sexta-feira, maio 23, 2008

João Rodrigues regressa à Missão de Cuidados Primários

23.05.2008, Margarida Gomes
O médico João Rodrigues, que se demitiu da equipa nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) em ruptura com o seu coordenador, Luís Pisco, vai integrar o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários, presidido pelo ex-director-geral da Saúde Constantino Sakellarides, soube o PÚBLICO. A decisão de criar um conselho consultivo para acompanhar a reforma dos cuidados primários foi tomada pela ministra Ana Jorge, numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde.O ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções.O Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra. que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP. A responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde. E é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído.Da anterior equipa da Missão apenas Luís Pisco (coordenador nacional) e José Fragoeiro (jurista) se mantêm. Todos os outros saíram. À excepção de Armando Brito de Sá (que foi forçado a demitir-se por integrar a MCSP e ser ao mesmo tempo consultor da Alert Life Sciences Computing, SA na área dos cuidados primários), todos os outros médicos apresentaram a sua demissão por divergências profundas com a falta de liderança de Luís Pisco no cumprimento das tarefas que estão atribuídas à estrutura de Missão. Mas reafirmaram sempre o seu completo apoio à reforma em curso, ao programa do Governo e à resolução do Conselho de Ministros que criou a MCSP e determinou as suas orientações.


É interessante ver estes equilíbrios no arame, pergunto-me é se há rede, ou estão bem presos?

Ainda me lembro de Luís Pisco afirmar que o Conselho Consultivo da MCSP, era um desejo dele e que era para ter sido executado aquando da primeira Missão tendo ficado por implementar, quando Constantino Sakellarides deixou "escapar" a notícia do convite para ocupar este cargo e que estava a pensar ainda, se o aceitaria, divulgado no Público se bem se recordam.

Agora e de acordo com esta notícia, também publicada no mesmo jornal e transcrita na integra, o que verificamos? Parece que a verdade de ontem não é a verdade de hoje.

Afinal a Ministra Ana Jorge é que teve a ideia de criar o dito Conselho Consultivo, "numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde".

O que se aprende a ler os jornais!

De tal maneira é verdade, que de acordo com o texto da notícia, podemos ficar a saber que, "o ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções."

Ainda podemos ler, "o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra, que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP", parece mais um Conselho Consultivo, também com funções fiscalizadoras e com dependência hierárquica absoluta da Ministra.

Continuamos a ler, "a responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde", mas que responsabilidade? O modelo B está implementado, a legislação dos ACES está feita de acordo com as notícias do sítio da MCSP, não entendo.

Mais, "é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído", levar pessoas que já fizeram parte da estrutura e se demitiram, provocando o alarido que provocaram, isso não é provocar ruído interno é uma medida de cautela, conforme disse aprende-se muito lendo jornais!

quinta-feira, maio 22, 2008

ASAE diz que cantina de centro de acolhimento do Seixal foi fechada por solicitação do Ministério Público

22.05.2008 - 09h04 Lusa
O director da Autoridade de Segurança Económica e Alimentar, Pedro Picciochi, afirmou ontem que a ASAE encerrou temporariamente no final de 2007 uma cantina de um centro de acolhimento temporário de crianças no Seixal por solicitação do Ministério Público.Pedro Picciochi, director de Serviços de Planeamento e Controlo Operacional da ASAE, fez esta afirmação durante uma audição, na Assembleia da República, do Grupo de Trabalho Pequenos Produtores/Produtos Tradicionais, onde esta questão foi suscitada. O PÚBLICO noticiou no sábado que as instituições de solidariedade têm sido obrigadas a deitar comida fora por causa de regras de higiene impostas pela ASAE durante as suas inspecções.





Ele há coisas do diabo, ninguém quer fazer passar-se por mau! Seja quem for!

E a culpa é sempre de outro!

Mas, já alguém se preocupou em saber, se qualquer deles cumpriu o seu trabalho eficientemente?

De acordo com a nossa Constituição no seu Artigo 9.º (Tarefas fundamentais do Estado)
São algumas tarefas fundamentais do Estado:
...
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;
...

Correcto!

Parece-me que as leis estão feitas, que existem entidades fiscalizadoras suficientes, mas as leis têm de ser aplicadas de acordo com o seu teor e não de acordo com as circunstâncias.

Parece-me adequado, ensinar o Artigo 9 da Constituição Portuguesa a quem legisla, assim como ensinar que o património cultural do povo português também passa pela alimentação e culinária, de forma às entidades fiscalizadoras promoverem o bem estar e a qualidade de vidas do povo, tendo em conta o património cultural diversificado, das nossas gentes.

terça-feira, maio 20, 2008

Tempo de espera para cirurgia das cataratas é de 54 dias em Évora

Hospital de Évora garante que pacientes do distrito não precisam de ir a Cuba
20.05.2008, Maria Antónia Zacarias
Publico
Unidade hospitalar alentejana tem lista de espera para cirurgias de Oftalmologia com prazos inferiores a dois meses e responsável clínico não percebe o recurso a operações tão longe

O director do Serviço de Oftalmologia do Hospital do Espírito Santo, em Évora, Augusto Candeias, garante que não existem razões para os doentes do distrito não serem operados nesta unidade, tendo em conta que o tempo de espera para cirurgia "é de 54 dias, não chegando a dois meses, estando, assim, bem abaixo do prazo clínico aceitável, que são seis meses".

Perante este facto, o responsável não entende por que é que os utentes estão a recorrer a Cuba, através das autarquias, recordando que o cenário das listas de espera para cirurgia se alterou muito desde há cerca de quatro anos. "Nessa altura, as listas de espera eram verdadeiramente grandes, mas agora a situação está completamente ultrapassada". "A não ser que haja algum segredo envolvido, não me parece que haja alguma vantagem especial", afirma o médico, do ponto de vista clínico, chamando a atenção para o tipo de acompanhamento que esses doentes têm até lhes ser dada alta, bem como para a qualidade e o tipo de lentes que lhes são aplicadas, no caso das cataratas, a cirurgia mais procurada.

O responsável gostaria de ver explicado "o critério que é utilizado na selecção dos doentes", isto é, "quem é que faz a escolha e quem é que passa a informação a quem para contactar doentes para os convidar a ir a Cuba". Isto porque a informação clínica não pode ser dada a terceiros, por fazer parte do sigilo médico. "Há pouco tempo, uma doente minha contou-me que recebeu um telefonema em casa a perguntar-lhe se queria ir a Cuba tratar-se", conta, considerando "inadmissível" que os doentes estejam a ser convidados para "uma solução mais ou menos milagrosa em pouco tempo".

Mais duas mil consultas
Embora o director do Serviço de Oftalmologia de Évora admita que as despesas de saúde, em Cuba, sejam provavelmente menos dispendiosas do que em Portugal, "no conjunto, e tendo em conta as despesas da viagem e da estadia, não parece que com o mesmo valor não fosse possível contratualizar esses serviços em Portugal ou em Espanha, nomeadamente em Badajoz, que está apenas a 80 quilómetros e que faz uns preços concorrenciais muito fortes".

De acordo com o oftalmologista, o distrito de Évora tem uma população que sofre de uma série de carências, "nomeadamente de carácter cultural": "Há muito analfabetismo e as pessoas estão muito mal informadas. Daí que procurem, normalmente, os cuidados de saúde em fases muito adiantadas das doenças. Sobretudo os idosos chegam-nos aqui ao hospital quando já vêem muito pouco ou quando estão praticamente cegos". Augusto Candeias acrescenta estar convicto de que nos grandes centros urbanos do país este tipo de situações já não existe, enquanto na região alentejana os oftalmologistas são confrontados com pacientes com "determinadas patologias, nomeadamente a catarata, que não se encontra em mais nenhum país da Europa".

Questionado sobre se as conhecidas dificuldades de acesso às consultas também contribuem para as pessoas procurarem soluções alternativas, o mesmo responsável reconhece "que pode ter algum peso". Por isso, segundo adianta o responsável hospitalar, encontra-se em negociação um acordo entre a Administração do Hospital do Espírito Santo e a Sub-Região de Saúde de Évora, "para que os médicos existentes façam horas extralaborais para observar um maior número de doentes", o que poderia fazer com que se realizassem "mais duas mil consultas por ano".

Ou seja: apesar de tudo o que tem sido dito e da lastimável falta de resposta às necessidades das populações, há partes da história que estão mal contadas e mal explicadas

Espera-se que a denúncia publica da situação pelos media e com o anúncio do correcto Plano de Choque para Oftalmologia, as autarquias alentejanas (e mesmo as suas vizinhas algarvias) recorram aos serviços por exº do Hospital de Évora e, porque não, à disponibilidade ( que sempre existiu) de Badajoz, em vez de mandarem os seus municipes para as Caraíbas

Cirurgia de Ambulatório: medidas a incrementar e credoras de aplauso

Hospitais que operam em ambulatório devem dar contacto telefónico directo aos doentes
20.05.2008, Alexandra Campos
Publico

Os hospitais que fazem cirurgia de ambulatório devem disponibilizar sempre aos doentes ou aos seus familiares um contacto telefónico para o caso de surgir alguma complicação ou dúvida durante a recuperação em casa e, no dia seguinte à operação, devem ligar para se inteirar da evolução da situação clínica.
É ainda de aconselhar que permitam às pessoas que vão ser operadas uma visita prévia às instalações.

