sexta-feira, julho 24, 2009

Como não podia deixar de ser...

Quando o vírus se alastrar e houver muitos doentes com H1N1, estes passarão a ser atendidos em serviços específicos para a gripe, que funcionarão nos centros de saúde.


Os que não precisarem de internamento, mais de 90% estimam as autoridades, serão acompanhados em casa por telefone. O Ministério da Saúde estuda ainda a criação de equipas domiciliárias


A maioria dos portugueses com gripe A vai ser vigiada em casa pelo telefone, pois não precisarão de ficar internados.

Na fase mais alargada da circulação do vírus, prevista para o Outono, os doentes vão ser observados em serviços de atendimento à gripe (SAG), nos centros de saúde. Os que não precisarem de ser internados - mais de 90%, estimam as autoridades - serão tratados em casa. O Ministério vai ainda criar equipas domiciliárias para actuarem em situações ainda a definir.


Neste momento, as Administrações Regionais de Saúde estão a ultimar a actuação dos SAG, que funcionarão em alas próprias dos centros de saúde e segundo orientações nacionais.

Em zonas mais populosas, poderá haver mesmo centros de saúde - ou extensões - destinados exclusivamente a atender doentes com gripe, de forma a evitar contactos entre infectados com H1N1 e outros doentes.


A sua localização só deverá ser divulgada numa fase posterior, para não criar confusão na população.

Agora, sublinha o Ministério da Saúde, as pessoas deverão seguir as recomendações do momento: ligar para a Linha de Saúde 24 (808242424) que, em caso de suspeita, as encaminhará para os hospitais de referência.


A Direcção-Geral de Saúde explicou ao DN que o plano de contingência prevê que nos SAG seja feito o diagnóstico dos doentes e, nos casos em que seja necessário, é receitado o antiviral: Tamiflu. Como a maioria dos doentes se tratarão em casa, nos SAG haverá centros de atendimento telefónico que acompanhará estes casos A sua missão será, essencialmente, assegurar a vigilância dos doentes relativamente aos quais se considere haver critérios para seguimento, após a ida à consulta e o diagnóstico.

O Ministério da Saúde adiantou ainda ao DN que está a ser estudada a criação de equipas domiciliárias, para apoiar doentes em casa. Contudo, recusou-se ainda a avançar pormenores sobre a sua localização e constituição e as situações em que irão actuar.


Actualmente, as pessoas com H1N1 são internadas nos hospitais de referência ou encaminhados para se tratarem em casa. O seu estado clínico é acompanhado regularmente por técnicos do hospital onde foram referenciados, de quem os doentes têm os contactos. Em casos pontuais, como o da creche de Benfica, onde havia cinco infectados, são os enfermeiros da Linha Saúde 24 a ligar para avaliar a recuperação.


Nesta fase da doença, e quando ainda se tenta conter a sua propagação, está a ser feito também tratamento de prevenção às pessoas que lidaram de perto com os infectados. Uma tarefa dos delegados de saúde, a quem compete ligar para os potenciais doentes, avaliar o seu estado de saúde e, se o desejarem, administrar-lhes o Tamiflu.


Os internados recebem uma nota de internamento como justificação das faltas ao trabalho. Se ficarem em casa, o médico do hospital faz seguir a indicação da baixa para o centro de saúde.

quinta-feira, julho 23, 2009

Um Bom Artigo Jornalístico Sobre A Antecipada Provável Cegueira E A Luta Entre O Capital

Parabéns à jornalista Ana Machado por este artigo publicado no Público Última Hora.


 

"Lucentis da Novartis e Avastin da Roche sob escrutínio da comunidade científica

Guerra entre farmacêuticas pode estar por trás do caso dos doentes que cegaram

Há um só medicamento para o tratamento da degeneração macular da idade, patologia que sofria um dos doentes que cegou depois de um tratamento feito no Hospital de Santa Maria. Chama-se Lucentis, está também indicado para o tratamento da retinopatia diabética, mas custa 900 euros e é da Novartis.

A alternativa mais barata pertence à rival Roche. Não é usado em oftalmologia. É dedicado ao tratamento do cancro da mama e colorectal. Mas é o mais frequentemente usado para as patologias às quais foram tratados os seis doentes de Santa Maria. Uma guerra entre farmacêuticas e os custos com o tratamento podem explicar o que se passou em Santa Maria.

A controvérsia em torno do uso do Avastin (bevacizumab) para o tratamento da degeneração macular da idade, ou DMI, como é conhecida a patologia entre os clínicos e especialistas, arrasta-se há vários anos.

Em Outubro de 2007, a Genentech, a empresa de biotecnologia que desenvolveu o Avastin desaconselhou o tratamento da DMI com Avastin, invocando razões de segurança. Isto mesmo antes de em Dezembro de 2008 terem sido registados os tais mais de 300 casos de doentes, de seis unidades de saúde canadianas, em que foram registados efeitos adversos após tratamento.

Um mês depois desta advertência feita pela Genetech, a Associação Americana de Oftalmologia reclamava e, num congresso alertava para o facto de a advertência da Genentech poder reduzir a presença do Avastin nas farmácias hospitalares e colocar em risco o tratamento dos doentes.

Mas a Genentech tinha já uma alternativa para o tratamento da DMI, aliás, a única desenvolvida especificamente para esta patologia, que tinha sido aprovada em Junho de 2006 pela FDA, a Autoridade para o Medicamento dos Estados Unidos. Chamava-se Lucentis (ranibizumab) e era um anticorpo monoclonal, à semelhança do Avastin.

