terça-feira, junho 17, 2008

Há 2.800 médicos e enfermeiros espanhóis em Portugal

As unidades de saúde de Portugal integram actualmente cerca de 1.800 médicos e de 1.000 enfermeiros espanhóis, números que estão «praticamente estabilizados» desde 2005, depois do «grande boom» registado nos anos anteriores, garantiu hoje um responsável associativo, Xóan Gómez, presidente da Associação de Profissionais de Saúde Espanhóis em Portugal, disse à Lusa que entre 2003 e 2004 se registou o «pico» de profissionais de saúde de Espanha a trabalhar em território luso, com 2.400 médicos e mais de 1.500 enfermeiros.«A partir de 2005, esse número estabilizou nos cerca de 2.800 profissionais de saúde [1.800 médicos e 1.000 enfermeiros], mantendo-se até hoje, embora nos últimos tempos sejam ligeiramente mais os espanhóis que regressam ao seu País do que os que procuram Portugal para trabalhar», acrescentou.«Entram menos do que os que saem, mas nada de extraordinário. Não há uma debandada geral nem pouco mais ou menos. É claro que num pequeno centro de saúde com 10 ou 12 médicos na sua maioria espanhóis, quando saem dois ou três já se nota uma grande diferença. Mas a verdade é que continua a haver médicos de Espanha a procurar emprego em Portugal», disse.
A título de exemplo, apontou o caso do distrito de Viana do Castelo, que desde Outubro de 2007 viu partir 16 médicos de Espanha, uma realidade «compensada» com a chegada de igual número de clínicos do mesmo país.«Nas unidades de saúde mais do interior, pode-se notar bastante diferença, mas, no cômputo geral do País, a situação está praticamente estabilizada», reiterou.
No entanto, admitiu que a «fuga» dos profissionais de saúde espanhóis para o seu País pode acentuar-se nos próximos tempos, «se Portugal não lhes voltar a oferecer estabilidade laboral e contratual». «Actualmente, Portugal apenas oferece contratos precários aos médicos espanhóis que vêm para cá trabalhar, e depois acontecem situações caricatas, como a que se regista onde eu trabalho. Eu, que sou quadro, ganho o dobro de um colega que está a contrato e que faz o mesmo trabalho que eu e que tem o mesmo número de doentes que eu. Ora isto é injusto e desmoralizador», referiu Xóan Gómez, médico galego que trabalha em Ponte de Lima. Sublinhou que, em Espanha, o Governo, ao deparar-se com a «crescente» falta de médicos, começou a oferecer «melhores condições» de trabalho aos profissionais de saúde, o que pode levar os espanhóis que laboram em Portugal a regressar ao país de origem. Um dos maiores «fornecedores» de profissionais de saúde para Portugal tem sido a Galiza, região autónoma de Espanha que, por causa dessa emigração, regista actualmente um dos menores rácios de clínicos por habitante - 430 por cada 100 mil, quando em Espanha a média é de 459 por 100 mil.
Também em número de enfermeiros a Galiza fica abaixo da média, com 487 por 100 mil habitantes, menos 49 do que a média nacional.
Lusa/SOL

Cada lado tem a sua opinião.

É um facto que médicos portugueses e espanhois que estão integrados nas carreiras médicas, têm de fazer os concursos públicos que lhes dão a categoria e grau para progredir na carreira.

Através destes concursos o seu conhecimento é também avaliado e são remunerados de acordo com as tabelas salariais correspondentes à sua categoria (em anexo ver em tabelas salariais), enquanto médicos indiferenciados espanhois ou de outra nacionalidade, estão a receber valores/hora/mês compatíveis com Chefe de Serviço em fim de carreira, com horário completo.

A lei do mercado começa a funcionar e no SNS as mãos dos responsáveis estão atadas para compensar/remunerar os seus melhores quadros médicos e para cúmulo benificiam que "assenta praça logo em general"!

De acordo com Rui Sousa Santos, ( presidente do conselho de administração do CHB) reage, dizendo "não ter condições financeiras para corresponder às exigências que estão a ser colocadas pelos médicos espanhóis, que tentam fazer valer as enormes dificuldades resultantes da falta de médicos na região alentejana. "Pagamos 3000 euros para os aguentar", enquanto os da carreira "têm se suar a estopinhas" para ganhar o equivalente."

Xoan Gomes tem outra opinião, como podemos comprovar pela notícia acima transcrita.

Mas o MEMAI sabe, por trabalhar com médicos espanhois do quadro e indiferenciados, que é verdade o que se passa no Baixo Alentejo, assim como em outras regiões!

Médicos Espanhóis regressam a casa...Porquê?


Médicos espanhóis estão a abandonar o interior do país
Público ( notícia na íntegra)
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O bastonário acrescenta que o fluxo migratório de clínicos espanhóis sempre viveu de vindas e idas. Dos cerca de 1500 que, em média, todos os anos e durante mais de uma década, chegavam a Portugal, 90 por cento regressavam ao seu país depois de tirar a especialidade. Pedro Nunes recusa partilhar as preocupações dos responsáveis dos serviços de saúde portugueses, alegando que tem havido "falta de inteligência" na forma como estão a deixar partir "quadros muito bons".

Sousa Santos [ presidente do conselho de administração do CHB] reage, dizendo não ter condições financeiras para corresponder às exigências que estão a ser colocadas pelos médicos espanhóis, que tentam fazer valer as enormes dificuldades resultantes da falta de médicos na região alentejana. "Pagamos 3000 euros para os aguentar", enquanto os da carreira "têm se suar a estopinhas" para ganhar o equivalente. O que acontece, acrescenta o presidente do CHBA, é que os espanhóis "vão-se embora quando ficam na posse do título da especialidade".

Nestas condições, investir na manutenção dos bons quadros, como defende Pedro Nunes, "é profundamente irrealista", quando "estamos impedidos de o fazer" devido às restrições orçamentais, que impuseram um congelamento da verba para a contratação de recursos humanos.

Algumas interrogações e constatações:

1ª Os espanhois têm muitas faculdades e formam muitos licenciados em Medicina... médicos indiferenciados ...que vêm fazer um Internato de Especialidade dos melhores da Europa á custa do erário público português...e que logo que possível regressam ao seu país

2ª A lei do mercado começa a funcionar e no SNS as mãos dos responsáveis estão atadas para compensar/remunerar os seus melhores quadros médicos

3ª Em Espanha as comunidades autónomas, nomeadamentre a Galiza e a Andaluzia, abriram milhares de vagas para médicos nos seus quadros públicos...daí a "fuga" que está a ter lugar no Norte e ainda no Alentejo e Algarve...

sábado, junho 14, 2008

ONU lança atlas com 36 anos de destruição ambiental em África


12.06.2008 - 16h03 PUBLICO
Degelo de glaciares e a rápida urbanização são apenas dois exemplos de 36 anos de degradação ambiental que estão a mudar o continente africano, reunidos pelos geógrafos da ONU num atlas apresentado esta semana na Conferência ministerial africana sobre Ambiente, em Joanesburgo.O atlas, com cerca de 400 páginas, mostra “como as opções de desenvolvimento, crescimento populacional, alterações climáticas e, em alguns casos, conflitos estão a modelar e a afectar os recursos da região”, explica o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnua).Com 316 imagens de satélite captadas em cada país africano, em mais de cem locais, o atlas foi apresentado pelo Presidente da África do Sul, Thabo Mbeki. Para facilitar a comparação, o livro mostra fotografias do “antes” e do “depois”, relativamente às transformações ambientais.A par dos problemas já conhecidos – como o degelo no Monte Kilimanjaro ou o desaparecimento do Lago Chade e a diminuição do Lago Vitória – o atlas mostra, pela primeira vez, imagens de satélite de mudanças menos divulgadas como o desaparecimento dos glaciares nas montanhas Rwenzori (Uganda) – que diminuíram em 50 por cento entre 1987 e 2003 – e o aumento da desflorestação que acompanhou a abertura de estradas na República Democrática do Congo, desde 1975.



Interessante, mas então a degradação ambiental do resto do mundo?


Certamente têm fotos do antes e depois da Europa, das Américas, da Ásia, da Oceânia e das regiões polar Ártica e Antártida.


Será que a ONU vai editar um exemplar por continente e região?


Porque não o publicitou já, ou acha que o degelo e a deflorestação em África, é que está a ser a responsável pelas alterações climáticas na nossa Terra?

Faro: hospital vai contar já este Verão com novo espaço para as urgências


13.06.2008 - 19h00 Lusa
A primeira fase do projecto de ampliação do serviço de urgências no Hospital de Faro deverá estar concluída no final do mês, com a entrada em funcionamento de um novo espaço pré-fabricado com 800 metros quadrados. A presidente do Conselho de Administração da unidade afirmou que o processo decorre a bom ritmo, estando a estrutura praticamente montada e aguardando-se agora a chegada dos equipamentos. "Os equipamentos estão agora a ser encomendados e pensamos que no final do mês ou início de Julho esteja tudo pronto", observou Ana Paula Gonçalves, dizendo que o processo está a correr de acordo com o calendário estabelecido.



Esperemos que o problema do espaço do Serviço de Urgência do Hospital de Faro se resolva em breve para bem dos utentes do mesmo, e não voltem a circular fotos com as condições mostradas o ano passado.

