terça-feira, julho 26, 2005

Sobre O Humanismo Dos Médicos

Alguma palavra sobre os médicos? Não! Ninguém os está a acusar de nada.

Caso - Ucraniano teve alta em 2001 e só agora voltou a casa
Carlos Barroso

Internamento terá custado um milhão de euros
Um cidadão ucraniano sem recursos económicos que estava há cinco anos internado no hospital de Caldas da Rainha, apesar de ter tido alta clínica em 2001, regressou finalmente ao seu país. O hospital pagou as despesas que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Embaixada da Ucrânia sempre recusaram assumir.


O caso só foi desbloqueado no dia 4 deste mês, quando o Centro Hospitalar de Caldas da Rainha (CHCR) pagou o bilhete de avião do imigrante, que foi acompanhado por um enfermeiro, pois está imobilizado do pescoço para baixo.

A viagem revestiu-se de um transporte especial, ocupando vários lugares e implicando o isolamento dos restantes passageiros. Daí o tarifário elevado: mais de cinco mil euros.

A administradora do CHCR, Maria do Rosário, revelou que o ressarcimento vai ser pedido ao SEF. “As despesas necessárias ao abandono do País que não possam ser suportadas pelo estrangeiro deverão ser suportadas pelo Estado, inscritas no orçamento do SEF”, argumentou.

A administradora estima que os cinco anos de internamento terão custado ao Estado perto de um milhão de euros. E foi menos uma cama no serviço de medicina física e reabilitação, com apenas 12 camas. “Foi um autêntico processo de hotelaria”, criticou.

Vitaliy Kulik, de 31 anos, tinha autorização de permanência em Portugal e foi encontrado caído na EN 360, em Junho de 2001. Terá sido atropelado. Entrou em coma com lesões graves a nível crânio-encefálico.

Seis meses depois, em estado vegetativo, recebeu alta do CHCR, pois o corpo clínico entendeu que não havia recuperação possível, devendo o doente ser entregue à família. Só agora regressa a casa
.

Começo a pensar que estou com a "mania da perseguição"...

domingo, julho 24, 2005

A Manipulação Sobre Médicos Já Chegou Ao Público

Carta de um médico:


"Em Março/Abril do ano corrente fui contactado telefonicamente por uma jornalista desse jornal que pretendia saber algumas informações técnico-científicas sobre uma intervenção cirúrgica obstétrico-ginecológica - a "curetagem uterina".

A referida jornalista colocou-me várias questões, tais como "de que intervenção em concreto se tratava, quais as suas indicações e ainda quais os seus riscos e possíveis complicações".
O que me era pedido enquadrava-se estritamente num âmbito genérico, sem qualquer ligação com nenhum caso concreto. E foi neste entendimento que acedi ao pedido e prestei as informações requeridas.Por isso, torna-se indispensável corrigir duas questões fundamentais decorrentes do tratamento jornalístico que muito tempo depois lhes foi dado.

1 - A primeira tem a ver com a interpretação não correspondente ao que eu disse quanto à possibilidade de ocorrer uma "perfuração do útero apenas se a intervenção for mal feita". De facto, não foi exactamente isto o que eu disse, mas antes que "este tipo de complicações era raro e que a sua ocorrência poderia ser mais frequente em caso de imperícia ou pouca experiência do operador". Como V. Exa. verifica, isto não é a mesma coisa que dizer "apenas ocorre se for mal feita".

2 - A segunda questão é bem mais grave.
De facto, a publicação das minhas declarações foi efectuada sob a forma de "caixa" inserida e fazendo parte integrante do texto de uma notícia publicada na edição do dia 14 de Julho, de tal forma que se transmite a ideia que as informações que prestei eram directamente relacionadas com a situação concreta constante da notícia publicada sob o título "Paciente apresenta queixa contra médica do Hospital de São João".Ora, na verdade, quando prestei as informações que a jornalista me pediu desconhecia totalmente o caso relatado, do qual apenas tomei conhecimento quando li a peça publicada no dia 14. Para além disso, mesmo que eu o conhecesse, não poderia nunca pronunciar-me publicamente sobre um caso concreto ou sobre o correspondente processo clínico.