Depois de ter encomendado um inquérito - cujas conclusões demonstram que são frequentes os casos em que estas condições não são observadas pelos hospitais -, a comissão que estudou a situação e os constrangimentos que têm condicionado um desenvolvimento mais célere da cirurgia de ambulatório em Portugal vai propor que estes critérios sejam cumpridos por norma.
O objectivo é "aumentar não só a quantidade mas também a qualidade da cirurgia de ambulatório", justifica Fernando Araújo, presidente deste grupo de trabalho que percorreu o país de Norte a Sul para fazer um levantamento da situação.

Por definição, a cirurgia de ambulatório não implica internamento hospitalar (normalmente a alta é dada até às 12 horas, ainda que a permanência no hospital possa prolongar-se até às 24 horas).

segunda-feira, maio 19, 2008

Embriões humano-animal legalizados no Reino Unido

19.05.2008 - 21h11 Ana Gerschenfeld - Público
Numa decisão histórica e após um aceso mas civilizado debate de várias horas, os deputados britânicos decidiram, hoje ao fim da tarde, por 336 votos contra 176, aprovar a geração de embriões mistos de humano e animal, o primeiro ponto crucial da futura nova lei sobre fertilização humana e embriologia.Os embriões híbridos podem ser de diversos tipos: “cíbridos”, obtidos introduzindo o núcleo de uma célula humana adulta (com todo o seu ADN) num ovócito de animal (de vaca) esvaziado do seu próprio núcleo; os embriões humanos transgénicos, obtidos inserindo genes animais em embriões humanos; as “quimeras”, obtidas introduzindo células animais num embrião humano – e os híbridos verdadeiros, cruzamentos de gâmetas (espermatozóides ou ovócitos) humanos e animais. Aliás, a derradeira prova da abertura de espírito dos deputados foi o facto de terem também votado, por 286 votos contra 223, contra uma proposta de proibir a geração destes híbridos verdadeiros. Claro que os embriões só poderão ser fabricados se se provar previamente que a investigação para a qual vão contribuir é necessária e útil. E, seja qual for o tipo de embrião híbrido gerado, apenas será permitido desenvolverem-se durante 14 dias e nunca serão implantados no útero de uma mulher ou de um animal.





Conforme publicamos na última semana, sempre se concretizou a legalização dos embriões mistos humano/animal.



Como referi na altura, um grande avanço científico, mas continuo a perguntar se estamos preparados para o facto.



Bem que gostava de saber qual a opinião do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, acerca do assunto.

Síndrome tabagista

Convirá referir, a quem não saiba, que o Sr. Primeiro Ministro nunca poderá ter um sindrome gripal pela auto-proclamada e publicitada abstinência tabágica há 5 dias...
Quanto a Síndrome tabagista, como o autor da introdução deste video no You Tube o apelidou, MEMAI desconhece a sua existência

domingo, maio 18, 2008

Haja moralidade! Ou comem todos (antibiótico) ou não come nenhum!

Num Domingo que não é hoje para mim dia de descanso semanal, o locutor da TSF informa no Jornal das 8 que o Sr. Primeiro Ministro teve que recorrer ontem ao serviço de urgência no Hospital de Santo António no Porto por estar com febre... E não acredito no que ouvi!

Metem no ar as declarações do visado e neste caso doente, que na sua voz e estilo inconfundíveis diz ao povo português que "tudo não passou de um síndrome gripal, deram-me um antibiótico, e já me sinto muito melhor !"



Abençoado(a) médico(a), tarefeiro, Interno ou Especialista ( ou teria sido o proprio chefe de equipa ?), que para tratar uma doença vírica do PM lhe pespegou um antibiotico! Os resultados estão à vista, é o próprio doente que diz que se sente muito melhor ( algo a que o facto de ter deixado de fumar também não será estranho...) .



A partir de agora, todo e qualquer doente estará no direito de se queixar do médico que não lhe receitar no serviço de urgência um antibiótico quando estiver engripado ou com uma virose aparentada... Então se o PM tem direito a um porque é que ele também não há-de ter?
É com exemplos destes que se educa para a saúde a nossa população...

quinta-feira, maio 15, 2008

Denúncias sobre a ULS de Matosinhos


médicaquetambémexplica disse...
acresce a esta vergonha, o facto de serviços como o de Oftalmologia do H Pedro Hispano, Matosinhos, que não dão resposta aos pedidos de consulta dos médicos de família da área de referência (só permitindo, por exemplo, o acesso à lista de espera para consulta a doentes com relatório de Oftalmologista privado indicando diagnóstico de patologia cirúrgica), serviços como este ainda têm a brilhante ideia de ir aos Centros de Saúde de Matosinhos fazer "rastreios", com cartazes e folhetos coloridos anunciando factores de risco para cegueira, alarmando os doentes, sem oferecerem depois nem capacidade de rastrear todos os que alarmaram, nem resposta aceitável para os rastreados.não sei como é que isto é suportado por utentes, por nós médicos de família e pelos directores dos CS!
Domingo, Maio 11, 2008


médicaquetambémexplica disse...
a experiência na ULS Matosinhos corre bastante mal. por exemplo, uma TAC osteo-articular neste momento, já não tem marcações até ao fim do ano. TAC realizadas cerca de um mês depois de solictadas, demoram 2 meses a ter um relatório disponível. TAC com alterações grosseiras e severas (um tumor renal, um fígado metastizado, pelo menos essas 2 ocorreram no meu CS) não são relatadas prioritariamente nem geram um alerta imediato ao médico que as pediu, como acontecia em qualquer entidade privada convencionada.com é que todos nós (utentes, profissionais e chefias) continuamos a permitir isto?
Domingo, Maio 11, 2008



Esta médica, em comentários a posts anteriores do MEMAI, faz denúncias a ter em conta e a merecer adequada averiguação e intervenção de quem de direito...


Pela parte que me toca, o contributo da MEDICAQUETAMBÉMEXPLICA será sempre bem vindo.


Estas denúncias na blogosfera, muitas vezes sob o anonimato, necessitam contudo de confirmação e/ou desmentido dos implicados e dos responsáveis.


O MEMAI está igualmente aberto à divulgação dessas informações

Como acabar com as listas de espera de Oftalmo (sem ir a Cuba ou a Badajoz)

15 Mai 2008, 08:39h O MIRANTE

Centenas de utentes de Tomar esquecidos para consultas de oftalmologia


Há dois anos a médica de família de Ilda Santos passou uma credencial com a indicação de urgente para uma consulta de oftalmologia no Hospital de Tomar. Há 15 dias a utente telefonou para o serviço hospitalar para saber quando teria a tal consulta e foi informada de que nunca ali tinha chegado o pedido.


O Centro de Saúde de Tomar, unidade onde está inscrita, esqueceu-se de enviar o seu processo para o hospital. O seu e o de mais algumas centenas de utentes que, como Ilda, aguardavam pela chamada. A situação já levou a uma intervenção da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).


Nos serviços administrativos do Centro de Saúde da Nabância, em Tomar, há um caixote de papelão cheio de credenciais de utentes para marcação de consultas oftalmológicas no hospital de Tomar. Cartas passadas pelos médicos de família que não seguiram os trâmites normais por “esquecimento”. Esta é a palavra utilizada pelo presidente da ARSLVT para definir uma situação que diz não entender mas ter de ser rapidamente resolvida. Sem prejuízo dos utentes.


A situação das credenciais “esquecidas” foi desencadeada no final do ano passado, quando o sistema informático da saúde, denominado Alert, entrou em funcionamento no Centro Hospitalar do Médio Tejo – que engloba as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Nessa altura o serviço de oftalmologia informou os centros de saúde que não receberia mais pedidos de marcação de consultas por carta mas sim por via informática, devolvendo à procedência as credenciais que tinham sido passadas desde Outubro de 2007 até meados de Fevereiro deste ano. E só aí se verificou que havia milhares de utentes – de vários centros de saúde da região - que estavam em lista de espera para marcação de consultas devido ao facto de aquele serviço hospitalar trabalhar por quotas.

E o que vai acontecer aquelas que estão a mais e/ou ilegais?

De acordo com regime jurídico do sector
Infarmed diz que há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa

15.05.2008 - 13h11 Lusa

Segundo o Infarmed, no concelho de Lisboa há 159 farmácias a mais das que deveriam existir à luz do regime jurídico do sector, que estabelece uma população mínima por cada estabelecimento e distâncias entre farmácias e entre estas e unidades de saúde. No total do país, são 224 as farmácias que poderão pedir a transferência de localização por causa das novas regras do regime jurídico das farmácias.

Em aviso publicado hoje em Diário da República, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) abre a possibilidade de transferência de farmácias com capitação inferior à prevista legalmente (3500 habitantes por farmácia) para concelhos limítrofes. Trata-se do preenchimento das primeiras vagas abertas no âmbito das novas regras de licenciamento de farmácias, que posteriormente levarão à abertura de outras vagas a nível nacional para novas farmácias segundo o modelo de liberalização da propriedade.

Segundo a portaria de Novembro de 2007, que fixa os procedimentos de licenciamento e atribuição de alvará a novas farmácias e da transferência de localização, a capitação mínima é de 3500 habitantes por farmácia aberta no município, excepto quando o estabelecimento é instalado a pelo menos dois quilómetros de outro mais próximo. São ainda estabelecidas distâncias mínimas de 350 metros entre farmácias e de 100 metros entre farmácias e extensões de saúde, centros de saúde e hospitais. A excepção a esta última regra apenas acontece em localidades com menos de quatro mil habitantes.

