terça-feira, abril 07, 2009

Empresa participada da ANF já tem autorização para comercializar 23 genéricos

Mais de 20 medicamentos genéricos da marca Almus, controlada pela Alliance Healthcare que é detida a 49 por cento pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), já têm autorização de comercialização, segundo dados na página do Infarmed na Internet.
Os 23 medicamentos genéricos da Almus receberam a autorização de introdução no mercado por parte do Infarmed e fazem parte da lista de novos medicamentos comparticipados com início de comercialização a 1 de Fevereiro de 2009.

A introdução de medicamentos genéricos por parte da ANF tem sido contestada, nomeadamente, pela Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, que recentemente apresentou uma queixa à Autoridade da Concorrência (AdC) por distorção da concorrência.
Em causa está a compra por parte da Alliance Healhtcare de uma marca própria de genéricos - a Almus - que segundo a Apifarma poderá colocar os concorrentes em situação de desvantagem.
A ANF avançou também recentemente com a iniciativa de substituir medicamentos pelo genérico mais barato, mesmo com a oposição do médico, uma atitude que já foi considerada ilegal pelo Ministério da Saúde.
Os concorrentes temem que as farmácias, associadas da ANF, passem a recomendar aos doentes a compra dos genéricos Almus, segundo algumas fontes do sector.
A concorrência teme por isso a verticalização do sector, ou seja, que a ANF passe a controlar não só a venda aos doentes, mas também a distribuição e a comercialização de uma marca própria.
A marca Almus pertence à Alliance Healthcare, que em Portugal é detida em 49 por cento pela ANF e em dois por cento pela José de Mello Participações, estando o restante capital nas mãos da Alliance Boots, o maior distribuidor farmacêutico europeu.
Com um volume de facturação de 650 milhões de euros, a Alliance Healthcare é uma das maiores empresas portuguesas do sector, com 450 colaboradores, distribuindo todo o tipo de medicamentos autorizados no ambulatório, num total de 18 mil referências, segundo a página da ANF na Internet.
A ANF congrega 97 por cento das cerca de 5.800 farmácias portuguesas.

Lusa / SOL


Como vêm e se pode comprovar, somos nós médicos que nos moemos com isto?

Em todas as profissões existem bons e maus, nos médicos, nos enfermeiros, nos farmacêuticos, nos empresários, etc., mas convém que cada um se saiba por no seu lugar, que cumpra a legislação do seu país e pratique a sua profissão com o máximo de ética.

Desde o princípio que o MEMAI, postou alertas e deixou pistas para esta situação, continuará a postar avisos à navegação, quando achar que o deve, no interesse da saúde das gentes deste país, contra este tipo de armadilhas, venham elas de onde vierem.

Esperando que a justiça se faça, já que estamos num estado de direito por enquanto.

Vamos Lá Falar A Sério!

O bastonário da Ordem dos Médicos, caiu que nem um patinho na artimanha do João Cordeiro.

O Dr João Cordeiro é o único interessado em fazer crer à população que isto é uma guerra entre classes.

Mas não! É uma guerra entre a indústria de genéricos: por um lado o João Cordeiro e os Mellos, pelo outro a APOGEN e a APIFARMA. Aí é que está o âmago da disputa.

Obviamente que os utentes terão sempre a ganhar. Os doentes podem ganhar os trocos. O Dr João Cordeiro ganhará milhões de euros, muito mais até que a própria ANF e as farmácias de oficina, ditas comunitárias.

Mas isso será também uma questão que para os próprios farmacêuticos discutirem entre si.

Se as farmácias puderem trocar de medicamentos, em termos práticos o perigo é enorme. Obviamnete que a farmácia trocará pelo laboratório que lhe der maior margem de lucro. Compreende-se e aceita-se. Mas poderá acontecer e já acontece, que o doente sempre que vai à farmácia e traz o mesmo medicamento, mas de laboratórios diferentes, confunde e por vezes duplica ou triplica as respectivas tomas. Conheço uma farmacêutica, minha amiga e com quem discutimos isto várias vezes, que, vende os genéricos que lhe darão a maior margem em cada momento, mas, para evitar confusões, cola com fita-cola as caixas antigas às caixas novas para o doente não duplicar as doses.

Outra questão que se tem falado, é a questão dos delegados de informação médica (DIM). Hoje em dia há muitos laboratórios de genéricos que apenas têm delegados que visitam farmácias e não visitam os médicos. Tudo bem. São menos pessoas a chatearem-nos...

Agora, dando de barato que o capitalismo tem as suas regras e que a indústria farmacêutica investe no prescritor, geralmente elevando a sua molécula à melhor do mundo, se contabilizarmos a percentagem que gasta cm a indução da prescrição (e esta indução, tanto pode ser pagar um simples almoço, com um bom vinho, ou uma viagem a um congresso, mas também pode ser a manipulação de estudos, a influência em sociedades científicas, em associações de doentes, etc.) é muito inferior às percentagens do lucro da própria indústria, assim como ao lucro da distribuição e comercialização.

Presentemente, com a evolução da sociedade, da ciência e da engenharia, as ciências farmacêuticas evoluiram muito, são importantíssimas no desenvolvimento de novas moléculas e tecnologias de fabrico, mas perdem, sem dúvida, na comercialização do medicamento. E será que a comercialização será uma Ciência Framacêutica? Ou antes uma Ciência Económica ou de Markting?

