sexta-feira, setembro 21, 2007

Dia 8 de Setembro: “Dia Internacional da Literacia”, Científica, Acrescento Eu!


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Padre Gama em Fátima


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Ajuda com os seus problemas

O padre "americano" que tira os demónios


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O padre “americano” que tira os demónios


Humberto Gama, 63 anos, nasceu em Mascarenhas, Mirandela. É um dos nove filhos de um guarda-rios, partiu aos 17 anos para a América, para cursar filosofia, onde esteve sete anos e de onde regressou para ser ordenado no Convento Mariano de Balsemão. Diz-se um padre de Deus e cidadão do mundo. Foi representante da União Europeia ao serviço de quem foi feito prisioneiro pelo "Sendero Luminoso", na América Latina. Assume com frontalidade que as correntes negativas do bem contra o mal se combatem com o exorcismo.
Amante de arte, em especial de pintura (a sua casa mais parece um museu). Amigo de Vieira de Silva, Maluda, Cargaleiro e Júlio Pomar, pessoas que, segundo diz, "têm um horizonte completamente diferente". Humberto Gama vê na política, um púlpito para fazer passar as suas mensagens.
Lamego Hoje - Quando está a fazer um exorcismo sente que esta é também uma forma de ajudar os seus paroquianos?
Padre Humberto Gama - Quando me formei, o bispo de Bragança sabia que a minha formatura tinha sido em psicologia. É muito difícil saber se a pessoa está possessa ou tem uma outra doença qualquer. Há coisas sobrenaturais no meio disto tudo. Existem pessoas que, só depois de irem ao médico ou aos psiquiatras, que lhe dizem - 'olhe vá ao padre, porque só ele é que lhe pode resolver isto'.
LH - Como é que uma pessoa como o padre Gama sabe se quem o procura está possesso, ou não?
PHG - Antes de chegar à ordenação sacerdotal, somos exorcistas. Um padre como é diácono também é exorcista. No entanto, depois de serem ordenados, nem todos podem ser exorcistas. Para tanto, em cada diocese, há um padre que recebe a indicação do bispo para esse efeito, situação que lhe dá outros poderes.
LH - Então, no caso da Diocese de Vila Real é o senhor o eleito? Qual foi o bispo que o nomeou?
PHG - Eu não estou debaixo da alçada de nenhum bispo. Eu sou padre de Deus. Existe um padre que o bispo usa, a seu belo prazer, para esse efeito. Eu quando fui ordenado sacerdote jurei por Deus. Os bispos passam e a igreja fica. Já conheci cinco bispos na minha Diocese e tantos outros em outras. Se um pobre padre dependesse de um bispo, quando morresse o padre e o bispo acabava tudo. Não pode ser.
LH - Disse-me que, há dias atrás fez um exorcismo, aqui próximo de sua casa. Quando saiu de casa foi vestido de padre, com todos os rituais?
PHG - É claro que, para se poder fazer as coisas com verdade temos de ser rigorosos. Mesmo quando faço exorcismo não deixo de ser padre e, quando saí de casa, sabia muito bem o que ia fazer e estava preparado para isso.
LH - Quando é que se apercebeu de que teria o dom de poder fazer exorcismos?
PHG - Eu fiz toda a minha formação na América e fui o primeiro padre português a ser ordenado no Mosteiro Mariano de Balsemão, em Macedo de Cavaleiros, na altura dirigido por padres Polacos. Está lá enterrado um padre, que era o exorcista e, quando ele morreu, o Bispo de Bragança falou comigo para saber se eu podia continuar aquele serviço. Passei a ser solicitado por pessoas que, de Lisboa ao Porto, passando pela zona centro do País, toda a gente me conhecia como o 'Padre Americano, que tirava os diabos'.
LH - Nós, leigos na matéria, ouvimos dizer que exorcizar não é tarefa fácil...
