quarta-feira, abril 01, 2009

Movimento de Utentes satisfeito com redução de preços de medicamentos mas teme ser medida eleitoralista


01.04.2009 - 12h14 Alexandra Campos, Lusa
O presidente do Movimento dos Utentes da Saúde (MUS) considerou hoje positiva a redução do preço de 3900 medicamentos anunciada pelo Ministério da Saúde, mas duvida da durabilidade da medida, que "surge em ano de eleições".
"A crise piorou a vida das pessoas: as dívidas às farmácias aumentam, da lista de medicamentos receitados os doentes compram só 'o mais importante'. Há um grande prejuízo para o doente. Esta medida é uma vantagem", afirmou João Santos Cardoso.
O presidente do MUS disse ainda não ter ficado "admirado" com a medida por aparecer "em ano de eleições", receando por isso que possa ser "eleitoralista". "Desconheço se a medida é viável e duvido se será duradoura.
Receio que o objectivo sejam as eleições", afirmou. A baixa de preço de 3900 apresentações de medicamentos, hoje anunciada pelo Ministério da Saúde, decorre de um processo iniciado em 2007 e que se verifica todos os anos.
Aliás, desde 2007 já diminuiram de preço mais de 5600 apresentações de fármacos, entre os de marca e os genéricos, lembra a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), em comunicado divulgado hoje.
A redução hoje anunciada permitirá aos utentes e ao Estado uma poupança de cerca de 75 milhões de euros, a crer nas estimativas do Ministério da Saúde (que leva em conta as vendas efectuadas em 2008).
Mas este cálculo poderá ter que ser revisto em baixa: nos primeiros meses deste ano, as vendas de medicamentos estão a cair a um ritmo de cerca de 8 por cento ao mês. Esta é já a terceira fase da revisão transitória de preços que resulta da aplicação da legislação aprovada em 2007.
Uma legislação que visou equiparar os preços dos fármacos à média dos quatro países de referência (Espanha, Itália, França e Grécia).

ANF acima da Lei...ostensivamente...e pode?


Ordem dos Médicos vai queixar-se ao MP
Farmácias vão começar a substituir medicamentos receitados por genéricos mesmo contra vontade dos clínicos
01.04.2009 - 14h48 Lusa



As farmácias começam hoje a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo quando os clínicos se oponham à troca, confirmou o presidente da ANF, uma medida que a Ordem dos Médicos promete denunciar ao Ministério Público.




A medida constava do programa eleitoral de João Cordeiro, que hoje tomou posse, em Lisboa, como presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF) e que no seu discurso garantiu que esta é uma medida para responder à crise. "Existem já cerca de 230 mil doentes portugueses que foram forçados, devido à crise económica, a abdicar da terapêutica recomendada", disse João Cordeiro, lembrando outros que "apenas mantêm os seus tratamentos porque as farmácias lhes concedem crédito".




Em resposta ao "estado de crise que afecta grande parte dos doentes portugueses", a ANF decidiu avançar com a medida, que consiste na possibilidade dos doentes escolherem o medicamento mais barato. Na prática, o doente chega à farmácia com uma receita passada pelo médico e é esclarecido de todos os outros medicamentos que existem à venda com a mesma substância activa e que custam mais barato. Se o utente quiser comprar mais barato, pode levar esse medicamento genérico para casa, mesmo que na receita o clínico tenha expressado a sua oposição à substituição do fármaco prescrito. Nestes casos, o utente terá de assinar o receituário.




Para João Cordeiro, que foi reeleito para a função de presidente da ANF, "esta iniciativa tem um profundo interesse social e económico", porque "todos os medicamentos disponíveis nas farmácias são garantidos pela Autoridade Nacional do Medicamento" e porque "proporciona poupanças significativas" aos doentes. Os doentes "vão poder pagar três ou quatro vezes menos do que pagam actualmente pelo mesmo princípio activo", disse.




A Ordem dos Médicos considera um "crime" a medida promovida pela ANF e promete denunciá-la ao Ministério Público (MP).

segunda-feira, março 30, 2009

Espero Que O Papa Seja Leitor Do Blog!

19 March 2009

[Originally published in 2004 updated in 2009]

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Condom use is a critical element in a comprehensive, effective and sustainable approach to HIV prevention and treatment.
Credit: UNAIDS

Condom use is a critical element in a comprehensive, effective and sustainable approach to HIV prevention and treatment. Prevention is the mainstay of the response to AIDS. Condoms are an integral and essential part of comprehensive prevention and care programmes, and their promotion must be accelerated. In 2007, an estimated 2.7 million people became newly infected with HIV. About 45% of them were young people from 15 to 24 years old, with young girls at greater risk of infection than boys.

The male latex condom is the single, most efficient, available technology to reduce the sexual transmission of HIV and other sexually transmitted infections.

The search for new preventive technologies such as HIV vaccines and microbicides continues to make progress, but condoms will remain the key preventive tool for many, many years to come. Condoms are a key component of combination prevention strategies individuals can choose at different times in their lives to reduce their risks of sexual exposure to HIV. These include delay of sexual initiation, abstinence, being safer by being faithful to one’s partner when both partners are uninfected and consistently faithful, reducing the number of sexual partners, correct and consistent use of condoms(1), and male circumcision.

