segunda-feira, abril 13, 2009
domingo, abril 12, 2009
Não Escondo Nada! A Culpa Não Pode Morrer Solteira!
Um anónimo desafiou-me. Aceito o desafio. E critico os termos provocatórios. "Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Intervalo": Pela notícia, concluo:
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=02221311-FC0A-4120-B6BE-75D7441FA5B5&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF
MEMAI, que vai dizer desta?
Que também é deturpação jornalística?
Explique-me como é que se pode diagnosticar ansiedade a alguém que chega ao hospital com queixas de dor pré-cordial com irradiação, dispneia, arritmia e SÍNCOPE (!!!). Parece-me que o mais gravoso e absolutamente negligenciado aqui é a síncope!
Será culpa de quem? Do Espírito Santo? Do médico que, por ser estrangeiro, é incompetente?
A "culpa", que é que alguém a tem, ainda vai morrer solteira."
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Há justiça...mas é leeeeeeeenta...
00h30m
NUNO MIGUEL MAIA
Uma ex-directora do Centro de Saúde dos Carvalhos, em Gaia, vai ser julgada por crime de abuso de poder. Em causa está o alegado uso de auxiliares do centro para limpezas em sua casa e de motorista para serviços privados.
O processo, que irá a julgamento no próximo mês, teve origem numa participação em 2005 às autoridades assinada por 10 pessoas que trabalhavam naquela unidade de saúde e que entraram em rota de colisão com a então responsável, médica no cargo há 23 anos. Esta, na sequência da denúncia, foi, em Junho de 2005, exonerada do cargo, de forma sumária, pelo ministro Correia de Campos.
A participação inicial fazia referência a vários alegados crimes que impressionaram a Inspecção Geral de Saúde e a tutela governamental: burla, abuso de poder, peculato e peculato de uso. Todavia, após investigação da Polícia Judiciária do Porto, o Ministério Público entendeu só haver provas de um crime de abuso de poder.
Os factos dizem respeito à suposta utilização, em horário normal de trabalho, de funcionárias com a categoria de auxiliares em tarefas de limpeza na residência particular da directora. Na acusação estão elencadas datas concretas durante os anos 2001 e 2004. Há, inclusive, o caso de uma funcionária que terá prestado aqueles serviços sob periodicidade semanal.
Além disso, há alusões a um presumível uso do motorista afecto ao Centro de Saúde dos Carvalhos também para fins particulares. Em concreto, no transporte da filha da directora desde a universidade, no Porto,até ao local de trabalho da mãe ou para casa. E uma referência a um alegado transporte da mãe da directora a um cabeleireiro.
A denúncia, porém, contemplava acusações mais graves. Tais como uma suposta adulteração dos mapas de serviço de urgência, para que a própria directora pudesse ganhar mais dinheiro; um "toto-sorteio" (jogo ilegal) efectuado entre pessoas que trabalhavam no centro, com pagamentos mensais e sorteios anuais; e refeições confeccionadas para os médicos, enfermeiros e funcionários com meios e alimentos comprados pelo centro - em prejuízo do erário público.
Houve ainda referências a um alegado "saco azul" ligado a uma associação de "bem-estar" do utente, que não prestaria contas públicas; supostas "comissões" recebidas pela responsável em restaurantes, no âmbito de refeições patrocinadas por laboratórios farmacêuticos, bem como pedido de dinheiro a delegados de propaganda médica; despesas pessoais pagas com dinheiro do centro de saúde; e empregos para amigos e familiares.
Tudo acusações para as quais a investigação criminal não encontrou indícios para mandar para julgamento.
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sábado, abril 11, 2009
Intervalo
com a Devida vénia transcrevo este post de um bloguista seguidor, o nome do blogue é "de médico e louco..."

Ando longe do notebook há algum tempo, não sei se por falta de tempo ou má vontade de escrever, mas achei que era hora de pôr os dedos para mexer um pouco. Outro dia até me perguntei a razão de ter um blog. Dar notícias a quem está longe? Tentar arrancar algum comentário de algum desocupado que leu o que escreveu? Carência afetiva? A razão eu não sei ao certo, mas tem sido interessante reler o que escrevi e acompanhar uma certa cronologia do que tenho vivido desde que deixei meu casulo. As mudanças ocorrem muito rápido e, de completo acordo com o que disse meu amigo Peruca certo dia, os dias têm, de fato, durado muito menos do que 24 horas.
