal foi tomada em Conselho do Governo na última sexta-feira e anunciada hoje, na ilha Terceira, pelo vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila.O executivo decidiu assim, "reduzir as taxas de IRS, com maior impacto nos escalões de menores rendimentos, descendo em 30 por cento a taxa do imposto a aplicar no escalão de rendimento mais baixo e de 25 por cento no caso do segundo escalão", explicou o governante.

Segundo Sérgio Ávila, esta alteração permitirá que 50.727 famílias (um total de cerca de 78 mil açorianos) passem a beneficiar de uma redução de 30 por cento na taxa de IRS em relação à totalidade dos seus rendimentos e que os restantes 67.840 contribuintes beneficiem de uma redução de IRS a pagar, numa parte significativa dos seus rendimentos colectáveis. "Esta medida irá aumentar o rendimento disponível de todas as famílias açorianas, beneficiando particularmente as famílias com menos recursos", afirmou o vice-presidente do Governo.

O titular da pasta das Finanças adiantou ainda que com a redução proposta de IRS, "todos os açorianos, a partir de 1 de Janeiro de 2009, irão pagar menos impostos sobre o rendimento do seu trabalho e assim aumentar a sua remuneração líquida". "Além da redução do IRS, o Governo dos Açores já deliberou reduzir, a partir de 1 de Julho, a taxa do IVA em um ponto percentual, como forma de reduzir os custos sobre a aquisição de bens e serviços", reafirmou Sérgio Ávila.

Também em Janeiro de 2009, vai ser implementado um complemento regional ao Abono de Família, o que representa anualmente um investimento superior a 2,6 milhões de euros. Além disso, estão previstos apoios suplementares às famílias com filhos a estudar no Ensino Superior ou em cursos de formação pós-secundários, assim como aumentar em cinco por cento o Complemento Regional de Pensão, adiantou Sérgio Ávila.


Sem comentários, cada um diga de sua justiça!

Função Pública: mais de 11.600 pessoas vão reformar-se nos primeiros sete meses de 2008

09.06.2008 - 13h21 Lusa
Enric Vives-Rubio

Mais de 11.600 funcionários públicos vão reformar-se nos primeiros sete meses deste ano, mais 4,5 por cento do que o registado em igual período de 2007, segundo a lista de aposentados hoje publicada em Diário da República. A lista da Caixa Geral de Aposentações mostra que só no próximo mês de Julho, o número de novos aposentados atingirá os 1771, o valor mensal mais baixo dos últimos quatro meses.

No entanto, no conjunto dos sete meses entre Janeiro e Julho e de acordo com as contas da agência Lusa, o número de novos reformados da função pública totalizou 11.625, com a maioria deles (30 por cento) a pertencerem ao Ministério da Educação.
A partir de 2015, os funcionários públicos passam a reformar-se com 65 anos de idade e 40 anos de carreira contributiva (em vez dos 60 anos e 36 de serviço). Esse estatuto também mantém a possibilidade dos funcionários públicos anteciparem a idade de reforma, desde que tenham o tempo de serviço completo, penalizando a respectiva pensão em 4,5 por cento por cada ano de antecipação.


Não sei porquê esta debandada... Cada vez mais as condições de trabalho, o ambiente, as remunerações, são melhores na função pública.

segunda-feira, junho 09, 2008

Quem foi que falou no controle dos custos?

Doentes esperam há seis meses por novo remédio

DN-PATRÍCIA JESUS

Aprovado pelo Infarmed em Dezembro do ano passado, o 'Atripla', remédio que junta num só comprimido três dos anti-retrovirais mais usados pelos doentes, permite reduzir o número de tomas e está há seis meses à espera da fixação do preço para entrar no mercado português


Medicamento espera que preço seja definido O Infarmed já aprovou o Atripla, um medicamento inovador que reúne num comprimido os três fármacos mais utilizados para o tratamento do VIH (vírus da imunodeficiência humana), mas os doentes ainda não podem comprar este medicamento.Carlos Pires, da Autoridade Nacional do Medicamento, explica que só depois da Direcção-Geral das Actividades Económicas (órgão do Ministério da Economia) estabelecer o preço, o Infarmed pode decidir sobre a comparticipação. E só então é que o Atripla, que já recebeu a autorização da Autoridade a 13 de Dezembro de 2007, pode chegar finalmente às farmácias.


Menos comprimidos O Atripla é fruto de uma colaboração pouco habitual na indústria farmacêutica: três laboratórios - a Gilead, a Bristol-Myers Squibb e a Merck - juntaram um anti-retroviral de cada um num só comprimido - efavirenz, emtricitabina e tenofovir.


Amílcar Soares, presidente da Associação Positivo, explica que este medicamento "é sobretudo um facilitador da toma", que vem simplificar a vida à maioria dos doentes, que, assim, em vez de terem que tomar três comprimidos tomarão apenas um.

