Rupatadina: um escândalo político? Um caso de polícia? Um caso de "laxismo"?
A rupatadina é a substância química de um fármaco à venda em Portugal.
A investigação é para os jornalistas...
"Tanto dislate se ouve e lê, por vezes publicado inconscientemente, que decidi esclarecer quem me procurar, para que os jornalistas (e outros intelectuais!) sejam um meio para os 'media' fomentarem a literacia científica."
A rupatadina é a substância química de um fármaco à venda em Portugal.
A investigação é para os jornalistas...
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Senhores jornalistas, eis uma boa investigação de âmbito nacional...
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Questiona o colega o título do blog. Não é o primeiro. Mas é o primeiro médico a fazê-lo.
De certeza que concorda comigo: a iliteracia científica nas outras profissões intelectuais, em muitos casos é escandalosa. Há juízes, jornalistas, escritores, advogados e muitas outras profissões cuja cultura geral sobre a Ciência e em particular sobre a medicina ultrapassa negativamente todas as barreiras.
Por outro lado há médicos que são excelentes escritores, linguistas, artistas, que "aguentam" tertúlias com especialistas das áreas das Letras e das Artes. Infelizmente o inverso não é verdade.
Isto para clarificar duas minhas afirmações. (Que aliás ao longo dos dois anos de actividade do blog, várias vezes referi. É só ir pesquisar no arquivo.)
A primeira: o título.
Eu não quero ter a presunção de ensinar nada a ninguém. Mas julgo ter a obrigação como especialista de uma área das Ciências em explicar dúvidas que alguém possa ter.
E o colega acredite, que alguns jornalistas me escrevem! Assim como outros me odeiam...
A segunda: o facto de me considerar um não-intelectual.
Não tenho dúvidas de que a profissão médica é uma profissão intelectual. Apenas quero transmitir que não sou intelectual das Letras & Artes, não tenho capacidade para discutir literatura, linguística, arte e por aí fora.
Sou médico. Escrevo e falo do que sei. Do que aprendi e do que vou aprendendo.
Tento corrigir o que está errado de acordo com o actual estadio do desenvolvimento da Ciência.
Mas sei que não detemos a verdade absoluto...
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Caro Colega
No meu tempo não havia "nota de acesso" entendida como hoje.
Fiz o velhinho exame de aptidão a Medicina e entrei com mérito.
Quanto à qualidade dos blogs, concordo consigo e inclusivamente com a sua apreciação sobre este. Já não é o que era! No início dedicava-me a escrever activamente. Agora, após algumas tentativas falhadas para desistir, escrever é quase uma obrigação...
Pois como sabe a vida de médico tem poucos momentos de lazer “absoluto” …
E sempre disse neste blog que não era intelectual…
(Nota: esta resposta será também publicada como post.)
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Na fábrica ao lado do meu local de trabalho, também se fazem horas extraordinárias quando as ordinárias não chegam e depois de o seu dono colmatar as necessidades de produção com o recurso a pessoal indiferenciado que vai encontrando por aí.
No meu local de trabalho, quando as horas ordinárias não chegam, por mais que se vá à rua pedir ajuda para colmatar as falhas, não se encontra pessoal preparado. Há sempre a hipótese de se contratarem os praticantes das ditas medicias alernativas, mas não sei porquê, essas medicinas não servem para serviços de urgência.
Só mesmo médicos é que praticam medicina!
Para melhor esclarecimento de quem me lê, a explicação do porquê das horas extraordinárias neste comunicado de um sindicato.
O SIM explica umas coisas...
"SIM - Sindicato Independente dos Médicos
Jornal Virtual do SIM
MINISTRO REINCIDENTE
O Senhor Ministro da Saúde reincide na crítica às horas extraordinárias dos médicos e à sua eventual ilicitude. Desta vez plasmou a sua populista opinião no Jornal Expresso de dia 17 de Setembro, sempre com a mesma finalidade: criar na opinião pública a certeza de os médicos estarem bem pagos e irregularmente. Com a esperança, certamente pouco humilde, que o Senhor Ministro leia o nosso jornal virtual, mas sem esperança que aborde publicamente esta situação com verdade, o Sindicato Independente dos Médicos explica a situação ao Senhor Ministro:
1)Os Conselhos de Administração dos Hospitais são nomeados por V. Exa.
