Médicos Espanhóis regressam a casa...Porquê?
Público ( notícia na íntegra)
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O bastonário acrescenta que o fluxo migratório de clínicos espanhóis sempre viveu de vindas e idas. Dos cerca de 1500 que, em média, todos os anos e durante mais de uma década, chegavam a Portugal, 90 por cento regressavam ao seu país depois de tirar a especialidade. Pedro Nunes recusa partilhar as preocupações dos responsáveis dos serviços de saúde portugueses, alegando que tem havido "falta de inteligência" na forma como estão a deixar partir "quadros muito bons".
Sousa Santos [ presidente do conselho de administração do CHB] reage, dizendo não ter condições financeiras para corresponder às exigências que estão a ser colocadas pelos médicos espanhóis, que tentam fazer valer as enormes dificuldades resultantes da falta de médicos na região alentejana. "Pagamos 3000 euros para os aguentar", enquanto os da carreira "têm se suar a estopinhas" para ganhar o equivalente. O que acontece, acrescenta o presidente do CHBA, é que os espanhóis "vão-se embora quando ficam na posse do título da especialidade".
Nestas condições, investir na manutenção dos bons quadros, como defende Pedro Nunes, "é profundamente irrealista", quando "estamos impedidos de o fazer" devido às restrições orçamentais, que impuseram um congelamento da verba para a contratação de recursos humanos.
Algumas interrogações e constatações:
1ª Os espanhois têm muitas faculdades e formam muitos licenciados em Medicina... médicos indiferenciados ...que vêm fazer um Internato de Especialidade dos melhores da Europa á custa do erário público português...e que logo que possível regressam ao seu país
2ª A lei do mercado começa a funcionar e no SNS as mãos dos responsáveis estão atadas para compensar/remunerar os seus melhores quadros médicos
3ª Em Espanha as comunidades autónomas, nomeadamentre a Galiza e a Andaluzia, abriram milhares de vagas para médicos nos seus quadros públicos...daí a "fuga" que está a ter lugar no Norte e ainda no Alentejo e Algarve...