PHG - No principio, sempre que me apercebia da presença de alguém a procurar esse serviços eu fugia para casa dos meus pais, em Mascarenhas, Mirandela. Tenho de reconhecer que tinha medo. Tive experiências terríveis que, ainda hoje, estão na minha memória. O meu pai, perante factos a que assistiu quando as pessoas me procuravam, pediu-me para pedir transferência para Roma, para que desaparecesse a fama do Padre Gama, 'que tirava os diabos'.
LH - Recorda-se de algum caso especial em que tenha ajudado pessoas que procuravam os serviços nessa área e que estavam a sofrer?
PHG - Eu quando me chega uma pessoa doente, há uma coisa que me choca logo. Pode ser um gesto, um olhar, qualquer coisa de negativo que a pessoa trás que contacta comigo. Essas pessoas estão a sofrer e eu, pela graça de Deus, tenho uma força positiva, o que provoca desde logo um choque ou um combate entre o bem o mal.
LH - Mas, conte-me, que sintomas essas pessoas apresentam e como se combatem?
PHG - Tinha sido ordenado há pouco tempo. O Bispo de Bragança, D. Manuel de Jesus Pereira, mandou ao convento de Balsemão uma família de Leiria, com uma menina de seis anos amarrada pelas mãos e pelos pés, dentro de um furgão, para que 'se eu tivesse coragem' resolvesse este problema. Andava eu em cima de um tractor a lavrar no campo, quando os pais da menina, todos esmurrados das agressões da filha, que ninguém tinha conseguido segurar na noite anterior, chegaram junto de mim.
LH - Era assim um caso tão grave. É possível atingir essas proporções?
PHG - A menina estava possessa de um tio e do avô. Havia intercomunicações entre os espíritos, já que aquela criança nunca conheceu o avô. Vesti-me e apareci à família que me disse que 'tivesse cuidado' porque 'ela cospe, bate-lhe, ou mata--o já'. Mandei soltar a menina que, mal saiu da carrinha, me beijou a mão, perguntando-me - 'olá senhor padre, está bom?' - para estupefacção da família. Levei-a pela mão para a sacristia, porque o exorcismo faz-se frente-a-frente e ninguém pode assistir àquele acto.
LH - Não teve receio face às mudanças bruscas da menina que tinha batido nos pais e que agora, aparentemente, estava tão dócil?
PHG - Bem, eu considerava-me um homem de coragem. Levei-a para a sacristia para tentar perceber o que era aquilo. No entanto, naquela altura todo eu tremia. Só Deus sabe o que passei. A primeira coisa que eu disse à menina, pequenina, já na sacristia, foi: 'tu, se cuspires em mim ou me deres alguma canelada, como fazes aos teus pais, eu mato-te'. Ela olhou para mim e, antes de falar, senti que qualquer coisa que estava dentro dela até tremeu. - 'Não senhor, a si não lhe faço mal', disse--me.
LH - A onda negativa que tinha a menina possessa desapareceu, só com a presença de um padre que o ameaçou?
PHG - É evidente que não. O exorcismo exige que se faça um ritual de rezas - uma espécie de livro de S. Cipriano - e que demora cerca de quatro horas. Faz parte do exorcismo perguntar à pessoa como ela se chama. Fiz a pergunta em português, latim, francês, sem encontrar resposta. Eu falava bem Polaco (tinha sido ordenado por padres Marianos da Polónia) e disse-lhe em polaco: - porra, este diabo nem polaco sabe falar - ao que a menina me respondeu em polaco, deixando-me desconcertado. Uma criança que não sabia ler nem escrever, respondia-me em polaco. -'Eu depois já te conto', disse-me. Perguntei-lhe se vinha dos Santos, e a ladainha toda dos exorcismos, 'De onde é que vens, para onde é que vais, quem é que tu conheces?' (para além das coisas que eu não posso aqui divulgar). Ao sair do Mosteiro de Balsemão a menina virou-se para um padre polaco e disse-lhe - 'Você vai morrer' - E morreu mesmo, passado pouco tempo, quando caiu abaixo de um cavalo. Está lá enterrado no mosteiro.
LH - Disse-me que esta semana foi fazer um exorcismo aqui, próximo da sua casa, e não conseguiu retirar a onda negativa...