Trata-se de uma categoria de medicamentos de última geração para o tratamento do cancro que usam clones, criados em laboratório de linfócitos b, anticorpos do nosso sistema imunitário, para destruir identificar proteínas específicas que identificam as células causadoras da patologia e promovendo uma estratégia de ataque que se tem provado muito eficaz. Mas, ao contrário do Avastin, o Lucentis é formado por moléculas mais pequenas, actuando melhor nas patologias oftalmológicas.

Há contudo um argumento de peso que fundamentava os receios dos clínicos. É que o preço do Lucentis é muito superior, custando este medicamento cerca de 900 euros, confirmou a Novartis Portugal ao PÚBLICO. "É um medicamento dirigido a um grupo muito restrito de pacientes e com custos de desenvolvimento muito elevados", disse Luís Rocha, assessor da Novartis. Este facto levou os clínicos norte-americanos, na altura a acusar a Genentech de colocar o lucro à frente do interesse dos doentes.

Mas não há aqui só uma guerra em torno dos atributos clínicos dos dois medicamentos. Ainda em Junho de 2003, quando o Lucentis estava em fase III de ensaios clínicos já a Genentech tinha vendido os direitos exclusivos de venda do Lucentis à Novartis Ophthalmics para fora dos Estados Unidos. E em Março deste ano a Roche acabaria por comprar a Genentech numa das maiores fusões entre farmacêuticas do ano, por 46,8 mil milhões de dólares. Estas movimentações fazem da guerra entre o Lucentis e o Avastin não só uma questão clínica mas também da indústria farmacêutica.

De acordo com um artigo divulgado em Maio de 2007 pelo British Journal of Ophthalmology, o custo do Lucentis é 50 vezes superior ao do Avastin. Por isso, o Lucentis teria de ser 2,5 vezes mais eficaz para justificar o investimento. O que não acontecia, segundo esta análise.

E o American Journal of Ophthalmology acrescentava: "Parece haver consenso sobre o facto do tratamento com Avastin ter um risco mínimo e ter uma relação custo/eficácia óbvia pelo que o seu uso não deve ser desaconselhado".


Estão a decorrer ensaios clínicos sobre a análise custo-benefício destes dois medicamentos para uso oftalmológico pelo National Eye Institute dos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos, que devem estar terminados em 2010
."

Ana Machado


 

The Letter!








domingo, julho 19, 2009

Os Intestinos Necrosados do Rui, a Próstata Cancerosa do Nicolau e os Lindos Tomates do Médico Explica Medicina A Intelectuais.

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Não é novidade para ninguém que a comunicação social está cada vez mais interessada nas doenças dos nossos VIP.

E depois falam das suas gigantescas lutas: “fulano de tal luta contra o cancro x”.

Esquecem-se que o que está por trás da luta é uma panóplia imensa de fármacos ou outras terapias cientificamente comprovadas, que têm feito da luta dos VIP e de muitos outros anónimos, uma vitória.

Mas o que me motivou a escrever este post foi mostrar as imagens que os jornalistas escondem.

O intestino necrosado do Rui (se lhe retiraram parte do dito, só assim poderia estar) seria assim, podre, feio, com cheiro fétido.

A próstata do Nicolau, provavelmente teria um nódulo assim, como o que se vê, vermelhinho, candidamente oposto à negritude do intestino do Rui.

Mas os tomates do MEMAI são de facto os mais lindos, redondinhos e por trás da sua beleza estão personalidades fortes e imunes a todas as ameaças, que, por brincadeira ou não, este blog tem sido ultimamente vitima por parte de alguns jornalistas.

Sim, há particularmente um jornalista que pensa poder cercear a liberdade de expressão na blogosfera. Por isso, este blog continuará a denunciar tudo o que julgar que deve ser denunciado. Continuará a denunciar todo o circo mediático que se faz à volta da saúde e dos seus prestadores.

Continuará a denunciar todo o mau jornalismo: o jornalismos especulativo, mentiroso e falacioso, parcial, desumano, vendido, assim como falou e falará dos bons jornalistas, imparciais, justos, inteligentes, o mais factuais possíveis.

Continuará a denunciar as notícias encomendadas, como a capa da última revista LUX: “Quem tem seguro de saúde safa-se.”

Sendo os autores deste blog defensores do Serviço Nacional da Saúde, não são contra os seguros de saúde ou a medicina privada ou empresarial.

Mas já são contra a contra-informação e as afirmações indirectas de que o SNS não presta.

Queria lembrar directamente ao Rui Veloso, que, segundo a notícia, foi numa unidade de saúde do SNS, perdida no Alentejo, que um médico anónimo, lhe diagnosticou o seu problema. Foi num Centro de Saúde num qualquer concelho despovoado do Alentejo que ele acorreu quando se sentiu mal. E quem paga, quem mantém essa porta aberta perdida no Alentejo, não são as seguradoras, nem o Hospital da Luz, é o Serviço Nacional de Saúde. Mas, para muitos, incluindo jornalistas, o SNS é apenas as urgências dos grandes hospitais de Lisboa e Porto.

Essa afirmação revoltou-me. Muito mais do que as seis gordas que a LUX publicou sobre o “cancro”. Sim, seis notícias sobre CANCRO.

Estou á espera que um VIP venha a sofrer de cancro no pénis, testículos, vagina, vulva, ânus, para ver se também se mediatizam, como o cancro do Nicolau que semanalmente alimenta as páginas de certa comunicação social.

E já faltava a nossa Alta Comissária para a Saúde (Quem é? Que faz? Que curriculum tem? Para que serve?) criticar os médicos por prescreverem antidepressivos e ansiolíticos me demasia... Mas que quer a senhora médica? Por acaso criticou os media e as suas catastróficas notícias?

