sábado, janeiro 03, 2009

Não me comprometa pf...!

Pois... até o Expresso não sabe que os Clínicos Gerais não são Médicos Especialistas...e que se aumenta o seu número ao serviço nos Centros de Saúde, tal é pouco abonatório ...

Lisboa, 02 Jan (Lusa) - Nos 346 centros de saúde do país existiam apenas, em 2007, 14 ginecologistas/obstetras, oito estomatologistas, sete dentistas e o mesmo número de otorrinolaringologistas e psiquiatras, revela um relatório da Direcção-Geral de Saúde.

O relatório Centros de Saúde e Hospitais - Recursos e Produção do Serviço Nacional de Saúde (SNS) 2007, publicado no site da Direcção-Geral de Saúde, refere que houve um decréscimo no número de médicos em serviço nos centros de saúde: de 7.096 em 2006 para 7.033 em 2007.

Essa diminuição de médicos reflectiu-se nas especialidades disponíveis nos centros de saúde. Em 2006 haviam 20 dentistas, número que baixou para sete no ano a seguir, o mesmo se passando com os ginecologistas/obstretas, que eram 20 em 2006 e passaram a 14.

A pediatria foi outra especialidade que registou quebras nos números, tendo num ano baixado de 56 para 43, adianta o relatório da DGS, que indica ainda que existem apenas 22 oftalmologistas e 21 pneumologistas nos centros de saúde do país.

Mas houve especialidades médicas que viram aumentar o número de médicos, nomeadamente os clínicos gerais (919, mais 58 que em 2006) e os dermatologistas, que passaram de 19 para 33.

Segundo o relatório da DGS, foram dadas nesse ano 28.989.906 consultas nos centros de saúde, menos 648.727 do que em 2006.

Nos hospitais também se registou uma ligeira diminuição no número de médicos especialistas, que baixou de 16.549 em 2006 para 16.485 no ano a seguir, sendo a ginecologia/obstetrícia a especialidade mais atingida, com 814 médicos em 2006 e 785 em 2007, seguindo-se a urologia (213 médicos, menos oito que em 2006).

As restantes especialidades viram aumentar o número de médicos nos hospitais.

A nível de consultas de especialidade médica nos hospitais em 2007, o relatório da DGS indica que foram registadas 5.719.257 consultas, mais 287.787 do que no ano anterior.

A Medicina Interna foi a que registou o maior número de consultas (485.047), seguindo-se a psiquiatria (453.987) e a pediatria (424.662).

Em 2007, foram realizadas 576.112 intervenções cirúrgicas, mais 25.989 do que no ano anterior.

Foram ainda realizados 85.377 partos nos hospitais portugueses, dos quais 46.878 eutócicos (parto normal) e 27.295 cesarianas, que representaram 24 por cento dos partos realizados em Portugal nesse ano.

Segundo o relatório, 4.182 mulheres fizeram interrupção voluntária da gravidez (IVG).

Em Outubro, a ministra da Saúde afirmou que o reforço de especialistas nas diversas áreas da medicina é uma das prioridades do Governo.

"Colmatar a falta de especialistas é uma das nossas prioridades", explicou Ana Jorge à margem da inauguração das novas instalações da Urgência de Pediatria do Hospital de Faro.

Segundo a ministra, além de medicina geral e familiar, serão reforçadas também outras especialidades onde "existem grandes carências", apontando os casos de obstetrícia, pediatria, ortopedia, urologia e anestesia.

A Lusa tentou hoje contactar o Ministério da Saúde, o que não foi possível até ao momento.

O bastonário da Ordem dos Médicos preferiu não comentar o documento, alegando não o conhecer.

HN.

Lusa/fim

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Ingenuidade jornalística inadmissivel !

Isso mesmo!
Inadmissivel como uma jornalista de créditos firmados na área da Saúde, como o é a Alexandra Campos do jornal Público, tira da cartola estas afirmações e conclusões!
Salva-se a análise lapalissiana de alguns dos comentários reproduzidos...

Número de médicos diminuiu em 2007, mas aumentou o de enfermeiros
SAP com menos 619 mil consultas em 2007

02.01.2009 - 08h37 Alexandra Campos

Os portugueses continuam a recorrer muito aos serviços de urgência dos hospitais, mas os centros de saúde fazem cada vez menos atendimentos não programados.
Em 2007, enquanto as urgências hospitalares voltaram a aumentar, ainda que a um ritmo moderado, o número de consultas em Serviços de Atendimento Permanente (SAP) dos centros de saúde diminuiu perto de 11 por cento em comparação com 2006. No total, durante 2007 os SAP fizeram menos 619 mil consultas de recurso, as chamadas "urgências" dos centros de saúde, enquanto nos hospitais o número de episódios de urgência ficou perto de 6,6 milhões, mais 124 mil do que em 2006, revelam as estatísticas sobre os recursos e a produção das instituições do SNS que acabam de ser divulgadas pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O fenómeno do crescimento da procura dos serviços de urgência hospitalares em Portugal já tinha sido admitido pelo ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, no seu livro Reformas da Saúde - O fio Condutor publicado em Setembro. "O acesso à urgência aumentou quase cinco por cento no período [entre 2004 e 2007], com mais 293 mil pessoas atendidas em 2007 do que em 2004", constata o ex-ministro. Este aumento contraria um dos objectivos do polémico processo de reorganização da rede de urgências - que desencadeou uma grande contestação popular e esteve na base da sua saída do Governo, no início deste ano.

Durante o seu mandato, Correia de Campos mandou encerrar vários SAP durante o período nocturno, para além de ter ordenado o fecho de uma série de serviços de urgência hospitalares. Mas foi sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo e no Centro que aumentaram as urgências hospitalares; no Norte, onde encerraram vários SAP, aconteceu o contrário.

Os especialistas que delineram a reforma defendem que o aumento do número de urgências não é um bom indicador para o sistema de saúde, até porque os portugueses recorrem de uma forma excessiva a estes serviços (calcula-se que cerca de 40 por cento são falsas urgências). E um dos objectivos da reforma era justamente o de conter a procura inadequada.

