sexta-feira, outubro 09, 2009

Mil novos médicos cubanos atenderão venezuelanos de bairros pobres



09 de Outubro de 2009, 02:58, Caracas, (Lusa)

O Presidente da Venezuela recebeu na quinta-feira um novo contingente de mil médicos cubanos para o programa social "Misión Barrio Adentro" (Missão Dentro do Bairro) criado para atender gratuitamente venezuelanos pobres.

Os médicos cubanos foram recebidos por Hugo Chávez durante um acto celebrado na Sala Rio Reyna do Teatro Teresa Carreño de Caracas, destinado a celebrar o Dia do Médico Integral Comunitário e para assinar o 42.º aniversário do assassínio de Ernesto Che Guevara (1928-1967) médico argentino e um dos ideólogos da Revolução Cubana."Chegou o batalhão, uma boa tropa, lhes damos as boas-vindas a vocês" disse o Presidente Hugo Chávez que baptizou o novo contingente de médicos cubanos com o nome de "Batalhão Che e Fidel, batalhão fidelista, guevarista e revolucionário".

quarta-feira, outubro 07, 2009

Um novo blog ...e que promete

Chamaram-me a atenção para um novo blog, intitulado Desabafosdumsindicalista...pela amostra do seu post mais recente, isto promete...ai promete, promete!
E os politicos deste país, e os aprendizes de feiticeiros, e os cataventos...que se cuidem

terça-feira, setembro 29, 2009

Máfias farmacêuticas

 




Le Monde Diplomatique de 27-Set-2009:

"Pouquíssimos meios de comunicação comentaram. A opinião pública não foi alertada. E, entretanto, as preocupantes conclusões do Informe final1 publicado pela Comissão Europeia, no dia 8 de Julho, sobre os abusos em matéria de competição no sector farmacêutico, merecem ser conhecidas pelos cidadãos e amplamente divulgadas.

Por Ignacio Ramonet

O que diz esse Informe? Em síntese? Que, no comércio de medicamentos, a competição não está a funcionar, e que os grandes grupos farmacêuticos recorrem a todo tipo de jogo sujo para impedir a chegada ao mercado de medicamentos mais eficazes e, sobretudo, para desqualificar os genéricos, muito mais baratos. Consequência: o atraso no acesso do consumidor aos genéricos traduz-se em importantes perdas financeiras, não apenas para os próprios pacientes, mas para a Segurança Social a cargo do Estado (ou seja, os contribuintes). Isto também oferece argumentos aos defensores da privatização dos Sistemas Públicos de Saúde, acusados de serem fossos de défices no orçamento dos Estados.

Os genéricos são medicamentos idênticos - quanto aos princípios activos, dosagem, fórmula farmacêutica, segurança e eficácia - aos medicamentos originais produzidos com exclusividade pelos grandes monopólios. O período de exclusividade e protecção da patente do remédio original vence após uma dezena de anos, quando então outros fabricantes têm direito de produzir os genéricos, que custam cerca de 40% mais barato. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a maioria dos governos recomendam o uso de genéricos porque, por seu menor custo, favorecem o acesso equitativo à saúde das populações expostas a doenças evitáveis2.

O objectivo dos grandes laboratórios consiste, por conseguinte, em retardar, por todos os meios possíveis, a data de vencimento do período de protecção da patente. O mercado mundial de medicamentos representa cerca de 700.000 milhões de euros3; e uma dezena de empresas gigantescas, entre elas as chamadas "Big Pharma" - Bayer, GlaxoSmithKline (GSK), Merk, Novartis, Pfizer, Roche, Sanofi-Aventis -, controlam metade desse mercado. Os seus lucros são superiores aos obtidos pelos poderosos grupos do complexo militar-industrial. Para cada euro investido na fabricação de um medicamento de marca, os monopólios ganham mil no mercado4. Além disso, três dessas companhias (GSK, Novartis e Sanofi) pretendem ganhar milhares de milhões a mais de euros nos próximos meses graças à venda maciça da vacina contra o vírus A (H1N1) da nova gripe5.

Essas gigantescas massas de dinheiro dão às Big Pharma uma potência financeira absolutamente colossal, que usam particularmente para arruinar, mediante múltiplos julgamentos milionários perante os tribunais, modestos fabricantes de genéricos. Os seus inumeráveis lóbis também fustigam permanentemente o Escritório Europeu de Patentes (OEP), cuja sede fica em Munique, para retardar a concessão de autorizações de entrada de genéricos no mercado. Além disso, realizam campanhas enganosas sobre esses remédios bioequivalentes e assustam os pacientes.

O resultado é que, segundo o recente Informe divulgado pela Comissão Europeia, os cidadãos têm de esperar, em média, sete meses mais do que o normal para ter acesso aos genéricos, o que se traduziu, nos últimos cinco anos, em um gasto extra desnecessário de aproximadamente 3.000 milhões de euros para os consumidores e em 20% de aumento para os Sistemas Públicos de Saúde.

A ofensiva dos monopólios farmacêutico-industriais não tem fronteiras. Também estariam implicados no recente golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya em Honduras, país que importa todos os seus medicamentos, produzidos fundamentalmente pelas "Big Parma". Desde que Honduras entrou para a Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba), em Agosto de 2008, Zelaya negociava um acordo comercial com Havana para importar genéricos cubanos, com a intenção de reduzir os gastos de funcionamento dos hospitais públicos de seu país. E, na Cimeira do dia 24 de Junho, os presidentes da Alba se comprometeram a "rever a doutrina sobre a propriedade industrial", ou seja, a qualidade de intocável das patentes em matéria de medicamentos. Estes dois projectos, que ameaçavam directamente os seus interesses, levaram os grupos farmacêuticos transnacionais a apoiar fortemente movimentos golpistas que derrubaram Zelaya em 28 de Junho daquele mês6.