E por fim, senhor jornalista, venham os processos, venha a policia judiciária, os tribunais, venham todos, mas este blog não se calará!

Mortes Relacionadas com Gardasil.

http://www.judicialwatch.org/news/2009/jun/new-fda-records-obtained-judicial-watch-indicate-28-deaths-related-gardasil-2008

quarta-feira, julho 15, 2009

F.E.

Porquê este novo súbito interesse neste blogue?

sábado, julho 11, 2009

A Medicina Não Faz Milagres!

Segundo o Correio da Manhã, somos imortais.

A morte foi erradicada por vontade dos jornalistas do Correio da Manhã!

Ou como se exploram (ou vendem) os sentimentos!

Ou como se faz jornalismo em Portugal!

Pontos fortes: 84 anos, enfarte miocárdio, caquexia, Alzheimer, informação errada ao IMEM, “deram-lhe alta para vir morrer a casa”.

Os meus sentimentos ao filho.

Eu quando morrer quero que isso aconteça em casa e rodeado pela família, sem jornais e fotos!

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“José da Silva diz que a mãe, Rita Silva, ainda podia estar viva se tivesse sido assistida com maior rapidez

11 Julho 2009 - 00h30

Faro: Esperou uma hora pela chegada do médico, que já só certificou o óbito

“Mãe morreu por demora do INEM”

A demora na chegada do INEM foi fundamental para que a minha mãe morresse", acusa José Idalécio da Silva, filho de Rita Filipa da Silva, 84 anos, que faleceu no passado dia 2 na sua residência, em Faro, no Algarve.

José da Silva explica que a mãe, que tinha tido, na véspera da morte, alta do Hospital de Faro – onde terá contraído uma pneumonia – começou a gemer com dores, febre, e a desfalecer cerca das 14h00. "Liguei para o INEM, expliquei a situação, e mandaram--me chamar uma ambulância dos bombeiros", garante o filho da falecida. "Quando fui novamente ver a minha mãe, assustei-me, pois já respirava com dificuldade. Tive então que pedir a um amigo que activasse de imediato o INEM, o que, a custo, conseguiu."

Com o tempo a passar e o estado de saúde da mãe a agravar-se, José da Silva viveu momentos de grande angústia. "Só às 15h00 chegou uma viatura do INEM, mas a minha mãe já não respirava. Fizeram-lhe manobras de ressuscitação, durante vários minutos, com um desfibrilhador, mas já nada puderam fazer", afirma José da Silva, revoltado com a demora de uma hora no socorro. "Se tivessem vindo logo e não empurrado para os bombeiros a minha mãe ainda poderia estar viva", acusa.

O INEM justifica o atraso com a falta de dados sobre a gravidade dos sintomas da vítima na primeira chamada. José da Silva também não aceita a alta dada no Hospital de Faro. "Contraiu uma pneumonia na Medicina II e deram-lhe alta para vir morrer a casa, sem qualquer tipo de assistência", reclama.

INEM E HOSPITAL EXPLICAM

O Gabinete de Comunicação e Imagem do INEM explicou que "a chamada, efectuada às 14h15, informava que a senhora estava consciente, só gemia, e que tinha Alzheimer, pneumonia e que saíra do hospital ". Mediante este quadro, "não estavam preenchidos os critérios de emergência, devendo ser transportada numa ambulância dos bombeiros, tendo sido facultado o número de telefone. Posterior chamada, às 14h35, informa, pela primeira vez, que a vítima tem falta de ar e febre", diz a responsável do INEM, que garante ter sido "imediatamente accionada uma ambulância e uma VMER com um médico, que constatou o óbito".

O porta-voz do Hospital de Faro disse que a utente teve alta "clinicamente melhorada" e que "os serviços não registaram qualquer reclamação dos familiares da vítima".

SAIBA MAIS

AUTÓPSIA

Autópsia a Rita da Silva, de 84 anos, apurou um enfarte de miocárdio como causa da morte. Pneumonia bilateral e caquexia foram outras causas.

11h15 foi a hora que o médico do INEM certificou como a da morte. O clínico chegou a casa da falecida pouco depois das 15h00, garante a família.

25 dias esteve Rita da Silva inter-nada no Serviço de Medicina II do Hospital de Faro. Segundo o filho, terá contraído ali uma pneumonia que a debilitou ainda mais.

ALTA

A falecida queixava-se de fraqueza e dores no corpo, pelo que a família recorreu ao hospital. Teve alta no dia 1 de Julho e faleceu no dia seguinte.

Teixeira Marques”

sexta-feira, julho 10, 2009

O efeito dos Media

Portugueses cuidam mais da saúde
por F.N.
Ontem

Em sete anos, "um período muito curto", os portugueses tornaram- -se mais cuidadosos com a sua saúde, sublinha o sociólogo Pedro Alcântara da Silva. Fazem mais dietas saudáveis, mais exercício físico e vão mais ao médico para exames de rotina.
Como consequência desta tendência, a utilização do Sistema Nacional de Saúde (SNS) também aumentou em 2008, em comparação com 2001 (em cerca de 20%) e, apesar da percepção global sobre o SNS ser mais negativa, a verdade é que em cada um dos diferentes parâmetros de avaliação (acesso aos cuidados de saúde, tempos de espera ou atendimento), a apreciação é agora mais positiva do que antes.