Hoje voltei de mais um dos plantões de fim de semana, em que na sexta eu preciso dormir cedo para estar bem no sábado, passo longas horas trabalhando e chego em casa no domingo à tarde, desmaio no meu colchão de mola e acordo no fim do domingo, pronto para comer, assistir o fim do fantástico e dormir de novo. Em outras palavras, fim de semana inexistente. Sem falar o anterior, que também inexistiu para vida social. Mas não escrevo tais palavras em tom de murmuração, porque se me submeto e passo tantas horas dentro de um hospital, em privação de sono e comida, ganhando muito menos do que poderia em outros lugares, é porque acho que vale a pena. E vale mesmo.
Na sexta-feira passei para o meu terceiro estágio dentro da residência. O primeiro foi o de neonatologia com aqueles seres minúsculos e confesso não ser a especialidade que mais me agrada. Apesar de estar fazendo pediatria, gosto de interagir com os pacientes e não só com seus familiares, mantendo um nível de conversa e compreensão, por mais que essa conversa seja apenas: não quero que põe o palito! Pronto, interação. No segundo estágio fui para o outro extremo, trabalhando com adolescência e reumatologia. Foi um bom estágio e em outra hora comento sobre ele. Agora estou na enfermaria, que acredito ser o lugar onde mais aprendemos.
Na verdade, o que me motivou a escrever o post hoje foi algo bem específico. Conheci na enfermaria o Gabriel, um gordinho figura de 6 anos. Nasceu com um semblante típico que todos os comediantes aparentam ter. O jeito de sorrir, o modo alto de falar e o simples fato de estar acima do peso, que dizem ser um fator de felicidade (não de saúde). Ele tem Fibrose Cística, uma doença hereditária que faz com que as glândulas do corpo sejam disfuncionais. Em outras palavras, o intestino funciona mal, há dificuldade de digestão alimentar e um acometimento respiratório progressivo muito grave, com pneumonias freqüentes e outras infecções. É um paciente que simplesmente não sabe qual é a sensação de respirar bem. O normal que ele conhece é sempre ter falta de ar, tosse freqüente e longas internações quando há uma infecção mais séria. Quem é asmático sabe do que estou falando, mas é muito mais sério.
Quando entrei em seu quarto ontem pela manhã ele já estava de banho tomado, com o cabelo liso de lado, os olhos azuis quase saltando e um sorriso enorme: doutor, vou de alta né?! - Calma Gabriel, senta pro tio te examinar (que mania desagradável de me intitular tio das crianças, me envelheçendo antes da hora). Sua freqüência respiratória era normal, seus dedos tinham um aspecto de baquetas (baqueteamento digital), algo típico de quem têm privação de oxigênio por muito tempo. Seus pulmões estavam cheios de ruídos, mas esse era o seu “normal”. Agora estava bem. Completava seu 44º dia de internação, tomando antibióticos que nós provavelmente nunca precisaremos usar. Sem esquecer do fato de que não há um dia sequer na sua vida que ele passará sem o uso deles. Nem esquecer dos fisioterapeutas, eternos aliados na qualidade de vida desses pacientes.
Discuti seu caso com uma médica experiente no assunto, que liberou a alta do Gabriel. Mas conversamos um pouco sobre ele e a conversa não foi nada animadora. Em minha formação eu acompanhei poucos casos assim, pois é uma doença mais rara. Mas na Santa Casa eles têm uma experiência grande e acompanham muitos pacientes encaminhados de várias partes do país. Ela me explicava que há alguns anos a expectativa de vida de uma criança com fibrose cística era de 10 anos. Hoje, com muito esforço e estudo, subiu para 30 anos. Rápidos e passageiros 30 anos. Como é difícil esclarecer a mãe que muito provavelmente verá seu filho morrer. Nenhum pai espera isso. E a médica repetiu e enfatizou: nós sabemos que ele vai morrer, não é uma previsão, é um fato. E, analisando a forma como vivia o Gabriel, concordei com ela. Fomos até advertidos que pacientes como ele, vão de alta aparentemente muito bem, mas muitos retornam em pouco tempo ao pronto-socorro com uma insuficiência respiratória grave e morrem por isso.
Depois dessa conversa toda, enquanto preparava a alta no computador, lá veio o Gabriel, se debruçou no balcão e ficou me cobrando a sua alta. Em poucos minutos entreguei os papéis e a receita a sua mãe e me despedi daquele garoto esperto, com sua máscara (para proteger outras crianças das bactérias resistentes que carregam nos pulmões). Ele não parava de falar das saudades de seu cachorro e sua cama.