Conclusive evidence from extensive research among heterosexual couples in which one partner is infected with HIV shows that correct and consistent condom use significantly reduces the risk of HIV transmission from both men to women, and also from women to men(2). Laboratory studies show that male latex condoms are impermeable to infectious agents contained in genital secretions(3). To ensure safety and efficacy, condoms must be manufactured to the highest international standards. They must be procured according to the quality assurance procedures established by the WHO, UNFPA and UNAIDS and they should be stored away from direct heat sources. Prevention programmes need to ensure that high-quality condoms are accessible to those who need them, when they need them, and that people have the knowledge and skills to use them correctly.

Condoms must be readily available universally, either free or at low cost, and promoted in ways that help overcome social and personal obstacles to their use.

Condom use is more likely when people can access them at no cost or at greatly subsidized prices. Effective condom promotion targets not only the general population, but also people at higher risk of HIV exposure, especially women, young people, sex workers and their clients, injecting drug users and men who have sex with men. UNFPA estimates that the current supply of condoms in low- and middle-income countries falls well short of the number required (the condom ‘gap’)(4). Despite the gap, international funding for condom procurement has not increased in recent years. Collective actions at all levels are needed to support efforts of countries, especially those that depend on external assistance for condom procurement, promotion and distribution.

HIV prevention education and condom promotion must overcome the challenges of complex gender and cultural factors.

Young girls and women are regularly and repeatedly denied information about, and access to, condoms. Often they do not have the power to negotiate the use of condoms. In many social contexts, men are resistant to the use of condoms. This needs to be recognized in designing condom promotion programmes. Female condoms can provide women with more control in protecting themselves. However, women will remain highly vulnerable to HIV exposure, until men and women share equal decision-making powers in their interpersonal relationships.

Condoms have played a decisive role in HIV prevention efforts in many countries.

Condoms have helped to reduce HIV infection rates where AIDS has already taken hold, curtailing the broader spread of HIV in settings where the epidemic is still concentrated in specific populations.

Condoms have also encouraged safer sexual behaviour more generally. Recent analysis of the AIDS epidemic in Uganda has confirmed that increased condom use, in conjunction with delay in age of first sexual intercourse and reduction of sexual partners was an important factor in the decline of HIV prevalence in the 1990s(5). Thailand’s efforts to de-stigmatize condoms and its targeted condom promotion for sex workers and their clients dramatically reduced HIV infections in these populations and helped reduce the spread of the epidemic to the general population. A similar policy in Cambodia has helped stabilize national prevalence, while substantially decreasing prevalence among sex workers. In addition, Brazil’s early and vigorous condom promotion among the general population and vulnerable groups has successfully contributed to sustained control of the epidemic.

Increased access to antiretroviral treatment creates the need and the opportunity for accelerated condom promotion.

The success of antiretroviral therapy in industrialized countries in reducing illness and prolonging life can alter the perception of risk associated with HIV(6). A perception of low-risk and a sense of complacency can lead to unprotected sex through reduced or non-consistent condom use. Promotion of correct and consistent condom use within antiretroviral treatment programmes, and within reproductive health and family planning services, is essential to reduce further opportunities for HIV transmission. Rapid scale-up of HIV testing and counselling is needed to meet the prevention needs of all people, whether they are HIV-positive or negative.

1 UNAIDS. 2004 Report on the global AIDS epidemic, page.72.

2 Holmes K, Levine R, Weaver M. Effectiveness of condoms in preventing sexually transmitted infections. Bulletin of the World Health Organization. Geneva. June 2004.

3 WHO/UNAIDS. Information note on Effectiveness of Condoms in Preventing Sexually Transmitted Infections including HIV. Geneva. August 2001.

4 UNFPA. 2007 report on donor support for contraceptives and condoms for STI/HIV prevention 2007.

5 Singh S, Darroch J.E, Bankole A. A,B, and C in Uganda: The Roles of Abstinence, Mongamy and Condom Use in HIV Decline. The Alan Guttmacher Institute. Washington DC. 2003.

6 Gremy I, Beltzer N. HIV risk and condom use in the adult heterosexual population in France between 1992 and 2001: return to the starting point? AIDS 2004;18:805-9.

domingo, março 29, 2009

Pais Negligentes? Ou Pouco Informados? Ou Jornalistas Maldosos?

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Mais uma pérola do Correio da Manhã e dos seus jornalistas, desta vez

Pedro Sales Dias

A criança, de quatro anos, chegou à Urgência pediátrica do Hospital de S. João pelas 19h50. [Não refere o jornalista, aqui, na entrada da notícia, que o pai o trouxe de Vila Verde cerca de 70 km do Porto, na sua viatura, passou por inúmeros hospitais – Braga, Barcelos, e Centros de Saúde e não sentiu necessidade de bater á porta das urgências…] Segundo o pai, só foi visto por um médico quatro horas depois

A vermelho as mentiras da notícia:

28 Março 2009 - 00h30

Porto: Pais revoltados com atendimento do Hospital de S. João

Criança esperou horas na Urgência

"Passei o dia mais difícil da minha vida ao ver o meu filho em agonia sem que nenhum médico lhe fizesse alguma coisa". Manuel Reis mostra-se assim indignado com a situação que teve de enfrentar no passado sábado. O filho, de quatro anos, foi atropelado em Vila Verde e transportado de carro para o Hospital de S. João, no Porto. "Só pensei em pegar no meu filho e levá-lo rápido, nem pensei em bombeiros ou INEM", explica.