Estes são os principais resultados do estudo O Estado da Saúde em Portugal - Acesso, Avaliação e Atitudes da População Portuguesa em Relação ao Sistema Nacional de Saúde, Evolução entre 2001e 2007 e Comparações Regionais, realizado pelos sociólogos Manuel Villaverde Cabral e Pedro Alcântara da Silva, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa.
Para o estudo, que foi apresentado ontem publicamente, por ocasião dos 30 anos do SNS, foram inquiridas 3039 pessoas, "uma amostra ao mesmo tempo significativa da população portuguesa e de cada região", como explicou ao DN Pedro Alcântara da Silva.

A aparente contradição entre a apreciação negativa do SNS, em resposta a uma pergunta geral, e as respostas mais positivas quando considerado cada um dos itens em avaliação, tem a ver com "o efeito dos media", explica Pedro Alcântara da Silva. "Isso prende-se com o facto de ser noticiado sobretudo o que não corre bem, o que dá uma imagem negativa do sistema", diz o sociólogo. "Mas o que é interessante é que os inquiridos que tendem a avaliar mais positivamente o SNS são os que realmente o utilizam", nota.

Quanto ao acesso dos doentes, os sociólogos verificaram que não existem disparidades significativas nas diferentes regiões, o que se reflecte também no facto de não se notarem diferenças regionais no estado de saúde das pessoas.
Outra das conclusões do estudo mostra que o acesso aos cuidados de saúde primários e materno--infantil é generalizado e melhor do que o acesso aos cuidados especializados.

quarta-feira, julho 08, 2009

Como Se Encomenda Uma Notícia.

Assim começam os lobbies. O Correio da Manhã, que eu tenha conhecimento não propagandeou um trabalho recente sobre as mortes causadas após a vacina contra o papiloma.

Até aconselham que os jovens vacinados permaneçam deitados cerca de meia hora após a inoculação.

Mas o CM acha mais útil fazer um serviço à CERVARIX contra a GARDASIL….

Quanto teria custado o frete? E que faz uma jornalista no meio disto tudo? Teria traduzido apenas a notícia?

Mas reparem no título:

Tumores do colo do útero matam uma mulher por dia

Vacina eficaz contra cancro

Um estudo publicado ontem na revista especializada ‘The Lancet’ revela que a vacina Cervarix é "altamente eficaz" na protecção contra os cinco tipos de vírus do papiloma humano (HPV) que mais casos de cancro do colo do útero provocam. A vacina custa 39,79 euros e é mais barata do que a Gardasil (41 euros), marca que o Ministério da Saúde escolheu para incluir no Plano Nacional de Vacinação.

Trata-se do maior ensaio clínico feito na área da oncologia, e envolveu 18 644 mulheres. Segundo o principal autor do trabalho, Jorma Paavonen, da Universidade de Helsínquia, Finlândia, "os resultados mostram que a vacina tem potencial para reduzir consideravelmente a incidência de lesões cervicais pré-cancerígeno, de cancro do colo do útero".

Até agora foram identificados cem tipos de HPV, 15 dos quais causam cancro do colo do útero. O HPV16 e o HPV18 são as estirpes mais maléficas, sendo responsáveis por cerca de 70% dos casos. Seguem-se os tipos 45, 31 e 33. O que o estudo demonstra é que a Cervarix é eficaz contra estes cinco tipos de vírus. Isto em comparação com a Gardasil, que está a ser ministrada às adolescentes portuguesas, e que só protege contra as estirpes 16, 18, 6 e 11. Em Portugal, morre uma mulher por vítima de cancro do colo do útero, sendo diagnosticados cerca de 950 novos casos anualmente.

Manuela Guerreiro”

terça-feira, julho 07, 2009

Escola encerra devido a casos confirmados de Gripe A

"O Externato das Pedralvas, em Benfica, Lisboa, decidiu encerrar, pelo menos até dia 20 de Julho, por terem sido detectados cinco casos de gripe A (H1N1) em crianças que frequentam a escola, disse a directora do colégio.
Quatro das crianças têm dois anos e a quinta tem três.
Inicialmente tinha sido noticiado o caso de infecção de um bebé de 18 meses, que chegou do México na passada quarta-feira, mas entretanto foi detectado um segundo caso num menino que frequenta a mesma sala. Os três outros casos foram confirmados minutos mais tarde.
As autoridades da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) estão no local a adoptar as medidas previstas no plano de contingência.
A delegada de saúde esteve segunda-feira no colégio, onde explicou aos pais das crianças algumas medidas a adoptar para impedir a disseminação do vírus, segundo disse uma mãe.
Segundo esta mãe, todos os meninos, até aos dois anos, que frequentam a escola estão a fazer medicação como medida preventiva e a sala foi desinfectada."

Lusa / SOL

domingo, julho 05, 2009

Castigo Rápido e Exemplar Para Este Médico!

E a notícia se confirmar, pois os nossos queridos jornalistas também inventam muito!

Se o médico estava em presença física e não em prevenção ou à chamada, deve ser demitido, assim como quem o apoiar nas chefias superiores…

    No DN on-line, 00h27m

"Deixou a Urgência para ir inaugurar campo de golfe

Director de Anestesiologia abandonou serviço oito horas alegando problemas pessoais

PEDRO ANTUNES PEREIRA

O director de Anestesiologia do "S. Marcos", em Braga, abandonou a Urgência, cerca de oito horas, para ir à inauguração de um campo de golfe. A administração não comenta. O caso está a ser analisado pela Direcção clínica.

O anestesista Mário Vaz de Carvalho foi escalado, no passado dia 13 de Junho, com outra médica, para o serviço de Urgência, no qual deveria estar 24 horas, tal como a lei prevê. Analisando o registo de assiduidade do médico, nada de estranho se passou. Vaz de Carvalho deu entrada às 8.37 horas e saiu, no dia seguinte, às 9.48. No entanto, segundo clínicos que estavam de Urgência no mesmo dia, o também director do serviço de Anestesiologia saiu por volta do meio-dia e só voltou às oito da noite. Confrontado com a ausência por alguns colegas, o médico terá dito que tinha tido uns problemas pessoais para resolver e "libertou-os" para jantar, uma vez que ele próprio já teria comido.