Além disso, Barack Obama, desejoso de reformar o sistema de saúde dos Estados Unidos, que deixa sem cobertura médica 47 milhões de cidadãos, enfrenta a ira do complexo farmacêutico-industrial. Aqui, as quantias em jogo são gigantescas (os gastos com saúde representam o equivalente a 18% do PIB) e controladas por um vigoroso lóbi de interesses privados que reúne, além das Big Pharma, as grandes companhias de seguro e todo o sector de clínicas e hospitais privados. Nenhum desses actores quer perder os seus opulentos privilégios. Por isso, apoiando-se nos grandes meios de comunicação mais conservadores e no Partido Republicano, estão a gastar dezenas de milhões de dólares em campanhas de desinformação e de calúnias contra a necessária reforma do sistema de saúde.

É uma batalha crucial. E seria dramático ver as máfias farmacêuticas ganharem. Porque então redobrariam os esforços para atacar, na Europa e no resto do mundo, o avanço dos medicamentos genéricos e a esperança de alguns sistemas de saúde menos caros e mais solidários.

Ignácio Ramonet é diretor do Le Monde Diplomatique

Artigo traduzido do espanhol e publicado por IPS/Envolverde

1
http://ec.europa.eu/competition/sectors/pharmaceuticals/inquiry/index.html.

2 Recordemos que 90% dos gastos da grande indústria farmacêutica para o desenvolvimento de novos medicamentos estão destinados a "doenças de ricos", que atingem apenas 10% da população mundial.

3 Intercontinental Marketing Services (IMS) Health, 19 de Março de 2000.

4 Carlos Machado, "A máfia farmacêutica. Pior o remédio do que a doença", 5 de Março de 2007 (http://www.ecoportal.net/content/view/full/67184).

5 Leia-se, Ignacio Ramonet, "Os culpados da gripe suína", Le Monde Diplomatique em espanhol, Junho de 2009.

6 Observatório Social Centro-Americano, 29 de Junho de 2009."

Aprender Com A Imprensa Regional e Local!

Foi no Díário de Coímbre, escrito por Ana Margalho.

Lê-se a notícia, descrevem-se os factos de uma forma independente. Gostei!

 

 

Tribunal julga médica acusada
de homicídio por negligência

Cardiologista dos HUC mantém convicção de que doente não apresentava
um quadro clínico que indicasse um enfarte agudo do miocárdio

O Tribunal de Coimbra começou ontem a julgar uma médica, assistente graduada em Cardiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), acusada pelo Ministério Público (MP) de homicídio por negligência pela morte de um homem de 72 anos vítima de enfarte agudo do miocárdio.
O caso remonta a 22 de Março de 2004. João Santos deu entrada nas Urgências dos HUC, transferido do Hospital de Seia, com um diagnóstico de enfarte de miocárdio e foi recebido pela arguida que não confirmou o prognóstico. Observado por especialistas de Medicina Interna e de Gastroenterologia, o doente acabou por ser novamente transferido, por decisão da arguida, para Seia. O seu estado agravou-se naquele hospital, o que obrigou a nova transferência para o Hospital da Guarda e, posteriormente, novamente para os HUC, onde João Santos acabou por morrer, dois dias depois, de enfarte agudo do miocárdio, revelou a autópsia.
Confrontada com os factos, a arguida explicou que «para existir um diagnóstico de enfarte o doente tem de responder a pelo menos dois de três critérios, o clínico, o electrónico e o analítico». Ora, segundo G.C., os sintomas apresentados por João Santos (critério clínico) não tinham qualquer conexão com um enfarte, assim como os dois electrocardiogramas realizados nos HUC (critério electrónico) que se apresentavam sem alterações. Apenas as análises ao sangue (critério analítico) apresentavam valores fora do normal no que respeita às enzimas cardíacas. Mas, adiantou a arguida, «o mesmo pode acontecer quando, por exemplo, um doente tem uma insuficiência renal».
Apesar de não colocar de lado essa hipótese «em absoluto», G.C. considerou «que, perante estes critérios, não podia fazer diagnóstico de certeza de enfarte», justificando, por isso, o pedido de parecer aos colegas de Medicina Interna e, posteriormente, de Gastroentrologia, para avaliarem os diferentes sintomas, nomeadamente as dores abdominais e os vómitos que, segundo a arguida, «nunca estiveram associados a um enfarte agudo de miocárdio, pelo menos com aquelas características».

Medicina Interna
não quis o doente

Depois de passar por um internista e por um gastroentrologista, o doente voltou para os cuidados da Medicina Interna, nomeadamente do médico J.P.M., que à data dos factos era chefe da equipa de urgência e chefe da equipa de medicina. A arguida confirma ter “discutido” o caso com aquele médico e que não conseguiram concertar as opiniões divergentes que tinham sobre o caso: um apontava para enfarte agudo do miocárdio (J.P.M.) e outro (G.C.) para pneumonia e infecção generalizada.
Como estava «convicta de que o quadro cardíaco não era o prevalecente» e como J.P.M, que não colocou de parte a possibilidade de pneumonia, a informou de que, para aquela doença, João Santos poderia ser acompanhado no Hospital de Seia, não necessitando dos cuidados de um hospital central, concordaram em transferi-lo novamente para o Hospital de Seia.
Confrontada pela juíza, C.G. afirmou repetidamente que, na perspectiva cardiológica, o doente «estava em condições de ser transferido», apesar do seu estado grave, adiantando que terá solicitado que o doente ficasse aos cuidados da Medicina Interna. «Isso foi-me recusado, disseram-me que essa decisão não era da minha responsabilidade», adiantou.
«O colega não quis assumir o doente na Medicina Interna», acusou G.C., adiantando que terá sido J.P.M. quem lhe pediu «expressamente para assinar o documento para Seia, porque seria melhor aceite um cardiologista, uma vez que o doente tinha sido enviado com um diagnóstico de enfarte do miocárdio». A arguida acedeu porque confiou «na opinião do colega», mas solicitou a J.P.M. para que assinassem em conjunto o boletim de transferência, o que aconteceu.