À luz destas regras e segundo o aviso hoje publicado há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa, 49 no concelho do Porto, oito no distrito de Santarém, cinco no distrito de Vila Real, duas no concelho de Tavira (Faro) e uma em Murtosa (Aveiro). Para possibilitar a transferência aos proprietários que assim o desejarem, foram abertas 78 vagas na área metropolitana de Lisboa e 68 no distrito do Porto. Há ainda quatro vagas no distrito de Aveiro, oito no distrito de Faro, três para o distrito de Santarém e duas para receber as farmácias identificadas a mais em concelhos de Vila Real. Os proprietários das farmácias têm agora três meses para requerer a transferência.

Investir na Prevenção é o caminho correcto

Saúde: Raparigas de 13 anos são o primeiro grupo etário a ser imunizado
Vacinas custam 23,3 milhões

Correio da Manhã

O Ministério da Saúde vai gastar este ano 23,3 milhões de euros para o fornecimento de tuberculinas e vacinas. Este ano o Estado investe mais, porque a despesa inclui 15 milhões de euros necessários à aquisição da nova vacina contra o vírus do papiloma humano (VPH), um vírus que provoca o cancro do colo do útero.

Em declarações ao CM, Graça Freitas, subdirectora-geral da aúde, afirmou que os 15 milhões de euros para a aquisição da nova vacina contra o VPH, que entra no Plano Nacional de Vacinação, destinam-se apenas a um único grupo etário. Neste ano, começam a ser vacinadas, a partir de Setembro, as raparigas com 13 anos.

quarta-feira, maio 14, 2008

Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco



14.05.2008 - 08h42 Joana Ferreira da Costa, Luciano Alvarez, Romana Borja-Santos, Público



Os constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates.Mas a situação não é inédita, pois nas viagens com o Presidente da República, Cavaco Silva, as pessoas que o acompanham também costumam fumar. A TAP considerou, contudo, todos estes casos "normais" em serviços especiais fretados.



Onde estão os princípios, a moral, a ética?

Com exemplos destes e de outros parecidos, como esperam que os levemos a sério!

Ainda têm muita sorte em ter "gente" que lhes entrega os votos!

terça-feira, maio 13, 2008

Lei britânica sobre embriões aprovada na generalidade

13.05.2008 - 17h48 Ana Gerschenfeld, Público
Não foi um voto apertado: ontem, no Parlamento britânico, 340 deputados contra 78 aprovaram, na generalidade, o novo projecto de lei sobre fertilização humana e embriologia. O texto deverá ser debatido na especialidade já para a semana, regressando à câmara dos Comuns para aprovação final antes de transitar para a câmara dos Lordes e ser aprovado como lei pela rainha.



O projecto de lei tem gerado muita controvérsia na Grã-Bretanha, principalmente devido à posição da Igreja Católica – a tal ponto que, há semanas, o primeiro-ministro Gordon Brown se viu obrigado a dar liberdade de voto aos deputados trabalhistas.



Não é de admirar que assim tenha acontecido, uma vez que os principais pontos do texto em debate são realmente pioneiros.



Trata-se de legalizar a criação de embriões híbridos de animal e humano para fins de investigação médica (de doenças incuráveis como o Parkinson ou o Alzheimer); de autorizar os pais com um filho gravemente doente a recorrer à fertilização in vitro (FIV) para escolher, graças ao diagnóstico pré-implantatório, um irmão ou irmã geneticamente compatível que possa doar tecidos para o tratar; e de eliminar a necessidade de um pai para recorrer à FIV, sendo esta figura substituída pela de “figura parental”. Em particular, esta última disposição permitirá que os casais de lésbicas recorram à FIV.





Um grande passo para a ciência e investigação, sem dúvida. No entanto pergunto-me, se do ponto de vista, ético, moral e filosófico a humanidade está preparada para este facto.

FOTO DO DIA - Esclarecimento aos leitores

A designação de Foto do Dia não significa que ela mude todos os dias...

Mais, pode até acontecer que aquilo que nela é retratado seja de tal modo actual e de tal modo persistente que a mesma foto se mantenha por vários dias...

É o caso presente, como já terão reparado...

Então o Sr. Director Geral da Saúde fica sem piar ?

Apesar da total restrição nos voos comerciais
TAP garante que nos voos fretados se pode fumar a pedido do cliente

13.05.2008 - 16h07 Romana Borja-Santos
Publico

Pedir para fumar num voo fretado é tão “normal” como solicitar uma “refeição especial” ou a distribuição de determinados jornais a bordo, garante a TAP (Transportadora Aérea Portuguesa). A companhia não compreende, por isso, a notícia avançada pelo PÚBLICO que dá conta que o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo fumaram a bordo do Airbus A330, fretado à transportadora portuguesa para uma viagem, realizada ontem, entre Lisboa e Caracas.
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Contactado pelo PÚBLICO, o director-geral da Saúde, Francisco George, recusou-se a responder a quaisquer perguntas sobre a situação, nomeadamente sobre se os tripulantes dos voos fretados têm os direitos consignados na lei portuguesa.

Não me comprometam, não me comprometam...se fossem outros eu ainda defendia a minha dama e os princípios em que acredito...mas valha-me Deus Nosso Senhor a a Virgem de Fátima...é que é o Sr. Primeiro Ministro...

quinta-feira, maio 08, 2008

VOZES DISSONANTES...E DESTEMIDAS!

SIM - Sindicato Independente dos Médicos
Jornal Virtual do SIM

AS LISTAS DE ESPERA DE OFTALMOLOGIA
Simédicos tem observado em silêncio mas com atenção, e com inquietação crescente, esta polémica das listas de espera para consultas e cirurgias de Oftalmologia e dos protocolos das autarquias com os serviços médicos cubanos, e a imagem que as reportagens televisivas parecem estar a passar para a população de que se os doentes não são atendidos para que os médicos oftalmologistas possam ganhar muito dinheiro na sua privada. É lamentável que portugueses tenham de recorrer a técnicas cirúrgicas antiquadas e depois de longos voos transatlânticos.

É lamentável que 51 serviços hospitalares de Oftalmologia não saibam ou não consigam dar resposta atempada às necessidades de saúde dos portugueses. Os médicos oftalmologistas portugueses deveriam sentir-se envergonhados por serem todos metidos no mesmo cesto... ou então devem denunciar objectivamente que são as instituições do SNS que não os deixam trabalhar ou que não lhes dão as condições para o fazerem. Quais são, onde, como e quando. Só assim se poderá compreender porque é que por ex.º no CH Vila Nova de Gaia a lista de espera é praticamente inexistente e no H. S. João é de 3 ou 4 meses. Será que é porque nestas duas instituições se opera aos sábados todo o dia no âmbito do SIGIC?

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou ontem no Parlamento, que na área da oftalmologia está identificada uma elevada lista de espera para cirurgias, nomeadamente às cataratas, mas que serão primeiro esgotadas as capacidades do sector público e só depois se avançará para a contratualização com os sectores privado e social. O Sindicato Independente dos Médicos está plenamente de acordo com esta postura da Sr.ª Ministra.

O Sindicato Independente dos Médicos receia até que esta questão seja apenas a ponta do icebergue, pois que há muitas outras doenças para além das cataratas e porque é sabido que os Médicos de Família, cientes da falta de resposta hospitalar nesta área da Oftalmologia, já não estão a referenciar patologias minor mas importantes a médio e longo prazo.
8 de Maio de 2008 o0/n1954/t1/D.G.L.J

quarta-feira, maio 07, 2008

Hospitais públicos na concorrência às convenções

Proposta quer aumentar concorrência
Os hospitais públicos vão passar a poder concorrer às convenções para fornecer exames e análises ao Serviço Nacional de Saúde.

Rádio Renascença
Esta é uma das propostas do novo diploma que entra hoje em discussão pública e que pretende rentabilizar meios e concorrer em pé de igualdade com os prestadores privados.As convenções com os hospitais públicos foram fechadas há dez anos. Agora, a tutela quer aumentar a oferta e obrigar à concorrência dos preços.

Na base da criação deste diploma foram tidas em conta as recomendações da Entidade Reguladora que denunciou a discriminação de que eram vítimas os utentes do Serviço Nacional de Saúde sempre que necessitavam de fazer exames complementares no privado.

Muitas mas muitas dúvidas que os hospitais consigam aumentar a sua produtividade de modo a darem resposta em tempo útil... quando ouvimos muitas vezes dizer que nos Centros de Saúde os doentes chegam com pedidos de transcrição de exames pelos médicos hospitalares porque lá estão muito atrasados...e isto é verdade em muitos locais...
Porquê? Falta de recursos humanos ? Falta de equipamentos ? Falta de gestão e profissionalismo ? Contenção nos custos associados ao funcionamento com materiais de diagnóstico e manutenção de equipamentos?
Repete-se: muitas dúvidas ...

A que acresce um outro aspecto muito importante: isso é cómodo para os doentes?
Se tiverem um local perto da sua residência, onde são mais rapidamente atendidos, quer na marcação do exame quer no tempo que demora à sua execução no dia aprazado, não será astigar os doentes?