As farmácias como as conhecemos tenderão a acabar: mais tarde ou mais cedo, o doente poderá abastecer-se na própria indústria através da Internet ou por outros meios, por exemplo, um simples SMS, poderá fazer chegar à sua casa a embalagem que está em falta. A farmácia, hoje em dia, é apenas um intermediário, ou evolui e muito ou perde.

E o dr João Cordeiro, apenas está a defender os seus interesses imediatos e não o futuro, a médio ou a longo prazo, das farmácias...

Tenho dito.

Ministério recusa pagar comparticipação de remédios substituídos pelas farmácias


A ministra da Saúde anunciou hoje que o Serviço Nacional de Saúde não pagará às farmácias a comparticipação dos medicamentos que forem substituídos pelo genérico mais barato sem autorização do médico.
Ana Jorge falava aos jornalistas, em Lisboa, no final da cerimónia do Dia Mundial da Saúde.
Questionada sobre os últimos desenvolvimentos, que opõem médicos e farmacêuticos, à iniciativa da Associação Nacional de Farmácias (ANF) de substituir medicamentos pelo genérico mais barato, mesmo com a oposição do médico, a ministra garantiu que não tinha conhecimento desta característica da medida.
Ana Jorge adiantou que apenas tinha conhecimento de que as farmácias iriam realizar uma campanha de informação sobre os preços dos medicamentos.
A legislação em vigor estabelece que a alteração dos medicamentos prescritos no momento da dispensa apenas pode acontecer mediante pedido do utente e com autorização expressa do médico prescritor.
No entanto, desde quarta-feira passada, as farmácias começaram a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo contra a vontade dos médicos, uma medida que o Ministério da Saúde considerou «ilegal».
A ANF considera que não existe ilegalidade, já que «as farmácias se limitam a aplicar a mesma metodologia que é seguida nos hospitais».
A ministra reitera que a substituição que está a ser praticada nas farmácias «é ilegal» e que nada tem a ver com a que existe nas farmácias hospitalares.
Segundo Ana Jorge, são «processos completamente diferentes», os quais obedecem em meio hospitalar a formulários específicos e que são elaborados por uma equipa multidisciplinar.
Questionada sobre o que vai fazer perante esta ilegalidade, Ana Jorge anunciou que as receitas alteradas e que seguem para as Administrações Regionais de Saúde (ARS) até ao dia 10 de cada mês vão ser devolvidas às farmácias.
Mensalmente as farmácias entregam às ARS, até ao dia 10 de cada mês, as receitas com vista a receberem o valor da comparticipação que o Serviço Nacional de Saúde dá a cada fármaco prescrito pelo médico.
Segundo Ana Jorge, todas as receitas substituídas contra a vontade do médico vão ser devolvidas às farmácias sem que o pagamento da respectiva comparticipação seja feito.
Lusa/SOL

segunda-feira, abril 06, 2009

Crime...disse ela! Mas ela quem?

A Ordem dos Médicos ameaça denunciar a substituição ilegal , por comerciantes retalhistas de medicamentos, das prescrições médicas nas farmacias da ANF...

Mas ameaça porquê? Não o devia ter já feito? Está à espera de quê? De um Ministério Público que perante a ostensiva afirmação pública de incentivo à prática de crime e desrespeito da lei, assobia para o lado?


E porque é que não denunciado o roubo praticado por esses senhores quando recebem dos laboratórios da industria farmacêutica, medicamentos genéricos incluidos, promoções do género compre cinco e leva dez !!???

Sim, porque é por demais sabido que é corrente esta prática promocional, e o crime está em que essas cinco caixas oferecidas são depois pagas pelos utentes, com IVA incluido que é também sonegado ao Estado...

Estado , e a sua entidade reguladora do sector ( não não é a IGAS, é o Infarmed), que igualmente assobiam para o lado...
Já se interrogaram porque é que raramente as Farmácias têm o genérico da marca X mas têm o da Y...?

E na Farmácia ao lado, o X e o Y até podem ser diferentes

Substituição por genéricos sem autorização do médico é ilegal

06 de Abril de 2009, 21:40

Lisboa, 06 Abr (Lusa) - O Ministério da Saúde garantiu hoje que não vai pactuar com a troca de medicamentos de marca por genéricos mais baratos contra a vontade dos clínicos e exigiu à Associação Nacional de Farmácias que tome medidas para repôr a legalidade.

"O Ministério da Saúde não pode pactuar com qualquer iniciativa que não observe o princípio da legalidade (...). Foi já transmitida ao presidente da Associação Nacional das Farmácias a necessidade de que tome as medidas adequadas para que o acesso aos medicamentos sujeitos a prescrição médica se continue a fazer na estrita observância do quadro legal", afirma a ministra da Saúde, em comunicado.

Ana Jorge adianta que "a promoção da crescente utilização dos medicamentos genéricos, de uma forma responsável, informada e dentro do quadro legal em vigor, é um objectivo para o qual o Ministério da Saúde conta com a colaboração de todos os parceiros do sector".