Causa da morte
questionada pela arguida

De qualquer modo, e confrontada ontem pelo procurador do Ministério Público, a arguida afiançou que se não tivesse havido o pedido de transferência daquele médico, naquela altura seu chefe nas Urgências, «não daria ordem de transferência, embora continue a achar que o doente estava estável do ponto de vista cardíaco».
A actuação de G.C. junto de João Santos terminaria aqui se o doente, depois de transferido para Seia não tivesse agravado o quadro clínico, obrigando a uma nova transferência para o Hospital da Guarda e posteriormente novamente para as Urgências dos HUC, onde o doente acabou por morrer, às 11h00 do dia 24 de Março de 2004 - exactamente quatro dias depois de ter dado entrada nas Urgências do Hospital de Seia pela primeira vez – segundo o resultado da autópsia vítima de enfarte agudo do miocárdio.
Questionada pela juíza sobre os resultados da autópsia, a arguida diz-se «firmemente convencida que não foi o enfarte que causou a morte do doente» e, por isso, não concorda com os resultados da perita do Instituto de Medicina Legal. «Continuo a achar que o doente apresentava, na altura em que o observei, um quadro de pneumonia muito grave», afirmou G.C., acrescentando que «a ter havido enfarte, não seria de molde a causar a morte» de João Santos.
Interrogada ontem pelo tribunal, a arguida – especialista em Cardiologia há 18 anos - garantiu que hoje, mais de cinco anos depois dos factos, e depois de já ter falado sobre o assunto com várias pessoas, cardiologistas e médicos de outras especialidades, continua «convicta» de que fez a «opção correcta, com os dados que tinha nesse momento». «No momento em que vi o doente não era possível fazer um diagnóstico de enfarte», afiançou.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Gripe A: médicos [espanhóis] acusam interesses económicos de criar "doença fantasma".

Do jornal i, on-line por Sandra Pereira, publicado em 02 de Setembro de 2009.

Ministra da Saúde do país admite alarmismo exagerado

Trinidad Jiménez, ministra da Saúde espanhola, reconhece que gripe A não tem piores consequências do que gripe sazonal

O presidente da Ordem dos Médicos de Espanha, Juan José Rodríguez Sendín, denunciou hoje que existem interesses económicos por detrás da criação de "uma epidemia de medo" causada por uma "doença fantasma", noticiou o diário espanhol "El País".

Já ontem, o conselho-geral da Ordem dos Médicos de Espanha tinha advertido, num comunicado de imprensa, que se está a criar "um alarme e uma angústia exagerada à volta da gripe A". Mas esta manhã Rodríguez Sendín foi mais duro nas críticas que proferiu durante uma conferência de imprensa. "Existem interesses económicos, que são evidentes, e inclusive políticos", acusou o responsável.


"Com os dados à frente" confirma-se que o vírus da gripe A regista taxas de mortalidade e complicações "bastante mais leves e toleráveis" do que as que a gripe sazonal manifesta todos os anos, acrescentou Rodríguez Sendín. Assim, "95% dos pacientes irá passar pela doença sem problemas" e "não há razão para serem mais vacinados" do que já são para resistir a uma gripe normal, tranquilizou o responsável.


Após ouvir as críticas dos médicos, a ministra espanhola da Saúde,Trinidad Jimenez, teve de admitir um alarmismo exagerado e desproporcionado à volta do vírus H1N1. "Talvez estejamos a exagerar um pouco à volta de uma doença que, segundo as informações que dispomos, não tem efeitos muito maiores do que a gripe sazonal", reconheceu a responsável. Jimenez até elogiou os médicos que tomaram a iniciativa de transmitir "uma mensagem de tranquilidade" "muito razoável".



sexta-feira, setembro 04, 2009

Gripe Ah! Ou Gripe Há?

Do Jornal Tempo Medicina:


 

"PONTO DE VISTA

Pôr o medo a render

Como santos da casa não fazem milagres, fui ver o que pensa o presidente do Consejo General de Colégios de Médicos, de Espanha, o equivalente da portuguesa OM, sobre o alvoroço em torno da gripe A.
Numa conferência de Imprensa noticiada pelo El Mundo do passado dia 2, Juan José Rodríguez Sendín afirmou o que muitos pensam, mas não dizem, pelo menos publicamente: que «estamos perante uma epidemia de medo que suscita respostas exageradas», e que «o estatuto» que se está dando a uma entidade «tão comum» como a gripe não deriva de «interesses sanitários». Na abordagem da pandemia, existem, assegurou o médico, «interesses de todos os tipos, desde os económicos, que são os mais evidentes, até outros, que podem ser políticos». Parece um incêndio em que, enquanto uns tentam apagá-lo, «há sempre gente empenhada em deitar-lhe gasolina», disse Rodríguez Sendín.
O presidente dos Colégios de Médicos não hesita mesmo em afirmar que com o que se sabe do comportamento do vírus em Espanha e nos países do hemisfério sul, a gripe A «será bastante mais ligeira do que a gripe sazonal a que estamos habituados; a gripe de outros anos foi muitíssimo mais grave e mortífera».
Entre nós, o período eleitoral convida a idênticos exageros, dos quais não estão ausentes sugestões de «medo» e «asfixia democrática», como se nos não lembrássemos dos sufocos que, em outros anos recentes, se não mataram, moeram.