Alguém já fez um inquérito de satisfação aos utentes dos Centros de Saúde da ULS de Matosinhos (ou pediu os resultados de um eventual inquérito feito) que têm de se deslocar agora, ao que nos contaram, ao Hospital Pedro Hispano ( quando a medida se iniciou a colheira era feita no próprio CS, algo perfeitamente aceitável diga-se...)?

terça-feira, maio 06, 2008

Urgências: Comissão Técnica pede extinção e critica forma como reforma foi implementada


Lisboa, 06 Mai (Lusa) - A Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências (CTAPRU) pediu hoje à ministra da Saúde a sua extinção, por considerar que cumpriu os seus objectivos, apontando "problemas" na forma como esta reforma foi implementada.
"Houve problemas de comunicação na forma como a reforma foi explicada ao público e problemas na forma como foi implementada. Poderia ter havido algum cuidado ao nível da abertura de serviços de urgência antes do encerramento de outros. Isso era responsabilidade política e acabámos por sofrer com isso", afirmou Luís Campos, membro da CTAPRU, em declarações à agência Lusa.


A CTAPRU, chegou ao fim! Pum! Basta!

Acha que fez tudo o que tinha a fazer.

Os problemas que surgiram, foi na forma da implementação!

O resto que não fez, não foi por ter que fazer. Foi por falta de comunicação!

Sai de mansinho, depois da grande confusão!

Requalificação das urgências, mas que grande atrapalhação.

É um facto, que tudo foi por convicção.

Cuidado, vem aí um trovão! Pim!

Denúncia da União das Misericórdias Portuguesas

Misericórdias alertam para o facto da comparticipação estatal por idoso estar completamente "desadequada" da realidade
06.05.2008 - 15h23 Lusa
O montante com que o Estado comparticipa as Misericórdias por cada idoso integrado num lar das instituições constitui, segundo o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, "um óptimo exemplo" da "completa desadequação" das comparticipações estatais."O montante de comparticipação que as Misericórdias recebem do Estado por cada idoso que acolhemos nos nossos lares, ao abrigo do acordo existente, é de 330,24 euros" por mês, disse Manuel Lemos, sublinhando tratar-se de um montante "perfeitamente desadequado" e "subavaliado" em relação ao custo de cada idoso por lar.


Esta notícia deixa-me um pouco perplexo e sem perceber nada, não sei se é da forma como está escrita, ou da forma como possívelmente se misturam alhos com bogalhos.

Afinal a União das Misericórdias recebe do Estado só 330,24 euros, por cada idoso e por mês, não é verdade? Mais a percentagem da reforma de cada um. Certo?

Pois bem a minha dúvida é a seguinte, as Misericórdias não contratualizaram camas para os Cuidados Continuados Integrados?

Não são estas pagas em função do estado e do grau de dependência do idoso, assim como em função da sua recuperação? Então e não está correcto este modo de pagamento, se o idoso precisa de mais cuidados paga mais se não paga menos.

Então porque não se refere isto na notícia?

domingo, maio 04, 2008

As cirurgias estéticas: limites e indicações

As lipoaspirações são a cirurgia plástica estética mais realizada em Portugal, seguidas das intervenções para aumentar os seios. Os homens recorrem sobretudo à rinoplastia para modificar o nariz.
EXPRESSO

Mesmo sem a existência de dados concretos sobre a realidade da cirurgia estética portuguesa, o especialista Vítor Santos Fernandes explicou à agência Lusa numa entrevista recente que a lipoaspiração é, "de longe", a intervenção mais feita em Portugal.
"Isso corresponde à tendência para as coxas largas e barriga grande das mulheres portuguesas", comentou.
Ainda que as mulheres representem cerca de 80 por cento dos casos de plásticas, os homens já começam também a preocupar-se com a imagem e recorrem sobretudo a operações para modificar o nariz.

"As rinoplastias são as mais feitas nos homens. Existe uma carga importante do nariz do homem, talvez tenha a ver com aspectos relacionados com a masculinidade e virilidade", referiu Vítor Santos Fernandes, que é presidente do Colégio de Cirurgia Plástica da Ordem dos Médicos.

O cirurgião considera que os portugueses que recorrem à cirurgia plástica são, de uma forma geral, sensatos e costumam ouvir o conselho do médico.
No entanto, este médico recusa anualmente operar alguns doentes, porque concluiu que a intervenção não trará qualquer benefício ou porque a pessoa se encontra desequilibrada.
"Há aborrecimentos que dinheiro no mundo paga e quando uma pessoa me pergunta o que eu acho que ela deveria mudar ou do que é que precisa eu recuso a operação. Quando uma pessoa não está equilibrada não devemos avançar para a intervenção", explicou.

No entanto, não há grandes limites para a realização de cirurgias estéticas, nem quanto à idade dos pacientes nem em relação à quantidade de intervenções.
Santos Fernandes reconhece que "não é muito simpático fazer cirurgia estética a pessoas muito jovens", uma vez que ainda não foi atingido um grau de maturidade suficiente.
"Para operar uma adolescente tenho de estar intimamente convencido de que é adequado", sustentou.

Relativamente a idade apenas existe doutrina em relação às próteses mamárias, estando definido que não se deve operar antes dos 18 anos. Mas mesmo nestes casos há excepções.
"Uma rapariga de apenas 15 anos pode ter uma situação complicada psicologicamente, estar muito sofrida e necessitar de próteses mamárias. Há situações muito óbvias em que percebemos o sofrimento psicológico de quem está à nossa frente", justificou.

O especialista esclareceu ainda que também não há qualquer limite definido para o número de cirurgias estéticas a que uma pessoa pode submeter-se.
"Clinicamente não há um limite. Apenas depende do estado de saúde de cada pessoas, mas antes de cirurgiões somos médicos e avaliamos essa questão. Convém é que as pessoas tenham bom-senso e sentido estético", defendeu.

Quanto aos perigos das intervenções estéticas, Vítor Santos Fernandes lembrou que no ramo da cirurgia há sempre um grau de risco, acrescentando que são operações complexas, embora com procedimentos muito testados e feitas habitualmente em pessoas saudáveis.

A maioria dos casos de complicações graves em Portugal surge, segundo o médico, em clínicas de bairro ou consultórios que "não têm as condições mínimas para funcionar".
"Há muitos a funcionar sem licenciamento, mas a inspecção não actua", declarou, vincando que são muitas vezes locais que fazem intervenções para as quais não estão preparados ou por profissionais sem habilitações.

"Alguém que é licenciado em medicina e em cirurgia pode fazer o que quiser, mas ética e deontologicamente não deve fazer estética. Eu também não opero estômagos, porque não o sei fazer. Há médicos que não são cirurgiões plásticos", alertou Santos Fernandes.
Por isso, aconselha as pessoas a "não procurarem aquilo de que ouvem falar e o que vêem na televisão".
"Na nossa realidade social não é vulgar procurar uma clínica, as pessoas procuram normalmente um médico, o que é bom. O melhor continua a ser não procurar marcas, mas sim médicos, pessoas", avisou.

Entrevista e declarações a reter a vários níveis e da qual se sublinhou a azul, a nosso ver, as mais importantes e a ter em conta.

Ainda mais agora que se aproxima a época balnear e a altura do ano em que as roupas leves e arejadas merecem corpos mais esbeltos. E em que revistas e pasquins vomitam anúncios e promessas, e em que a publicidade paga na rádio e na TV prometem o céu e a terra para a beleza do corpo, á custa muitas vezes de danos irreversíveis

quinta-feira, maio 01, 2008

1º de Maio de 2008

Já é tempo de reflectir, o que significa no século XXI, o 1º de Maio.
Já foi tempo de jornadas de luta quando nada se tinha. Mas o que deverá ser, quando o futuro se torna incerto!

quarta-feira, abril 30, 2008

Ainda as operações em Cuba

Operações em Cuba são mais baratas que nas IPSS, diz autarca

No Diário Digital:

O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António desmentiu hoje Paulo Portas, garantindo que os preços das cirurgias às cataratas dos seus munícipes em Cuba é inferior a todos os orçamentos que pediu em Portugal, incluindo misericórdias.
Hoje à tarde, durante o debate quinzenal no Parlamento, o líder do CDS/PP garantiu que as Misericórdias dispõem de 15 hospitais «capazes de fazer mais três mil cirurgias por mês» a um custo «duas ou três vezes mais económico que fazê-las em Cuba».
Em resposta, o autarca social-democrata algarvio Luís Gomes afirmou que antes de optar pela solução de Cuba a autarquia pediu orçamentos em Portugal e «os preços propostos, tanto pelos hospitais e clínicas privadas como pelas IPSS [Instituições Privadas de Solidariedade Social] eram sempre mais caras».
«No mínimo eram 25 por cento mais caras que em Cuba», disse, apontando o exemplo da clínica São João de Deus, uma IPSS de Montemor-o-Novo, que orçamentou uma operação às cataratas em 1.055 euros por olho, custo a que se deveriam juntar exames médicos, alojamento e viagens.

«Em Cuba, por 1.300 euros operam os dois olhos e os custos totais, viagem incluída, não ultrapassa os 2.000 euros», contrapôs o autarca.

Resta saber se o preço que o Oftalmologista José Antonio Lillo Bravo (detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola, e que recentemente realizou em seis dias 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro) cobrou (900 euros) foi por um olho ou por dois.

