sexta-feira, julho 25, 2008

ABC do esterco

Memai saúda a equipa redactorial do Jornal Virtual do Sindicato Independente dos Médicos, pelo comentário aqui integralmente reproduzido:


ABC DO ESTERCO
Numa chamativa "investigação especial" a revista Sábado publica, na sua edição de ontem, um artigo intitulado "Médicos Viciados". O artigo fala por si e não nos merece especial reparo, inserindo-se num tradicional e sincopado ataque à classe médica que tanta revista vende.


O mesmo artigo, com direito a primeira página, é reforçado por um Editorial, assinado pela Direcção da revista Sábado, onde se afirma: "são frequentes os casos de médicos dependentes de álcool, drogas ou comprimidos", avançando mesmo com percentagem de dados analisados ao nível mundial, "12 a 14 % dos profissionais que exercem medicina abusam do álcool ou dependem de tóxicos (estimulantes, calmantes ou drogas ilícitas). Estamos a falar de quase um em cada sete especialistas com a sua capacidade clínica seriamente posta em causa".


Ora neste Editorial, que se insurge com o silêncio do Governo e a quase absoluta ausência de processos investigados ou de médicos condenados, lá estão as palavras chave: "passividade confortável das autoridades", "corporativismo" e "clima de cumplicidade".

Se juntarmos estes 12 a 14% de médicos bêbados e drogados, aos milhares de médicos corruptos e burlões, aos milhares de médicos incompetentes, teremos, segundo a Sábado, e os jornalistas Isabel Lacerda e Fernando Esteves (este reincidente no ódio aos médicos), Portugal como um País onde parece difícil encontrar um médico sóbrio, íntegro e trabalhador, principalmente no serviço público.


O que nos espanta é como é tantos médicos bêbados e drogados mantém o País em níveis tão aceitáveis de desempenho internacional nos seus índices sanitários, onde, curiosamente, não vemos jornais nem jornalistas portugueses.


Antipáticos, Bêbados, Corruptos, Drogados, Estúpidos, Falsos, Golpistas, Mercantilistas, Oportunistas, são alguns dos mimos com que alguns jornalistas portugueses presenteiam uma classe que odeiam: os médicos.Esta gentinha, e os seus, quando estão doentes vão aonde? A Espanha? À Medicina Alternativa? A Vilar de Perdizes?

Haverá médico suficientemente capaz de os consultar e orientar em Portugal?

6 comentários:

Anónimo disse...

Em Fevereiro deste ano, constou...:

"Um jornalista do extinto Euronotícias viu o Supremo Tribunal de Justiça confirmar a sentença que o obriga ao pagamento de uma indemnização de 12500 euros por difamação à presidente da associação Abraço, Margarida Martins.

Esta decisão confirma a do anterior despacho emitido pelo Tribunal da Relação de Lisboa, onde chegaram recursos da condenação no tribunal de primeira instância, que obrigava o então director do jornal, Tiago Franco, a pagar uma indemnização de 20 mil euros e o autor dos textos, Fernando Esteves, a cinco mil euros. A Relação decidiu, no entanto, reduzir o valor da indemnização a 12500 euros, a ser suportada na totalidade por Fernando Esteves.

Os artigos do jornalista noticiavam que Margarida Martins teria reunido um considerável património em habitações desde que era presidente da Abraço, uma instituição de interesse público que apoia a portadores do vírus e doentes com Sida.

Num dos textos refere que a Inspecção-Geral do Ministério do Trabalho e da Solidariedade detectara "irregularidades na gestão dos cerca de 240 mil contos que a Abraço recebeu" de dois ministérios, o referido e outro que não é citado no acórdão de que foi relator o juiz-conselheiro João Bernardo. Os textos relatavam ainda um elevado património obtido pela queixosa, que incluía apartamentos em Lisboa, uma casa em Assafora (Sintra) e outra em Tavira, mas o Supremo concluiu que, com base na prova feita em julgamento, "nada disto se provou".