A legislação em vigor estabelece que a alteração dos medicamentos prescritos no momento da dispensa apenas pode acontecer mediante pedido do utente e com autorização expressa do médico prescritor.
No entanto, desde quarta-feira passada, as farmácias começaram a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo quando os clínicos se opôem à troca, uma medida que a Ordem dos Médicos ameaçou denunciar ao Ministério Público, por também considerar ilegal.

A Associação Nacional de Farmácias garantiu que a medida levou utentes e Estado a poupar cerca de 86,4 mil euros em apenas dois dias.

Segundo a ministra da Saúde, "o incentivo à utilização dos medicamentos genéricos tem sido uma constante preocupação do Governo e os resultados das medidas tomadas reflectem-se no contínuo aumento da sua quota em volume, de 5,09 por cento em Janeiro de 2004, para 14,37 por cento em Janeiro deste ano".

Ana Jorge adianta ainda que a alteração da prescrição médica que a Associação Nacional de Farmácias está a promover não consta da documentação que lhe foi entregue a 31 de Março numa reunião com a tutela, a propósito de uma campanha sobre a poupança de medicamentos genéricos em detrimento de medicamentos de marca.
MLS.

quinta-feira, abril 02, 2009

Porque Não, Farmácias Nos Centros de Saúde?

Avancemos para a distribuição de medicamentos nos Centros de Saúde.

O Estado adquire genéricos por grosso para distribuição pelas USF e ACES.

Assim sim.
Poupar-se-iam milhões de euros, empregar-se-iam milhares de farmacêuticos e os preços poderiam reduzir-se ainda mais, muito mais!

De um comentário: "é claro que o colega farmacêutico NA está num hospital e não se apercebe do que se passa nas mihares de farmácias do país. Mas é muito engraçado que não vejo os farmacêuticos referirem-se à possibilidade dos medicamentos serem distriuidos nos hospitais e centros de saúde, ficando as farmácias comunitárias para a medicina liberal e seguros de saúde. Acabavam-se as guerras: o Estado comprava para o país inteiro através de concursos públicos, Aí sim, o Estado poupava milhõies de euros."

quarta-feira, abril 01, 2009

Lisboa: 15 farmacêuticos não vão substituir receitas por genéricos


01.04.2009 - 18h03 Lusa
Quinze directores técnicos de farmácias disseram hoje que não vão substituir as receitas médicas por genéricos mais baratos, uma medida promovida pela Associação Nacional de Farmácias (ANF).

Segundo Maria Paulo Noivo, farmacêutica e directora técnica, "não faz sentido nenhum alterar aquilo que o médico prescreve, embora se deva ter em atenção o que o utente pede". "Cada caso é um caso, mas devemos dar sempre ao doente aquilo que consta na receita médica que nos é apresentada", contrapõe.

O director técnico Vítor Calado partilha da mesma opinião e defende que "jamais uma receita médica pode ser alterada, por muito que o utente peça um genérico mais barato".

Num conjunto de 18 farmacêuticos da área de Lisboa ouvidos hoje, 15 defendem que no caso da receita médica vir "trancada", isto é, em que há uma vontade expressa do médico para proibir a substituição do medicamento por um genérico, essa vontade deve ser cumprida e não alterada.

Contudo, quando o médico não se pronuncia nesse aspecto, os farmacêuticos costumam informar os doentes acerca de alternativas mais baratas, neste caso, genéricos.

Apesar disso, há quem defenda, como a ANF, que pode sempre ser dado como alternativa um genérico, "porque não se está a alterar a receita médica, mas sim o tipo de medicamento administrado". Falta de dinheiro"Há cada vez mais pessoas que cortam nos medicamentos por falta de dinheiro, por isso, não faz sentido que nós, farmacêuticos, não tenhamos sempre um genérico alternativo, mais barato, para sugerir", defende Pedro Mendes Martins, director técnico.

Esta medida constava do programa eleitoral de João Cordeiro, que hoje tomou posse como presidente da ANF, em Lisboa, e que garantiu no seu discurso que se trata de uma iniciativa para responder à crise, com a possibilidade dos doentes escolherem o medicamento mais barato. Na prática, o doente chega à farmácia com uma receita passada pelo médico e é esclarecido de todos os outros medicamentos que existem à venda com a mesma substância activa e que são mais baratos.
Se o utente optar por essa via, independentemente da vontade do médico, leva o medicamento genérico, mas terá de assinar o receituário.
A Ordem dos Médicos (OM) considera um "crime" a medida promovida pela ANF e promete denunciá-la ao Ministério Público (MP).

Também a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) já demonstrou que está contra esta medida, destacando que "vai contra a legislação e que o farmacêutico não deve, em momento algum, substituir o médico no acto de recomendar ou prescrever um medicamento".

"A AFP demarca-se veementemente da proposta apresentada pela ANF e não há razão para lançar uma campanha deste género sobre uma questão que está legislada", avança a AFP em comunicado.