Em entrevista ao PÚBLICO, Correia de Campos desdramatizou este crescimento que, acentuou, é contrabalançado pelo aumento "muito mais rápido das consultas hospitalares". E defendeu que o impacto da reforma, com a abertura de Unidades de Saúde Familiar e a linha telefónica Saúde 24, demorará algum tempo a fazer-se sentir.

Nos centros de saúde os resultados já são visíveis: graças ao prolongamento de horários [que prolongamento ? ? ], há cada vez mais consultas no horário normal (28,9 milhões em 2007, contra 28,3 milhões em 2006, portanto mais cerca de 600 mil), uma alteração positiva do padrão de resposta dos serviços, segundo os especialistas.

As estatísticas agora divulgadas pela DGS permitem ainda constatar um outro fenómeno: os hospitais e os centros de saúde públicos perderam médicos mas ganharam enfermeiros em 2007, comparativamente com o ano anterior. A entrada de novos médicos (internos) não terá compensado a saída de clínicos no Serviço Nacional de Saúde (em 2007 havia menos 119 médicos nos hospitais e centros de saúde do que em 2006). Em contrapartida, de um ano para o outro o número de enfermeiros cresceu 965, com o aumento a verificar-se sobretudo nos hospitais. As especialidades mais afectadas pela diminuição de médicos nos hospitais são as de ginecologia/obstetrícia, oftalmologia, urologia e ortopedia. Também o número de partos diminuiu de um ano para outro: em 2007 os hospitais públicos fizeram 85.377 partos, menos três mil do que em 2006.


comentários
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02.01.2009 - 14h15 - MAROCHA, LISBOA
Há menos atendimento nos SAP porque fecham ao início da noite e quem trabalha, porque não pode faltar ao trabalho durante o dia, prefere ir à noite às urgências dos hospitais!!!! Será que é difícil chegar a esta trista conclusão????


02.01.2009 - 14h04 - albino sampaio, lisboa
mas o que é que esperavam? com o fecho desenfreado de SAP's por esse pais fora, com a retirada de qualidade de atendimento aos poucos que ficaram abertos,querem que as pessoas para lá se dirijam? as pessoas procuram onde, à partida,pensam ver o seu problema de saúde urgente,rsolvido. Hoje os SAP's, quase (é com tristeza que se diz isto) que podiam ser substituídos por mero "call-center". Este governo deve estar MUITO SATISFEITO pelo maneira como tem "tratado da saúde" dos cidadãos que não têm dinherio para instituições privadas de saúde. Como se diz na minha aldeia, devia borrar a cara com m...a.

02.01.2009 - 14h01 - Ana Gomes, Parede, Portugal
HAP de Carcavelos como eu o percebo! Leia o meu comentário (Ana Gomes). Sou uma das tais que às vezes tem médico e outras não, do Centro de Saúde da Parede. Já houve alturas de me mandarem fazer análises, RX , Ecografias e outros exames complementares que eram deixados, posteriormente, no serviço dos sem médico a aguardar que algum cliníco os visse. Um dia perguntei se alguma vez iriam conhecer o corpo a quem pertenciam os exames!

02.01.2009 - 13h49 - Ana Gomes, Parede, Portugal
O seu comentário reflecte bem o cerne da questão. Aliás, a noticia que a Lusa hoje divulga sobre o encerramento do atedimento das 00H00 às 08H00 numa extensa lista de postos de saúde vem validar o seu comentário e, subsequentemente, os números que o sistema irá difundir em Janeiro de 2010. Teremos, nessa data, certamente mais recurso às urgências e menos nos postos de saude. Eu então nem tenho alternativa, já que tão depressa tenho médico de família, como não (suspendem-lhe o contrato, sabe-se lá porquê se a Ministra diz que fecha os SAP para reforçar as consultas diurnas) e sou relegada para o grupo dos "sem médico" que, passo devido respeito por quem vive na rua, parece os grupo dos "sem abrigo". Lá fico eu e os outros com um papelito na mão e uma senha de atendimento na outra, para justificar o porquê de estarmos doentes e se nos deixam ser consultados. Já agora, desculpe lá senhora ministra o mau jeito, mas com tanto imposto que pago não me parece mal que possa estar doente. Até porque se for uma doença que não me permita trabalhar não tenho outra forma de o justificar na empresa onde trabalho. E se for ao hospital ainda corro o risco de me perguntarem o que estou lá a fazer.

02.01.2009 - 11h57 - Nuno Lagoa, Porto
O Jerúndio tem razão. A comparação de números totais é totalmente enganadora. Se fecharam SAPs, há que comparar o número de visitas apenas nos que ainda estão abertos. É que se assim não for feito, dá a impressão que, com o aumento de visitas às urgências dos hospitais a não ultrapassar a diminuição das visitas aos SAPs, 1) os portugueses estão mais saudáveis 2) estão a visitar menos as urgências 3) estão a automedicar-se 4) estão a recorrer aos serviços de saúde privados. Não me admiraria aliás que esta última conclusão fosse verdadeira: em 2008 houve um aumento enorme da utilização dos serviços de saúde privados, talvez decorrente do aumento enorme dos custos do SNS aos sub-sistemas de saúde públicos e privados, tornando-os menos competitivos face aos serviços privados