No entanto, a pressa do pai pouco adiantou. Segundo a família, o menino teve de esperar quatro horas para ser observado pelos médicos. "Entrámos na Urgência pelas 19h50. Colocaram o meu filho numa maca. Passadas três horas e com muito sofrimento, o meu filho continuava na maca sem ter sido observado pelo médico", disse o pai, docente de profissão. Foi então que Manuel Reis se descolou à triagem da Urgência pediátrica para protestar pelo que estava a acontecer.

"Disseram-me que havia mais casos graves e que só havia dois médicos de serviço na pequena cirurgia. E adiantaram que no futuro ainda iriam ser menos", disse.

Contactado pelo CM, o gabinete de comunicação do hospital preferiu não fazer declarações sobre o caso. Segundo o professor, o filho só foi visto quatro horas após ter chegado ao hospital. Depois disso, a "saga continuou", tal como explica o pai: "Foi observado por um médico que só mandou fazer raio-X à cabeça e ao pé. Teve de andar de um lado para o outro até que, finalmente, mandaram fazer raio-X à perna. Descobriram que tinha o perónio fracturado".

Dada a violência do choque, Manuel Reis diz que foi uma sorte o seu filho não ter tido hemorragias internas.

E se as houvesse os pais seriam a única entidade negligente. Sem dúvida. Perente esta notícia, a Procuradoria deveria levantar um inquérito, por “não assistência atempada por parte dos pais”.

Ver no no GoogleMaps a distância entre Vila Verde e o Porto. Fico incrédulo, como pai e como médico.


Ver mapa maior


Portanto, se foi como o pai descreve, há negligência grave, se não foi assim, foi o senhor Pedro Sales Dias que inventou ou fomentou ou pagou a noitícia.

sábado, março 28, 2009

Estados Fenológicos.

Sabe o que é? Talvez não. Como eu desconhecia o significado.

Mas mail amigo trouxe-me um blog de uma vinha alentejana: Alcórregus, a origem do vinho.

Será uma espécie de Big Brother de uma vinha:

"A vinha do Monte Novo do Rodeio vai mostrar-se ao longo do tempo, não tanto com o aspecto de um diário romântico, talvez mais como um semanário objectivo e que vai correr alguns riscos."

Só ainda não tive oportunidade de beber o Alcórregus...

Paciente (segundo Zing "impaciente") vítima de Bambo da Oftalmologia... O que diz a OM disto?

Tribunal condena médico
"Técnica inadequada" para operação às cataratas deixa comerciante em "cegueira legal"
JESUS ZING


O Tribunal da Relação de Coimbra confirmou a condenação de um oftalmologista de Aveiro ao pagamento da indemnização de mais de 34 mil euros a um comerciante que operado às cataratas ficou com "cegueira legal".

O médico Octaviano Seabra foi condenado pelo Tribunal da Relação de Coimbra, que confirmou uma decisão do Tribunal de Aveiro, ao pagamento de uma indemnização de 34.670 euros, a que acresce juros desde Novembro de 2003, a um comerciante de 64 anos de Estarreja, por "técnica inadequada já abandonada pela comunidade médica" de Extracção Intra Intra Capsular do Cristalino, sob anestesia loco-regional.
"Tal procedimento configura violação das legis artis, na medida em que era exigível, de acordo com os conhecimentos e evolução da ciência médica que fossem usadas outras técnicas, mais avançadas e com menores riscos para o impaciente", considerou o tribunal.

O comerciante foi objecto de uma operação às cataratas em Novembro de 2001, no consultório do médico, que não estava homologado pela Direcção Geral de Saúde para a prática de actos cirúrgicos.
Depois de ter sido operado e "assustado com o seu estado clinico" recorreu em Dezembro de 2001 ao serviço de Urgência do Hospital dos Covões e, mais tarde, aos serviços de outro oftalmologista, tendo sido operado de urgência em Coimbra, ao deslocamento da retina do olho esquerdo, o que não evitou que o comerciante "ficasse a padecer, sem correcção óptica com óculos, de cegueira legal".

A vitima, segundo o tribunal, ficou com sequelas a nível psicológico "devido à diminuição da sua acuidade visual e ao inestético uso de óculos com lentes muito grossas".
Mesmo com os óculos que usa, o comerciante de Estarreja viu "gravemente diminuída a sua qualidade visual, por aberrações cromáticas, prismáticas e esféricas" e "não poderá executar trabalhos físicos violentos sob pena de recidiva". "Mantém a manterá para o resto da sua vida (...) dificuldade em executar trabalhos que exijam visão de pormenor", encontrando-se hoje na situação de reformado.

O comerciante pagou 500 contos (2500 euros) ao médico pela operação e exigia uma indemnização de cerca de 111.500 euros (mais juros).

