sábado, abril 25, 2009

Influenza-Like Illness in the United States and Mexico



The Government of Mexico has reported three separate events. In the Federal District of Mexico, surveillance began picking up cases of ILI starting 18 March. The number of cases has risen steadily through April and as of 23 April there are now more than 854 cases of pneumonia from the capital. Of those, 59 have died. In San Luis Potosi, in central Mexico, 24 cases of ILI, with three deaths, have been reported. And from Mexicali, near the border with the United States, four cases of ILI, with no deaths, have been reported.

Of the Mexican cases, 18 have been laboratory confirmed in Canada as Swine Influenza A/H1N1, while 12 of those are genetically identical to the Swine Influenza A/H1N1 viruses from California.

The majority of these cases have occurred in otherwise healthy young adults. Influenza normally affects the very young and the very old, but these age groups have not been heavily affected in Mexico.

Because there are human cases associated with an animal influenza virus, and because of the geographical spread of multiple community outbreaks, plus the somewhat unusual age groups affected, these events are of high concern.

The Swine Influenza A/H1N1 viruses characterized in this outbreak have not been previously detected in pigs or humans. The viruses so far characterized have been sensitive to oseltamivir, but resistant to both amantadine and rimantadine.

The World Health Organization has been in constant contact with the health authorities in the United States, Mexico and Canada in order to better understand the risk which these ILI events pose. WHO (and PAHO) is sending missions of experts to Mexico to work with health authorities there. It is helping its Member States to increase field epidemiology activities, laboratory diagnosis and clinical management. Moreover, WHO's partners in the Global Alert and Response Network have been alerted and are ready to assist as requested by the Member States.

WHO acknowledges the United States and Mexico for their proactive reporting and their collaboration with WHO and will continue to work with Member States to further characterize the outbreak.

Os Salpicos De Óleo No Olho Da D. Guilhermina!

Do Diário de Notícias

Ateístas reconhecem valor de Nun'Álvares e ridicularizam milagre

I.T.M.

Em vários comunicados e tomadas de posição a Associação Ateísta Portuguesa tem vindo a protestar contra o que considera ser o "conúbio do Estado com a Igreja" a propósito da canonização de Nun'Álvares.

Em conversa com o JN, Carlos Esperança, presidente da AAP, reconhece o valor social do catolicismo, como o de todas as religiões, mas o que não pode deixar de privilegiar é "o valor laicidade".

Para Carlos Esperança, a religião "é um direito. Não consideramos que seja uma atitude racional, mas não censuramos as pessoas por isso. O que, sim, reivindicamos é que o Estado seja laico".

Princípio que em seu entender está a ser posto em causa pela manifestação oficial do Estado português em homenagem a Nuno Álvares Pereira no contexto da sua "subida aos altares".

O milagre que curou o olho de D. Guilhermina não passa, para Carlos Esperança, "de um acto de pura crendice, de uma burla indigna do cavaleiro medieval", que a AAP reconhece como "vulto histórico". Aliás, a AAP defende "a liberdade religiosa sem qualquer limitação", assegura Esperança, e o ateísmo associativo da AAP é sobretudo "de defesa da laicidade".

"Para nós o ateu é aquele que vive perfeitamente bem sem deus", destaca. "Mas não me peça para provar que ele não existe", acrescenta, reconhecendo a dificuldade filosófica da opção racionalista do ateísmo. "Temos inquietações e esperamos que a Ciência as resolva", porque, acrescenta, "cada vez menos devemos aceitar afirmações para as quais não haja provas convincentes".

A prova do milagre é, segundo a AAP, um "atestado de menoridade". "O prestígio do Condestável não se dilata com o alegado milagre. E Deus, se existisse, podia mais facilmente ter evitado os salpicos de óleo que queimaram o olho de D. Guilhermina!".


 

Valha-nos Deus!

sábado, abril 18, 2009

Já Aqui Se Tinha Falado Da Dispensa De Genéricos Nos Centros De Saúde.


 

É natural a posição da OF, com a qual concordo.

Deverão ser os farmacêuticos a dispensar os medicamentos nos Centros de Saúde. Já há farmacêuticos hospitalares e agora seriam os farmacêuticos dos cuidados de saúde primários.


 

Já há dezenas de anos que as pílulas anticoncepcionais são distribuídas gratuitamente nos Centros de Saúde, assim como todas os métodos anticoncepcionais.


 

Agora, adicionar-se-iam alguns genéricos de grande circulação. Obviamente que seria um farmacêutico, funcionário do Centro de Saúde a tratar de todo o circuito. Tal qual como nos hospitais...


 

"Ordem Farmacêuticos contra dispensa medicamentos por médicos


A Ordem dos Farmacêuticos defendeu hoje que a «dispensa de medicamentos é uma responsabilidade exclusiva» destes profissionais, pelo que se opõe a qualquer tentativa de «usurpação de funções» por parte da classe médica.

Em comunicado, a Ordem dos Farmacêuticos critica «a intenção de realizar um referendo à classe médica para averiguar a sua disponibilidade para entregar medicamentos aos seus doentes», anunciada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes.

«A proposta está desenquadrada, não tem qualquer fundamento técnico e científico e viola todas as regras e princípios estabelecidos na legislação», assinala a Ordem dos Farmacêuticos.

«Em nenhum país desenvolvido o prescritor de medicamentos é simultaneamente responsável pela sua dispensa, sob pena de se agravarem os conflitos de interesses e as pressões comerciais a que estão sujeitos», sublinha ainda o documento.

De acordo com a Ordem, «o farmacêutico é único profissional de saúde com competências e conhecimentos sobre medicamentos, constituindo ainda um elo fundamental no circuito e na acessibilidade da população ao medicamento».

Reiterando que «a dispensa de medicamentos à população faz parte do Acto Farmacêutico e é da sua exclusiva responsabilidade», a Ordem frisou a sua oposição «a qualquer intenção de usurpação de funções por parte da classe médica».