2)Os Directores Clínicos são nomeados por V. Exa.
3)Os Serviços de Urgência são mantidos por V. Exa., mesmo para além do racional
4)Os Médicos não têm problemas em defender tecnicamente o encerramento de Urgências, mesmo contra a opinião dos autarcas. E V. Exa?
5)Os Médicos fazem as horas extraordinárias que lhes mandam fazer e, por incrível que pareça, são obrigatórias
6)Se os Médicos não fizessem horas extraordinárias os portugueses morriam sem assistência nas Urgências
7)Se os Médicos não fizessem horas extraordinárias, em montantes para além do terço do seu vencimento, as Urgências encerravam e os Internamentos ficavam sem assistência médica
8)Como V. Exa. bem sabe, a Saúde está, legal e obviamente, excluída da regra de não exceder um terço da remuneração base em Urgência, dado o interesse público
9)Os Médicos não controlam o numerus clausus das Faculdades de Medicina e assistem incrédulos à exportação de estudantes de Medicina e à importação de Médicos sem qualificação
10)Os Médicos não partilham responsabilidade com V. Exa. no risco acrescido de horas extraordinárias em Urgência
20 de Setembro de 2005"
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Uma jornalista aplicava o termo "antídoto" à vacina da gripe. E várias vezes. Num horário nobre, numa televisão primeira.
Não descortino antídoto para esta iliteracia científica instalada nos meios jornalísticos, nem vacina para a prevenir!
Uma jornalista da SIC-Notícias, apresentando um trabalho que realizou sobre depressão na adolescência (trabalho interessante, sem dúvida!) quando entrevistada para falar sobre a sua reportagem, fez uma palestra sobre depressão, generalizando conceitos, confundindo os telespectadores, quando deveria dissertar sobre a reportagem, as suas dificuldades, a ética de falar com doentes, os prós e os contras da publicidade ao suicídio, etc. Para falar sobre a doença, contratavam um médico.
Um jornalista é um jornalista, percebe de jornalismo, um médico é um médico, embora muitos queiram que não o seja.
Poça (para não ser mais agressivo). Não sei que fazer!
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Estou num evento cientifico europeu, na Grecia.
Com apoio da industria farmaceutica, confesso.
Mas com inscricoes a 700 euros, qual o medico portugues que se pode deslocar individualmente pagando do seu ordenado a inscricao, a viagem e a estadia?
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Uréter - Cândido de Figueiredo e Lello (edições antigas), Academia das Ciências.
Ureter - Academia das Ciências.
Google (páginas de Portugal)
Ureter - 124 citações.
Uréter - 35 citações.
Portanto a dúvida fica. Mas não fica a pressão do jornal e do jornalista na influência exercida junto do marido da doente para apresentar queixa, já se sabe, por negligência.
Ao ler a notícia, independentemente de faltas menores e não querendo estar a defender os "barões da medicina" ou quaisquer outros "barões, mesmo do jornalismo, que também os há", o que aconteceu foi uma complicação previsível da cirurgia e entre uma morte escusada por choque hemorrágico ou a laqueação errada do ureter, prefiro a segunda.
Isto não invalida que a paciente não seja indemnizada pela instituição.
Os seguros existem para isso...
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14:55
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Segundo o Correio da Manhã, n' O Caso do Ureter Laqueado esta "Paciente pondera queixa" (sic) já há algumas edições atrás.
Pressuponho que o jornalista ganhe por notícias enviadas para o Correio da Manhã e nesse caso a ponderação sempre tráz uns cobrezitos a mais.
Mas ainda ninguém explicou ao senhor jornalista que se escreve ureter e não uréter com acento?
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Alguma palavra sobre os médicos? Não! Ninguém os está a acusar de nada.
Caso - Ucraniano teve alta em 2001 e só agora voltou a casa
Carlos Barroso
Internamento terá custado um milhão de euros
Um cidadão ucraniano sem recursos económicos que estava há cinco anos internado no hospital de Caldas da Rainha, apesar de ter tido alta clínica em 2001, regressou finalmente ao seu país. O hospital pagou as despesas que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Embaixada da Ucrânia sempre recusaram assumir.