Esperando também que não se fiquem pelo espaço, lembrem-se que são precisos recursos humanos suficientes, de todas as classes profissionais que lá prestam serviço.

sexta-feira, junho 13, 2008

Perto de 500 bebés portugueses nasceram em Badajoz nos últimos dois anos

12.06.2008 - 15h36 Lusa
Perto de 500 bebés portugueses nasceram, nos últimos dois anos, no hospital espanhol de Badajoz, depois de encerrada a sala de partos da unidade hospitalar de Elvas, a 12 de Junho de 2006.O director médico do Hospital Materno-Infantil de Badajoz, Marcelino Moreno, adiantou à Lusa que, desde o fecho da sala de partos da cidade alentejana e até esta quarta-feira, nasceram na unidade espanhola "495 bebés portugueses". "Mais de 90 por cento das grávidas de Elvas e Campo Maior vêm a Badajoz, apesar de também poderem optar pelos hospitais de Portalegre e de Évora, o que, para nós, é uma satisfação", sublinhou o responsável. No âmbito do acordo celebrado em 2006 entre as autoridades de saúde portuguesas e as da Extremadura espanhola, o mesmo hospital de Badajoz atendeu, nos últimos dois anos, um total de "1471 grávidas" oriundas dos concelhos de Elvas e de Campo Maior. "Destas, 746 mulheres necessitaram de ser hospitalizadas durante a gravidez", acrescentou Marcelino Moreno. Segundo o mesmo responsável, os números acumulados de dois anos de protocolo "confirmam" que o hospital de Badajoz "tem capacidade" para realizar o atendimento às parturientes portuguesas, além das espanholas. "Em cada um dos anos, a incidência dos bebés portugueses tem sido mais ou menos a mesma. Com o passar do tempo, confirma-se o que sabíamos de antemão, que não teríamos uma incidência maior de partos no hospital", sublinhou. A sala de partos do Hospital de Santa Luzia, de Elvas, fechou a 12 de Junho de 2006 e, desde então, as grávidas daquele concelho e do município vizinho de Campo Maior podem optar entre a unidade de Badajoz (a cerca de 12 quilómetros) e os hospitais portugueses de Portalegre (cerca de 60) e Évora (a mais de 80).


Quem se lembra das manifestações pelo fecho da Maternidade de Elvas?

Ninguém, mas ninguém se revolta quando se passa para melhor, é assim e sempre será.

As crianças continuaram a nascer em Badajoz e qualquer dia para lá irão estudar, se assim for o caso.

quinta-feira, junho 12, 2008

De Espanha também vêm bons ventos...

Espanha: Lista de pederastas


CM, 04 de Junho de 2008

O Parlamento espanhol aprovou ontem uma proposta de lei que prevê a criação de uma lista nacional de pederastas a fim de melhorar o controlo sobre este tipo de delinquentes.


O projecto foi apresentado pelo Partido Popular, maior força da oposição, e teve o apoio dos socialistas do primeiro-ministro, José Rodríguez Zapatero.

Dando voz aos envolvidos

Eis o comentário aqui deixado a um post anterior e comentarios feitos:

Lino Gonçalves - Pai de Criança disse...
Em resposta ao ANONIMO. Eu so o pai da criança que morreu com cranio esmagado. Meu nome é LINO GONÇALVES e eu não esconde atras de ANONIMO. Eu não estou nesta luta para VINGANÇA ou GANHOS MONETARIOS como o senhor pensa. Eu sempre disse que a indemnização não me intressa. O que intressa é que justiça seja feita. Para, e pensa, o que fazia se voçê estava no meu lugar. Estamos nesta luta para tentar que o que aconteceu a nós não aconteca a ninguem, voçê não sabe a dor de perder um filho assim. Talvez por esconder atras de ANONIMO voçê deve ser daqueles que pensa no dinheiro e não justiça. Se quisere falar comigo o saber qualquer coisa deste julgamento pode enviar email que eu responde. jonathon02032002@gmail.com
Obrigado
Quinta-feira, Junho 12, 2008

quarta-feira, junho 11, 2008

Médicos de família "falham" peso correcto dos pacientes

09.06.2008 - 01h51 Lusa
Apenas 57 por cento dos médicos de família "acerta" no peso dos seus doentes e por isso muitos casos de obesidade são subestimados e mal tratados, segundo um estudo internacional apresentado no sábado em São Francisco, Estados Unidos.
Divulgado no 64º congresso anual da Associação Americana de Diabetes, um estudo de especialistas britânicos e norte-americanos comparou as descrições de peso feitas pelos clínicos com o real índice de massa corporal (IMC) dos doentes.Os resultados mostraram que seis por cento dos clínicos indica valores mais altos que o peso real e 37 por cento faz as contas por baixo. Duzentos médicos dos Estados Unidos indicaram os valores correctos de uma escala, que começa na categoria de peso abaixo do normal até à obesidade clinicamente severa. A maior percentagem (61 por cento) de peso subestimado pelos médicos diz respeito a indivíduos com excesso de peso, ou seja um IMC de 25 a 27,49 kg/m2. Logo atrás ficaram os grupos dos obesos (47 por cento) e dos obesos mórbidos (51). Os pacientes cujo peso foi subestimado receberam menos recomendações alimentares do que os avaliados correctamente. Segundo os investigadores, a identificação do excesso de peso e obesidade é crucial para a prevenção da própria obesidade e problemas médicos associados. Os resultados deste estudo sugerem que, com base apenas na observação, os médicos de família não reconhecem o peso correcto e consequentemente fazem um sub-tratamento de um elevado número de pacientes. Os clínicos acabam assim por subestimar a obesidade e a obesidade mórbida, sendo assim recomendado a medição do IMC, que inclui as medidas da altura e peso.



Este estudo foi feito nos USA e Grã Bretanha, os obesos portugueses não têm que se preocupar.

Por cá, os Médicos de Família, já usam tecnologia de ponta há vários anos, como balanças e craveiras para pesar e medir a estatura dos utentes, não o fazendo a "olhómetro" como nestes países desenvolvidos onde o estudo se desenrolou.

No entanto temos outras dificuldades, que são muito mais esbatidas depois de o Médico de Família assim como o utente saber que é obeso, para onde o mandamos?

Onde estão os nutricionistas dos Centros de Saúde?

Pais do bebé que morreu no parto com crânio esmagado admitem recorrer ao Tribunal Europeu

11.06.2008 - 13h26 Lusa
Os pais do bebé que morreu no parto no Hospital Amadora-Sintra em 2002 admitem recorrer ao Tribunal Europeu para encontrar a "justiça" que dizem não ter sido feita em Portugal, uma vez que foram hoje absolvidos os dois médicos envolvidos no parto.No final da leitura da sentença, Lino Gonçalves, pai do bebé, disse ter agora a certeza de que "os médicos são uma classe protegida em Portugal" e que, por isso, estão dispostos a recorrer a instâncias europeias, se os recursos que vão iniciar não conduzirem à condenação dos clínicos. "Talvez no Tribunal Europeu os médicos não sejam tão protegidos", declarou Lino Gonçalves. Lino e Ana Gonalves sublinharam que, apesar de terem solicitado uma indemnização, este nunca foi o principal objectivo do processo, mas sim afastar os médicos do exercício da medicina. Ana Gonçalves lamentou a decisão do juiz e corroborou o que disse em julgamento: que pediu várias vezes uma cesariana, mas que esta sempre lhe foi negada. Na leitura da sentença, o juiz afirmou que não ficou provado que a médica agiu dolosamente ao recusar a cesariana e que a aplicação de fórceps pelo médico foi responsável pela morte da criança. Para António Pinto Pereira, advogado de acusação, o tribunal não levou em conta todos os relatórios proferidos por entidades como a Inspecção-Geral das Actividades de Saúde (IGAS) ou o Instituto de Medicina Legal. "Apesar dos muitos exames e relatórios que foram apresentados, o juiz optou por atribuir o esmagamento da cabeça do bebé ao contacto com a bacia materna, como se esta fosse uma trituradora", disse, adiantando que existem "elementos importantes para alterar" a decisão do juiz. Ana Gonçalves declarou ainda que "só falta" acusarem-na de matar o próprio filho. Ministério Público pede absolvição dos médicos nas alegações finaisO caso remonta a 2 de Março de 2002 e refere-se ao nascimento de um bebé com recurso ao fórceps no Hospital Dr. Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), após 13 horas de trabalho de parto. O bebé ficou com o crânio esmagado em virtude da "má aplicação do fórceps", segundo concluiu na altura uma investigação da Inspecção-Geral da Saúde (IGS). A acusação do Ministério Público (MP) corroborou as conclusões da IGS, que, em Dezembro de 2002, concluiu pela existência de "uma errada avaliação da viabilidade do parto, uma má aplicação do fórceps e violação da boa norma da presença de dois elementos médicos na sala de fórceps, o que teria impedido o desfecho fatal".Contudo, e após um mês de julgamento, que correu nos Juízos Criminais de Lisboa, o Ministério Público pediu, nas alegações finais, a absolvição dos dois médicos: o obstetra Francisco Manuel dos Santos Madeira, acusado da autoria material de "um crime de homicídio negligente", e Ana Cristina Ribeiro da Costa, acusada da autoria material de um crime de intervenção médica com violação de "leges artis" (prática médica). A procuradora do MP considerou não haver "fundamento da prática dos crimes" de que os médicos são acusados, posição hoje corroborada pelo juiz que absolveu os arguidos.



Ainda bem que o processo não para aqui nestas circunstâncias e a família quer recorrer!

Com dúvidas, recorra-se a todas as instâncias, inclusivé ao Tribunal Europeu.

Se houve negligência façam justiça, mas não aventem para cima de todos os médicos a impunidade ou protecção, que lhes querem conferir!

Passo atraz civilizacional- acusa o Sindicato Independente dos Médicos

Nem de propósito, a Comissão Europeia aprovou no Dia da Raça ( Oh Sr. Presidente, esta de recuperar um chavão do Estado Novo não lembra ao Diabo!) um projecto lei que altera uma das mais emblemáticas Directivas Europeias, a da Duração do Tempo de Trabalho...


Esta intenção merece no seu portal da internet uma reacção cáustica do Sindicato Independente dos Médicos , o qual aliás já há poucas semanas tinha alertado para a forte possibilidade de, e pela primeira vez na história, ser decretada uma Greve Médica Europeia...


A Comissão Europeia acabou vítima da globalização e dos interesses económicos, ao aprovar as alterações de há muito defendidas pelo Reino Unido e pela Alemanha contra um dos baluartes da Europa: o Estado Social.