O restante do plantão foi bem tumultuado, mas foi bem difícil pensar em outra coisa, senão na história do Gabriel e outros que sabem dar muito valor ao ar que respiram.
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sexta-feira, abril 10, 2009
Direito de Resposta do Jornalista Pedro Sales Dias
Caro senhor,
O meu nome é Pedro Sales Dias e sou jornalista do Correio da Manhã. Fui informado de um conteúdo no seu blog que atenta contra a minha ética profissional sugerindo que menti propositadamente numa notícia ou até que paguei aos envolvidos pela alegada história fantasiosa.
Como sabe não é o meu papel fazer juízos de valor, como os que faz no seu blog e com todo o direito que a Constituição da República lhe confere. Reproduzi fielmente os factos da história tanto quanto me foi possível com os país do menino e com a Assessora do Hospital S. João, no Porto.
Posto isto, e com a certeza que se irá retratar das acusações em relação à minha actuação profissional, desejo-lhe a continuação de bom trabalho na área da saúde, prometendo estar à sua disposição quando quiser.
Obrigado,
Sinceros cumprimentos
Pedro Sales Dias
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Direito De Resposta de Manuel Reis.
Caro senhor,
Lamento profundamente os comentários que fez em http://medicoexplicamedicinaaintelectuais.blogspot.com/2009/03/pais-negligentes-ou-pouco-informados-ou.html
.
Esses comentários, relacionados com o atraso no atendimento ao meu filho na urgência pediátrica do Hospital São João, são o exemplo eloquente daqueles que gostam de falar sem conhecerem a realidade.
O problema do meu filho foi parar aos jornais porque se fosse parar ao livro de reclamações cairia em saco roto... No entanto, o senhor é demasiado leviano ao chamar maldoso ao jornalista e ao insinuar que a notícia até poderia ter sido comprada... Deplorável! Veja lá se o jornalista não se lembra de lhe meter com um processo em cima.
O senhor diz que pretende explicar medicina a intelectuais, mas o senhor não é intelectual, caso contrário estava caladinho, pois primeiro tentava conhecer o que se passou.
O senhor diz que identifica as mentiras na notícia. O Senhor até parece um bruxo. Coitados dos seus pacientes!
O senhor apresenta-se como médico, e acha-se o supra-sumo... Já agora, quem é que o procurou para escrever disparates?
O senhor nem conhece o percurso entre Vila Verde e Porto, caso contrário não falava no hospital de Barcelos.
O meu filho veio directo para o S. João, porque um profissional de saúde no local do atropelamento assim nos sugeriu. Os problemas na urgência do hospital São Marcos (Braga) são maiores do que os do São João, por isso resolvemos não parar lá.
O que está escrito na notícia é tudo verdade e o que me é imputado foi fielmente transcrito pelo jornalista.
Eu recorri-me dos meios de comunicação social para expor o problema, mas outros pais recorreram-se do livro de reclamações, que no meu ponto de vista é menos eficaz.
Outras crianças com problemas igualmente graves esperaram horas na urgência, tendo esperado tanto ou mais do que o meu filho para serem vistos pela primeira vez por um médico.
O problema não é dos médicos. O problema é da gestão ou do ministério da saúde que não disponibiliza médicos para a urgência em número suficiente. Depois de se passar a urgência, mais no interior do hospital, as coisas já funcionam relativamente bem.
O meu filho esperou mais de quatro horas para ser visto pela primeira vez por um médico, depois de muito sofrimento, quer dele quer dos pais, porque as triagens deveriam ser realizadas por médicos e não por enfermeiros, de forma que pudessem prescrever logo os exames que qualquer cidadão sabe que são necessários efectuar. No caso do meu filho, raios-X e tac à cabeça.
Para terminar, deixe-me dizer-lhe que todos os vermelhos colocados sobre a notícia são, efectivamente, mentiras, mas suas! Espero que o senhor não tenha de passar quase 5h numa urgência, com a uma perna partida (sem gesso) e cabeça amassada, para o senhor perceber que não se brinca com problemas de saúde (sérios!) dos outros nem se chama incompetente, mentiroso e mal intencionado a um jornalista, sem qualquer razão.
Fique bem.
Manuel Reis.
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quinta-feira, abril 09, 2009
Sou Demagógico Quando Quero,
mas estes avisos são frequentes em relação a muitos medicamentos, especialmente genéricos:
************
- Recolha voluntária do medicamento Captopril Faribérica 25 mg Comprimidos, Lote 40586, validade 09/2009
http://www.infarmed
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quarta-feira, abril 08, 2009
Escândalo Nas Promoções Nas Farmácias!