O caso só foi desbloqueado no dia 4 deste mês, quando o Centro Hospitalar de Caldas da Rainha (CHCR) pagou o bilhete de avião do imigrante, que foi acompanhado por um enfermeiro, pois está imobilizado do pescoço para baixo.
A viagem revestiu-se de um transporte especial, ocupando vários lugares e implicando o isolamento dos restantes passageiros. Daí o tarifário elevado: mais de cinco mil euros.
A administradora do CHCR, Maria do Rosário, revelou que o ressarcimento vai ser pedido ao SEF. “As despesas necessárias ao abandono do País que não possam ser suportadas pelo estrangeiro deverão ser suportadas pelo Estado, inscritas no orçamento do SEF”, argumentou.
A administradora estima que os cinco anos de internamento terão custado ao Estado perto de um milhão de euros. E foi menos uma cama no serviço de medicina física e reabilitação, com apenas 12 camas. “Foi um autêntico processo de hotelaria”, criticou.
Vitaliy Kulik, de 31 anos, tinha autorização de permanência em Portugal e foi encontrado caído na EN 360, em Junho de 2001. Terá sido atropelado. Entrou em coma com lesões graves a nível crânio-encefálico.
Seis meses depois, em estado vegetativo, recebeu alta do CHCR, pois o corpo clínico entendeu que não havia recuperação possível, devendo o doente ser entregue à família. Só agora regressa a casa.
Começo a pensar que estou com a "mania da perseguição"...
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Carta de um médico:
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Fase 1 - Interesse: "Uma jovem de 20 anos, de boas famílias entrou no Hospital às 4 da manhã com aspecto de ter snifado coca"
Fase 2 - Espanto: "A jovem afirma que foi violada pelo maqueiro de serviço enquanto aguardava numa maca no corredor do Hospital"
Fase 3 - Confusão: "Ouvida a secretária do assessor do chefe de gabinete do vogal da comissão, nesse dia o maqueiro de serviço era uma maqueira". Fase 4 - Não percebo nada disto, um brilhosinho nos olhos para a gaja que está ao lado da notícia que estou a ler.
Fase 5 - Tribunal: Segundo apuramos a família vai levar o caso até às últimas consequências, pois não se admite que um jovem (que não quis ser fotografada) seja tratada assim. Como assim? A família vai fazer queixa na Paróquia de Cascais e aconselhar-se com o Pároco da Quinta da Marinha. só depois irão para o Tribunal.
Fase 6 - Não percebo nada disto, mas a culpa é do médico.
Fase 7 - Off: O Tio da jovem depois de "a culpa é do médico" lhe ter explicado que foram retirados dois vibradores daqui, um dali, outro dacolá e outro avulso.
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15:22
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Leia este post de um jovem médico, ainda interno, mas que vai desabafando didacticamente aquelas noções básicas e importantíssimas que o comum dos mortais deveria saber, incluindo os meus amigos jornalistas... (que também têm filhos!)
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Depois de ler a introdução a esta notícia do Diário de Notícias, tremi, chorei, e interroguei-me se amanhã deveria ir ou não trabalhar ou solicitar protecção para todos os médicos que, cada vez mais têm uma profissão de risco.
Não será esta notícia um incentivo ao crime? Ao assassínio? À justiça popular?
Que me diz a isto Ivone Marques, uma jornalista de quem gosto?
"O processo de Aida Edite dos Santos
"No outro dia, liguei para a TVI para dizer que percebo aquele homem que deu o tiro no médico para vingar a mulher. Se tivesse feito isso, já tinha saído da cadeia" O HCV não esclarece se houve inquérito interno para apurar responsabilidades "A actual Administração é absolutamente alheia à questão"
Em 21 de Outubro de 2004, o Tribunal da Relação de Lisboa anulou a sentença de absolvição de dois médicos arguidos no processo de crime de homicídio por negligência de Aida dos Santos, morta em 25 de Novembro de 1995 devido a sepsis. A nulidade, suscitada por recurso dos filhos de Aida, assentou na inexistência de um exame crítico das provas que, nas palavras dos juízes da Relação, permita que "qualquer pessoa siga o juízo e presumivelmente se convença como o julgador". Ou seja, a absolvição não está fundamentada.