Mas é deveras elucidativo que o médico espanhol declare ao DN:"Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros".

Haja pois vergonha e moderação...sobretudo de alguns dos nossos responsáveis médicos nos seus comentários!

Ministra garante que utentes sem médico de família são metade dos 700 mil indicados


30.04.2008 - 15h37 Lusa
A ministra da Saúde revelou hoje que o número de utentes sem médico de família deverá ser metade dos cerca de 700 mil que têm vindo a ser indicados, números que um novo sistema informático irá em breve apurar. Ana Jorge falava à margem da Cúpula Ibero Americana de Medicina Familiar, que decorre em Fortaleza, no Brasil.


Querem ver que a Ministra tem de ir mais vezes ao Brasil para termos boas notícias sobre a saúde em Portugal, ou lá conseguem-se resolver situações que cá parecem ser difíceis!

Às vezes o afastamento é benéfico!

A informatização para sabermos quantos somos, como somos e onde estamos é fundamental para o planeamento. Parece que desde o início dos anos 90 que se tem trabalhado nisso, ou é só impressão minha?

Será que ainda não fizeram nada ou têm andado a empatar?

Lá vai uma pergunta pertinente, agora é que é de vez, ou daqui a uns tempos temos temos a mesma questão para perguntar?

Ana Jorge lança desafio a autarquias para evitar viagens a Cuba


A ministra da Saúde confessa que está preocupada com a maneira como estão a ser acompanhados os idosos que são operados aos olhos em Cuba.

Ana Jorge, citada pela agência Lusa a partir do Brasil, desafia as câmaras a proporem o mesmo modelo de intervenção aos hospitais portugueses.
( 15:34 / 30 de Abril 08 )


Desafio interessante da Ministra.

Resta saber se os hospitais e os oftalmologistas portugueses estão capacitados para responder também ao desafio.
Ou se todo este empolgamento recente, não passou de um tiro de pólvora seca!

Perseguição jornalistica ao Secretario Estado da Saúde Manuel Pizarro

A Comunicação Social (Jornal de Notícias, 24 Horas) parece andar a perseguir o Sr. Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro.
Já não bastava ele não poder festejar no camarote VIP do Estádio do Dragão os golos do Glorioso como um comum mortal que se preza sem que isso fosse motivo de reparos, já não bastava questionarem o porquê de, vivendo ele no Porto e aí trabalhar parte do tempo, mesmo assim receber subsídio de alojamento por não ser de Lisboa (tal qual os outros membros do Governo que são de fora), agora até apanham (e fotografam) o seu carrito Audi A6 do Estado estacionado em lugar destinado a automobilistas deficientes e como tal devidamente sinalizado!

E nada lhe vale argumentar que esse lugar já não deveria existir ( vê-se que é detentor de informação previlegiada...) e que o seu motorista estava perto do carro, para o que fosse preciso...

É mesmo de clamar, como o próprio disse ao 24 Horas:"Não sou nenhum selvagem"!

terça-feira, abril 29, 2008

Médica deixa de tratar José Faria

Segundo noticia hoje o JN, a médica-psiquiatra que desde 2005 assistia a principal testemunha contra Ferreira Torres recusou continuar a fazê-lo, na sequência de um desentendimento com a família, por ter ligado para o seu telemóvel, no passado domingo, pedindo medicação para José Faria. Iola, filha do funcionário autarquico regressado do Brasil na semana passada, confirmou ao JN, que o pai está agora a ser seguido no Hospital de Penafiel, mas frisou não ter entendido a atitude da médica que sempre atendeu o paciente no Hospital Magalhães Lemos no Porto

Não entendeu a filha nem entendeu a jornalista que a médica psiquiatra é uma malandra que não gostou de ser incomodada no seu dia de descanso semanal ( Domingo) e para o seu telemóvel ( com certeza privado) para lhe ser pedida medicação ( com certeza crónica)...

domingo, abril 27, 2008

TURISMO MÉDICO OU ALGO MAIS ?

Câmaras recorrem a Cuba. (Correio da Manhã)


Mais duas Câmaras algarvias – Castro Marim e Aljezur – acabam de celebrar protocolos com os serviços médicos de Cuba, apurou o CM. O objectivo é permitir o tratamento de munícipes com problemas oftalmológicos naquele país. Vila Real de Santo António foi o município pioneiro neste tipo de cooperação.

Aljezur conta já com uma dezena de inscritos. Manuel Marreiros, presidente da autarquia, disse ao CM que "os primeiros quatro munícipes seguirão no dia 9 de Maio para Cuba". O edil frisa que "há casos de pessoas quase cegas", devido à falta de resposta atempada dos serviços públicos de saúde portugueses. Esses doentes não têm meios económicos para recorrer a clínicas privadas.
O autarca refere que "o preço da operação é quase zero, dado que o valor a pagar pela Câmara inclui, além dos exames e do transporte em território cubano, o alojamento por 15 dias. E salienta ainda que "há problemas que em Portugal não têm solução e que lá têm".
Segundo o protocolo, o custo por paciente intervencionado às cataratas é de 1300 euros, ao pterígio de 450 euros, à retinose pigmentar de 4500 euros, ao glaucoma de 750 euros e ao estrabismo de 600 euros. A intervenção cirúrgica a miopias, hipermetropias e o tratamento com excimer laser orça em 3000 euros.

Castro Marim foi outro concelho que celebrou, há poucos dias, um acordo com Cuba. O presidente da autarquia diz que ainda não está marcada a deslocação de doentes, mas "esta é mais uma porta aberta em caso de necessidade". José Estevens recorda que, desde há seis anos, a autarquia apoia quem precisa de ser operado em clínicas privadas e não tem meios para isso. Cinquenta munícipes já foram intervencionados, o que implicou o investimento de 60 mil euros.


Será que não há entidades privadas que em território nacional e pelo mesmo preço (ou menos até), já que o SNS se mostra incapaz ( o porquê é outra história), resolvam estes problemas? Porque é que os Hospitais EPE não contratam oftalmologistas do país vizinho ou contratam com uma entidade privada essas cirurgias oftalmológicas? Já aqui se focou esse tipo de solução encontrada...

E quais são os problemas que a Medicina Cubana resolve e a Portuguesa não? Será do género da cegueira pelo mau-olhado?

Há aqui algo que está mal contado nesta história de Cuba...

sexta-feira, abril 25, 2008

Missão Impossível!




24-Apr-2008 SEN
O Dr. Luís Pisco continua a ser notícia, pois não está muito bem explicada a sua manobra de pedir demissão e depois, despedir a dita, que tinha pedido.
Pelo que se pode intuir, através das notícias, nem todos estavam de acordo com as suas políticas. Diz o grupo dos dez que vai falar e esclarecer o fenómeno.
É bom que o façam e quanto antes para sabermos com o que lidamos e com quem lidamos.
Para nós o projecto dele não tem futuro, porque está atrasado 60 anos, no mínimo.
O tipo de consulta que os médicos fazem já não se usa em muitos países, na área dos cuidados primários.
É demasiado dispendioso para o erário público, um cidadão ir tirar umas dúvidas acerca da sua saúde e vir para casa com um ror de receitas, aviadas ou não; guias para exames vários e, pior do que tudo isto, com uma grande dúvida, maior do que aquela que o impeliu à consulta: pelos vistos tem uma doença que é preciso esclarecer. Depois se as análises derem resultados negativos; se as tomografias, na hipótese de alguém as ver, não indiciarem doença que se veja, é uma felicidade a seguir a um grande susto.
Os Enfermeiros têm que se ir preparando para assumirem o seu papel, no terreno, impondo o seu saber, que irá fazer a diferença.
Finalmente, a portaria dos incentivos saiu com o nº301/2008 de 18 de Abril.
Já tínhamos publicado nos Ecos da Enfermagem a decisão final.
Lamentamos que haja quem fique, na qualidade de sindicalista, satisfeito com o teor da portaria no que toca a incentivos, que nem se sabe se algum dia vão ser pagos, pois dependem da produção. Se assim for, não é fácil prever as diferenças entre a produção real e necessária, para atingir os mínimos.
O povo diz: "com bem pouco se contenta uma criança", das antigas, dizemos nós.
Por analogia diremos: com bem pouco se contentam alguns "sindicalistas".
Nós estamos muito tristes e desgostosos, pelas vítimas que representamos.
Temos de continuar a lutar por melhores dias, porque isto não está bem, assim.
Cordiais Saudações Sindicais,
O Presidente da Direcção do Sindicato dos Enfermeiros,




José Azevedo







Nas nossas viagens pela blogosfera vamos encontrando algumas "pérolas" com piada, tais como esta!


Para pessoas desta qualidade,por hábito, tenho uma máxima que é "não discutas com idiotas, já que, eles têm mais práctica".


Mas, o problema é que este escreve, o que os outros pensam em voz baixa???


De facto, gostava de saber!!!


E, já agora, gostava também de saber o que o PR pensa destes comunicados?


Provavelmente, mais um alheamento da realidade, à semelhança do alheamento da juventude à política!!!


Só pode!!!!!!


De alheamento em alheamento, até à queda final, vamos mal, muuuiiiittttttoooooo mmmmmaaaallll!!!!!!!!!