Segundo o DN de hoje:
"De acordo com um folheto a que o DN teve acesso, a MER (marca da Generis), anunciou um conjunto de promoções. E quanto maior a quantidade, maior o 'bónus': "ao adquirir 50 embalagens, a MER oferece 100", lê-se.
Os descontos estão previstos por lei desde Março de 2007 e em toda a cadeia do medicamento, desde o fabricante, ao retalhista e até ao utente. No entanto, poucas farmácias canalizam estes descontos para os compradores. Isto numa altura em que o presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), João Cordeiro, insiste na troca de medicamentos prescritos por genéricos, por proporcionar "poupanças significativas aos utentes" (ver texto em baixo).
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terça-feira, abril 07, 2009
Empresa participada da ANF já tem autorização para comercializar 23 genéricos
Mais de 20 medicamentos genéricos da marca Almus, controlada pela Alliance Healthcare que é detida a 49 por cento pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), já têm autorização de comercialização, segundo dados na página do Infarmed na Internet.
Os 23 medicamentos genéricos da Almus receberam a autorização de introdução no mercado por parte do Infarmed e fazem parte da lista de novos medicamentos comparticipados com início de comercialização a 1 de Fevereiro de 2009.
A introdução de medicamentos genéricos por parte da ANF tem sido contestada, nomeadamente, pela Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, que recentemente apresentou uma queixa à Autoridade da Concorrência (AdC) por distorção da concorrência.
Em causa está a compra por parte da Alliance Healhtcare de uma marca própria de genéricos - a Almus - que segundo a Apifarma poderá colocar os concorrentes em situação de desvantagem.
A ANF avançou também recentemente com a iniciativa de substituir medicamentos pelo genérico mais barato, mesmo com a oposição do médico, uma atitude que já foi considerada ilegal pelo Ministério da Saúde.
Os concorrentes temem que as farmácias, associadas da ANF, passem a recomendar aos doentes a compra dos genéricos Almus, segundo algumas fontes do sector.
A concorrência teme por isso a verticalização do sector, ou seja, que a ANF passe a controlar não só a venda aos doentes, mas também a distribuição e a comercialização de uma marca própria.
A marca Almus pertence à Alliance Healthcare, que em Portugal é detida em 49 por cento pela ANF e em dois por cento pela José de Mello Participações, estando o restante capital nas mãos da Alliance Boots, o maior distribuidor farmacêutico europeu.
Com um volume de facturação de 650 milhões de euros, a Alliance Healthcare é uma das maiores empresas portuguesas do sector, com 450 colaboradores, distribuindo todo o tipo de medicamentos autorizados no ambulatório, num total de 18 mil referências, segundo a página da ANF na Internet.
A ANF congrega 97 por cento das cerca de 5.800 farmácias portuguesas.
Lusa / SOL
Como vêm e se pode comprovar, somos nós médicos que nos moemos com isto?
Em todas as profissões existem bons e maus, nos médicos, nos enfermeiros, nos farmacêuticos, nos empresários, etc., mas convém que cada um se saiba por no seu lugar, que cumpra a legislação do seu país e pratique a sua profissão com o máximo de ética.
Desde o princípio que o MEMAI, postou alertas e deixou pistas para esta situação, continuará a postar avisos à navegação, quando achar que o deve, no interesse da saúde das gentes deste país, contra este tipo de armadilhas, venham elas de onde vierem.
Esperando que a justiça se faça, já que estamos num estado de direito por enquanto.
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Vamos Lá Falar A Sério!
O bastonário da Ordem dos Médicos, caiu que nem um patinho na artimanha do João Cordeiro.
O Dr João Cordeiro é o único interessado em fazer crer à população que isto é uma guerra entre classes.
Mas não! É uma guerra entre a indústria de genéricos: por um lado o João Cordeiro e os Mellos, pelo outro a APOGEN e a APIFARMA. Aí é que está o âmago da disputa.
Obviamente que os utentes terão sempre a ganhar. Os doentes podem ganhar os trocos. O Dr João Cordeiro ganhará milhões de euros, muito mais até que a própria ANF e as farmácias de oficina, ditas comunitárias.
Mas isso será também uma questão que para os próprios farmacêuticos discutirem entre si.