PHG - Estive a fazer uma reza numa casa, onde já tinham estado outros padres, que disseram aos da casa para me chamarem. Ao chegar ao local dei logo conta e disse. 'Isto está mau, tenho de cá voltar segunda vez'. É uma residência onde as coisas mais dispares acontecem e as pessoas que lá habitam têm problemas. Naquela casa existe uma mistura de factores. Há intervenção de Deus, do Diabo, e da pessoa Humana. Preciso de saber quem é quem no meio daquilo tudo para conseguir deslindar o problema.
LH - Não tem medo de ser perseguido por essas ondas do mal depois de os afastar das pessoas que eles têm possessas?
PHG - É claro que sim e já o fui muitas vezes. Eu pesava 85 quilos e passei para 65. Não foi por deixar de comer ou beber. Sou um homem muito religioso, talvez pouco católico, mas muito cristão. Se Cristo viesse a minha casa acho que nos tratávamos por tu. A imagem que eu tenho DELE, através do evangelho (que eu conheço de cabo a rabo) entrava aqui alguém que eu conhecia. O grande mal de muitos portugueses é que são bons católicos e péssimos cristãos.
LH - Disse-me que tinha de voltar àquela casa para completar o trabalho. Quando faz um exorcismo fica com a consciência de que a pessoa ficou completamente limpa?
PHG - O exorcismo é um trabalho de paciência. Vai-se cortando a corrente negativa, a pouco e pouco, se a nossa corrente for mais positiva, afasta-a. Tão simples como isto. Há o perigo do retrocesso que, geralmente não acontece. Vou ter de lá voltar a casa para me certificar se a corrente negativa foi embora, ou não, para ver como é que eu me sinto, porque eu sinto-o.
A pessoa que tem o problema até se pode sentir melhor, ou pior, mas eu é que o sinto. Eles são apenas o receptáculo daquela energia. Geralmente cai sobre a melhor pessoa da casa porque é a mais sensível. Como Santo Agostinho o definiu, o Diabo anda sempre por aí. Ele está, agora, aqui no meio de nós. o Bem e o Mal estão sempre juntos. O Bem pode estar a dormir, mas o Mal está sempre à espreita e, quando pode atacar, não perdoa.
LH - Defina-me em poucas palavras algo sobre o exorcismo que ainda não tenhamos falado...
PHG - Para se fazer esse serviço, tem de se estar em jejum e há casos que duram quatro e cinco horas. São poucos os padres que aceitam fazer isto porque se sofre muito. Às vezes, quando me procuram, digo que o bispo me proibiu de o fazer (não proibiu nada, nem eu aceitava tal proibição). Sempre que posso evito fazer porque sei que vou ter consequências, mas acho que o padre deveria estar sempre aberto a ajudar porque essas pessoas são exploradas por curandeiros, bruxos, psiquiatras, e não chegam a parte nenhuma. Quando o mal é este, tem de ser resolvido desta forma.
Eu não sou nada, nem ninguém. Agora o poder daquele gesto (sinal da cruz), que me foi transmitido quando fui ordenado padre, poder que eu também não diz qual é. Só que, depois de fazer o exorcismo, quando faço o sinal, a pessoa olha para mim e está com os olhos diferentes. Eu não fiz nada à pessoa, foi aquele gesto. Quem souber que explique, a mim também, onde está o poder.
LH - Quanto leva por fazer um trabalho destes?
PHG - Não levo dinheiro pela prática do exorcismo. Quando se mistura dinheiro com religião as coisas estão mal. Hoje um padre, se quiser, é o homem que mais dinheiro pode ganhar, em pouco tempo, mas se for um padre de Deus tal não acontece. Eu vou dizer uma missa pela alma de uma pessoa e pagam-me. Hoje é usual os padres dizerem a mesma missa pela alma de quarenta ou cinquenta pessoas (que ele inumera durante a celebração). Multiplique isso pelo preço de uma missa e veja quanto dá. Já me aconteceu recusar e quando teimam digo-lhes - deitem na caixa das almas, que é para a igreja. Ninguém o faz, porque gostam de o dar ao padre, olhos nos olhos, porque sabem que foi ele que lhe fez o serviço.


