quinta-feira, dezembro 01, 2005

Nem Sei Que Título Dar

JN de 01/12/05

"Cura de paciente inglês sem qualquer prova


A alegada cura de um portador de VIH, noticiada há cerca de um mês, não convence o virulogista Ricardo Camacho, desconfiado da veiculação original do caso através de um jornal que compra histórias sensacionalistas e não tem jornalistas credenciados ao seu serviço.

"Se o caso fosse real", comenta, "já teriam saído artigos em publicações científicas". Além disso, acrescenta, recorrendo aos contactos que tem com o director do Hospital Chelsea and Westminster, onde o paciente era tratado, este tem sido convocado para testes. Contudo, desde 2003 que aí não comparece
."

O importante é que a notícia saiu e alimentou a crendice...

5 comentários:

Mário de Sá Peliteiro disse...

Dramático é em Portugal um laboratório de análises receber o mesmo quer utilize um exame laboratorial de alta sensibilidade e especificidade, caro portanto, ou um método "macarrónico", barato, claro.

Isto aplica-se para os marcadores de HIV, HBV, HCV, etc.

Que confiança num LAC? Que penalização para a irresponsabilidade e incompetência?

Valia a pena pensar nisto...

Anónimo disse...

Estou certo que todos os profissionais que trabalham na àrea do diagnóstico laboratorial, a última coisa que desejam é apresentarem um falso resultado (positivo ou negativo) e como tal tentam sempre utilizar testes de última geração.
No entanto, nos últimos anos, com a chegada ao sector, de gestores caídos de "pára-quedas", que só vêem cifrões e para quem os termos sensibilidade ou especificidade de um teste nada dizem, admito que possa ser colocada alguma pressão sobre os responsáveis técnicos dos laboratórios para seleccionarem testes económicamente mais rentáveis.
Diga-se no entanto que, carecendo os testes para diagnóstivo "in vitro" de autorização do Infarmed para serem comercializados, o método a ser seleccionado para a execução de cada exame fica ao livre arbitrio de cada responsável técnico, que deverá assumir também as consequências das suas decisões.
Se deveria ser o Estado a definir (e a pagar em função disso) os métodos a utilizar....isso já acontece em muitos casos (se bem que ninguém fiscalize) mas iria certamente constituir um sério entrave à evolução e implementação de novas metodologias.

Pedro Morgado disse...

Ainda bem que eu duvidei da história e estranhei a falta de prudência de alguns. Para mim, isto é tudo muito estranho...

Anónimo disse...

Vão sonhando com curas milagrosas.... e esqueçam-se do mais importante....a prevenção! O raio do bicho veio para ficar. Depois de entrar já não sai....acho eu !!

Luis disse...

Feliz ou infelizmente, a Natureza tem sempre razão!
A manutenção do equilíbrio é a sua função suprema...

E assim como nos criou e nos permitiu a evolução até aos dias de hoje, também se dotou de meios para nos controlar...

Se ao contrário dos outros seres vivos, a nossa limitação de crescimento não se cinge ao spbrepovoamento e à escassez de recursos, a Natureza recorre a outras armas mais eficazes:
:: As doenças e o próprio homem...(p.ex.- as guerras e a violência)