Se as farmácias puderem trocar de medicamentos, em termos práticos o perigo é enorme. Obviamnete que a farmácia trocará pelo laboratório que lhe der maior margem de lucro. Compreende-se e aceita-se. Mas poderá acontecer e já acontece, que o doente sempre que vai à farmácia e traz o mesmo medicamento, mas de laboratórios diferentes, confunde e por vezes duplica ou triplica as respectivas tomas. Conheço uma farmacêutica, minha amiga e com quem discutimos isto várias vezes, que, vende os genéricos que lhe darão a maior margem em cada momento, mas, para evitar confusões, cola com fita-cola as caixas antigas às caixas novas para o doente não duplicar as doses.
Outra questão que se tem falado, é a questão dos delegados de informação médica (DIM). Hoje em dia há muitos laboratórios de genéricos que apenas têm delegados que visitam farmácias e não visitam os médicos. Tudo bem. São menos pessoas a chatearem-nos...
Agora, dando de barato que o capitalismo tem as suas regras e que a indústria farmacêutica investe no prescritor, geralmente elevando a sua molécula à melhor do mundo, se contabilizarmos a percentagem que gasta cm a indução da prescrição (e esta indução, tanto pode ser pagar um simples almoço, com um bom vinho, ou uma viagem a um congresso, mas também pode ser a manipulação de estudos, a influência em sociedades científicas, em associações de doentes, etc.) é muito inferior às percentagens do lucro da própria indústria, assim como ao lucro da distribuição e comercialização.
Presentemente, com a evolução da sociedade, da ciência e da engenharia, as ciências farmacêuticas evoluiram muito, são importantíssimas no desenvolvimento de novas moléculas e tecnologias de fabrico, mas perdem, sem dúvida, na comercialização do medicamento. E será que a comercialização será uma Ciência Framacêutica? Ou antes uma Ciência Económica ou de Markting?
As farmácias como as conhecemos tenderão a acabar: mais tarde ou mais cedo, o doente poderá abastecer-se na própria indústria através da Internet ou por outros meios, por exemplo, um simples SMS, poderá fazer chegar à sua casa a embalagem que está em falta. A farmácia, hoje em dia, é apenas um intermediário, ou evolui e muito ou perde.
E o dr João Cordeiro, apenas está a defender os seus interesses imediatos e não o futuro, a médio ou a longo prazo, das farmácias...
Tenho dito.
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Ministério recusa pagar comparticipação de remédios substituídos pelas farmácias
Ana Jorge falava aos jornalistas, em Lisboa, no final da cerimónia do Dia Mundial da Saúde.
Questionada sobre os últimos desenvolvimentos, que opõem médicos e farmacêuticos, à iniciativa da Associação Nacional de Farmácias (ANF) de substituir medicamentos pelo genérico mais barato, mesmo com a oposição do médico, a ministra garantiu que não tinha conhecimento desta característica da medida.
Ana Jorge adiantou que apenas tinha conhecimento de que as farmácias iriam realizar uma campanha de informação sobre os preços dos medicamentos.
A legislação em vigor estabelece que a alteração dos medicamentos prescritos no momento da dispensa apenas pode acontecer mediante pedido do utente e com autorização expressa do médico prescritor.
No entanto, desde quarta-feira passada, as farmácias começaram a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo contra a vontade dos médicos, uma medida que o Ministério da Saúde considerou «ilegal».
A ANF considera que não existe ilegalidade, já que «as farmácias se limitam a aplicar a mesma metodologia que é seguida nos hospitais».
A ministra reitera que a substituição que está a ser praticada nas farmácias «é ilegal» e que nada tem a ver com a que existe nas farmácias hospitalares.
Segundo Ana Jorge, são «processos completamente diferentes», os quais obedecem em meio hospitalar a formulários específicos e que são elaborados por uma equipa multidisciplinar.
Questionada sobre o que vai fazer perante esta ilegalidade, Ana Jorge anunciou que as receitas alteradas e que seguem para as Administrações Regionais de Saúde (ARS) até ao dia 10 de cada mês vão ser devolvidas às farmácias.
Mensalmente as farmácias entregam às ARS, até ao dia 10 de cada mês, as receitas com vista a receberem o valor da comparticipação que o Serviço Nacional de Saúde dá a cada fármaco prescrito pelo médico.
Segundo Ana Jorge, todas as receitas substituídas contra a vontade do médico vão ser devolvidas às farmácias sem que o pagamento da respectiva comparticipação seja feito.
Lusa/SOL
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segunda-feira, abril 06, 2009
Crime...disse ela! Mas ela quem?
