segunda-feira, novembro 24, 2008

Ordem dos Farmacêuticos desaconselha recurso ao Saúde 24


24 de Novembro de 2008, 15:38
Lisboa, 24 Nov (Lusa) - A Ordem dos Farmacêuticos (OF) desaconselhou hoje o recurso à Linha Saúde 24 porque não reconhece a validade das informações prestadas pelo serviço em matéria de medicamentos.
"Desaconselhamos o recurso da população a este serviço enquanto a entidade gestora não proceder à contratação de profissionais com formação e competências adequadas", lê-se num comunicado hoje divulgado.
A linha Saúde 24 foi criada em 2007 para dar assistência em cuidados de saúde, fazendo triagem e aconselhamento dos utentes, tendo em vista evitar que estes se desloquem aos hospitais e centros de saúde sem necessidade.
A OF alerta que este aconselhamento terapêutico não tem sido supervisionado por um farmacêutico e que "é efectuado por colaboradores sem qualificações para o efeito", o que constitui não só uma infracção ao Estatuto da Ordem, como ao próprio contrato de concessão estabelecido entre a Direcção Geral da Saúde e a Linha de Cuidados de Saúde, SA.
De acordo com aquele estatuto (decreto-lei 288/2001) é da exclusiva responsabilidade dos farmacêuticos a informação e consulta sobre medicamentos de uso humano e veterinário e sobre dispositivos médicos, sujeitos e não sujeitos a prescrição médica, junto de profissionais de saúde e de doentes.
"As recentes notícias vindas a público sobre o funcionamento deste serviço, e os testemunhos de alguns colegas farmacêuticos que nele trabalharam, reflectem, aliás, alguma desorganização no serviço e comprovam os receios da OF em relação às informações que são disponibilizadas à população", acrescenta no comunicado.
A OF adianta que já solicitou uma reunião com a entidade gestora do serviço para analisar este "incumprimento do acto farmacêutico" e resolver um problema que considera "grave" e que "poderá inclusivamente colocar em causa a saúde e qualidade de vida" dos doentes e as terapêuticas que lhes formam prescritas.
"Até ao regular funcionamento deste serviço, a OF sugere aos doentes que dissipem as suas dúvidas em matéria relacionadas com medicamentos junto dos cerca de seis mil farmacêuticos que diariamente se encontram nas farmácias portuguesas", anuncia.
A ordem anuncia ainda a intenção de se manter "vigilante" em relação a informações sobre medicamentos que são disponibilizadas ao público em geral "neste como em outros serviços".
VP.
Lusa


Portugal no seu melhor e vamos assistindo a este medir de forças!

Mais uma vez sem se saber, quem é quem? e quem faz o quê?

sábado, novembro 22, 2008

Excesso de Antibióticos: A Culpa é de Todos, Médicos, Enfermeiros, Farmacêuticos, Laboratórios, Doentes, Comunicação Social e Estado!

Pois é!

Ninguém quer assumir a culpa, mas a culpe existe e é de todos.

Um facto: eles vendende-se em abundância. Há milhares de exemplos de que a culpa é de todos. Ninguém pode fugir, nem sacudir a água do seu capote.

Este autor confessa que prescreve presentemente muitos menos antibióticos do que o que prescrevia há anos. Pratico a chamada "prescrição desfasada": a mãezinha leva duas receitas, a do antibiótico será para aviar meia duzia de dias depois se não melhorar

Até o Estado tem culpa. Não regula, abstém-se e tolera que se encontrem a vender em ambulatório antibióticos que só deveriam ser usados em ambiente hospitalar.

Todos são culpados e todos sofreremos por este excesso...

Oh Sr. Comandante! Com que então falhas de comunicação?

Sismo/Simulacro: INEM desmente que tenha esgotado capacidades em 21 horas
19h51m
Lisboa, 22 Nov (Lusa) -


O Instituto Nacional de Emergência Médica esclareceu hoje que os seus meios não foram esgotados em 21 horas no simulacro de um sismo na Grande Lisboa, tendo apenas tomado uma decisão operacional para garantir o socorro aos sinistrados.


Fátima Roque, responável do INEM no simulacro do sismo, disse aos jornalistas que o INEM decidiu pedir ajuda à Direcção Geral de Saúde para o transporte de doentes, função que é da responsabilidade da instituição, porque decidiu que os elementos que intervêm no exercício deveriam dedicar-se apenas ao socorro pré-hospitalar.


Participam no exercício entre 110 e 120 elementos do INEM, mas, se o cenário fosse real, os meios humanos duplicavam.
Na tarde de hoje, Gil Martins, comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil, disse em conferência de imprensa, que o INEM tinha esgotado em 21 horas todos os meios no terreno e que as autoridades de saúde tiveram que solicitar apoio às Forças Armadas para o transporte de doentes e meios hospitalares, como equipas médicas e camas.


Após o esclarecimento do INEM, Gil Martins reconheceu que houve uma falha de comunicação com os jornalistas.

quinta-feira, novembro 20, 2008

PM toma antibiotico na gripe

Aí está o PM a fazer a apologia do bom tratamento no sindrome gripal com o uso de antibioticos

Já não se lembram das declarações do Primeiro Ministro ?




Questionados sobre se consumiram antibióticos no último ano, 44 por cento dos portugueses responderam que sim, valor só ultrapassado pela Grécia e a Espanha, afirma Cristina Costa, responsável da Direcção-Geral de Saúde (DGS), com base num inquérito de 2002-2003.


Hoje, pela primeira vez, assinala-se o Dia Europeu dos Antibióticos, uma iniciativa da União Europeia que visa alertar para o consumo excessivo destes fármacos que, se forem mal administrados, criam resistências.


Nesta altura do ano chegam as constipações e as gripes; há quem não dispense um antibiótico, que é desapropriado na maior parte destas situações, sublinha Costa.

Por outro lado, há quem os deixe de tomar quando se sente melhor e não durante os dias prescritos, nota. Resultado? "Os antibióticos estão-se a tornar ineficazes [no combate a algumas infecções] e não se estão a produzir novos. Temos que os preservar." Outro problema são os próprios médicos, a quem a DGS quer dar mais formação.


Pois pois... a memória é curta!


