quarta-feira, maio 14, 2008

Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco



14.05.2008 - 08h42 Joana Ferreira da Costa, Luciano Alvarez, Romana Borja-Santos, Público



Os constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates.Mas a situação não é inédita, pois nas viagens com o Presidente da República, Cavaco Silva, as pessoas que o acompanham também costumam fumar. A TAP considerou, contudo, todos estes casos "normais" em serviços especiais fretados.



Onde estão os princípios, a moral, a ética?

Com exemplos destes e de outros parecidos, como esperam que os levemos a sério!

Ainda têm muita sorte em ter "gente" que lhes entrega os votos!

terça-feira, maio 13, 2008

Lei britânica sobre embriões aprovada na generalidade

13.05.2008 - 17h48 Ana Gerschenfeld, Público
Não foi um voto apertado: ontem, no Parlamento britânico, 340 deputados contra 78 aprovaram, na generalidade, o novo projecto de lei sobre fertilização humana e embriologia. O texto deverá ser debatido na especialidade já para a semana, regressando à câmara dos Comuns para aprovação final antes de transitar para a câmara dos Lordes e ser aprovado como lei pela rainha.



O projecto de lei tem gerado muita controvérsia na Grã-Bretanha, principalmente devido à posição da Igreja Católica – a tal ponto que, há semanas, o primeiro-ministro Gordon Brown se viu obrigado a dar liberdade de voto aos deputados trabalhistas.



Não é de admirar que assim tenha acontecido, uma vez que os principais pontos do texto em debate são realmente pioneiros.



Trata-se de legalizar a criação de embriões híbridos de animal e humano para fins de investigação médica (de doenças incuráveis como o Parkinson ou o Alzheimer); de autorizar os pais com um filho gravemente doente a recorrer à fertilização in vitro (FIV) para escolher, graças ao diagnóstico pré-implantatório, um irmão ou irmã geneticamente compatível que possa doar tecidos para o tratar; e de eliminar a necessidade de um pai para recorrer à FIV, sendo esta figura substituída pela de “figura parental”. Em particular, esta última disposição permitirá que os casais de lésbicas recorram à FIV.





Um grande passo para a ciência e investigação, sem dúvida. No entanto pergunto-me, se do ponto de vista, ético, moral e filosófico a humanidade está preparada para este facto.

FOTO DO DIA - Esclarecimento aos leitores

A designação de Foto do Dia não significa que ela mude todos os dias...

Mais, pode até acontecer que aquilo que nela é retratado seja de tal modo actual e de tal modo persistente que a mesma foto se mantenha por vários dias...

É o caso presente, como já terão reparado...

Então o Sr. Director Geral da Saúde fica sem piar ?

Apesar da total restrição nos voos comerciais
TAP garante que nos voos fretados se pode fumar a pedido do cliente

13.05.2008 - 16h07 Romana Borja-Santos
Publico

Pedir para fumar num voo fretado é tão “normal” como solicitar uma “refeição especial” ou a distribuição de determinados jornais a bordo, garante a TAP (Transportadora Aérea Portuguesa). A companhia não compreende, por isso, a notícia avançada pelo PÚBLICO que dá conta que o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo fumaram a bordo do Airbus A330, fretado à transportadora portuguesa para uma viagem, realizada ontem, entre Lisboa e Caracas.
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Contactado pelo PÚBLICO, o director-geral da Saúde, Francisco George, recusou-se a responder a quaisquer perguntas sobre a situação, nomeadamente sobre se os tripulantes dos voos fretados têm os direitos consignados na lei portuguesa.

Não me comprometam, não me comprometam...se fossem outros eu ainda defendia a minha dama e os princípios em que acredito...mas valha-me Deus Nosso Senhor a a Virgem de Fátima...é que é o Sr. Primeiro Ministro...

quinta-feira, maio 08, 2008

VOZES DISSONANTES...E DESTEMIDAS!

SIM - Sindicato Independente dos Médicos
Jornal Virtual do SIM

AS LISTAS DE ESPERA DE OFTALMOLOGIA
Simédicos tem observado em silêncio mas com atenção, e com inquietação crescente, esta polémica das listas de espera para consultas e cirurgias de Oftalmologia e dos protocolos das autarquias com os serviços médicos cubanos, e a imagem que as reportagens televisivas parecem estar a passar para a população de que se os doentes não são atendidos para que os médicos oftalmologistas possam ganhar muito dinheiro na sua privada. É lamentável que portugueses tenham de recorrer a técnicas cirúrgicas antiquadas e depois de longos voos transatlânticos.

É lamentável que 51 serviços hospitalares de Oftalmologia não saibam ou não consigam dar resposta atempada às necessidades de saúde dos portugueses. Os médicos oftalmologistas portugueses deveriam sentir-se envergonhados por serem todos metidos no mesmo cesto... ou então devem denunciar objectivamente que são as instituições do SNS que não os deixam trabalhar ou que não lhes dão as condições para o fazerem. Quais são, onde, como e quando. Só assim se poderá compreender porque é que por ex.º no CH Vila Nova de Gaia a lista de espera é praticamente inexistente e no H. S. João é de 3 ou 4 meses. Será que é porque nestas duas instituições se opera aos sábados todo o dia no âmbito do SIGIC?

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou ontem no Parlamento, que na área da oftalmologia está identificada uma elevada lista de espera para cirurgias, nomeadamente às cataratas, mas que serão primeiro esgotadas as capacidades do sector público e só depois se avançará para a contratualização com os sectores privado e social. O Sindicato Independente dos Médicos está plenamente de acordo com esta postura da Sr.ª Ministra.

O Sindicato Independente dos Médicos receia até que esta questão seja apenas a ponta do icebergue, pois que há muitas outras doenças para além das cataratas e porque é sabido que os Médicos de Família, cientes da falta de resposta hospitalar nesta área da Oftalmologia, já não estão a referenciar patologias minor mas importantes a médio e longo prazo.
8 de Maio de 2008 o0/n1954/t1/D.G.L.J

quarta-feira, maio 07, 2008

Hospitais públicos na concorrência às convenções

Proposta quer aumentar concorrência
Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde.

Rádio Renascença
Esta é uma das propostas do novo diploma que entra hoje em discussão pública e que pretende rentabilizar meios e concorrer em pé de igualdade com os prestadores privados.As convenções com os hospitais públicos foram fechadas há dez anos. Agora, a tutela quer aumentar a oferta e obrigar à concorrência dos preços.

Na base da criação deste diploma foram tidas em conta as recomendações da Entidade Reguladora que denunciou a discriminação de que eram vítimas os utentes do Serviço Nacional de Saúde sempre que necessitavam de fazer exames complementares no privado.

Muitas mas muitas dúvidas que os hospitais consigam aumentar a sua produtividade de modo a darem resposta em tempo útil... quando ouvimos muitas vezes dizer que nos Centros de Saúde os doentes chegam com pedidos de transcrição de exames pelos médicos hospitalares porque lá estão muito atrasados...e isto é verdade em muitos locais...
Porquê? Falta de recursos humanos ? Falta de equipamentos ? Falta de gestão e profissionalismo ? Contenção nos custos associados ao funcionamento com materiais de diagnóstico e manutenção de equipamentos?
Repete-se: muitas dúvidas ...

A que acresce um outro aspecto muito importante: isso é cómodo para os doentes?
Se tiverem um local perto da sua residência, onde são mais rapidamente atendidos, quer na marcação do exame quer no tempo que demora à sua execução no dia aprazado, não será astigar os doentes?

Alguém já fez um inquérito de satisfação aos utentes dos Centros de Saúde da ULS de Matosinhos (ou pediu os resultados de um eventual inquérito feito) que têm de se deslocar agora, ao que nos contaram, ao Hospital Pedro Hispano ( quando a medida se iniciou a colheira era feita no próprio CS, algo perfeitamente aceitável diga-se...)?

terça-feira, maio 06, 2008

Urgências: Comissão Técnica pede extinção e critica forma como reforma foi implementada


Lisboa, 06 Mai (Lusa) - A Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) pediu hoje à ministra da Saúde a sua extinção, por considerar que cumpriu os seus objectivos, apontando "problemas" na forma como esta reforma foi implementada.
"Houve problemas de comunicação na forma como a reforma foi explicada ao público e problemas na forma como foi implementada. Poderia ter havido algum cuidado ao nível da abertura de serviços de urgência antes do encerramento de outros. Isso era responsabilidade política e acabámos por sofrer com isso", afirmou Luís Campos, membro da CTAPRU, em declarações à agência Lusa.


A CTAPRU, chegou ao fim! Pum! Basta!

Acha que fez tudo o que tinha a fazer.

Os problemas que surgiram, foi na forma da implementação!

O resto que não fez, não foi por ter que fazer. Foi por falta de comunicação!

Sai de mansinho, depois da grande confusão!

Requalificação das urgências, mas que grande atrapalhação.

É um facto, que tudo foi por convicção.

Cuidado, vem aí um trovão! Pim!

Denúncia da União das Misericórdias Portuguesas

Misericórdias alertam para o facto da comparticipação estatal por idoso estar completamente "desadequada" da realidade
06.05.2008 - 15h23 Lusa
O montante com que o Estado comparticipa as Misericórdias por cada idoso integrado num lar das instituições constitui, segundo o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, "um óptimo exemplo" da "completa desadequação" das comparticipações estatais."O montante de comparticipação que as Misericórdias recebem do Estado por cada idoso que acolhemos nos nossos lares, ao abrigo do acordo existente, é de 330,24 euros" por mês, disse Manuel Lemos, sublinhando tratar-se de um montante "perfeitamente desadequado" e "subavaliado" em relação ao custo de cada idoso por lar.