Diário Digital/Lusa "


 

Diga Lá Outra Vez?

Da comunicação social.

Os médicos sempre vão viajar, mas a uns congressos, bons ou maus, de qualidade variada, mas...


 


 

"Governo investiga ofertas suspeitas a farmácias

Farmacêuticos acusados de receber electrodomésticos para vender genéricos. Inspecções já estão alertas

Soa estranho, mas a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde está a investigar TVs de plasma e frigoríficos.


 

O súbito interesse deste organismo oficial por electrodomésticos fica a dever-se a denúncias de que as farmácias estarão a receber estes e outros aparelhos (além de uma enorme gama de bónus e descontos) para prescrever genéricos específicos em vez dos medicamentos receitados pelos médicos. A entrada no mercado de diversos laboratórios de genéricos (está previsto entrar mais um detido, em 49% pela ANF), fez passar a pressão da indústria para o lado das farmácias, que passaram a ser o alvo das 'benesses' tradicionalmente recebidas por médicos. Mas a discussão ainda só vai no adro. "

“Quem Com Ferros Mata, Com Ferros Morre!”, Ditado Popular.

Do Expresso:


 

Investigados bónus dados às farmácias

Funcionários têm mínimos diários de vendas de genéricos. Auditorias aos gastos com a saúde dominam 2009

As ofertas de descontos, embalagens de medicamentos, viagens, electrodomésticos e equipamentos de lazer, por exemplo, feitas por laboratórios de genéricos para aliciar as farmácias vão ser investigadas pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS). Ao Expresso, a IGAS explicou que este enfoque faz parte do processo de inquérito aberto, quinta-feira, para avaliar a qualidade da prescrição médica na sequência das suspeitas de corrupção lançadas — num debate na SIC-Notícias — pelo presidente da Associação Nacional das Farmácias, João Cordeiro, e pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes. A Saúde está agora debaixo de uma suspeita generalizada e as investigações serão reforçadas ao longo do ano. A par da diligência posta em marcha, os médicos e farmacêuticos reclamam ainda a intervenção da Procuradoria-Geral da República e da Autoridade da Concorrência. O Expresso apurou ainda que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) está alerta para várias situações, incluindo as pressões de fabricantes de genéricos juntos dos farmacêuticos. E já no próximo mês serão conhecidos os resultados da auditoria do Governo ao aumento inexplicável dos gastos com comparticipações em 2008. No relatório preliminar foram identificadas as farmácias com maior crescimento de facturação ao Estado — com casos de 50% de aumento —, bem como os remédios responsáveis por 90% dessa evolução. A dimensão do negócio dos genéricos não pára de aumentar e os lucros são de tal forma aliciantes que já há responsáveis de farmácias a impor mínimos diários de vendas. "Os profissionais recebem ordens para vender, estritamente, uma determinada embalagem de genérico. O controlo chega a ser diário e ao final do dia os técnicos são chamados para justificarem o número de vendas que fizeram", denuncia o presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Farmácia e Paramédicos, Diamantino Elias. Os laboratórios de marca branca admitem que este mercado "é brutalmente agressivo e começou a agravar-se há dois anos", diz o presidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos, Paulo Lilaia.


O negócio já é disputado por 66 produtores de remédios, 30 dos quais apenas dedicados a genéricos. Todos querem vender, e muito, e socorrem-se de estratégias para ganharem vantagem nas farmácias. Paulo Lilaia diz conhecer apenas "bonificações e descontos que são legais", mas ao Expresso foi a própria bastonária da Ordem dos Farmacêuticos — e proprietária de uma farmácia — a admitir que os laboratórios de genéricos 'pisam o risco'. "Tudo o que se possa imaginar é oferecido. Não tenho esses aliciamentos talvez porque sabem o cargo em que estou, mas também sei que o que antes se oferecia a médicos passou agora a ser dado aos farmacêuticos", diz Elisabete Faria.

O presidente da ANF, João Cordeiro, admite: "Não vou esconder que as margens das farmácias são maiores com genéricos, mas posso garantir que os doentes são beneficiados". A declaração foi feita no debate televisivo, onde Cordeiro garantiu que "as bonificações são repercutidas nos preços". Contudo, a

Redução dos preços praticada também pelas empresas de distribuição industria de genéricos reclama que essa prática é a excepção. João Cordeiro parece, assim, estar a ficar isolado na 'batalha' contra o que diz serem "ataques sucessivos às farmácias", cada vez mais dependentes dos lucros que as marcas brancas lhes dão. As benesses podem inflacionar a margem bruta de lucro para os 30%, muito acima dos 18% definidos para o sector.

Esta mais-valia permitiu a sobrevivência de muitas farmácias e a ANF quer ser ela própria a produzir genéricos — da marca Almus — e a controlar a prescrição. O empenho de Cordeiro vai ao ponto de querer limitar as marcas no mercado a duas ou três escolhidas por concurso público. Este seria o passo final para a verticalização, já que a ANF passaria a fabricar, distribuir e vender genéricos. Com isto, a associação poderia regressar aos lucros depois de dois anos de prejuízos.

O cofre das farmácias começou a encolher com o Governo do primeiro-ministro, José Sócrates. A 'ofensiva' teve início com a autorização da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica em espaços como supermercados. Sucedeu-se a liberalização da propriedade da farmácia e reduções constantes nos preços e nas comparticipações pagas pelo Estado. Na prática, a ANF viu emagrecer as quotas de 1,5% que os mais de 2700 associados entregam em troca de um adiantamento do valor em dívida pelo Estado. Esta operação é feita através da instituição financeira Finanfarma, criada pela ANF para contornar a estratégia do Governo que a impedia de continuar a ser intermediária dos créditos em falta pelo Serviço Nacional de Saúde. Mas a Finanfarma recorre à banca, com custos anuais a rondar os €5,5 milhões e que desequilibraram as contas.