Movimento de Utentes satisfeito com redução de preços de medicamentos mas teme ser medida eleitoralista


01.04.2009 - 12h14 Alexandra Campos, Lusa
O presidente do Movimento dos Utentes da Saúde (MUS) considerou hoje positiva a redução do preço de 3900 medicamentos anunciada pelo Ministério da Saúde, mas duvida da durabilidade da medida, que "surge em ano de eleições".
"A crise piorou a vida das pessoas: as dívidas às farmácias aumentam, da lista de medicamentos receitados os doentes compram só 'o mais importante'. Há um grande prejuízo para o doente. Esta medida é uma vantagem", afirmou João Santos Cardoso.
O presidente do MUS disse ainda não ter ficado "admirado" com a medida por aparecer "em ano de eleições", receando por isso que possa ser "eleitoralista". "Desconheço se a medida é viável e duvido se será duradoura.
Receio que o objectivo sejam as eleições", afirmou. A baixa de preço de 3900 apresentações de medicamentos, hoje anunciada pelo Ministério da Saúde, decorre de um processo iniciado em 2007 e que se verifica todos os anos.
Aliás, desde 2007 já diminuiram de preço mais de 5600 apresentações de fármacos, entre os de marca e os genéricos, lembra a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), em comunicado divulgado hoje.
A redução hoje anunciada permitirá aos utentes e ao Estado uma poupança de cerca de 75 milhões de euros, a crer nas estimativas do Ministério da Saúde (que leva em conta as vendas efectuadas em 2008).
Mas este cálculo poderá ter que ser revisto em baixa: nos primeiros meses deste ano, as vendas de medicamentos estão a cair a um ritmo de cerca de 8 por cento ao mês. Esta é já a terceira fase da revisão transitória de preços que resulta da aplicação da legislação aprovada em 2007.
Uma legislação que visou equiparar os preços dos fármacos à média dos quatro países de referência (Espanha, Itália, França e Grécia).

ANF acima da Lei...ostensivamente...e pode?


Ordem dos Médicos vai queixar-se ao MP
Farmácias vão começar a substituir medicamentos receitados por genéricos mesmo contra vontade dos clínicos
01.04.2009 - 14h48 Lusa



As farmácias começam hoje a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo quando os clínicos se oponham à troca, confirmou o presidente da ANF, uma medida que a Ordem dos Médicos promete denunciar ao Ministério Público.




A medida constava do programa eleitoral de João Cordeiro, que hoje tomou posse, em Lisboa, como presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF) e que no seu discurso garantiu que esta é uma medida para responder à crise. "Existem já cerca de 230 mil doentes portugueses que foram forçados, devido à crise económica, a abdicar da terapêutica recomendada", disse João Cordeiro, lembrando outros que "apenas mantêm os seus tratamentos porque as farmácias lhes concedem crédito".




Em resposta ao "estado de crise que afecta grande parte dos doentes portugueses", a ANF decidiu avançar com a medida, que consiste na possibilidade dos doentes escolherem o medicamento mais barato. Na prática, o doente chega à farmácia com uma receita passada pelo médico e é esclarecido de todos os outros medicamentos que existem à venda com a mesma substância activa e que custam mais barato. Se o utente quiser comprar mais barato, pode levar esse medicamento genérico para casa, mesmo que na receita o clínico tenha expressado a sua oposição à substituição do fármaco prescrito. Nestes casos, o utente terá de assinar o receituário.




Para João Cordeiro, que foi reeleito para a função de presidente da ANF, "esta iniciativa tem um profundo interesse social e económico", porque "todos os medicamentos disponíveis nas farmácias são garantidos pela Autoridade Nacional do Medicamento" e porque "proporciona poupanças significativas" aos doentes. Os doentes "vão poder pagar três ou quatro vezes menos do que pagam actualmente pelo mesmo princípio activo", disse.




A Ordem dos Médicos considera um "crime" a medida promovida pela ANF e promete denunciá-la ao Ministério Público (MP).

segunda-feira, março 30, 2009

Espero Que O Papa Seja Leitor Do Blog!

19 March 2009

[Originally published in 2004 updated in 2009]

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Condom use is a critical element in a comprehensive, effective and sustainable approach to HIV prevention and treatment.
Credit: UNAIDS

Condom use is a critical element in a comprehensive, effective and sustainable approach to HIV prevention and treatment. Prevention is the mainstay of the response to AIDS. Condoms are an integral and essential part of comprehensive prevention and care programmes, and their promotion must be accelerated. In 2007, an estimated 2.7 million people became newly infected with HIV. About 45% of them were young people from 15 to 24 years old, with young girls at greater risk of infection than boys.

The male latex condom is the single, most efficient, available technology to reduce the sexual transmission of HIV and other sexually transmitted infections.

The search for new preventive technologies such as HIV vaccines and microbicides continues to make progress, but condoms will remain the key preventive tool for many, many years to come. Condoms are a key component of combination prevention strategies individuals can choose at different times in their lives to reduce their risks of sexual exposure to HIV. These include delay of sexual initiation, abstinence, being safer by being faithful to one’s partner when both partners are uninfected and consistently faithful, reducing the number of sexual partners, correct and consistent use of condoms(1), and male circumcision.

Conclusive evidence from extensive research among heterosexual couples in which one partner is infected with HIV shows that correct and consistent condom use significantly reduces the risk of HIV transmission from both men to women, and also from women to men(2). Laboratory studies show that male latex condoms are impermeable to infectious agents contained in genital secretions(3). To ensure safety and efficacy, condoms must be manufactured to the highest international standards. They must be procured according to the quality assurance procedures established by the WHO, UNFPA and UNAIDS and they should be stored away from direct heat sources. Prevention programmes need to ensure that high-quality condoms are accessible to those who need them, when they need them, and that people have the knowledge and skills to use them correctly.