Mas ameaça porquê? Não o devia ter já feito? Está à espera de quê? De um Ministério Público que perante a ostensiva afirmação pública de incentivo à prática de crime e desrespeito da lei, assobia para o lado?
E porque é que não denunciado o roubo praticado por esses senhores quando recebem dos laboratórios da industria farmacêutica, medicamentos genéricos incluidos, promoções do género compre cinco e leva dez !!???
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Substituição por genéricos sem autorização do médico é ilegal
06 de Abril de 2009, 21:40
Lisboa, 06 Abr (Lusa) - O Ministério da Saúde garantiu hoje que não vai pactuar com a troca de medicamentos de marca por genéricos mais baratos contra a vontade dos clínicos e exigiu à Associação Nacional de Farmácias que tome medidas para repôr a legalidade.
"O Ministério da Saúde não pode pactuar com qualquer iniciativa que não observe o princípio da legalidade (...). Foi já transmitida ao presidente da Associação Nacional das Farmácias a necessidade de que tome as medidas adequadas para que o acesso aos medicamentos sujeitos a prescrição médica se continue a fazer na estrita observância do quadro legal", afirma a ministra da Saúde, em comunicado.
Ana Jorge adianta que "a promoção da crescente utilização dos medicamentos genéricos, de uma forma responsável, informada e dentro do quadro legal em vigor, é um objectivo para o qual o Ministério da Saúde conta com a colaboração de todos os parceiros do sector".
A legislação em vigor estabelece que a alteração dos medicamentos prescritos no momento da dispensa apenas pode acontecer mediante pedido do utente e com autorização expressa do médico prescritor.
No entanto, desde quarta-feira passada, as farmácias começaram a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo quando os clínicos se opôem à troca, uma medida que a Ordem dos Médicos ameaçou denunciar ao Ministério Público, por também considerar ilegal.
A Associação Nacional de Farmácias garantiu que a medida levou utentes e Estado a poupar cerca de 86,4 mil euros em apenas dois dias.
Segundo a ministra da Saúde, "o incentivo à utilização dos medicamentos genéricos tem sido uma constante preocupação do Governo e os resultados das medidas tomadas reflectem-se no contínuo aumento da sua quota em volume, de 5,09 por cento em Janeiro de 2004, para 14,37 por cento em Janeiro deste ano".
Ana Jorge adianta ainda que a alteração da prescrição médica que a Associação Nacional de Farmácias está a promover não consta da documentação que lhe foi entregue a 31 de Março numa reunião com a tutela, a propósito de uma campanha sobre a poupança de medicamentos genéricos em detrimento de medicamentos de marca.
MLS.
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quinta-feira, abril 02, 2009
Porque Não, Farmácias Nos Centros de Saúde?
Avancemos para a distribuição de medicamentos nos Centros de Saúde.
O Estado adquire genéricos por grosso para distribuição pelas USF e ACES.
Assim sim.
Poupar-se-iam milhões de euros, empregar-se-iam milhares de farmacêuticos e os preços poderiam reduzir-se ainda mais, muito mais!
De um comentário: "é claro que o colega farmacêutico NA está num hospital e não se apercebe do que se passa nas mihares de farmácias do país. Mas é muito engraçado que não vejo os farmacêuticos referirem-se à possibilidade dos medicamentos serem distriuidos nos hospitais e centros de saúde, ficando as farmácias comunitárias para a medicina liberal e seguros de saúde. Acabavam-se as guerras: o Estado comprava para o país inteiro através de concursos públicos, Aí sim, o Estado poupava milhõies de euros."
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quarta-feira, abril 01, 2009
Lisboa: 15 farmacêuticos não vão substituir receitas por genéricos
Quinze directores técnicos de farmácias disseram hoje que não vão substituir as receitas médicas por genéricos mais baratos, uma medida promovida pela Associação Nacional de Farmácias (ANF).
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Movimento de Utentes satisfeito com redução de preços de medicamentos mas teme ser medida eleitoralista
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ANF acima da Lei...ostensivamente...e pode?
Farmácias vão começar a substituir medicamentos receitados por genéricos mesmo contra vontade dos clínicos
01.04.2009 - 14h48 Lusa
As farmácias começam hoje a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo quando os clínicos se oponham à troca, confirmou o presidente da ANF, uma medida que a Ordem dos Médicos promete denunciar ao Ministério Público.
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segunda-feira, março 30, 2009
Espero Que O Papa Seja Leitor Do Blog!