Ora, o espanto surge quando, no dia seguinte, dois jornais locais dão conta da inauguração de um campo de golfe, numa freguesia da cidade de Braga, com a presença do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, e nas fotos aparece o médico Vaz de Carvalho. Isto é, a ausência prolongada do médico no serviço de Urgência, justificada por problemas pessoais, caiu mal junto dos colegas.

"Afinal, os problemas pessoais tinham um nome: campo de golfe", diz um dos médicos de serviço naquele dia, indignado por "um director de serviço ter colocado em causa o normal funcionamento da Urgência". "Por acaso, a médica que estava também escalada conseguiu dar conta do recado, mas imagine-se que havia um acidente grave, como é que se resolveria o problema?", questiona.

Segundo as regras do trabalho da Urgência, quando um médico sabe que está indisponível para cumprir a escala tenta arranjar um substituto. O que não aconteceu. Segundo o que o JN apurou, Vaz de Carvalho é conhecido como um médico exigente perante os seus pares, aconselhando-os a cumprir horários e escalas. "Às vezes, faz a vida negra aos médicos mais jovens", confirma quem já assistiu a algumas situações mais intensas.

O JN tentou ouvir o médico em causa, mas o clínico nunca esteve disponível. Ao Conselho de Administração, para além de vários telefonemas, foi enviado um e-mail, a pedido da directora clínica, com as questões para esclarecer. A verdade é que, ontem, dois dias depois do envio do correio electrónico, a administração respondeu, por telefone, que o caso estava a ser "analisado internamente pela direcção clínica".

Um procedimento disciplinar não estará totalmente descartado, até porque as provas existentes são evidentes. Mas, devido ao comportamento considerado exemplar do médico, tudo deve acabar com uma reprimenda por escrito. Resta esperar pelas averiguações internas que o próprio hospital está a fazer e pelas respectivas conclusões. "

quinta-feira, julho 02, 2009

A Ordem dos Médicos não ouve rádio!

No Rádio Clube Português, durante a manhã há um programa que é o Minuto a Minuto, onde existe uma rubrica sobre saúde cujo nome é Mais Saúde, da autoria de um farmacêutico, Dr. António de Aguiar.

Hoje falou-se sobre insuficiência cardiaca.

terça-feira, junho 23, 2009

Os contrastes chocam !


De um nosso leitor devidamente identificado recebemos, a proposito do post anterior sobre a HIDROMASSAGEM, um email que aqui se reproduz:


Este é verdadeiramente um país com vários sistemas:Uns têm cabine de duche com hidromassagem, presume-se que para retemperar do esforço; outros fazem Consulta, dita Aberta, em cubículos sem arejamento, amarrando com uma ligadura a porta à parede para servir de janela...

Nos períodos de maior afluência com gripes, nenhum profissional escapa a uma viremia a sério e no dia seguinte sentimo-nos cansados...

Se juntarmos uma sala de espera com 9 m2 apinhada de utentes com 3 horas de atraso no atendimento, não há que desejar melhor meio de disseminar doenças respiratórias. Não contem a ninguém pois se o H1N1 descobre, vem a correr direitinho para aqui...

Informo que as instalações são no antigo serviço de urgência do Hospital da Régua.

segunda-feira, junho 22, 2009

Um país...pelo menos dois sistemas...

No site da internet do Sindicato Independente dos Médicos respinga-se uma notícia no mínimo curiosa


OS EFEITOS DA HIDROMASSAGEM

Palpita-nos que este dado não terá entrado no estudo recentemente publicado sobre a satisfação dos profissionais das USFs. E não só porque não acreditamos que tal benesse seja generalizada como também a USF Lusitana que dela beneficia ainda não está a funcionar oficialmente.

Mas por certo que o conhecimento de que as instalações daquela USF foram apetrechadas com uma cabine de duche com hidromassagem para que o pessoal de enfermagem dela possa beneficiar, retemperando-se apos um esgotante périplo de visitas domiciliárias, muito teria contribuido para essa satisfação. Está de parabéns pois o seu Coordenador, ex-coordenador da ex-Subregião de Saúde e ex-deputado da Nação!

Chegou ao conhecimento de Simedicos que inclusive há já uma lista de espera para a sua utilização por enfermeiros e demais profissionais necessitados das outras unidades prestadoras de cuidados de saúde da cidade. Apesar dos tempos de crise, não seria mais prático e rentável sob o ponto de vista da produtividade, dotar as instalações das outras USFs e, já agora das UCSP, da linda cidade museu de Viseu deste equipamento, lutando contra as listas de espera?E porque não em todas as USFs? Quanto mais não fosse com os incentivos institucionais a que algumas USFs têm direito, ainda que apenas no papel até agora…

Claro que nas unidades ditas remanescentes, de 2ª categoria, isso nem se fala… quando muito uma mangueirinha ligada à torneira e rezando-se para que a pressão seja suficiente…

Magalhães pode fazer rastreio visual das crianças


22.06.2009 - 07h10 Margarida Gomes Público


"O que é que o computador Magalhães pode fazer pelas crianças com doenças invisíveis como a ambliopia (síndrome do olho preguiçoso), por exemplo?


Mais do que imagina.


Um grupo de engenheiros biomédicos e médicos oftalmologistas ligados à empresa tecnológica Blueworks, especializada na área da oftalmologia, está a desenvolver um software didáctico para ser aplicado ao Magalhães, permitindo o rastreio visual a todas as crianças em idade escolar.