Luís C. Ribeiro"

sábado, setembro 01, 2007

O Jornalismo Dos Ratos Ou O Jornalismo Ansiogénico!

Esta página da Internet tem a sua origem no Correio da Manhã, distribuída por Destakes através de RSS do Mozilla Firefox.

Agradeço que leiam a notícia e depois os títulos das "notícias relacionadas".

Que contradição! Que maldade!

Porquê insistir sempre na "estratégia da tensão"?

Os jornalistas são os principais causadores da ansiedade e depressão que se verifica nas consultas em Portugal. São notícias ansiogénicas.

Amanhã estarão os mesmos jornalistas a noticiar que os médicos estão a prescrever ansiolíticos e antidepressivos em excesso.

Pudera.

Até eu já os tomo!

Não vá amanhã abrir a porta de casa e entrarem-me pela casa adentro milhões de ratos…

E assim se vendem notícias e os jornais vão lucrando e os jornalistas com péssimos salários.

2007-09-01 - 00:00:00
Ameaça: Autoridades dizem que praga não chega a Portugal
Douro trava ratos





A subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, declarou ao CM que as autoridades nacionais estão atentas e a acompanhar o problema que se passa no outro lado da fronteira: "Não há nenhuma previsão de que a praga de ratos que está a afectar os campos agrícolas espanhóis chegue a Portugal. Em todo o caso, as autoridades de saúde e veterinárias portuguesas, bem como o governador civil de Bragança, estão a acompanhar a par e passo a situação."

Aquela responsável sublinha que neste momento não existe risco para a saúde pública da população nacional, pelo que não estão a ser tomadas medidas preventivas. Se vier a ocorrer a invasão de roedores, então serão tomadas basicamente duas linhas de acção.
Em primeiro lugar, a eliminação dos roedores, que pode implicar a contratação de empresas especializadas, e, em segundo, o reforço de medidas de higiene. Isso passa pelo uso de botas e por evitar o contacto da pele e das mucosas com água contaminada.

Perante o cenário da invasão, a água da rede pública dos fontanários não estaria em risco de contaminação, uma vez que, sublinha Graça Freitas, às "águas que abastecem os fontanários não são superficiais".

Entretanto, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, afirmou que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) está a monitorizar a situação. "Não é certo que essa praga chegue a Portugal. Dizem-me que há uma barreira natural, que é o rio Douro", acrescentou.
Nunes Correia pensa que a palavra "alarmante" é excessiva para classificar o que se passa em Espanha, mas que "é suficiente para acompanharmos a situação com atenção".

O governador civil de Bragança, Jorge Gomes, disse não haver perigo para Trás-os-Montes. "Estamos com tranquilidade e em contacto com as autoridades espanholas."

A praga de roedores já destruiu as culturas de 621 municípios espanhóis e se estima-se que envolva entre 400 a 750 milhões de ratos.

Cristin Serra








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sexta-feira, agosto 31, 2007

O Custo De Um Valor Sem Preço!

De um visitante raro:


"Caro MEMAI

O Custo De Um Valor Sem Preço!

O JN titula na primeira página de hoje: "Hospitais dão prejuízo de 128 milhões de euros". Os subtítulos que chamam para o interior do jornal dizem: " Das 35 unidades com gestão empresarializada só oito tiveram resultados positivos" e "Aumento muito curto das receitas não chegou para compensar redução de custos". O título da página 5 é: "Hospitais EPE com resultado mais negativo que o previsto ".

Qualquer leitor pensará: O JN acha que os Hospitais não deviam dar prejuízo, que as unidades deviam dar resultados positivos e gerar mais receitas.

Será pedir muito que um jornalista dê a entender, com o mesmo realce com que faz estes títulos, que o custo de ter hospitais não é um prejuízo mas uma despesa do Estado e que é para esse tipo de despesas que pagamos os impostos?

Curiosamente, ou talvez não, a "Figura do dia" é Correia de Campos e o comentário do jornalista Paulo Martins acusa o Governo de a aposta dos Hospitais EPE assentar apenas em critérios economicistas. Ou seja, o Governo só quer resultados de económicos e não os consegue ter.

Será ser ingénuo pensar que um Governo, qualquer que seja, tem de reduzir despesas desnecessárias mas sempre terá "prejuízos" na Saúde?

Será isento o jornalista que chama a atenção para os custos e, ao mesmo tempo, em letras pequeninas, diz que o prejuízo foi este ano reduzido em 57%?

Será que se os Hospitais não tivessem passado a ser entidades que se regem por critérios empresariais, permanecendo na posse do Estado, se tinha conseguido essa redução?