Prof. Carlos Santos Jorge
Presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Ginecologia"


E o Público explicou a manipulação, sem a admitir ou pedir desculpa aos visados.

Resultado: o Correio da Manhã, perdão o Público passou uma mensagem errada apenas com o objectivo de julgar e vender notícias sobre médicos, queixas, negligência, erros e quejandos.
Ai Público, Público, olha que os teus leitores não são os do Correio da Manhã, nem da TVI.
São intelectuais que procuram uma informação isenta e não subliminarmente manipuladora.


"N.D. - O PÚBLICO colocou as questões de forma abstracta para obter uma consideração técnica genérica e não directamente associada a um caso concreto, pois considerámos que assim a reflexão médica resultaria mais genuína. O PÚBLICO reconhece que devia ter assinalado de forma explícita que a declaração do prof. Carlos Santos Jorge, editada como "caixa" autónoma no corpo de uma notícia, fora feita em abstracto e não se referia ao caso relatado a 14 de Julho."

sexta-feira, julho 22, 2005

As Fases Da Leitura De Uma Notícia Sobre Saúde

Fase 1 - Interesse: "Uma jovem de 20 anos, de boas famílias entrou no Hospital às 4 da manhã com aspecto de ter snifado coca"









Fase 2 - Espanto: "A jovem afirma que foi violada pelo maqueiro de serviço enquanto aguardava numa maca no corredor do Hospital"





Fase 3 - Confusão: "Ouvida a secretária do assessor do chefe de gabinete do vogal da comissão, nesse dia o maqueiro de serviço era uma maqueira".





Fase 4 - Não percebo nada disto, um brilhosinho nos olhos para a gaja que está ao lado da notícia que estou a ler.





Fase 5 - Tribunal: Segundo apuramos a família vai levar o caso até às últimas consequências, pois não se admite que um jovem (que não quis ser fotografada) seja tratada assim. Como assim? A família vai fazer queixa na Paróquia de Cascais e aconselhar-se com o Pároco da Quinta da Marinha. só depois irão para o Tribunal.


Fase 6 - Não percebo nada disto, mas a culpa é do médico.






Fase 7 - Off: O Tio da jovem depois de "a culpa é do médico" lhe ter explicado que foram retirados dois vibradores daqui, um dali, outro dacolá e outro avulso.

Para Si, Intelectual Ansioso(a) Com A Febre Do Seu Filhote

Leia este post de um jovem médico, ainda interno, mas que vai desabafando didacticamente aquelas noções básicas e importantíssimas que o comum dos mortais deveria saber, incluindo os meus amigos jornalistas... (que também têm filhos!)

terça-feira, julho 19, 2005

Atenção Médicos A Esta Linda Jovem


Dela poderá sair um tiro certeiro............

Vou Comprar Um Colete À Prova De Bala

Depois de ler a introdução a esta notícia do Diário de Notícias, tremi, chorei, e interroguei-me se amanhã deveria ir ou não trabalhar ou solicitar protecção para todos os médicos que, cada vez mais têm uma profissão de risco.

Não será esta notícia um incentivo ao crime? Ao assassínio? À justiça popular?

Que me diz a isto Ivone Marques, uma jornalista de quem gosto?


"O processo de Aida Edite dos Santos

"No outro dia, liguei para a TVI para dizer que percebo aquele homem que deu o tiro no médico para vingar a mulher. Se tivesse feito isso, já tinha saído da cadeia" O HCV não esclarece se houve inquérito interno para apurar responsabilidades "A actual Administração é absolutamente alheia à questão"


Em 21 de Outubro de 2004, o Tribunal da Relação de Lisboa anulou a sentença de absolvição de dois médicos arguidos no processo de crime de homicídio por negligência de Aida dos Santos, morta em 25 de Novembro de 1995 devido a sepsis. A nulidade, suscitada por recurso dos filhos de Aida, assentou na inexistência de um exame crítico das provas que, nas palavras dos juízes da Relação, permita que "qualquer pessoa siga o juízo e presumivelmente se convença como o julgador". Ou seja, a absolvição não está fundamentada.

De facto, mesmo para um leigo, [deve ser o jornalista com saudades da Inquisição] a sentença evidencia aspectos contraditórios.