Condoms must be readily available universally, either free or at low cost, and promoted in ways that help overcome social and personal obstacles to their use.

Condom use is more likely when people can access them at no cost or at greatly subsidized prices. Effective condom promotion targets not only the general population, but also people at higher risk of HIV exposure, especially women, young people, sex workers and their clients, injecting drug users and men who have sex with men. UNFPA estimates that the current supply of condoms in low- and middle-income countries falls well short of the number required (the condom ‘gap’)(4). Despite the gap, international funding for condom procurement has not increased in recent years. Collective actions at all levels are needed to support efforts of countries, especially those that depend on external assistance for condom procurement, promotion and distribution.

HIV prevention education and condom promotion must overcome the challenges of complex gender and cultural factors.

Young girls and women are regularly and repeatedly denied information about, and access to, condoms. Often they do not have the power to negotiate the use of condoms. In many social contexts, men are resistant to the use of condoms. This needs to be recognized in designing condom promotion programmes. Female condoms can provide women with more control in protecting themselves. However, women will remain highly vulnerable to HIV exposure, until men and women share equal decision-making powers in their interpersonal relationships.

Condoms have played a decisive role in HIV prevention efforts in many countries.

Condoms have helped to reduce HIV infection rates where AIDS has already taken hold, curtailing the broader spread of HIV in settings where the epidemic is still concentrated in specific populations.

Condoms have also encouraged safer sexual behaviour more generally. Recent analysis of the AIDS epidemic in Uganda has confirmed that increased condom use, in conjunction with delay in age of first sexual intercourse and reduction of sexual partners was an important factor in the decline of HIV prevalence in the 1990s(5). Thailand’s efforts to de-stigmatize condoms and its targeted condom promotion for sex workers and their clients dramatically reduced HIV infections in these populations and helped reduce the spread of the epidemic to the general population. A similar policy in Cambodia has helped stabilize national prevalence, while substantially decreasing prevalence among sex workers. In addition, Brazil’s early and vigorous condom promotion among the general population and vulnerable groups has successfully contributed to sustained control of the epidemic.

Increased access to antiretroviral treatment creates the need and the opportunity for accelerated condom promotion.

The success of antiretroviral therapy in industrialized countries in reducing illness and prolonging life can alter the perception of risk associated with HIV(6). A perception of low-risk and a sense of complacency can lead to unprotected sex through reduced or non-consistent condom use. Promotion of correct and consistent condom use within antiretroviral treatment programmes, and within reproductive health and family planning services, is essential to reduce further opportunities for HIV transmission. Rapid scale-up of HIV testing and counselling is needed to meet the prevention needs of all people, whether they are HIV-positive or negative.

1 UNAIDS. 2004 Report on the global AIDS epidemic, page.72.

2 Holmes K, Levine R, Weaver M. Effectiveness of condoms in preventing sexually transmitted infections. Bulletin of the World Health Organization. Geneva. June 2004.

3 WHO/UNAIDS. Information note on Effectiveness of Condoms in Preventing Sexually Transmitted Infections including HIV. Geneva. August 2001.

4 UNFPA. 2007 report on donor support for contraceptives and condoms for STI/HIV prevention 2007.

5 Singh S, Darroch J.E, Bankole A. A,B, and C in Uganda: The Roles of Abstinence, Mongamy and Condom Use in HIV Decline. The Alan Guttmacher Institute. Washington DC. 2003.

6 Gremy I, Beltzer N. HIV risk and condom use in the adult heterosexual population in France between 1992 and 2001: return to the starting point? AIDS 2004;18:805-9.

domingo, março 29, 2009

Pais Negligentes? Ou Pouco Informados? Ou Jornalistas Maldosos?

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Mais uma pérola do Correio da Manhã e dos seus jornalistas, desta vez

Pedro Sales Dias

A criança, de quatro anos, chegou à Urgência pediátrica do Hospital de S. João pelas 19h50. [Não refere o jornalista, aqui, na entrada da notícia, que o pai o trouxe de Vila Verde cerca de 70 km do Porto, na sua viatura, passou por inúmeros hospitais – Braga, Barcelos, e Centros de Saúde e não sentiu necessidade de bater á porta das urgências…] Segundo o pai, só foi visto por um médico quatro horas depois

A vermelho as mentiras da notícia:

28 Março 2009 - 00h30

Porto: Pais revoltados com atendimento do Hospital de S. João

Criança esperou horas na Urgência

"Passei o dia mais difícil da minha vida ao ver o meu filho em agonia sem que nenhum médico lhe fizesse alguma coisa". Manuel Reis mostra-se assim indignado com a situação que teve de enfrentar no passado sábado. O filho, de quatro anos, foi atropelado em Vila Verde e transportado de carro para o Hospital de S. João, no Porto. "Só pensei em pegar no meu filho e levá-lo rápido, nem pensei em bombeiros ou INEM", explica.

No entanto, a pressa do pai pouco adiantou. Segundo a família, o menino teve de esperar quatro horas para ser observado pelos médicos. "Entrámos na Urgência pelas 19h50. Colocaram o meu filho numa maca. Passadas três horas e com muito sofrimento, o meu filho continuava na maca sem ter sido observado pelo médico", disse o pai, docente de profissão. Foi então que Manuel Reis se descolou à triagem da Urgência pediátrica para protestar pelo que estava a acontecer.