Esta notícia deixa-me um pouco perplexo e sem perceber nada, não sei se é da forma como está escrita, ou da forma como possívelmente se misturam alhos com bogalhos.

Afinal a União das Misericórdias recebe do Estado só 330,24 euros, por cada idoso e por mês, não é verdade? Mais a percentagem da reforma de cada um. Certo?

Pois bem a minha dúvida é a seguinte, as Misericórdias não contratualizaram camas para os Cuidados Continuados Integrados?

Não são estas pagas em função do estado e do grau de dependência do idoso, assim como em função da sua recuperação? Então e não está correcto este modo de pagamento, se o idoso precisa de mais cuidados paga mais se não paga menos.

Então porque não se refere isto na notícia?

domingo, maio 04, 2008

As cirurgias estéticas: limites e indicações

As lipoaspirações são a cirurgia plástica estética mais realizada em Portugal, seguidas das intervenções para aumentar os seios. Os homens recorrem sobretudo à rinoplastia para modificar o nariz.
EXPRESSO

Mesmo sem a existência de dados concretos sobre a realidade da cirurgia estética portuguesa, o especialista Vítor Santos Fernandes explicou à agência Lusa numa entrevista recente que a lipoaspiração é, "de longe", a intervenção mais feita em Portugal.
"Isso corresponde à tendência para as coxas largas e barriga grande das mulheres portuguesas", comentou.
Ainda que as mulheres representem cerca de 80 por cento dos casos de plásticas, os homens já começam também a preocupar-se com a imagem e recorrem sobretudo a operações para modificar o nariz.

"As rinoplastias são as mais feitas nos homens. Existe uma carga importante do nariz do homem, talvez tenha a ver com aspectos relacionados com a masculinidade e virilidade", referiu Vítor Santos Fernandes, que é presidente do Colégio de Cirurgia Plástica da Ordem dos Médicos.

O cirurgião considera que os portugueses que recorrem à cirurgia plástica são, de uma forma geral, sensatos e costumam ouvir o conselho do médico.
No entanto, este médico recusa anualmente operar alguns doentes, porque concluiu que a intervenção não trará qualquer benefício ou porque a pessoa se encontra desequilibrada.
"Há aborrecimentos que dinheiro no mundo paga e quando uma pessoa me pergunta o que eu acho que ela deveria mudar ou do que é que precisa eu recuso a operação. Quando uma pessoa não está equilibrada não devemos avançar para a intervenção", explicou.

No entanto, não há grandes limites para a realização de cirurgias estéticas, nem quanto à idade dos pacientes nem em relação à quantidade de intervenções.
Santos Fernandes reconhece que "não é muito simpático fazer cirurgia estética a pessoas muito jovens", uma vez que ainda não foi atingido um grau de maturidade suficiente.
"Para operar uma adolescente tenho de estar intimamente convencido de que é adequado", sustentou.

Relativamente a idade apenas existe doutrina em relação às próteses mamárias, estando definido que não se deve operar antes dos 18 anos. Mas mesmo nestes casos há excepções.
"Uma rapariga de apenas 15 anos pode ter uma situação complicada psicologicamente, estar muito sofrida e necessitar de próteses mamárias. Há situações muito óbvias em que percebemos o sofrimento psicológico de quem está à nossa frente", justificou.

O especialista esclareceu ainda que também não há qualquer limite definido para o número de cirurgias estéticas a que uma pessoa pode submeter-se.
"Clinicamente não há um limite. Apenas depende do estado de saúde de cada pessoas, mas antes de cirurgiões somos médicos e avaliamos essa questão. Convém é que as pessoas tenham bom-senso e sentido estético", defendeu.

Quanto aos perigos das intervenções estéticas, Vítor Santos Fernandes lembrou que no ramo da cirurgia há sempre um grau de risco, acrescentando que são operações complexas, embora com procedimentos muito testados e feitas habitualmente em pessoas saudáveis.

A maioria dos casos de complicações graves em Portugal surge, segundo o médico, em clínicas de bairro ou consultórios que "não têm as condições mínimas para funcionar".
"Há muitos a funcionar sem licenciamento, mas a inspecção não actua", declarou, vincando que são muitas vezes locais que fazem intervenções para as quais não estão preparados ou por profissionais sem habilitações.

"Alguém que é licenciado em medicina e em cirurgia pode fazer o que quiser, mas ética e deontologicamente não deve fazer estética. Eu também não opero estômagos, porque não o sei fazer. Há médicos que não são cirurgiões plásticos", alertou Santos Fernandes.
Por isso, aconselha as pessoas a "não procurarem aquilo de que ouvem falar e o que vêem na televisão".
"Na nossa realidade social não é vulgar procurar uma clínica, as pessoas procuram normalmente um médico, o que é bom. O melhor continua a ser não procurar marcas, mas sim médicos, pessoas", avisou.

Entrevista e declarações a reter a vários níveis e da qual se sublinhou a azul, a nosso ver, as mais importantes e a ter em conta.

Ainda mais agora que se aproxima a época balnear e a altura do ano em que as roupas leves e arejadas merecem corpos mais esbeltos. E em que revistas e pasquins vomitam anúncios e promessas, e em que a publicidade paga na rádio e na TV prometem o céu e a terra para a beleza do corpo, á custa muitas vezes de danos irreversíveis

quinta-feira, maio 01, 2008

1º de Maio de 2008

Já é tempo de reflectir, o que significa no século XXI, o 1º de Maio.
Já foi tempo de jornadas de luta quando nada se tinha. Mas o que deverá ser, quando o futuro se torna incerto!

quarta-feira, abril 30, 2008

Ainda as operações em Cuba

Operações em Cuba são mais baratas que nas IPSS, diz autarca

No Diário Digital:

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António desmentiu hoje Paulo Portas, garantindo que os preços das cirurgias às cataratas dos seus munícipes em Cuba é inferior a todos os orçamentos que pediu em Portugal, incluindo misericórdias.
Hoje à tarde, durante o debate quinzenal no Parlamento, o líder do CDS/PP garantiu que as Misericórdias dispõem de 15 hospitais «capazes de fazer mais três mil cirurgias por mês» a um custo «duas ou três vezes mais económico que fazê-las em Cuba».
Em resposta, o autarca social-democrata algarvio Luís Gomes afirmou que antes de optar pela solução de Cuba a autarquia pediu orçamentos em Portugal e «os preços propostos, tanto pelos hospitais e clínicas privadas como pelas IPSS [Instituições Privadas de Solidariedade Social] eram sempre mais caras».
«No mínimo eram 25 por cento mais caras que em Cuba», disse, apontando o exemplo da clínica São João de Deus, uma IPSS de Montemor-o-Novo, que orçamentou uma operação às cataratas em 1.055 euros por olho, custo a que se deveriam juntar exames médicos, alojamento e viagens.

«Em Cuba, por 1.300 euros operam os dois olhos e os custos totais, viagem incluída, não ultrapassa os 2.000 euros», contrapôs o autarca.

Resta saber se o preço que o Oftalmologista José Antonio Lillo Bravo (detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola, e que recentemente realizou em seis dias 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro) cobrou (900 euros) foi por um olho ou por dois.

Mas é deveras elucidativo que o médico espanhol declare ao DN:"Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros".

Haja pois vergonha e moderação...sobretudo de alguns dos nossos responsáveis médicos nos seus comentários!

Ministra garante que utentes sem médico de família são metade dos 700 mil indicados


30.04.2008 - 15h37 Lusa
A ministra da Saúde revelou hoje que o número de utentes sem médico de família deverá ser metade dos cerca de 700 mil que têm vindo a ser indicados, números que um novo sistema informático irá em breve apurar. Ana Jorge falava à margem da Cúpula Ibero Americana de Medicina Familiar, que decorre em Fortaleza, no Brasil.


Querem ver que a Ministra tem de ir mais vezes ao Brasil para termos boas notícias sobre a saúde em Portugal, ou lá conseguem-se resolver situações que cá parecem ser difíceis!

Às vezes o afastamento é benéfico!

A informatização para sabermos quantos somos, como somos e onde estamos é fundamental para o planeamento. Parece que desde o início dos anos 90 que se tem trabalhado nisso, ou é só impressão minha?

Será que ainda não fizeram nada ou têm andado a empatar?

Lá vai uma pergunta pertinente, agora é que é de vez, ou daqui a uns tempos temos temos a mesma questão para perguntar?

Ana Jorge lança desafio a autarquias para evitar viagens a Cuba


A ministra da Saúde confessa que está preocupada com a maneira como estão a ser acompanhados os idosos que são operados aos olhos em Cuba.

Ana Jorge, citada pela agência Lusa a partir do Brasil, desafia as câmaras a proporem o mesmo modelo de intervenção aos hospitais portugueses.
( 15:34 / 30 de Abril 08 )


Desafio interessante da Ministra.

Resta saber se os hospitais e os oftalmologistas portugueses estão capacitados para responder também ao desafio.
Ou se todo este empolgamento recente, não passou de um tiro de pólvora seca!