Pela leitura retiro uma conclusão: se até para os doutos juízes houve dificuldade em atingir as mesmas conclusões, o que compreendo, porque na realidade a Medicina não é bruxaria e nunca se adivinha o minuto seguinte a um qualquer procedimento, para o jornalista tudo se resolve com tiros e mais tiros.

A jornalista chama-se Fernanda Câncio.

terça-feira, julho 12, 2005

A Gale(rinha)ria da Fama

A Sandra instrumentalizando o jornalista que está escondido. Será este jovem de cabelo liso? Ou será este o diabético? O jornalista escondido, poderia ser outro nome para este post...

O Jornal de Notícias E Este Jornalista Estão A Cometer Um Crime Contra A Ciência

do qual podem resultar várias mortes!

É um artigo demagógico, mentiroso e coloca em risco todos os diabéticos jovens que podem morrer se abandonarem a terapêutica e seguirem o "jornalista" Carlos Rui Abreu.

Mais uma vez lá está a conta bancária.... e o jornalismo de m****.

Vou continuar a hibernar... e viva a Câmara de Fafe, pois com Fafe ninguém fanfa, nem o Carlos Rui Abreu!

"Criança diabética sem dinheiro para tratamento
apelo David Faria tem melhorado graças a medicina natural
Câmara Municipal impossibilitada de comparticipar

Família olha com cepticismo para o futuro de David Faria


Carlos Rui Abreu"

"Os médicos dizem que se o David continuar assim morre". A situação de David Faria com 14 anos, de Fafe e diabético desde os sete é preocupante, mas um tratamento baseado em produtos naturais está a dar os primeiros sinais de esperança a esta família que luta com todos os meios para conseguir pagar os tratamentos. "O David está a reagir muito bem a estes tratamentos, os valores têm baixado, ele está melhor, mas nós não temos dinheiro para continuar com isto", confessou ao JN Sandra Faria, irmã de David.

Este tratamento natural, de que a irmã teve conhecimento através de colegas de trabalho, é visto pela própria como a última solução para um caso que já foi acompanhado por clínicos do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, de onde o David saiu "zangado com o médico", e Hospital de S. João, sem que surgissem resultados práticos. A ausência de resultados é, em parte, da responsabilidade do próprio David. "Ele, fruto da idade, nunca aceitou a doença e cometia muitas asneiras com a alimentação fora de casa", explicou Sandra Faria.

Agora, com a mãe reformada por invalidez e o pai a auferir um rendimento de cerca de 500 euros, a família não está a conseguir suportar o encargo deste tratamento que fica em média por 250 euros mensais. "Já abrimos uma conta e estamos abertos a todo o tipo de apoio, porque este tratamento não tem limite para terminar e eu vejo-o como a única forma de manter o meu irmão vivo", apelou Sandra Faria. A conta de solidariedade está já aberta na CGD 003503000008010790096.

David Faria não será ajudado pelos serviços de acção social do Município de Fafe. O vereador Raul Cunha rejeitou dar qualquer apoio a este jovem, "porque é uma medicina alternativa e não temos competências para suportar". Para Raul Cunha o sucesso que este tratamento natural está a ter deve-se simplesmente "à motivação psicológica que a medicina natural pode causar", uma vez que as pessoas que ministram essa medicina natural "foram mais eficazes para ultrapassar a barreira psicológica que essa criança tinha".

Raul Cunha falou ao JN como vereador da autarquia fafense, mas na sua qualidade de médico tem "dúvidas de que esse tratamento natural seja útil para o doente a não ser na questão psicológica".

O vereador lamentou ainda que "os médicos que acompanham o jovem não fossem informados
".

quinta-feira, julho 07, 2005

quarta-feira, julho 06, 2005

Nem a hibernar me deixam descansado!

O melhor jornal português para usar na casa de banho de alguns hospitais que não estão completas, postulava ontem em grosso título:

"A Medicina portuguesa na lista negra da Europa", a propósito de um aspecto particularíssimo da Medicina.

Como prémio ao jornalista, ofereço este bilhete sobre chupões e que me deixem hibernar sossegado...

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