segunda-feira, abril 03, 2006

"As Boas Maneiras De Dar Más Notícias"

Título e artigo do jornal "Tempo Medicina".

Quando as notícias são más, ainda podem piorar se a forma como são anunciadas não for a melhor. A pensar na relação entre médico e doente, Walter Baile, especialista mundial no treino de aptidões de comunicação em Oncologia, esteve em Lisboa para dar a conhecer o que pode fazer toda a diferença. No âmbito do projecto «Organização e desenvolvimento de um programa de cuidados paliativos no Hospital de S. José», e para alargar a formação nesta área, realizou-se no passado dia 23 a conferência/workshop sobre «A importância das aptidões de comunicação em Oncologia – Apresentação do protocolo de más notícias», em que foi orador Walter Baile, do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas (EUA). A ideia partiu de Luzia Travado, psico-oncologista no Hospital de S. José e coordenadora da Unidade de Psicologia Clínica do Centro Hospitalar de Lisboa, que considera o tema da máxima importância. Isto porque, na sua opinião, a qualidade da comunicação entre o profissional de saúde e o doente é um factor crítico para a adaptação deste à sua doença, adesão aos tratamentos e satisfação.

Como referiu, «as aptidões de comunicação podem ser treinadas e melhoradas, bem como as “más notícias” – diagnóstico, prognóstico, recidiva, etc. – podem ser comunicadas de modo sensível e adequado às necessidades de cada doente e suas famílias, diminuindo o stress desta difícil tarefa». Desta forma, acrescentou, «a moderna Oncologia clínica e os cuidados paliativos não dispensam o conhecimento destas técnicas e o seu treino, que constituem uma importante ferramenta para os médicos».

Walter Baile mostrou um pequeno vídeo com um diálogo doente/médico, que considerou um exemplo claro de má comunicação. O médico não olhava directamente para a sua interlocutora, sendo notório que não lhe estava a prestar grande atenção, escrevia enquanto esta falava e interrompeu-a várias vezes. «Se um doente quando vai ter connosco já está nervoso à partida, uma atitude destas só piora», salientou o especialista.

E porque é importante, para os cuidados clínicos, ter boas competências na forma de comunicar? Segundo Walter Baile, estas fazem com que o doente esteja mais satisfeito, reduz-se a má prática, promovem-se objectivos clínicos cruciais e uma excelente relação com o médico. E «mesmo que este não o cure, o doente vê nele competência», sendo que «um bom diálogo faz com que o doente seja um parceiro nas opções de tratamento, o que é sempre benéfico para ambas as partes», lembrou o orador, sublinhando: «Hoje em dia cada vez mais as pessoas querem fazer parte do seu tratamento, gostam de saber as escolhas que existem e de ter um papel activo nas mesmas».

Mas se existe um protocolo de más notícias, há que conhecer os passos a dar.
Walter Baile definiu o protocolo SPIKES (Setting up the interview, Perception, Invitation, Knowledge, Emotions, Strategy), em que o primeiro passo é o da preparação para a entrevista com o doente, devendo o médico fazer antecipadamente com que não haja interrupções e, por estranho que possa parecer, levar sempre lenços de papel.

De seguida, vem a percepção, e aí há que tentar perceber quais as informações que o doente possa ter sobre a doença, para que, eventualmente, caso não sejam correctas, poder corrigi-las. O próximo passo é saber se o doente quer ter informação, pois há indivíduos que não desejam ser informados. E caso o doente não queira falar da patologia, o médico pode sempre perguntar-lhe se não quer saber quais os planos de tratamento e, portanto, ajudar de outra forma.

O quarto passo é passar a informação e o conhecimento, e uma boa maneira de dar a má notícia é dizer, de forma calma, «infelizmente tenho más notícias» ou «o que se passa é sério, tenho muita pena de lho dizer». É essencial dar a conhecer os factos aos poucos e usar sempre uma linguagem ao nível do doente, nunca utilizar termos técnicos, «porque muitas vezes as pessoas têm vergonha de dizer que não estão a perceber» e há que explicar tudo da melhor forma para que o esclarecimento seja total.