"Tudo o que venha simplificar a vida aos doentes é bem vindo", reagiu ao DN, por sua vez, Margarida Martins, da Abraço, associação que apoia doentes com sida.

Quando os primeiros tratamentos anti-retrovirais foram lançados, em 1996, os doentes tinham de tomar até 30 comprimidos por dia, alguns com o estômago vazio, outros em diferentes horários ao longo do dia.


O Atripla vem revolucionar o quotidiano destes doentes. "A pessoa não precisa de andar preocupada com três medicamentos, para tomar de manhã, à tarde e à noite", explica ainda Amílcar Soares. O Atripla toma-se uma vez por dia. "Acho que vai deixar as pessoas mais felizes e, sobretudo, vai fazer com que adiram melhor à terapia." Além disso, a toma de apenas um comprimido evita que as pessoas tenham que esconder a medicação para fugir a perguntas. Daí que, para os especialistas, o principal benefício deste medicamento seja ao nível psicológico.

Especialistas contra realização de dietas em idade pediátrica

05.06.2008 - 18h41 Lusa
Especialistas em obesidade pediátrica defenderam hoje que as crianças não devem realizar dietas, sendo necessário fazer uma alimentação saudável e diversificada, bem como exercício físico “vigoroso”. “Não é preciso fazer dieta, aliás, não é recomendado em idade pediátrica fazer dieta”, afirmou Carla Rego, pediatra e investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que preside ao 18º Encontro Anual do European Childhood Obesity Group (Grupo Europeu de Obesidade Infantil) que está a decorrer no Porto.

Segundo a médica, é preciso ensinar a comer de tudo de forma saudável. “Uma restrição alimentar implica necessariamente desequilíbrio emocional e, sendo assim, nunca deve ser feito na vida dieta, muito menos em idade de crescimento”, defendeu.

O norte-americano Bernard Gutin questionou até que ponto vale a pena cumprir uma dieta, defendendo que as crianças devem fazer exercício físico “vigoroso”, ou seja, um desporto que implique corrida ou saltos.

Na sua opinião, as crianças não devem fazer dietas como os adultos, e a actividade física é importantíssima por estimular o desenvolvimento, além de influenciar na obesidade. “As crianças devem fazer esse tipo de exercício físico pelo menos uma hora por dia”, disse, considerando também ser necessário alterar hábitos. Apontou como exemplo a substituição de bebidas com gás por leite às refeições: “As mesmas 200 calorias do leite são mais benéficas, porque têm cálcio”.

Margaritha Caroli, outra especialista presente neste encontro, defendeu ainda um regresso ao passado, designadamente às brincadeiras de rua e passeios ao ar livre, em substituição de horas passadas a ver televisão ou com jogos de consola.

Carla Rego disse que “as armas de terapêutica [para a obesidade, como comprimidos e cirurgia] em idade pediátrica, excepto a mudança de comportamentos, são polémicas”.

Para esta mudança, a especialista defendeu uma maior aposta na prevenção. “Se há que travar uma pandemia, há que saber como fazê-lo, sobretudo quando essa pandemia tem a ver com comportamentos da mulher antes de engravidar, durante a gravidez, do crescimento da criança, dos pais, das escolas e autarquias”, afirmou Carla Rego, acrescentando que “falta legislar, legislar em várias áreas, como a alimentação nas escolas e no que diz respeito à publicidade”.

Carla Rego afirmou ainda que, apesar de não existirem números gerais sobre obesidade infantil, porque “não há nenhum rastreio nacional”, empiricamente, através das consultas externas, dá para perceber que se trata de um doença que tem aumentado, sobretudo em idades mais precoces. “Presumo que a Plataforma para a Obesidade esteja a planear realizar esse estudo”, concluiu.




Aqui está um conselho de quem sabe, a ser seguido por muitos que dizem que se deve iniciar dietas na infância!

domingo, junho 08, 2008

E pode por estes motivos? Nem nas repúblicas das bananas!


Ordem dos Dentistas pondera impedir acesso à profissão
A Ordem dos Médicos Dentistas pondera impedir o acesso à profissão, caso continuem a não existir soluções de emprego para estes profissionais, revelou hoje à Lusa o bastonário da classe. Diario Digital

Orlando Monteiro da Silva falava à Lusa no final da audiência que manteve com o Presidente da República, com o qual abordou a questão da emprego dos médicos dentistas.
Para a Ordem, a situação destes profissionais está a atingir um limite, uma vez que todos os anos saem 600 licenciados que se juntam aos 6.000 médicos dentistas que existem em Portugal.
Sem emprego para exercer a profissão, muitos têm optado por emigrar, o que a Ordem dos Médicos Dentistas lamenta. Nesta situação estão já 247 médicos dentistas que exercem a profissão em Inglaterra.