Um visitante raro"

sexta-feira, agosto 24, 2007

Se Este Post Tivesse Título Não Seria Politicamente Correcto!

Segundo a OMS, no Público, por Eduarda Ferreira:


"Mais doenças surgem a cada ano no Mundo


A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou na noite de ontem o seu relatório anual e um apelo aos seus 193 Estados membros para que cooperem na redução dos riscos sanitários que ameaçam a Humanidade no século XXI. Esta agência das Nações Unidas considera que o Mundo está mais vulnerável, devido, nomeadamente, à grande mobilidade das populações.


Os novos riscos sanitários assinalados pela OMS incluem as epidemias transmitidas por vírus, alguns deles só recentemente identificados. Desde 1967, surgiram 39 agentes patogénicos, como o da sida e das febres hemorrágicas de ébola e de Marburgo. Sobre último investigadores da própria OMS e de alguns centros de doenças infectocontagiosas comunicaram há dias que a origem se situa num morcego da fruta com habitat no Uganda.


No relatório "Um Futuro Mais Seguro", a OMS indica os maiores riscos para os anos que aí vêm além de epidemias, acidentes industriais, desastres naturais e outras emergências. Acidentes ou ataques químicos, biológicos ou nucleares são listados entre os perigos, onde se inclui também a mudança climática. No que respeita às doenças infecciosas, a OMS lembra que a sua propagação rápida pode tornar global a ameaça, uma vez que os contactos são facilitados em horas entre regiões muito distantes. Por ano, cerca de dois mil milhões de pessoas viajam de avião.

Por outro lado, novas doenças podem continuar a emergir, dado que os microorganismos evoluem e as pessoas desenvolvem resistência aos antibióticos. Para tudo isto, A OMS afirma só haver algum remédio no empenho dos países em lutar contra a doença e no favorecimento de condições sanitárias às populações. A saúde para todos, defende a mesma organização, implica uma partilha do conhecimento, tecnologias e produtos, incluindo vírus e outras amostras laboratoriais necessárias à segurança global. A OMS alerta para que todo o esforço pode ser em vão, se as vacinas, tratamentos e meios de diagnóstico só forem acessíveis aos ricos.


Neste relatório é sublinhada a necessidade de todos os países se dotarem de eficazes sistemas de alerta e vigilância sanitária e de estabelecerem entre si comunicação sobre eventuais surtos de doença transmissível. Um novo Regulamento Internacional de Saúde, contemplando esta matéria, vigora há dois meses."

quarta-feira, agosto 22, 2007

Exemplar!

A frase é retirada dum post deste blogue - Timor Lorosae Nação. Mas refere-se a outro post de um outro blogue e assinado por Ângela Carrascalão.

Mas o verdadeiro autor da frase é o Povo de Timor!

"Nós, povo kiik, já abrimos os olhos; lutámos pela independência e essa já a conseguimos. Agora, a luta é pelas cadeiras. Os líderes querem cadeiras. Então eles que lutem por elas!

Três Médicos Da CUF Infante Santo Alvo De Processos Disciplinares.

E foi a Ordem, a tal corporativa para muitos, a instaurar o processo por queixa de uma jornalista.

"O Conselho Disciplinar Regional do Sul da Ordem dos Médicos instaurou processos disciplinares a três médicos do Hospital da CUF Infante Santo, em Lisboa, na sequência de uma queixa de negligência médica apresentada por uma jornalista, por os clínicos não terem diagnosticado devidamente um enfarte do miocárdio à sua mãe, que faleceu um mês depois."


In "Tribuna Médica" de 21 de Agosto.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Pêlos Públicos!?

De certeza que se trata de uma gralha ou de falha de revisão, mas que tem piada tem, trocar os pêlos púbicos pelos públicos. E não foi no jornal Público mas no Diário de Notícias de 16 de Agosto de 2007.


Era um artigo sobre os partos naturais nos hospitais públicos e referiam que as cesarianas tiveram "até uma diminuição de 32 para 29,6 %".