Aquilo que durante dezenas de anos era um ponto de honra, a defesa da saúde dos trabalhadores, a estabilidade familiar, e a segurança dos doentes (no caso dos trabalhadores médicos), deixou de o ser: ao permitir que o próprio trabalhador aceite limites de trabalho semanal de 60/65 horas à margem das convenções colectivas de trabalho (opting out) abre-se a porta aos riscos assumidos pelos indivíduos, pressionados pelas exigências do mercado de trabalho e pela perspectiva dos ganhos.


Estas alterações, que incluem também outras tentativas de desregulação laboral, podem contudo ser condicionadas pelas leis nacionais de cada Estado e pelas convenções colectivas de trabalho. E precisam de ser aprovadas pelo Parlamento Europeu num processo de co-decisão.


A pergunta que se impõe desde logo é quem assume a responsabilidade civil pelo inevitável acréscimo no risco de erro médico devido ao excesso de trabalho… será que é o Estado, dito de pessoa de bem? Ao deixar tal possibilidade de extensão do tempo de trabalho para o individuo, não estará o Estado, argutamente, a transferir responsabilidades...?


As primeiras notícias dizem que as medidas em questão foram aprovadas pelos ministros europeus com a abstenção de Espanha, Bélgica, Grécia, Hungria e Chipre... e qual foi o sentido de voto efectivo do governo socialista de Portugal?

terça-feira, junho 10, 2008

Governo regional açoriano anuncia redução do IRS

09.06.2008 - 16h01 Lusa
O Governo Regional dos Açores anunciou hoje uma redução das taxas de IRS em vigor no arquipélago de 30 por cento para o escalão de rendimento mais baixo e de 25 por cento para o segundo escalão.

A medida fiscal foi tomada em Conselho do Governo na última sexta-feira e anunciada hoje, na ilha Terceira, pelo vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila.O executivo decidiu assim, "reduzir as taxas de IRS, com maior impacto nos escalões de menores rendimentos, descendo em 30 por cento a taxa do imposto a aplicar no escalão de rendimento mais baixo e de 25 por cento no caso do segundo escalão", explicou o governante.

Segundo Sérgio Ávila, esta alteração permitirá que 50.727 famílias (um total de cerca de 78 mil açorianos) passem a beneficiar de uma redução de 30 por cento na taxa de IRS em relação à totalidade dos seus rendimentos e que os restantes 67.840 contribuintes beneficiem de uma redução de IRS a pagar, numa parte significativa dos seus rendimentos colectáveis. "Esta medida irá aumentar o rendimento disponível de todas as famílias açorianas, beneficiando particularmente as famílias com menos recursos", afirmou o vice-presidente do Governo.

O titular da pasta das Finanças adiantou ainda que com a redução proposta de IRS, "todos os açorianos, a partir de 1 de Janeiro de 2009, irão pagar menos impostos sobre o rendimento do seu trabalho e assim aumentar a sua remuneração líquida". "Além da redução do IRS, o Governo dos Açores já deliberou reduzir, a partir de 1 de Julho, a taxa do IVA em um ponto percentual, como forma de reduzir os custos sobre a aquisição de bens e serviços", reafirmou Sérgio Ávila.

Também em Janeiro de 2009, vai ser implementado um complemento regional ao Abono de Família, o que representa anualmente um investimento superior a 2,6 milhões de euros. Além disso, estão previstos apoios suplementares às famílias com filhos a estudar no Ensino Superior ou em cursos de formação pós-secundários, assim como aumentar em cinco por cento o Complemento Regional de Pensão, adiantou Sérgio Ávila.


Sem comentários, cada um diga de sua justiça!

Função Pública: mais de 11.600 pessoas vão reformar-se nos primeiros sete meses de 2008

09.06.2008 - 13h21 Lusa
Enric Vives-Rubio

Mais de 11.600 funcionários públicos vão reformar-se nos primeiros sete meses deste ano, mais 4,5 por cento do que o registado em igual período de 2007, segundo a lista de aposentados hoje publicada em Diário da República. A lista da Caixa Geral de Aposentações mostra que só no próximo mês de Julho, o número de novos aposentados atingirá os 1771, o valor mensal mais baixo dos últimos quatro meses.

No entanto, no conjunto dos sete meses entre Janeiro e Julho e de acordo com as contas da agência Lusa, o número de novos reformados da função pública totalizou 11.625, com a maioria deles (30 por cento) a pertencerem ao Ministério da Educação.
A partir de 2015, os funcionários públicos passam a reformar-se com 65 anos de idade e 40 anos de carreira contributiva (em vez dos 60 anos e 36 de serviço). Esse estatuto também mantém a possibilidade dos funcionários públicos anteciparem a idade de reforma, desde que tenham o tempo de serviço completo, penalizando a respectiva pensão em 4,5 por cento por cada ano de antecipação.


Não sei porquê esta debandada... Cada vez mais as condições de trabalho, o ambiente, as remunerações, são melhores na função pública.

segunda-feira, junho 09, 2008

Quem foi que falou no controle dos custos?

Doentes esperam há seis meses por novo remédio

DN-PATRÍCIA JESUS

Aprovado pelo Infarmed em Dezembro do ano passado, o 'Atripla', remédio que junta num só comprimido três dos anti-retrovirais mais usados pelos doentes, permite reduzir o número de tomas e está há seis meses à espera da fixação do preço para entrar no mercado português


Medicamento espera que preço seja definido O Infarmed já aprovou o Atripla, um medicamento inovador que reúne num comprimido os três fármacos mais utilizados para o tratamento do VIH (vírus da imunodeficiência humana), mas os doentes ainda não podem comprar este medicamento.Carlos Pires, da Autoridade Nacional do Medicamento, explica que só depois da Direcção-Geral das Actividades Económicas (órgão do Ministério da Economia) estabelecer o preço, o Infarmed pode decidir sobre a comparticipação. E só então é que o Atripla, que já recebeu a autorização da Autoridade a 13 de Dezembro de 2007, pode chegar finalmente às farmácias.


Menos comprimidos O Atripla é fruto de uma colaboração pouco habitual na indústria farmacêutica: três laboratórios - a Gilead, a Bristol-Myers Squibb e a Merck - juntaram um anti-retroviral de cada um num só comprimido - efavirenz, emtricitabina e tenofovir.


Amílcar Soares, presidente da Associação Positivo, explica que este medicamento "é sobretudo um facilitador da toma", que vem simplificar a vida à maioria dos doentes, que, assim, em vez de terem que tomar três comprimidos tomarão apenas um.

"Tudo o que venha simplificar a vida aos doentes é bem vindo", reagiu ao DN, por sua vez, Margarida Martins, da Abraço, associação que apoia doentes com sida.

Quando os primeiros tratamentos anti-retrovirais foram lançados, em 1996, os doentes tinham de tomar até 30 comprimidos por dia, alguns com o estômago vazio, outros em diferentes horários ao longo do dia.


O Atripla vem revolucionar o quotidiano destes doentes. "A pessoa não precisa de andar preocupada com três medicamentos, para tomar de manhã, à tarde e à noite", explica ainda Amílcar Soares. O Atripla toma-se uma vez por dia. "Acho que vai deixar as pessoas mais felizes e, sobretudo, vai fazer com que adiram melhor à terapia." Além disso, a toma de apenas um comprimido evita que as pessoas tenham que esconder a medicação para fugir a perguntas. Daí que, para os especialistas, o principal benefício deste medicamento seja ao nível psicológico.

Especialistas contra realização de dietas em idade pediátrica

05.06.2008 - 18h41 Lusa
Especialistas em obesidade pediátrica defenderam hoje que as crianças não devem realizar dietas, sendo necessário fazer uma alimentação saudável e diversificada, bem como exercício físico “vigoroso”. “Não é preciso fazer dieta, aliás, não é recomendado em idade pediátrica fazer dieta”, afirmou Carla Rego, pediatra e investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que preside ao 18º Encontro Anual do European Childhood Obesity Group (Grupo Europeu de Obesidade Infantil) que está a decorrer no Porto.

Segundo a médica, é preciso ensinar a comer de tudo de forma saudável. “Uma restrição alimentar implica necessariamente desequilíbrio emocional e, sendo assim, nunca deve ser feito na vida dieta, muito menos em idade de crescimento”, defendeu.

O norte-americano Bernard Gutin questionou até que ponto vale a pena cumprir uma dieta, defendendo que as crianças devem fazer exercício físico “vigoroso”, ou seja, um desporto que implique corrida ou saltos.

Na sua opinião, as crianças não devem fazer dietas como os adultos, e a actividade física é importantíssima por estimular o desenvolvimento, além de influenciar na obesidade. “As crianças devem fazer esse tipo de exercício físico pelo menos uma hora por dia”, disse, considerando também ser necessário alterar hábitos. Apontou como exemplo a substituição de bebidas com gás por leite às refeições: “As mesmas 200 calorias do leite são mais benéficas, porque têm cálcio”.

Margaritha Caroli, outra especialista presente neste encontro, defendeu ainda um regresso ao passado, designadamente às brincadeiras de rua e passeios ao ar livre, em substituição de horas passadas a ver televisão ou com jogos de consola.

Carla Rego disse que “as armas de terapêutica [para a obesidade, como comprimidos e cirurgia] em idade pediátrica, excepto a mudança de comportamentos, são polémicas”.

Para esta mudança, a especialista defendeu uma maior aposta na prevenção. “Se há que travar uma pandemia, há que saber como fazê-lo, sobretudo quando essa pandemia tem a ver com comportamentos da mulher antes de engravidar, durante a gravidez, do crescimento da criança, dos pais, das escolas e autarquias”, afirmou Carla Rego, acrescentando que “falta legislar, legislar em várias áreas, como a alimentação nas escolas e no que diz respeito à publicidade”.

