sábado, março 31, 2007

Patético!

Lembram-se dos fenómenos do Entroncamento?

Pois agora temos as grávidas da Figueira da Foz!

Esta da garagem é mesmo patética. Não o acontecimento, que pode acontecer a qualquer grávida (relapsada?), mas fazer disso uma notícia, uma "caixa".

Nem com uma maternidade no rés-do-chão desse edifício, este parto era hospitalar.

Os leitores que pensem quantas localidades de Portugal não têm maternidades, há dezenas, centenas de anos e nunca se afirmou que, após um parto numa ambulância, se reivindicasse uma maternidade local.

Tenham dó!

Nesta matéria das maternidades estou com o CC e contra a demagogia de toda a oposição.

8 comentários:

Anónimo disse...

concordo plenamente
CF

Anónimo disse...

no entanto acrescento que a razão da minha concordância se prende com o número de partos/ano e com a (pouca) distância a Coimbra onde existem 2 maternidades. O bloco de partos do HDFF funcionava bem. Funcionava era pouco...
CF

Anónimo disse...

Paulo Dâmaso é da Figueira da Foz(presumo) e mantem um blog (Confraria das Bifanas) onde muito tem argumentado contra o fecho da Maternidade da FF. A respeito do bébé da garagem lá "postou" mais uma vez. Comentei contra e, verdade seja dita, aceitou e publicou o meu comentário, mas nenhum figueirense que que se passeia pelo blog me respondeu. Dizia eu, para além de outras coisas, que não me lembro de ouvir falar de nenhuma mulher de Seia, de Castanheira de Pera ou de Tábua que tenha tido o parto na berma da estrada. Perceber porquê, talvez fosse um bom começo para perceber porque acontece isto com as mulheres da FF. Esses concelhos ficam muito mais longe de Coimbra e com muito piores acessos.
Joaquim Vilaça - Coimbra

Anónimo disse...

Tudo isto não passa de propaganda da comunicação social, calhou a penderem a balança para esse lado porque caso contrário sairiam notícias do género: "Em Elvas profissionais de saúde são pagos cerca de 100 dias por ano por não fazerem nada já que há cerca de 250 partos/ano".

Enfim, já deviamos estar habituados a estas palermices da nossa televisão!

BL

MaiLman disse...

Visite
http://www.postcard-blog.blogspot.com/

e contribua!

Manuela disse...

Toda vida nasceram crianças em ambulâncias, em garagens, em bermas de estradas. Porque quando a criança quer nascer nasce mesmo, nem que esteja a 5 minutos da maternidade.
Isto é só show-off e muita demagogia.

Nelson disse...

Parece-me então que, o bom mesmo, será fechar as maternidades de todas as cidades e deixar só as das capitais de distrito... Estou a perceber bem???
Ora aí está mais um exemplo de avanço civilizacional!...
Que me lembre, o nascimento em ambulâncias não é exclusivo da FF, ou não têm lido/visto notícias sobre o assunto? Alguns casos terminaram da pior forma... Infelizmente, para quem tem de fazer essas "poucas distâncias"...

alexandre disse...

Afinal em Pombal também começam a aparecer "fenómenos do Entroncamento" como o da Figueira da Foz. E quem diz Pombal, diz interior transmontano, etc...
Só por curiosidade:


Parto feito na berma da auto-estrada


Helena Simão

Uma parturiente deu à luz numa ambulância em plena auto-estrada do Norte (A1), entre Pombal e Coimbra. Apesar de já se ter verificado a ruptura do saco das águas, dando, assim, início ao pré-parto, os médicos do Hospital de Pombal entenderam que havia tempo para chegar à Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, e por isso deram ordem para a transferência. Nenhum médico ou enfermeiro acompanhou a grávida na viagem, apenas uma bombeira, que se disponibilizou já que o motorista poderia ter efectuado o transporte sozinho.

Para a voluntária que acompanhou a parturiente, aquele foi um dos dias mais marcantes da sua vida. E recorda que o 112 telefonou inicialmente para o quartel, solicitando uma viatura para um estacionamento, onde estava uma mulher a quem tinha rebentado o saco das águas. A grávida deu entrada no Hospital de Pombal, onde foram feitos os exames, que «não indiciaram que a criança estava prestes a nascer», explicou, ao JN, o director clínico daquela unidade.

Luís Garcia adiantou, ao JN, que, a partir daí, «fez-se o que se faz nestas circunstâncias: a transferência, que pode ser para Leiria, Figueira da Foz ou Coimbra». Neste caso, o destino era a Maternidade, onde a mulher, de 28 anos, com graves carências sociais, tivera consultas de obstetrícia. A jovem rapidamente se apercebeu do sofrimento da mãe e das contracções. «A dilatação era enorme», recorda. O motorista parou então a viatura na berma, junto ao nó de Condeixa, o INEM foi contactado e, minutos depois, a bebé, Helena, nascia.