João Paulo de Oliveira

joao.oliveira@tempomedicina.com

TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2009.09.07"

terça-feira, setembro 01, 2009

"Los médicos censuran la "alarma exagerada" creada ante la nueva gripe”

No El País de hoje:


 

Alerta sanitaria

"El 95% de los casos serán leves y se resolverán como cualquier otra gripe", sostiene la Organización Médica Colegial

E. DE B.
- Madrid - 01/09/2009

 
 

"Se está creando una alarma y angustia exagerada en torno a la gripe A". Así de claro y tajante es el enunciado de la nota que hoy ha enviado la Organización Médica Colegial (OMC), que ha querido así contribuir a calmar a la población. La OMC admite que los cálculos de que un tercio de la población mundial resultará infectada por el H1N1 son verosímiles, pero enseguida matiza que "el 95% de los casos serán leves y se resolverán en entre tres días y una semana como cualquier otra gripe".

Los médicos censuran la "alarma exagerada" creada ante la nueva gripe

sábado, agosto 08, 2009

O Jornalismo d' Hoje Opositor da Ciência e Outros Pensamentos Pecaminosos!

Eram 10 pensamentos da silly season, tinha acabado o 10º, mas foi tudo "deletado" inconscientemente.

Falava-se do Padre Gusmão e de como conseguiu contornar os "jornalistas" da época com o seu desenho imaginário da Passarola, encobrindo a sua descoberta científica; de como esse desenho se propagou pela Europa; do magnetismo para explicar na época da Passarola, tudo o que a Ciência (ainda) não explicava, como a subida do ar quente e da Inquisição que perseguiu Bartolomeu de Gusmão e dos novos media, qual inquisição moderna na crucificação da ciência; do João Baião e da sua qualidade, nos programas light onde é rei; da verdadeira música pimba como óptimo antidepressivo; do Nicolau Breyner e das novas "revistas da próstata" em substituição das "revistas do coração"; da publicidade encapotada a propósito do caso Nicolau de um médico urologista; dos preservativos consumidos nas FESTAS das revistas do coração (neste caso a Nova Gente), do Choy (não confundir com Toy) que afirma que há ervas chinesas que curam a gripe como o Tamiflu, esquecendo que o Tamiflu não cura nada. E das poderosas agências de comunicação (lideradas por jornalistas) que nos plasmam diariamente imagens do Tamiflu esquecendo que também existe o Relenza, e etc., etc., mas tudo o computador levou. Ficam os tópicos e que cada um imagine o que quiser...

E ainda do caso do Hospital de Santa Maria e da já confirmada troca de produto, também já identificado...

sexta-feira, agosto 07, 2009

Então Senhora Bastonária?

Hoje on-line, no Correio da Manhã:

“Infarmed arrasa métodos da farmácia no caso dos doentes cegos

Injecção para olhos sem etiquetas no Santa Maria

As injecções que cegaram seis doentes no Hospital de Santa Maria não tinham as etiquetas que deveriam existir para identificar o farmacêutico e a hora a que tinha sido realizado o preparado. Segundo apurou o CM, não está esclarecido se foi mantida a integridade das embalagens no percurso entre a farmácia hospitalar e o bloco operatório.”

quarta-feira, agosto 05, 2009

“notícia é falsa estando-se perante uma gigantesca operação de manipulação da opinião pública contra os trabalhadores da Administração Pública, a que alguns jornalistas, talvez inadvertidamente, acabaram por colaborar.

From: "Eugenio Rosa"
To: Eugénio Rosa edr@sapo.pt
Sent: Sun 02/08/09 22:54
Subject:


Caro (a) amigo (a)

Na semana de 13/17 de Julho, grande número de órgãos de comunicação social
divulgaram, alguns em "caixa" de 1ª página, que o salário mensal dos
funcionários públicos estava "acima dos seus congéneres do sector privado" e
que " o diferencial aumentou ao longo do tempo passando de 50% em 1996 para
quase 75% em 2005". E para tornar a notícia mais convincente e credível para
a opinião pública referiam um estudo divulgado no Boletim Económico - Verão
de 2009 do Banco de Portugal que acabava de ser publicado.

Como provo na peça que envio, que foi elaborada com base numa análise atenta
do referido estudo, aquela notícia é falsa estando-se perante uma gigantesca
operação de manipulação da opinião pública contra os trabalhadores da
Administração Pública, a que alguns jornalistas, talvez inadvertidamente,
acabaram por colaborar, mas que esperamos que corrijam rapidamente o erro
informando com objectividade os seus leitores. Para isso basta ler com mais
atenção todo o estudo publicado pelo Banco de Portugal e não apenas citando
algumas linhas retiradas do seu contexto.

Espero que este meu trabalho possa ser útil, pois é também uma análise
diferente da que foi veiculada pelos media do estudo divulgado no Boletim
Económico pelo Banco de Portugal

Com consideração

Eugénio Rosa
Economista

O Tribunal de Contas Entra Na Campanha Eleitoral E Não Sabe Fazer Contas!

De uma nota do SIMÉDICOS, de 4 de Agosto de 2009, retira-se:

"Se há mistério que perdure e sem solução à vista, é o do número de utentes sem médico de família."

…/…

"Mas eis que o Tribunal de Contas relança a questão ao proclamar que o número de utentes sem médico de família aumentou de 2006 para 2008, sendo neste momento de um milhão e meio, não só porque há mais inscritos (e mais utilizadores) mas porque diminuiu o nº de médicos de família!
E avança com o número espantoso de 11,5 milhões de inscritos, bem mais do que a população pelo último census, o que desde já revela a cada vez maior premência da generalização do Registo Nacional do Utente (se é que ainda está de pé...).
"

domingo, agosto 02, 2009

SE NÃO SÃO COMPARTICIPADOS, PORQUE É QUE EXISTEM EM STOCK NA FARMÁCIA E SÃO IMPINGIDOS AOS DOENTES?