25 de Abril: Cavaco Silva "impressionado" com ignorância dos jovens sobre o "Dia da Liberdade"


25.04.2008 - 12h31 Lusa
O Presidente da República, Cavaco Silva, mostrou-se hoje "impressionado" com a ignorância de muitos jovens sobre o 25 de Abril e o seu significado e denunciou uma "notória insatisfação" dos portugueses com o funcionamento da democracia.


No seu discurso na sessão comemorativa do 25 de Abril, no Parlamento, Cavaco Silva divulgou extractos de um estudo que mandou realizar sobre o alheamento da juventude face à política, e atribuiu parte da responsabilidade aos partidos políticos.



Discurso vigoroso e verdadeiro.


Vivi o antes, durante e depois do 25 de Abril na FML da UL e não posso estar mais de acordo com o PR.


O alheamento, das camadas mais jovens, da política é preocupante e pode comprometer o futuro!


"O futuro, a Deus pertence", como diz o povo, mas o povo faz esse futuro, e viu-se!

Estes Casos São Sempre De Crianças!

Será uma futura notícia mediática. Tem todos os ingredientes para tal!

Já li algumas notícias sobre esta situação.

Todas as pessoas com cancro merecem a minha atenção.

Profissionalmente cruzo-me com muitas pessoas com cancro. A muitos tenho que dar a notícia, quase do dia para a noite, e a muitos tenho que dizer para se prepararem.

Ainda há muito pouco tempo aconteceu isso.

Em cerca de 2 meses, a sintomatologia aparece e os exames complementares de diagnóstico revelam um tumor, já metastizado. Situação altamente grave com degradação rápida do estado geral.

 

Neste caso, leio sobre um jovem, com nome, idade, morada e com um cancro no intestino, grave sem dúvida.

Toda a identidade da pessoa que sofre é plasmada nos media. Os familiares, esses conseguem os seus minutos de glória, já habituados ao sofrimento do petiz e já vacinados contra a sua própria angústia.

Depois fala-se de tratamentos milagrosos, que não são descritos, feitos em clínicas que não são publicitadas, desconhecendo-se a sua credibilidade.

Depois apela-se à solidariedade popular com contribuição monetária.

Depois aparecem os beneméritos. Desses em geral não tenho pena, porque até poderiam oferecer muito mais.

Mas depois vem o povo anónimo.

Desse tenho pena, porque por vezes retiram das suas parcas economias de uma vida, "obrigados" pelo apelo directo "ao coração" que não pode deixar ninguém indiferente. O nosso ego funciona, ficamos tristes pelo que observamos e mais tristes se não ajudarmos um sofredor.

Assim, constrangidos pelas notícias, pelos pormenores, pela idade (ESTES CASOS SÃO SEMPRE DE CRIANÇAS!) lá nos vamos desfazendo das nossas economias, depois de os bancos já nos terem retirado as outras para as "n" prestações.

Assim vai a solidariedade no nosso país...

 

"PONTO DE VISTA

Para enegrecer o coração

Rafael Gomes, de Esmojães (Espinho), tem 8 anos e sofre, há quatro, de cancro no intestino delgado. Tem três irmãos: um de 4 anos, um de 13 e um de 17. O pai está desempregado desde que a doença de Rafael foi diagnosticada; a mãe é o único sustento da família, trabalha numa fábrica de rolhas.
A doença de Rafael está em fase terminal; o rapaz já fez mais de 175 sessões de quimioterapia e foi operado nove vezes. A última há um mês, quando os rins deixaram de funcionar. Uma clínica em Chicago, nos EUA, dispõe de um tratamento inovador, a última esperança de Rafael. Mas é tudo muito caro.
O presidente do Automóvel Clube de Portugal ofereceu três bilhetes de avião; uma amiga da família, Rosa Oliveira, abriu uma conta bancária com 100 euros para recolha de donativos; Felipe La Féria ofereceu a bilheteira do próximo domingo do espectáculo Jesus Cristo Superstar; nos dias 2 e 4 do mês que vem artistas nacionais oferecem a receita de dois espectáculos em Esmojães.
O Rafael poderá, assim, embarcar brevemente para os EUA, em busca desesperada da vida que tanto o castiga de dores enquanto tão absurdamente lhe foge. Por caridade. Trinta e quatro anos depois de Abril, o de todas as esperanças e desilusões.
joao.oliveira@tempomedicina.com
TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2008.04.28
0812891C28208JPO17G
"

terça-feira, abril 22, 2008

Até começa a parecer uma novela brasileira...

Mesmo depois de conhecido o elenco da MCSP III, a agitação por aquelas bandas continua...

Desta vez é uma carta dos elementos que se demitiram (ou foram demitidos, isto é uma confusão...) que não dá muito bem para se perceber a quem é dirigida, e que assinam como "Colegas e Servidores Públicos", carta essa que aparece no site do Sindicato Independente dos Médicos em http://www.simedicos.pt/ como anexo a uma das suas últimas notícias sobre a crise.


segunda-feira, abril 21, 2008

Impressionante: 92,3 por cento do total de e-mails enviados era spam!

"O estudo foi desenvolvido pela SophosLabs e teve como base uma análise às mensagens de correio electrónico enviadas para as suas redes destinadas a identificar spam.

Além de ter descoberto que 92,3 por cento do total de e-mails enviados era spam, o estudo revela que todos os dias são identificados cerca de 23300 sites relacionados com o envio de spam, o que dá uma média de um site por segundo.

Em relação aos países que mais enviam spam, a lista é liderada pelos EUA, que é responsável pela origem de 15,4 por cento do spam mundial, seguindo-se a Rússia, com 7,4 por cento e a Turquia, com 5,9 por cento.

A Sophos realça que as duas primeiras posições deste ranking do spam são ocupadas pelos mesmos países que já aí se encontravam no último trimestre de 2007, apesar de ambos terem tentado reduzir estes níveis.

Em comunicado Carole Theriault, senior security consultant da empresa, explica que «os EUA continuam a enviar mais spam do que qualquer outro país, mas a distância está a diminuir, o que sugere que os utilizadores estão a aprender melhor sobre utilizar o computador de forma segura e a conhecer mais regras de segurança».

Mas apesar os EUA liderarem no envio de spam, quando se faz uma análise por continente, quem lidera é a Ásia, responsável por 34,3 por cento do spam enviado durante o primeiro trimestre de 2008".

A fonte aqui.

INADMISSÌVEL !!!

Pessoal do INEM e bombeiros agredidos
21.04.2008, Catarina Gomes

Elementos de equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e de corporações de bombeiros "foram vítimas de agressão física por parte de populares" durante duas missões de socorro, uma em Abrantes e outra em Montemor-o-Novo, informou ontem o organismo público em nota de imprensa. Situações de agressões a membros de equipas de socorro já aconteceram no passado mas são "esporádicas", refere fonte oficial do INEM. O que acontece é que nestes dois casos, que envolveram murros e pontapés, os incidentes ocorreram com pouco intervalo entre si, "nas últimas 24 horas [no sábado]".

No caso de Abrantes, o médico que seguia na viatura médica de emergência e reanimação (VMER) teve mesmo de ser observado no Serviço de Urgência do hospital da cidade devido aos ferimentos so-fridos, "tendo ainda assim regressado ao trabalho e concluído o seu turno". A equipa do INEM de Abrantes decidiu apresentar queixa dos agressores às autoridades. Neste incidente, em que também interveio a corporação de bombeiros da cidade, as equipas foram chamadas ao local depois de uma situação de paragem cárdio-respiratória, estando a pessoa já morta aquando da chegada da emergência médica, informou fonte oficial do INEM. No caso de Montemor-o-Novo tratava-se de uma situação em que a vítima se encontrava numa situação de forte instabilidade emocional. A nota diz que não estiveram em causa atrasos na chegada da viatura.

"Em qualquer uma das situações não se registou qualquer funcionamento anómalo, tendo o socorro decorrido de forma tão célere quanto possível", lê-se. No caso de Abrantes, o socorro chegou em seis minutos, adianta a mesma fonte.A nota enviada aos órgãos de co-municação social "lamenta estes dois incidentes, sensibilizando para que o trabalho de todos estes profissionais deva ser por todos apoiado edefendido". O documento nota ainda que as equipas de emergência médica, quer sejam do INEM, dos bombeiros ou da Cruz Vermelha, "dão em cada momento o seu melhor, trabalhando muitas vezes em situações díficeis".

domingo, abril 20, 2008

Para "arrumar" com o este problema de uma vez!! Chega de fantasias!!

Divulgação de uma mensagem tornada pública no grupo de discussão da MGFamiliar, que retrata o que sucedeu na MCSP.


Caros Todos
Amanhã haverá uma nova Missão Coordenada pelo Luis Pisco
Que se encerre hoje o processo da crise que se abriu e que amanhã falemos da implementação do Modelo B e de mais USFs
Em baixo um resumo de uma reunião do Conselho Executivo que explicam as razões da crise.
O Luís Pisco não concordou e opôs-se aos ponto 5.