Por isso, a estratégia de empresarialização da ANF tem sido contestada. Nas últimas eleições para a presidência, há menos de um mês, João Cordeiro não atingiu o nível de popularidade a que já se habituou.


Ana Sofia Santos e Vera Lúcia Arreigoso assantos@expresso.impresa.pt

terça-feira, abril 14, 2009

Ordem dos Farmacêuticos critica abertura de farmácia privada no Hospital de Santa Maria


A Ordem dos Farmacêuticos (OF) lamentou hoje a abertura de mais uma farmácia privada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a terceira a abrir no País, depois da de Leiria e da dos Covões (Coimbra).


A OF considera que esta medida, que o «Governo insistiu em implementar», é desnecessária «em termos de benefício público e altamente lesiva das farmácias de bairro, próximas do cliente e integradas nas respectivas comunidades».

A Ordem dos Farmacêuticos entende que o processo de abertura das farmácias privadas nos hospitais sempre foi «pouco claro».


Segundo a legislação em vigor para as farmácias privadas, quem quiser abrir uma farmácia localizada a menos de 100 metros do hospital ou do centro de saúde não o consegue, lembra a OF.

«Outra questão pouco clara relaciona-se com as percentagens a pagar à administração hospitalar e segundo infomação segura estão claramente acima da margem real de comercialização do medicamento» , refere ainda a OF.


A Ordem diz que «continua a reivindicar a necessidade de um esclarecimento das condições de abertura das farmácias privadas nos hospitais», as quais, «em termos sócio-económicos», são «altamente gravosas para as farmácias individuais que têm assegurado, desde sempre, reconhecido serviço de qualidade à comunidade».


«Não se vislumbra qualquer benefício para o utente desta medida governamental.

Por exemplo, num raio de apenas dois quilómetros em torno do Hospital de Santa Maria existem 30 farmácias que podem agora ver a sua sobrevivência ameaçada face a uma concorrência desleal, podendo mesmo vir a estar em causa o futuro da capacidade de escolha do utente» , argumenta a OF.


A OF lembra que a farmácia de Santa Maria abre «quando continuam pendentes nos tribunais vários processos interpostos por um conjunto de farmacêuticos nas comarcas de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro contra esta medida governamental».


Está também pendente em Bruxelas uma queixa interposta pela Ordem dos Farmacêuticos à Comissão Europeia por «violação das regras de concorrência» consagradas no Tratado da União Europeia e em legislação nacional.
Lusa / SOL

Ao Correio da Manhã escapou esta....

Se fosse em Portugal caía o Carmo e a Trindade!

Malandros dos médicos que não mandaram fazer os exames que toda a gente sabe que têm de se fazer! (vá lá, dou uma ajudinha aos colegas da Santa Rússia: TAC, RMN, Broncoscopia...)


Homem tinha árvore a crescer num pulmão
12h02m
Médicos acreditam que o paciente pode ter inalado uma semente de abeto e que começou a crescer dentro do seu corpo.


Foi encontrada uma planta, com cinco centímetros a crescer dentro do pulmão de um paciente na Rússsia. O homem, Artyom Sidorkin, de 28 anos, consultou o médico porque tinha constantes dores no peito e tosse persistente com sangue.
Os médicos suspeitavam que o paciente tinha cancro nos pulmões.


Surpreendentemente, quando os médicos estavam a operar Artyom, para retirar o suposto tumor maligno, verificaram que não se tratava de cancro mas sim de uma pequena árvore a crescer dentro do pulmão, segundo informa o sítio online do jornal espanhol “ABC”.


De acordo com o diário "Komsomolskaya Pravda", após a cirurgia, nos Montes Urais na Rússia ocidental, os médicos acreditam que Sidorkin pode ter inalado uma semente de abeto e que começou a crescer dentro do seu corpo.
O russo, quando confrontado com o relatório dos especialistas, nem queria acreditar. Pensou que “estava a delirar”, noticia o “Globo.com”, quando lhe disseram que tinha sido encontrada uma árvore num dos pulmões.

segunda-feira, abril 13, 2009

Autoridades de saúde procuram respostas para vítimas de empobrecimento súbito


Projecto visa combater impacto económico e social na saúde

13.04.2009 - 15h49 Lusa

"As autoridades de saúde estão à procura de respostas para as pessoas afectadas pelo empobrecimento súbito causado pela crise económica, uma vez que estas são as "mais difíceis de identificar", segundo uma especialista da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Belmira Rodrigues irá revelar a "Resposta da saúde pública à crise económica e social" na próxima terça-feira, durante o primeiro Congresso Nacional de Saúde Pública.

A sua apresentação, a que a Agência Lusa teve acesso, revela o que as autoridades de saúde estão a preparar para responder à crise actual, estando previstas duas "situações distintas".

A primeira refere-se aos grupos populacionais de baixo nível sócio-económico, pobreza e exclusão.

Estas comunidades já estão identificadas e as respostas estruturadas.

Contudo, para os "grupos populacionais afectados pelo empobrecimento súbito", que são "pessoas de mais difícil identificação", as autoridades reconhecem a "necessidade de novas respostas".

Para já, a DGS elaborou um conjunto de respostas que passam por acompanhar os potenciais efeitos da crise ao nível da situação alimentar, da auto-estima e do acesso aos cuidados.

O objectivo é garantir as necessidades alimentares básicas e, em caso disso, assegurar que estas tenham acesso aos alimentos, proteger as pessoas de doenças como a depressão e dos comportamentos agressivos e identificar as pessoas com dificuldades de acesso a medicamentos essenciais.

Para estes três objectivos, a DGS tem preparadas várias acções, como a criação de um menu de receitas baratas e a abertura das cantinas escolares aos fins-de-semana e durante períodos de férias, conforme divulgou domingo a Agência Lusa.

A saúde pública dará principal atenção a um conjunto de sinais de alerta como tentativas de suicídio, pessoas com sinais de depressão, alteração da curva de percentis da criança sem causa aparente, casos de desnutrição, nomeadamente crianças e idosos, maus tratos e descompensação clínica motivada pela não adesão terapêutica específica."