Há genéricos mais caros do que originais
Falta de comparticipação de algumas dosagens e apresentações sem marca levam utente a gastar mais
00h30m
IVETE CARNEIRO


Se for à farmácia com uma receita e, respondendo às campanhas, pedir o genérico do medicamento receitado pode, não raras vezes, sair surpreendido. Por falta de comparticipação, alguns fármacos sem marca ficam bem mais caros do que os originais.


Acontece, por exemplo, com algumas apresentações do anti-inflamatório e analgésico Ibuprofeno. Ou com certas embalagens de Omeprazol ou Lansoprazol (para o sistema gástrico), de Sinvastatina e Pravastatina (contra o colesterol), ou de Fluoxetina (anti-depressivo) e Alprazolam (ansiolítico). Todos eles no Top 10 dos medicamentos mais consumidos pelos portugueses. E isto quando se multiplicam campanhas e apelos para o uso de genéricos.


No mínimo 35% mais baratos do que o medicamento original, os genéricos acabam por ficar mais caros por falta de comparticipação.
Ou porque o laboratório não a solicitou à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), ou porque não tem no mercado as "dosagens e apresentações necessárias suficientes".

Um exemplo? O único Ibuprofeno granulado efervescente de 600 mg custa 3,93 euros, mas não beneficia de subsídio do Estado. O mesmo medicamento de marca tem um preço de venda ao público de 4,91 euros, mas fica por 1,42 euros aos utentes com receita.


"É provável que não seja caso único", admitiu ao JN Victor Mendonça, provedor dos genéricos no Infarmed. Não é, como se percebe facilmente com uma simples pesquisa no capítulo dos genéricos do site do organismo. Na maioria dos casos, garante, é porque "o titular da autorização de introdução no mercado (AIM) não pediu a comparticipação". Noutros casos, o laboratório que produz a marca pode ter entendido descer o preço do seu produto original para valores mais baixos.


Mas a verdade é que as regras a que os laboratórios estão sujeitos para submeter os seus medicamentos a avaliações de comparticipação contêm algumas incongruências. Retomando o caso do Ibuprofeno, o único titular de autorização de introdução no mercado de uma fórmula genérica de granulado efervescente têm apenas essa apresentação. Ora, segundo a legislação, para ser comparticipado tem de existir em "dosagens e apresentações necessárias e suficientes, tendo em conta a racionalidade clínica e a redução do potencial desperdício", "em conjugação com a necessidade de se adequarem com as indicações e posologia contidas" no folheto que acompanha o medicamento. Trocado por miúdos, se existisse em dosagens de 200 mg e 400 mg, seria comparticipado.


Victor Mendonça desdramatiza. "Há muitas alternativas para a mesma substância no mercado", diz, lembrando ser "dever do farmacêutico informar qual o medicamento que fica mais barato ao utente".
Confrontado pelo JN com o porquê de a comparticipação não ser automática aquando da concessão de autorização de introdução no mercado a uma substância igual a outra que é subsidiada, o provedor justifica com o percurso da entrada no mercado. O Infarmed atesta a garantia da segurança e eficácia do produto e emite a AIM. O processo segue para o Ministério da Economia para ser fixado um preço. Só depois é que o titular da autorização pode pedir comparticipação. Até porque, lembra Vítor Mendonça, o laboratório "pode não querer logo comercializar o produto".
O processo demora então 90 dias, ao longo dos quais o medicamento já pode ser vendido. "Podia ser expedito? Defendo que sim. Tudo o que seja complicação deve ser eliminado. E estamos actualmente a discutir uma melhoria do procedimento". Mas uma coisa é certa: a fase da avaliação farmacêutica e económica por um perito "tem que ser feita".


Victor Mendonça insiste, contudo, na salvaguarda do utente: além de ter instrumentos de pesquisa de preços à mão na Internet, encontra também guias e conta, "legalmente", com o dever do farmacêutico de informá-lo da melhor opção.

sexta-feira, julho 31, 2009

Tenho vergonha de ter este bastonário !!!!


Ordem dos Médicos
Bastonário multado por receber ajudas de seguradora

por LusaHoje

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, foi multado em 135 mil euros por receber ajudas de custo alegadamente indevidas enquanto conselheiro da seguradora espanhola responsável pelo seguro de responsabilidade civil dos clínicos portugueses, subscrito pela Ordem.

Além da multa, decretada pela Direcção Geral de Seguros espanhola após uma investigação concluída no ano passado, os conselheiros arriscam-se a ter de devolver os montantes recebidos como ajudas de custo e que, no caso do bastonário da Ordem dos Médicos (OM), foram de 3000 euros mensais durante dois anos.

Pedro Nunes confirmou à Lusa a investigação da Direcção Geral de Seguros espanhola e adiantou que a seguradora, Agrupación Mutual Aseguradora (AMA), recorreu da sentença aos tribunais, pelo que esta ainda não é definitiva.

Miguel Leão, ex-presidente da secção Norte da OM e opositor de Pedro Nunes na última corrida a bastonário, e o antigo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos João Silveira são os outros portugueses que passaram pela administração da AMA e que foram também multados. Miguel Leão confirmou a multa à Lusa, precisando que no seu caso foi de 120 mil euros. Quanto a João Silveira, as tentativas de contacto foram infrutíferas.

O bastonário contou que foi convidado pela AMA a integrar o Conselho de Administração, tendo substituído Miguel Leão que lá exercera funções em 2003-2006 e que assinara com a seguradora um acordo enquanto presidente da secção regional Norte. Pedro Nunes foi conselheiro em 2006 e chegou a vice-presidente da administração em 2007.

