sexta-feira, dezembro 23, 2005

Curtas I - A Rupatadina

Depois de terem investigado, quer o amigo boticário, quer a amiga Ivone Marques, acham bem que o Estado subsidie um fármaco justificando tout court que nada de novo traz à saúde dos portugueses e dê à empresa que o comercializa um prazo temporal para ganhar uns bons milhares de contos e avisando que depois lhe vai retirar a comparticipação?

Acham isto normal num Estado que se quer de Direito?

Não haverá aqui compadrios?

3 comentários:

Raúl R Boldão disse...

Finalmente, o mistério da rupatadina foi desvendado... bom, o tempo para passar aqui não tem sido muito, de modo que aproveito para desejar a todos um bom Natal e um Ano Novo muito feliz, concretizações de todos vós e acima de tudo... saúde!
Já agora... (e isto diz respeito a um post que vi lá em cima...), também voto Manuel Alegre, um nobre senhor que tenho o gosto em conhecer, dono de uma inteligência ímpar, de um cortesia marcada e de uma caneta (os poemas, claro!)deslumbrante... Um caçador nato, um amigo sempre interessado e presente, uma personalidade culta e audaz, um homem de um coração sem limites, e acima de tudo, um espírito compreensivo e tolerante... Enfim, um político com um "P" grande (na verdadeira concepção da palavra)!!!
Abraço a todos.

Mário de Sá Peliteiro disse...

Bom, isso é que é um grande mistério, um grande escãndalo? O que não faltam é comparticipações a medicamentos "novos" que nada acrescentam - a não ser o preço.

Eu, se fosse MS, eu um modesto boticário, num ano reduzia a despesa com medicamentos a metade. Não é basófia, nem nada de especial sequer.

Reduzia se entretanto não fosse eliminado pela indústria, pelos médicos ou pelos farmacêuticos.
Mas reduzia, acreditem - e nem é difícil - para metade!

Isto é um país a brincar, engana o menino e papa-lhe o pão. Não sejamos ingénuos.

Ivone Marques disse...

Nunca disse o que achava ou o que deixava de achar. Limitei-me a recolher informação sem fazer qualquer análise crítica, até porque pouco percebo de fármacos e sou do tipo de pessoa que não gosta de meter a foice em seara alheia. Mas ainda bem que (finalmente) decidiu concretizar as suspeitas lançadas sobre a questão.E agora, se me permite, regresso ao meu saudável amuo.