De facto, mesmo para um leigo, [deve ser o jornalista com saudades da Inquisição] a sentença evidencia aspectos contraditórios.
Pela leitura retiro uma conclusão: se até para os doutos juízes houve dificuldade em atingir as mesmas conclusões, o que compreendo, porque na realidade a Medicina não é bruxaria e nunca se adivinha o minuto seguinte a um qualquer procedimento, para o jornalista tudo se resolve com tiros e mais tiros.
A jornalista chama-se Fernanda Câncio.
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A Sandra instrumentalizando o jornalista que está escondido. Será este jovem de cabelo liso? Ou será este o diabético? O jornalista escondido, poderia ser outro nome para este post...![]()
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do qual podem resultar várias mortes!
É um artigo demagógico, mentiroso e coloca em risco todos os diabéticos jovens que podem morrer se abandonarem a terapêutica e seguirem o "jornalista" Carlos Rui Abreu.
Mais uma vez lá está a conta bancária.... e o jornalismo de m****.
Vou continuar a hibernar... e viva a Câmara de Fafe, pois com Fafe ninguém fanfa, nem o Carlos Rui Abreu!
"Criança diabética sem dinheiro para tratamento
apelo David Faria tem melhorado graças a medicina natural
Câmara Municipal impossibilitada de comparticipar
Família olha com cepticismo para o futuro de David Faria
Carlos Rui Abreu"
"Os médicos dizem que se o David continuar assim morre". A situação de David Faria com 14 anos, de Fafe e diabético desde os sete é preocupante, mas um tratamento baseado em produtos naturais está a dar os primeiros sinais de esperança a esta família que luta com todos os meios para conseguir pagar os tratamentos. "O David está a reagir muito bem a estes tratamentos, os valores têm baixado, ele está melhor, mas nós não temos dinheiro para continuar com isto", confessou ao JN Sandra Faria, irmã de David.
Este tratamento natural, de que a irmã teve conhecimento através de colegas de trabalho, é visto pela própria como a última solução para um caso que já foi acompanhado por clínicos do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, de onde o David saiu "zangado com o médico", e Hospital de S. João, sem que surgissem resultados práticos. A ausência de resultados é, em parte, da responsabilidade do próprio David. "Ele, fruto da idade, nunca aceitou a doença e cometia muitas asneiras com a alimentação fora de casa", explicou Sandra Faria.
Agora, com a mãe reformada por invalidez e o pai a auferir um rendimento de cerca de 500 euros, a família não está a conseguir suportar o encargo deste tratamento que fica em média por 250 euros mensais. "Já abrimos uma conta e estamos abertos a todo o tipo de apoio, porque este tratamento não tem limite para terminar e eu vejo-o como a única forma de manter o meu irmão vivo", apelou Sandra Faria. A conta de solidariedade está já aberta na CGD 003503000008010790096.
David Faria não será ajudado pelos serviços de acção social do Município de Fafe. O vereador Raul Cunha rejeitou dar qualquer apoio a este jovem, "porque é uma medicina alternativa e não temos competências para suportar". Para Raul Cunha o sucesso que este tratamento natural está a ter deve-se simplesmente "à motivação psicológica que a medicina natural pode causar", uma vez que as pessoas que ministram essa medicina natural "foram mais eficazes para ultrapassar a barreira psicológica que essa criança tinha".
Raul Cunha falou ao JN como vereador da autarquia fafense, mas na sua qualidade de médico tem "dúvidas de que esse tratamento natural seja útil para o doente a não ser na questão psicológica".
O vereador lamentou ainda que "os médicos que acompanham o jovem não fossem informados".
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11:25
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O melhor jornal português para usar na casa de banho de alguns hospitais que não estão completas, postulava ontem em grosso título:
"A Medicina portuguesa na lista negra da Europa", a propósito de um aspecto particularíssimo da Medicina.
Como prémio ao jornalista, ofereço este bilhete sobre chupões e que me deixem hibernar sossegado...
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Médico Explica
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