Falência Da Psicologia?

Como sei que há muitos psicólogos leitores e seguidores deste blog, lanço uma pergunta em jeito de provocação sobre os casos conhecidos de transexuais (feminino --> masculino) que engravidam e sabendo que até à cirurgia os interessados são consultados por psicólogos para uma melhor compreensão da sua vontade de mudar de sexo.

Pergunto: o que falhou? A psicologia? Ou trata-se de um embuste e os doentes manipulam os psicólogos e a consulta?

Contranatura...digam o que disserem...

Transsexual espanhol grávido de gémeos
O primeiro transsexual europeu é um espanhol de 25 anos que está grávido de gémeos.
Maria Luiza Rolim, com agências
Expresso

Um transsexual espanhol quer seguir os passos de Thomas Beatie, o americano que deu à luz. Rubén Noé, um jovem de 25 anos que já foi mulher, está grávido de três meses e espera gémeos.




O parto está previsto para Setembro e a gestação só é possível porque, apesar da operação de mudança de sexo, Rúben manteve os órgãos reprodutivos femininos.
O jovem diz ter sofrido pressões familiares ao tomar a decisão de engravidar. Razão pela qual trocou Málaga, onde vivia, pela pequena cidade de Berga com 15 habitantes, no nordeste espanhol.
Em declarações à comunicação social espanhola, revelou que decidiu divulgar a gravidez para "ajudar a acabar com os tabus", considerando que "o mundo está a mudar e cada vez vão aparecer mais casos de transsexuais grávidos".



Primeiro grávido europeu
Este é o primeiro caso na Europa, em quase tudo semelhante ao do mediático americano Thomas Beatie, transsexual que em 2008 deu à luz a uma menina e que está novamente grávido.
Tal como Thomas Beatie, Noé também conseguiu engravidar por inseminação artificial. Os dois têm relações com mulheres mais velhas que já tinham filhos de relações anteriores.


Ruben Noé quer, igualmente, registar os filhos em nome do casal, sendo ele o pai. Por isso, assim que os gémeos nascerem, vai voltar a fazer o tratamento hormonal que lhe assegura os traços masculinos e que foi interrompido para a gestação.
Noé diz que o desejo de ser pai é antigo e que este sonho se deve, provavelmente, ao facto de ter sido criado num orfanato.



Gravidez rentabilizada
Entretanto, o espanhol aproveita para rentabilizar a gravidez, estando a negociar com dois canais de televisão o preço de uma entrevista. "A 'bomba' é minha. Se não for eu a aproveitar, outros vão ganhar dinheiro com a minha vida".
Rubén frisa que está preocupado com a saúde dos bebés, tendo já sido advertido pelos médicos de que a gravidez é de alto risco, pelo facto de ser epiléptico. Eventuais convulsões durante a gestação poderão provocar um parto prematuro.

segunda-feira, março 23, 2009

Parece que dá dinheiro...muito e fácil!

Cirurgias estéticas estão fora de controlo

23.03.2009 - 08h39 Alexandra Campos, Catarina Gomes

A Ordem dos Médicos (OM) recebe cerca de 20 queixas por ano contra médicos que fazem cirurgias estéticas, estima o presidente do colégio da especialidade de cirurgia estética, plástica e reconstrutiva da ordem, Victor Fernandes, que afirma não ter conhecimento de profissionais penalizados. Pode passar a ideia de alguma "impunidade", mas é "o próprio corpo legislativo da OM que não permite muito mais que isso", justifica.
Há um médico, José de Mendia, que neste momento acumula oito queixas contra si na ordem, confirma o porta-voz do organismo, Diamantino Cabanas.


Por que se queixam as pessoas que recorrem à cirurgia estética? A maior parte das queixas tem a ver com a insatisfação em relação aos resultados obtidos e essa avaliação é, muitas vezes, "subjectiva", sublinha Victor Fernandes. "Não trabalhamos sobre mármore, trabalhamos sobre tecidos vivos e os resultados nem sempre são o que queríamos." O importante, alerta, é que os médicos informem os doentes sobre as limitações. "No espírito do doente tem que estar claro que os resultados podem não ser os desejáveis. Outras vezes há acidentes que decorrem da falta de condições com que os actos são praticados, diz.


Quanto à prática de cirurgia estética por médicos sem a especialidade, Fernandes diz que a OM está muito limitada legalmente na sua actuação porque os estatutos não colocam limites à prática de actos médicos em qualquer especialidade. Há muitos médicos a operar sem formação reconhecida nesta área. Dá o exemplo de médicos de família que vão a Espanha fazer cursos intensivos de lipoaspiração, e que, mal regressam, começam a aplicar a técnica. "Não há meio de controlar a situação enquanto não houver um quadro mais sancionatório", lamenta.


No ano passado este problema voltou à ordem do dia depois de uma jovem de 25 anos ter morrido no Algarve na sequência de uma lipoaspiração feita por um especialista em doenças do rim. O caso foi investigado pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, que fez uma série de recomendações à OM.