Perseguição jornalistica ao Secretario Estado da Saúde Manuel Pizarro

A Comunicação Social (Jornal de Notícias, 24 Horas) parece andar a perseguir o Sr. Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro.
Já não bastava ele não poder festejar no camarote VIP do Estádio do Dragão os golos do Glorioso como um comum mortal que se preza sem que isso fosse motivo de reparos, já não bastava questionarem o porquê de, vivendo ele no Porto e aí trabalhar parte do tempo, mesmo assim receber subsídio de alojamento por não ser de Lisboa (tal qual os outros membros do Governo que são de fora), agora até apanham (e fotografam) o seu carrito Audi A6 do Estado estacionado em lugar destinado a automobilistas deficientes e como tal devidamente sinalizado!

E nada lhe vale argumentar que esse lugar já não deveria existir ( vê-se que é detentor de informação previlegiada...) e que o seu motorista estava perto do carro, para o que fosse preciso...

É mesmo de clamar, como o próprio disse ao 24 Horas:"Não sou nenhum selvagem"!

terça-feira, abril 29, 2008

Médica deixa de tratar José Faria

Segundo noticia hoje o JN, a médica-psiquiatra que desde 2005 assistia a principal testemunha contra Ferreira Torres recusou continuar a fazê-lo, na sequência de um desentendimento com a família, por ter ligado para o seu telemóvel, no passado domingo, pedindo medicação para José Faria. Iola, filha do funcionário autarquico regressado do Brasil na semana passada, confirmou ao JN, que o pai está agora a ser seguido no Hospital de Penafiel, mas frisou não ter entendido a atitude da médica que sempre atendeu o paciente no Hospital Magalhães Lemos no Porto

Não entendeu a filha nem entendeu a jornalista que a médica psiquiatra é uma malandra que não gostou de ser incomodada no seu dia de descanso semanal ( Domingo) e para o seu telemóvel ( com certeza privado) para lhe ser pedida medicação ( com certeza crónica)...

domingo, abril 27, 2008

TURISMO MÉDICO OU ALGO MAIS ?

Câmaras recorrem a Cuba. (Correio da Manhã)


Mais duas Câmaras algarvias – Castro Marim e Aljezur – acabam de celebrar protocolos com os serviços médicos de Cuba, apurou o CM. O objectivo é permitir o tratamento de munícipes com problemas oftalmológicos naquele país. Vila Real de Santo António foi o município pioneiro neste tipo de cooperação.

Aljezur conta já com uma dezena de inscritos. Manuel Marreiros, presidente da autarquia, disse ao CM que "os primeiros quatro munícipes seguirão no dia 9 de Maio para Cuba". O edil frisa que "há casos de pessoas quase cegas", devido à falta de resposta atempada dos serviços públicos de saúde portugueses. Esses doentes não têm meios económicos para recorrer a clínicas privadas.
O autarca refere que "o preço da operação é quase zero, dado que o valor a pagar pela Câmara inclui, além dos exames e do transporte em território cubano, o alojamento por 15 dias. E salienta ainda que "há problemas que em Portugal não têm solução e que lá têm".
Segundo o protocolo, o custo por paciente intervencionado às cataratas é de 1300 euros, ao pterígio de 450 euros, à retinose pigmentar de 4500 euros, ao glaucoma de 750 euros e ao estrabismo de 600 euros. A intervenção cirúrgica a miopias, hipermetropias e o tratamento com excimer laser orça em 3000 euros.

Castro Marim foi outro concelho que celebrou, há poucos dias, um acordo com Cuba. O presidente da autarquia diz que ainda não está marcada a deslocação de doentes, mas "esta é mais uma porta aberta em caso de necessidade". José Estevens recorda que, desde há seis anos, a autarquia apoia quem precisa de ser operado em clínicas privadas e não tem meios para isso. Cinquenta munícipes já foram intervencionados, o que implicou o investimento de 60 mil euros.


Será que não há entidades privadas que em território nacional e pelo mesmo preço (ou menos até), já que o SNS se mostra incapaz ( o porquê é outra história), resolvam estes problemas? Porque é que os Hospitais EPE não contratam oftalmologistas do país vizinho ou contratam com uma entidade privada essas cirurgias oftalmológicas? Já aqui se focou esse tipo de solução encontrada...

E quais são os problemas que a Medicina Cubana resolve e a Portuguesa não? Será do género da cegueira pelo mau-olhado?

Há aqui algo que está mal contado nesta história de Cuba...

sexta-feira, abril 25, 2008

Missão Impossível!




24-Apr-2008 SEN
O Dr. Luís Pisco continua a ser notícia, pois não está muito bem explicada a sua manobra de pedir demissão e depois, despedir a dita, que tinha pedido.
Pelo que se pode intuir, através das notícias, nem todos estavam de acordo com as suas políticas. Diz o grupo dos dez que vai falar e esclarecer o fenómeno.
É bom que o façam e quanto antes para sabermos com o que lidamos e com quem lidamos.
Para nós o projecto dele não tem futuro, porque está atrasado 60 anos, no mínimo.
O tipo de consulta que os médicos fazem já não se usa em muitos países, na área dos cuidados primários.
É demasiado dispendioso para o erário público, um cidadão ir tirar umas dúvidas acerca da sua saúde e vir para casa com um ror de receitas, aviadas ou não; guias para exames vários e, pior do que tudo isto, com uma grande dúvida, maior do que aquela que o impeliu à consulta: pelos vistos tem uma doença que é preciso esclarecer. Depois se as análises derem resultados negativos; se as tomografias, na hipótese de alguém as ver, não indiciarem doença que se veja, é uma felicidade a seguir a um grande susto.
Os Enfermeiros têm que se ir preparando para assumirem o seu papel, no terreno, impondo o seu saber, que irá fazer a diferença.
Finalmente, a portaria dos incentivos saiu com o nº301/2008 de 18 de Abril.
Já tínhamos publicado nos Ecos da Enfermagem a decisão final.
Lamentamos que haja quem fique, na qualidade de sindicalista, satisfeito com o teor da portaria no que toca a incentivos, que nem se sabe se algum dia vão ser pagos, pois dependem da produção. Se assim for, não é fácil prever as diferenças entre a produção real e necessária, para atingir os mínimos.
O povo diz: "com bem pouco se contenta uma criança", das antigas, dizemos nós.
Por analogia diremos: com bem pouco se contentam alguns "sindicalistas".
Nós estamos muito tristes e desgostosos, pelas vítimas que representamos.
Temos de continuar a lutar por melhores dias, porque isto não está bem, assim.
Cordiais Saudações Sindicais,
O Presidente da Direcção do Sindicato dos Enfermeiros,




José Azevedo







Nas nossas viagens pela blogosfera vamos encontrando algumas "pérolas" com piada, tais como esta!


Para pessoas desta qualidade,por hábito, tenho uma máxima que é "não discutas com idiotas, já que, eles têm mais práctica".


Mas, o problema é que este escreve, o que os outros pensam em voz baixa???


De facto, gostava de saber!!!


E, já agora, gostava também de saber o que o PR pensa destes comunicados?


Provavelmente, mais um alheamento da realidade, à semelhança do alheamento da juventude à política!!!


Só pode!!!!!!


De alheamento em alheamento, até à queda final, vamos mal, muuuiiiittttttoooooo mmmmmaaaallll!!!!!!!!!

25 de Abril: Cavaco Silva "impressionado" com ignorância dos jovens sobre o "Dia da Liberdade"


25.04.2008 - 12h31 Lusa
O Presidente da República, Cavaco Silva, mostrou-se hoje "impressionado" com a ignorância de muitos jovens sobre o 25 de Abril e o seu significado e denunciou uma "notória insatisfação" dos portugueses com o funcionamento da democracia.


No seu discurso na sessão comemorativa do 25 de Abril, no Parlamento, Cavaco Silva divulgou extractos de um estudo que mandou realizar sobre o alheamento da juventude face à política, e atribuiu parte da responsabilidade aos partidos políticos.



Discurso vigoroso e verdadeiro.


Vivi o antes, durante e depois do 25 de Abril na FML da UL e não posso estar mais de acordo com o PR.


O alheamento, das camadas mais jovens, da política é preocupante e pode comprometer o futuro!


"O futuro, a Deus pertence", como diz o povo, mas o povo faz esse futuro, e viu-se!

Estes Casos São Sempre De Crianças!

Será uma futura notícia mediática. Tem todos os ingredientes para tal!

Já li algumas notícias sobre esta situação.

Todas as pessoas com cancro merecem a minha atenção.

Profissionalmente cruzo-me com muitas pessoas com cancro. A muitos tenho que dar a notícia, quase do dia para a noite, e a muitos tenho que dizer para se prepararem.

Ainda há muito pouco tempo aconteceu isso.

Em cerca de 2 meses, a sintomatologia aparece e os exames complementares de diagnóstico revelam um tumor, já metastizado. Situação altamente grave com degradação rápida do estado geral.

 

Neste caso, leio sobre um jovem, com nome, idade, morada e com um cancro no intestino, grave sem dúvida.

Toda a identidade da pessoa que sofre é plasmada nos media. Os familiares, esses conseguem os seus minutos de glória, já habituados ao sofrimento do petiz e já vacinados contra a sua própria angústia.

Depois fala-se de tratamentos milagrosos, que não são descritos, feitos em clínicas que não são publicitadas, desconhecendo-se a sua credibilidade.

Depois apela-se à solidariedade popular com contribuição monetária.

Depois aparecem os beneméritos. Desses em geral não tenho pena, porque até poderiam oferecer muito mais.

Mas depois vem o povo anónimo.