Centros de Saúde: 30 viram horário nocturno fechado, mais 46 mudarão horário


02 de Janeiro de 2009, 08:05
Lisboa, 02 Jan (Lusa) - A reforma dos cuidados de saúde primários conduziu ao encerramento dos horários nocturnos de 30 centros de saúde e mais 46 vão ter os seus horários alterados, segundo o Ministério da Saúde.
De acordo com a tutela, as alterações dos horários de funcionamento dos centros de saúde estão relacionadas com "uma melhor gestão dos recursos humanos".
O objectivo é "disponibilizar mais consultas aos cidadãos no período normal de funcionamento do centro de saúde".
Por esta razão, e desde 2005, deixaram de funcionar entre as 00:00 e as 08:00 os centros de saúde de Caminha, Alijó, Murça, Vila Pouca de Aguiar, Oliveira do Bairro, Sever do Vouga, Aveiro, Mealhada, Condeixa a Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penacova, Penela, Soure.
A medida afectou igualmente os centros de saúde de Vila Nova de Poiares, Gorjão Henriques e Arnaldo Sampaio (Leiria), Nazaré (SAP Verão) São Pedro do Sul, Vouzela, Silves, Beja, Azambuja, Lourinhã, Cadaval, Ourém, Grândola, Caminha e Cadaval.
Além destes centros de saúde, mais 46 irão sofrer alterações nos horários. Contudo, a equipa de Ana Jorge garante que irão ser criadas "as condições necessárias para a reorganização dos horários nocturnos" das unidades.
O Ministério da Saúde lembra que o funcionamento nocturno dos centros de saúde "implica ter um médico, um enfermeiro e um administrativo para atender situações não urgentes em períodos em que os cidadãos recorrem em número diminuto, a partir da meia-noite".
"O processo estará terminado quando as respostas alternativas estiverem no terreno e os cidadãos sentirem a necessária segurança", assegura o Ministério.
A reestruturação dos cuidados de saúde primários implicou ainda que alguns centros de saúde tenham sido transformados em Serviços de Urgência Básica (SUB).
Foram já criados SUB em Fafe, Amarante, Barcelos, Macedo de Cavaleiros, Monção, Lamego, Valongo, Águeda, Oliveira de Azeméis, Arganil, Seia, Pombal, São Pedro do Sul, Tondela, Lagos, Albufeira, Loulé, Vila Real de Santo António, Estremoz, Elvas, Odemira, Alcácer do Sal e Alcobaça.
O encerramento dos serviços de urgência foi uma das medidas mais polémicas de António Correia de Campos, substituído em Janeiro deste ano por Ana Jorge.
SMM.
Lusa/Fim



Não são com medidas avulsas que se resolvem os problemas de saúde de uma população.


De acordo com o primeiro parágrafo da notícia, a reforma dos CSP fez com que se encerrassem os SAP por questões económicas.


Agora e com uma melhor gestão da racionalização dos recursos humanos (?), vão pretender aumentar as consultas nos horários normais dos Centros de Saúde.


Parece que alguém se acha, ou pretende imitar Jesus, fazendo um novo milagre da multiplicação dos pães, neste casos das consultas, ou então entrar no esquema da consulta "à la minute".


Olhem o "passarinho"!!!

quarta-feira, dezembro 31, 2008

sábado, dezembro 27, 2008

CHEGA DE HIPOCRISIA !!!

Saúde
Número de utentes nas urgências é 30 por cento superior ao normal devido a epidemia de gripe

27.12.2008 - 13h12 Lusa


As urgências hospitalares atenderam, em média, na última semana, cerca de 13 mil pessoas por dia, mais 30 por cento do que é habitual nesta época, segundo dados da Direcção-Geral de Saúde (DGS).

Em declarações à Lusa, o coordenador do dispositivo da DGS que monitoriza a afluência às urgências explicou que este aumento se deve, sobretudo, a uma epidemia de gripe, que deverá prolongar-se, pelo menos, durante os próximos 15 dias. "A média [de afluência às urgências] da última semana está acima das 13 mil pessoas por dia, quando o valor esperado para esta época varia entre as oito e as 10 mil", afirmou Mário Carreira.



Só na passada segunda-feira, por exemplo, 15 mil portugueses foram às urgências hospitalares de todo o país, o que representa um aumento de 50 por cento em relação à média normal de atendimento. "Estamos perante uma epidemia de gripe que está a causar esta elevada afluência aos hospitais. É provável que se mantenha ao longo das próximas duas semanas, até porque só na semana que vem é que deverá ser atingido o pico da epidemia", adiantou o responsável.



A DGS não dispõe ainda de dados relativos à afluência às urgências registada ontem, um dia que foi particularmente crítico em muitas unidades hospitalares, como o Amadora-Sintra, que chegou a ter um tempo de espera de cerca de 12 horas, mesmo para casos classificados como urgentes e muito urgentes.

No Hospital de Santa Maria (HSM), em Lisboa, o tempo de espera não foi tão grande, mas registou-se igualmente um "aumento do número de utentes atendidos", situação que "foi acalmando ao longo da noite e que se encontrava normalizada esta manhã", segundo o director clínico, João Correia da Cunha. Segundo Mário Carreira, a elevada afluência não se verificou apenas na região da Grande Lisboa, mas "um pouco por todo o país".



No Grande Porto, por exemplo, o Hospital Pedro Hispano, de Matosinhos, tem estado a registar grande afluência de utentes devido à gripe, o que provocou atrasos de sete a oito horas no atendimento.

Já no São João e no Santo António, os dois hospitais centrais da região, o número de utentes atendidos sexta-feira foi considerado normal.



No Algarve registou-se também um pico de afluência, apesar de esta não ter ultrapassado os parâmetros normais para a época, segundo disse à fonte do Hospital Central de Faro.



É isso mesmo! Hipocrisia!



Porquê esta crise na Grande Lisboa?

Lembrem-se agora do golpe de rins que os muchachos de Correia de Campos (e nomeadamente o seu mentor, o seráfico mentor e ex-presidente da ARSLVT, de nome António Branco , e que as más línguas dizem ser o iluminado conselheiro) tiveram que dar face ao entupimento dos SU hospitalares depois do fecho de SAPs e similares, reabrindo serviços dos CS da Grande Lisboa!!!



Porque é que no Grande Porto isso não aconteceu o ano passado e igualmente este ano segundo relatos que nos chegam dos médicos da região?

Porque não me acredito que a taxa de vacinação antigripal fosse exorbitante assim como tenho dificuldade em acreditar que o pessoal do Nuorte e do Puorto seja assim tão rijo, vou mais para um publico reconhecimento do bom senso do conselho directivo da ARS Norte, que manteve a funcionar os cinco SASUs da região e ainda deu continuidade ao prolongamento de horario de uma ou outra USF !