O pai da ideia é o médico de Coimbra António Travassos, que preside à Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e foi desenvolvida na empresa, da qual é um dos fundadores.


A investigação partiu da cruel realidade dos números. "Todos os anos cerca de cinco mil crianças perdem entre 10 e 70 por cento da sua visão", um problema, dizem os especialistas, que "está a ser descurado em detrimento de outros, como a cirurgia das cataratas".


Atento à realidade de que as doenças como a ambliopia, que podem não ter sintomas, mas que têm de ser tratadas com urgência, porque depois são irreversíveis, e tendo em conta que todas as crianças do ensino básico e secundário têm uma plataforma computacional homogénea disponível, os investigadores lançaram-se na criação de um software que funciona essencialmente como um jogo onde vão aparecendo figuras com combinações diferentes.


A filosofia, segundo explicou ao PÚBLICO um dos engenheiros biomédicos que está a desenvolver o projecto, Paulo Barbeiro, consiste na existência de um jogo que, quando a dimensão do objecto vai mudando, permite fazer a avaliação da acuidade visual das crianças.


Este processo é feito primeiro num olho e repetido depois no outro.


O presidente da SPO considera que "o facto de termos em todas as escolas um computador com características de ecrã uniformes é uma oportunidade de ouro para lançar uma campanha de rastreio visual de muito baixo custo, mas cujo impacto na saúde infantil é muito elevado".


Entusiasmado com o desafio, Paulo Barbeiro realça a vantagem de haver um equipamento standard. "Todos os estímulos têm de estar calibrados para a dimensão e para o brilho dos vários monitores e o facto de o Magalhães ter o mesmo hardware para todas as crianças permite-nos criar um software em que nós recebemos a informação fidedigna", faz notar.


A informação é depois "enviada de uma forma encriptada para o sistema central onde depois é analisada".


Paulo Barbeiro revela que o projecto está "numa fase adiantada de desenvolvimento", mas não está ainda concluído.


"Mas, se tivéssemos hoje o ok do Ministério da Saúde para avançar, em dois ou três meses conseguíamos ter tudo distribuído em todos os computadores", assegura Michael Bach, professor universitário, que preside à Sociedade Internacional de Eletrofisiologia da Visão, e que é considerado com um dos grandes especialistas nesta área específica de testes electrónicos, está a colaborar no âmbito académico deste projecto inovador.


E o que faz dele um projecto singular não é o facto de os dispositivos que avaliam a acuidade visual serem electrónicos, "mas sim a utilização de uma plataforma computacional homogénea distribuída a todos os alunos, aplicando-a uma iniciativa concertada de saúde pública", revela o engenheiro biomédico.


Já o presidente da SPO prefere realçar o facto de este projecto possibilitar (através do Magalhães) uma distribuição online da ferramenta, possibilitando a existência de acções concertadas de rastreio de saúde visual a toda a população escolar, "com vantagens óbvias na detecção precoce de algumas patologias que quando tratadas adequada e atempadamente permitem que haja uma recuperação da função visual".


A equipa que está a operacionalizar o programa já teve contactos com os responsáveis pelo Plano Tecnológico da Educação (composto por três eixos de actuação: tecnologia, conteúdos e formação), mas as negociações encontram-se, aparentemente, num impasse, o que, de alguma maneira, pode comprometer o arranque do projecto no início do próximo ano lectivo.


O projecto foi apresentado como uma solução economicamente "muito eficaz" para o controlo da saúde ocular das crianças portuguesas.


"O computador Magalhães é um veículo de excepcional qualidade, representando uma oportunidade de ouro para lançar uma campanha de rastreio visual", defende o presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.


António Travassos salienta que o projecto vai ao encontro das orientações estratégicas 2004-2010 do Plano Nacional de Saúde.


O relatório do Ministério da Saúde (MS) a que alude refere que "a prevenção primária e a redução de risco, o rastreio e a detecção precoce, anteriores à manifestação dos primeiros sintomas (...), constituem as medidas eficazes e determinantes na redução das taxas de incidência e morbilidade das doenças da visão".


Os números revelados pelo MS indicam, entre outros dados, que "cerca de um terço de todas as novas cegueiras poderiam ser evitadas, se as pessoas tivessem acesso atempado à tecnologia oftalmológica existente no país" e que "20 por cento das crianças e metade da população adulta portuguesa sofrem de erros de refracção; mais de 5.000.000 de pessoas usam óculos ou beneficiariam com o seu uso".


Convicto de que o Governo não deixará escapar esta oportunidade de efectuar um "rastreio visual exaustivo, único na Europa, por um custo que é uma fracção de uma campanha tradicional de rastreio", o médico oftalmologista revela que a Blueworks já foi contactada por outras entidades que se mostraram interessadas no projecto.


O Governo anunciou no sábado que já foram entregues 370 mil computadores Magalhães a alunos das escolas do continente, públicas e privadas, estando 3000 já pagos e em vias de serem entregues.


31.600 alunos inscritos no programa de distribuição não receberam o equipamento por incorrecção de dados ou falta de pagamento.


De fora ficaram também cerca de 50 mil alunos do primeiro ciclo, que os responsáveis afirmam serem "sobretudo alunos do 4.º ano de escolaridade que optaram por aguardar inscrever-se no programa e-escola no próximo ano lectivo, quando frequentarem o segundo ciclo do ensino básico"."


quinta-feira, junho 11, 2009

Calma Pessoal: Pandemia Não É Sinal de Gravidade!