19 March 2009
[Originally published in 2004 updated in 2009]
Condom use is a critical element in a comprehensive, effective and sustainable approach to HIV prevention and treatment.
Credit: UNAIDS
Condom use is a critical element in a comprehensive, effective and sustainable approach to HIV prevention and treatment. Prevention is the mainstay of the response to AIDS. Condoms are an integral and essential part of comprehensive prevention and care programmes, and their promotion must be accelerated. In 2007, an estimated 2.7 million people became newly infected with HIV. About 45% of them were young people from 15 to 24 years old, with young girls at greater risk of infection than boys.
The male latex condom is the single, most efficient, available technology to reduce the sexual transmission of HIV and other sexually transmitted infections.
The search for new preventive technologies such as HIV vaccines and microbicides continues to make progress, but condoms will remain the key preventive tool for many, many years to come. Condoms are a key component of combination prevention strategies individuals can choose at different times in their lives to reduce their risks of sexual exposure to HIV. These include delay of sexual initiation, abstinence, being safer by being faithful to one’s partner when both partners are uninfected and consistently faithful, reducing the number of sexual partners, correct and consistent use of condoms(1), and male circumcision.
Conclusive evidence from extensive research among heterosexual couples in which one partner is infected with HIV shows that correct and consistent condom use significantly reduces the risk of HIV transmission from both men to women, and also from women to men(2). Laboratory studies show that male latex condoms are impermeable to infectious agents contained in genital secretions(3). To ensure safety and efficacy, condoms must be manufactured to the highest international standards. They must be procured according to the quality assurance procedures established by the WHO, UNFPA and UNAIDS and they should be stored away from direct heat sources. Prevention programmes need to ensure that high-quality condoms are accessible to those who need them, when they need them, and that people have the knowledge and skills to use them correctly.
Condoms must be readily available universally, either free or at low cost, and promoted in ways that help overcome social and personal obstacles to their use.
Condom use is more likely when people can access them at no cost or at greatly subsidized prices. Effective condom promotion targets not only the general population, but also people at higher risk of HIV exposure, especially women, young people, sex workers and their clients, injecting drug users and men who have sex with men. UNFPA estimates that the current supply of condoms in low- and middle-income countries falls well short of the number required (the condom ‘gap’)(4). Despite the gap, international funding for condom procurement has not increased in recent years. Collective actions at all levels are needed to support efforts of countries, especially those that depend on external assistance for condom procurement, promotion and distribution.
HIV prevention education and condom promotion must overcome the challenges of complex gender and cultural factors.
Young girls and women are regularly and repeatedly denied information about, and access to, condoms. Often they do not have the power to negotiate the use of condoms. In many social contexts, men are resistant to the use of condoms. This needs to be recognized in designing condom promotion programmes. Female condoms can provide women with more control in protecting themselves. However, women will remain highly vulnerable to HIV exposure, until men and women share equal decision-making powers in their interpersonal relationships.
Condoms have played a decisive role in HIV prevention efforts in many countries.
Condoms have helped to reduce HIV infection rates where AIDS has already taken hold, curtailing the broader spread of HIV in settings where the epidemic is still concentrated in specific populations.
Condoms have also encouraged safer sexual behaviour more generally. Recent analysis of the AIDS epidemic in Uganda has confirmed that increased condom use, in conjunction with delay in age of first sexual intercourse and reduction of sexual partners was an important factor in the decline of HIV prevalence in the 1990s(5). Thailand’s efforts to de-stigmatize condoms and its targeted condom promotion for sex workers and their clients dramatically reduced HIV infections in these populations and helped reduce the spread of the epidemic to the general population. A similar policy in Cambodia has helped stabilize national prevalence, while substantially decreasing prevalence among sex workers. In addition, Brazil’s early and vigorous condom promotion among the general population and vulnerable groups has successfully contributed to sustained control of the epidemic.
Increased access to antiretroviral treatment creates the need and the opportunity for accelerated condom promotion.
The success of antiretroviral therapy in industrialized countries in reducing illness and prolonging life can alter the perception of risk associated with HIV(6). A perception of low-risk and a sense of complacency can lead to unprotected sex through reduced or non-consistent condom use. Promotion of correct and consistent condom use within antiretroviral treatment programmes, and within reproductive health and family planning services, is essential to reduce further opportunities for HIV transmission. Rapid scale-up of HIV testing and counselling is needed to meet the prevention needs of all people, whether they are HIV-positive or negative.