Aguardo com interesse a passagem ao terreno deste projecto da Saúde Pública, já que, como médico em zona não muito rica, se nota facilmente nos utentes o efeito desta crise, principalmente nos adultos mais novos.

domingo, abril 12, 2009

Não Escondo Nada! A Culpa Não Pode Morrer Solteira!

Um anónimo desafiou-me. Aceito o desafio. E critico os termos provocatórios.


 

"Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Intervalo":


http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=02221311-FC0A-4120-B6BE-75D7441FA5B5&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF

MEMAI, que vai dizer desta?
Que também é deturpação jornalística?

Explique-me como é que se pode diagnosticar ansiedade a alguém que chega ao hospital com queixas de dor pré-cordial com irradiação, dispneia, arritmia e SÍNCOPE (!!!). Parece-me que o mais gravoso e absolutamente negligenciado aqui é a síncope!

Será culpa de quem? Do Espírito Santo? Do médico que, por ser estrangeiro, é incompetente?


A "culpa", que é que alguém a tem, ainda vai morrer solteira
."


 

Pela notícia, concluo:

  1. Tratava-se de uma doente de alto risco e como tal, todas as queixas têm que ser valoradas. P
  2. Pelo que ainda me apercebi, a doente fez tudo o que deveria ter feito: iniciou a entrada pelo seu Centro de Saúde, onde o médico de família a encaminhou para os cuidados secundários.
  3. Aqui é sujeita a uma segunda triagem e dão-lhe a cor amarela.
  4. Aqui temos o primeiro problema já muito discutido: o doente passa de uma triagem feita por um médico com observação, para uma triagem algoritma e impessoal, feita por um enfermeiro, que seguindo as queixas da doente (que até se pode exprimir de forma diferente, umas horas depois da primeira observação médica) a insere num algoritmo que pode nada ter a ver com os antecedentes da doente, nem com a apreciação feita por um técnico especializado médico, umas horas antes.
  5. ESTE É UM GRANDE VIÉS DA TRIAGEM DE MANCHESTER.
  6. Foi três vezes à mesma urgência. Com a informatização actual, esta terceira visita obrigatoriamente deveria ser muito valorizada, com a persistência dos sintomas.
  7. Parece que NUNCA houve a suspeita de patologia cardíaca e portanto não foram executados exames complementares de diagnóstico.
  8. Um dos grandes problemas das dores torácicas é saber a sua origem. Um médico calejado e com experiência, com os antecedentes pessoais desta doente que são factores de risco cardiovasculares, tentaria excluir uma patologia aguda cardiovascular (isquémica, trombótica ou aneurismática).


 

  1. EM CONCLUSÃO: só o resultado da autópsia e um inquérito nos poderá afirmar se há erro ou negligência ou a conduta foi correcta. Imaginemos que a doente faleceu de um aneurisma cerebral? Ou de um AVC fulminante? Ou de uma hepatite tóxica fulminante? Ou de uma reacção alérgica com choque anafiláctico?
  2. Em termos estatísticos, posso afirmar que há mais de 90% de probabilidades de ter falecido de causa cardíaca e que os seus sintomas não foram valorizados como deveriam.

Há justiça...mas é leeeeeeeenta...




Uma ex-directora do Centro de Saúde dos Carvalhos, em Gaia, vai ser julgada por crime de abuso de poder. Em causa está o alegado uso de auxiliares do centro para limpezas em sua casa e de motorista para serviços privados.


O processo, que irá a julgamento no próximo mês, teve origem numa participação em 2005 às autoridades assinada por 10 pessoas que trabalhavam naquela unidade de saúde e que entraram em rota de colisão com a então responsável, médica no cargo há 23 anos. Esta, na sequência da denúncia, foi, em Junho de 2005, exonerada do cargo, de forma sumária, pelo ministro Correia de Campos.
A participação inicial fazia referência a vários alegados crimes que impressionaram a Inspecção Geral de Saúde e a tutela governamental: burla, abuso de poder, peculato e peculato de uso. Todavia, após investigação da Polícia Judiciária do Porto, o Ministério Público entendeu só haver provas de um crime de abuso de poder.


Os factos dizem respeito à suposta utilização, em horário normal de trabalho, de funcionárias com a categoria de auxiliares em tarefas de limpeza na residência particular da directora. Na acusação estão elencadas datas concretas durante os anos 2001 e 2004. Há, inclusive, o caso de uma funcionária que terá prestado aqueles serviços sob periodicidade semanal.
Além disso, há alusões a um presumível uso do motorista afecto ao Centro de Saúde dos Carvalhos também para fins particulares. Em concreto, no transporte da filha da directora desde a universidade, no Porto,até ao local de trabalho da mãe ou para casa. E uma referência a um alegado transporte da mãe da directora a um cabeleireiro.


A denúncia, porém, contemplava acusações mais graves. Tais como uma suposta adulteração dos mapas de serviço de urgência, para que a própria directora pudesse ganhar mais dinheiro; um "toto-sorteio" (jogo ilegal) efectuado entre pessoas que trabalhavam no centro, com pagamentos mensais e sorteios anuais; e refeições confeccionadas para os médicos, enfermeiros e funcionários com meios e alimentos comprados pelo centro - em prejuízo do erário público.


Houve ainda referências a um alegado "saco azul" ligado a uma associação de "bem-estar" do utente, que não prestaria contas públicas; supostas "comissões" recebidas pela responsável em restaurantes, no âmbito de refeições patrocinadas por laboratórios farmacêuticos, bem como pedido de dinheiro a delegados de propaganda médica; despesas pessoais pagas com dinheiro do centro de saúde; e empregos para amigos e familiares.


Tudo acusações para as quais a investigação criminal não encontrou indícios para mandar para julgamento.

sábado, abril 11, 2009

Intervalo

com a Devida vénia transcrevo este post de um bloguista seguidor, o nome do blogue é "de médico e louco..."