Apenas 160 especialistas
O que acontece é que fica "ao critério do médico o direito de analisar se tem diferenciação para fazer o que faz", explica o especialista. Mas os profissionais "continuam a fazer um pouco o que querem", apesar de o código dentológico mencionar que o médico não deve ultrapassar os limites da sua especialidade. "A única arma que as pessoas têm para saber se o médico tem preparação adequada" é consultar o site da OM e ver se o médico em causa está inscrito no colégio de especialidade ou contactar a Ordem.


Cirurgiões plásticos reconhecidos pela OM e que estão no activo são cerca de 160; quanto aos médicos que fazem cirurgia plástica sem o título de especialista, "há imensos, mas nós não sabemos quantos são e não temos controlo sobre a situação". Dados da Entidade Reguladora da Saúde do ano passado dão conta de 197 estabelecimentos de cirurgia plástica, reconstrutiva e estética. Apesar de o médico poder exercer actos fora da sua especialidade, não pode, porém usar o título de cirugião plástico, "é eticamente censurável", explica Fernandes. Mas às vezes as fronteiras são ténues. Quem vê escrito "Clínica de Cirurgia Plástica Dr X" ou "Dr X" e depois, debaixo do nome do médico, "cirurgia plástica" depreende que é cirurgião plástico, mas também nestes casos "a OM tem dificuldade em agir".

domingo, março 22, 2009

Para Combater A Frustação Que Leva À Depressão De Alguns…

Parafraseando a frase repetida do presidente Luís Filipe Vieira: pela verdade desportiva!


"Calabote: 50 anos depois", no JN on-line.

00h30m

"Foi exactamente há 50 anos. Estamos em 22 de Março de 1959. Hoje é conhecido o campeão nacional. São três da tarde e a bola começa a rolar em todos os estádios. Em todos não. Na Luz, o Benfica recebe a CUF e sobe ao relvado dois minutos antes do início do jogo. A estratégia é retardar a partida o máximo possível, de forma a saber o que se passa em Torres Vedras, no Torreense-F. C. porto.

Os dragões estão a um pequeno passo do título: são líderes com os mesmos pontos do que os rivais da Luz, mas com vantagem na diferença de golos. Para ser campeão, o Benfica precisa de marcar mais cinco golos do que aqueles que os portistas marcassem.

No Campo das Covas, já se contam oito minutos de jogo, quando na Luz, Inocêncio João Teixeira Calabote, árbitro internacional de Évora e com passado infeliz nos jogos com o F. C. Porto, faz soar pela primeira vez o apito. A primeira parte corre de feição às águias que chegam ao intervalo a vencer por 4-0, com os dois primeiros golos de penálti, o segundo dos quais considerado inexistente por toda a crítica.

A vantagem era insuficiente, uma vez que os portistas já tinham inaugurado o marcador. Na segunda parte, já depois do golo de honra da CUF, o Benfica não demoraria a dilatar a vantagem com mais dois golos, um deles de penálti. Os encarnados são virtualmente campeões. Festeja-se na Luz, sofre-se nas Covas.

Não por muito tempo. O portista Noé faz o segundo golo e a festa volta a Torres Vedras. Por pouco tempo também. De rajada, os benfiquistas fazem o 7-1, já o guarda-redes Gama, da CUF, tinha sido substituído, a pedido dos colegas, num tarde muito infeliz...

Porém, em cima do minuto 90, Teixeira faz o 3-0 e volta a entregar o título ao F. C. Porto. O jogo termina a seguir, mas não há campeão. Na Luz, ainda faltam jogar oito minutos, mais os quatro de compensação concedidos por Calabote - que ainda expulsou três jogadores da CUF -, quando, na altura, não era normal dar-se mais do que dois. Foram 12 longos minutos de sofrimento em Torres Vedras, enquanto o Benfica desespereva por mais um golo, que não veio a acontecer. A festa mudava-se, de vez, para as Covas.

Poucos dias após o mais dramático epílogo dos campeonatos, Calabote é alvo de inquérito federativo e acusado de ter mentido no relatório, escrevendo que o jogo principiara às 15 horas e terminara às 16.42 horas. O árbitro de defende-se e diz que o seu relógio é que vale. Nada feito. É acusado de corrupção, mas diz que nunca recebeu um tostão. É irradiado uns meses mais tarde.

O livro sobre o "Caso Calabote", da autoria do jornalista João Queiroz, será editado brevemente pela Quidnovi."

sábado, março 21, 2009

Para Quem Nos Acusa de Corporativistas…

A resposta está no post anterior colocado por um dos Memais.

Nele se pode concluir que nem tudo o que luz é oiro! Nesta e em qualquer outra ciência.

Entretanto vou ouvindo os Stones: (I Can't Get No) Satisfaction .