1 UNAIDS. 2004 Report on the global AIDS epidemic, page.72.
2 Holmes K, Levine R, Weaver M. Effectiveness of condoms in preventing sexually transmitted infections. Bulletin of the World Health Organization. Geneva. June 2004.
3 WHO/UNAIDS. Information note on Effectiveness of Condoms in Preventing Sexually Transmitted Infections including HIV. Geneva. August 2001.
4 UNFPA. 2007 report on donor support for contraceptives and condoms for STI/HIV prevention 2007.
5 Singh S, Darroch J.E, Bankole A. A,B, and C in Uganda: The Roles of Abstinence, Mongamy and Condom Use in HIV Decline. The Alan Guttmacher Institute. Washington DC. 2003.
6 Gremy I, Beltzer N. HIV risk and condom use in the adult heterosexual population in France between 1992 and 2001: return to the starting point? AIDS 2004;18:805-9.
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domingo, março 29, 2009
Pais Negligentes? Ou Pouco Informados? Ou Jornalistas Maldosos?
Mais uma pérola do Correio da Manhã e dos seus jornalistas, desta vez
Pedro Sales Dias
A criança, de quatro anos, chegou à Urgência pediátrica do Hospital de S. João pelas 19h50. [Não refere o jornalista, aqui, na entrada da notícia, que o pai o trouxe de Vila Verde cerca de 70 km do Porto, na sua viatura, passou por inúmeros hospitais – Braga, Barcelos, e Centros de Saúde e não sentiu necessidade de bater á porta das urgências…] Segundo o pai, só foi visto por um médico quatro horas depois
A vermelho as mentiras da notícia:
28 Março 2009 - 00h30
Porto: Pais revoltados com atendimento do Hospital de S. João
Criança esperou horas na Urgência
"Passei o dia mais difícil da minha vida ao ver o meu filho em agonia sem que nenhum médico lhe fizesse alguma coisa". Manuel Reis mostra-se assim indignado com a situação que teve de enfrentar no passado sábado. O filho, de quatro anos, foi atropelado em Vila Verde e transportado de carro para o Hospital de S. João, no Porto. "Só pensei em pegar no meu filho e levá-lo rápido, nem pensei em bombeiros ou INEM", explica.
No entanto, a pressa do pai pouco adiantou. Segundo a família, o menino teve de esperar quatro horas para ser observado pelos médicos. "Entrámos na Urgência pelas 19h50. Colocaram o meu filho numa maca. Passadas três horas e com muito sofrimento, o meu filho continuava na maca sem ter sido observado pelo médico", disse o pai, docente de profissão. Foi então que Manuel Reis se descolou à triagem da Urgência pediátrica para protestar pelo que estava a acontecer.
"Disseram-me que havia mais casos graves e que só havia dois médicos de serviço na pequena cirurgia. E adiantaram que no futuro ainda iriam ser menos", disse.
Contactado pelo CM, o gabinete de comunicação do hospital preferiu não fazer declarações sobre o caso. Segundo o professor, o filho só foi visto quatro horas após ter chegado ao hospital. Depois disso, a "saga continuou", tal como explica o pai: "Foi observado por um médico que só mandou fazer raio-X à cabeça e ao pé. Teve de andar de um lado para o outro até que, finalmente, mandaram fazer raio-X à perna. Descobriram que tinha o perónio fracturado".
Dada a violência do choque, Manuel Reis diz que foi uma sorte o seu filho não ter tido hemorragias internas.
E se as houvesse os pais seriam a única entidade negligente. Sem dúvida. Perente esta notícia, a Procuradoria deveria levantar um inquérito, por “não assistência atempada por parte dos pais”.
Ver no no GoogleMaps a distância entre Vila Verde e o Porto. Fico incrédulo, como pai e como médico.
Portanto, se foi como o pai descreve, há negligência grave, se não foi assim, foi o senhor Pedro Sales Dias que inventou ou fomentou ou pagou a noitícia.
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sábado, março 28, 2009
Estados Fenológicos.
Sabe o que é? Talvez não. Como eu desconhecia o significado.
Mas mail amigo trouxe-me um blog de uma vinha alentejana: Alcórregus, a origem do vinho.
Será uma espécie de Big Brother de uma vinha:
"A vinha do Monte Novo do Rodeio vai mostrar-se ao longo do tempo, não tanto com o aspecto de um diário romântico, talvez mais como um semanário objectivo e que vai correr alguns riscos."
Só ainda não tive oportunidade de beber o Alcórregus...
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