Apropriado para esta conversa louca entre farmacêuticos proprietários e não proprietários, médicos, enfermeiros e utentes.

Conclusão lógica é que a loucura invadiu estas classes profissionais, quando se pretende discutir algo que possa colidir com a praxis de cada uma, com interesses económicos legítimos e com áreas de conflito em zonas cinzentas onde as três profissões actuam.

Faz bem ler este post e pensar que há AR para além deste blogue e desta estéril discussão.

PS: Mas sem dúvida que são estas discussões que mobilizam as pessoas, os termos em que são feitas (talvez sem alternativas) é que nos amedrontam...



Ar em falta.

Ando longe do notebook há algum tempo, não sei se por falta de tempo ou má vontade de escrever, mas achei que era hora de pôr os dedos para mexer um pouco. Outro dia até me perguntei a razão de ter um blog. Dar notícias a quem está longe? Tentar arrancar algum comentário de algum desocupado que leu o que escreveu? Carência afetiva? A razão eu não sei ao certo, mas tem sido interessante reler o que escrevi e acompanhar uma certa cronologia do que tenho vivido desde que deixei meu casulo. As mudanças ocorrem muito rápido e, de completo acordo com o que disse meu amigo Peruca certo dia, os dias têm, de fato, durado muito menos do que 24 horas.

Hoje voltei de mais um dos plantões de fim de semana, em que na sexta eu preciso dormir cedo para estar bem no sábado, passo longas horas trabalhando e chego em casa no domingo à tarde, desmaio no meu colchão de mola e acordo no fim do domingo, pronto para comer, assistir o fim do fantástico e dormir de novo. Em outras palavras, fim de semana inexistente. Sem falar o anterior, que também inexistiu para vida social. Mas não escrevo tais palavras em tom de murmuração, porque se me submeto e passo tantas horas dentro de um hospital, em privação de sono e comida, ganhando muito menos do que poderia em outros lugares, é porque acho que vale a pena. E vale mesmo.

Na sexta-feira passei para o meu terceiro estágio dentro da residência. O primeiro foi o de neonatologia com aqueles seres minúsculos e confesso não ser a especialidade que mais me agrada. Apesar de estar fazendo pediatria, gosto de interagir com os pacientes e não só com seus familiares, mantendo um nível de conversa e compreensão, por mais que essa conversa seja apenas: não quero que põe o palito! Pronto, interação. No segundo estágio fui para o outro extremo, trabalhando com adolescência e reumatologia. Foi um bom estágio e em outra hora comento sobre ele. Agora estou na enfermaria, que acredito ser o lugar onde mais aprendemos.

Na verdade, o que me motivou a escrever o post hoje foi algo bem específico. Conheci na enfermaria o Gabriel, um gordinho figura de 6 anos. Nasceu com um semblante típico que todos os comediantes aparentam ter. O jeito de sorrir, o modo alto de falar e o simples fato de estar acima do peso, que dizem ser um fator de felicidade (não de saúde). Ele tem Fibrose Cística, uma doença hereditária que faz com que as glândulas do corpo sejam disfuncionais. Em outras palavras, o intestino funciona mal, há dificuldade de digestão alimentar e um acometimento respiratório progressivo muito grave, com pneumonias freqüentes e outras infecções. É um paciente que simplesmente não sabe qual é a sensação de respirar bem. O normal que ele conhece é sempre ter falta de ar, tosse freqüente e longas internações quando há uma infecção mais séria. Quem é asmático sabe do que estou falando, mas é muito mais sério.

Quando entrei em seu quarto ontem pela manhã ele já estava de banho tomado, com o cabelo liso de lado, os olhos azuis quase saltando e um sorriso enorme: doutor, vou de alta né?! - Calma Gabriel, senta pro tio te examinar (que mania desagradável de me intitular tio das crianças, me envelheçendo antes da hora). Sua freqüência respiratória era normal, seus dedos tinham um aspecto de baquetas (baqueteamento digital), algo típico de quem têm privação de oxigênio por muito tempo. Seus pulmões estavam cheios de ruídos, mas esse era o seu “normal”. Agora estava bem. Completava seu 44º dia de internação, tomando antibióticos que nós provavelmente nunca precisaremos usar. Sem esquecer do fato de que não há um dia sequer na sua vida que ele passará sem o uso deles. Nem esquecer dos fisioterapeutas, eternos aliados na qualidade de vida desses pacientes.

Discuti seu caso com uma médica experiente no assunto, que liberou a alta do Gabriel. Mas conversamos um pouco sobre ele e a conversa não foi nada animadora. Em minha formação eu acompanhei poucos casos assim, pois é uma doença mais rara. Mas na Santa Casa eles têm uma experiência grande e acompanham muitos pacientes encaminhados de várias partes do país. Ela me explicava que há alguns anos a expectativa de vida de uma criança com fibrose cística era de 10 anos. Hoje, com muito esforço e estudo, subiu para 30 anos. Rápidos e passageiros 30 anos. Como é difícil esclarecer a mãe que muito provavelmente verá seu filho morrer. Nenhum pai espera isso. E a médica repetiu e enfatizou: nós sabemos que ele vai morrer, não é uma previsão, é um fato. E, analisando a forma como vivia o Gabriel, concordei com ela. Fomos até advertidos que pacientes como ele, vão de alta aparentemente muito bem, mas muitos retornam em pouco tempo ao pronto-socorro com uma insuficiência respiratória grave e morrem por isso.

Depois dessa conversa toda, enquanto preparava a alta no computador, lá veio o Gabriel, se debruçou no balcão e ficou me cobrando a sua alta. Em poucos minutos entreguei os papéis e a receita a sua mãe e me despedi daquele garoto esperto, com sua máscara (para proteger outras crianças das bactérias resistentes que carregam nos pulmões). Ele não parava de falar das saudades de seu cachorro e sua cama.