A Medical Madoff: Anesthesiologist Faked Data in 21 Studies: Scientific American

A Medical Madoff: Anesthesiologist Faked Data in 21 Studies: Scientific American

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sexta-feira, março 20, 2009

Ministra da Saúde critica declarações do Papa sobre o preservativo

"A ministra da Saúde, Ana Jorge, lamentou hoje as declarações do Papa Bento XVI sobre o uso do preservativo, reiterando que esta é uma maneira eficaz de evitar a propagação da Sida em África e no mundo.
O Papa Bento XVI afirmou terça-feira, antes de iniciar uma viagem a vários países africanos, que a distribuição de preservativos não é a resposta adequada para se ajudar a África a combater a Sida, o que motivou a condenação de vários governos europeus e organizações internacionais.
Ana Jorge falou aos jornalistas à margem de um encontro em Lisboa a propósito do Dia Mundial da Tuberculose, onde expressou o seu desacordo em relação às afirmações do Papa.
«Lamento profundamente e acho muito mau para a saúde das pessoas do mundo inteiro que um alto responsável da Igreja Católica como é o Papa possa pôr em causa o uso de preservativo, principalmente em África, onde temos muito a fazer em termos de prevenção», declarou a ministra da Saúde.
«Sabemos que o uso do preservativo é uma maneira eficaz de proteger e evitar a disseminação da doença em África e em todo o mundo», acrescentou."
Lusa / SOL


É um facto que, neste momento, o preservativo tem um papel muito importante na profilaxia da propagação da SIDA.

Mas perante as afirmações da igreja, pergunto-me, se não existem métodos mais eficazes, (que eles conheçam), perante tanta dúvida, acerca do preservativo?

sexta-feira, março 06, 2009

A IGREJA CATÓLICA QUER TER MÃES COM 9 ANOS!!!!!!!!!!

Excomungados por fazer aborto a menina de 9 anos

15h14m
O acerbispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, excomungou, esta quarta-feira, a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto realizado por uma menina de 9 anos, grávida de gémeos. Segundo a polícia, a criança foi violada pelo padrasto, que terá confessado os abusos.

A menina foi para uma maternidade pública no Recife. Assim que foi internada, na terça-feira, começou a ser medicada de forma a interromper a gravidez. No final da manhã desta quarta-feira, abortou. "Se a gravidez continuasse, os danos seriam piores. A menina corria o risco de morte ou de ficar com sequelas definitivas e não poder voltar a engravidar”, argumentou o médico Olímpio Moraes.

A reação do arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto tinha sido consumado, Dom José Cardoso Sobrinho disse que “a Igreja Católica considera que houve um crime e um acto inaceitável para a doutrina". Assim, decidiu que "todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja", afirmou.“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja é muito benévola com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse aborto, incorreu na excomunhão”, afirmou Dom José Cardoso Sobrinho, que faz parte da ala mais conservadora da Igreja. De acordo com o arcebispo “aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime, pois a lei do Homem não está acima das leis de Deus”.

A lei dos homens, nomeadamente a brasileira, tem duas indicações legais para o aborto ser legal: em caso de violação e de risco de vida. A menina estava incluída nos dois casos. As entidades de defesa da mulher, criança e adolescente discordam da decisão do arcebispo.

“Há organizações que não levam em consideração a vida desta menina num momento como este e fazem uma grande polémica em torno do caso que é aprovado por lei”, afirma a educadora do SOS Corpo, Carla Batista.O teólogo e ex-professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), João Batistiole, acha que a excomungação “é uma posição dura, difícil de entender", uma posição institucional. "Acho que a igreja perde um pouco da credibilidade perante os fieis”, acrescentou.

E falam em crise de identidade e de fé na Igreja Católica? Pudera!

Portugal tem gastos «irracionais» na saúde, diz Ferreira Leite

Hoje na TSF

"A presidente do PSD entende que as despesas na saúde são «irracionais» e que os resultados acabam ser fracos tendo em conta que Portugal «tem uma das mais elevadas despesas com saúde à semelhança de países muito desenvolvidos e até superior a muitos desses».
«Significa que existe uma forte irracionalidade na forma de fazer essa despesa e isso é um ponto que compete a todos nós ponderar bem e fazer propostas no sentido de alterar esta situação», acrescentou Manuela Ferreira Leite.
No final da segunda sessão do Fórum Portugal de Verdade, que decorreu em Coimbra, a líder social-democrata explicou que a questão já não é «querer reduzir as despesas», mas «ver que temos um nível elevadíssimo de despesas sem resultados».
Durante este fórum, Ferreira Leite defendeu ainda a interligação entre os sectores público, privado e social, este último por via das misericórdias, para assegurar um sistema de saúde justo.
Questionada sobre as propostas a apresentar à ministra da Saúde, após o que escutou dos vários intervenientes que participaram nesta sessão, a presidente do PSD defendeu que este é um «assunto muito sério, que tem de ter uma enorme ponderação».
Entre os participantes neste fórum estiveram o director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Manuel Antunes, bem como o ex-ministro social-democrata José Pedro Aguiar-Branco."

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Desculpem, mas alguém me podia, explicar melhor este discurso? ! ...

quinta-feira, março 05, 2009

JÁ NEM NO OMO SE PODE CONFIAR!

Problemas na Linha Saúde 24 preocupam deputados
05.03.2009, Maria José Serra e Margarida Gomes


O director-geral de Saúde, Francisco George, quer ver sanados os problemas no centro de atendimento de Lisboa da Linha Saúde 24 e ontem deixou um recado à LCS ao afirmar que "é a administração que tem de fazer cedências".