Carla Rego afirmou ainda que, apesar de não existirem números gerais sobre obesidade infantil, porque “não há nenhum rastreio nacional”, empiricamente, através das consultas externas, dá para perceber que se trata de um doença que tem aumentado, sobretudo em idades mais precoces. “Presumo que a Plataforma para a Obesidade esteja a planear realizar esse estudo”, concluiu.




Aqui está um conselho de quem sabe, a ser seguido por muitos que dizem que se deve iniciar dietas na infância!

domingo, junho 08, 2008

E pode por estes motivos? Nem nas repúblicas das bananas!


Ordem dos Dentistas pondera impedir acesso à profissão
A Ordem dos Médicos Dentistas pondera impedir o acesso à profissão, caso continuem a não existir soluções de emprego para estes profissionais, revelou hoje à Lusa o bastonário da classe. Diario Digital

Orlando Monteiro da Silva falava à Lusa no final da audiência que manteve com o Presidente da República, com o qual abordou a questão da emprego dos médicos dentistas.
Para a Ordem, a situação destes profissionais está a atingir um limite, uma vez que todos os anos saem 600 licenciados que se juntam aos 6.000 médicos dentistas que existem em Portugal.
Sem emprego para exercer a profissão, muitos têm optado por emigrar, o que a Ordem dos Médicos Dentistas lamenta. Nesta situação estão já 247 médicos dentistas que exercem a profissão em Inglaterra.


Perante este cenário, que classifica de «muito grave», a Ordem está a ponderar impedir o acesso à profissão, alegando que estão cobertas as necessidades sanitárias do país, em termos de medicina dentária.


Outro tema que a Ordem dos Médicos Dentistas abordou com Aníbal Cavaco Silva foi o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que entrou em vigor a 01 de Março e que implica a atribuição de cheques-dentistas.

sábado, junho 07, 2008

Em Portugal está-se à espera de quê ?

Ministro defende castração química de pedófilos

Se depender do ministro da Justiça espanhol, Mariano Fernandez Bermejo, os juízes poderão vir a obrigar os pedófilos a submeterem-se a tratamentos de "inibição do desejo sexual", ou seja, à castração química.

Numa entrevista publicada hoje no diário espanhol 'Expansión', Mariano Bermejo admite a castração química obrigatória para pessoas que tenham cumprido pena por abuso sexual de menores. O ministro da Justiça defende que tratamento siga critérios médicos e seja aplicado no caso de os visados continuarem a ser considerados perigosos para a sociedade.


No livro 'Minorias Eróticas e Agressores sexuais", o psiquiatra Afonso de Albuquerque afirma que as hormonas antiandrogénicas mantêm-se como o tratamento de primeira escolha para pedófilos violentos e reincidentes. O efeito mantém-se enquanto for administrado o medicamento, e a duração do tratamento pode ir até vários anos.


Segundo este psiquiatra português, há poucos dados que permitam afirmar que as parafilias (entre as quais a pedofilia) são curáveis, e que podem ser substituídas permanentemente por uma orientação sexual normal. Pelo que, os objectivos do tratamento são a diminuição dos desejos sexuais por crianças.

O tratamento com hormonas antiandrogénios leva à diminuição das hormonas masculinas ( testosterona e a di-hidrotestosterona), o que é comparável com o efeito da castração cirúrgica dos testículos. O resultado é facilmente medido através de análises ao sangue, permitindo ao clínico um melhor controlo da eficácia do tratamento.


Estas intervenções existem há anos noutros países europeus e no Canadá, mas ainda não chegaram a Portugal.
De acordo com Afonso de Albuquerque, a total falta de coordenação entre o sistema judiciário e o sistema de saúde no país não permitiu ainda a implementação de protocolos de intervenção médico-legal na avaliação, no tratamento voluntário (ou/e compulsivo) e na reinserção dos pedófilos.

sexta-feira, maio 30, 2008

António Arnaut: "Há quem espere receber o cadáver do SNS, mas este vai sobreviver"


30.05.2008 - 15h46 Lusa
O antigo ministro socialista e "pai" do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, manifestou-se hoje convicto de que o SNS sobreviverá apesar de "haver muita gente à espera de receber o seu cadáver".Falando num encontro da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o antigo ministro dos Assuntos Sociais, que criou o Serviço Nacional de Saúde (SNS), manifestou-se preocupado "com os ataques" de que é alvo o sistema público de saúde, mas esperançado de que os cidadãos não abrirão mão de um direito adquirido e essencial para o exercício de uma cidadania plena. "Se os grandes grupos económicos estão a investir na saúde é porque sabem que dentro de pouco tempo está tudo desmantelado, e o Serviço Nacional de Saúde ficará para os coitadinhos. Estou muito preocupado com o avanço do neoliberalismo e com a capacidade de intervenção das grandes companhias majestáticas, como nunca antes", observou. António Arnaut recordou que "há 20 anos o SNS cobria 90 por cento da população, e o resto era a ADSE e pouco mais", acrescentando que hoje "há cerca de dois milhões de apólices de seguros, porque as empresas obrigam os seus trabalhadores a fazê-las". "Há uma fuga dos recursos humanos do SNS para o sector privado", referiu, acusando o antigo ministro da Saúde, Correia de Campos, da "destruição das carreiras médicas", possibilitando os contratos individuais. Na sua perspectiva, tem havido "medidas que visam destruir o SNS para o deixar de forma residual para os coitadinhos". "O Serviço Nacional de Saúde é uma conquista de Abril, um serviço universal, geral e gratuito" ou tendencialmente gratuito, recordou. Para António Arnaut, este princípio, além da força ética que comporta, tem uma força jurídico-constitucional muito grande, pois será necessária uma concertação de dois terços dos deputados da Assembleia para o retirar da Constituição da República Portuguesa pela revisão do artigo 64º. "No dia em que o PS o faça eu saio do Partido Socialista, do qual sou um dos fundadores", prometeu, embora tenha a esperança de que isso não irá acontecer porque o SNS sobreviverá. Essa esperança radica, quer na reacção do primeiro-ministro ao substituir Correia de Campos como ministro da Saúde porque os cidadãos "tinham perdido a confiança no SNS", quer pela "sublevação popular", que constituíram as reacções às medidas que estavam a ser introduzidas. "Há hoje uma consciência cívica que pode impedir o Governo de restringir os direitos conquistados. Por isso estou optimista. É difícil que um direito conquistado seja retirado", sublinhou, frisando que numa sociedade em que a pobreza aumenta só o Estado poderá garantir a igualdade de acesso à saúde, um direito que radica na ideia de dignidade da pessoa humana. A intervenção de António Arnaut enquadrou-se num encontro realizado durante o dia de hoje pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, intitulado "Gerir em Tempos de Mudança".



Só quem é Pai, tem tanta esperança por um filho que tomou outros rumos, que não os preconizados por quem o ama!


António Arnaut, nem podia ter outra postura e acredito no seu sofrimento, ao ver o que se tem passado nestes últimos tempos.


Mais!


Por mais ameaças que possa fazer no sentido de abandonar o partido que ajudou a fundar, o "neoliberalismo" não pára, tem paciência e acabará por absorver o SNS, para mal de todos nós.


É só uma questão de tempo!

Acto médico no SNS e na Privada...

A propósito do meu post relativo às reclamações dos utentes e ao relatório da IGAS, alguem escreveu muito pertinentemente...

Anónimo disse...
Também há outro aspecto curioso em relação às queixas de demora no atendimento.. é que se demorarem a atender no SNS, cai o Céu e a Trindade - os médicos andam é a passear, não prestam, ninguém liga nenhuma, isto funciona mal, etc.. se a demora for a mesma ou até superior no privado... "este senhor doutor trabalha mesmo muito, temos que esperar 3 horas e tudo! é porque é muito bom!" ou seja, qdo as pessoas vão ao SNS entram já com um preconceito, com todas as pedras na mão e tornam-se muito mais intolerantes a qualquer coisa que corra menos bem. Já qdo entram no privado vão tão (mal) convencidas que tudo corre ás mil maravilhas, que mesmo as faltas mais graves são desculpadas!
Quinta-feira, Maio 29, 2008

Pois...mas há mais: no SNS a consulta é gratuita e tem de ser para já, enquanto que na Privada é bem paga e é por especial favor que é atendido... No SNS quer-se - e muito bem - cultivar ( mas apenas nos CS, que não nos Hospitais) a consulta com hora marcada...na Privada é o que se sabe...

Não é anedota aquela do médico que mandava a sua assistente de consultório marcar as consultas para uma hora em que era impossível estar no consultório...é que assim se fazia a fama de ser muito atarefado e estava com o consultório sempre à pinha

Enfim...posturas perante a profissão e a ética...

quinta-feira, maio 29, 2008

INEM reforça socorro pré-hospitalar com mais seis ambulâncias na região centro


29.05.2008 - 17h43 Romana Borja-Santos, Público
A região centro conta, a partir de amanhã, com seis novas ambulâncias do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica). O reforço dos meios de emergência levou à contratação de 45 novos colaboradores, com o objectivo de profissionalizar o socorro pré-hospitalar, que tem já 75 ambulâncias inteiramente utilizadas por profissionais do instituto.Pombal e Tondela passam a dispor de duas viaturas de Suporte Imediato de Vida e Estarreja, Figueiró dos Vinhos, Mortágua e Tábua de uma ambulância de Suporte Básico de Vida. Nas três primeiras localidades a ambulância funcionará 24 horas por dia, mas nas restantes só estará disponível durante o período nocturno (das 20h00 às 08h00 do dia seguinte).



O INEM a pouco e pouco vai cobrindo o país.


Mas como?


Devemos perguntar, já que, potencialmente todos somos possíveis futuros utilizadores.


"As viaturas de Suporte Imediato de Vida têm um enfermeiro e um técnico de ambulância de emergência e estão equipadas com mais medicamentos e com um monitor-desfibrilhador, o que permite a transmissão dos electrocardiogramas e dos sinais vitais."


Estar equipada com mais medicamentos é suficiente? Transmitir o ECG, chega? Isto dá segurança ao povo? Para onde leva os doentes?