Agora que a OMS aumentou o nível de alerta para 6, isto é, pandemia instalada, é OBRIGATÓRIO passar a mensagem de que "pandemia" não é sinal de "gravidade", mas sim sinal de que o virus desta gripe se instalou num número maior de países e com transmissão independente do país inicial.

A gravidade define-se pela mortalidade e morbilidade que determinada doença possa causar. Por enquanto a gripa sazonal (a do nosso Inverno) ainda causa mais mortes do que esta.

Contudo, apesar de não ser necessário entrarmos em pânico (para isso teremos os media a martelar-nos as células cinzentas), é necessário mantermo-nos todos, técnicos de saúde e população em geral atentos a todos os sinais de uma possível infecção.

domingo, junho 07, 2009

Oh caríssimo Luis com Ana ! Sem ser atendido ... ou porventura deficientemente atendido e orientado?

Bebé morreu sem ser atendido
Monção

Ministério da Saúde averigua para saber se houve ou não negligência médica
Ontem
LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA *


Após ter estado por duas vezes no Centro de Saúde de Monção, um bebé de 29 dias viria a morrer no colo do pai, na sala de espera da Urgência do Hospital de Viana do Castelo. Causa da morte é ainda desconhecida. Ministério está a averiguar.

O Ministério da Saúde está a averiguar as condições em que se verificou a morte de um bebé de 29 dias, ocorrida ao princípio da noite da passada quarta-feira, em plena sala de espera da Urgência do Hospital de Viana do Castelo.

Segundo fonte do ministério, a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde solicitou ao Centro de Saúde de Monção e ao Hospital de Viana do Castelo que a informassem "de imediato" sobre o que se passou com o recém-nascido. Visa o procedimento apurar se houve ou não negligência, observou a mesma fonte. As causas da morte permanecem, ainda, desconhecidas, tendo o Gabinete de Medicina Legal de Viana do Castelo comunicado à família da criança que os resultados da autópsia só devem ser conhecidos dentro de dois meses.

De acordo com pessoa próxima da família, os pais do bebé levaram-no ao centro de saúde concelhio no final da manhã da passada quarta-feira, uma vez que "aparentava ter muitas dores". Aí, o clínico que assistiu o recém-nascido terá dito que o bebé teria cólicas, dando-lhe, depois, alta. Porém, segundo a mesma fonte, "como as queixas e o choro da criança não paravam, os pais tornaram a levá-lo ao centro de saúde, durante a tarde".

Desta feita, o bebé ficaria em observações naquela unidade de saúde durante cerca de três horas, de onde só sairia por volta das 20.30 horas, "a pedido dos pais e no carro destes, a caminho do Hospital de Viana", onde o bebé viria a falecer. "Um dos médicos do hospital, que foi em auxílio do bebé, disse ao pai da criança que se tivessem chegado mais cedo poderia não ter acontecido o pior", indicou, afiançando que "nada na saúde do bebé fazia prever um tão trágico desfecho".

Indignados, amigos, vizinhos e, mesmo, o autarca local, José Emílio Moreira (ver caixa), apontam o dedo ao facto de não ter sido chamada uma ambulância para efectuar o transporte do centro de saúde para o hospital. Instado sobre a situação, o director do Centro de Saúde de Monção remeteu quaisquer esclarecimentos para a Unidade Local de Saúde alto-minhota, que abriu um inquérito para apurar responsabilidades.
Ao final da tarde de anteontem, o bebé foi a sepultar para o cemitério de Cortes, no concelho, cerimónia que constituiu profunda manifestação de pesar.
* com Ana Peixoto Fernandes

quinta-feira, junho 04, 2009

Novo regime legal da Carreira Médica


Novo regime legal da Carreira Médica

2009-06-03

O Ministério da Saúde e os dois sindicatos médicos – o Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos – assinaram um acordo sobre o novo regime legal da carreira médica.

O desenvolvimento técnico e científico dos profissionais do SNS é um factor crítico para o sucesso do serviço público de Saúde.
As carreiras médicas têm sido um requisito e um estímulo para um percurso de diferenciação profissional, marcado por etapas exigentes, com avaliação inter-pares e reconhecimento institucional.

Para o SNS, este processo tem possibilitado o desenvolvimento de um sistema de especialização e formação pós-graduada de sucessivas gerações de médicos, com repercussões comprovadas na qualidade dos cuidados de saúde e nos resultados medidos por vários indicadores de saúde populacional.

É, por isso, necessário preservar e aperfeiçoar este património – as carreiras médicas - em todas as instituições e estabelecimentos integrados no SNS, independentemente da sua natureza jurídica.
O Ministério da Saúde elaborou dois decretos-lei que regulamentam a carreira médica no SNS, sendo um respeitante às instituições do sector público administrativo e outro aos hospitais EPE, Unidades Locais de Saúde e hospitais do SNS que vão ser geridos pelo sector privado, no âmbito das PPP em desenvolvimento.
O estabelecimento de modos similares de valorização da qualificação e categorização dos médicos contribui para uma maior mobilidade dos profissionais entre instituições.
Com a nova legislação, passa a existir uma carreira médica única, organizada por áreas de exercício profissional (área hospitalar, da medicina geral e familiar, da saúde pública, da medicina legal e da medicina do trabalho, podendo vir a ser integradas de futuro outras áreas).

A carreira médica assenta em deveres funcionais comuns para todos os médicos e num conteúdo funcional que inclui funções de prestação de cuidados de saúde, de investigação e de participação na formação pré e pós-graduada.