Desse tenho pena, porque por vezes retiram das suas parcas economias de uma vida, "obrigados" pelo apelo directo "ao coração" que não pode deixar ninguém indiferente. O nosso ego funciona, ficamos tristes pelo que observamos e mais tristes se não ajudarmos um sofredor.

Assim, constrangidos pelas notícias, pelos pormenores, pela idade (ESTES CASOS SÃO SEMPRE DE CRIANÇAS!) lá nos vamos desfazendo das nossas economias, depois de os bancos já nos terem retirado as outras para as "n" prestações.

Assim vai a solidariedade no nosso país...

 

"PONTO DE VISTA

Para enegrecer o coração

Rafael Gomes, de Esmojães (Espinho), tem 8 anos e sofre, há quatro, de cancro no intestino delgado. Tem três irmãos: um de 4 anos, um de 13 e um de 17. O pai está desempregado desde que a doença de Rafael foi diagnosticada; a mãe é o único sustento da família, trabalha numa fábrica de rolhas.
A doença de Rafael está em fase terminal; o rapaz já fez mais de 175 sessões de quimioterapia e foi operado nove vezes. A última há um mês, quando os rins deixaram de funcionar. Uma clínica em Chicago, nos EUA, dispõe de um tratamento inovador, a última esperança de Rafael. Mas é tudo muito caro.
O presidente do Automóvel Clube de Portugal ofereceu três bilhetes de avião; uma amiga da família, Rosa Oliveira, abriu uma conta bancária com 100 euros para recolha de donativos; Felipe La Féria ofereceu a bilheteira do próximo domingo do espectáculo Jesus Cristo Superstar; nos dias 2 e 4 do mês que vem artistas nacionais oferecem a receita de dois espectáculos em Esmojães.
O Rafael poderá, assim, embarcar brevemente para os EUA, em busca desesperada da vida que tanto o castiga de dores enquanto tão absurdamente lhe foge. Por caridade. Trinta e quatro anos depois de Abril, o de todas as esperanças e desilusões.
joao.oliveira@tempomedicina.com
TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2008.04.28
0812891C28208JPO17G
"

terça-feira, abril 22, 2008

Até começa a parecer uma novela brasileira...

Mesmo depois de conhecido o elenco da MCSP III, a agitação por aquelas bandas continua...

Desta vez é uma carta dos elementos que se demitiram (ou foram demitidos, isto é uma confusão...) que não dá muito bem para se perceber a quem é dirigida, e que assinam como "Colegas e Servidores Públicos", carta essa que aparece no site do Sindicato Independente dos Médicos em http://www.simedicos.pt/ como anexo a uma das suas últimas notícias sobre a crise.


segunda-feira, abril 21, 2008

Impressionante: 92,3 por cento do total de e-mails enviados era spam!

"O estudo foi desenvolvido pela SophosLabs e teve como base uma análise às mensagens de correio electrónico enviadas para as suas redes destinadas a identificar spam.

Além de ter descoberto que 92,3 por cento do total de e-mails enviados era spam, o estudo revela que todos os dias são identificados cerca de 23300 sites relacionados com o envio de spam, o que dá uma média de um site por segundo.

Em relação aos países que mais enviam spam, a lista é liderada pelos EUA, que é responsável pela origem de 15,4 por cento do spam mundial, seguindo-se a Rússia, com 7,4 por cento e a Turquia, com 5,9 por cento.

A Sophos realça que as duas primeiras posições deste ranking do spam são ocupadas pelos mesmos países que já aí se encontravam no último trimestre de 2007, apesar de ambos terem tentado reduzir estes níveis.

Em comunicado Carole Theriault, senior security consultant da empresa, explica que «os EUA continuam a enviar mais spam do que qualquer outro país, mas a distância está a diminuir, o que sugere que os utilizadores estão a aprender melhor sobre utilizar o computador de forma segura e a conhecer mais regras de segurança».

Mas apesar os EUA liderarem no envio de spam, quando se faz uma análise por continente, quem lidera é a Ásia, responsável por 34,3 por cento do spam enviado durante o primeiro trimestre de 2008".

A fonte aqui.

INADMISSÌVEL !!!

Pessoal do INEM e bombeiros agredidos
21.04.2008, Catarina Gomes

Elementos de equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e de corporações de bombeiros "foram vítimas de agressão física por parte de populares" durante duas missões de socorro, uma em Abrantes e outra em Montemor-o-Novo, informou ontem o organismo público em nota de imprensa. Situações de agressões a membros de equipas de socorro já aconteceram no passado mas são "esporádicas", refere fonte oficial do INEM. O que acontece é que nestes dois casos, que envolveram murros e pontapés, os incidentes ocorreram com pouco intervalo entre si, "nas últimas 24 horas [no sábado]".

No caso de Abrantes, o médico que seguia na viatura médica de emergência e reanimação (VMER) teve mesmo de ser observado no Serviço de Urgência do hospital da cidade devido aos ferimentos so-fridos, "tendo ainda assim regressado ao trabalho e concluído o seu turno". A equipa do INEM de Abrantes decidiu apresentar queixa dos agressores às autoridades. Neste incidente, em que também interveio a corporação de bombeiros da cidade, as equipas foram chamadas ao local depois de uma situação de paragem cárdio-respiratória, estando a pessoa já morta aquando da chegada da emergência médica, informou fonte oficial do INEM. No caso de Montemor-o-Novo tratava-se de uma situação em que a vítima se encontrava numa situação de forte instabilidade emocional. A nota diz que não estiveram em causa atrasos na chegada da viatura.

"Em qualquer uma das situações não se registou qualquer funcionamento anómalo, tendo o socorro decorrido de forma tão célere quanto possível", lê-se. No caso de Abrantes, o socorro chegou em seis minutos, adianta a mesma fonte.A nota enviada aos órgãos de co-municação social "lamenta estes dois incidentes, sensibilizando para que o trabalho de todos estes profissionais deva ser por todos apoiado edefendido". O documento nota ainda que as equipas de emergência médica, quer sejam do INEM, dos bombeiros ou da Cruz Vermelha, "dão em cada momento o seu melhor, trabalhando muitas vezes em situações díficeis".

domingo, abril 20, 2008

Para "arrumar" com o este problema de uma vez!! Chega de fantasias!!

Divulgação de uma mensagem tornada pública no grupo de discussão da MGFamiliar, que retrata o que sucedeu na MCSP.


Caros Todos
Amanhã haverá uma nova Missão Coordenada pelo Luis Pisco
Que se encerre hoje o processo da crise que se abriu e que amanhã falemos da implementação do Modelo B e de mais USFs
Em baixo um resumo de uma reunião do Conselho Executivo que explicam as razões da crise.
O Luís Pisco não concordou e opôs-se aos ponto 5.

Perante o resultado da reunião, enviar por escrito à Ministra anossa decisão:5.1.-Continuar em funções após 12 de Abril. Se assim for, a MCSP éreestruturada, passando as ERA para as ARS e a MCSP passa a ter umapequena equipa com consultores para a área da implementação dos ACES,impondo uma determinada quota para a escolha directa de Directoresexecutivos. provavelmente, mtos Missionárias e das ERAs deverão serfuturos DE indicados pela MCSP;5.2.-A MCSP termina as suas funções a 12 de Abril de 2008

A partir daqui a MCSP entrou em crise e em paralisia pelo que o Luis Pisco teve que clarificar as coisas o que fez numa reunião em 7 de Abril. Declarou-se incapaz de continuar com uma Equipa que pensava assim e que queria aquilo, pelo que iria pedir a Demissão à Ministra. A Maioria da MSCP aceitou e preparou-se para eleger outro coordenador.
Só que a maioria dos elementos da Missão, esqueceu-se que a MCSP não é uma Comissão Política de um Movimento; que a MCSP é um organismo criado e dependente do Governo e que tirando o Coordenador todos os outros são meramente acessores do coordenador e nomeados a seu pedido.
Obviamente a Ministra não aceitou o pedido de demissão do Luís Pisco, a quem eu aqui chamei Peça Única por ser a única pessoa que pela sua integridade e dedicação à reforma goza em simultâneo de confiança do Governo e dos profissionais.
Ouve várias tentativas de conciliação mas a divulgação anónima para o Público, no domingo dia 13 de Março, véspera de uma reunião decisiva do Luís Pisco com a ministra de um projecto de acta como de uma acta final se tratasse, em que aparece a razão da demissão do Luis Pisco como meramente uma incapacidade pessoal omitindo as razões da profunda divergência que o levaram a demitir-se perante persistência dos da maioria dos restantes elementos, só agravou as coisas. É claro que aquela divulgação apenas visava dar como consumada a saída do Luis Pisco.
Quando no dia seguinte o Luis Pisco sai da reunião com a Ministra reconfirmado no lugar, tem a notícia que um grupo de missionários tinha se reunido em Coimbra e enviado o seu pedido de demissão directamente para a Ministra. A partir daqui deixou de haver qualquer hipótese de reconciliação

Posteriormente foi lançada uma campanha de desinformação anónima que chegou a pontos delirantes mas que minava a integridade e o prestígio do Luis Pisco. Até muito tarde os demissionários acreditaram que conseguiriam que o Luis Pisco fosse afastado e que eles continuariam, pelo que foi com surpresa que receberam a carta da ministra a aceitar o seu pedido de demissão.
Tenho pena pelo que aconteceu. Tenho pena pelas pessoas que saíram que muito deram de si a este projecto do qual eu sou beneficiário e que muito me ajudaram e às quais estou agradecido.
Mas o Luis Pisco tem razão.