Tem custos, pois tem...mas isto é o SNS!



quinta-feira, dezembro 25, 2008

Esteves, O Tal Jornalista Que Não Se Responsabiliza Pelos TÍtulos Dos Seus Artigos.

Este jornalista que por vezes passa por “este esgoto” sujou-se mesmol.

Leiam o parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.

“REVISTA "SÁBADO" LEVA UM DEONTOLÓGICO PUXÃO DE ORELHAS

Na sequência de uma queixa formal do SIM ao Conselho Deontológico do Sindicato de Jornalistas, em Setembro deste ano, contra a publicação na revista Sábado de uma notícia escrevinhada por um tal Esteves e intitulada "Há médicos que agridem doentes nos hospitais" e que, por falsa e como tal pronta e liminarmente desmentida pela IGAS, se considera ofensiva para os médicos, recebemos a comunicação que pode consultar em anexo.
Destaque para que o autor da notícia declarou nos autos que escrevinhou o corpo da mesma mas deixou para alguém o título... profissionalmente brilhante... ou como se foge com o rabo à seringa…

Parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.”

Para quê serem masoquistas e aturar médicos? Sirvam-se!










quarta-feira, dezembro 24, 2008

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Quantos mortos e estropiados nas estradas portuguesas ?

Risco de “aquaplaning”
Observatório de Segurança preocupado com “lençóis de água” nas estradas

22.12.2008 - 10h16 PÚBLICO


Um estudo em sete auto-estradas e via rápidas, do Observatório de Segurança de Estradas, concluiu que nenhuma foi pensada de modo a evitar os lençóis de água.



Esta situação leva esta organização a acusar, em declarações à rádio TSF, os construtores e o Estado de não estarem preocupados com a vida dos automobilistas.



O Observatório denuncia que a lei não está a ser cumprida e diz que, das vias analisadas (CRIL, A8, A5, A2, A12, IP 7, IC32), nenhuma foi construída de acordo com as regras previstas na legislação para evitar os lençóis de água, que todos os anos causam acidentes.



Segundo o presidente do Observatório, Nuno Salpico, todas apresentaram falta de sistema de drenagem para evitar a acumulação de água, o que poderá levar a situações de hidroplanagem (“aquaplaning”).Este responsável diz que a solução para este problema é económica e simples: “Localização adequada de drenos, de rachas, no pavimento que permitissem escoar a água das chuvas quando ela acontece.”

Quando as unhas são cortadas demasiado rentes os sabugos é que se amolam...

Nova tabela para médicos ameaça saúde no interior

CARLA AGUIAR e CATARINA GUERREIRORODRIGO CABRITA - ARQUIVO DN Saúde.


Os hospitais mais carenciados do interior antevêem uma crise com a fixação de preços máximos para os médicos tarefeiros. Directores dizem que, ao baixar os honorários para quase metade, deixa de ser atractivo para os profissionais. E urgências correm o risco de ficar vazias. Regras entram em vigor já em Janeiro


Os novos valores fixados pelo Governo para pagar a hora de trabalho dos médicos tarefeiros (máximo de 35 euros para especialista e 27,5 euros para clínicos gerais) ameaçam virar o feitiço contra o feiticeiro e deixar as urgências dos hospitais do interior do País sem médicos.

A razão está no preço, que, ao baixar para cerca de metade do que é pago actualmente, pode deixar de ser suficientemente atractivo para que os médicos se desloquem quilómetros até aos pontos mais carenciados. Essa é a leitura de directores de hospitais, médicos e sindicalistas ouvidos pelo DN de norte a sul, em reacção à circular emitida sexta-feira pelo ministério que entra em vigor em Janeiro.


"Se já era difícil atrair médicos para Bragança, agora ainda será mais", disse ao DN o administrador do Centro Hospitalar do Nordeste, que admite recorrer de forma regular a cerca de 15 médicos em regime de prestação de serviço. Embora as tabelas praticadas no seu hospital não costumem ir além dos 40 euros, Henrique Capela considera que "os hospitais do interior até deveriam ter uma margem de manobra de pagar um pouco mais além", sob pena de se tornarem muito menos atractivos do que hospitais que não exijam deslocações demoradas.


O mesmo receia o director do Hospital de Beja, Rui Sousa Santos, para quem perder médicos passa a ser um "risco real" da sua urgência. O administrador concorda com a fixação de limites nos preços que estavam descontrolados, mas apela à sensibilidade para as "especificidades do interior". "Vamos ver como o mercado reage a estas novas regras, para decidir o que fazer", esclarece o responsável do Hospital de Beja, que contrata tarefeiros por 65 euros por hora de várias especialidades, particularmente obstetras e anestesistas.


O Hospital de Portalegre também se sente ameaçado. Uma fonte hospitalar disse ao DN que a situação é "preocupante" uma vez que, por exemplo, na triagem todos os profissionais são contratados. A necessidade de recorrer a médicos tarefeiros está longe de ser um exclusivo do interior, sendo, pelo contrário, uma prática corrente em todos os hospitais, que reagem à novidade com igual preocupação.


"Ainda esta manhã médicos espanhóis tarefeiros me comunicaram que para ganharem 27 ou 35 euros à hora vão deixar de vir a Portugal porque não compensa", disse ao DN Isidoro Duarte, que ontem chefiava a equipa de urgência do Hospital de Portimão. Aquela unidade tem contratos de prestação de serviço com médicos que chegam de Ceuta, de Sevilha, de Lisboa ou de outros pontos do país. Segundo aquele clínico, cerca de metade dos tarefeiros são estrangeiros, com os espanhóis à cabeça, mas também ucranianos, moldavos ou brasileiros. Quanto aos portugueses de Lisboa que se deslocam a Portimão "é frequente virem trabalhar um fim de semana prolongado e, para tal, alugam uma casa". "Mas com os novos valores isso pode deixar de ser rentável e ficamos com um problema sério", acrescenta o médico.