Perante este cenário, que classifica de «muito grave», a Ordem está a ponderar impedir o acesso à profissão, alegando que estão cobertas as necessidades sanitárias do país, em termos de medicina dentária.


Outro tema que a Ordem dos Médicos Dentistas abordou com Aníbal Cavaco Silva foi o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que entrou em vigor a 01 de Março e que implica a atribuição de cheques-dentistas.

sábado, junho 07, 2008

Em Portugal está-se à espera de quê ?

Ministro defende castração química de pedófilos

Se depender do ministro da Justiça espanhol, Mariano Fernandez Bermejo, os juízes poderão vir a obrigar os pedófilos a submeterem-se a tratamentos de "inibição do desejo sexual", ou seja, à castração química.

Numa entrevista publicada hoje no diário espanhol 'Expansión', Mariano Bermejo admite a castração química obrigatória para pessoas que tenham cumprido pena por abuso sexual de menores. O ministro da Justiça defende que tratamento siga critérios médicos e seja aplicado no caso de os visados continuarem a ser considerados perigosos para a sociedade.


No livro 'Minorias Eróticas e Agressores sexuais", o psiquiatra Afonso de Albuquerque afirma que as hormonas antiandrogénicas mantêm-se como o tratamento de primeira escolha para pedófilos violentos e reincidentes. O efeito mantém-se enquanto for administrado o medicamento, e a duração do tratamento pode ir até vários anos.


Segundo este psiquiatra português, há poucos dados que permitam afirmar que as parafilias (entre as quais a pedofilia) são curáveis, e que podem ser substituídas permanentemente por uma orientação sexual normal. Pelo que, os objectivos do tratamento são a diminuição dos desejos sexuais por crianças.

O tratamento com hormonas antiandrogénios leva à diminuição das hormonas masculinas ( testosterona e a di-hidrotestosterona), o que é comparável com o efeito da castração cirúrgica dos testículos. O resultado é facilmente medido através de análises ao sangue, permitindo ao clínico um melhor controlo da eficácia do tratamento.


Estas intervenções existem há anos noutros países europeus e no Canadá, mas ainda não chegaram a Portugal.
De acordo com Afonso de Albuquerque, a total falta de coordenação entre o sistema judiciário e o sistema de saúde no país não permitiu ainda a implementação de protocolos de intervenção médico-legal na avaliação, no tratamento voluntário (ou/e compulsivo) e na reinserção dos pedófilos.

sexta-feira, maio 30, 2008

António Arnaut: "Há quem espere receber o cadáver do SNS, mas este vai sobreviver"


30.05.2008 - 15h46 Lusa
O antigo ministro socialista e "pai" do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, manifestou-se hoje convicto de que o SNS sobreviverá apesar de "haver muita gente à espera de receber o seu cadáver".Falando num encontro da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o antigo ministro dos Assuntos Sociais, que criou o Serviço Nacional de Saúde (SNS), manifestou-se preocupado "com os ataques" de que é alvo o sistema público de saúde, mas esperançado de que os cidadãos não abrirão mão de um direito adquirido e essencial para o exercício de uma cidadania plena. "Se os grandes grupos económicos estão a investir na saúde é porque sabem que dentro de pouco tempo está tudo desmantelado, e o Serviço Nacional de Saúde ficará para os coitadinhos. Estou muito preocupado com o avanço do neoliberalismo e com a capacidade de intervenção das grandes companhias majestáticas, como nunca antes", observou. António Arnaut recordou que "há 20 anos o SNS cobria 90 por cento da população, e o resto era a ADSE e pouco mais", acrescentando que hoje "há cerca de dois milhões de apólices de seguros, porque as empresas obrigam os seus trabalhadores a fazê-las". "Há uma fuga dos recursos humanos do SNS para o sector privado", referiu, acusando o antigo ministro da Saúde, Correia de Campos, da "destruição das carreiras médicas", possibilitando os contratos individuais. Na sua perspectiva, tem havido "medidas que visam destruir o SNS para o deixar de forma residual para os coitadinhos". "O Serviço Nacional de Saúde é uma conquista de Abril, um serviço universal, geral e gratuito" ou tendencialmente gratuito, recordou. Para António Arnaut, este princípio, além da força ética que comporta, tem uma força jurídico-constitucional muito grande, pois será necessária uma concertação de dois terços dos deputados da Assembleia para o retirar da Constituição da República Portuguesa pela revisão do artigo 64º. "No dia em que o PS o faça eu saio do Partido Socialista, do qual sou um dos fundadores", prometeu, embora tenha a esperança de que isso não irá acontecer porque o SNS sobreviverá. Essa esperança radica, quer na reacção do primeiro-ministro ao substituir Correia de Campos como ministro da Saúde porque os cidadãos "tinham perdido a confiança no SNS", quer pela "sublevação popular", que constituíram as reacções às medidas que estavam a ser introduzidas. "Há hoje uma consciência cívica que pode impedir o Governo de restringir os direitos conquistados. Por isso estou optimista. É difícil que um direito conquistado seja retirado", sublinhou, frisando que numa sociedade em que a pobreza aumenta só o Estado poderá garantir a igualdade de acesso à saúde, um direito que radica na ideia de dignidade da pessoa humana. A intervenção de António Arnaut enquadrou-se num encontro realizado durante o dia de hoje pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, intitulado "Gerir em Tempos de Mudança".