António Alvim

_______________________________De: João Rodrigues [mailto:
smzcjnr@gmail.com]Enviada: quinta-feira, 13 de Março de 2008 15:28Para: Luis Pisco; Cristina Correia; José Fragoeiro; Carlos Nunes;Horácio CovitaAssunto: Resumo da reunião da CE da MCSPCarosAs viagens de comboio, apesar de alguns saltos, tb. dão para rever a matéria.Por isso, aí vai o resumo possível da nossa reunião.Em resumo foi analisado o momento actual e decidido o seguinte:

A-USF
1-Finalizar a legislação pendente do modelo B (Portaria e Despacho e
consequente suporte informático para o pagamento) até à próxima 2ª.feira. Terça vai haver reunião com os parceiros, onde deverão serassinadas as actas. Tb. na terça, a MCSP deverá entregar a proposta deDespacho para a Ministra analisar e assinar.

2-Divulgar na próxima quarta ou quinta, em nota informativa da MCSP, aabertura de candidaturas a modelo B, de USF já em funcionamento,modelo A, no próximo dia 7 de Abril, dia mundial da saúde.
3-O HC vai coordenar todo o processo de candidaturas a modelo B,mantendo-se, na generalidade a mesma metologia, devendo encontrar-seuma bolsa de 20 a 25 pessoas, preparadas, para em full time, avaliaremas candidaturas, durantes os meses der Maio e Junho. Objectivo, ter omaior nº possível de USF de modelo B em funcionamento no 2º semestrede 2008.
4-As 36 candidaturas com PT favorável deverão avançar no dia 2 de Maiocomo USF de modleo B. Até lá, em Abril, a MCSP deverá coordenar oprocesso de contratualização (Actividades espdecificas e explicação daportaria e do despacho) com os DC das ARS.
5-Pressionar para que rapidamente aconteça a formação para as USF eque sejam in stalados nas USF piloto os quiso e portal electrónico.
6-Reunião na próxima quarta, manhã, da TASK Force nacional, oscoordenadores das ERAs e o SES. Devemos prepsrar com dados e metasobjectivas essa dita reunião.

B-ACES
1-Clarificar o conceito de "Natureza Jurídica" dos futuros ACES. Vamoslevantar a questão ao gabinete para se pdeir à Procudaria Geral daRepública e vamos pedir ao Prof. CAbreu a sua opinião.
2-Fazer o trabalho de casa que ficou decidido na última reunião com osPresidentes das ARS.
3-Estudar a sensibilidade das ARS e SES, na próxima reunião de dia19.03 (quarta) com os Presidentes das ARS e SES.
5-Perante o resultado da reunião, enviar por escrito à Ministra anossa decisão:
5.1.-Continuar em funções após 12 de Abril. Se assim for, a MCSP é
reestruturada, passando as ERA para as ARS e a MCSP passa a ter umapequena equipa com consultores para a área da implementação dos ACES,impondo uma determinada quota para a escolha directa de Directoresexecutivos. provavelmente, mtos Missionárias e das ERAs deverão serfuturos DE indicados pela MCSP;

5.2.-A MCSP termina as suas funções a 12 de Abril de 2008.
1 abraço
JR


O Médico Explica Medicina a Intelectuais, teve acesso a toda a documentação e e-mails, relacionados com o caso, pelo que agradece que este problema fique "arrumado", chega de fantasias!!

Mais uma vez se prova que não há fumo sem fogo e que esta tentativa de branqueamento só agrava o problema, criando inimizades e roturas definitivas!!

Não há pachorra para isto, sejam homenzinhos!!

sábado, abril 19, 2008

As Demissões: O Esclarecimento do Dr João Rodrigues (Um deMissionáio) da FNAM.

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João Rodrigues (em baixo) diz esperar que as demissões “tenham alertado o poder político e o coordenador da Missão”, Luís Pisco (em cima).

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"Reestruturação dos centros de saúde na origem das demissões

Maioria da equipa abandona MCSP

Pode bem dizer-se que os mais recentes dias vividos pela Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) têm sido de agitação. Que começou com a apresentação da demissão de Luís Pisco, prosseguiu com Ana Jorge a garantir-lhe a confiança política e terminou com a demissão de 10 membros da equipa.


“Havia desde há uns tempos uma divergência profunda em relação à capacidade da Missão para cumprir os desígnios da resolução do Conselho de Ministros, nomeadamente em relação à reconfiguração dos centros de saúde e à implementação dos agrupamentos.” Esta foi a explicação de João Rodrigues para a demissão de oito dos 12 membros da equipa nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários, que saíram acompanhados pelos responsáveis de duas equipas regionais de apoio (ERA).


Para além de João Rodrigues, apresentaram a demissão António Rodrigues, Carlos Nunes, Cristina Correia, Horácio Covita, João Nunes Rodrigues, José Luís Nunes, Maria do Carmo Ferreira e Maria Branco da Silva, e também saíram o coordenador da ERA do Norte, Henrique Botelho, e o responsável da ERA do Centro, António Jorge Barroso.


Em declarações ao “Tempo Medicina”, João Rodrigues explicou que as “questões de fundo” para a saída dos dirigentes estão relacionadas com o que o grupo considera “o não cumprimento” da resolução do Conselho de Ministros n.º 60/2007, que renovou o mandato da MCSP por mais dois anos. “Não têm nada a ver com as nomeações dos Aces”, assegurou.


Segundo contou o médico, o documento emanado pela tutela dava à Missão a incumbência de “liderar” o processo de reconfiguração dos centros de saúde e a criação dos novos agrupamentos. Todavia, na opinião do grupo demissionário, até à data “só foi cumprida uma pequena parte” dessas tarefas, com a publicação, no Diário da República de 22 de Fevereiro deste ano, do decreto-lei dos Aces.


Para trás ficaram outras incumbências “muito mais importantes”, tais como a elaboração da carta de missão dos futuros directores executivos, publicitar os critérios para a nomeação dos futuros dirigentes dos Aces e as tarefas do futuro conselho clínico, especificar como se fará a extinção das sub-regiões de Saúde, que tipo de unidade de apoio à gestão terão os agrupamentos e quais serão os indicadores para acompanhar a execução das futuras estruturas.


Na versão do médico demissionário, estes documentos “têm de ser feitos pela Missão”, tal como aconteceu com a documentação relativa às unidades de saúde familiar, mas até agora nada está feito e Luís Pisco “recusava” empreender este trabalho. “Esperemos que estas demissões tenham alertado o poder político e o coordenador da Missão para a obrigatoriedade de fazer estas tarefas”, desabafou João Rodrigues.


O desconforto relativamente a esta situação já era sentido na equipa desde Outubro passado e João Rodrigues revelou ao “TM” que, nessa altura, já tinha apresentado a sua demissão, mas foi-lhe pedido que permanecesse até ser concluído o processo referente ao modelo B.


Novas nomeações prontas


Contactado pelo nosso Jornal, Luís Pisco confirmou o essencial das notícias publicadas na semana passada na Imprensa generalista. Recorde-se que, logo na segunda-feira, veio a público o pedido de demissão do coordenador da MCSP, por considerar que não tinha condições para levar para a frente a tarefa de reconfiguração dos centros de saúde. Luís Pisco assegurou ao “TM” estar garantida a continuidade da reforma dos CSP.
O coordenador garantiu ainda que já tinha a nova equipa definida, embora preferisse não adiantar nomes, e que iria entregar essa lista à ministra da Saúde na passada sexta-feira, dia 18.


O nosso Jornal conseguiu chegar à fala com Armando Brito de Sá, que a par de João Moura Reis e José Miguel Fragoeiro — assim como os responsáveis das ERA de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve — não assinaram o pedido colectivo de demissão. O médico desconhecia se havia mais demissões e declarou que mantinha “total lealdade para com o projecto” e “solidariedade” para com o coordenador, e lembrou que o lugar que ocupa está sempre “à disposição do responsável da MCSP se este entender que deve ser ocupado por outra pessoa”.
Rita Vassal José M. Antunes "
TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2008.04.21

sexta-feira, abril 18, 2008

E se a VMER estivesse disponível? Seria o resultado diferente?

Título da notícia do JN ( Mulher morreu enquanto VMER estava sem médico ) até poderia fazer supor que o infausto desfecho se ficou a dever ao facto de a VMER de Vila Real estar inoperacional por falta de médico quando foi chamada. O certo é que a doente estaria em fase terminal (adiantada) de uma doença neoplásica e pouco poderia ser feito... E há que não deixar de ter em conta o factor psicológico que esse apoio constituiria...

Tal não invalida que esta situação, diria até... mais esta situação..., revele a fragilidade dos meios de socorro pré-hospitalar dada a falta de recursos humanos médicos próprios do INEM e a insuficiencia de recursos humanos médicos do Hospital de Vila Real alocados a uma actuação sensível e prioritária como o é a da VMER...

Farmacêutica Merck contratou médicos para assinar artigos científicos

17.04.2008 - 17h43 PÚBLICO
A empresa farmacêutica Merck procurou investigadores externos para serem autores principais dos artigos científicos sobre o medicamento Vioxx, revela um artigo publicado esta terça-feira no "site" da revista JAMA (The Journal of the American Medical Association).

Segundo o estudo, a empresa, cujas experiências eram elaboradas, executadas, analisadas e escritas por cientistas internos, convidava posteriormente investigadores externos apenas para dar nome aos artigos. A função destes investigadores limitava-se, muitas vezes, à leitura e edição do artigo.