"As ambulâncias de Suporte Básico de Vida contam apenas com dois técnicos de emergência. No entanto, levam equipamento de avaliação e estabilização do doente para situações de trauma ou de doença súbita, podendo ainda utilizar um desfibrilhador automático externo, em caso de necessidade."


Continuamos com as dúvidas que temos, por enquanto.


"Pombal e Tondela passam a dispor de duas viaturas de Suporte Imediato de Vida e Estarreja, Figueiró dos Vinhos, Mortágua e Tábua de uma ambulância de Suporte Básico de Vida. Nas três primeiras localidades a ambulância funcionará 24 horas por dia, mas nas restantes só estará disponível durante o período nocturno (das 20h00 às 08h00 do dia seguinte)."


E agora deixamos de ter dúvidas, nem preciso comentar! Portugal no seu melhor!

Governo anunciou conclusão da reforma legislativa da administração pública

29.05.2008 - 15h20 Lusa
O ministro das Finanças afirmou que o Governo concluiu hoje a reforma legislativa da administração pública, com a aprovação de quatro diplomas relativos a contratos de trabalho, protecção social, carreiras e tabelas remuneratórias.“Estamos perante a reforma mais ambiciosa e mais profunda adoptada em muitas décadas de administração pública. A partir de agora, a tarefa do Governo será a de concretizar o novo quadro legislativo”, declarou Teixeira dos Santos no final do Conselho de Ministros.


Esperando de facto que assim suceda, aguardamos os próximos capítulos da reforma da administração pública.

Espera-se uma verdadeira reforma para benefício dos cidadãos que necessitam da administração pública, assim como para os seus funcionários, não uns meros alinhavos, para apresentação de "trabalho feito" e para cumprir calendário.

Autonomia sem responsabilização às vezes dá asneira...

Maternidades dão orientações erradas para deitar os bebés
CARLA AGUIAR PAULO SPRANGER
DN
As maternidades portuguesas adoptam e recomendam práticas erradas no acompanhamento dos recém-nascidos, acusa o pediatra Mário Cordeiro.
"É intrigante e perturbador constatar que 18 anos depois de existir uma orientação técnica da Direcção--Geral da Saúde a dizer que as crianças não se devem deitar de lado, porque isso aumenta para o dobro a probabilidade de morte súbita, mas de costas, profissionais de saúde continuem a recomendar essa prática", disse o médico ao DN.

Um estudo concluído no final do ano passado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, baseado em inquérito às mães, a seguir à alta médica, constatou que "em 90% dos casos foi-lhes recomendado pelas enfermeiras que deitassem os bebés de lado".

Esta situação leva aquele pediatra a considerar que é preciso "questionar e responsabilizar os directores de serviço dos hospitais que não fazem um acompanhamento do modo como os profissionais estão a seguir as orientações técnicas e as evidências científicas".
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quarta-feira, maio 28, 2008

Cortar as pernas à charlatanice

Polícia interroga professor Bambo
Vidente foi levado pela PSP, no Porto, e constituído arguido
Nuno Miguel Maia e Nuno Silva



O "Professor Bambo", conhecido vidente e astrólogo senegalês, foi ontem constituído arguido, no âmbito de um processo em que está a ser investigado por alegadas burlas e extorsões.

Dois dos seus consultórios, no Porto e em Lisboa, foram alguns dos alvos das buscas realizadas por elementos da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP, numa investigação que tem decorrido sob a direcção do DIAP do Ministério Público do Porto.

Ao que apurou o JN, estão em causa várias queixas, algumas recebidas ainda durante o dia de ontem, por parte de pessoas que se sentiram enganadas nas "consultas", em que a troco de dinheiro lhes eram prometidas soluções para problemas de vária ordem, sobretudo no campo sentimental.
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A actividade do Professor Bambo, de 52 anos, é publicitada, sobretudo, através de anúncios. Mas o vidente tem aparecido igualmente em programas de televisão e rádio. No sítio na Internet, diz ter "gabinetes" em Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal, e apresenta-se como "o mais reconhecido médium vidente em Portugal".


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Respeitem-se crenças, respeitem-se diferenças...até pode haver muita coisa dificilmente explicavel pela ciência clássica e mesmo na área médica...

Mas crendice e charlatanice propagandeada alto e bom som até na televisão pública....não será demais? Até quando a impunidade?


terça-feira, maio 27, 2008

Os ratos que a montanha pare...

É o que apetece dizer ... muito se ouve falar do descontentamento dos portugueses relativamente ao SNS, mas quando se vai analisar o relatório da Inspecção Geral Actividades de Saúde relativo às reclamações chegadas aos Gabinetes do Utente em 2007, verifica-se que elas correspondem a 1,38 reclamações por cada mil actos assistenciais dos Hospitais e a 0,35 nos Centros de Saúde, actos assistenciais estes que são vários milhões por ano...

Os detractores do sistema virão dizer já a correr que os portugueses estão pouco habituados a reclamar e a usar os seus direitos... também...mas será que aquelas permilagens subiriam muito, mesmo assim?

Doente acompanhado nas urgências - projecto lei do BE

BE quer doente acompanhado nas urgências



Francisco Louçã apresentou ontem, no final de uma visita ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, um diploma que permite "a qualquer cidadão admitido num serviço de urgência do SNS, o direito de ser acompanhado por um familiar ou amigo"."
Seis milhões de pessoas estiveram em 2007 nas urgências, muitas delas submetidas a dificuldades, estão no corredor, demoram a ser atendidas, estão desesperadas, têm medo. O atendimento e a humanização do serviço passam por medidas simples", afirmou.
O projecto de lei impõe que os serviços de urgência se preparem "no prazo de 180 dias" para "permitir que os doentes possam usufruir do direito de acompanhamento".

E ressalva não ser "permitido acompanhar ou assistir a intervenções e outros exames ou tratamentos" que possam ser prejudicados pelo acompanhante.




Combate à Obesidade - Orientação correcta

Hospitais públicos vão mandar obesos para unidades privadas
alfredo cunha - JN
Obesidade afecta cerca de 1,7 milhões de portugueses e 200 mil são-no ao nível de doença crónica


O Ministério da Saúde (MS) vai comparticipar na totalidade a realização de cirurgias de banda gástrica em hospitais privados, mas apenas em doentes obesos que sejam avaliados pelo Serviço Nacional de Saúde.


Ontem, dia em que se comemorava o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, o director-geral de Saúde, Francisco George, anunciou que a medida deverá começar a ser aplicada este Verão, não revelando quanto irá custar ao MS."O serviço de hospital público é a resposta natural ao doente, mas no caso dos centros hospitalares de referência não conseguirem dar resposta, o privado será um recurso de complemento", explicou Francisco George.

Assim, os hospitais privados que têm capacidade para realizar cirurgias bariátricas (de redução de estômago) vão poder tratar doentes obesos, mas apenas serão comparticipadas as operações dos que forem encaminhados pelas unidades hospitalares públicas.

Segundo a Direcção-Geral de Saúde, em 2007 o Serviço Nacional de Saúde realizou 963 cirurgias para colocação de banda gástrica, mais do triplo do que em 2006, todas elas cem por cento comparticipadas, sem custos para o doente além das taxas moderadoras de internamento

Na próxima quarta-feira, a Direcção-Geral de Saúde irá apreciar e votar um documento normativo, que está a ser elaborado há vários meses, que estipula os critérios de admissão dos hospitais privados nessa futura plataforma.O documento exige que as denominadas Unidades de Tratamento de Obesidade dessa plataforma, em hospitais públicos ou privados, tenham obrigatoriamente que dispor de uma equipa médica multidisciplinar, que inclua cirurgião, endocrinologista, nutricionista e um psicólogo ou psiquiatra. O hospital que se propuser a integrar aquela futura plataforma terá de dar uma garantia de, pelo menos, 125 cirurgias por ano e um cirurgião com uma experiência acumulada de 80 circurgias bariátricas.

domingo, maio 25, 2008

Um blogue para "intelectuais"


A Semana Médica, encontrou-nos e fez um pequeno artigo a nosso respeito.


Uma das passagens diz assim"... No entanto, ao analisarmos mais atentamente o blogue, percebemos que o autor, ao clarificar, com opinião fundamentada as notícias da área da Saúde veiculadas pelos diversos média, mais não está que a fazer uma crítica muito forte, mas com um sentido construtivo imenso, à actual política de Saúde do Governo - porventura, os verdadeiros intelectuais a que se refere o nome do blogue - e a chamar a atenção para as "barbaridades" que se passam por este País fora. ...".


Muito obrigado Semana Médica, pelo apreço e consequente divulgação do blogue.


Podem ficar cientes, que tudo faremos para continuar da forma como sempre estivemos, contra os dislates!

sábado, maio 24, 2008

Como O "Público" é burro!

Foi no dia 11 de Maio de 2008 que o ex-jornal de referência com o nome de Público anunciou isto:

"Ministério Público investiga morte em Alijóclip_image001

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) participou ao Ministério Público o caso da morte do homem de Alijó, Vila Real, que em Janeiro esteve na origem da divulgação de telefonemas entre os bombeiros locais e o INEM, noticiou o Sol on-line.
Este inquérito-crime é um dos resultados da investigação feita ao caso pela IGAS, ordenada pelo ex-ministro da tutela Correia de Campos e cujas conclusões foram agora entregues à ministra Ana Jorge.
António Moreira faleceu na sua casa em Castedo do Douro, Alijó, depois de uma queda em que terá batido com a cabeça. A casa da vítima fica a cerca de 60 quilómetros do hospital de Vila Real e a nove quilómetros da sede do concelho, cujo serviço nocturno do SAP foi encerrado em Dezembro.
A família sustenta que a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) só chegou à aldeia "duas horas depois do pedido de ajuda", versão que é refutada pelo INEM."

 

Quem lê a notícia é induzido a pensar que o Ministério Público vai investigar mais um caso de negligência médica. Mas não! O que o MP vaio investigar é a razão pela qual uma pessoa teve uma morte violenta - uma queda, da qual resultou a sua morte. Queda natural? Homicidio? Suicidio?