Embora todos os profissionais ouvidos pelo DN reclamem a necessidade de regular este mercado à rédea solta, em que os preços/hora podem chegar aos 100 euros - como já foi pago pelo Hospital de Santa Maria a anestesistas - , a ideia predominante é que se veio "nivelar por baixo", estando desfasada da oferta e procura.


Essa é, por exemplo, a leitura do director do serviço de urgência do Hospital de Guimarães, para quem a iniciativa do Governo "vai acabar por não alterar a prática, uma vez que se não houver médicos, os hospitais ou pagam mais ou os serviços não funcionam". Carlos Santos, que é igualmente dirigente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), está convencido de que "os hospitais vão acabar por invocar a cláusula do interesse público para pagar mais e aquilo que foi pensado para ser a excepção vai tornar-se a regra".


Fonte do Ministério da Saúde explicou ao DN que a intenção da fixação dos novos valores é sobretudo estabelecer um padrão de referência. Ou seja, admite-se que os hospitais mais carenciados do interior possam pagar um pouco mais para conseguirem atrair médicos. Mas nesse caso, e de acordo com as novas regras, tal tem de ser justificado pelo director de serviço, após esgotado o recurso à mobilidade, autorizado pela administração e publicitado na Internet.


Ou seja: o processo que justifica o pagamento acima da tabela é de tal modo moroso e burocrático que inviabiliza na prática uma solução, uma vez que manter abertos e funcionantes os serviços de urgência com um mínimo de qualidade e de quantidade não se compadece com estas delongas...


Já agora: qual é a tabela em vigor para os gestores públicos, da indústria á banca?

domingo, dezembro 21, 2008

Responsáveis da Unidade de Local de Saúde do Norte Alentejano apresentam demissão em bloco!

21 de Dezembro de 2008, 20:14
Portalegre, 21 Dez (Lusa)
- "O conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) apresentou a sua demissão em bloco à ministra da Saúde, Ana Jorge, revelou hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
De acordo com a mesma fonte, os directores de serviços de médicos e de enfermagem do hospital de Portalegre e os directores de quinze dos 16 centros de saúde que compõem a ULSNA também apresentaram a sua demissão.
Esta tomada de posição, surge como forma de contestação por ainda não ter sido nomeado, por parte do Governo, dois elementos do conselho de administração para chefiar a direcção clínica e assumir o cargo de administrador delegado da ULSNA.
Este processo, segundo a mesma fonte, arrasta-se há dois meses.
A ULSNA, constituída a 01 de Março de 2007, integra os hospitais de Portalegre e Elvas e os 16 centros de saúde do distrito de Portalegre, depois de extinta a sub-região de saúde.
A mesma fonte hospitalar revelou à Lusa que, na sequência das demissões apresentadas à ministra da Saúde, os funcionários da ULSNA estão a promover um abaixo-assinado, que tem como objectivo mostrar a sua solidariedade para com os elementos demissionários.
O Ministério da Saúde anunciou hoje que está a preparar a criação de mais Unidades Locais de Saúde (ULS) para 2009, para juntar às cinco já existentes em Portugal.
O modelo de organização, que integra a gestão de várias unidades de saúde de uma região para optimizar a resposta dos serviços, foi iniciado em 1999 em Matosinhos e só a partir de 2007 voltou a ser aplicado.
Em Fevereiro desse ano foi criada a ULS do Norte Alentejano e, em Setembro de 2008, as do Alto Minho, Baixo Alentejo e Guarda."

HYT.
Lusa



Tanto alarido por tão pouco, (?) não me parece que seja este o motivo da demissão em bloco, do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, mas sim a gota de água, que fez transbordar o copo!

Alguém Me Pode Explicar Esta Notícia?

Leio o título: “Seis médicos investigados pela Ordem.

Leio o sub-título: “Receitas tramam clínicos.”

Mas parece que no corpo da notícia se fala em farmacêuticos e administrativos…

Não esclarecem os leitores sobre o que se passou, mas o que interessa é pôr “médicos” no título. Têm uma cotação superior à dos farmacêuticos.

É como a marca Benfica. Vende sempre, perca 0-1 ou se proponha ganhar 8-0.

Pobres jornalistas…

 

Leiria: Seis médicos investigados pela Ordem

Receitas tramam clínicos

Seis médicos da zona Centro estão a ser investigados pela Ordem por suspeita de terem passado receitas a utentes que não conheciam nem consultaram. As prescrições foram utilizadas numa burla que envolve três farmácias do concelho de Leiria e lesou o Estado em 277 mil euros.

Na investigação feita pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, concluiu-se que os clínicos emitiram várias receitas em nome de pessoas que desconheciam.

Como não foi reunida matéria suficiente para os constituir arguidos, num processo que começa a ser julgado em Janeiro no Tribunal de Leiria, o Ministério Público mandou extrair certidão para remeter à Ordem dos Médicos (OM). No documento é referida a "conduta censurável" dos profissionais de saúde.

A denúncia seguiu para a Secção Regional do Centro da OM, que abriu um inquérito à actuação dos médicos. O CM tentou saber se as averiguações já estão concluídas mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

Muitas das receitas emitidas pelos médicos em causa serviram para dar corpo a uma burla que durou dois anos.

O esquema, segundo a Acusação, envolveu uma funcionária da Sub-Região de Saúde de Leiria, um professor e três farmácias.

A funcionária retirava as receitas dos arquivos da Sub-Região de Saúde e entregava-as ao docente. Este canalizava-as para três farmácias do concelho de Leiria – Boavista, Castela e David – para serem processadas e apresentadas para nova comparticipação.

Os dados reunidos pelos investigadores da PJ de Leiria, sob supervisão do DIAP, referem que a funcionária retirou 4833 receitas dos arquivos, entre 2000 e 2002.