Só agora, passados uns anos de ter sido proibido a comercialização do Vioxx, é que vimos a saber parte do que se passou para se iniciar a sua introdução no mercado mundial.

O que se passou, não pode ser aceite fácilmente por uma comunidade científica como a nossa, já que, o nosso objectivo é o bem estar do doente e não o aspecto mercantilista do negócio, ainda por cima adulterado por "médicos" (será que o são?).

Deixo como sugestão de leitura, para este fim de semana chuvoso, um artigo da Susan Haack, The integrity of science; what it means, why it matters.

Esclarecimento!

Não sei quem é o miserável cobarde que se esconde sob a capa do anonimato nesta mensagem sórdida. Direi apenas duas coisas: (i)que este discurso é delirante e que (ii) além de José Miguel Fragoeiro, jurista, dois médicos permaneceram ao lado do Luís Pisco e não se demitiram: João Moura Reis e eu mesmo, Armando Brito de Sá, médico de família e professor da FML, sem medo de dar a cara por aquilo em que acredito. Ou seja, de doze elementos da Missão saem oito e ficam quatro. Os restantes dois elementos que perfazem dez pessoas que se demitem são os coordenadores regionais do Norte e do Centro.Um abraço ao MEMI.


MEMAI, agradece o esclarecimento do Professor Dr.º Armando Brito de Sá e retribui o abraço.

De um E-mail Anónimo... Com Muitos Pormenores ... Sobre o Terramoto da Missão!

"Cotejando a informação e dados auscultados pelo país durante o dia, segue um conjunto de informações pertinentes para analisar o quadro, reflectir e perspectivar.

Ampliar o conhecimento da versão adequada do que se passou e está em causa, nesta fase e na minha opinião, só ajuda à potencial fase seguinte. Por isso aí vai:

Face à demissão da MCSP é importante que tenhamos a informação necessária para poder ajuizar/saber/avaliar o que está em causa com esta demissão.

Ou seja:

A – Primeiro demite-se o LPisco

B – Ministra não aceita a demissão; convoca reunião com a Executiva da MCSP e ficam de encontrar um linha de acção para prosseguir o trabalho; fazem esse trabalho numa reunião em que LPisco não aparece; Face a tudo isto, 10 dos 12 (LPisco e Jurista/Fragoeiro) apresentam demissão; Ministra assume perante todos os 12 em reunião que não aceita a demissão; Depois LPisco vai à Ministra e é reconduzido e ela demite todos os restantes

C - Alguma informação factual sobre estas últimas semanas:

1-No dia 7 de Abril o coordenador da MCSP, em reunião geral, apresentou a sua demissão, tendo como objectivo acabar com a própria Missão (acta em anexo);

2-Como não conseguiu ter solidariedade da equipa, para acabar com a MCSP, foi no dia seguinte, 3ª. feira, apresentar a sua demissão à Ministra, informando-a que não conseguia lidar com as ARS e por isso se demitia, sendo incapaz de levar para a frente a reforma. A ministra não aceitou e convocou reunião com a Comissão Executiva da MCSP para quinta-feira, dia 10.04.

3-Após a reunião de quinta-feira, a Comissão Executiva ficou de encontrar uma solução de consenso interno até 2ª. feira dia 14.4

4-De quinta a 2ª. feira, o coordenador isolou-se e não aceitou dialogar com ninguém.

5-Perante tal facto, foi marcada reunião com conhecimento da Srª. Ministra para Coimbra para dia 14.04.

6-O coordenador não apareceu. Perante tal facto, foi enviado à Ministra o pedido de demissão de 10 membros (no dia 14.04).

7-Terça, dia 15.04, são todos chamados para reunir com a Ministra e o SES, tendo sido todos confrontados com a não aceitação do pedido de demissão apresentado no dia anterior. Passado 3,5 horas de reunião (18h-21h30), chegaram ao consenso de que o LPisco continuaria coordenador, ficando marcada reunião de trabalho para a proxima 2ª. feira, dia 21.04 com o objectivo de aprovar um plano estratégico para a implementação dos ACES.

8-Quarta, dia 16.04, hoje, Coordenador da MCSP estava às 8/9h no Ministério. A partir das 10h30, a comunicação social divulga as demissões e o LPisco tem autorização da Ana Jorge para convidar novos elementos. A REVIRAVOLTA ACONTECEU ENTRE AS 21H30 DE ONTEM E AS 10H00 DE HOJE. O que terá acontecido?

Em suma:

1-O Coordenador da MCSP anda há pelo menos 6 meses a adiar a reconfiguração dos CS e implementação dos ACES, porque efectivamente não quer continuar a reforma dos CS (segundo dizem).

2-A Ministra recusa às 18h de terça (ontem) as demissões e passados umas horas, manhã seguinte, sem qq tipo de contacto com ninguém, a Ministra já aceita as demissões e dá luz verde ao LPisco de se livrar dos 10 elementos, como sempre ele quiz fazer (segundo dizem).

D - Por último, reter algumas informações que se cruzam com tudo isto:

1 – Independentemente da nossa opinião, enquanto enfermeiros, sobre as USF e ACES, para todos os efeitos, esta reforma está no domínio do SNS, sector público/Estado

2 – Os ACES, enquanto estrutura pública, de fosse bem aplicada e se funcionasse, atirava borda fora as USF Privadas (as tais, e outras) que estão planeadas para todo o país em Centros Comerciais pela Sanusquali/Delarrue/PSD … o MS/actual MCSP/IAPMEI nunca deu saída ao Projecto apresentado) e as Coorperativas geridas por médicos (SIM que vem do tempo do LFP). Tudo isto depois faria convenções com o Estado. Isto para além de outros interesses em presença e em movimento.

3 – Parece que o papel do Coordenador da MCSP seria colocar de pé as USF Modelo B e depois saía …logo se via …teve que gramar os ACES e … não podendo por em prática compromissos assumidos na obscura Santíssima Trindade … fez o plano de saída vitimizado, para, reforçando o seu poder limpar o resto desta MCSP que se tem oposto a algumas coisas

4 – dizer que Ana Jorge, Luís Pisco, Branco/ARS, Sustelo/CHLCentral; Purificação/EnfDirecSMaria/actual Assessora da Ministra; EnfDirect da ULSMatosinhos e GPS; entre mais uns 20 frequentaram o mesmo curso na ASEE/EscUnivNavarra, histórica e publicamente da OPUS DEI (isto tudo é público porque está nos sites). Dizem que só entra quem se inscreve na Santíssima Trindade da Prelatura de Escrivã.

5 – Não esqueçam as enormes pressões (n noticias) dos grandes grupos privados da saúde em torno das PPP face ao governo já não concessionar a gestão clinica

Isto é apenas o início.

Abraço"

A Confusão na Missão, Vista do Sol!

Tem havido muitas versões, até já li que era uma guerra Norte/Sul...

Esperemos que a nova equipa, tecnicamente seja tão capaz como a anterior...

"Coordenador da reforma dos centros de saúde

Pisco mantém-se em funções mas com nova equipa

Por Graça Rosendo

O coordenador da reforma dos cuidados de saúde primários vai manter-se em funções, tendo retirado o pedido de demissão hoje mesmo. Em contrapartida, a ministra da Saúde aceitou hoje de manhã o pedido de demissão de vários membros da estrutura de missão coordenada por Luis Pisco, devendo agora este reconstituir a equipa que dirige, soube o SOL de fonte oficial do Ministério da Saúde

O médico Luís Pisco esteve esta manhã no gabinete da ministra da Saúde, Ana Jorge, e ia preparado para formalizar definitivamente a demissão do cargo que ocupava há três anos.

Pisco já na semana passada tinha posto o lugar à disposição da ministra, na sequência de um conflito entre os elementos da equipa que coordenava, e que o médico não conseguiu ultrapassar.

Quando soube dos motivos de Pisco, Ana Jorge informou-o, de imediato, que não aceitaria o seu pedido de demissão, tendo insistido para que o médico se mantivesse no lugar e reorganizasse a sua equipa, na estrutura de missão para a reforma dos cuidados primários – decisão que aconteceu hoje de manhã.

A situação, no entanto, podia ter tido um desfecho diferente, já esta semana. É que a ministra convocou uma reunião com todos os membros da estrutura de missão de Pisco, numa tentativa de conciliar todos e ultrapassar o conflito. Essa tentativa não foi do agrado de Pisco que, por isso, se preparava para, esta manhã, se demitir definitivamente do cargo. O médico, porém, voltou a recuar, tendo-se mantido mas agora com uma nova equipa.

O conflito interno começou quando, há cerca de duas semanas, um grupo de elementos da estrutura de missão exigiu ao coordenador ter uma ‘quota-parte’ na decisão das nomeações que estão a ser feitas para a direcção dos agrupamentos de centros de saúde.

Segundo as nossas fontes, Pisco terá reagido negativamente, argumentando que a decisão sobre essas nomeações nunca poderia ser feita por ‘quotas’ e que ela cabia exclusivamente à ministra da Saúde.

O médico terá afirmado ainda que, caso essa situação viesse a verificar-se, ele não teria alternativa senão demitir-se. Foi isso mesmo que ficou escrito na acta da reunião da estrutura de missão, a qual foi divulgada no inicio desta semana pelo jornal Público.

Pisco foi nomeado pelo ex-ministro Correia de Campos para estudar e coordenar uma das principais reformas da Saúde, que a própria Ana Jorge elegeu também como principal bandeira.