Já não se se lembram das declarações do engº Sócrates quando, regressado do Peru e num voo de avião envolto em polémica por causa dos cigarritos fumados, e a caminho de um encontro com militantes socialistas em Braga, o sr. Primeiro Ministro declara às câmaras da SIC que se tinha deslocado ao Hospital de Santo António porque estava com um síndrome gripal e que o médico lhe tinha receitado um antibiotico e até já estava muito melhor!


A Direcção Geral de Saúde e o sr. bastonário da Ordem dos Médicos não se lembraram deste episódio senão...


segunda-feira, novembro 17, 2008

A jornalista viajou a convite de...

E está tudo dito....

Mas não seria de esperar alguma atenção deontológica e/ou competência da dita jornalista e supervisão dos responsáveis redactoriais do jornal (DN)?

Nunca se viu um efeito tão rápido de uma vacina!

Ficamos todos à espera de uma lista dos nomes das 42 felizes contempladas....e até pode ser que alguma delas tenha direito a uma entrevista pelo Pepino do CM !

DIANA MENDES, em Nice

Prevenção. 216 casos evitados em mulheres que compraram a vacina

Mais de 30 mil mulheres vacinadas fora do plano nacional

Pelo menos 42 mortes por cancro do colo do útero já terão sido evitadas com a vacinação.
Entre Fevereiro de 2007 e Setembro de 2008, 30 100 mulheres optaram por receber a vacina que protege contra quatro tipos do papilomavírus humano. Tendo em conta os dados da patologia em Portugal, é possível calcular os ganhos para a saúde. Além das mortes, terão sido evitados 216 casos de cancro.

Os dados foram divulgados pela Sanofi Pasteur, que produziu a vacina Gardasil, actualmente integrada no Programa Nacional de Vacinação, e que tem 97% do mercado. Mas estes dados apenas são referentes aos casos de mulheres que decidiram adquirir a vacina. Fonte do laboratório avançou que esta opção permitiu ainda prevenir "1951 condilomas genitais".A vacina é gratuita para as adolescentes de 13 anos, esperando-se que a incidência de cancro venha a cair entre cinco a dez anos. Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde, diz que foram vacinadas entre 18 a 20 mil jovens até agora, números abaixo das contas apontadas pela ministra Ana Jorge para a primeira semana, ou seja, cerca de 23 mil.

Antes do congresso de ginecologia, decorreu, em Nice, o Fórum de apresentação da Women Against Cervical Cancer, uma plataforma composta por mais de 30 organizações europeias dedicadas ao cancro do colo do útero e que conta com a participação da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).Os objectivos são fundamentalmente informar as mulheres sobre a doença. Durante o fórum concluiu-se que há cada vez mais mulheres a ter acesso a informação. No entanto, há ainda um longo caminho a percorrer. Daniel Pereira da Silva, director do serviço de ginecologia do IPO de Coimbra, disse que basta viver para se estar em contacto com o vírus. "Não é preciso ter comportamentos de risco, porque se transmite facilmente por contacto sexual". Se o preservativo não evita a transmissão, têm de se fazer citologias regularmente para que as lesões de baixo grau e pré-cancerosas sejam tratadas precocemente.

Campanha vai arrancar
Em Espanha, uma em cada cinco mulheres não sabe para que serve uma citologia e 50% não sabe o que é o papilomavírus humano. Apesar de ainda não haver números em Portugal, Vítor Veloso, o presidente da LPCC, diz que há muito a fazer para informar. E anunciou uma nova fase da campanha "Passa a palavra", que começa hoje a ser divulgada em vários meios."Já temos vacinação, mas entendemos que ainda há muito a fazer pela informação da mulher e ao nível do rastreio, que ainda não está generalizado". O responsável frisa que a ausência de um rastreio é a principal razão para que Portugal tenha o dobro dos casos de cancro do colo do útero (três por dia) e o dobro das mortes (uma por dia) de Espanha.

A jornalista viajou a convite da Sanofi Pasteur MSD

segunda-feira, novembro 10, 2008

A cura de todos os males!


Hoje na minha "aldeola", uns indivíduos num carro topo de gama, munido de aparelhagem sonora, divulgaram a cura de todos os males!
Dona Mara!!
Apelando para o baixo nível de conhecimento da população alvo, lá foram deitando papéis pela janela fora e esclarecendo/enganando, presuponho, quem os interpelava.
Explorando a crendice, de quem de boa fé se entrega nas suas mãos, vivem à margem de qualquer lei, executando actos sem escrupúlos criando de facto, reais doenças a quem tratam, assim como, o alívio das suas carteiras e contas bancárias.
Será isto possível no século XXI em Portugal, ou esta é, mais uma das coisas que não devia acontecer neste jardim à beira mar?

domingo, novembro 09, 2008

"É HORRÍVEL DIZER QUE NÃO"

Falta de meios
Cuidados paliativos estão a recusar doentes incuráveis por falta de camas

09.11.2008 - 09h14 Catarina Gomes


Na primeira unidade de cuidados paliativos do país, a funcionar no Hospital do Fundão, "o aumento enorme de doentes a precisar de cuidados paliativos" tem levado a que alguns sejam recusados. "A capacidade está esgotada em termos de internamento", diz o director do Serviço de Medicina Paliativa da unidade, Lourenço Marques. Muitas vezes, quando voltam a ter lugares, "o doente morreu, ou já não se consegue contactar". O médico, que gere um serviço com dez camas, conta que 25 por cento dos doentes ali internados chegam menos de cinco dias antes de morrerem. "É de terceiro mundo. Quando estão moribundos, é que vêm", diz. "Alguns morrem a caminho, na ambulância.


"Os cuidados paliativos servem para aliviar o sofrimento físico (com o uso de fármacos) e emocional (a equipa inclui psicólogos) de pessoas com doença incurável e progressiva. Os principais destinatários são quem sofre de cancro e de doenças neurológicas degenerativas e graves, entre outras."É horrível dizer que não"Lourenço Marques sublinha que um doente que nunca foi tratado para a dor já não responde facilmente às terapêuticas. "Os sintomas ficam totalmente descontrolados e sofrem até ao final.


Estes doentes não surgem de repente. A responsabilidade é da equipa de saúde que os assiste", defende, criticando os casos de "obstinação terapêutica e abandono" que diz existirem. "A continuidade de cuidados é obrigatória." Só este ano, morreram no serviço 100 doentes. Desde a sua criação, em 1992, morreram 1200, a que se juntam outros 100 que estavam a ser seguidos por apoio domiciliário.O responsável diz que o hospital é "a única solução" em cuidados paliativos na área de Castelo Branco e Guarda. Neste momento, calcula que tenham oito doentes à espera de iniciar cuidados paliativos.