Deste lote, 1581 foram reapresentadas para segunda comparticipação do Estado. As restantes serviram para retirar as etiquetas dos medicamentos e colá-las em novas receitas.”

sábado, dezembro 20, 2008

A culpa é dos médicos

Este post de uma Colega e a sua denúncia só pode ter o meu aplauso porque há 25 anos atrás algo parecido acontecia comigo.
Não com todas mas com alguns desses colegas mais graduados... tive a sorte de alguns deles só passarem pelas brasas quando o sol nascia...
Parece que a coisa terá piorado...
Mas tal não invalida que devam existir limites ao trabalho extraordinário e que a sua ultrapassagem seja opcional...mais, não poderá aí ser invocado o excesso de trabalho e/ou o cansaço como justificação para eventual erro médico...

médicaquetambémexplica disse...

respondendo à perplexidade de um anónimo colega face à possibilidade de os médicos trabalharem tantas horas seguidas, a minha explicação é a seguinte: as coisas passam-se assim porque convêm a muitos, nomeadamente aos que ganham essas 24 sobre 24 horas fazendo muito pouco.fui interna de Medicina Interna num grande hospital do Porto há 10 anos e o que se passava era que uma boa parte dos mais graduados ganhava as suas horas extraordinárias sentada na sala dos médicos do SU, sendo a frente de ataque assegurada pelos internos gerais "chefiados" pelos internos de especialidade. especialistas a trabalhar de facto? havia, alguns, muito poucos. porque continuavam esses? não sei.ao fim de 6 meses de internato de MI, puseram-me sozinha a assegurar a noite (das 20 às 8), "chefiando" 4 internos gerais e com uma interna mais avançada supostamente na rectaguarda. morreram doentes enquanto eu batia, sem sucesso, à porta dessa interna mais graduada, de sono pesado.a partir dos 6 meses, puseram-me também a fazer 24 horas. 24 horas quer dizer das 8 até se conseguir serenar a secção de OBS, o que acontecia às 3, às 4, às 5 da manhã, dependia. mas, aí a partir da meia-noite, o pensamento começava a toldar-se-me e o que restava por fazer era feito cada vez mais devagar, como se estivesse a subir uma montanha cada vez mais íngreme.no dia seguinte, tinha a enfermaria à minha espera. doentes muito doentes, às vezes internados na urgência da véspera, à espera de um rumo. eu era das poucas que, não obstante, ia para casa dormir. não conseguia fazer de outra maneira. e ouvia por isso, mas nunca me cortaram no salário.e os especialistas que tinham passado a urgência de véspera sentados na sala dos médicos, ninguém os via também na enfermaria, em dia nenhum.não me estou a chorar enquanto médica porque acho que este estado das coisas é culpa dos médicos: dos que a ele se sujeitam (eu vim-me embora), e dos que, mal podem, passam ao degrau acima que lhes permite fazer cada vez menos, ganhando um pouco mais.isto era há 10 anos. não tenho a certeza se ainda é assim.
Sábado, Dezembro 20, 2008

Hoje Deprimi-me!

Sim, deprimi-me, não por causa dos SAP ou dos helicópteros, mas pelas nossas famílias. Aquelas tão lestas a protestar e aparecer nas páginas dos jornais quando levam os seus idosos às urgências e as coisas correm mal.

Ao programar as consultas para a próxima semana num lar de idosos da segurança social, preparava-me para agendar para o dia 24 de Dezembro um período de consultas.

Mas, lembrei-me que era véspera do Natal, da festa da família e disse à funcionária: "Se calhar este não deve ser um bom dia, pois é o dia da consoada e não deve estar cá ninguém!"

Ouço uma gargalhada e a resposta: "Oh doutor, talvez um não passe cá o Natal, os outros, terão muita sorte se os familiares se lembrarem de telefonar!"

Como sou ingénuo, retorqui, "Não acredito. Então não me diga que estes idosos, muitos viúvos e viúvas, não vão passar o Natal com os filhos? E muitos vivem aqui ao pé!"

"Já lhe disse, dos 5o que cá há, talvez um vá consoar com a família."

"Então, olhe venho eu no dia 24 dar as consultas e falar um pouco com eles."



Por favor, não me gritem mais aos ouvidos que o Natal é a festa da família!

Quanto muito será a festa dos oportunistas, do dinheiro, de tudo, menos do amor.

Obviamente, Aquele que nasceu em Belém, não tem culpa.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

11 SAPs = 1 HELICOPTERO ...NOVES FORA NADA!

SAP da Guarda com os dias contados Onze serviços encerram no primeiro semestre de 2009

Onze Serviços de Atendimento Permanente (SAP) do distrito da Guarda vão mesmo fechar as portas durante o primeiro semestre do próximo ano, em troca de um helicóptero que chegará a Aguiar da beira e que pretende colmatar a falta dos serviços entretanto extintos.

Assinalados já há quase um ano pelo Ministério, os SAP da região vão mesmo encerrar numa altura em que, no entender da ministra Ana Jorge, já existem condições para que tal se verifique, eliminando assim «um consumo de recursos sem benefício para a população.
Em Julho passado, durante a abertura dos Centros de Saúde de Gouveia e Manteigas, Ana Jorge admitiu que 11 SAP do distrito seriam encerrados, garantindo, no entanto, que o fecho só aconteceria «quando houvesse condições para tal».
Em entrevista ao semanário Expresso, Ana Jorge garantiu que é necessário «criar condições para acabar com os períodos nocturnos, dado que estes «reduzem o tempo de consultas durante o dia», pois implicam a presença dos profissionais de saúde em locais onde o número de doentes a partir da meia-noite «é diminuto».

A extinção dos 11 SAP servirá como moeda de troca para a atribuição de um helicóptero, que ficará sedeado em Aguiar da Beira, algo que tem sido criticado pelos autarcas da região que entendem que esta é mais uma medida para «prejudicar a população envelhecida do interior».
João Mourato, presidente da Câmara da Mêda, acredita que tal medida trará desvantagens para a população que vai ficar «desprovida de atenção e assistência médica», lembrando ainda que a actuação do helicóptero poder vir a ser condicionada por factores climatéricos, «como o nevoeiro, sobretudo à noite».
O presidente da Câmara de Almeida, Baptista Ribeiro, vai ainda mais longe, tendo mesmo sublinhado que irá opor-se «de forma intransigente» à reformulação, ameaçando repetir a proeza de reunir em protesto cerca de «metade dos habitantes do concelho», refere o Portugal Centro.