O bastonário afirma que aceitou entrar no CA para "defender os interesses dos médicos portugueses !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Em 2006, quando foi convidado, a OM estava a negociar um seguro para os mais de 30 mil médicos associados. Na altura, explicou Pedro Nunes, a seguradora AXA, com a qual a Ordem trabalhava, "não se mostrou particularmente interessada" e, quando a Ordem lançou o concurso, apenas a AMA se candidatou. Pedro Nunes, que já tinha aceite o cargo de conselheiro da AMA, desligou-se das negociações que "ficaram a cargo de uma tesoureira" da Ordem.
O seguro entrou em vigor a 01 de Janeiro de 2007 - ano em que Pedro Nunes assumiu a vice-presidência - mas o bastonário nega que a sua ida para o CA esteja relacionada com o contrato. Contudo, esclarece: "É evidente que não me convidaram por ser um oftalmologista porreiro, mas sim porque presido a um colégio de profissionais".
De acordo com Pedro Nunes, a sua participação na administração da AMA não era remunerada, mas pressupunha ajudas de custo. Por mês, Pedro Nunes recebia 3000 euros, mas afirma que "não tinha lucro, tinha prejuízo", uma vez que, com o dinheiro que recebia da AMA, pagava duas viagens mensais a Espanha e hotel, além de não receber por dois dias de consultório privado.

Outra leitura teve a Direcção Geral de Seguros espanhola, que concluiu que os conselheiros estavam a receber ajudas de custo superiores às determinadas em acta. Pedro Nunes considera que a decisão do organismo espanhol teve motivos políticos que visavam atingir o presidente da AMA, próximo do PP (na oposição em Espanha), e garante que não tem "nenhuma responsabilidade". Segundo o bastonário a AMA determinou, numa reunião que juntou mais de 2.800 accionistas, que a seguradora não ia receber o dinheiro de volta.

quinta-feira, julho 30, 2009

31 da Armada.

Com a devida vénia e a devida autorização (presumo que a autorização é devidamente autorizada!) pela oportunidade do post do blogue 31 DA ARMADA.

a justiça é cega

clip_image001Maria José Morgado abriu ontem um inquérito ao que se passou no Hospital de Santa Maria. Estou mais descansado. Vão ser 4 anos de investigação, oito manchetes a revelar perigosas conspirações com “os grandes laboratórios”, nove denúncias sobre "corrupção" dos médicos, 12 reportagens sobre "o submundo das farmácias" e 17 entrevistas da própria. No fim do julgamento, que vai durar outros 6 anos, não há condenações. É nessa altura que vamos descobrir que os doentes cegaram-se a si próprios.

publicado por Rodrigo Moita de Deus às 18:38

quarta-feira, julho 29, 2009

AVISO AOS MÉDICOS!

De acordo com um estudo publicado na revista Lancet e o Público On-line:

Última Hora - Gripe A: grávidas correm quatro vezes mais risco de serem hospitalizadas

Gripe A: grávidas correm quatro vezes mais risco de serem hospitalizadas

As grávidas infectadas com o vírus da gripe A (H1N1) correm um risco quatro vezes superior ao das outras pessoas de serem hospitalizadas, indica um estudo norte-americano hoje publicado pela revista médica britânica "The Lancet".

Embora não afirmem que as mulheres grávidas são mais susceptíveis de contrair o vírus, os especialistas sustentam que, depois de infectadas, correm um risco mais elevado de complicações. Neste trabalho, investigadores dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos analisaram os primeiros 34 casos surgidos em grávidas no país, incluindo os seis que resultaram em mortes, entre Abril e meados de Junho.
Nesse sentido, recomendam que as mulheres grávidas suspeitas de terem contraído o vírus devem ser tratadas com Tamiflu (nome comercial para o fármaco antiviral Oseltamivir) o mais rapidamente possível, mesmo antes das análises confirmarem o diagnóstico de gripe, e recomendam que elas estejam entre os primeiros grupos a receberem a vacina.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) já tinha alertado para o risco acrescido de complicações graves nas grávidas infectadas com o vírus, mas sem recomendar a prescrição precoce de antivirais. Para a principal autora do estudo, Denise Jamieson, dos CDC, os médicos devem agir rapidamente nos casos de grávidas infectadas, de preferência nas 48 horas seguintes ao aparecimento dos sintomas. "A mensagem é: não demorem o tratamento apropriado por estarem grávidas", vincou.
Segundo a OMS, alguns médicos mostram-se relutantes a administrar antivirais a mulheres grávidas. Todavia, embora os dados sobre segurança no uso de Tamiflu em grávidas sejam limitados, Jamieson diz que parece ser relativamente seguro. "Nenhuma das grávidas que morreram foi tratada a tempo com antivirais. Os CDC preconizam que as mulheres grávidas suspeitas de estarem infectadas com gripe A (H1N1) sejam submetidas a um rápido tratamento antiviral", lê-se no estudo.
Dos seis casos mortais analisados no estudo, quase todos evoluíram para uma pneumonia viral antes de manifestarem problemas respiratórios agudos e foram colocados em ventiladores antes de morrerem. À excepção de uma mulher com asma e outra com obesidade, todas eram essencialmente saudáveis. Das 34 grávidas infectadas analisadas no estudo, 11 foram hospitalizadas. As mulheres grávidas representam 0,62 por cento de todos os casos de doentes com gripe, confirmados ou prováveis.
O Portal de Saúde da Direcção-Geral da Saúde recomenda às grávidas com gripe A que tratem a febre, um dos principais sintomas, para manter a temperatura dentro dos valores normais, e liguem para a Linha Saúde 24 (808242424) em caso de dúvidas. Quanto aos antivirais, refere que só devem ser utilizados sob prescrição médica e que não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização desses fármacos
.”

Lusa

sexta-feira, julho 24, 2009

Como não podia deixar de ser...