Jorge Maria Carvalho, médico coordenador da equipa domiciliária de cuidados paliativos da Santa Casa da Misericórdia de Azeitão, no distrito de Setúbal, tem o mesmo problema: "Temos imensos pedidos mas não temos capacidade para mais." Esta equipa, que faz parte da Rede Nacional de Cuidados Continuados, dá apoio a um máximo de 30 pessoas mas tem muitas vezes que dizer que não - "é horrível dizer que não".Aos doentes que ficam de fora resta-lhes ir às urgências quando se agravam os sintomas, ficam "numa situação de pingue-pongue".

O objectivo da equipa domiciliária da Santa Casa que junta médicos, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas é prestar apoio para que os que queiram possam morrer em casa.


Listas de espera

Adna Gonçalves, directora da Unidade de Cuidados Paliativos do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, refere que "o serviço está sempre cheio" e só é possível dar resposta aos doentes do hospital. Mesmo assim, as 20 camas disponíveis não são suficientes e, no IPO, há doentes a receber cuidados paliativos noutras enfermarias. "Um terço dos que morrem com cancro beneficiaria com cuidados paliativos." Nos doentes que entram pela consulta externa, "há algumas semanas de espera".


Emília Fradique, enfermeira da equipa intra-hospitalar de suporte em cuidados paliativos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sublinha que, além de "as ofertas não serem assim tantas e haver listas de espera, nos hospitais também se sentem outros problemas". "Há falta de sinalização dos próprios médicos" quanto aos doentes a precisar de cuidados paliativos, alerta. A profissional de saúde refere-se a " clínicos que praticam obstinação terapêutica". "Investem mal nos doentes até ao fim. Estão preparados apenas para curar e não percebem as necessidades evidentes destes doentes e familiares."


Luís Capelas, professor do Instituto Superior de Ciências da Saúde da Universidade Católica, fez estimativas baseadas nas mortes em Portugal em 2007 e chegou à conclusão de que a cobertura nesta área não chega a um por cento das necessidades. "A grande falha no sistema são as equipas comunitárias móveis que vão às casas e aos lares. No que toca apenas ao número de camas, a cobertura é maior e chega aos dez por cento: existem cerca de 80 camas, seriam precisas 800. Cerca de 21 por cento das mortes em Portugal são por cancro e 60 por cento terão necessidades de cuidados paliativos", nota o especialista.


A coordenadora nacional da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (que inclui os paliativos), Inês Guerreiro, diz que na rede há 71 camas para paliativos. Até ao final do ano aponta-se para 150 camas de internamento e quer-se que todos os centros de saúde venham a ter equipas domiciliárias que também darão apoio nesta área. Para Inês Guerreiro, contudo, mais importante do que ter unidades específicas é levar a cultura dos cuidados paliativos a todo o sistema - com todos os profissionais empenhados no alívio de sintomas e apoio emocional. Por isso, estão a apostar na formação.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Português premiado nos Estados Unidos por investigação na área das Neurociências

05.11.2008 - 17h59 Público Andrea Cunha Freitas
"O investigador português Ricardo Gil da Costa quis saber mais sobre o cérebro dos macacos e percebeu que estes animais e os humanos usam áreas idênticas quando se trata de comunicar e, mais precisamente, interpretar a linguagem. No próximo dia 17, na reunião anual da Sociedade de Neurociências que se realiza em Washington, recebe o Donald B. Lindsley, prémio que serve para reconhecer os melhores trabalhos desenvolvidos em todo o mundo na área da Neurociência Comportamental.Os resultados da pesquisa do cientista, publicados há já algum tempo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences e na Nature Neuroscience, já lhe tinham valido, no início deste ano, o prémio ISPA de Investigação em Psicologia. Desta vez, é a comunidade científica internacional que premeia o mérito de Ricardo Gil da Costa. O investigador dedicou os últimos anos ao estudo das funções cerebrais associadas à linguagem recorrendo à imagiologia para concluir que os macacos interpretam os sons dos seus semelhantes activando áreas idênticas às que estão associadas à linguagem (Broca e Wernicke) no cérebro humano. O prémio que lhe será atribuído este mês refere-se aos trabalhos desenvolvidos durante o doutoramento do investigador. Ricardo Gil da Costa foi doutorando do Programa Gulbenkian do campo da Biologia e Medicina. A pesquisa que serviu para a sua tese foi o resultado de uma colaboração entre o Instituto Gulbenkian de Ciência, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, a Universidade de Harvard e os Institutos Nacionais de Saúde. ..."


Como podem verificar e na continuação do post anterior, quando não temos condições cá dentro brilhamos lá fora.

Mas pergunto-me.

Será que posteriormente, os saberemos aproveitar, com estas mais valias cá dentro?

quinta-feira, novembro 06, 2008

Prémios Pfizer distinguem investigação nas áreas do HIV e da oncologia

Equipas de cientistas de Rita Cavaleiro e de João Barata distinguidas

06.11.2008 - 17h51 Público, Vera Monteiro

"As equipas de cientistas de Rita Cavaleiro e a de João Barata ganharam os prémios Pfizer de Investigação Clínica e Investigação Básica, respectivamente. Os prémios, de 20 mil euros cada, foram ontem atribuídos na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.O grupo de Rita Cavaleiro, da Unidade de Imunologia Clínica do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, realizou descobertas na área do HIV2, de modo a que seja possível futuramente intervir no “sistema imunitário, nomeadamente ao nível dos monócitos, de modo a reduzir esta activação do sistema imunitário e dessa forma reduzir o ritmo de progressão da doença”, explicou Cavaleiro.Já o trabalho da equipa de João Barata, também do Instituto de Medicina Molecular, dirigiu-se ao estudo da inactividade de proteínas, que impedem a progressão de tumores. Os investigadores descobriram que a proteína PTEN, importante para travar a progressão tumoral, está inactiva nas leucemias T. Segundo Barata, a proteína está lá, mas “adormecida, e portanto os tumores podem entrar”: “Verificámos também que ao caracterizarmos estes mecanismos, podemos impedir a progressão” do tumor.Foi também atribuída a bolsa Pfizer de Investigação, no valor de 60 mil euros, à equipa de Manuel Pestana, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. O projecto financiado irá incidir sobre o aumento do risco cardiovascular nos doentes com HIV, já que os acidentes cardiovasculares são uma das principais causas de morte nesta população."