Só quem é Pai, tem tanta esperança por um filho que tomou outros rumos, que não os preconizados por quem o ama!


António Arnaut, nem podia ter outra postura e acredito no seu sofrimento, ao ver o que se tem passado nestes últimos tempos.


Mais!


Por mais ameaças que possa fazer no sentido de abandonar o partido que ajudou a fundar, o "neoliberalismo" não pára, tem paciência e acabará por absorver o SNS, para mal de todos nós.


É só uma questão de tempo!

Acto médico no SNS e na Privada...

A propósito do meu post relativo às reclamações dos utentes e ao relatório da IGAS, alguem escreveu muito pertinentemente...

Anónimo disse...
Também há outro aspecto curioso em relação às queixas de demora no atendimento.. é que se demorarem a atender no SNS, cai o Céu e a Trindade - os médicos andam é a passear, não prestam, ninguém liga nenhuma, isto funciona mal, etc.. se a demora for a mesma ou até superior no privado... "este senhor doutor trabalha mesmo muito, temos que esperar 3 horas e tudo! é porque é muito bom!" ou seja, qdo as pessoas vão ao SNS entram já com um preconceito, com todas as pedras na mão e tornam-se muito mais intolerantes a qualquer coisa que corra menos bem. Já qdo entram no privado vão tão (mal) convencidas que tudo corre ás mil maravilhas, que mesmo as faltas mais graves são desculpadas!
Quinta-feira, Maio 29, 2008

Pois...mas há mais: no SNS a consulta é gratuita e tem de ser para já, enquanto que na Privada é bem paga e é por especial favor que é atendido... No SNS quer-se - e muito bem - cultivar ( mas apenas nos CS, que não nos Hospitais) a consulta com hora marcada...na Privada é o que se sabe...

Não é anedota aquela do médico que mandava a sua assistente de consultório marcar as consultas para uma hora em que era impossível estar no consultório...é que assim se fazia a fama de ser muito atarefado e estava com o consultório sempre à pinha

Enfim...posturas perante a profissão e a ética...

quinta-feira, maio 29, 2008

INEM reforça socorro pré-hospitalar com mais seis ambulâncias na região centro


29.05.2008 - 17h43 Romana Borja-Santos, Público
A região centro conta, a partir de amanhã, com seis novas ambulâncias do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica). O reforço dos meios de emergência levou à contratação de 45 novos colaboradores, com o objectivo de profissionalizar o socorro pré-hospitalar, que tem já 75 ambulâncias inteiramente utilizadas por profissionais do instituto.Pombal e Tondela passam a dispor de duas viaturas de Suporte Imediato de Vida e Estarreja, Figueiró dos Vinhos, Mortágua e Tábua de uma ambulância de Suporte Básico de Vida. Nas três primeiras localidades a ambulância funcionará 24 horas por dia, mas nas restantes só estará disponível durante o período nocturno (das 20h00 às 08h00 do dia seguinte).



O INEM a pouco e pouco vai cobrindo o país.


Mas como?


Devemos perguntar, já que, potencialmente todos somos possíveis futuros utilizadores.


"As viaturas de Suporte Imediato de Vida têm um enfermeiro e um técnico de ambulância de emergência e estão equipadas com mais medicamentos e com um monitor-desfibrilhador, o que permite a transmissão dos electrocardiogramas e dos sinais vitais."


Estar equipada com mais medicamentos é suficiente? Transmitir o ECG, chega? Isto dá segurança ao povo? Para onde leva os doentes?


"As ambulâncias de Suporte Básico de Vida contam apenas com dois técnicos de emergência. No entanto, levam equipamento de avaliação e estabilização do doente para situações de trauma ou de doença súbita, podendo ainda utilizar um desfibrilhador automático externo, em caso de necessidade."


Continuamos com as dúvidas que temos, por enquanto.


"Pombal e Tondela passam a dispor de duas viaturas de Suporte Imediato de Vida e Estarreja, Figueiró dos Vinhos, Mortágua e Tábua de uma ambulância de Suporte Básico de Vida. Nas três primeiras localidades a ambulância funcionará 24 horas por dia, mas nas restantes só estará disponível durante o período nocturno (das 20h00 às 08h00 do dia seguinte)."


E agora deixamos de ter dúvidas, nem preciso comentar! Portugal no seu melhor!