Ai Público, Público

Mas Que Gira!

 

O Correio da Manhã proporcionou-lhe a visibilidade pela mão de Bruno Colaço o (bom) fotógrafo e Sofia Rato, a aprendiz de jornalista.

Pois, se este senhor em vez de ser levado pela sua gira filha gira aos desumanizados bancos dos hospitais onde sempre se deslocou por sintomas subjectivos, tivesse sido levado ao Centro de Saúde da sua área de residência, de certeza que o médico que o seguisse em continuidade temporal faria o diagnóstico.

Vão aos bancos dos hospitais das periferias das grandes cidades com sintomas como falta de apetite, confusão, etc. e depois queixam-se de ser mal observados.

A senhora jornalista Sofia Rato, deu voz a esta frase da senhora Mariana Gira Martins:

"O meu pai morreu à fome porque não conseguia engolir. Se o tivessem observado como um ser humano teria uma morte digna', afirmou a filha."

Eu afirmo com segurança:

- Este senhor morreu por negligência familiar. Se em vez de o empurrarem para os bancos dos hospitais onde foi assistido por médicos estranhos, tarefeiros, porventura de língua estrangeira, o paciente sofreu com a desumanização, a frustação, a incomodidade, a despersonalização, a angústia, o sofrimento que a família, talvez por desconhecimento, lhe ofereceu durante estes seis meses.

Quanto à senhora jornalista, cumpriu o seu papel. Que saudades do Torcato Sepúlveda...

 

 

 

  clip_image001Mariana Martins diz que viu o pai morrer à fome e à sede porque estava debilitado e não conseguia comer

23 Maio 2008 - 00h30

Almada - Homem de 83 anos tinha doença em fase terminal

Hospital falha diagnóstico

Joaquim Andrade Martins, de 83 anos, deu entrada pela primeira vez nas Urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada, em Março de 2006, com dificuldades em engolir, urinar e com falta de ar. Voltou ao hospital mais seis vezes nos seis meses seguintes e chegou a estar internado. As altas foram sendo passadas sucessivamente. Viria a morrer em Dezembro com um cancro no esófago que não lhe foi diagnosticado no Garcia de Orta.

'Os médicos diziam que ele estava a fazer uma birra por causa da idade. Como não comia davam-lhe vitaminas', disse ao CM a filha Mariana.

Alarmada com o peso e estado de saúde do idoso, a família decidiu levá-lo ao Hospital do Barreiro, onde passou a ser seguido. 'Fizeram-lhe uma endoscopia, algo que no Garcia de Orta nunca fizeram apesar dos nossos pedidos. O meu pai tinha cancro no esófago em fase terminal por isso não engolia. Passava dias inteiros só com água, daí ter emagrecido 18 kg', recorda a filha.

Contactado pelo Correio da Manhã, o director clínico do Garcia de Orta, Luís Antunes, diz que as várias idas do paciente às Urgências tinham como causa 'dispneia, confusão, recusa alimentar, prostração, retenção e infecção urinária e vómitos, sem referência a dificuldades de deglutição, não sendo necessária por isso a realização de uma endoscopia'.

'O meu pai morreu à fome porque não conseguia engolir. Se o tivessem observado como um ser humano teria uma morte digna', afirmou a filha.

DOIS ANOS PARA TER CONSULTA

No dia 21 de Agosto de 2006, Joaquim Andrade Martins teve alta da Urgência do Garcia de Orta, onde passou a noite, algaliado e com um cateter no braço. No dia seguinte regressou à Urgência: 'Feriram-no com a algália e ele teve uma hemorragia. O cateter foi retirado por mim', conta, entre lágrimas, a filha Mariana, que apresentou queixa no hospital e junto de várias entidades. Em Setembro de 2006 o hospital marcou uma consulta de Urologia para o paciente, que seria apenas este ano, em 2008.

No dia 21 de Agosto de 2006, Joaquim Andrade Martins teve alta da Urgência do Garcia de Orta, onde passou a noite, algaliado e com um cateter no braço. No dia seguinte regressou à Urgência: 'Feriram-no com a algália e ele teve uma hemorragia. O cateter foi retirado por mim', conta, entre lágrimas, a filha Mariana, que apresentou queixa no hospital e junto de várias entidades. Em Setembro de 2006 o hospital marcou uma consulta de Urologia para o paciente, que seria apenas este ano, em 2008.

'Recebemos uma carta a dizer para o meu pai estar no dia 5 de Maio na consulta', comenta a filha. 'Um doente de 83 anos com retenção urinária que determinou necessidade de algaliação tem indicação para consulta de urologia, mas não urgente', afirma Luís Antunes, do Garcia de Orta, sem explicar por que razão o idoso teria de esperar exactamente 21 meses para ser visto por um especialista em urologia.

Sofia Rato

Torcato Sepúlveda: Um Jornalista Que Soube Ser Jornalista.

Do pouco que privei com ele, ficou-me a ideia de um Homem bom e culto.

Jornalista atento.

Um exemplo para muitos que aqui critiquei e criticarei!

Morreu o jornalista Torcato Sepúlveda.

21.05.2008 - 20h19 PÚBLICO

O jornalista Torcato Sepúlveda morreu hoje, aos 57 anos. Tinha sido internado dois dias antes.
Marcou a crítica literária e mudou a forma de fazer jornalismo cultural em Portugal — foi o primeiro editor da secção de Cultura do PÚBLICO, jornal de que foi um dos fundadores. Nascido em Braga, era filho de professores primários.
Frequentou o curso de Filologia Românica na Universidade de Coimbra e, entre 1971 e 1974, viveu exilado em Bruxelas, onde foi operário. No regresso a Portugal, trabalhou no serviço de fronteiras em Vila Real de Santo António, tendo passado daí para o jornal “Expresso” como copydesk. Neste semanário começou a fazer crítica literária, assinando João Macedo — João Torcato Sepúlveda de Macedo era o seu nome completo. Fez traduções sob pseudónimos: Silva de Viseu, Buíça, D. Luís da Cunha.
Do “Expresso” saiu para o PÚBLICO, onde editou também a secção de Sociedade antes de partir para integrar a equipa que refundou o “Semanário”. Passou pela “Capital”, por “O Independente” e era actualmente jornalista do “Diário de Notícias” (escrevia para o suplemento de sábado “NS”).

 

de um comtário no público:

Morreu o "Desvairadão", ínclito bracarense, anarco-surreal-situacionista, de cuja prosa elegante e truculenta todos beneficiamos. Companheiro de todas as fronteiras, aristocrata das ideias, o Torcato vai fazer muita falta. Sejamos sérios, anda por aí muita canalha que vai desatar a insinuar que ele foi um grande jornalista... mas... tinha o defeito de odiar certos reflexos do poder económico no texto jornalístico de alguma fauna de futuros administradores. Com Torcato vai-se a prosa mais cáustica e terna da nossa depauperada imprensa cultural. Sossega camarada, vamos vingar-te!

sexta-feira, maio 23, 2008

João Rodrigues regressa à Missão de Cuidados Primários

23.05.2008, Margarida Gomes
O médico João Rodrigues, que se demitiu da equipa nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) em ruptura com o seu coordenador, Luís Pisco, vai integrar o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários, presidido pelo ex-director-geral da Saúde Constantino Sakellarides, soube o PÚBLICO. A decisão de criar um conselho consultivo para acompanhar a reforma dos cuidados primários foi tomada pela ministra Ana Jorge, numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde.O ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções.O Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra. que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP. A responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde. E é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído.Da anterior equipa da Missão apenas Luís Pisco (coordenador nacional) e José Fragoeiro (jurista) se mantêm. Todos os outros saíram. À excepção de Armando Brito de Sá (que foi forçado a demitir-se por integrar a MCSP e ser ao mesmo tempo consultor da Alert Life Sciences Computing, SA na área dos cuidados primários), todos os outros médicos apresentaram a sua demissão por divergências profundas com a falta de liderança de Luís Pisco no cumprimento das tarefas que estão atribuídas à estrutura de Missão. Mas reafirmaram sempre o seu completo apoio à reforma em curso, ao programa do Governo e à resolução do Conselho de Ministros que criou a MCSP e determinou as suas orientações.


É interessante ver estes equilíbrios no arame, pergunto-me é se há rede, ou estão bem presos?

Ainda me lembro de Luís Pisco afirmar que o Conselho Consultivo da MCSP, era um desejo dele e que era para ter sido executado aquando da primeira Missão tendo ficado por implementar, quando Constantino Sakellarides deixou "escapar" a notícia do convite para ocupar este cargo e que estava a pensar ainda, se o aceitaria, divulgado no Público se bem se recordam.

Agora e de acordo com esta notícia, também publicada no mesmo jornal e transcrita na integra, o que verificamos? Parece que a verdade de ontem não é a verdade de hoje.

Afinal a Ministra Ana Jorge é que teve a ideia de criar o dito Conselho Consultivo, "numa tentativa de estancar a polémica que se instalou na Missão e que levou à demissão de praticamente toda a equipa e, ao mesmo tempo, salvar a própria reforma para os cuidados primários, uma das bandeiras do programa do Governo para a área da saúde".

O que se aprende a ler os jornais!

De tal maneira é verdade, que de acordo com o texto da notícia, podemos ficar a saber que, "o ex-director-geral da Saúde deverá apresentar ainda esta semana à ministra da Saúde a equipa que escolheu para trabalhar consigo. Para a próxima semana, está prevista uma reunião entre Ana Jorge e Sakellarides para fechar definitivamente este dossier. E, caso a ministra aprove quer a equipa, quer a proposta de trabalho, o CCRCP deverá entrar imediatamente em funções."