Perante o resultado da reunião, enviar por escrito à Ministra anossa decisão:5.1.-Continuar em funções após 12 de Abril. Se assim for, a MCSP éreestruturada, passando as ERA para as ARS e a MCSP passa a ter umapequena equipa com consultores para a área da implementação dos ACES,impondo uma determinada quota para a escolha directa de Directoresexecutivos. provavelmente, mtos Missionárias e das ERAs deverão serfuturos DE indicados pela MCSP;5.2.-A MCSP termina as suas funções a 12 de Abril de 2008

A partir daqui a MCSP entrou em crise e em paralisia pelo que o Luis Pisco teve que clarificar as coisas o que fez numa reunião em 7 de Abril. Declarou-se incapaz de continuar com uma Equipa que pensava assim e que queria aquilo, pelo que iria pedir a Demissão à Ministra. A Maioria da MSCP aceitou e preparou-se para eleger outro coordenador.
Só que a maioria dos elementos da Missão, esqueceu-se que a MCSP não é uma Comissão Política de um Movimento; que a MCSP é um organismo criado e dependente do Governo e que tirando o Coordenador todos os outros são meramente acessores do coordenador e nomeados a seu pedido.
Obviamente a Ministra não aceitou o pedido de demissão do Luís Pisco, a quem eu aqui chamei Peça Única por ser a única pessoa que pela sua integridade e dedicação à reforma goza em simultâneo de confiança do Governo e dos profissionais.
Ouve várias tentativas de conciliação mas a divulgação anónima para o Público, no domingo dia 13 de Março, véspera de uma reunião decisiva do Luís Pisco com a ministra de um projecto de acta como de uma acta final se tratasse, em que aparece a razão da demissão do Luis Pisco como meramente uma incapacidade pessoal omitindo as razões da profunda divergência que o levaram a demitir-se perante persistência dos da maioria dos restantes elementos, só agravou as coisas. É claro que aquela divulgação apenas visava dar como consumada a saída do Luis Pisco.
Quando no dia seguinte o Luis Pisco sai da reunião com a Ministra reconfirmado no lugar, tem a notícia que um grupo de missionários tinha se reunido em Coimbra e enviado o seu pedido de demissão directamente para a Ministra. A partir daqui deixou de haver qualquer hipótese de reconciliação

Posteriormente foi lançada uma campanha de desinformação anónima que chegou a pontos delirantes mas que minava a integridade e o prestígio do Luis Pisco. Até muito tarde os demissionários acreditaram que conseguiriam que o Luis Pisco fosse afastado e que eles continuariam, pelo que foi com surpresa que receberam a carta da ministra a aceitar o seu pedido de demissão.
Tenho pena pelo que aconteceu. Tenho pena pelas pessoas que saíram que muito deram de si a este projecto do qual eu sou beneficiário e que muito me ajudaram e às quais estou agradecido.
Mas o Luis Pisco tem razão.

António Alvim

_______________________________De: João Rodrigues [mailto:
smzcjnr@gmail.com]Enviada: quinta-feira, 13 de Março de 2008 15:28Para: Luis Pisco; Cristina Correia; José Fragoeiro; Carlos Nunes;Horácio CovitaAssunto: Resumo da reunião da CE da MCSPCarosAs viagens de comboio, apesar de alguns saltos, tb. dão para rever a matéria.Por isso, aí vai o resumo possível da nossa reunião.Em resumo foi analisado o momento actual e decidido o seguinte:

A-USF
1-Finalizar a legislação pendente do modelo B (Portaria e Despacho e
consequente suporte informático para o pagamento) até à próxima 2ª.feira. Terça vai haver reunião com os parceiros, onde deverão serassinadas as actas. Tb. na terça, a MCSP deverá entregar a proposta deDespacho para a Ministra analisar e assinar.

2-Divulgar na próxima quarta ou quinta, em nota informativa da MCSP, aabertura de candidaturas a modelo B, de USF já em funcionamento,modelo A, no próximo dia 7 de Abril, dia mundial da saúde.
3-O HC vai coordenar todo o processo de candidaturas a modelo B,mantendo-se, na generalidade a mesma metologia, devendo encontrar-seuma bolsa de 20 a 25 pessoas, preparadas, para em full time, avaliaremas candidaturas, durantes os meses der Maio e Junho. Objectivo, ter omaior nº possível de USF de modelo B em funcionamento no 2º semestrede 2008.
4-As 36 candidaturas com PT favorável deverão avançar no dia 2 de Maiocomo USF de modleo B. Até lá, em Abril, a MCSP deverá coordenar oprocesso de contratualização (Actividades espdecificas e explicação daportaria e do despacho) com os DC das ARS.
5-Pressionar para que rapidamente aconteça a formação para as USF eque sejam in stalados nas USF piloto os quiso e portal electrónico.
6-Reunião na próxima quarta, manhã, da TASK Force nacional, oscoordenadores das ERAs e o SES. Devemos prepsrar com dados e metasobjectivas essa dita reunião.

B-ACES
1-Clarificar o conceito de "Natureza Jurídica" dos futuros ACES. Vamoslevantar a questão ao gabinete para se pdeir à Procudaria Geral daRepública e vamos pedir ao Prof. CAbreu a sua opinião.
2-Fazer o trabalho de casa que ficou decidido na última reunião com osPresidentes das ARS.
3-Estudar a sensibilidade das ARS e SES, na próxima reunião de dia19.03 (quarta) com os Presidentes das ARS e SES.
5-Perante o resultado da reunião, enviar por escrito à Ministra anossa decisão:
5.1.-Continuar em funções após 12 de Abril. Se assim for, a MCSP é
reestruturada, passando as ERA para as ARS e a MCSP passa a ter umapequena equipa com consultores para a área da implementação dos ACES,impondo uma determinada quota para a escolha directa de Directoresexecutivos. provavelmente, mtos Missionárias e das ERAs deverão serfuturos DE indicados pela MCSP;

5.2.-A MCSP termina as suas funções a 12 de Abril de 2008.
1 abraço
JR


O Médico Explica Medicina a Intelectuais, teve acesso a toda a documentação e e-mails, relacionados com o caso, pelo que agradece que este problema fique "arrumado", chega de fantasias!!

Mais uma vez se prova que não há fumo sem fogo e que esta tentativa de branqueamento só agrava o problema, criando inimizades e roturas definitivas!!

Não há pachorra para isto, sejam homenzinhos!!

sábado, abril 19, 2008

As Demissões: O Esclarecimento do Dr João Rodrigues (Um deMissionáio) da FNAM.

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João Rodrigues (em baixo) diz esperar que as demissões “tenham alertado o poder político e o coordenador da Missão”, Luís Pisco (em cima).

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"Reestruturação dos centros de saúde na origem das demissões

Maioria da equipa abandona MCSP

Pode bem dizer-se que os mais recentes dias vividos pela Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) têm sido de agitação. Que começou com a apresentação da demissão de Luís Pisco, prosseguiu com Ana Jorge a garantir-lhe a confiança política e terminou com a demissão de 10 membros da equipa.


“Havia desde há uns tempos uma divergência profunda em relação à capacidade da Missão para cumprir os desígnios da resolução do Conselho de Ministros, nomeadamente em relação à reconfiguração dos centros de saúde e à implementação dos agrupamentos.” Esta foi a explicação de João Rodrigues para a demissão de oito dos 12 membros da equipa nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários, que saíram acompanhados pelos responsáveis de duas equipas regionais de apoio (ERA).


Para além de João Rodrigues, apresentaram a demissão António Rodrigues, Carlos Nunes, Cristina Correia, Horácio Covita, João Nunes Rodrigues, José Luís Nunes, Maria do Carmo Ferreira e Maria Branco da Silva, e também saíram o coordenador da ERA do Norte, Henrique Botelho, e o responsável da ERA do Centro, António Jorge Barroso.


Em declarações ao “Tempo Medicina”, João Rodrigues explicou que as “questões de fundo” para a saída dos dirigentes estão relacionadas com o que o grupo considera “o não cumprimento” da resolução do Conselho de Ministros n.º 60/2007, que renovou o mandato da MCSP por mais dois anos. “Não têm nada a ver com as nomeações dos Aces”, assegurou.


Segundo contou o médico, o documento emanado pela tutela dava à Missão a incumbência de “liderar” o processo de reconfiguração dos centros de saúde e a criação dos novos agrupamentos. Todavia, na opinião do grupo demissionário, até à data “só foi cumprida uma pequena parte” dessas tarefas, com a publicação, no Diário da República de 22 de Fevereiro deste ano, do decreto-lei dos Aces.


Para trás ficaram outras incumbências “muito mais importantes”, tais como a elaboração da carta de missão dos futuros directores executivos, publicitar os critérios para a nomeação dos futuros dirigentes dos Aces e as tarefas do futuro conselho clínico, especificar como se fará a extinção das sub-regiões de Saúde, que tipo de unidade de apoio à gestão terão os agrupamentos e quais serão os indicadores para acompanhar a execução das futuras estruturas.


Na versão do médico demissionário, estes documentos “têm de ser feitos pela Missão”, tal como aconteceu com a documentação relativa às unidades de saúde familiar, mas até agora nada está feito e Luís Pisco “recusava” empreender este trabalho. “Esperemos que estas demissões tenham alertado o poder político e o coordenador da Missão para a obrigatoriedade de fazer estas tarefas”, desabafou João Rodrigues.


O desconforto relativamente a esta situação já era sentido na equipa desde Outubro passado e João Rodrigues revelou ao “TM” que, nessa altura, já tinha apresentado a sua demissão, mas foi-lhe pedido que permanecesse até ser concluído o processo referente ao modelo B.


