quinta-feira, setembro 18, 2008

Será que é pela doença certificada por atestado médico?

Recurso de aluna fez disparar as notas
00h30m
CARLOS RUI ABREU


A reavaliação dos exames nacionais de uma aluna do 11.º ano da Secundária de Fafe transformou notas "sofríveis" em "excelentes". Os restantes pais não se conformam e já foi pedida a intervenção do Ministério da Educação.


Pais e alunos das turmas do 11º ano, do ano lectivo transacto, da Escola Secundária de Fafe estão revoltados com a "subida astronómica" que tiveram as notas de uma aluna que pediu recurso dos exames nacionais de Física e Química e de Biologia e Geologia. As notas transformaram-se, após o recurso da aluna, de positivas sofríveis em notas de excelência.
"Na prova de Física e Química passou de 9,8 para 18,9 enquanto na prova de Biologia e Geologia a nota de 11,6 transformou-se em 19", explicou ao JN um dos vários encarregados de educação que se apresentam revoltados com este volte-face na classificação dos exames nacionais.


"Como é possível que um professor avalie uma prova com uma nota muito baixa e a mesma prova seja reavaliada e colocada quase com a cotação máxima?" Esta pergunta atravessa, por estes dias, a mente de vários pais e alunos que se sentem injustiçados e descriminados pelo tratamento dado a este caso.


A desconfiança dos pais é ainda reforçada pelo facto de a mãe da aluna em causa ser docente naquele estabelecimento de ensino e, segundo alegam, "há cerca de três anos" ter acontecido "o mesmo com outro filho que agora até está na universidade a cursar Medicina".


Ao que o JN apurou, em causa não está apenas uma simples reavaliação dos exames mas também um hipotético atestado médico que indica que a jovem poderá sofrer de dislexia e que a leva a não responder acertadamente às questões que na sua maioria são de escolha múltipla.


Este assunto está a causar algum mal-estar na Secundária de Fafe onde, inclusive, terá estado nos últimos dias uma equipa de inspectores do Ministério da Educação. Esta informação não foi confirmada oficialmente ao JN, já que José Caetano, presidente do Conselho Executivo da escola, não quis pronunciar-se para já sobre o assunto.
Esta situação é delicada porque abrange a comunidade escolar de uma pequena cidade onde quase todos se conhecem e, por esse facto, todos negam dar a cara para a reportagem do JN. A Associação de Pais também não se quis pronunciar oficialmente sobre o caso, mas o JN apurou junto de fonte próxima que "por uma questão de equidade entre todos os alunos foi pedido, através de carta, ao Ministério da Educação e ao Juíz Presidente dos Exames Nacionais que as provas de todos os alunos do 11º ano da Secundária sejam reavaliadas".


Ou como parece saber-se aproveitar bem os atalhos das leis ...


Dislexia (da contração das palavras gregas: dis = difícil, prejudicada, e lexis = palavra) caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização sendo comum provocar uma desfasagem inicial de aprendizado


Esta questão da dislexia tem sido aproveitada para que alguns alunos que dela sofrem, ou que como tal são diagnosticados e certificados, possam aceder a um contigente especial de vagas para o Ensino Superior...agora que também valha para reapreciação de notas ...

4 comentários:

Anónimo disse...

Aguarda-se a averiguação do sucedido com tranquilidade.
Afinal vão ver que a culpa era do professor que viu as provas.
Vai uma apostinha?

falamedico disse...

Comissão Pró SUS se reuniu em Brasilia na última quinta feira (18), formada por membros da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB), a Comissão traçou, entre outras ações, estratégias visando à convocação e mobilização de médicos e população para participarem da audiência pública pela valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) e defesa do trabalho médico, que será realizada no dia 14 de outubro, na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados.
Confira a matéria no Blog Fala Médico
http://falamedico.wordpress.com/

André de Almeida disse...

É lamentável saber que isso acontece, mas não é uma surpresa. Há anos, questiono todas as pessoas com quem eu converso sobre as provas de redação que são cobradas nos vestibulares e concursos e, que possuem um peso extraordinário na pontuação final.
Quando eu ainda fazia cursinho para o vestibular, um professor contou um caso parecido com o post.
Ele disse que uma garota tinha pego o seu resultado do vestibular e sua nota em redação foi 5,5 de um total de 10,0. Então este professor, sendo amigo íntimo de uma outra professora, que era a chefe da comissão de redação da tal faculdade e que é quem faz a correção das provas do vestibular, levou a prova da garota assim como ela havia feito na sua folha gabarito - a que se entrega no vestibular para a correção - e pediu que ela corrigisse a redação da menina, alegando que queria ter uma noção da capacidade da garota.
Alguns dias passaram e então veio o resultado. Nota 9,0! Sim nota 9,0.
Não é possível que a pessoa que corrigiu a prova numa data dar 5,5 e corrigir a MESMA prova e dar 9,0. Muitas coisas na vida se basam em conceitos e critérios, regras e normas, para que exista uma uniformidade. Uniformidade esta que não existe na parte da educação. Fiz quatro anos de cursinho para o vestibular e por várias vezes fiquei próximo, mas a nota da redação sempre foi um problema para mim.
Imagino quantas pessoas não ficaram de fora também por falta de critério da banca de correção. Aliás, quantos ainda vão ficar pelo caminho enquanto essa situação continuar?
Sou a favor de avaliações escritas, desde que seja para um número pequeno de pessoas. Máximo de 50. Porque o meu pensamento, o seu, o do seu vizinho e até mesmo o do seu irmão gêmeo (caso tenha) é, foi e sempre será diferente. Podem ser parecidos, mas nunca iguais.

"O que meus olhos vêem, ninguém jamais viu ou verá. São únicos!"

Abraços,
André de Almeida.

Confira meu blog:
www.andredealmeida82.blogspot.com

rosebrunofereira@hotmail.com disse...

oi tenho um filho que ele e dilexio ele tem 13 anos quero saber como a fono deve tratar ele,e deficit de aprendizado,por favor me responda rose_matematica@hotmail.com