A agência Lusa tentou obter um comentário de Fernando Esteves à decisão do Supremo Tribunal, datada do passado dia 7, mas o jornalista não quis prestar declarações. Contactado pelo PÚBLICO, o jornalista também não quis comentar a notícia. (...)"

É um chico-esperto da trampa jornalística que vai sobrevivendo graças aos analfabetos funcionais que por aí grassam, esse fulaninho ridículo que vai esperneando nos sítios que o vão acolhendo, antes de falirem.

Depois autorga-se o título de jornalista "justiceiro" anti-polvo, que alguns cujo QI rondam a casa do dele lhe conferem.

Pode ser que tenha aprendido que, a difamar, só "no geral". Já que que quando o faz "no particular", arrisca-se a ter que responder pelos excrementos arremessados. A provar. A destrinçar ficção de realidade.

Tudo coisas que o fulaninho, claramente, tem dificuldades em fazer. Fica sem palavras, como descrito no artigo encimado.

Mas enfim, até as lombrigas são "filhas de Deus"....

Anónimo disse...

outorgar, digo

Anónimo disse...

Que giro....

Então o Sr. que um dia veio com grandes ares dizer que isto era um esgoto, afinal, não passa de um difamador condenado em 3 instâncias?

Que vergonha!
E (ainda) tem carteira de jornalista?
Que belo exemplo, neste triste país....

E vem ele queixar-se da saúde... lollll
Com a mentira me enganas!

Anónimo disse...

Eu diria mesmo mais: está provado (em TRIBUNAL, e não em conversa de "tasca"), que o Sr. Fernando Esteves, que se auto-denomina jornalista, é uma "merda de homem", e que o trabalho dele é um "esgoto a céu aberto".

Lembram-se?

E já agora, em abono da justiça, deviam criar a figura do jornalista-ligeiro, ou do jornalista-da-vida. Permitiria enquadrar-se melhor certo tipo de gentinha que se passeia no meio, e que os outros jornalistas (os que o são "a sério") não devem gostar de ver confundidos consigo próprios....

Pode-se enganar muitos durante algum tempo, mas durante muito tempo, só alguns: os que gostam do engano.

João disse...

Li o artigo e achei que este não é um artigo escrito com o intuito de difamar mas que alerta para um problema: a dependência que existe entre algumas pessoas da classe médica (como existe naturalmente em outras profissões). Este alerta é importante no caso de profissões que lidam com a vida de outras pessoas (médicos, pilotos, polícias, condutores...) e mais nos médicos pois estes têm alguns "factores de risco" como o acesso fácil a medicamentos e uma maior dificuldade em procurar ajuda médica. Não adianta tapar o sol com a peneira, existem médicos viciados e é saudável que estes procurem ajuda, como qualquer outro doente.
Acho este artigo "ABC do esterco" e os comentários feitos neste blogue, a revelação por parte de quem os escreveu, de alguém que tem muita raiva acumulada e há muito tempo, um mal estar consigo próprio e com os outros e que vive num reino das teorias da conspiração e da perseguição. Hoje em dia felizmente já temos o direito e a liberdade de expressão. E de assumir publicamente assinando o que escrevemos.
E afinal os jornalistas desse artigo nem estão muito longe da verdade pois o próprio autor deste blogue "Memai" confessa os seus "vícios":
"E confesso: não há dia de banco, sem 0,5 mg de alprazolan à entrada, para apaziguar a ansiedade".
Mais um médico viciado... Que bom ter tido a liberdade para o ter escrito. Somos todos humanos...

Medico Explica disse...

E o senhor João acha que as duas situações são comparáveios?
Acha que o tal pseudo-jornalista, traumatizado, anti-médico primário, isto é, geneticamente com graves perturbações no lobo frontal, se refere à mesma situação?
Por isso a revista Sábado está como está, com tanta merda lá dentro. Já se deu ao luxo de analisar as capas dessa revista? Essa revista é a mesma que paga aos barões da medicina (não sei quanto receberá esse jurnalista com U Grande) para fazer um ranking de médicos de várias especialidades, sem qualquer pressuposto científico!