Governo anunciou conclusão da reforma legislativa da administração pública

29.05.2008 - 15h20 Lusa
O ministro das Finanças afirmou que o Governo concluiu hoje a reforma legislativa da administração pública, com a aprovação de quatro diplomas relativos a contratos de trabalho, protecção social, carreiras e tabelas remuneratórias.“Estamos perante a reforma mais ambiciosa e mais profunda adoptada em muitas décadas de administração pública. A partir de agora, a tarefa do Governo será a de concretizar o novo quadro legislativo”, declarou Teixeira dos Santos no final do Conselho de Ministros.


Esperando de facto que assim suceda, aguardamos os próximos capítulos da reforma da administração pública.

Espera-se uma verdadeira reforma para benefício dos cidadãos que necessitam da administração pública, assim como para os seus funcionários, não uns meros alinhavos, para apresentação de "trabalho feito" e para cumprir calendário.

Autonomia sem responsabilização às vezes dá asneira...

Maternidades dão orientações erradas para deitar os bebés
CARLA AGUIAR PAULO SPRANGER
DN
As maternidades portuguesas adoptam e recomendam práticas erradas no acompanhamento dos recém-nascidos, acusa o pediatra Mário Cordeiro.
"É intrigante e perturbador constatar que 18 anos depois de existir uma orientação técnica da Direcção--Geral da Saúde a dizer que as crianças não se devem deitar de lado, porque isso aumenta para o dobro a probabilidade de morte súbita, mas de costas, profissionais de saúde continuem a recomendar essa prática", disse o médico ao DN.

Um estudo concluído no final do ano passado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, baseado em inquérito às mães, a seguir à alta médica, constatou que "em 90% dos casos foi-lhes recomendado pelas enfermeiras que deitassem os bebés de lado".

Esta situação leva aquele pediatra a considerar que é preciso "questionar e responsabilizar os directores de serviço dos hospitais que não fazem um acompanhamento do modo como os profissionais estão a seguir as orientações técnicas e as evidências científicas".
...........................................................................................................................

quarta-feira, maio 28, 2008

Cortar as pernas à charlatanice

Polícia interroga professor Bambo
Vidente foi levado pela PSP, no Porto, e constituído arguido
Nuno Miguel Maia e Nuno Silva



O "Professor Bambo", conhecido vidente e astrólogo senegalês, foi ontem constituído arguido, no âmbito de um processo em que está a ser investigado por alegadas burlas e extorsões.

Dois dos seus consultórios, no Porto e em Lisboa, foram alguns dos alvos das buscas realizadas por elementos da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP, numa investigação que tem decorrido sob a direcção do DIAP do Ministério Público do Porto.

Ao que apurou o JN, estão em causa várias queixas, algumas recebidas ainda durante o dia de ontem, por parte de pessoas que se sentiram enganadas nas "consultas", em que a troco de dinheiro lhes eram prometidas soluções para problemas de vária ordem, sobretudo no campo sentimental.
............................................................................................................................
A actividade do Professor Bambo, de 52 anos, é publicitada, sobretudo, através de anúncios. Mas o vidente tem aparecido igualmente em programas de televisão e rádio. No sítio na Internet, diz ter "gabinetes" em Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal, e apresenta-se como "o mais reconhecido médium vidente em Portugal".


......................................................................

Respeitem-se crenças, respeitem-se diferenças...até pode haver muita coisa dificilmente explicavel pela ciência clássica e mesmo na área médica...

Mas crendice e charlatanice propagandeada alto e bom som até na televisão pública....não será demais? Até quando a impunidade?


terça-feira, maio 27, 2008

Os ratos que a montanha pare...

É o que apetece dizer ... muito se ouve falar do descontentamento dos portugueses relativamente ao SNS, mas quando se vai analisar o relatório da Inspecção Geral Actividades de Saúde relativo às reclamações chegadas aos Gabinetes do Utente em 2007, verifica-se que elas correspondem a 1,38 reclamações por cada mil actos assistenciais dos Hospitais e a 0,35 nos Centros de Saúde, actos assistenciais estes que são vários milhões por ano...

Os detractores do sistema virão dizer já a correr que os portugueses estão pouco habituados a reclamar e a usar os seus direitos... também...mas será que aquelas permilagens subiriam muito, mesmo assim?

Doente acompanhado nas urgências - projecto lei do BE

BE quer doente acompanhado nas urgências



Francisco Louçã apresentou ontem, no final de uma visita ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, um diploma que permite "a qualquer cidadão admitido num serviço de urgência do SNS, o direito de ser acompanhado por um familiar ou amigo"."
Seis milhões de pessoas estiveram em 2007 nas urgências, muitas delas submetidas a dificuldades, estão no corredor, demoram a ser atendidas, estão desesperadas, têm medo. O atendimento e a humanização do serviço passam por medidas simples", afirmou.
O projecto de lei impõe que os serviços de urgência se preparem "no prazo de 180 dias" para "permitir que os doentes possam usufruir do direito de acompanhamento".