"Disseram-me que havia mais casos graves e que só havia dois médicos de serviço na pequena cirurgia. E adiantaram que no futuro ainda iriam ser menos", disse.

Contactado pelo CM, o gabinete de comunicação do hospital preferiu não fazer declarações sobre o caso. Segundo o professor, o filho só foi visto quatro horas após ter chegado ao hospital. Depois disso, a "saga continuou", tal como explica o pai: "Foi observado por um médico que só mandou fazer raio-X à cabeça e ao pé. Teve de andar de um lado para o outro até que, finalmente, mandaram fazer raio-X à perna. Descobriram que tinha o perónio fracturado".

Dada a violência do choque, Manuel Reis diz que foi uma sorte o seu filho não ter tido hemorragias internas.

E se as houvesse os pais seriam a única entidade negligente. Sem dúvida. Perente esta notícia, a Procuradoria deveria levantar um inquérito, por “não assistência atempada por parte dos pais”.

Ver no no GoogleMaps a distância entre Vila Verde e o Porto. Fico incrédulo, como pai e como médico.


Ver mapa maior


Portanto, se foi como o pai descreve, há negligência grave, se não foi assim, foi o senhor Pedro Sales Dias que inventou ou fomentou ou pagou a noitícia.

sábado, março 28, 2009

Estados Fenológicos.

Sabe o que é? Talvez não. Como eu desconhecia o significado.

Mas mail amigo trouxe-me um blog de uma vinha alentejana: Alcórregus, a origem do vinho.

Será uma espécie de Big Brother de uma vinha:

"A vinha do Monte Novo do Rodeio vai mostrar-se ao longo do tempo, não tanto com o aspecto de um diário romântico, talvez mais como um semanário objectivo e que vai correr alguns riscos."

Só ainda não tive oportunidade de beber o Alcórregus...

Paciente (segundo Zing "impaciente") vítima de Bambo da Oftalmologia... O que diz a OM disto?

Tribunal condena médico
"Técnica inadequada" para operação às cataratas deixa comerciante em "cegueira legal"
JESUS ZING


O Tribunal da Relação de Coimbra confirmou a condenação de um oftalmologista de Aveiro ao pagamento da indemnização de mais de 34 mil euros a um comerciante que operado às cataratas ficou com "cegueira legal".

O médico Octaviano Seabra foi condenado pelo Tribunal da Relação de Coimbra, que confirmou uma decisão do Tribunal de Aveiro, ao pagamento de uma indemnização de 34.670 euros, a que acresce juros desde Novembro de 2003, a um comerciante de 64 anos de Estarreja, por "técnica inadequada já abandonada pela comunidade médica" de Extracção Intra Intra Capsular do Cristalino, sob anestesia loco-regional.
"Tal procedimento configura violação das legis artis, na medida em que era exigível, de acordo com os conhecimentos e evolução da ciência médica que fossem usadas outras técnicas, mais avançadas e com menores riscos para o impaciente", considerou o tribunal.

O comerciante foi objecto de uma operação às cataratas em Novembro de 2001, no consultório do médico, que não estava homologado pela Direcção Geral de Saúde para a prática de actos cirúrgicos.
Depois de ter sido operado e "assustado com o seu estado clinico" recorreu em Dezembro de 2001 ao serviço de Urgência do Hospital dos Covões e, mais tarde, aos serviços de outro oftalmologista, tendo sido operado de urgência em Coimbra, ao deslocamento da retina do olho esquerdo, o que não evitou que o comerciante "ficasse a padecer, sem correcção óptica com óculos, de cegueira legal".

A vitima, segundo o tribunal, ficou com sequelas a nível psicológico "devido à diminuição da sua acuidade visual e ao inestético uso de óculos com lentes muito grossas".
Mesmo com os óculos que usa, o comerciante de Estarreja viu "gravemente diminuída a sua qualidade visual, por aberrações cromáticas, prismáticas e esféricas" e "não poderá executar trabalhos físicos violentos sob pena de recidiva". "Mantém a manterá para o resto da sua vida (...) dificuldade em executar trabalhos que exijam visão de pormenor", encontrando-se hoje na situação de reformado.

O comerciante pagou 500 contos (2500 euros) ao médico pela operação e exigia uma indemnização de cerca de 111.500 euros (mais juros).

Falência Da Psicologia?

Como sei que há muitos psicólogos leitores e seguidores deste blog, lanço uma pergunta em jeito de provocação sobre os casos conhecidos de transexuais (feminino --> masculino) que engravidam e sabendo que até à cirurgia os interessados são consultados por psicólogos para uma melhor compreensão da sua vontade de mudar de sexo.

Pergunto: o que falhou? A psicologia? Ou trata-se de um embuste e os doentes manipulam os psicólogos e a consulta?

Contranatura...digam o que disserem...

Transsexual espanhol grávido de gémeos
O primeiro transsexual europeu é um espanhol de 25 anos que está grávido de gémeos.
Maria Luiza Rolim, com agências
Expresso

Um transsexual espanhol quer seguir os passos de Thomas Beatie, o americano que deu à luz. Rubén Noé, um jovem de 25 anos que já foi mulher, está grávido de três meses e espera gémeos.




