sábado, fevereiro 21, 2009

A ERS Ao Lado dos Privados

A ERS (que nunca se pronunciou pela excelência das salas de parto das nossas ambulâncias, sem obstetras presentes ou assepsia mínima – aliás o trabalho é excelente porque não há nenhuma notícia de morte de recém-nascidos dos partos em ambulância!) fez um extraordinaário exercício de manipulação e de favorecimento dos hospitais privados.

De um e-mail enviado ao blog:

From: F

To: memai@sapo.pt

Sent: Friday, February 20, 2009

“Como é que é possivel impor condições aos Hospitais públicos e fechar os que não cumprem, mesmo sabendo o que aconteceu posteriormente, que foi o disparar dos partos em ambulâncias, e vir agora dizer que os privados tem condições de segurança? O que é isso de condições de segurança? O que são condições aceitáveis? Inventaram-se novos critérios? Por quem? A ERS já define critérios de qualidade clínica? Ou cumprem os critérios definidos pela Ordem como de qualidade ou então têm que encerrar as portas.

Onde estão os 1500 partos por ano? As equipas mínimas com obstetra e pediatra? As condições de bloco de partos e de neonatalogia?

A Ordem devia intervir de forma enérgica para contrariar este documento vergonhoso.

Sera que o facto do presidente do Colégio ser um eminente membro de uma privada tem a ver com esta inacção?”

A origem foi esta notícia do jornal Público:

Segurança em 70 por cento dos partos no privadoclip_image001

20.02.2009

Mais de 70 por cento dos partos praticados em unidades privadas cumprem todos os requisitos de qualidade e segurança, enquanto os restantes "têm condições aceitáveis", segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).


Avançando conclusões de um relatório que deverá ser publicado dentro de duas semanas, Eurico Castro Alves, do conselho directivo da ERS, disse ainda não ter sido encontrado qualquer caso que estivesse "abaixo dos mínimos".


A ERS fez uma avaliação das 25 unidades privadas registadas para fazerem partos nos últimos três anos, mas as percentagens reveladas dizem respeito "sobretudo ao ano de 2006, por comparação com 2005".


"São cerca de 11 mil partos, dos quais oito mil são praticados em instituições que cumprem todos os critérios de segurança e qualidade", resumiu o responsável, informando que as restantes "não têm é condições de excelência, ao não preencherem todos os requisitos".


A ministra da Saúde elogiou o aumento da qualidade dos partos nas instituições privadas, mas alertou que para se melhorar na saúde materna é preciso diminuir a taxa de nascimentos prematuros. Lusa

3 comentários:

Anónimo disse...

Oi MEMAI esta mensaguem tem alguns erros ortográficos "escelente" , "hospiatais", faltam acentos, não é por mal mas era só para alertar ...

Medico Explica disse...

Muito obrigado.

Corrigidos esses e outros...

memai

Anónimo disse...

Ora aqui está mais uma notícia muito bem encomendada pelos privados... era preciso vir assegurar a sua duvidosa qualidade... mas a ERS tratou disso, já podem continuar a facturar com autorização e recomendação das entidades reguladoras! Os critérios, alguém pergunta... esses ajustam-se!