E ressalva não ser "permitido acompanhar ou assistir a intervenções e outros exames ou tratamentos" que possam ser prejudicados pelo acompanhante.




Combate à Obesidade - Orientação correcta

Hospitais públicos vão mandar obesos para unidades privadas
alfredo cunha - JN
Obesidade afecta cerca de 1,7 milhões de portugueses e 200 mil são-no ao nível de doença crónica


O Ministério da Saúde (MS) vai comparticipar na totalidade a realização de cirurgias de banda gástrica em hospitais privados, mas apenas em doentes obesos que sejam avaliados pelo Serviço Nacional de Saúde.


Ontem, dia em que se comemorava o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, o director-geral de Saúde, Francisco George, anunciou que a medida deverá começar a ser aplicada este Verão, não revelando quanto irá custar ao MS."O serviço de hospital público é a resposta natural ao doente, mas no caso dos centros hospitalares de referência não conseguirem dar resposta, o privado será um recurso de complemento", explicou Francisco George.

Assim, os hospitais privados que têm capacidade para realizar cirurgias bariátricas (de redução de estômago) vão poder tratar doentes obesos, mas apenas serão comparticipadas as operações dos que forem encaminhados pelas unidades hospitalares públicas.

Segundo a Direcção-Geral de Saúde, em 2007 o Serviço Nacional de Saúde realizou 963 cirurgias para colocação de banda gástrica, mais do triplo do que em 2006, todas elas cem por cento comparticipadas, sem custos para o doente além das taxas moderadoras de internamento

Na próxima quarta-feira, a Direcção-Geral de Saúde irá apreciar e votar um documento normativo, que está a ser elaborado há vários meses, que estipula os critérios de admissão dos hospitais privados nessa futura plataforma.O documento exige que as denominadas Unidades de Tratamento de Obesidade dessa plataforma, em hospitais públicos ou privados, tenham obrigatoriamente que dispor de uma equipa médica multidisciplinar, que inclua cirurgião, endocrinologista, nutricionista e um psicólogo ou psiquiatra. O hospital que se propuser a integrar aquela futura plataforma terá de dar uma garantia de, pelo menos, 125 cirurgias por ano e um cirurgião com uma experiência acumulada de 80 circurgias bariátricas.

domingo, maio 25, 2008

Um blogue para "intelectuais"


A Semana Médica, encontrou-nos e fez um pequeno artigo a nosso respeito.


Uma das passagens diz assim"... No entanto, ao analisarmos mais atentamente o blogue, percebemos que o autor, ao clarificar, com opinião fundamentada as notícias da área da Saúde veiculadas pelos diversos média, mais não está que a fazer uma crítica muito forte, mas com um sentido construtivo imenso, à actual política de Saúde do Governo - porventura, os verdadeiros intelectuais a que se refere o nome do blogue - e a chamar a atenção para as "barbaridades" que se passam por este País fora. ...".


Muito obrigado Semana Médica, pelo apreço e consequente divulgação do blogue.


Podem ficar cientes, que tudo faremos para continuar da forma como sempre estivemos, contra os dislates!

sábado, maio 24, 2008

Como O "Público" é burro!

Foi no dia 11 de Maio de 2008 que o ex-jornal de referência com o nome de Público anunciou isto:

"Ministério Público investiga morte em Alijóclip_image001

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) participou ao Ministério Público o caso da morte do homem de Alijó, Vila Real, que em Janeiro esteve na origem da divulgação de telefonemas entre os bombeiros locais e o INEM, noticiou o Sol on-line.
Este inquérito-crime é um dos resultados da investigação feita ao caso pela IGAS, ordenada pelo ex-ministro da tutela Correia de Campos e cujas conclusões foram agora entregues à ministra Ana Jorge.
António Moreira faleceu na sua casa em Castedo do Douro, Alijó, depois de uma queda em que terá batido com a cabeça. A casa da vítima fica a cerca de 60 quilómetros do hospital de Vila Real e a nove quilómetros da sede do concelho, cujo serviço nocturno do SAP foi encerrado em Dezembro.
A família sustenta que a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) só chegou à aldeia "duas horas depois do pedido de ajuda", versão que é refutada pelo INEM."

 

Quem lê a notícia é induzido a pensar que o Ministério Público vai investigar mais um caso de negligência médica. Mas não! O que o MP vaio investigar é a razão pela qual uma pessoa teve uma morte violenta - uma queda, da qual resultou a sua morte. Queda natural? Homicidio? Suicidio?

Ai Público, Público

Mas Que Gira!