O restante do plantão foi bem tumultuado, mas foi bem difícil pensar em outra coisa, senão na história do Gabriel e outros que sabem dar muito valor ao ar que respiram.

sexta-feira, abril 10, 2009

Direito de Resposta do Jornalista Pedro Sales Dias

Caro senhor,

O meu nome é Pedro Sales Dias e sou jornalista do Correio da Manhã. Fui informado de um conteúdo no seu blog que atenta contra a minha ética profissional sugerindo que menti propositadamente numa notícia ou até que paguei aos envolvidos pela alegada história fantasiosa.

Como sabe não é o meu papel fazer juízos de valor, como os que faz no seu blog e com todo o direito que a Constituição da República lhe confere. Reproduzi fielmente os factos da história tanto quanto me foi possível com os país do menino e com a Assessora do Hospital S. João, no Porto.

Posto isto, e com a certeza que se irá retratar das acusações em relação à minha actuação profissional, desejo-lhe a continuação de bom trabalho na área da saúde, prometendo estar à sua disposição quando quiser.

Obrigado,

Sinceros cumprimentos

Pedro Sales Dias

Direito De Resposta de Manuel Reis.

Caro senhor,

Lamento profundamente os comentários que fez em http://medicoexplicamedicinaaintelectuais.blogspot.com/2009/03/pais-negligentes-ou-pouco-informados-ou.html

.

Esses comentários, relacionados com o atraso no atendimento ao meu filho na urgência pediátrica do Hospital São João, são o exemplo eloquente daqueles que gostam de falar sem conhecerem a realidade.

O problema do meu filho foi parar aos jornais porque se fosse parar ao livro de reclamações cairia em saco roto... No entanto, o senhor é demasiado leviano ao chamar maldoso ao jornalista e ao insinuar que a notícia até poderia ter sido comprada... Deplorável! Veja lá se o jornalista não se lembra de lhe meter com um processo em cima.

O senhor diz que pretende explicar medicina a intelectuais, mas o senhor não é intelectual, caso contrário estava caladinho, pois primeiro tentava conhecer o que se passou.

O senhor diz que identifica as mentiras na notícia. O Senhor até parece um bruxo. Coitados dos seus pacientes!

O senhor apresenta-se como médico, e acha-se o supra-sumo... Já agora, quem é que o procurou para escrever disparates?

O senhor nem conhece o percurso entre Vila Verde e Porto, caso contrário não falava no hospital de Barcelos.

O meu filho veio directo para o S. João, porque um profissional de saúde no local do atropelamento assim nos sugeriu. Os problemas na urgência do hospital São Marcos (Braga) são maiores do que os do São João, por isso resolvemos não parar lá.

O que está escrito na notícia é tudo verdade e o que me é imputado foi fielmente transcrito pelo jornalista.

Eu recorri-me dos meios de comunicação social para expor o problema, mas outros pais recorreram-se do livro de reclamações, que no meu ponto de vista é menos eficaz.

Outras crianças com problemas igualmente graves esperaram horas na urgência, tendo esperado tanto ou mais do que o meu filho para serem vistos pela primeira vez por um médico.

O problema não é dos médicos. O problema é da gestão ou do ministério da saúde que não disponibiliza médicos para a urgência em número suficiente. Depois de se passar a urgência, mais no interior do hospital, as coisas já funcionam relativamente bem.

O meu filho esperou mais de quatro horas para ser visto pela primeira vez por um médico, depois de muito sofrimento, quer dele quer dos pais, porque as triagens deveriam ser realizadas por médicos e não por enfermeiros, de forma que pudessem prescrever logo os exames que qualquer cidadão sabe que são necessários efectuar. No caso do meu filho, raios-X e tac à cabeça.

Para terminar, deixe-me dizer-lhe que todos os vermelhos colocados sobre a notícia são, efectivamente, mentiras, mas suas! Espero que o senhor não tenha de passar quase 5h numa urgência, com a uma perna partida (sem gesso) e cabeça amassada, para o senhor perceber que não se brinca com problemas de saúde (sérios!) dos outros nem se chama incompetente, mentiroso e mal intencionado a um jornalista, sem qualquer razão.

Fique bem.

Manuel Reis.

PS: Segue com CC para o jornalista Pedro Sales Dias

quinta-feira, abril 09, 2009

Sou Demagógico Quando Quero,

mas estes avisos são frequentes em relação a muitos medicamentos, especialmente genéricos:



"* ALERTA DE QUALIDADE
******************************************

- Recolha voluntária do medicamento Captopril Faribérica 25 mg Comprimidos, Lote 40586, validade 09/2009
http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MAIS_ALERTAS/DETALHE_ALERTA?itemid=1376832"

E se recolhe é porque já alguém os ingeriu. Não deveriam é ter saído das farmácias e armazenistas e mesmo laboratório...

Mas serei mesmo demagógico?

quarta-feira, abril 08, 2009

Escândalo Nas Promoções Nas Farmácias!

Segundo o DN de hoje:

"De acordo com um folheto a que o DN teve acesso, a MER (marca da Generis), anunciou um conjunto de promoções. E quanto maior a quantidade, maior o 'bónus': "ao adquirir 50 embalagens, a MER oferece 100", lê-se.

Os descontos estão previstos por lei desde Março de 2007 e em toda a cadeia do medicamento, desde o fabricante, ao retalhista e até ao utente. No entanto, poucas farmácias canalizam estes descontos para os compradores. Isto numa altura em que o presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), João Cordeiro, insiste na troca de medicamentos prescritos por genéricos, por proporcionar "poupanças significativas aos utentes" (ver texto em baixo).

Paulo Lilaia, da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen), refere que "faria sentido aumentar estes descontos para os utentes".


Mas a minha questão é apenas esta: será que estes medicamentos terão a totalidade do principio activo? Não serão contrafeitos? Num qualquer país da Ásia? O ganho é de 200%!! Como pode um Laboratório sobreviver com estas promoções? Ou será que o preço dos medicamentos genéricos ainda pode diminuir imenso, imenso, imenso.