MEMAI, dá os parabéns a estas duas equipes pelo esforço e trabalho desenvolvido em prol da saúde.

Por aqui se vê, que a investigação portuguesa pode vir a ter futuro, se forem criadas as condições para que ela se possa desenvolver.

quarta-feira, novembro 05, 2008

O 5º poder ao serviço do regime ?

Ou como um título jornalistico pode fugir do essencial, fazendo a propaganda desejada...para que serve dizer que uma estrutura prestadora servirá até 10.500 utentes ?

Não tem mais médicos interessados em lá trabalhar? Ou esse centro de saúde não tem (milagre!) utentes sem médico de familia?
Só falta equipar os profissionais com o espectacular Magalhães ( pois...se até os assessores do nosso Primeiro o usam...)!


Nova unidade de saúde servirá até 10500 utentes
"Espaço Saúde" de Aldoar vem colmatar falta de médicos de família
LILIANA FIGUEIRA


A mais recente Unidade de Saúde Familiar "Espaço Saúde", de Aldoar, no Porto, abriu e já começou a atender os primeiros dos 5250 utentes previstos. A qualidade dos cuidados é a aposta deste "projecto novo".


Depois da criação das unidades de Serpa Pinto e de Ramalde, esta é a terceira USF do Centro de Saúde de Aldoar a abrir, e que vem resolver a situação de alguns utentes que estavam sem médico de família. Como explicou, ao JN, a coordenadora da unidade, Cristina Sousa, trata-se de um "projecto novo, com autonomia funcional e organizativa".
Segundo a responsável, a prestação de cuidados "vai funcionar de uma forma diferente, que se acredita ser a mais eficaz e dar a melhor resposta às pessoas". Neste sentido, a unidade está a trabalhar com três médicos, quatro enfermeiros e quatro administrativos. Uma equipa pequena que, na opinião de Cristina Sousa, "vai ser mais flexível na organização e vai conseguir adaptar-se às mudanças necessárias".


No futuro, e por estar numa zona que, em termos populacionais, está em crescimento, a coordenadora da unidade prevê que a equipa aumente. "Estamos preparados para duplicar a capacidade de atendimento, visto que temos boas condições para atingir, no máximo, os 10500 utentes", garantiu.

Outra das potencialidades apontadas por Cristina Sousa refere-se ao facto de os utentes serem sempre atendidos: "Na falta de um dos profissionais, é assegurada a intersubstituição".

A nova USF vai prestar os serviços tradicionais de um centro de saúde, ao nível médico e de enfermagem. Haverá, por exemplo, consultas domiciliárias e específicas para determinados grupos, como as crianças e os idosos.


Para a directora do Centro de Saúde de Aldoar, Maria dos Anjos Reis Lima, "este modelo é óptimo. São profissionais que se conhecem, o que facilita o trabalho em termos de humanização e de comunicação".
A qualidade do atendimento é, aliás, a grande aposta do "Espaço Saúde", como refere uma das enfermeiras, Marilene Silva. "Não é preciso ir a um médico privado para haver bons cuidados. Nem tudo o que é público é mau", afirma a jovem. Maria Nunes, de 70 anos, utente da USF, confirma: "Estas novas unidades são óptimas e funcionam lindamente. Quem me dera que o privado fosse tão bom como é isto!".

sábado, novembro 01, 2008

Insulina Através Das Calças?

"Hoje no suplemento Saúde Pública do Expresso meteram uma foto de um rapariga a injectar insulina através dos jeans na sua coxa!

MEMAI, explica isto a intelectuais! já que os outros não verão nisso senão uma coisa muito prática e "simplicíssima"...
Um leitor ocasional
"

 

Sabemos que esse suplemento é essenciamente comercial, diria, comercialíssimo. Usa um termo caro na terminologia da Saúde: Saúde Pública.

Alegre: Tens Todo o Meu Apoio Para A Triste Situação!

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E não é que eu penso exactamente assim!

Sempre que acesso ao meu extracto bancário e leio mais uns encargos comissões, impostos do selo ao milionésimo cêntimo, taxas por tudo, e tudo sem uma explicação ou um sentido. (Está tudo afixado no balcão do banco!).

Ladrões! Predadores da Sociedade! E começam a controlar a Saúde!

Preparem-se para pagar o cócó e as mijinhas que dão no hospital, o ar que lá respiram, tudo, mas tudo irá cair no bolso dos banqueiros...

sexta-feira, outubro 31, 2008

SAUDE 24: atitudes intolerantes, prepotentes, fascizantes...ou interesses pessoais e pluriemprego?

Presença de enfermeira considerada “inconveniente nas instalações da empresa”
Linha Saúde 24 suspende subscritora da carta à ministra Ana Jorge
31.10.2008 - 16h43 Margarida Gomes


O Conselho de Administração (CA) da LCS-Linha de Cuidados de Saúde, SA suspendeu ontem uma das enfermeiras supervisoras fundadora do serviço Linha Saúde 24 por considerar a sua presença “inconveniente nas instalações da empresa”.

A enfermeira em causa foi a primeira subscritora da carta que um grupo de oito supervisoras do call center de Lisboa escrevera há dias à ministra da Saúde, Ana Jorge, denunciando um conjunto de anomalias no funcionamento daquela linha de atendimento.


Ana Rita Cavaco, que foi adjunta do ex-secretário de Estado da Saúde, Carlos Martins, do XV Governo, chefiado por Durão Barroso, foi suspensa sem qualquer nota de culpa. Na carta, entregue pelo director-geral, Luís Alves, à enfermeira supervisora, afirma-se que o “Conselho de Administração da LCS deliberou instaurar-lhe um processo disciplinar, com intenção de despedimento com justa causa, bem como a sua suspensão preventiva, com efeitos imediatos, sem perda de retribuição, antes da nota de culpa, tendo em conta que esta ainda não pôde ser elaborada e que é inconveniente a presença de V.Exa nas instalações da empresa”.