 

O Correio da Manhã proporcionou-lhe a visibilidade pela mão de Bruno Colaço o (bom) fotógrafo e Sofia Rato, a aprendiz de jornalista.

Pois, se este senhor em vez de ser levado pela sua gira filha gira aos desumanizados bancos dos hospitais onde sempre se deslocou por sintomas subjectivos, tivesse sido levado ao Centro de Saúde da sua área de residência, de certeza que o médico que o seguisse em continuidade temporal faria o diagnóstico.

Vão aos bancos dos hospitais das periferias das grandes cidades com sintomas como falta de apetite, confusão, etc. e depois queixam-se de ser mal observados.

A senhora jornalista Sofia Rato, deu voz a esta frase da senhora Mariana Gira Martins:

"O meu pai morreu à fome porque não conseguia engolir. Se o tivessem observado como um ser humano teria uma morte digna', afirmou a filha."

Eu afirmo com segurança:

- Este senhor morreu por negligência familiar. Se em vez de o empurrarem para os bancos dos hospitais onde foi assistido por médicos estranhos, tarefeiros, porventura de língua estrangeira, o paciente sofreu com a desumanização, a frustação, a incomodidade, a despersonalização, a angústia, o sofrimento que a família, talvez por desconhecimento, lhe ofereceu durante estes seis meses.

Quanto à senhora jornalista, cumpriu o seu papel. Que saudades do Torcato Sepúlveda...

 

 

 

  clip_image001Mariana Martins diz que viu o pai morrer à fome e à sede porque estava debilitado e não conseguia comer

23 Maio 2008 - 00h30

Almada - Homem de 83 anos tinha doença em fase terminal

Hospital falha diagnóstico

Joaquim Andrade Martins, de 83 anos, deu entrada pela primeira vez nas Urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada, em Março de 2006, com dificuldades em engolir, urinar e com falta de ar. Voltou ao hospital mais seis vezes nos seis meses seguintes e chegou a estar internado. As altas foram sendo passadas sucessivamente. Viria a morrer em Dezembro com um cancro no esófago que não lhe foi diagnosticado no Garcia de Orta.

'Os médicos diziam que ele estava a fazer uma birra por causa da idade. Como não comia davam-lhe vitaminas', disse ao CM a filha Mariana.

Alarmada com o peso e estado de saúde do idoso, a família decidiu levá-lo ao Hospital do Barreiro, onde passou a ser seguido. 'Fizeram-lhe uma endoscopia, algo que no Garcia de Orta nunca fizeram apesar dos nossos pedidos. O meu pai tinha cancro no esófago em fase terminal por isso não engolia. Passava dias inteiros só com água, daí ter emagrecido 18 kg', recorda a filha.

Contactado pelo Correio da Manhã, o director clínico do Garcia de Orta, Luís Antunes, diz que as várias idas do paciente às Urgências tinham como causa 'dispneia, confusão, recusa alimentar, prostração, retenção e infecção urinária e vómitos, sem referência a dificuldades de deglutição, não sendo necessária por isso a realização de uma endoscopia'.

'O meu pai morreu à fome porque não conseguia engolir. Se o tivessem observado como um ser humano teria uma morte digna', afirmou a filha.

DOIS ANOS PARA TER CONSULTA

No dia 21 de Agosto de 2006, Joaquim Andrade Martins teve alta da Urgência do Garcia de Orta, onde passou a noite, algaliado e com um cateter no braço. No dia seguinte regressou à Urgência: 'Feriram-no com a algália e ele teve uma hemorragia. O cateter foi retirado por mim', conta, entre lágrimas, a filha Mariana, que apresentou queixa no hospital e junto de várias entidades. Em Setembro de 2006 o hospital marcou uma consulta de Urologia para o paciente, que seria apenas este ano, em 2008.

No dia 21 de Agosto de 2006, Joaquim Andrade Martins teve alta da Urgência do Garcia de Orta, onde passou a noite, algaliado e com um cateter no braço. No dia seguinte regressou à Urgência: 'Feriram-no com a algália e ele teve uma hemorragia. O cateter foi retirado por mim', conta, entre lágrimas, a filha Mariana, que apresentou queixa no hospital e junto de várias entidades. Em Setembro de 2006 o hospital marcou uma consulta de Urologia para o paciente, que seria apenas este ano, em 2008.

'Recebemos uma carta a dizer para o meu pai estar no dia 5 de Maio na consulta', comenta a filha. 'Um doente de 83 anos com retenção urinária que determinou necessidade de algaliação tem indicação para consulta de urologia, mas não urgente', afirma Luís Antunes, do Garcia de Orta, sem explicar por que razão o idoso teria de esperar exactamente 21 meses para ser visto por um especialista em urologia.

Sofia Rato

Torcato Sepúlveda: Um Jornalista Que Soube Ser Jornalista.

Do pouco que privei com ele, ficou-me a ideia de um Homem bom e culto.