Quando o vírus se alastrar e houver muitos doentes com H1N1, estes passarão a ser atendidos em serviços específicos para a gripe, que funcionarão nos centros de saúde.


Os que não precisarem de internamento, mais de 90% estimam as autoridades, serão acompanhados em casa por telefone. O Ministério da Saúde estuda ainda a criação de equipas domiciliárias


A maioria dos portugueses com gripe A vai ser vigiada em casa pelo telefone, pois não precisarão de ficar internados.

Na fase mais alargada da circulação do vírus, prevista para o Outono, os doentes vão ser observados em serviços de atendimento à gripe (SAG), nos centros de saúde. Os que não precisarem de ser internados - mais de 90%, estimam as autoridades - serão tratados em casa. O Ministério vai ainda criar equipas domiciliárias para actuarem em situações ainda a definir.


Neste momento, as Administrações Regionais de Saúde estão a ultimar a actuação dos SAG, que funcionarão em alas próprias dos centros de saúde e segundo orientações nacionais.

Em zonas mais populosas, poderá haver mesmo centros de saúde - ou extensões - destinados exclusivamente a atender doentes com gripe, de forma a evitar contactos entre infectados com H1N1 e outros doentes.


A sua localização só deverá ser divulgada numa fase posterior, para não criar confusão na população.

Agora, sublinha o Ministério da Saúde, as pessoas deverão seguir as recomendações do momento: ligar para a Linha de Saúde 24 (808242424) que, em caso de suspeita, as encaminhará para os hospitais de referência.


A Direcção-Geral de Saúde explicou ao DN que o plano de contingência prevê que nos SAG seja feito o diagnóstico dos doentes e, nos casos em que seja necessário, é receitado o antiviral: Tamiflu. Como a maioria dos doentes se tratarão em casa, nos SAG haverá centros de atendimento telefónico que acompanhará estes casos A sua missão será, essencialmente, assegurar a vigilância dos doentes relativamente aos quais se considere haver critérios para seguimento, após a ida à consulta e o diagnóstico.

O Ministério da Saúde adiantou ainda ao DN que está a ser estudada a criação de equipas domiciliárias, para apoiar doentes em casa. Contudo, recusou-se ainda a avançar pormenores sobre a sua localização e constituição e as situações em que irão actuar.


Actualmente, as pessoas com H1N1 são internadas nos hospitais de referência ou encaminhados para se tratarem em casa. O seu estado clínico é acompanhado regularmente por técnicos do hospital onde foram referenciados, de quem os doentes têm os contactos. Em casos pontuais, como o da creche de Benfica, onde havia cinco infectados, são os enfermeiros da Linha Saúde 24 a ligar para avaliar a recuperação.


Nesta fase da doença, e quando ainda se tenta conter a sua propagação, está a ser feito também tratamento de prevenção às pessoas que lidaram de perto com os infectados. Uma tarefa dos delegados de saúde, a quem compete ligar para os potenciais doentes, avaliar o seu estado de saúde e, se o desejarem, administrar-lhes o Tamiflu.


Os internados recebem uma nota de internamento como justificação das faltas ao trabalho. Se ficarem em casa, o médico do hospital faz seguir a indicação da baixa para o centro de saúde.

quinta-feira, julho 23, 2009

Um Bom Artigo Jornalístico Sobre A Antecipada Provável Cegueira E A Luta Entre O Capital

Parabéns à jornalista Ana Machado por este artigo publicado no Público Última Hora.


 

"Lucentis da Novartis e Avastin da Roche sob escrutínio da comunidade científica

Guerra entre farmacêuticas pode estar por trás do caso dos doentes que cegaram

Há um só medicamento para o tratamento da degeneração macular da idade, patologia que sofria um dos doentes que cegou depois de um tratamento feito no Hospital de Santa Maria. Chama-se Lucentis, está também indicado para o tratamento da retinopatia diabética, mas custa 900 euros e é da Novartis.

A alternativa mais barata pertence à rival Roche. Não é usado em oftalmologia. É dedicado ao tratamento do cancro da mama e colorectal. Mas é o mais frequentemente usado para as patologias às quais foram tratados os seis doentes de Santa Maria. Uma guerra entre farmacêuticas e os custos com o tratamento podem explicar o que se passou em Santa Maria.

A controvérsia em torno do uso do Avastin (bevacizumab) para o tratamento da degeneração macular da idade, ou DMI, como é conhecida a patologia entre os clínicos e especialistas, arrasta-se há vários anos.

Em Outubro de 2007, a Genentech, a empresa de biotecnologia que desenvolveu o Avastin desaconselhou o tratamento da DMI com Avastin, invocando razões de segurança. Isto mesmo antes de em Dezembro de 2008 terem sido registados os tais mais de 300 casos de doentes, de seis unidades de saúde canadianas, em que foram registados efeitos adversos após tratamento.

Um mês depois desta advertência feita pela Genetech, a Associação Americana de Oftalmologia reclamava e, num congresso alertava para o facto de a advertência da Genentech poder reduzir a presença do Avastin nas farmácias hospitalares e colocar em risco o tratamento dos doentes.

Mas a Genentech tinha já uma alternativa para o tratamento da DMI, aliás, a única desenvolvida especificamente para esta patologia, que tinha sido aprovada em Junho de 2006 pela FDA, a Autoridade para o Medicamento dos Estados Unidos. Chamava-se Lucentis (ranibizumab) e era um anticorpo monoclonal, à semelhança do Avastin.

Trata-se de uma categoria de medicamentos de última geração para o tratamento do cancro que usam clones, criados em laboratório de linfócitos b, anticorpos do nosso sistema imunitário, para destruir identificar proteínas específicas que identificam as células causadoras da patologia e promovendo uma estratégia de ataque que se tem provado muito eficaz. Mas, ao contrário do Avastin, o Lucentis é formado por moléculas mais pequenas, actuando melhor nas patologias oftalmológicas.