A carreira médica passa a estruturar-se em dois graus (especialista e consultor) e três categorias (Assistente; Assistente Graduado e Assistente Graduado Sénior)

Sem prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, o período normal de trabalho para os médicos que venham a ser recrutados em regime de contrato em funções públicas é de 35 horas semanais, à semelhança dos restantes profissionais da função pública.

O novo regime jurídico da carreira médica determina também que pode ser autorizada a frequência de cursos de formação complementar ou de actualização profissional, com vista ao aperfeiçoamento, diferenciação técnica ou projectos de investigação por um período não superior a 15 dias úteis por ano, ou nos termos que vierem a ser definidos por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho.

A avaliação do desempenho relativa aos trabalhadores que integrem a carreira médica rege-se pelo regime da Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro, com as adaptações que, nos termos previstos no n.º 6 do artigo 3.º da mesma Lei, forem introduzidas por instrumento de regulamentação colectiva do trabalho.

No prazo de 30 dias, a contar da data de entrada em vigor do presente decreto-lei são desencadeados os procedimentos de negociação dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho.

Os dois decretos-lei vão ser discutidos brevemente em Conselho de Ministros.

sexta-feira, maio 29, 2009

Apenas perca por tardio...


Media
Conselho Deontológico considera "reprovável" desempenho de Manuela Moura Guedes no "Jornal Nacional"
29.05.2009 - 17h52 Lusa

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera reprovável o desempenho da jornalista Manuela Moura Guedes na condução do "Jornal Nacional - 6ª", na sequência da discussdão que a apresentadora teve em directo com o bastonário da Ordem dos Advogados."Consideramos esta forma de estar no jornalismo e de fazer jornalismo reprovável", afirmou o presidente do Conselho Deontológico (CD), Orlando César, em declarações à Lusa. "O Conselho Deontológico não pode deixar de reprovar o desempenho de Manuela Moura Guedes na condução do 'Jornal Nacional - 6.ª feira' e concitar a própria e a direcção da TVI ao cumprimento dos valores éticos da profissão", refere o órgão em comunicado hoje divulgado.

Numa reunião realizada hoje, os membros do CD analisaram a emissão de 22 de Maio do "Jornal Nacional", em que a jornalista Manuela Moura Guedes e o bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, tiveram uma discussão em directo. "Analisámos apenas este caso, que constitui um avolumar de situações e nos levou a tomar uma posição. Além disso, recebemos pedidos de pareceres e queixas de jornalistas e telespectadores", explicou Orlando César. Os membros do CD analisaram, de acordo com o presidente, "questões de profissionalismo e aspectos éticos da profissão, o que deve ser a função de quem é pivot de um telejornal".

"Considera-se inaceitável que, para além de outros aspectos, na apresentação das notícias, o jornalista confunda factos e opiniões e se exima da responsabilidade de comentar as notícias com honestidade", refere o comunicado, acrescentando ainda que "os pivôs devem estar claramente conscientes de qual o seu papel, se o de 'entertainer' ou o de jornalista, não devendo confundir o conflito e o espectacular com a importância das notícias". Para os membros do CD, os jornalistas que conduzem telejornais, "devem abster-se de introduzir apartes, comentários, expressões e recorrer à linguagem não oral, susceptíveis de conotarem e contaminarem o conteúdo informativo, comprometendo a própria isenção dos profissionais que, conjuntamente, trabalham naquele espaço de informação".

Na nota, o CD sublinha ainda que os jornalistas "não podem substituir a acutilância pela agressividade", e devem "permitir que os seus entrevistados expressem os seus pontos de vista com serenidade e não sejam apenas convidados a participar num espectáculo de enxovalho, em que eles são as vítimas".

A Lusa tentou obter uma reacção da jornalista que apresenta o Jornal Nacional de 6ª, mas até ao momento tal não foi possível.

sábado, maio 23, 2009

Porque não ? É mais uma questão cultural que sanitária...

"Xixi no Banho" para poupar água
13h57m




Uma das mais importantes ONG de defesa do ambiente do Brasil lançou na sexta-feira uma campanha publicitária inédita para poupar água, estimulando as pessoas a urinar durante o banho.

A Fundação SOS Mata Atlântica quer mobilizar as pessoas para a importância da preservação do ambiente e mostrar que uma descarga a menos por dia equivale a 4.380 litros de água potável por ano.
"Queremos chamar a atenção para uma questão importante como a da preservação ambiental e decidimos fazer uma brincadeira séria", disse o director da organização, Mário Mantovani.
O responsável salientou que a campanha publicitária "Xixi no Banho" pretende mostrar, de maneira mais descontraída, como um simples acto pode contribuir com a preservação do ambiente.

"Vamos mostrar que quem não faz nada (pela preservação do ambiente), pelo menos, que faça xixi no banho", salientou. Somente em São Paulo, a maior cidade brasileira, o hábito de urinar no banho pode poupar mais de 1.500 litros de água por segundo.
A campanha sublinha que o acto é higiénico e não transmite doenças, uma vez que a urina é composta por 95 por cento de água e 5 por cento de outras substâncias como ureia e sal. A campanha será lançada na quinta edição do "Viva a Mata", uma feira de iniciativas e projectos em prol da Mata Atlântica, que decorrerá entre os dias 22 e 24 de Maio, em São Paulo.

"Em período de crise financeira, em que se ouve muito 'não' para tudo, este ano quisemos levar o 'sim' para o quotidiano das pessoas, incentivando que todos façam xixi no banho. O meio ambiente agradece a quantidade de água poupada em cada descarga, que chega a 12 litros", disse Mantovani.
Criada em 1986, a Fundação tem como objectivo defender os remanescentes da Mata Atlântica, floresta encontrada ao longo de todo o litoral brasileiro e a mais ameaçada de desflorestação do país.