Porque não oferecem as farmácias estes medicamentos aos utentes pobres? Porque vai o Estado reembolsar medicamnetos que não foram comprados?

terça-feira, abril 07, 2009

Empresa participada da ANF já tem autorização para comercializar 23 genéricos

Mais de 20 medicamentos genéricos da marca Almus, controlada pela Alliance Healthcare que é detida a 49 por cento pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), já têm autorização de comercialização, segundo dados na página do Infarmed na Internet.
Os 23 medicamentos genéricos da Almus receberam a autorização de introdução no mercado por parte do Infarmed e fazem parte da lista de novos medicamentos comparticipados com início de comercialização a 1 de Fevereiro de 2009.

A introdução de medicamentos genéricos por parte da ANF tem sido contestada, nomeadamente, pela Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, que recentemente apresentou uma queixa à Autoridade da Concorrência (AdC) por distorção da concorrência.
Em causa está a compra por parte da Alliance Healhtcare de uma marca própria de genéricos - a Almus - que segundo a Apifarma poderá colocar os concorrentes em situação de desvantagem.
A ANF avançou também recentemente com a iniciativa de substituir medicamentos pelo genérico mais barato, mesmo com a oposição do médico, uma atitude que já foi considerada ilegal pelo Ministério da Saúde.
Os concorrentes temem que as farmácias, associadas da ANF, passem a recomendar aos doentes a compra dos genéricos Almus, segundo algumas fontes do sector.
A concorrência teme por isso a verticalização do sector, ou seja, que a ANF passe a controlar não só a venda aos doentes, mas também a distribuição e a comercialização de uma marca própria.
A marca Almus pertence à Alliance Healthcare, que em Portugal é detida em 49 por cento pela ANF e em dois por cento pela José de Mello Participações, estando o restante capital nas mãos da Alliance Boots, o maior distribuidor farmacêutico europeu.
Com um volume de facturação de 650 milhões de euros, a Alliance Healthcare é uma das maiores empresas portuguesas do sector, com 450 colaboradores, distribuindo todo o tipo de medicamentos autorizados no ambulatório, num total de 18 mil referências, segundo a página da ANF na Internet.
A ANF congrega 97 por cento das cerca de 5.800 farmácias portuguesas.

Lusa / SOL


Como vêm e se pode comprovar, somos nós médicos que nos moemos com isto?

Em todas as profissões existem bons e maus, nos médicos, nos enfermeiros, nos farmacêuticos, nos empresários, etc., mas convém que cada um se saiba por no seu lugar, que cumpra a legislação do seu país e pratique a sua profissão com o máximo de ética.

Desde o princípio que o MEMAI, postou alertas e deixou pistas para esta situação, continuará a postar avisos à navegação, quando achar que o deve, no interesse da saúde das gentes deste país, contra este tipo de armadilhas, venham elas de onde vierem.

Esperando que a justiça se faça, já que estamos num estado de direito por enquanto.

Vamos Lá Falar A Sério!

O bastonário da Ordem dos Médicos, caiu que nem um patinho na artimanha do João Cordeiro.

O Dr João Cordeiro é o único interessado em fazer crer à população que isto é uma guerra entre classes.

Mas não! É uma guerra entre a indústria de genéricos: por um lado o João Cordeiro e os Mellos, pelo outro a APOGEN e a APIFARMA. Aí é que está o âmago da disputa.

Obviamente que os utentes terão sempre a ganhar. Os doentes podem ganhar os trocos. O Dr João Cordeiro ganhará milhões de euros, muito mais até que a própria ANF e as farmácias de oficina, ditas comunitárias.

Mas isso será também uma questão que para os próprios farmacêuticos discutirem entre si.

Se as farmácias puderem trocar de medicamentos, em termos práticos o perigo é enorme. Obviamnete que a farmácia trocará pelo laboratório que lhe der maior margem de lucro. Compreende-se e aceita-se. Mas poderá acontecer e já acontece, que o doente sempre que vai à farmácia e traz o mesmo medicamento, mas de laboratórios diferentes, confunde e por vezes duplica ou triplica as respectivas tomas. Conheço uma farmacêutica, minha amiga e com quem discutimos isto várias vezes, que, vende os genéricos que lhe darão a maior margem em cada momento, mas, para evitar confusões, cola com fita-cola as caixas antigas às caixas novas para o doente não duplicar as doses.

Outra questão que se tem falado, é a questão dos delegados de informação médica (DIM). Hoje em dia há muitos laboratórios de genéricos que apenas têm delegados que visitam farmácias e não visitam os médicos. Tudo bem. São menos pessoas a chatearem-nos...

Agora, dando de barato que o capitalismo tem as suas regras e que a indústria farmacêutica investe no prescritor, geralmente elevando a sua molécula à melhor do mundo, se contabilizarmos a percentagem que gasta cm a indução da prescrição (e esta indução, tanto pode ser pagar um simples almoço, com um bom vinho, ou uma viagem a um congresso, mas também pode ser a manipulação de estudos, a influência em sociedades científicas, em associações de doentes, etc.) é muito inferior às percentagens do lucro da própria indústria, assim como ao lucro da distribuição e comercialização.

Presentemente, com a evolução da sociedade, da ciência e da engenharia, as ciências farmacêuticas evoluiram muito, são importantíssimas no desenvolvimento de novas moléculas e tecnologias de fabrico, mas perdem, sem dúvida, na comercialização do medicamento. E será que a comercialização será uma Ciência Framacêutica? Ou antes uma Ciência Económica ou de Markting?

As farmácias como as conhecemos tenderão a acabar: mais tarde ou mais cedo, o doente poderá abastecer-se na própria indústria através da Internet ou por outros meios, por exemplo, um simples SMS, poderá fazer chegar à sua casa a embalagem que está em falta. A farmácia, hoje em dia, é apenas um intermediário, ou evolui e muito ou perde.