Há contudo um argumento de peso que fundamentava os receios dos clínicos. É que o preço do Lucentis é muito superior, custando este medicamento cerca de 900 euros, confirmou a Novartis Portugal ao PÚBLICO. "É um medicamento dirigido a um grupo muito restrito de pacientes e com custos de desenvolvimento muito elevados", disse Luís Rocha, assessor da Novartis. Este facto levou os clínicos norte-americanos, na altura a acusar a Genentech de colocar o lucro à frente do interesse dos doentes.

Mas não há aqui só uma guerra em torno dos atributos clínicos dos dois medicamentos. Ainda em Junho de 2003, quando o Lucentis estava em fase III de ensaios clínicos já a Genentech tinha vendido os direitos exclusivos de venda do Lucentis à Novartis Ophthalmics para fora dos Estados Unidos. E em Março deste ano a Roche acabaria por comprar a Genentech numa das maiores fusões entre farmacêuticas do ano, por 46,8 mil milhões de dólares. Estas movimentações fazem da guerra entre o Lucentis e o Avastin não só uma questão clínica mas também da indústria farmacêutica.

De acordo com um artigo divulgado em Maio de 2007 pelo British Journal of Ophthalmology, o custo do Lucentis é 50 vezes superior ao do Avastin. Por isso, o Lucentis teria de ser 2,5 vezes mais eficaz para justificar o investimento. O que não acontecia, segundo esta análise.

E o American Journal of Ophthalmology acrescentava: "Parece haver consenso sobre o facto do tratamento com Avastin ter um risco mínimo e ter uma relação custo/eficácia óbvia pelo que o seu uso não deve ser desaconselhado".


Estão a decorrer ensaios clínicos sobre a análise custo-benefício destes dois medicamentos para uso oftalmológico pelo National Eye Institute dos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos, que devem estar terminados em 2010
."

Ana Machado


 

The Letter!








domingo, julho 19, 2009

Os Intestinos Necrosados do Rui, a Próstata Cancerosa do Nicolau e os Lindos Tomates do Médico Explica Medicina A Intelectuais.

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Não é novidade para ninguém que a comunicação social está cada vez mais interessada nas doenças dos nossos VIP.

E depois falam das suas gigantescas lutas: “fulano de tal luta contra o cancro x”.

Esquecem-se que o que está por trás da luta é uma panóplia imensa de fármacos ou outras terapias cientificamente comprovadas, que têm feito da luta dos VIP e de muitos outros anónimos, uma vitória.

Mas o que me motivou a escrever este post foi mostrar as imagens que os jornalistas escondem.

O intestino necrosado do Rui (se lhe retiraram parte do dito, só assim poderia estar) seria assim, podre, feio, com cheiro fétido.

A próstata do Nicolau, provavelmente teria um nódulo assim, como o que se vê, vermelhinho, candidamente oposto à negritude do intestino do Rui.

Mas os tomates do MEMAI são de facto os mais lindos, redondinhos e por trás da sua beleza estão personalidades fortes e imunes a todas as ameaças, que, por brincadeira ou não, este blog tem sido ultimamente vitima por parte de alguns jornalistas.

Sim, há particularmente um jornalista que pensa poder cercear a liberdade de expressão na blogosfera. Por isso, este blog continuará a denunciar tudo o que julgar que deve ser denunciado. Continuará a denunciar todo o circo mediático que se faz à volta da saúde e dos seus prestadores.

Continuará a denunciar todo o mau jornalismo: o jornalismos especulativo, mentiroso e falacioso, parcial, desumano, vendido, assim como falou e falará dos bons jornalistas, imparciais, justos, inteligentes, o mais factuais possíveis.

Continuará a denunciar as notícias encomendadas, como a capa da última revista LUX: “Quem tem seguro de saúde safa-se.”

Sendo os autores deste blog defensores do Serviço Nacional da Saúde, não são contra os seguros de saúde ou a medicina privada ou empresarial.

Mas já são contra a contra-informação e as afirmações indirectas de que o SNS não presta.

Queria lembrar directamente ao Rui Veloso, que, segundo a notícia, foi numa unidade de saúde do SNS, perdida no Alentejo, que um médico anónimo, lhe diagnosticou o seu problema. Foi num Centro de Saúde num qualquer concelho despovoado do Alentejo que ele acorreu quando se sentiu mal. E quem paga, quem mantém essa porta aberta perdida no Alentejo, não são as seguradoras, nem o Hospital da Luz, é o Serviço Nacional de Saúde. Mas, para muitos, incluindo jornalistas, o SNS é apenas as urgências dos grandes hospitais de Lisboa e Porto.

Essa afirmação revoltou-me. Muito mais do que as seis gordas que a LUX publicou sobre o “cancro”. Sim, seis notícias sobre CANCRO.

Estou á espera que um VIP venha a sofrer de cancro no pénis, testículos, vagina, vulva, ânus, para ver se também se mediatizam, como o cancro do Nicolau que semanalmente alimenta as páginas de certa comunicação social.

E já faltava a nossa Alta Comissária para a Saúde (Quem é? Que faz? Que curriculum tem? Para que serve?) criticar os médicos por prescreverem antidepressivos e ansiolíticos me demasia... Mas que quer a senhora médica? Por acaso criticou os media e as suas catastróficas notícias?

E por fim, senhor jornalista, venham os processos, venha a policia judiciária, os tribunais, venham todos, mas este blog não se calará!

Mortes Relacionadas com Gardasil.

http://www.judicialwatch.org/news/2009/jun/new-fda-records-obtained-judicial-watch-indicate-28-deaths-related-gardasil-2008