Esta seria a quarta demissão de peso no Ministério da Saúde herdado por Ana Jorge. Eduardo Barroso, coordenador nacional da transplantes, foi o primeiro, seguindo-se Seabra-Gomes e Joaquim Gouveia, responsáveis pelos programas de prevenção e combate às doenças do coração e oncológicas, respectivamente. Ainda nenhum foi substituído, mantendo-se apenas em funções o médico Joaquim Gouveia, aguardando a nomeação do seu substituto.

graca.rosendo@sol.pt"

quarta-feira, abril 16, 2008

Utentes do SNS prejudicados

Cláusulas abusivas? Então quem paga a tempo e horas não tem o direito a exigir atendimento prioritário? E o Estado, neste caso o SNS, que vai vivendo à custa do título de ser figura de bem mas que é um dos maiores caloteiros , não é censurado pela ERS?

Utentes do SNS prejudicados no privado porque Estado paga pior
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325985&idCanal=62
Um utente de uma clínica fisiátrica no Norte do país queixou-se à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) depois de ter esperado mais tempo para ser atendido, por ser do Sistema Nacional de Saúde (SNS), do que doentes particulares e de outras entidades com quem a unidade privada tem acordo. A ERS deu razão ao reclamante e detectou, em contratos assinados com seguradoras de saúde, "cláusulas abusivas" que exigem "tratamento preferencial e prioritário dos seus utentes".

O Interior é Que Deveria Desistir Deste Embuste.

Este senhor é o mesmo do projecto Netmédico, que deixou cair defraudando milhares de médicos.... Aliás na sua vida só há coisas nefastas!

No Dário de Notícias:

 

"Grupo privado ameaça desistir do interior


DIANA MENDES
RODRIGO CABRITA-ARQIVO DN

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Bragança, Castelo Branco, Évora ou Portalegre e outros distritos do interior correm risco de não vir a beneficiar do projecto Casas da Saúde. Nuno Delerue, presidente do conselho de administração da Sanusquali, disse ao DN que propôs ao Governo "criar unidades em zonas de oferta deficiente ou nula", mediante contrapartidas como o benefício de convenções com o Serviço Nacional de Saúde. Apesar do "interesse do Ministério da Economia", o grupo espera uma resposta há oito meses e diz agora que o prazo está a esgotar-se".
O projecto de 25 unidades e com um valor de investimento de 1239 milhões de euros visava uma unidade em cada distrito, "mesmo em zonas do interior onde é difícil rentabilizar" e onde, por essa razão, os prestadores privados não investem. Cada unidade, com valências habituais como pediatria ou oftalmologia, deve ser complementada com farmácias, venda de produtos e dispositivos médicos e até unidades de saúde familiar. A grande novidade está na criação de unidades com urgências.
O grupo privado liderado por personalidades como o ex-bastonário da Ordem dos Médicos Germano de Sousa, Miguel Gouveia e José Vila Nova, pretendia fazer uma parceria com o Estado, que iria criar cinco mil postos de trabalho: "Admitimos que o Governo escolhesse o local do distrito onde abrir a unidade, mas impusemos contrapartidas: acesso ao regime de convenções, licenciamento, possibilidade de abrir USF e incentivos fiscais", diz Nuno Delerue.
As condições têm de ser analisadas pelo Ministério da Economia e da Inovação, via AICEP, tendo sido feita, até, uma candidatura a Projecto de Interesse Nacional (PIN). A proposta foi recusada porque "ainda não tínhamos os locais das Casas da Saúde, mas vamos fazê-lo". Em 15 dias vai concluir o processo, que envolveu a análise de 68 concelhos. Se não tiver resposta, "posso alterar a localização das unidades. Não somos obrigados a assumir o compromisso".
O responsável garante, no entanto, que as Casas da Saúde vão ser criadas. "Há zonas como o Algarve ou o litoral que têm interesse. Agora, alguém terá de explicar porque é que metade do País saiu da rede".
Convenções livres
A AICEP pediu esclarecimentos à Administração central do Sistema de Saúde sobre a possibilidade de haver convenção com as Casas da Saúde. Em Novembro, a ACSS frisou estar em desenvolvimento um "modelo de gestão" e que, como tal, a adesão de convencionados está "condicionada". A ministra da Saúde, Ana Jorge, já anunciou que iria reabrir o regime de convenções. Nestas circunstâncias, a Sanusquali também pode mudar de ideias, por efeitos de concorrência. "Neste caso, o Estado terá de nos dizer o que está disponível a fazer para que façamos uma rede que interesse ao País". O DN tentou contactar o Ministério da Saúde e da Economia, mas sem sucesso.
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terça-feira, abril 15, 2008

Urgências do S. Francisco Xavier não cumprem mínimos tecnicos

O Sindicato Independente dos Médicos divulgou hoje que os chefes de equipa de urgência do Hospital S. Francisco Xavier - Lisboa apresentaram a sua demissão como protesto e alerta para o facto de a constituição das equipas de urgência daquele hospital estarem a funcionar com muito menos médicos de Medicina Interna que aqueles que a Ordem dos Médicos recomenda.
Será de esperar que este organismo, a que cabe velar pela qualidade do exercício técnico da Medicina e pela melhor prestação de cuidados aos doentes, não se distraia e zele pelo cumprimento das suas próprias orientações
Ver aqui.

segunda-feira, abril 14, 2008

Coordenador dos cuidados de saúde primários afinal mantém-se

14.04.2008 - 10h44 PÚBLICO, com Lusa
O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários , Luís Pisco, vai manter-se em funções, depois de uma reunião com a ministra da Saúde para analisar o seu pedido de demissão, disse hoje fonte oficial.



Prevaleceu o bom senso e a continuidade do trabalho que tem sido desenvolvido pelo Drº Luís Pisco, coordenador da Missão para os Cuidados de Saúde Primários.

Aguardemos agora, as novas iniciativas da MCSP, para continuar a reforma dos CSP.

domingo, abril 13, 2008

Terramoto na Missão para os Cuidados de Saúde Primários !

 

Sabemos que nem tudo o que os jornais dizem é verdade.

Mas não há fumo sem fogo...

 

Aqui no Público, em última hora:

"Luís Pisco recusa revelar razões para afastamento

Coordenador dos cuidados de saúde primários apresenta demissão à ministra Ana Jorge

13.04.2008 - 21h00 Margarida Gomes

O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), Luís Pisco, formalizou a sua demissão à ministra da Saúde na passada terça-feira, por considerar ser “incapaz de levar para a frente a tarefa de reconfiguração dos centros de saúde”, mas Ana Jorge, está a tentar demovê-lo.
Ao que o PÚBLICO apurou, a decisão de se demitir foi previamente comunicada por Luís Pisco numa reunião na segunda-feira da semana passada com toda a equipa da unidade de missão, incluindo cinco coordenadores regionais, na qual o coordenador nacional terá declarado que em relação à implementação dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES): “Somos mais um problema do que solução”.
Confrontado pelo PÚBLICO, Luís Pisco confirmou hoje que apresentou a sua demissão à ministra da Saúde, mas recusou revelar as razões que o levaram a tomar a decisão. “Esta não é a altura para prestar mais declarações sobre essa questão até porque amanhã vou ter uma reunião com a ministra para tratar desse assunto”, afirmou.
Na reunião de segunda-feira, Luís Pisco comunicou a intenção de se demitir do cargo, dando conta de “problemas internos” ao nível da Missão para os Cuidados de Saúde Primários e “outros do Ministério da Saúde” que entendia poderem ser de “per si” resolvidos, mas “em conjunto previa de difícil ou impossível solução”. O coordenador da missão nacional iniciou a reunião justificando a ausência de ordem de trabalhos com a necessidade de esclarecer a sua posição pessoal face às duas tarefas da MCSP, designadamente a implementação das Unidades de Saúde Familiares(USF) e a reconfiguração dos Centros de Saúde através da criação dos ACES.
De acordo com a acta da reunião a que o PÚBLICO teve acesso, Luís Pisco terá comunicado a intenção de “apresentar nesse mesmo dia ou no dia seguinte” a sua demissão à ministra da Saúde, ficando dependente, do resultado desta reunião, as condições e prazos para a cessação das actividades da MCSP, nomeadamente no que se refere às USF de modelo B. Nessa reunião esclareceu que, enquanto coordenador da MCSP, era “ incapaz de levar para a frente a tarefa da reconfiguração dos Centros de Saúde. “Por culpa própria eu não tenho condições para ir ao encontro da implementação das ACES e com estas pessoas será muito difícil; sem elas também, será difícil”.
Apesar de reconhecer a necessidade da implementação das ACES, enquanto ponto essencial para a concretização e desenvolvimento da reforma dos centros de saúde primários (CSP), o coordenador nacional da MSCP declarou “não ter condições pessoais nem estar disposto a mediar eventuais estratégias divergentes com as administrações regionais de saúde (ARS), admitindo a hipótese de se encontrar dentro da missão para os cuidados de saúde primários um novo coordenador”.
Os contornos desta situação serão discutidos amanhã na reunião entre a ministra da Saúde e o coordenador nacional da MCSP."

Será O Novo Palco Da Guerra Para Os Americanos?

 

Mais catástrofes humanitárias?

Mais epidemias?

Mais guerra biológica?

Mais mortos?

Mais orçamentos para a guerra do que para a invetigação e Saúde?

 

Muitas vezes é necessário pesquisar na imprensa alternativa e independente dos Estados Unidos da América do Norte, vulgo Estados Unidos.