Há uma semana, este mesmo Conselho de Administração elogiava e agradecia o apoio de todos aqueles que trabalham na Linha Saúde. Num comunicado interno, o CA registava e enaltecia “o apoio a todos aqueles que nestes 17 meses de actividade têm desempenhado com rigor, brio, dedicação e profissionalismo a sua função e que têm prestado um serviço de inequívoca qualidade”. “Este nível de serviço tem sido reconhecido por entidades exteriores de auditoria, pela atribuição do 1º lugar no prémio de boas práticas no sector público (...)” e “sem essa dedicação e profissionalismo dos srs. enfermeiros, farmacêuticos e restantes quadros da empresa este resultado não teria sido possível”, acrescenta a administração da LCS.

No documento, a Linha de Cuidados de Saúde lastimava, por outro lado, as notícias que a comunicação social tornou públicas sobre o “caos organizativo” em que funciona a Linha Saúde 24, e acusava os media de “prejudicarem o serviço, a empresa e quem nelas trabalha”.


Essas mesmas críticas são hoje retomadas pela administração da empresa através de um comunicado que faz publicar em dois jornais nacionais e no qual explica que as “notícias não são verdadeiras e têm origem num conflito laboral relacionado com a organização de horários de alguns supervisores da Linha Saúde 24”. “Para acumularem empregos, esses enfermeiros supervisores pretendem, no essencial, que os horários da Linha Saúde 24 se subordinem aos horários que têm de cumprir noutras instituições e às conveniências da sua vida pessoal”, acrescenta o texto. O Conselho de Administração da LCS, acusa ainda aqueles profissionais de, “visando manter o pluriemprego, não hesitam, designadamente, em proferir afirmações, veiculadas pela comunicação social, que fazem tábua rasa de um acordo homologado em tribunal, mediante o qual, por livre consenso entre as partes, foi posto termo ao conflito laboral. E não hesitaram, também, pelas referidas razões pessoais, em pôr em causa a imagem profissional dos cerca de 300 enfermeiros, farmacêuticos e restantes elementos da estrutura da LCS”.


A empresa que explora a Linha Saúde 24 sai em defesa dos utentes e do seu bom nome e deixa claro que não vai tolerar mais polémicas, anunciando que, “para além do recurso aos meios disciplinares, alguns dos quais já accionados face a ocorrências verificadas, a LCS agirá por todos os meios convenientes, à salvaguarda do interesse dos utentes deste serviço e à indemnização de todos os danos que forem causados”.

Este Post Tem 5-anos-5! Vejam Como As Televisões Evoluiram... Era O Blog Um Bebé!

Exposição Pública da Doença – Algumas Dicas Para a TVI (E Não Só!)
É o primeiro serviço público que este blog oferece!

E com muito orgulho. Aqui poderão as televisões procurar as doenças para as notícias que encerram os nossos telejornais.
Haverá doenças para todos os públicos.