O parto está previsto para Setembro e a gestação só é possível porque, apesar da operação de mudança de sexo, Rúben manteve os órgãos reprodutivos femininos.
O jovem diz ter sofrido pressões familiares ao tomar a decisão de engravidar. Razão pela qual trocou Málaga, onde vivia, pela pequena cidade de Berga com 15 habitantes, no nordeste espanhol.
Em declarações à comunicação social espanhola, revelou que decidiu divulgar a gravidez para "ajudar a acabar com os tabus", considerando que "o mundo está a mudar e cada vez vão aparecer mais casos de transsexuais grávidos".



Primeiro grávido europeu
Este é o primeiro caso na Europa, em quase tudo semelhante ao do mediático americano Thomas Beatie, transsexual que em 2008 deu à luz a uma menina e que está novamente grávido.
Tal como Thomas Beatie, Noé também conseguiu engravidar por inseminação artificial. Os dois têm relações com mulheres mais velhas que já tinham filhos de relações anteriores.


Ruben Noé quer, igualmente, registar os filhos em nome do casal, sendo ele o pai. Por isso, assim que os gémeos nascerem, vai voltar a fazer o tratamento hormonal que lhe assegura os traços masculinos e que foi interrompido para a gestação.
Noé diz que o desejo de ser pai é antigo e que este sonho se deve, provavelmente, ao facto de ter sido criado num orfanato.



Gravidez rentabilizada
Entretanto, o espanhol aproveita para rentabilizar a gravidez, estando a negociar com dois canais de televisão o preço de uma entrevista. "A 'bomba' é minha. Se não for eu a aproveitar, outros vão ganhar dinheiro com a minha vida".
Rubén frisa que está preocupado com a saúde dos bebés, tendo já sido advertido pelos médicos de que a gravidez é de alto risco, pelo facto de ser epiléptico. Eventuais convulsões durante a gestação poderão provocar um parto prematuro.

segunda-feira, março 23, 2009

Parece que dá dinheiro...muito e fácil!

Cirurgias estéticas estão fora de controlo

23.03.2009 - 08h39 Alexandra Campos, Catarina Gomes

A Ordem dos Médicos (OM) recebe cerca de 20 queixas por ano contra médicos que fazem cirurgias estéticas, estima o presidente do colégio da especialidade de cirurgia estética, plástica e reconstrutiva da ordem, Victor Fernandes, que afirma não ter conhecimento de profissionais penalizados. Pode passar a ideia de alguma "impunidade", mas é "o próprio corpo legislativo da OM que não permite muito mais que isso", justifica.
Há um médico, José de Mendia, que neste momento acumula oito queixas contra si na ordem, confirma o porta-voz do organismo, Diamantino Cabanas.


Por que se queixam as pessoas que recorrem à cirurgia estética? A maior parte das queixas tem a ver com a insatisfação em relação aos resultados obtidos e essa avaliação é, muitas vezes, "subjectiva", sublinha Victor Fernandes. "Não trabalhamos sobre mármore, trabalhamos sobre tecidos vivos e os resultados nem sempre são o que queríamos." O importante, alerta, é que os médicos informem os doentes sobre as limitações. "No espírito do doente tem que estar claro que os resultados podem não ser os desejáveis. Outras vezes há acidentes que decorrem da falta de condições com que os actos são praticados, diz.


Quanto à prática de cirurgia estética por médicos sem a especialidade, Fernandes diz que a OM está muito limitada legalmente na sua actuação porque os estatutos não colocam limites à prática de actos médicos em qualquer especialidade. Há muitos médicos a operar sem formação reconhecida nesta área. Dá o exemplo de médicos de família que vão a Espanha fazer cursos intensivos de lipoaspiração, e que, mal regressam, começam a aplicar a técnica. "Não há meio de controlar a situação enquanto não houver um quadro mais sancionatório", lamenta.


No ano passado este problema voltou à ordem do dia depois de uma jovem de 25 anos ter morrido no Algarve na sequência de uma lipoaspiração feita por um especialista em doenças do rim. O caso foi investigado pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, que fez uma série de recomendações à OM.


Apenas 160 especialistas
O que acontece é que fica "ao critério do médico o direito de analisar se tem diferenciação para fazer o que faz", explica o especialista. Mas os profissionais "continuam a fazer um pouco o que querem", apesar de o código dentológico mencionar que o médico não deve ultrapassar os limites da sua especialidade. "A única arma que as pessoas têm para saber se o médico tem preparação adequada" é consultar o site da OM e ver se o médico em causa está inscrito no colégio de especialidade ou contactar a Ordem.


Cirurgiões plásticos reconhecidos pela OM e que estão no activo são cerca de 160; quanto aos médicos que fazem cirurgia plástica sem o título de especialista, "há imensos, mas nós não sabemos quantos são e não temos controlo sobre a situação". Dados da Entidade Reguladora da Saúde do ano passado dão conta de 197 estabelecimentos de cirurgia plástica, reconstrutiva e estética. Apesar de o médico poder exercer actos fora da sua especialidade, não pode, porém usar o título de cirugião plástico, "é eticamente censurável", explica Fernandes. Mas às vezes as fronteiras são ténues. Quem vê escrito "Clínica de Cirurgia Plástica Dr X" ou "Dr X" e depois, debaixo do nome do médico, "cirurgia plástica" depreende que é cirurgião plástico, mas também nestes casos "a OM tem dificuldade em agir".

domingo, março 22, 2009

Para Combater A Frustação Que Leva À Depressão De Alguns…

Parafraseando a frase repetida do presidente Luís Filipe Vieira: pela verdade desportiva!