Aqui por exemplo: Rebelion. 

A notícia é de 13 de Abril. 

Mas talvez esteja haja alguma relação com a problemática do Tibete, nas fronteiras da China, a grande economia emergente que já compra empresas nos EUA e agora que o Iraque entrou em guerra civil e os EU já podem vender milhares de armas aos dois lados, sem estar presentes.

 

Para pensar.... e bem!

 

"Los maoístas encabezan el escrutinio de las elecciones de Nepal

Gara

Los datos oficiales del escrutinio, todavía parcial, de los comicios para elegir la Asamblea Constituyente de Nepal, difundidos ayer por la Comisión Electoral, continúan situando en cabeza a la antigua guerrilla maoísta.

Según funcionarios de la Comisión, hasta ahora se ha completado el escrutinio de 40 de las 239 circunscripciones y los maoístas han ganado en 25, seguidos del Partido del Congreso (NC) del primer ministro, Girija Prasad Koirala, que se ha impuesto en siete, y los marxistas-leninistas, en cinco. El partido de los Trabajadores y los Campesinos de Nepal se ha hecho con dos y el Madhesi Janadhikar Forum (MJF, Foro para la defensa de los derechos de los Madesh) ha ganado en una.

Entre los vencedores se encuentra el líder del Partido Comunista de Nepal-Maoísta, Prachanda, quien ganó su escaño en la circunscripción de Katmandú.

«Este es un voto para la República Federal democrática. Colmaremos el mandato del pueblo», indicó el ex maestro y ex guerrillero, y quizá próximo presidente de Nepal.

Asimismo, se comprometió a formar una coalición de Gobierno y a trabajar con otros partidos.

Entre los grandes perdedores se encuentran el secretario general del Partido del Congreso Nepalí Unido Marxista Leninista (UML), Madhav Kumar Nepal, y el actual presidente del NC, Sushil Koirala, quienes han sido derrotados en sus circunscripciones por candidatos maoístas.

Comicios limpios

Los observadores internacionales de los comicios celebrados el pasado jueves aseguraron ayer que las elecciones fueron exitosas e imparciales e instaron a los partidos políticos a respetar el resultado final.

«Elogio al pueblo de Nepal por la forma pacífica en la que se desarrollaron las votaciones, a pesar de las difíciles circunstancias», dijo el jefe de los observadores de la UE, Jan Mulde"

quarta-feira, abril 09, 2008

VMER do INEM parada por falta de médico

"A Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM, em Beja, parada por falta de médico."
in 24Horas


Mais uma vez, o que não deve acontecer, aconteceu!

Ontem, na sequência de um incêndio, em casa de dois idosos, a VMER não pode ser acionada pelo dispositivo de socorro já que se encontrava inoperacional.

Esta inoperacionabilidade, foi confirmada pela porta voz do Hospital de Beja, relatando, que a VMER não pode ser usada, por não haver médico escalado para esse serviço.

O idoso, ainda pediu ajuda à janela do 1º andar da sua residência, tendo vindo a falecer pouco depois, a idosa foi encontrada inanimada e neste momento está em estado grave no H. de Beja.

O porta voz do INEM, veio recusar responsabilidades neste caso, afirmando que "o carro é nosso mas a tripulação é responsabilidade do hospital".

Ora bem, até parece que não estamos em Portugal!

Desde quando, quando acontece "porcaria" se viu alguém chegar-se à frente e dizer; a responsabilidade é minha!

A desresponsabilização está na ordem do dia! É mais fácil virar a cara e assobiar para o lado!

Pergunto-me se é necessário morrerem mais pessoas?

As posições que estas instituições tomaram, não podem ser estas, se querem ser credíveis!

Nem pode estar à espera que haja médicos do Hospital X,Y ou Z, ou do C. de Saúde disponíveis para fazer serviços, muitas vezes a estarem em dois sítios ao mesmo tempo.

Mais vale não abrirem serviços nem assinarem protocolos de parcerias, se não têm capacidade de os assegurarem, quando não, mais não fazem do que vender gato por lebre.

PS: tomem atenção já que os acidentes não sabem ler escalas de serviço!

Os Médicos de familia que sempre foram consultar os seus doentes em casa não vão gostar

Não vão gostar porque muitos sempre estiveram disponíveis e sem que para isso fossem pagos à peça... não vão gostar porque a visitaçao domiciliária se destina a quem não se pode deslocar ao centro de saúde por estar acamado de modo crónico ou agudo... não vão gostar porque aquilo que é insinuado na notícia é que em 2007 teria havido um aumento da visitação por iniciativa do médico para ganhar dinheirinho...
Dizia-me esta manhã um colega meu Médico de Familia, que sempre esteve disponível para efectuar visitas domiciliarias, que então se não é obrigatório como ele pensava pois vai passar a ser mais selectivo nas que faz!
E o que dizer deste endeusamento das USFs, panaceia de todos os males, mas que interessa no momento apenas a cerca de 12% dos médicos de familia em actividade? Mais... isso do pagamento dos domicilios ainda só está está no papel...

Aqui:

Profissionais vão receber 30 euros por consulta
Médicos de centros de saúde voltam a estar disponíveis para ir fazer consultas a casa

09.04.2008 - 08h31 Catarina Gomes
Estar doente e ter um médico que vai a casa fazer a consulta tornou-se uma raridade nas últimas décadas. As excepções quase só são abertas para pessoas acamadas. A partir de Maio há médicos que vão passar a receber 30 euros por cada um destes actos.Mas os efeitos do novo modelo organizativo de centros de saúde (Unidades de Saúde Familiar - USF) neste tipo de consulta já se nota, revela um estudo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa).


Dados preliminares do estudo do Insa que analisa as consultas domiciliárias em clínica geral chegaram à "inesperada" conclusão de que em 41 por cento dos casos foi o médico quem tomou a iniciativa de ir ver o doente a casa, nota um dos seus autores, José Marinho Falcão, responsável pelo departamento de epidemiologia do Insa, em Lisboa."Inesperada" porque sempre pensou que este número seria "residual". Tomando como base as 2229 consultas realizadas em 2007 pela amostra de 150 médicos da rede Médicos-Sentinela (clínicos voluntários de todo o país que disponibilizam dados), constatou-se que só 36 por cento destas consultas tinham sido feitas por iniciativa do familiar/cuidador e 18 por cento do utente.

Para o investigador, a grande percentagem de médicos que decidem consultar os doentes em casa já será o reflexo do novo modelo organizativo dos centros de saúde. No final de 2006 arrancou uma reforma que prevê que grupos de médicos, enfermeiros e administrativos se organizem de forma autónoma para alargarem a sua lista de utentes (Unidades de Saúde Familiar), prestando-lhes uma série de cuidados previamente definidos, as consultas domiciliárias são um deles. "Os médicos passaram a ter um plafond a atingir" e isso tem reflexos, refere Marinho Falcão. Ainda assim, na população de utentes estudada pelo Insa só 1,2 por cento tiveram pelo menos uma consulta ao domicílio em 2007.
Dados de 2005 dos centros de saúde de todo o país apontam para uma percentagem inferior: dos 26,4 milhões de consultas realizadas nesse ano só 140 mil foram domicílios (cerca de 0,5 por cento).

Cultura contrária
O coordenador da Missão para os Cuidados de Saúde Primários, Luís Pisco, afirma que somos um dos países europeus com menos domicílios. "Agora não há obrigatoriedade de fazer domicílios. É uma boa prática", mas acredita que o acto receba impulso com a entrada em funcionamento das USF de modelo B que prevêem incentivos remuneratórios para os médicos que o praticam. "Há uma cultura que fez desaparecer os domicílios" porque não são pagos ao médico e ele tem mesmo que custear a deslocação. Quando se realizam, tem que haver "uma justificação", muitas vezes são pessoas acamadas", explica. E as próprias pessoas já nem têm hábito de pedir, refere: "A população habituou-se a chamar a ambulância e ir para o hospital."

Em Maio entrará em vigor o regime onde por cada domicílio o médico recebe 30 euros até um máximo de 20 domicílios mensais, a partir daí já não recebe; o utente paga a taxa moderadora. Prevê-se que arranquem as primeiras 36 USF com o novo modelo e que a partir de Junho vão avançando as outras 72. Mas os centros de saúde que não têm o novo modelo, a grande maioria, ficam de fora desta reforma

terça-feira, abril 08, 2008

Ministro do Trabalho quer revisão do Código a combater "precariedade das relações laborais"

08.04.2008 - 16h28
O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social afirmou hoje em Setúbal que a revisão do Código do Trabalho deve ir no sentido de "aumentar a contratação colectiva" e do combate à precariedade das relações laborais.Vieira da Silva, que falava aos jornalistas depois de inaugurar uma nova creche da Associação Cristã da Mocidade de Setúbal, começou por reconhecer que houve uma quebra significativa da contratação colectiva desde a entrada em vigor do Código de Trabalho, em Dezembro de 2003, e que a precaridade está a começar a ter uma "dimensão crítica para a juventude". in Público



Depois de ter lido estas declarações, podemos ficar mais "descansados" (?), já que o Srº Ministro reconheceu, que em Portugal temos um mercado excessivamente segmentado, com muitas formas de contratação e algumas já ultrapassando o limiar da legalidade.

Ora no campo do SNS acontece o mesmo, espero que a Srª Ministra da Saúde, tenha acesso ao discurso do seu colega e se inspire, já que a confusão reina na sua casa.