Ou a nova versão de "com papas e bolos se enganam os tolos"

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Por uma Europa Social onde se trabalhe para viver e não se tenha de viver para trabalhar

Parlamento Europeu proíbe excepções à semana de 48 horas de trabalho
18.12.2008, Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas

O Parlamento Europeu (PE) exigiu ontem que o tempo de trabalho nos Vinte e Sete seja limitado a 48 horas por semana e que os períodos inactivos de banco dos médicos nos hospitais sejam contabilizados neste cálculo.

Esta posição, votada por uma esmagadora maioria dos eurodeputados de todas as famílias políticas, contraria a decisão assumida em Junho pelo conselho de ministros da União Europeia (UE), onde estão representados os governos. O desacordo entre as duas instituições, "co-decisoras" nesta matéria, impõe agora a abertura de um processo de conciliação com vista à obtenção de um compromisso.

Por 421 votos a favor, 273 contra e 11 abstenções, os deputados rejeitaram a possibilidade de o tempo de trabalho semanal poder chegar às 65 horas, a título de derrogação para os trabalhadores que o aceitem a título individual, como fora decidido em Junho pelo conselho, exigindo o fim desta excepção três anos depois da entrada em vigor da nova legislação.
Entre os Vinte e Sete, o acordo não tinha sido unânime, já que vários países, como a França ou Bélgica, tentaram, sem sucesso, acabar pura e simplesmente com quaisquer derrogações à semana de 48 horas.

O ponto mais polémico parece ser, no entanto, a contabilização do tempo em que os médicos estão de banco no hospital sem estarem necessariamente a exercer a profissão: uma maioria ainda mais significativa de deputados considera que estes períodos devem ser considerados tempo de trabalho, ao contrário dos governos, que só admitem essa possibilidade, se estiver expressamente prevista na legislação dos Estados.

Com esta posição, o Conselho de Ministros tentou ultrapassar um imbróglio jurídico aberto com dois acórdãos do Tribunal de Justiça da UE, em 2000 e 2003, que determinaram que, à luz da legislação que vigora desde 1993, os períodos inactivos de banco devem ser contabilizados no limite das 48 horas.
Este veredicto colocou a esmagadora maioria dos Vinte e Sete em situação ilegal, dando simultaneamente aos médicos o direito de pôr os governos em tribunal.

Segundo Alejandro Cercas, esta disposição afecta 2 milhões de médicos na UE.Os governos queixam-se de que, para cumprirem a jurisprudência, correm o risco de abrir um rombo nos seus orçamentos da segurança social porque serão obrigados a contratar e formar um sem número de médicos suplementares. Esta situação coloca-os numa posição de alguma fragilidade nas negociações com o PE. Ao invés, o conselho de ministros procurará convencer os deputados de que a nova legislação é melhor do que a actual, que permite que a derrogação ao limite das 48 horas semanais chegue às 78 horas nos países que decidam aplicá-la. Actualmente, esta derrogação é utilizada sobretudo no Reino Unido, onde perto de 4 milhões de pessoas trabalham mais de 48 horas.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Activaram a cavalaria !

Hoje à tarde
Helicóptero do INEM pousa na A42 para assistir feridos ligeiros e obriga ao corte da via
16.12.2008 - 19h16 PÚBLICO


Um helicóptero do INEM pousou hoje à tarde na Auto-estrada 42, sentido Alfena-Paços de Ferreira, não muito longe da capital do móvel, para prestar assistência a quatro feridos ligeiros. A manobra obrigou ao corte total da via durante cerca de meia hora.


Tudo começou quando, pouco depois das 14h30, um automóvel ligeiro embateu na traseira de um pesado, ocupando a faixa da direita da estrada. Depois deste choque, um outro acidente teve lugar na faixa da esquerda da mesma via, envolvendo um ligeiro de mercadorias e um ligeiro de passageiros.


Segundo fonte da Brigada de Trânsito (BT) do Porto, dos dois sinistros, resultaram quatro feridos ligeiros, o bastante para pedir auxílio a um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que pousou na A42 algum tempo mais tarde.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Os Médicos são mais duros de roer que os Professores...

A coisa parece que pode vir a aquecer...
E as coisas podem tornar-se muito complicadas, mas mesmo muito complicadas, para o Governo...

Com alguma serenidade mantida até agora no mar revoltoso da contestação social ás impetuosidades de um governo impante da sua maioria parlamentar, os médicos parece que se sentiram afrontados com as primeiras propostas governamentais de adaptação das Carreiras Médicas à nova legislação das carreiras e vínculos da função pública , sendo eles regidos por um diploma regulamentador que foi fruto de uma árdua concertação social com os sindicatos médicos em 1990 e que ainda hoje constitui uma das mais avançadas regulamentações laborais, na área medica, da Europa Social.


Veja-se o que diz o Sindicato Independente dos Médicos, atraves de um artigo de opinião no jornal Tempo Medicina, premonitoriamente ou não intitulado de "A Morte do Talvez" e da autoria de um dos seus dirigentes nacionais com maior visibilidade pública, aliás reproduzido integralmente no site daquele sindicato médico ...



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Os documentos recebidos pelos parceiros sociais para negociação, e já disponíveis para consulta pública quer no site do SIM quer no da FNAM, enfermam de irremediáveis erros conceptuais e pretendem, a serem aprovados, levar a cabo uma gravosa inversão de 30 anos nas condições laborais dos médicos .

Pretende o Ministério da Saúde dissociar na prática, através de projectos de diplomas distintos (Carreira Médica e Qualificação Médica), a qualificação técnica do conteúdo funcional e remuneratório, pretende separar médicos em RCTFP e médicos em CIT com implicações jurídico-laborais diferentes e de negociação colectiva distinta, pretende unificar as carreiras médicas existentes numa só carreira, pretende paradoxalmente abdicar de capacidade de regulamentação que lhe era própria.