"Calabote: 50 anos depois", no JN on-line.

00h30m

"Foi exactamente há 50 anos. Estamos em 22 de Março de 1959. Hoje é conhecido o campeão nacional. São três da tarde e a bola começa a rolar em todos os estádios. Em todos não. Na Luz, o Benfica recebe a CUF e sobe ao relvado dois minutos antes do início do jogo. A estratégia é retardar a partida o máximo possível, de forma a saber o que se passa em Torres Vedras, no Torreense-F. C. porto.

Os dragões estão a um pequeno passo do título: são líderes com os mesmos pontos do que os rivais da Luz, mas com vantagem na diferença de golos. Para ser campeão, o Benfica precisa de marcar mais cinco golos do que aqueles que os portistas marcassem.

No Campo das Covas, já se contam oito minutos de jogo, quando na Luz, Inocêncio João Teixeira Calabote, árbitro internacional de Évora e com passado infeliz nos jogos com o F. C. Porto, faz soar pela primeira vez o apito. A primeira parte corre de feição às águias que chegam ao intervalo a vencer por 4-0, com os dois primeiros golos de penálti, o segundo dos quais considerado inexistente por toda a crítica.

A vantagem era insuficiente, uma vez que os portistas já tinham inaugurado o marcador. Na segunda parte, já depois do golo de honra da CUF, o Benfica não demoraria a dilatar a vantagem com mais dois golos, um deles de penálti. Os encarnados são virtualmente campeões. Festeja-se na Luz, sofre-se nas Covas.

Não por muito tempo. O portista Noé faz o segundo golo e a festa volta a Torres Vedras. Por pouco tempo também. De rajada, os benfiquistas fazem o 7-1, já o guarda-redes Gama, da CUF, tinha sido substituído, a pedido dos colegas, num tarde muito infeliz...

Porém, em cima do minuto 90, Teixeira faz o 3-0 e volta a entregar o título ao F. C. Porto. O jogo termina a seguir, mas não há campeão. Na Luz, ainda faltam jogar oito minutos, mais os quatro de compensação concedidos por Calabote - que ainda expulsou três jogadores da CUF -, quando, na altura, não era normal dar-se mais do que dois. Foram 12 longos minutos de sofrimento em Torres Vedras, enquanto o Benfica desespereva por mais um golo, que não veio a acontecer. A festa mudava-se, de vez, para as Covas.

Poucos dias após o mais dramático epílogo dos campeonatos, Calabote é alvo de inquérito federativo e acusado de ter mentido no relatório, escrevendo que o jogo principiara às 15 horas e terminara às 16.42 horas. O árbitro de defende-se e diz que o seu relógio é que vale. Nada feito. É acusado de corrupção, mas diz que nunca recebeu um tostão. É irradiado uns meses mais tarde.

O livro sobre o "Caso Calabote", da autoria do jornalista João Queiroz, será editado brevemente pela Quidnovi."

sábado, março 21, 2009

Para Quem Nos Acusa de Corporativistas…

A resposta está no post anterior colocado por um dos Memais.

Nele se pode concluir que nem tudo o que luz é oiro! Nesta e em qualquer outra ciência.

Entretanto vou ouvindo os Stones: (I Can't Get No) Satisfaction .

A Medical Madoff: Anesthesiologist Faked Data in 21 Studies: Scientific American

A Medical Madoff: Anesthesiologist Faked Data in 21 Studies: Scientific American

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sexta-feira, março 20, 2009

Ministra da Saúde critica declarações do Papa sobre o preservativo

"A ministra da Saúde, Ana Jorge, lamentou hoje as declarações do Papa Bento XVI sobre o uso do preservativo, reiterando que esta é uma maneira eficaz de evitar a propagação da Sida em África e no mundo.
O Papa Bento XVI afirmou terça-feira, antes de iniciar uma viagem a vários países africanos, que a distribuição de preservativos não é a resposta adequada para se ajudar a África a combater a Sida, o que motivou a condenação de vários governos europeus e organizações internacionais.
Ana Jorge falou aos jornalistas à margem de um encontro em Lisboa a propósito do Dia Mundial da Tuberculose, onde expressou o seu desacordo em relação às afirmações do Papa.
«Lamento profundamente e acho muito mau para a saúde das pessoas do mundo inteiro que um alto responsável da Igreja Católica como é o Papa possa pôr em causa o uso de preservativo, principalmente em África, onde temos muito a fazer em termos de prevenção», declarou a ministra da Saúde.
«Sabemos que o uso do preservativo é uma maneira eficaz de proteger e evitar a disseminação da doença em África e em todo o mundo», acrescentou."
Lusa / SOL


É um facto que, neste momento, o preservativo tem um papel muito importante na profilaxia da propagação da SIDA.

Mas perante as afirmações da igreja, pergunto-me, se não existem métodos mais eficazes, (que eles conheçam), perante tanta dúvida, acerca do preservativo?