No quinto passo, o das emoções com respostas empáticas, o médico tem que ter um papel reconfortante, «porque corresponder às emoções de um doente nestas circunstâncias é, sem dúvida, um dos maiores desafios, pois perante a má noticia a pessoa entra em choque, dor e solidão».

Ao informar da doença por etapas, devem aproveitar-se metáforas que o doente use para a patologia e dar explicações por esquemas ou gráficos no papel. Aqui há que mostrar apoio e solidariedade e dar respostas empáticas, mas dizer sempre a verdade.

Durante a conversa, o médico deve fazer pausas, escutar com atenção e mostrar proximidade. Por fim, vem a estratégia em que se visa fazer o plano para o futuro, sendo crucial que se discutam todas as opções de tratamento, o que dá sempre ao doente a sensação de que os seus desejos são ouvidos.

Baseado nesta informação Joaquim Reis, doutorado em Psicologia e professor de Psicologia da Saúde, desenvolveu, com a colaboração técnica de Luzia Travado, um DVD para os especialistas portugueses, designado «Aptidões de comunicação e de relação para profissionais de saúde».

2 comentários:

quarentaom disse...

APELO em divulgação na internet:

ÚTEROS ARTIFICIAIS: Uma Investigação Cientifica Prioritária


As Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de Assumir a sua História!!!

As Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de Assumir que a SOBREVIVÊNCIA não caiu do céu!!!
As Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de Assumir que a SOBREVIVÊNCIA só foi possível graças a um Largo Trabalho Sociológico...... nomeadamente, uma Boa Gestão dos Recursos Humanos...... nomeadamente, o facto de elas terem conseguido MOTIVAR os machos sexualmente mais fracos no sentido de eles se interessarem pela SOBREVIVÊNCIA da SUA Identidade!!!
Dito de outra forma, agora que possuem as 'costas quentes' - graças à existência de Armas de Alta Tecnologia - as Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas não podem... pura e simplesmente... deitar os machos sexualmente mais fracos... para o 'caixote do lixo' da sociedade!!!!!!......


Como seria de esperar, o FIM do Tabú-Sexo está a provocar o Declínio Acelerado de muitos Povos Tradicionalmente Monogâmicos...
Com o FIM do Tabú-Sexo veio a acontecer aquilo que seria exactamente de esperar: a percentagem de MACHOS SEM FILHOS disparou... e... exactamente como seria de esperar... os machos de maior sucesso passaram a ter filhos de sucessivos casamentos...


Com o fim do Tabú-Sexo também vieram a suceder os seguintes fenómenos:
-1- a proibição da Poligamia passou a ser uma coisa que JÁ NÃO FAZ SENTIDO; de facto, basta observar o seguinte: muitas fêmeas das Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas passaram a procurar machos de melhor qualidade... oriundos de Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas...
[ Nota: Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que têm filhos... ou seja... estas Sociedades procuram seleccionar e apurar a qualidade dos seus machos... ]
-2- muitos machos das Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas passaram a ir à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas... oriundas de outras Sociedades...
[ Nota: Aqueles machos ( dotados de Boa Saúde... ) que não estão interessados em seguir este caminho..., devem possuir o LEGÍTIMO Direito de ter acesso a Úteros Artificiais ]


Mais, a Prostituição deve ser uma actividade rigorosamente controlada pelo Estado... de forma a que:
-1- seja concedido às profissionais do sexo todas as condições consideradas necessárias...
-2- os lucros obtidos com a exploração da 'Prostituição de Luxo'... possam comparticipar uma 'Prostituição a Custos Controlados'... mais barata ( para os Machos Sexualmente Mais Fracos - rejeitados pelas Fêmeas ) ... e sem 'beliscar' a dignidade das profissionais do sexo.





ANEXO: A origem do TABÚ-SEXO

--- Nos tempos mais antigos... as mulheres teriam possuído toda a Liberdade e Independência.