Ainda podemos ler, "o Conselho Consultivo para a Reforma dos Cuidados Primários (CCRCP) será um órgão de consulta de natureza científica e técnica da ministra, que se pronunciará sobre os diferentes aspectos da reforma. Paralelamente, o Conselho Consultivo será responsável pela elaboração periódica de um relatório público sobre as decisões da MCSP", parece mais um Conselho Consultivo, também com funções fiscalizadoras e com dependência hierárquica absoluta da Ministra.

Continuamos a ler, "a responsabilidade de Constantino Sakellarides é por isso grande, até porque a reforma dos cuidados de saúde primários está a ser feita no terreno. E vai implicar a criação de 74 agrupamentos dos centros de saúde, um novo sistema remuneratório e a reconfiguração dos centros de saúde", mas que responsabilidade? O modelo B está implementado, a legislação dos ACES está feita de acordo com as notícias do sítio da MCSP, não entendo.

Mais, "é já a pensar nessa complexidade que o futuro presidente do CCRCP está a fazer pontes entre a equipa que se demitiu e aquela que foi agora nomeada. Há questões na reforma que são tecnicamente difíceis de concretizar, razão pela qual o Ministério da Saúde quer acautelar desde já para que eventuais tensões que se venham a surgir não criem excessivo ruído", levar pessoas que já fizeram parte da estrutura e se demitiram, provocando o alarido que provocaram, isso não é provocar ruído interno é uma medida de cautela, conforme disse aprende-se muito lendo jornais!

quinta-feira, maio 22, 2008

ASAE diz que cantina de centro de acolhimento do Seixal foi fechada por solicitação do Ministério Público

22.05.2008 - 09h04 Lusa
O director da Autoridade de Segurança Económica e Alimentar, Pedro Picciochi, afirmou ontem que a ASAE encerrou temporariamente no final de 2007 uma cantina de um centro de acolhimento temporário de crianças no Seixal por solicitação do Ministério Público.Pedro Picciochi, director de Serviços de Planeamento e Controlo Operacional da ASAE, fez esta afirmação durante uma audição, na Assembleia da República, do Grupo de Trabalho Pequenos Produtores/Produtos Tradicionais, onde esta questão foi suscitada. O PÚBLICO noticiou no sábado que as instituições de solidariedade têm sido obrigadas a deitar comida fora por causa de regras de higiene impostas pela ASAE durante as suas inspecções.





Ele há coisas do diabo, ninguém quer fazer passar-se por mau! Seja quem for!

E a culpa é sempre de outro!

Mas, já alguém se preocupou em saber, se qualquer deles cumpriu o seu trabalho eficientemente?

De acordo com a nossa Constituição no seu Artigo 9.º (Tarefas fundamentais do Estado)
São algumas tarefas fundamentais do Estado:
...
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;
...

Correcto!

Parece-me que as leis estão feitas, que existem entidades fiscalizadoras suficientes, mas as leis têm de ser aplicadas de acordo com o seu teor e não de acordo com as circunstâncias.

Parece-me adequado, ensinar o Artigo 9 da Constituição Portuguesa a quem legisla, assim como ensinar que o património cultural do povo português também passa pela alimentação e culinária, de forma às entidades fiscalizadoras promoverem o bem estar e a qualidade de vidas do povo, tendo em conta o património cultural diversificado, das nossas gentes.

terça-feira, maio 20, 2008

Tempo de espera para cirurgia das cataratas é de 54 dias em Évora

Hospital de Évora garante que pacientes do distrito não precisam de ir a Cuba
20.05.2008, Maria Antónia Zacarias
Publico
Unidade hospitalar alentejana tem lista de espera para cirurgias de Oftalmologia com prazos inferiores a dois meses e responsável clínico não percebe o recurso a operações tão longe

O director do Serviço de Oftalmologia do Hospital do Espírito Santo, em Évora, Augusto Candeias, garante que não existem razões para os doentes do distrito não serem operados nesta unidade, tendo em conta que o tempo de espera para cirurgia "é de 54 dias, não chegando a dois meses, estando, assim, bem abaixo do prazo clínico aceitável, que são seis meses".

Perante este facto, o responsável não entende por que é que os utentes estão a recorrer a Cuba, através das autarquias, recordando que o cenário das listas de espera para cirurgia se alterou muito desde há cerca de quatro anos. "Nessa altura, as listas de espera eram verdadeiramente grandes, mas agora a situação está completamente ultrapassada". "A não ser que haja algum segredo envolvido, não me parece que haja alguma vantagem especial", afirma o médico, do ponto de vista clínico, chamando a atenção para o tipo de acompanhamento que esses doentes têm até lhes ser dada alta, bem como para a qualidade e o tipo de lentes que lhes são aplicadas, no caso das cataratas, a cirurgia mais procurada.

O responsável gostaria de ver explicado "o critério que é utilizado na selecção dos doentes", isto é, "quem é que faz a escolha e quem é que passa a informação a quem para contactar doentes para os convidar a ir a Cuba". Isto porque a informação clínica não pode ser dada a terceiros, por fazer parte do sigilo médico. "Há pouco tempo, uma doente minha contou-me que recebeu um telefonema em casa a perguntar-lhe se queria ir a Cuba tratar-se", conta, considerando "inadmissível" que os doentes estejam a ser convidados para "uma solução mais ou menos milagrosa em pouco tempo".

Mais duas mil consultas
Embora o director do Serviço de Oftalmologia de Évora admita que as despesas de saúde, em Cuba, sejam provavelmente menos dispendiosas do que em Portugal, "no conjunto, e tendo em conta as despesas da viagem e da estadia, não parece que com o mesmo valor não fosse possível contratualizar esses serviços em Portugal ou em Espanha, nomeadamente em Badajoz, que está apenas a 80 quilómetros e que faz uns preços concorrenciais muito fortes".

De acordo com o oftalmologista, o distrito de Évora tem uma população que sofre de uma série de carências, "nomeadamente de carácter cultural": "Há muito analfabetismo e as pessoas estão muito mal informadas. Daí que procurem, normalmente, os cuidados de saúde em fases muito adiantadas das doenças. Sobretudo os idosos chegam-nos aqui ao hospital quando já vêem muito pouco ou quando estão praticamente cegos". Augusto Candeias acrescenta estar convicto de que nos grandes centros urbanos do país este tipo de situações já não existe, enquanto na região alentejana os oftalmologistas são confrontados com pacientes com "determinadas patologias, nomeadamente a catarata, que não se encontra em mais nenhum país da Europa".

Questionado sobre se as conhecidas dificuldades de acesso às consultas também contribuem para as pessoas procurarem soluções alternativas, o mesmo responsável reconhece "que pode ter algum peso". Por isso, segundo adianta o responsável hospitalar, encontra-se em negociação um acordo entre a Administração do Hospital do Espírito Santo e a Sub-Região de Saúde de Évora, "para que os médicos existentes façam horas extralaborais para observar um maior número de doentes", o que poderia fazer com que se realizassem "mais duas mil consultas por ano".

Ou seja: apesar de tudo o que tem sido dito e da lastimável falta de resposta às necessidades das populações, há partes da história que estão mal contadas e mal explicadas

Espera-se que a denúncia publica da situação pelos media e com o anúncio do correcto Plano de Choque para Oftalmologia, as autarquias alentejanas (e mesmo as suas vizinhas algarvias) recorram aos serviços por exº do Hospital de Évora e, porque não, à disponibilidade ( que sempre existiu) de Badajoz, em vez de mandarem os seus municipes para as Caraíbas

Cirurgia de Ambulatório: medidas a incrementar e credoras de aplauso

Hospitais que operam em ambulatório devem dar contacto telefónico directo aos doentes
20.05.2008, Alexandra Campos
Publico

Os hospitais que fazem cirurgia de ambulatório devem disponibilizar sempre aos doentes ou aos seus familiares um contacto telefónico para o caso de surgir alguma complicação ou dúvida durante a recuperação em casa e, no dia seguinte à operação, devem ligar para se inteirar da evolução da situação clínica.
É ainda de aconselhar que permitam às pessoas que vão ser operadas uma visita prévia às instalações.

Depois de ter encomendado um inquérito - cujas conclusões demonstram que são frequentes os casos em que estas condições não são observadas pelos hospitais -, a comissão que estudou a situação e os constrangimentos que têm condicionado um desenvolvimento mais célere da cirurgia de ambulatório em Portugal vai propor que estes critérios sejam cumpridos por norma.
O objectivo é "aumentar não só a quantidade mas também a qualidade da cirurgia de ambulatório", justifica Fernando Araújo, presidente deste grupo de trabalho que percorreu o país de Norte a Sul para fazer um levantamento da situação.

Por definição, a cirurgia de ambulatório não implica internamento hospitalar (normalmente a alta é dada até às 12 horas, ainda que a permanência no hospital possa prolongar-se até às 24 horas).

segunda-feira, maio 19, 2008

Embriões humano-animal legalizados no Reino Unido

19.05.2008 - 21h11 Ana Gerschenfeld - Público
Numa decisão histórica e após um aceso mas civilizado debate de várias horas, os deputados britânicos decidiram, hoje ao fim da tarde, por 336 votos contra 176, aprovar a geração de embriões mistos de humano e animal, o primeiro ponto crucial da futura nova lei sobre fertilização humana e embriologia.Os embriões híbridos podem ser de diversos tipos: “cíbridos”, obtidos introduzindo o núcleo de uma célula humana adulta (com todo o seu ADN) num ovócito de animal (de vaca) esvaziado do seu próprio núcleo; os embriões humanos transgénicos, obtidos inserindo genes animais em embriões humanos; as “quimeras”, obtidas introduzindo células animais num embrião humano – e os híbridos verdadeiros, cruzamentos de gâmetas (espermatozóides ou ovócitos) humanos e animais. Aliás, a derradeira prova da abertura de espírito dos deputados foi o facto de terem também votado, por 286 votos contra 223, contra uma proposta de proibir a geração destes híbridos verdadeiros. Claro que os embriões só poderão ser fabricados se se provar previamente que a investigação para a qual vão contribuir é necessária e útil. E, seja qual for o tipo de embrião híbrido gerado, apenas será permitido desenvolverem-se durante 14 dias e nunca serão implantados no útero de uma mulher ou de um animal.