Jornalista atento.

Um exemplo para muitos que aqui critiquei e criticarei!

Morreu o jornalista Torcato Sepúlveda.

21.05.2008 - 20h19 PÚBLICO

O jornalista Torcato Sepúlveda morreu hoje, aos 57 anos. Tinha sido internado dois dias antes.
Marcou a crítica literária e mudou a forma de fazer jornalismo cultural em Portugal — foi o primeiro editor da secção de Cultura do PÚBLICO, jornal de que foi um dos fundadores. Nascido em Braga, era filho de professores primários.
Frequentou o curso de Filologia Românica na Universidade de Coimbra e, entre 1971 e 1974, viveu exilado em Bruxelas, onde foi operário. No regresso a Portugal, trabalhou no serviço de fronteiras em Vila Real de Santo António, tendo passado daí para o jornal “Expresso” como copydesk. Neste semanário começou a fazer crítica literária, assinando João Macedo — João Torcato Sepúlveda de Macedo era o seu nome completo. Fez traduções sob pseudónimos: Silva de Viseu, Buíça, D. Luís da Cunha.
Do “Expresso” saiu para o PÚBLICO, onde editou também a secção de Sociedade antes de partir para integrar a equipa que refundou o “Semanário”. Passou pela “Capital”, por “O Independente” e era actualmente jornalista do “Diário de Notícias” (escrevia para o suplemento de sábado “NS”).

 

de um comtário no público:

Morreu o "Desvairadão", ínclito bracarense, anarco-surreal-situacionista, de cuja prosa elegante e truculenta todos beneficiamos. Companheiro de todas as fronteiras, aristocrata das ideias, o Torcato vai fazer muita falta. Sejamos sérios, anda por aí muita canalha que vai desatar a insinuar que ele foi um grande jornalista... mas... tinha o defeito de odiar certos reflexos do poder económico no texto jornalístico de alguma fauna de futuros administradores. Com Torcato vai-se a prosa mais cáustica e terna da nossa depauperada imprensa cultural. Sossega camarada, vamos vingar-te!

sexta-feira, maio 23, 2008

João Rodrigues regressa à Missão de Cuidados Primários

23.05.2008, Margarida Gomes
O médico João Rodrigues, que se demitiu da equipa nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) em ruptura com o seu coordenador, Luís Pisco, vai integrar o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários, presidido pelo ex-director-geral da Saúde Constantino Sakellarides, soube o PÚBLICO. A decisão de criar um conselho consultivo para acompanhar a reforma dos cuidados primários foi tomada pela ministra Ana Jorge, numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde.O ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções.O Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra. que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP. A responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde. E é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído.Da anterior equipa da Missão apenas Luís Pisco (coordenador nacional) e José Fragoeiro (jurista) se mantêm. Todos os outros saíram. À excepção de Armando Brito de Sá (que foi forçado a demitir-se por integrar a MCSP e ser ao mesmo tempo consultor da Alert Life Sciences Computing, SA na área dos cuidados primários), todos os outros médicos apresentaram a sua demissão por divergências profundas com a falta de liderança de Luís Pisco no cumprimento das tarefas que estão atribuídas à estrutura de Missão. Mas reafirmaram sempre o seu completo apoio à reforma em curso, ao programa do Governo e à resolução do Conselho de Ministros que criou a MCSP e determinou as suas orientações.


É interessante ver estes equilíbrios no arame, pergunto-me é se há rede, ou estão bem presos?

Ainda me lembro de Luís Pisco afirmar que o Conselho Consultivo da MCSP, era um desejo dele e que era para ter sido executado aquando da primeira Missão tendo ficado por implementar, quando Constantino Sakellarides deixou "escapar" a notícia do convite para ocupar este cargo e que estava a pensar ainda, se o aceitaria, divulgado no Público se bem se recordam.

Agora e de acordo com esta notícia, também publicada no mesmo jornal e transcrita na integra, o que verificamos? Parece que a verdade de ontem não é a verdade de hoje.

Afinal a Ministra Ana Jorge é que teve a ideia de criar o dito Conselho Consultivo, "numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde".

O que se aprende a ler os jornais!

De tal maneira é verdade, que de acordo com o texto da notícia, podemos ficar a saber que, "o ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções."

Ainda podemos ler, "o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra, que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP", parece mais um Conselho Consultivo, também com funções fiscalizadoras e com dependência hierárquica absoluta da Ministra.

Continuamos a ler, "a responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde", mas que responsabilidade? O modelo B está implementado, a legislação dos ACES está feita de acordo com as notícias do sítio da MCSP, não entendo.

Mais, "é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído", levar pessoas que já fizeram parte da estrutura e se demitiram, provocando o alarido que provocaram, isso não é provocar ruído interno é uma medida de cautela, conforme disse aprende-se muito lendo jornais!