E o dr João Cordeiro, apenas está a defender os seus interesses imediatos e não o futuro, a médio ou a longo prazo, das farmácias...

Tenho dito.

Ministério recusa pagar comparticipação de remédios substituídos pelas farmácias


A ministra da Saúde anunciou hoje que o Serviço Nacional de Saúde não pagará às farmácias a comparticipação dos medicamentos que forem substituídos pelo genérico mais barato sem autorização do médico.
Ana Jorge falava aos jornalistas, em Lisboa, no final da cerimónia do Dia Mundial da Saúde.
Questionada sobre os últimos desenvolvimentos, que opõem médicos e farmacêuticos, à iniciativa da Associação Nacional de Farmácias (ANF) de substituir medicamentos pelo genérico mais barato, mesmo com a oposição do médico, a ministra garantiu que não tinha conhecimento desta característica da medida.
Ana Jorge adiantou que apenas tinha conhecimento de que as farmácias iriam realizar uma campanha de informação sobre os preços dos medicamentos.
A legislação em vigor estabelece que a alteração dos medicamentos prescritos no momento da dispensa apenas pode acontecer mediante pedido do utente e com autorização expressa do médico prescritor.
No entanto, desde quarta-feira passada, as farmácias começaram a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo contra a vontade dos médicos, uma medida que o Ministério da Saúde considerou «ilegal».
A ANF considera que não existe ilegalidade, já que «as farmácias se limitam a aplicar a mesma metodologia que é seguida nos hospitais».
A ministra reitera que a substituição que está a ser praticada nas farmácias «é ilegal» e que nada tem a ver com a que existe nas farmácias hospitalares.
Segundo Ana Jorge, são «processos completamente diferentes», os quais obedecem em meio hospitalar a formulários específicos e que são elaborados por uma equipa multidisciplinar.
Questionada sobre o que vai fazer perante esta ilegalidade, Ana Jorge anunciou que as receitas alteradas e que seguem para as Administrações Regionais de Saúde (ARS) até ao dia 10 de cada mês vão ser devolvidas às farmácias.
Mensalmente as farmácias entregam às ARS, até ao dia 10 de cada mês, as receitas com vista a receberem o valor da comparticipação que o Serviço Nacional de Saúde dá a cada fármaco prescrito pelo médico.
Segundo Ana Jorge, todas as receitas substituídas contra a vontade do médico vão ser devolvidas às farmácias sem que o pagamento da respectiva comparticipação seja feito.
Lusa/SOL

segunda-feira, abril 06, 2009

Crime...disse ela! Mas ela quem?

A Ordem dos Médicos ameaça denunciar a substituição ilegal , por comerciantes retalhistas de medicamentos, das prescrições médicas nas farmacias da ANF...

Mas ameaça porquê? Não o devia ter já feito? Está à espera de quê? De um Ministério Público que perante a ostensiva afirmação pública de incentivo à prática de crime e desrespeito da lei, assobia para o lado?


E porque é que não denunciado o roubo praticado por esses senhores quando recebem dos laboratórios da industria farmacêutica, medicamentos genéricos incluidos, promoções do género compre cinco e leva dez !!???

Sim, porque é por demais sabido que é corrente esta prática promocional, e o crime está em que essas cinco caixas oferecidas são depois pagas pelos utentes, com IVA incluido que é também sonegado ao Estado...

Estado , e a sua entidade reguladora do sector ( não não é a IGAS, é o Infarmed), que igualmente assobiam para o lado...
Já se interrogaram porque é que raramente as Farmácias têm o genérico da marca X mas têm o da Y...?

E na Farmácia ao lado, o X e o Y até podem ser diferentes

Substituição por genéricos sem autorização do médico é ilegal

06 de Abril de 2009, 21:40

Lisboa, 06 Abr (Lusa) - O Ministério da Saúde garantiu hoje que não vai pactuar com a troca de medicamentos de marca por genéricos mais baratos contra a vontade dos clínicos e exigiu à Associação Nacional de Farmácias que tome medidas para repôr a legalidade.

"O Ministério da Saúde não pode pactuar com qualquer iniciativa que não observe o princípio da legalidade (...). Foi já transmitida ao presidente da Associação Nacional das Farmácias a necessidade de que tome as medidas adequadas para que o acesso aos medicamentos sujeitos a prescrição médica se continue a fazer na estrita observância do quadro legal", afirma a ministra da Saúde, em comunicado.

Ana Jorge adianta que "a promoção da crescente utilização dos medicamentos genéricos, de uma forma responsável, informada e dentro do quadro legal em vigor, é um objectivo para o qual o Ministério da Saúde conta com a colaboração de todos os parceiros do sector".

A legislação em vigor estabelece que a alteração dos medicamentos prescritos no momento da dispensa apenas pode acontecer mediante pedido do utente e com autorização expressa do médico prescritor.
No entanto, desde quarta-feira passada, as farmácias começaram a substituir medicamentos receitados pelos médicos por genéricos mais baratos, mesmo quando os clínicos se opôem à troca, uma medida que a Ordem dos Médicos ameaçou denunciar ao Ministério Público, por também considerar ilegal.

A Associação Nacional de Farmácias garantiu que a medida levou utentes e Estado a poupar cerca de 86,4 mil euros em apenas dois dias.

Segundo a ministra da Saúde, "o incentivo à utilização dos medicamentos genéricos tem sido uma constante preocupação do Governo e os resultados das medidas tomadas reflectem-se no contínuo aumento da sua quota em volume, de 5,09 por cento em Janeiro de 2004, para 14,37 por cento em Janeiro deste ano".

Ana Jorge adianta ainda que a alteração da prescrição médica que a Associação Nacional de Farmácias está a promover não consta da documentação que lhe foi entregue a 31 de Março numa reunião com a tutela, a propósito de uma campanha sobre a poupança de medicamentos genéricos em detrimento de medicamentos de marca.
MLS.