Perante os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Saúde, que visitaram as instalações do call center de Lisboa, Francisco George alertou para o facto de a situação de conflitualidade que existe entre enfermeiros e a LCS - Linha de Cuidados de Saúde acabe por prejudicar "a imagem do serviço". Os deputados procuraram esclarecer as irregularidades laborais e administrativas denunciadas em Outubro passado por oito enfermeiros da Saúde 24.


Questionado sobre se essas mesmas irregularidades estão já sanadas, Ramiro Martins, administrador da LCS, afirmou que "se as irregularidades não existem, não podem estar sanadas".


No final da reunião, o deputado Paulo Pedroso (PS) sugeriu que "seria bom termos uma resposta sobre todas as questões e os incumprimentos dos contratos de uma só vez". Bernardino Soares (PCP) realçou que "um serviço com estas competências não pode ter este tipo de problemas" e disse que os enfermeiros afastados "devem ser readmitidos". Em resposta, Ramiro Martins garantiu que seis dos oito enfermeiros dispensados já foram reintegrados, um não quis continuar e outro ainda não foi readmitido por "indisponibilidade de agenda".


O PÚBLICO contactou três enfermeiras despedidas, Ana Passos, Ana Duarte e Susana Sofia, e todas desmentiram Ramiro Martins, negando que foram readmitidas. Ana Passos assegurou que "a única readmitida foi a enfermeira Sílvia Rufino". Todos estes profissionais estavam contratados a recibo verde. Susana Sofia, a melhor enfermeira do call center de Lisboa, de acordo com os critérios da LCS, exige um pedido de desculpas pela forma como foi tratada pela administração, que dela terá passado uma imagem de uma profissional incompetente e incumpridora.

quarta-feira, março 04, 2009

OMO LAVA MAIS BRANCO !




Durante a visita dos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde às instalações da Linha de Saúde 24, a empresa que gere a linha revelou que o clima de instabilidade foi ultrapassado e garantiu que seis dos oito enfermeiros dispensados já foram integrados.
A empresa que gere a Linha de Saúde 24 garantiu esta manhã aos deputados que visitaram as instalações, que o clima de instabilidade está ultrapassado e que já foram readmitidos os seis enfermeiros dispensados no início do ano.

Por resolver está ainda a situação da enfermeira que de denunciou o mau funcionamento do serviço.

Durante a visita os deputados quiseram tirar dúvidas, sobretudo sobre o conflito laboral que opôs a administração a um grupo de enfermeiros.
O administrador da empresa que gere a Linha de Saúde 24, Ramiro Martins, assegurou que os problemas estão resolvidos e que a linha tem execelentes resultados e um bom ambiente de trabalho.
O administrador da empresa justificou também o motivo pelo qual a empresa resolveu readmitir os enfermeiros.
«As oito pessoas foram recebidas pela administração, houve uma conversa pessoal com cada uma delas, depois houve um processo de formalização do seu reenquadramento, no âmbito daquilo que nós chamamos de uma segunda oportunidade», referiu o administrador da empresa.

Uma expressão que o director-geral de Saúde, Francisco George, considerou «um pouco infeliz» por entender que o importante «é resolver todas as questões de natureza laboral para potenciar os serviços da Linha de Saúde 24».
Francisco George adiantou ainda que falta apenas um caso para que todos os problemas estejam resolvidos e garantiu ter confiança no serviço, na empresa e nos enfermeiros.

terça-feira, março 03, 2009

TAC ? à custa de quem ?

Apito Dourado
Carolina Salgado não voltou à sessão de julgamento por se sentir mal

03.03.2009 - 16h57 Mariana Oliveira


A ex-mulher de Pinto da Costa não voltou a aparecer na sessão do julgamento de hoje do caso Apito Dourado por se sentir mal. O advogado de Carolina Salgado informou que a testemunha de acusação foi ao hospital fazer um TAC depois do episódio de agressão que, hoje de manhã, sofreu à saída do Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia.


As notícias dizem que a dita cuja levou uma bofetada (bem assestada, presume-se) de uma popular... traumática talvez naquela pele supostamente delicada... mas fazer um TAC?

Esperemos que não tenha utilizado os serviços públicos por exº do CHVNGaia, pagos por todos nós, para estas sendeirices e jogadas de advogados!

E se foi, que tenha havido competencia e isenção na prescrição ou na recusa de prescrição do mesmo exame!