Conforme publicamos na última semana, sempre se concretizou a legalização dos embriões mistos humano/animal.



Como referi na altura, um grande avanço científico, mas continuo a perguntar se estamos preparados para o facto.



Bem que gostava de saber qual a opinião do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, acerca do assunto.

Síndrome tabagista

Convirá referir, a quem não saiba, que o Sr. Primeiro Ministro nunca poderá ter um sindrome gripal pela auto-proclamada e publicitada abstinência tabágica há 5 dias...
Quanto a Síndrome tabagista, como o autor da introdução deste video no You Tube o apelidou, MEMAI desconhece a sua existência

domingo, maio 18, 2008

Haja moralidade! Ou comem todos (antibiótico) ou não come nenhum!

Num Domingo que não é hoje para mim dia de descanso semanal, o locutor da TSF informa no Jornal das 8 que o Sr. Primeiro Ministro teve que recorrer ontem ao serviço de urgência no Hospital de Santo António no Porto por estar com febre... E não acredito no que ouvi!

Metem no ar as declarações do visado e neste caso doente, que na sua voz e estilo inconfundíveis diz ao povo português que "tudo não passou de um síndrome gripal, deram-me um antibiótico, e já me sinto muito melhor !"



Abençoado(a) médico(a), tarefeiro, Interno ou Especialista ( ou teria sido o proprio chefe de equipa ?), que para tratar uma doença vírica do PM lhe pespegou um antibiotico! Os resultados estão à vista, é o próprio doente que diz que se sente muito melhor ( algo a que o facto de ter deixado de fumar também não será estranho...) .



A partir de agora, todo e qualquer doente estará no direito de se queixar do médico que não lhe receitar no serviço de urgência um antibiótico quando estiver engripado ou com uma virose aparentada... Então se o PM tem direito a um porque é que ele também não há-de ter?
É com exemplos destes que se educa para a saúde a nossa população...

quinta-feira, maio 15, 2008

Denúncias sobre a ULS de Matosinhos


médicaquetambémexplica disse...
acresce a esta vergonha, o facto de serviços como o de Oftalmologia do H Pedro Hispano, Matosinhos, que não dão resposta aos pedidos de consulta dos médicos de família da área de referência (só permitindo, por exemplo, o acesso à lista de espera para consulta a doentes com relatório de Oftalmologista privado indicando diagnóstico de patologia cirúrgica), serviços como este ainda têm a brilhante ideia de ir aos Centros de Saúde de Matosinhos fazer "rastreios", com cartazes e folhetos coloridos anunciando factores de risco para cegueira, alarmando os doentes, sem oferecerem depois nem capacidade de rastrear todos os que alarmaram, nem resposta aceitável para os rastreados.não sei como é que isto é suportado por utentes, por nós médicos de família e pelos directores dos CS!
Domingo, Maio 11, 2008


médicaquetambémexplica disse...
a experiência na ULS Matosinhos corre bastante mal. por exemplo, uma TAC osteo-articular neste momento, já não tem marcações até ao fim do ano. TAC realizadas cerca de um mês depois de solictadas, demoram 2 meses a ter um relatório disponível. TAC com alterações grosseiras e severas (um tumor renal, um fígado metastizado, pelo menos essas 2 ocorreram no meu CS) não são relatadas prioritariamente nem geram um alerta imediato ao médico que as pediu, como acontecia em qualquer entidade privada convencionada.com é que todos nós (utentes, profissionais e chefias) continuamos a permitir isto?
Domingo, Maio 11, 2008



Esta médica, em comentários a posts anteriores do MEMAI, faz denúncias a ter em conta e a merecer adequada averiguação e intervenção de quem de direito...


Pela parte que me toca, o contributo da MEDICAQUETAMBÉMEXPLICA será sempre bem vindo.


Estas denúncias na blogosfera, muitas vezes sob o anonimato, necessitam contudo de confirmação e/ou desmentido dos implicados e dos responsáveis.


O MEMAI está igualmente aberto à divulgação dessas informações

Como acabar com as listas de espera de Oftalmo (sem ir a Cuba ou a Badajoz)

15 Mai 2008, 08:39h O MIRANTE

Centenas de utentes de Tomar esquecidos para consultas de oftalmologia


Há dois anos a médica de família de Ilda Santos passou uma credencial com a indicação de urgente para uma consulta de oftalmologia no Hospital de Tomar. Há 15 dias a utente telefonou para o serviço hospitalar para saber quando teria a tal consulta e foi informada de que nunca ali tinha chegado o pedido.


O Centro de Saúde de Tomar, unidade onde está inscrita, esqueceu-se de enviar o seu processo para o hospital. O seu e o de mais algumas centenas de utentes que, como Ilda, aguardavam pela chamada. A situação já levou a uma intervenção da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).


Nos serviços administrativos do Centro de Saúde da Nabância, em Tomar, há um caixote de papelão cheio de credenciais de utentes para marcação de consultas oftalmológicas no hospital de Tomar. Cartas passadas pelos médicos de família que não seguiram os trâmites normais por “esquecimento”. Esta é a palavra utilizada pelo presidente da ARSLVT para definir uma situação que diz não entender mas ter de ser rapidamente resolvida. Sem prejuízo dos utentes.


A situação das credenciais “esquecidas” foi desencadeada no final do ano passado, quando o sistema informático da saúde, denominado Alert, entrou em funcionamento no Centro Hospitalar do Médio Tejo – que engloba as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Nessa altura o serviço de oftalmologia informou os centros de saúde que não receberia mais pedidos de marcação de consultas por carta mas sim por via informática, devolvendo à procedência as credenciais que tinham sido passadas desde Outubro de 2007 até meados de Fevereiro deste ano. E só aí se verificou que havia milhares de utentes – de vários centros de saúde da região - que estavam em lista de espera para marcação de consultas devido ao facto de aquele serviço hospitalar trabalhar por quotas.

E o que vai acontecer aquelas que estão a mais e/ou ilegais?

De acordo com regime jurídico do sector
Infarmed diz que há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa

15.05.2008 - 13h11 Lusa

Segundo o Infarmed, no concelho de Lisboa há 159 farmácias a mais das que deveriam existir à luz do regime jurídico do sector, que estabelece uma população mínima por cada estabelecimento e distâncias entre farmácias e entre estas e unidades de saúde. No total do país, são 224 as farmácias que poderão pedir a transferência de localização por causa das novas regras do regime jurídico das farmácias.

Em aviso publicado hoje em Diário da República, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) abre a possibilidade de transferência de farmácias com capitação inferior à prevista legalmente (3500 habitantes por farmácia) para concelhos limítrofes. Trata-se do preenchimento das primeiras vagas abertas no âmbito das novas regras de licenciamento de farmácias, que posteriormente levarão à abertura de outras vagas a nível nacional para novas farmácias segundo o modelo de liberalização da propriedade.

Segundo a portaria de Novembro de 2007, que fixa os procedimentos de licenciamento e atribuição de alvará a novas farmácias e da transferência de localização, a capitação mínima é de 3500 habitantes por farmácia aberta no município, excepto quando o estabelecimento é instalado a pelo menos dois quilómetros de outro mais próximo. São ainda estabelecidas distâncias mínimas de 350 metros entre farmácias e de 100 metros entre farmácias e extensões de saúde, centros de saúde e hospitais. A excepção a esta última regra apenas acontece em localidades com menos de quatro mil habitantes.

À luz destas regras e segundo o aviso hoje publicado há 159 farmácias a mais no concelho de Lisboa, 49 no concelho do Porto, oito no distrito de Santarém, cinco no distrito de Vila Real, duas no concelho de Tavira (Faro) e uma em Murtosa (Aveiro). Para possibilitar a transferência aos proprietários que assim o desejarem, foram abertas 78 vagas na área metropolitana de Lisboa e 68 no distrito do Porto. Há ainda quatro vagas no distrito de Aveiro, oito no distrito de Faro, três para o distrito de Santarém e duas para receber as farmácias identificadas a mais em concelhos de Vila Real. Os proprietários das farmácias têm agora três meses para requerer a transferência.

Investir na Prevenção é o caminho correcto

Saúde: Raparigas de 13 anos são o primeiro grupo etário a ser imunizado
Vacinas custam 23,3 milhões

Correio da Manhã

O Ministério da Saúde vai gastar este ano 23,3 milhões de euros para o fornecimento de tuberculinas e vacinas. Este ano o Estado investe mais, porque a despesa inclui 15 milhões de euros necessários à aquisição da nova vacina contra o vírus do papiloma humano (VPH), um vírus que provoca o cancro do colo do útero.

Em declarações ao CM, Graça Freitas, subdirectora-geral da aúde, afirmou que os 15 milhões de euros para a aquisição da nova vacina contra o VPH, que entra no Plano Nacional de Vacinação, destinam-se apenas a um único grupo etário. Neste ano, começam a ser vacinadas, a partir de Setembro, as raparigas com 13 anos.

quarta-feira, maio 14, 2008

Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco



14.05.2008 - 08h42 Joana Ferreira da Costa, Luciano Alvarez, Romana Borja-Santos, Público



Os constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira não têm dúvidas: o primeiro-ministro, José Sócrates, violou a Lei do Tabaco, ao fumar no avião fretado à TAP que o transportou de Lisboa para Caracas. Representantes de todos os partidos da oposição condenaram, também, a atitude de Sócrates.Mas a situação não é inédita, pois nas viagens com o Presidente da República, Cavaco Silva, as pessoas que o acompanham também costumam fumar. A TAP considerou, contudo, todos estes casos "normais" em serviços especiais fretados.



Onde estão os princípios, a moral, a ética?

Com exemplos destes e de outros parecidos, como esperam que os levemos a sério!

Ainda têm muita sorte em ter "gente" que lhes entrega os votos!