1) DISSECÇÃO DA AORTA – doença gira, em que a grande artéria do nosso corpo se auto-disseca. Pode ser uma urgência. Era uma grande “caxa” jornalística acompanhar a dissecção no seu percurso, desde o primeiro sintoma até à sala de operações.
2) COARCTAÇÃO DA AORTA – outra doença da nossa maior artéria. Será divertido entrevistar um doente coarctado e logo depois o cirurgião anti-coarctador (pois o tratamento é cirúrgico), de preferência o Prof. Manuel Antunes. Não esquecer as batas verdes.
3) DUCTUS ARTERIUS PATENTE – o nome em latim fica bem, em português poderá ser persistência do canal arterial. Se se contratar um bebé (ou os seus pais), com lágrimas dos avós, de permeio, durante a cirurgia, o share será máximo. Como é uma cirurgia programada, podem anunciar durante semanas!
4) ESTENOSE MITRAL – é uma doença banal, mas presidencial desde que o Presidente foi operado. Fica sempre bem dizer: tenho a doença do presidente.
5) ANGINA DE PEITO, DE PRINZMETAL e INSTÁVEL – três doenças semelhantes, com o mesmo sintoma. Dor no peito. Uma crise em directo, por exemplo num talk-show é uma ideia a não perder.
6) ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO – esta é uma sugestão para um programa do Herman. Convidar um intelectual fumador de três maços por dia, consumidor exagerado de álcool, com colesterol acima dos 400 mg/dL, hipertenso grave não tratado, obeso, com antecedentes familiares (aqui têm que ter um bom apoio das assistentes de pesquisa). Iniciar o programa com perguntas que lhe provoquem demasiada ansiedade e stress. É enfarte em directo garantido. A reanimação com uma equipa de uma VMER (já a postos nas bastidores) com entrevista durante a reanimação será um ponto alto do programa com vendas garantidas para outras televisões.
7) TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA – se filmada no paroxismo …
8) MORTE CARDÍACA SÚBITA – só contratando a Maya se poderá prever este evento. Mas será um êxito internacional. O programa poderá continuar na autópsia.
9) HIPERTENSÃO ARTERIAL / DIABETES – apesar de serem as doenças que provocam mais óbitos, não são muito telegénicas. Não será de apostar para o público em geral. Só actualizações no Canal Medicina.
10) DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA – mais conhecida por DPOC e muito ligada aos fumadores. Tossir permanentemente durante um talk-show, com uns cigarritos à mistura é uma boa propaganda ao tabaco.
11) ASPIRAÇÃO DE CORPO ESTRANHO – se o corpo estranho for o processo da Casa Pia e for aspirado completamente por alguém, até desaparecer, não haverá médico que o consiga recuperar. A principal complicação da aspiração de corpos estranhos, com diagnóstico tardio, é uma infecção piogénica do órgão, com o aparecimento de abcessos purulentos, de difícil controle.
12) SÍNDROME DE CHURG-STRAUSS – é um boa doença para o maestro Vitorino de Almeida dissertar na SIC Notícias por analogia com o Strauss das valsas.
13) SILICOSE, ASBESTOSE e outras PNEUMOCONIOSES – são doenças dos trabalhadores. Portanto não se mostram ao povo. Mostram-se em grandes reportagens direccionadas para a classe média alta para poder dizer angustiada: coitadinho do nosso povo trabalhador! Uma mesa redonda seria invariavelmente moderada por deputados do PCP e BE.
14) APNEIA DO SONO – é a doença da moda (assim como a fibromialgia), mas esta é real e causadora de muitos acidentes de trabalho e de viação. Sucesso garantido.
15) DOENÇA DO REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO (DRGE) – é também uma doença recente, mas que não é televisiva. Não haverá muito interesse em filmar um doente com azia e pirose. Aliás, azia e pirose é o que mais se sente quando se ligam as televisões!
16) SÍNDROME DE MALLORY-WEISS – uma boa hematemese de sangue vermelho vivo, se apanhada em flagrante num ambiente encarnado, como por exemplo, uma conferência de imprensa do PCP ou nas recentes eleições do Benfica e expelida em direcção a um operador de imagem, seria um momento televisivo único.
17) SÍNDROME DE BOERHAAVE – também uma doença aguda dos alcoólicos. Por exemplo, um inquérito de rua na 24 de Julho: Sofre do síndrome de Boerhaave?
18) DOENÇA DE WIPPLE – para além de ter um nome engraçado, tem um sintoma que pode ser aproveitado para programas de Domingo à tarde: movimento rítmico contínuo dos músculos oculares com a mastigação ou por outras palavras, miorritmia óculo-facial-esquelética ou óculo mastigadora.
19) FISSURA ANAL – doença a passar na SIC Radical, com anuscopia ou rectosigmoidoscopia em directo, com a introdução do fibroscópio pelo próprio Rui Unas.
20) HEPATITES A B C D e E – seria interessante fazer um debate moderado pela Laurinda Alves e Júlia Pinheiro, duas apoderadas das medicinas ditas alternativas, com um portador de cada tipo: um jovem para a A, um ex-toxicodependente para a B, para a C a Pamela Anderson e um transplantado hepático, um da classe média para a D, um da alta burguesia representaria a E, ainda um ex-alcoólico para a hepatite alcoólica, outro para a medicamentosa e por último, um para a auto-imune.
21) SÍNDROME DE BUDD-CHIARI – só pelo nome deveria ser produzida para o futuro canal 2.
22) COLEDOCOLITÍASE, CATARATAS, COXARTROSES, GONARTROSES – entrevistar estas doenças e fazer um concurso cujo tema seria, quem mais demorou a entrar na sala de operações.
23) ASCITE – seria uma doença para abrir o telejornal da TVI, de preferência contratar o ascítico com o maior abdómen, em vésperas de drenagem, e que se candidataria ao Guiness Book of Records. Poder-se-ia chamar o Director de Programas para in loco confirmar através da palpação daquela barriga, que se estava na presença de um abdómen sob enorme tensão e aplicar a primeira agulha para a sua drenagem.
24) LEUCEMIAS – sejam crónicas, agudas, mieloblásticas, linfocíticas ou de células pilosas. Em qualquer canal, a qualquer hora, para qualquer público. A das células pilosas tem sido pouco explorada.
25) POLICITEMIA VERA – doença desconhecida de muita gente, tem um nome sonoro, que vende. Ainda se usam aqui as sangrias medievais. Em directo fica bem. A Vera Roquete poderia ser a entrevistadora.
26) LÚPUS ERITEMATOSO SISTÉMICO – LES – Como já ouvi hoje na RTP1, fica para uma segunda grelha.
27) SÍNDROMES MIELODISPLÁSICOS – como são doenças da terceira idade, tem pouca saída. Talvez na SIC Nostalgia.
28) MACROGLOBULINÉMIA DE WALDENSTRÖM e DOENÇA DE VON WILLEBRAND – estas doenças terão que ser divulgadas pela Bárbara Guimarães, nos seus programas culturais. Não são doenças generalistas.
29) ARTROSES – incluindo os bicos de papagaio, as artroses dos joelhos, das cruzes, etc. São doenças populares. São grandes fornecedoras do PECLEC. Indicadas para os programas da manhã, para o Goucha.
30) JOANETES – doenças vulgares. Programas da manhã. Esta pode ser para a concorrência. Mas, para o mesmo tema, no horário nobre, falar-se-ia hallux valgus, calçado, cabeça do metatársico, exostoses, bursites, etc. Poder-se-iam mostrar fotografias de joanetes célebres.
31) DPPCD – parece a sigla de um partido ou movimento, mas significa DOENÇA DE DEPOSIÇÃO DE PIROFOSFATO DE CÁLCIO DIIDRATADO. Só pelo nome merecia também um lugar ao Sol. Pode não abrir noticiários, mas pelo menos no novo canal 2.
32) POLIMIOSITE-DERMATOMIOSITE, SÍNDROMA DE SJÖGREN, POLIARTERITE NODOSA, VASCULITE DE CHURG-STRAUSS, GRANULOMATOSE DE WEGENER, ARTERITE DE TAKAYASU, DOENÇA DE BUERGER, SÍNDROMA DE BEHÇET, DOENÇA DE PAGET – grande furo jornalístico seria convidar os senhores Sjögren, Churg e Strauss, Wegener, Takayasu, Buerger, Paget e Behçet acompanhados dos seus doentes. Seria uma Grande Entrevista da RTP1 com os habituais comentadores.
33) POLIMIALGIA REUMÁTICA vs FIBROMIALGIA – seria um Prós e Contras com a deputada Elisa de um lado e um polimiálgico do outro.
34) GINECOMASTIA – um concurso de beleza para homens, apresentado pela Teresa Guilherme ou pelo Júlio Isidro.
35) OSTEOPOROSE, MENINGITES, GRIPE – são doenças que só aparecem com grandes padrinhos por trás. Divulgam-se quando os padrinhos julgam oportuno.
36) BÓCIO – das primeiras doenças a ser expostas pelas ruas e praças, com grandes massas no pescoço. Não é necessário re-aparecer nas TVs.
37) SÍNDROME DE CUSHING, DOENÇA DE ADDISON e DOENÇA DE PAGET – mais uma mesa redonda, moderada por um endocrinologista de nomeada.
38) HIPOGONADISMO MASCULINO, HIRSUTISMO e DOENÇAS VIRILIZANTES DA MULHER – será muito difícil convencer estes doentes a exporem as suas doenças para o público em geral. Em tempos faziam parte do circo.
39) DENGUE, MALÁRIA, FEBRE AMARELA – doenças dos países pobres. Só saiem grandes reportagens a altas horas, para sermos poucos a ter vergonha da sociedade que criamos.
40) SÍNDROME DE CHOQUE TÓXICO ASSOCIADO A STAPHYLOCOCCUS AUREUS – a famosa doença dos tampões OB, que quase ia destruindo esta indústria. Também não deverá haver muitas interessadas a mostrar os seus tampões. Talvez a SIC RADICAL pudesse pegar.
41) DOENÇA DA ARRANHADURA DO GATO – doença engraçada para terminar um telejornal. Uma casa simpática com o felino causador, de preferência siamês ou mais exótico ainda, no colo da vítima.
42) INFECÇÕES – à TV que conseguir concorrentes para um novo Big Brother, proponho uma nova concepção. Seria assim: depois de isolados os 30 concorrentes numa casa hermeticamente fechada, lançar-se-iam dezenas de milhar de Streptococcus, Pneumococus, Staphylococcus, Clostridiuns, Bacillus anthracis, Corynebacterium, Bordetellas, Neisserias gonorrheae, Haemophilus, Legionellas, Salmonellas, Shigellas, Campylobacter jejuni, Vibrio cholerae, Brucellas, Francisellas, Yersinias pestis, Calymmatobacterium. Quem não adoecesse seria o vencedor. Entretanto, filmar-se-ia em directo o desenvolvimento das diversas doenças, com explicações práticas para alunos de medicina pelos mais reputados infecciologistas e bacteriologistas. Uma segunda edição seria com vírus e uma terceira com carrapatos.
43) NOCARDIOSE – é causada pela Nocardia asteróides e Nocardia brasiliensis. Um Cross Fire entre o cientista Carvalho Rodrigues pelo asteróides e o Filipe Scolari pelo brasiliensis. Poderia passar na Sport TV.
44) PÉ DE ATLETA – esta popular doença seria exclusiva também da Sport TV.
45) DEMÊNCIA, DELIRIUM, OLIGOFRENIA, DEFICIÊNCIAS VÁRIAS, CEGUEIRA – tudo isto já está exposto no Big Brother.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Perguntar Não Ofende: O Pepino Terá Um Caso Com A Ana De Vinhais?