Revogando os artigos 20º a 22º do Estatuto do SNS, o governo pretende impossibilitar aos médicos do SNS o exercício de funções privadas, numa forma encoberta de impor sem contrapartidas a exclusividade de funções!



Revogando o Decreto – Lei 73/90 e legislando desde logo em matérias sensíveis do foro laboral, assim condicionando à partida qualquer processo de negociação colectiva futura, o governo pretende de uma só penada acabar com direitos arduamente negociados e conquistados pelos médicos portugueses, descaracterizando as carreiras médicas já existentes e impor alterações gravosas das condições de trabalho, com a inevitável repercussão para a segurança dos cidadãos



É assim que se pretende impor por via legislativa e no prazo de 90 dias o fim do horário de tempo completo (35 horas) passando o horário normal a ser de 40 horas semanais (ainda que mantendo os já existentes horários de 42 horas), é assim que se pretende eliminar a possibilidade de trabalho a tempo parcial, é assim que se pretende aumentar a idade de dispensa de serviço de urgência nocturno para os 55 anos (podendo os médicos que aos 50 anos usaram dessa possibilidade terem agora que voltar a fazer serviço nocturno), é assim que se elimina a possibilidade de dispensa de serviço de urgência diurno a partir dos 55 anos (podendo os médicos que aos 55 anos usaram dessa possibilidade terem agora que voltar a fazer serviço de urgência), é assim que se pretende acabar com a redução de uma hora semanal por cada ano de serviço a partir dos 55 anos a quem tem um horário de 42 horas semanais (e refazer o horário a quem agora já usufrui dessa redução), é assim que se pretende eliminar para os médicos os limites à prestação de trabalho extraordinário previstos no Código do Trabalho, é assim que se pretende descaracterizar a carreira médica de clínica geral acabando com as horas não assistenciais e o subsidio adicional de fixação, é assim que se condiciona na carreira médica de saúde pública a atribuição do complemento por disponibilidade permanente, é assim que se pretende impor o regime de prevenção sem que tal dependa do acordo prévio do médico, é assim que se pretende instituir categorias sem concursos garantidos e mediante graus atribuídos exclusivamente pela OM, e ignorando-se as necessárias carreiras de Medicina do Trabalho e de Medicina Legal.



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Mas o que se exige agora aos médicos portugueses, e sobretudo aos que exercem a sua actividade no Serviço Nacional de Saúde, é que cada um e todos se definam.



Agora já não dá para subterfúgios e silêncios dúbios. O tempo é de cerrar fileiras e limpar as armas.A vantagem do tempo presente é que só dá direito a duas posições/resposta - sim ou não.



O talvez morreu.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Quando Não Há Negligência, Conta-se Uma Anedota.

Diz a Ana Palma, jornalista, que a Clínica trocou relatórios. Digo eu: a doente (com foto e tudo) não leu o seu nome correctamente e não devia ler o relatório, embora nada o impeça.

Um médico olha sempre, primeiro, para o nome que encima qualquer exame, porque sabe que pode haver sempre trocas.

“Faro: Clínica trocou relatórios de doentes

Mamografia era de outra mulher

O desespero invadiu Maria Teresa Sequeira ao receber, há uma semana, o relatório da mamografia feita na véspera na Clínica de Ressonância Magnética do Algarve (Clínica de S. Francisco), em Faro: padecia de um carcinoma mamário. Horas depois percebeu que, afinal, o exame era de outra mulher. Um erro que considera "inadmissível" e que, diz, lhe poderia "ter provocado a morte", pois sofre de "insuficiência cardíaca, angina de peito e de diabetes".

"Mal li o relatório, fiquei em pânico, pensei que ia morrer", conta. "Não sei como conduzi até casa, em S. Marcos da Serra. Fiz o caminho todo a chorar". Ao chegar, foi logo ao Centro de Saúde e foi aí que lhe disseram que o nome no exame não era o dela. "Nem queria acreditar que um engano destes pudesse ter acontecido", diz.

Face à gravidade do relatório, Maria Teresa, de 55 anos, reformada da CP por invalidez, decidiu voltar à clínica para buscar o seu exame e devolver o que não lhe pertencia. Lá, acabou por se encontrar com a doente em causa, o que ainda a transtornou mais.

"Fiquei muito sensibilizada com tudo isto, pois vi a morte à frente, embora saiba que estes casos se tratam. Tenho muita pena daquela senhora", adiantou.

O CM contactou a clínica, mas, sobre o assunto, "não há declarações a prestar", limitaram-se a responder.

Ana Palma”

Os Sentimentos Dos Médicos.

A resposta a um comentário do post anterior que se emancipou para post principal.



Claro que tudo o que o NA disse neste e nos outros comentários está correcto. Mas, há sempre uma nesguinha por onde espreita a generalização e as ideias preconcebidas, que todos inconscientemente vamos bebendo aqui e acolá e para atacarmos as outras profissões, e a que mais está na berra é a minha. E quem não se sente, não é filho de boa gente.

Nestes comentários já várias vezes se disse que os médicos não têm coração, compaixão, não sentem a morte, etc, etc.

Nada de mais errado, mas o que aprendemos na Faculdade é que não nos podemos envolver sentimentalmente nem afectivamente com os doentes.

Eu posso sentir a tristeza mais profunda com o doente das 9:45 (mas guardo-a para mim) porque lhe tenho que dizer que tem um cancro já metastizado, sendo aparenteente saudável, e só tem 40 anos e logo a seguir, ao doente das 10:20, posso dar a mais alegre das notícias pois tudo se encaminhava para uma doença cancerosa, mas a segunda biópsia veio negativa. Não me posso por aos saltos de alegria, porque a seguir pode entrar outro que nunca entenderia a minha alegria, pois sabe que está em fase terminal. Não é fácil, não.