Novas nomeações prontas


Contactado pelo nosso Jornal, Luís Pisco confirmou o essencial das notícias publicadas na semana passada na Imprensa generalista. Recorde-se que, logo na segunda-feira, veio a público o pedido de demissão do coordenador da MCSP, por considerar que não tinha condições para levar para a frente a tarefa de reconfiguração dos centros de saúde. Luís Pisco assegurou ao “TM” estar garantida a continuidade da reforma dos CSP.
O coordenador garantiu ainda que já tinha a nova equipa definida, embora preferisse não adiantar nomes, e que iria entregar essa lista à ministra da Saúde na passada sexta-feira, dia 18.


O nosso Jornal conseguiu chegar à fala com Armando Brito de Sá, que a par de João Moura Reis e José Miguel Fragoeiro — assim como os responsáveis das ERA de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve — não assinaram o pedido colectivo de demissão. O médico desconhecia se havia mais demissões e declarou que mantinha “total lealdade para com o projecto” e “solidariedade” para com o coordenador, e lembrou que o lugar que ocupa está sempre “à disposição do responsável da MCSP se este entender que deve ser ocupado por outra pessoa”.
Rita Vassal José M. Antunes "
TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2008.04.21

sexta-feira, abril 18, 2008

E se a VMER estivesse disponível? Seria o resultado diferente?

Título da notícia do JN ( Mulher morreu enquanto VMER estava sem médico ) até poderia fazer supor que o infausto desfecho se ficou a dever ao facto de a VMER de Vila Real estar inoperacional por falta de médico quando foi chamada. O certo é que a doente estaria em fase terminal (adiantada) de uma doença neoplásica e pouco poderia ser feito... E há que não deixar de ter em conta o factor psicológico que esse apoio constituiria...

Tal não invalida que esta situação, diria até... mais esta situação..., revele a fragilidade dos meios de socorro pré-hospitalar dada a falta de recursos humanos médicos próprios do INEM e a insuficiencia de recursos humanos médicos do Hospital de Vila Real alocados a uma actuação sensível e prioritária como o é a da VMER...

Farmacêutica Merck contratou médicos para assinar artigos científicos

17.04.2008 - 17h43 PÚBLICO
A empresa farmacêutica Merck procurou investigadores externos para serem autores principais dos artigos científicos sobre o medicamento Vioxx, revela um artigo publicado esta terça-feira no "site" da revista JAMA (The Journal of the American Medical Association).

Segundo o estudo, a empresa, cujas experiências eram elaboradas, executadas, analisadas e escritas por cientistas internos, convidava posteriormente investigadores externos apenas para dar nome aos artigos. A função destes investigadores limitava-se, muitas vezes, à leitura e edição do artigo.


Só agora, passados uns anos de ter sido proibido a comercialização do Vioxx, é que vimos a saber parte do que se passou para se iniciar a sua introdução no mercado mundial.

O que se passou, não pode ser aceite fácilmente por uma comunidade científica como a nossa, já que, o nosso objectivo é o bem estar do doente e não o aspecto mercantilista do negócio, ainda por cima adulterado por "médicos" (será que o são?).

Deixo como sugestão de leitura, para este fim de semana chuvoso, um artigo da Susan Haack, The integrity of science; what it means, why it matters.

Esclarecimento!

Não sei quem é o miserável cobarde que se esconde sob a capa do anonimato nesta mensagem sórdida. Direi apenas duas coisas: (i)que este discurso é delirante e que (ii) além de José Miguel Fragoeiro, jurista, dois médicos permaneceram ao lado do Luís Pisco e não se demitiram: João Moura Reis e eu mesmo, Armando Brito de Sá, médico de família e professor da FML, sem medo de dar a cara por aquilo em que acredito. Ou seja, de doze elementos da Missão saem oito e ficam quatro. Os restantes dois elementos que perfazem dez pessoas que se demitem são os coordenadores regionais do Norte e do Centro.Um abraço ao MEMI.


MEMAI, agradece o esclarecimento do Professor Dr.º Armando Brito de Sá e retribui o abraço.

De um E-mail Anónimo... Com Muitos Pormenores ... Sobre o Terramoto da Missão!

"Cotejando a informação e dados auscultados pelo país durante o dia, segue um conjunto de informações pertinentes para analisar o quadro, reflectir e perspectivar.

Ampliar o conhecimento da versão adequada do que se passou e está em causa, nesta fase e na minha opinião, só ajuda à potencial fase seguinte. Por isso aí vai:

Face à demissão da MCSP é importante que tenhamos a informação necessária para poder ajuizar/saber/avaliar o que está em causa com esta demissão.

Ou seja:

A – Primeiro demite-se o LPisco

B – Ministra não aceita a demissão; convoca reunião com a Executiva da MCSP e ficam de encontrar um linha de acção para prosseguir o trabalho; fazem esse trabalho numa reunião em que LPisco não aparece; Face a tudo isto, 10 dos 12 (LPisco e Jurista/Fragoeiro) apresentam demissão; Ministra assume perante todos os 12 em reunião que não aceita a demissão; Depois LPisco vai à Ministra e é reconduzido e ela demite todos os restantes

C - Alguma informação factual sobre estas últimas semanas:

1-No dia 7 de Abril o coordenador da MCSP, em reunião geral, apresentou a sua demissão, tendo como objectivo acabar com a própria Missão (acta em anexo);

2-Como não conseguiu ter solidariedade da equipa, para acabar com a MCSP, foi no dia seguinte, 3ª. feira, apresentar a sua demissão à Ministra, informando-a que não conseguia lidar com as ARS e por isso se demitia, sendo incapaz de levar para a frente a reforma. A ministra não aceitou e convocou reunião com a Comissão Executiva da MCSP para quinta-feira, dia 10.04.

3-Após a reunião de quinta-feira, a Comissão Executiva ficou de encontrar uma solução de consenso interno até 2ª. feira dia 14.4

4-De quinta a 2ª. feira, o coordenador isolou-se e não aceitou dialogar com ninguém.

5-Perante tal facto, foi marcada reunião com conhecimento da Srª. Ministra para Coimbra para dia 14.04.

6-O coordenador não apareceu. Perante tal facto, foi enviado à Ministra o pedido de demissão de 10 membros (no dia 14.04).

7-Terça, dia 15.04, são todos chamados para reunir com a Ministra e o SES, tendo sido todos confrontados com a não aceitação do pedido de demissão apresentado no dia anterior. Passado 3,5 horas de reunião (18h-21h30), chegaram ao consenso de que o LPisco continuaria coordenador, ficando marcada reunião de trabalho para a proxima 2ª. feira, dia 21.04 com o objectivo de aprovar um plano estratégico para a implementação dos ACES.

8-Quarta, dia 16.04, hoje, Coordenador da MCSP estava às 8/9h no Ministério. A partir das 10h30, a comunicação social divulga as demissões e o LPisco tem autorização da Ana Jorge para convidar novos elementos. A REVIRAVOLTA ACONTECEU ENTRE AS 21H30 DE ONTEM E AS 10H00 DE HOJE. O que terá acontecido?

Em suma:

1-O Coordenador da MCSP anda há pelo menos 6 meses a adiar a reconfiguração dos CS e implementação dos ACES, porque efectivamente não quer continuar a reforma dos CS (segundo dizem).

2-A Ministra recusa às 18h de terça (ontem) as demissões e passados umas horas, manhã seguinte, sem qq tipo de contacto com ninguém, a Ministra já aceita as demissões e dá luz verde ao LPisco de se livrar dos 10 elementos, como sempre ele quiz fazer (segundo dizem).

D - Por último, reter algumas informações que se cruzam com tudo isto:

1 – Independentemente da nossa opinião, enquanto enfermeiros, sobre as USF e ACES, para todos os efeitos, esta reforma está no domínio do SNS, sector público/Estado

2 – Os ACES, enquanto estrutura pública, de fosse bem aplicada e se funcionasse, atirava borda fora as USF Privadas (as tais, e outras) que estão planeadas para todo o país em Centros Comerciais pela Sanusquali/Delarrue/PSD … o MS/actual MCSP/IAPMEI nunca deu saída ao Projecto apresentado) e as Coorperativas geridas por médicos (SIM que vem do tempo do LFP). Tudo isto depois faria convenções com o Estado. Isto para além de outros interesses em presença e em movimento.

3 – Parece que o papel do Coordenador da MCSP seria colocar de pé as USF Modelo B e depois saía …logo se via …teve que gramar os ACES e … não podendo por em prática compromissos assumidos na obscura Santíssima Trindade … fez o plano de saída vitimizado, para, reforçando o seu poder limpar o resto desta MCSP que se tem oposto a algumas coisas

4 – dizer que Ana Jorge, Luís Pisco, Branco/ARS, Sustelo/CHLCentral; Purificação/EnfDirecSMaria/actual Assessora da Ministra; EnfDirect da ULSMatosinhos e GPS; entre mais uns 20 frequentaram o mesmo curso na ASEE/EscUnivNavarra, histórica e publicamente da OPUS DEI (isto tudo é público porque está nos sites). Dizem que só entra quem se inscreve na Santíssima Trindade da Prelatura de Escrivã.

5 – Não esqueçam as enormes pressões (n noticias) dos grandes grupos privados da saúde em torno das PPP face ao governo já não concessionar a gestão clinica

Isto é apenas o início.

Abraço"