sábado, julho 05, 2008

A insustentavel indiferença perante a morte

Mulher morre sem assistência na sala de espera de hospital em Nova Iorque . Médicos e funcionários vão ser responsabilizados
Expresso on line

Um inquérito em curso e a suspensão ou demissão de médicos e empregados são as primeiras consequências do caso da mulher que morreu na sala de espera de um hospital psiquiátrico em Nova Iorque, nos Estados Unidos, por falta de assistência médica.

A história está a abalar os EUA. Uma mulher morreu na sala de espera do hospital psiquiátrico King County Hospital, em Brooklyn, e o seu corpo ficou estendido no chão durante 45 minutos, sendo ignorado por outros pacientes, médicos e enfermeiros que se encontravam no local, como mostra um vídeo do sistema interno de segurança do estabelecimento.


James Sauders, porta-voz da organização, disse que sete empregados do hospital vão ser demitidos ou suspensos: o director de psiquiatria, o chefe da segurança, um médico, duas enfermeiras e dois seguranças.

Segundo a União das Liberdades Civis de Nova Iorque, o 'staff' do hospital adulterou as gravações para tentar provar que a vítima estava sentada "calmamente" na sala de espera e que terá sido socorrida pouco tempo depois de tombar ao chão. Desde o dia 20 que está a decorrer um inquérito preliminar.

O caso remonta ao dia 19 de Junho. Hospitalizada por distúrbios nervosos, Esmin esperou 24horas para ser atendida e acabou por cair ao chão da sala de espera com convulsões. Esteve 45 minutos morta no chão sem ser socorrida. O vídeo do sistema interno do estabelecimento mostra que o seu corpo foi ignorado e que um funcionário chegou a empurrá-lo com o pé.

8 comentários:

Hugo Ribeiro disse...

A indiferença perante a morte num país democrático (?) que não possui SNS ... enfim coisas da globalização?

Anónimo disse...

esperemos que este tipo de globalização não se apresse em chegar por cá porque vai acabar nisto...cada um por si na selva social.

miss anti-social disse...

Revoltante...
45 minutos morta e ignorada por quem supostamente tinha o poder de lhe salvar a vida...fico triste por saber que num país considerado desenvolvido, a diversos níveis, aconteçam coisas destas.
Trata-se de um caso, entre muitos, de negligência...

shaun the sheep disse...

negligência sem dúvida, falta de humanismo por quem vê e nada faz!
é o mundo em que vivemos, onde tudo se faz e se deixa fazer, mas não se enganem que Portugal não é certamente melhor!

Anónimo disse...

Já vi em jornais, e agora aqui também, quem diga que em Portugal é a mesma coisa. Bom, tenho 27 anos de vida e apenas com base na observação, sou da opinião que em Portugal isto não aconteceria de forma tão flagrante. Ainda estamos longe de ser tão individualistas como os norte-americanos e só quem nunca foi à América para constatar a diferença é que pode achar que tal coisa poderia acontecer num hospital português. Negligência, erros, sim como em todo o lado... Ao ponto de deixar uma pessoa deitada no chão de um hospital sem auxílio durante 45 minutos, não, não acredito.

Só querem é falar mal, acham que lhes fica bem...

Anónimo disse...

"Esteve 45 minutos morta no chão sem ser socorrida." Se estava morta para que serviria o socorro?
João Almedina - Coimbra

shaun the sheep disse...

Ao anónimo de 27 anos que considera que isto não aconteceria de forma tão flagrante em Portugal, relembro alguns post’s neste mesmo blog:

26 de Dezembro de 2003
No Diário de Notícias: HOSPITAL DO MONTIJO ESQUECE IDOSA NO RAIO X
“Elvira da Luz Salvador, de 67 anos, terá ficado esquecida mais de duas horas na sala de raio X do Hospital Distrital do Montijo... a idosa é asmática e necessita de acompanhamento constante... abandonada numa cadeira de rodas” ... pois, a verdade é que não morreu...mas podia!

29 de Dezembro de 2006
“Deixar morrer 6 pescadores a metros da praia, com uma base aérea a 5 minutos, com alertas desde as 7 da manhã...” estes morreram mesmo!

26 de Novembro de 2006
Revista XIS do Público
“Ás médicas que assistiram o Meu Pai:
...venho pelos monossílabos, “gelados”, em que nos falavam: em voz baixa, de olhos postos nos papéis ou no écran do computador, depois de intermináveis momentos de indiferença à nossa presença... Há uma percentagem no sofrimento (todo) do meu pai, por que o vosso comportamento é responsável. E isto é difícil de esquecer... Acrescenta-se a tantos sentimentos “negros e fundos”, que já suporta uma pessoa gravemente doente, a sensação de absoluto abandono, de solidão e frieza, em relação ao seu médico, será com certeza negligente”...

PS. “Quem só fala mal” espera ter respondido ao seu comentário ..... mas se necessitar de mais exemplos, posso procurar nos jornais diários.... certamente não será difícil encontrar!

naoseiquenome usar disse...

Sem dúvida um caso lamentável de desumanização de cuidados.
Mas não, ainda não estamos por cá nesse patamar.por enquanto, apenas birras, invejas e quejados.