sábado, fevereiro 28, 2009

Governo quer acabar com antigos centros de saúde

"A meta é ter 80% do sistema de cuidados primários de saúde assentes em unidades de saúde familiar (USF) nos próximos cinco anos, disse ao DN o presidente do Conselho Consultivo para a Reforma daqueles serviços.
Actualmente já existem 160, abrangendo 3000 profissionais.
O Governo quer acabar com o modelo antigo de gestão dos centros de saúde e expandir cada vez mais o número de unidades de saúde familiar.
Estes serviços são considerados a pedra basilar da reforma dos cuidados primários de saúde, tal como refere o primeiro relatório, que hoje será apresentado pelo grupo consultivo de apoio à reestruturação do sistema.
O objectivo é que estas unidades venham ser responsáveis por 80% dos cuidados primários prestados aos utentes dentro de cinco anos, disse ao DN o presidente do grupo de apoio à reforma dos cuidados de saúde primários, Constantino Sakellarides.
Hoje já existem 160 unidades familiares, responsáveis por 20% do espaço dos cuidados personalizados e abrangendo cerca de 3.000 profissionais, dos quais 1126 são médicos, 1148 enfermeiros e 902 funcionários de apoio administrativo.
"Este mesmo número de profissionais a funcionar pelo regime dos centros de saúde atenderia 1,7 milhões de doentes, enquanto em regime de unidades de saúde familiar (USF) atenderam 1,9 milhões de doentes", de acordo com números que constam do relatório.
O que se traduz em ganhos significativos para os utentes, sublinha Constantino Sakellarides.
Contudo, para que o objectivo de expansão das unidades familiares seja cumprido é necessário que haja um envolvimento da comunidade cientifica e tecnológica neste projecto de reforma e convergência política para a sua continuidade, sublinha aquele responsável.
Aliás, o responsável receia que com as mudanças em ano eleitoral possa haver atrasos na reforma, o que já aconteceu entre 1999 e 2005, em que o seu processo de desenvolvimento foi completamente interrompido.
A diferença entre as unidades familiares e os centros de saúde é que as primeiras são constituídas por equipas que se auto-ofecerecem para prestar cuidados primários de saúde de forma solidária e em regime de intersubstituição e têm uma autonomia de gestão, embora controlada através da avaliação de desempenho, explica o presidente do conselho consultivo.
Assim, se o médico de família de um utente não está e este necessitar de recorrer a outro médico qualquer, está autorizado a ir ao seu ficheiro e verificar a situação da pessoa e atendê-la.
Ou seja, o doente não fica sem ser atendido.
Além disso estas unidades funcionam com horários mais alargados, adaptados às necessidades dos grupos populacionais que servem.
Em contrapartida, em função do desempenho, estes profissionais também auferem remunerações superiores.
Um factor que também ajuda a estimular os profissionais para o sistema.
Na próxima semana entra em vigor a implementação do novo modelo organizacional dos cuidados de saúde primários , assente em cinco regiões de saúde e 74 agrupamentos de centro s de saúde, que em média têm 154 734 utentes inscritos e 387 profissionais.
Estes agrupamentos deverão integrar USF, unidades de saúde pública, unidades de cuidados comunidades, entre outras."
Ana Tomás Ribeiro - Diário de Notícias - 28-02-2009
Afinal Sr.ª Jornalista, há mais que uma diferença entre as USF e os "remanescentes", não é só a organização como também a remuneração!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Que triste exemplo, drª Ana Jorge!

A ser verdade é um triste exemplo vindo de quem é não só titular da pasta da Saúde mas também Médica... postos de emergência médica nas corporações de bombeiros !!!!!!!!!!!!!!!???????????????!!!!!!!!!!!!!!!

Podia, já agora, aproveitar para receber o sr. Pedro Nunes numa das suas idas á João Crisóstomo para entregar papeis com projectos de diplomas legislativos que encontra nos elevadores ( eles percebem...eles percebem ...) , para que este a elucidasse sobre o que é emergência e sobre o que é emergência médica...olhe que o dito sr. é acessível e compreensivo, até a desculpou por faltas ao código deontológico...vá lá, drª Ana Jorge, aproveite para se actualizar!

Anunciados novos Postos de Emergência Médica
14h16m
A ministra da Saúde anunciou a colocação de cinco novos Postos de Emergência Médica em corporações de bombeiros em Areosa/Rio Tinto, Sever do Vouga, Almeirim, Sertã e Sines, em Março.


Ana Jorge falava, em Lisboa, durante a cerimónia de entrega de 45 ambulâncias aos representantes legais dos corpos de bombeiros.
Durante o seu discurso, a ministra disse que a entrega destas viaturas é uma forma de o Governo dar "um sinal claro do empenho no alargamento dos meios de emergência e na cooperação com as corporações de bombeiros".


"Com a entrega destas 45 ambulâncias, equipadas com material de Suporte Básico de Vida, prossegue o esforço de renovação do equipamento do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disponibilizado junto das corporações de bombeiros que se constituem como Postos de Emergência Médica", disse Ana Jorge.
A ministra considerou esta renovação "fundamental para garantir a qualidade dos serviços prestados pelo Sistema Integrado de Emergência Médica, coordenado pelo INEM em estreita cooperação com diversas instituições, designadamente com as corporações de bombeiros".


Segundo a ministra, no ano passado foram adquiridas pelo INEM um total de 110 ambulâncias, para substituir veículos dos Postos de Emergência Médica que estavam "manifestamente envelhecidos".
"Essas ambulâncias foram sendo disponibilizadas aos corpos de bombeiros à medida que foram recebidas pelo INEM", disse.
No total, adiantou, o investimento público nesta renovação de equipamento foi de seis milhões e meio de euros.
A ministra revelou que está já a decorrer um concurso para a aquisição de mais 60 ambulâncias destinadas à renovação de Postos de Emergência Médica ou à criação de novos Postos.


"Está também em curso o concurso internacional para contratação de três novos helicópteros, que servirão zonas particularmente distantes, como são os casos de Trás-os-Montes, da Beira Interior e do Alentejo", disse.