O Sr Pepino é jornalista do Correio da Manhã. A Ana é uma jovem, muito jovem diria, professora de Vinhais. 


Foi colocada há 2 meses em Santarém. Mas teve um abortamento em casa (o dono do espermatozoide não aparece na reportagem). 

Por vias do Aborto foi à Urgência do Hospital, mas queixou-se, presumo, de um ouvido.

Mandaram-na para casa repousar. Sim um Aborto é sempre um Aborto, espontâneo ou não. 

Por vias disso, foi ao Atendimento Complementar do CS de Santarém e disse para a médica-que-a-maltratou (o Pepino não esclarece se houve ou não vias-de-facto): QUERO uma "cradencial" para para fazer uma ecografia e outra para uma consulta do especialista dos "óvidos".

Segundo o Pepino, parece que a médica-que-a-maltratou não tolerou as exigências, pois a piquena e giraça Ana pensou que estava no supermercado a aviar credenciais...

E aos despois, a médica-que-a-maltratou disse: vou-te maltratar e maltratou-a. E prontus
A utente maltratada, saiu do consultório, dizendo, maltrataste-me, bolas, bolas. Vou fazer queixa de ti, médica-que-a-maltratou, e vais ver que o último a maltratar é o que maltrata melhor.

Quando ia a chegar à rua, aparece o Pepino com um letreiro na testa: "Sou do Correio da Manhã, ganho à peça. As coisas da saúde valem mais. Procuro pessoas maltratadas."

E foi paixão à primeira vista. A Ana de Vinhais, segundo testemunhas oculares, vinha muito maltratada, o Pepino à procura de pessoas maltratadas. A Ana de Vinhais (confesso que tem um corpinho bem jeitoso) disse: Senhor Pepino, não chore. Eu fui maltratada agorinha mesmo. Posso servir de modelo. Não quer ir jantar a qualquer lado para lhe contar a minha história? Até lhe posso mostrar as nódoas negras, mas só a si. Estão por baixo da roupa.  No jornal não. é lá para em Vinhais perceberem como só precisou de 2 meses para ficar famosa...

O resto já se sabe, do casamento de ocasião, nasceu uma notícia que será provavelmente a notícia mais importante do nosso Serviço Nacional de Saúde nestes 30 anos de vida.

Para mais informações comprem o Correio da Manhã, umas manhãs atrás e explorem a notícia toda. Até podem fazer um recorte da foto da Ana e colocarem na mesinha de cabeceira, junto ao despertador... para recordar todos os dias de manhã antes do duche, de fazer a barba ou lavar os dentes...

Por Estar De Acordo, Pois Deviam Ser ZERO!

Com o devido respeito, transcrevo do blogue do jornalista Carlos Enes o seguinte post sobre o INEM.

Quando ouvi a resposta do INEM ao caso das chamadas perdidas, pensei: a minha Ministra tem que demitir todas as chefias do INEM.

Como é possivel alguém argumentar que um serviço de emergência fica satisfeito por "perder trezentas e tal chamadas". O objectivo mínino seriam ZERO CHAMADAS.

Mesmo aceitando que estatisticamente as "trezentas e tal chamadas" podem representar pouco, nunca saberei quantas pessoas morreram, se somar dia a dia as "trezentas e tal chamadas".

O IMEM, que já fui um seu defensor deveria acabar. Assim como a vertente da Saúde dos bombeiros.

Sobre as suas cinzas deveria nascer uma nova organização institucional, moderna e profissionalizada a 100%, independente dos hospitais com médicos e técnicos paramédicos preparados e constantemente actualizados.

O post de Carlos Enes:

"O INEM, ATRAVÉS DE FONTE OFICIAL NÃO IDENTIFICADA, ACABA DE DIZER AO JORNAL DE NOTÍCIAS QUE NÃO PERDE, OU DEIXA POR ATENDER, QUATROCENTAS CHAMADAS DE SOCORRO POR DIA. "SERÃO ANTES TREZENTAS E POUCAS".

Lê-se e não se acredita. Mas é sintomático de duas coisas. Uma política de comunicação inaceitável num organismo público e, muito mais grave, uma inesperada irresponsabilidade social.