--- Depois, mais tarde, pela necessidade de luta pela sobrevivência... ou ... pela ambição de ocupar e dominar novos territórios... alguém fez uma descoberta extraordinária: --> A REPRESSÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES!
--- A Repressão dos Direitos das Mulheres tinha como objectivo tratar as mulheres como uns meros 'úteros ambulantes'... para que... as sociedades ficassem dotadas duma VANTAGEM COMPETITIVA DEMOGRÁFICA!!!!!!
--- De facto, quando as guerras eram lutas 'corpo-a-corpo' o factor numérico ( número de combatentes disponíveis ) era de uma importância decisiva... visto que...esse factor era ( frequentemente ) determinante na decisão das Batalhas e das Guerras...

--- Depois, pela necessidade de luta pela sobrevivência... ou ... pela ambição de ocupar e dominar novos territórios... alguém fez uma nova descoberta extraordinária: --> O TABÚ-SEXO!
--- O Tabú-Sexo tinha como objectivo proporcionar uma melhor rentabilização dos Recursos Humanos da Sociedade!?!?!?!...
--- De facto, o Ser Humano não é nenhum Extraterrestre: tal como acontece com muitos outros animais mamíferos, duma maneira geral, as fêmeas humanas são 'particularmente sensíveis' para com os machos mais fortes...
--- Analisando o Tabú-Sexo:
- a sociedade dificultava o acesso das mulheres à independência económica;
- as mulheres que não casassem eram alvo de crítica social...
[ portanto... como é óbvio... as mulheres eram 'pressionadas' no sentido do Casamento ]
- não devia haver sexo antes do Casamento;
- as mulheres não deviam procurar obter prazer no sexo;
- as mulheres que se sentissem sexualmente insatisfeitas, não podiam falar nesse assunto a ninguém, pois o desempenho sexual dos machos não podia ser questionado;
- era proibido o divórcio;...
...........torna-se óbvio que o Verdadeiro Objectivo do Tabú-Sexo eram montar uma autêntica armadilha às fêmeas... de forma a que... estas fossem conduzidas a aceitar os machos sexualmente mais fracos!!!
--- Dito de outra forma, o VERDADEIRO OBJECTIVO do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos mais fracos!!!

--- Nota: Quando as guerras eram lutas ' corpo-a-corpo', para além do factor numérico ser de de muita importância... frequentemente... o que decidia as guerras era a MOTIVAÇÃO com que os combatentes ( os homens ) lutavam...
--- Concluindo, ao permitir que fosse realizada uma Boa Gestão dos Recursos Humanos da Sociedade... o Tabú-Sexo fez com que... as sociedades ficassem dotadas duma VANTAGEM COMPETITIVA!!!...

MAIS:
--- Quando as batalhas eram lutas corpo-a-corpo... essas batalhas seriam autênticas carnificinas... portanto... era necessário uma grande disciplina... para não existirem homens cada um a fugir para o seu lado...
--- Ora, os responsáveis militares, da altura, não andavam a dormir... e sabiam que para se construir um exército disciplinado era necessário realizar previamente um Largo Trabalho Sociológico de Longo Prazo... no sentido de formar 'Homens Rudes'...; portanto, não é de admirar que tenham surgido na sociedade ' frases-feitas ' do tipo:
- " um homem nunca chora ";
- " não és homem não és nada se... ";
- " a tropa foi feita para os homens ";
- etc...

Que eu me lembre... eis três casos curiosos:
-1- as mulheres tinham de ficar em casa a cuidar dos filhos ( ou seja, era necessário assegurar a Capacidade de Renovação Demográfica...) , caso contrário, o inimigo impunha uma Guerra de Desgaste Demográfico... e ao fim de uma geração ( sem Renovação Demográfica do ‘outro lado’... )... ganhava a guerra 'com uma perna às costas'.
-2- as viúvas não podiam voltar a casar... pois... não era nada benéfico para a moral dos combatentes... eles pensarem que... se eles viessem a morrer no campo de batalha... depois a mulher ia 'curtir' com outro...
-3- existia uma forte repressão sobre os homossexuais... visto que ... a Sociedade necessitava de 'Homens Rudes' para combater nas batalhas ( autênticas carnificinas de lutas corpo-a-corpo... ).

Sandra Feliciano disse...

Boa! Ora aí está uma boa notícia! (Refiro-me ao post, não ao comentário anterior)