Primeiro, vamos à política de comunicação. A TVI noticiou há uma semana que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Lisboa do INEM, responsável pelo atendimento e accionamento de meios de socorro aos distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Évora e Beja, chega a "perder" centenas de chamadas por dia. A reportagem, que pode ser vista neste excerto do Jornal Nacional de 6.ª feira, 17 de Outubro, às 21:08, não foi feita nas costas do INEM. Fizemos, cara a cara, a pergunta necessária à Directora de Emergência Médica do INEM e pusemos no ar a resposta. Esta semana, antes da nova notícia , o INEM foi previamente questionado sobre tudo: o caso concreto do esfaquedado que ficou meia hora à espera, o caso concreto de uma segunda-feira negra, e o caso genérico de toda a informação financeira e operacional disponível sobre o sistema informático. Trata-se de informação pública por Lei, mas o INEM não respondeu a nada. Preferiu ficar sentado a ver o jornal da TVI para responder a seguir, ao Jornal de Notícias, que as chamadas perdidas foram "trezentas e poucas". Ridículo.

Agora, a irresponsabilidade social. Ao contrário do que informa a fonte oficial do INEM, já antes da instalação, em Março, do módulo de georeferenciação do novo sistema informático, que custou uma fortuna, era possível medir o número de chamadas perdidas. Mesmo que não fosse, basta perguntar à polícia, que encaminha as chamadas 112, ou aos bombeiros, que recebem activações com meia hora de atraso, se sempre foi assim. Mas nem sequer é preciso a quem manda no INEM dar-se a tanto trabalho. Basta alguém do Conselho Directivo ter a coragem de descer uns andares e perguntar directamente aos operadores que atendem as chamadas.

Sempre houve chamadas perdidas? Residualmente, talvez. Porque se os senhores que mandam souberem ler, podem consultar os relatórios de actividades de 2004 e 2005 da instituição que dirigem. Aí ficarão a saber que os operadores de atendimento respondiam a uma média de cinco chamadas por hora. E agora, que o número de operadores foi drasticamente reduzido, seguindo a espúria tendência da administração púbica para poupar em recursos humanos e aumentar proporcionalmente os milhões disponíveis para negócios de contratação externa, quantas chamadas atende cada operador por hora e quantas perdem eles todos em conjunto? Agora, que bancadas inteiras de postos de atendimento foram retiradas da sala do CODU de Lisboa, que chegam a estar seis ou sete pessoas para atender as chamadas todas de socorro de cinco distritos, como é?

Claro, o que é preciso é comprar helicópteros para salvar a reforma louca de um ministro que sabia de tudo mais do que toda a gente. O que é preciso é montar um majestoso "hospital de campanha" e estacionar um batalhão de ambulâncias na Avenida da Liberdade por causa de um carro de fórmula 1 que anda por lá a fazer publicidade, não vá o carro despistar-se para cima das pessoas ou da própria estátua do Marquês.

A minha segunda maior curiosidade é saber se a ministra da Saúde vai engolir mentiras ou exigir soluções. A maior curiosidade de todas é contar quanto tempo vai durar esta irresponsabilidade grosseira que pode matar pessoas e certamente já matou algumas."

terça-feira, outubro 28, 2008

Os juízes têm cada uma...mas a culpa até nem é deles...

Os juizes têm cada uma na avaliação e aplicação da lei... ainda está bem fresca na memória aquela decisão de mandar em liberdade o individuo que, em plena esquadra da PSP, atingiu com vários tiros outra pessoa.


Agora é esta decisão do Supremo que não considera a Interrupção Voluntária da Gravidez como um acto médico !


Supremo considera legal anúncio sobre clínica de abortos
28.10.2008, Pedro Garcias
Acórdão sustenta que IVG não é um acto médico, pelo que o seu anúncio não viola o Código da Publicidade

O Supremo Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso apresentado pela associação Sabor da Vida para que fosse considerado nulo o contrato de publicidade estabelecido entre a Clínica dos Arcos e a empresa proprietária do jornal Correio da Manhã.

Em causa estava a publicação de um anúncio daquela clínica espanhola (conhecida por realizar abortos) com informação sobre os seus contactos e a frase "Interrupção voluntária da gravidez". Em primeira instância, o Tribunal Cível de Lisboa tinha dado razão à associação, que, na queixa apresentada em 22 de Outubro de 2003, havia invocado o artigo 19 do Código de Publicidade, segundo o qual é proibida a publicidade a tratamentos médicos e a medicamentos que apenas possam ser obtidos mediante receita médica.

Aquele tribunal considerou a interrupção voluntária da gravidez um acto médico que só pode ser executado sob prescrição médica e declarou a nulidade do contrato de publicidade, condenando a Clínica dos Arcos a abster-se de publicitar "anúncios abortófilos".

A clínica recorreu para o Tribunal de Relação e este julgou procedente o recurso, baseando a decisão no facto de não considerar a interrupção voluntária da gravidez um acto médico. A Relação defendeu que um tratamento implica uma doença e é para salvaguardar os consumidores doentes que existe o Código da Publicidade. "Ora, não sendo a gravidez uma doença, a sua interrupção não constitui um tratamento médico, nem está sujeita a receita médica, é antes uma terapêutica, entendida esta como arte, ciência de cuidar de doenças e doentes".

A Sabor da Vida recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça, mas os juízes responsáveis pelo acórdão, com data de 23 de Outubro, reiteraram as posições da Relação, considerando que, para efeitos do Código da Publicidade, a interrupção da gravidez não constitui um acto médico, pelo que o anúncio em causa não constitui publicidade proibida, nem tão-pouco é ofensivo dos bons costumes. O mesmo anúncio, ainda de acordo com oacórdão, também "não encoraja "comportamentos prejudiciais à saúde e segurança do consumidor".

Não sendo acto médico pode ser feito por uma enfermeira ou uma qualquer habilidosa abortadeira ...ou praticantes das ditas alternativas...ou pela Miquinhas da Não-sei-quê!

Porque espera a Ordem dos Médicos (e o Ministério da Saúde é parte interessada) para retomar o processo de regulação do acto médico!

domingo, outubro 26, 2008

Mais Uma Descoberta dos Jornalistas do Público...

 

 

"Centro Hepato-Biblio-Pancreático e de Transplantação do Hospital Curry Cabral, em Lisboa"

 

Provavelmente o Eduardo Barroso introduz livros dentro dos figados. Pode melhorar a iliteracia dos jornalistas.