Na véspera outro jornal referia que as cesarianas nos hospitais privados continuavam a crescer


"No Hospital S. João, por exemplo, os procedimentos de rotina para os partos de baixo risco estão a ser alterados. À entrada, explica a enfermeira-parteira Elisa Santos, a mulher não é imediatamente colocada a soro. Já não há rapagem dos pêlos públicos e, se quiser, a parturiente pode caminhar pelo corredor do bloco durante o trabalho de parto. A episiotomia - corte do períneo para facilitar a saída do bebé - já só é feita quando necessária e não por prevenção em todos os casos. A política hospitalar prima ainda pela redução dos toques vaginais (usados para avaliação do progresso do trabalho de parto) e há também uma adopção de protocolo que quer diminuir o número de cesarianas realizadas."


Assina: Elsa Costa e Silva

quarta-feira, agosto 15, 2007

Viva A Inspecção Geral de Saúde! Viva A Jornalista Joana Ferreira da Costa!

E digo "viva" porque estamos no Verão, é dia abençoado e os médicos e todos os intervenientes na cadeia de uma emergência e da saúde em geral devem ficar satisfeitos com os resultados positivos de inquéritos a uma das actividades mais vigiadas do país.

Não é cunha à ex-IGS porque sou anónimo e ninguém me conhece (?!) e muito menos à jornalista que também não conheço.

Em relação aos inspectores da ex-IGS dos que conheço tenho boa opinião, na isenção e na tentativa de fazerem um trabalho de investigação exaustivo, quer nas suas auditorias, quer em relação aos inquéritos.

O "viva" para a jornalista deve-se ao facto de fazer uma notícia sem provocações subliminares anti-médico como é habitual nos media actuais.


Julgam eles, os media, que conseguem denegrir a imagem positiva da profissão, mas enganam-se como mostra o recente inquérito europeu, onde se demonstra que as campanhas anti-médico atingiram apenas os próprios médicos e não a população em geral, originando nesta camada profissional um efeito de ricochete na imagem dos jornalistas na classe médica e nos outros profissionais da saúde, por vezes com algum exagero, como eu por vezes demonstro.


"Inspecção diz que mulher que morreu na ambulância dos bombeiros em Vendas Novas foi bem assistida


A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) concluiu que não houve falhas na polémica assistência a uma mulher de Vendas Novas, que morreu na ambulância dos bombeiros a caminho do Hospital de Évora. Defende ainda que o fecho nocturno do atendimento permamente (SAP) no centro de saúde da localidade "não teve influência na assistência prestada, nem no desfecho".
Nas conclusões da investigação ao caso - pedida pelo ministro da Saúde, Correia de Campos - a IGAS afirma que os bombeiros voluntários de Vendas Novas chegaram junto da doente dez minutos depois do alerta de emergência . A mulher de 51 anos, com antecedentes de problemas vasculares, "estaria em paragem cardio-respiratória" e foi transportada "sem perda de tempo" para o hospital, lê-se no comunicado de imprensa enviado pelo gabinete de Correia de Campos.

A essa hora, pouco antes das dez da manhã, o centro de saúde estava já a funcionar em pleno, mas as orientações dos serviços do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) do encaminhamento da doente para a unidade de Évora foram as correctas. A ambulância dos bombeiros era a única disponível, já que a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Évora "estava a assistir um doente com enfarte e edema pulmonar agudo".
"Ainda que o SAP de Vendas Novas se encontrasse aberto 24 horas por dia, dada a situação clínica da doente, que corresponde a uma emergência, seria altamente improvável a sua sobrevivência [numa unidade deste tipo]", acrescenta. A IGAS conclui que não encontrou "qualquer comportamento infractório, ou menos correcto" na "actuação de todos os envolvidos na assistência à vítima", pelo que decidiu arquivar o processo.

A morte da doente de Vendas Novas causou uma enorme controvérsia, por ter ocorrido menos de um mês após o ministro ter posto fim ao atendimento nocturno no centro de saúde.
O presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, José Figueira, acusou mesmo o ministro de ser responsável pelo desfecho trágico, por ter desrespeitado a ordem do Tribunal Administrativo de Beja, na sequência de uma providência cautelar interposta pela câmara para travar o fecho do SAP. "

in Publico, 15-08-2007.


segunda-feira, agosto 13, 2007

Afinal Em Que Ficamos: Há Ou Não Há?

A notícia é do Correio da Manhã de 19 de Julho de 2007 e confirma aquilo que já se disse neste blogue.

Interessante, pois não ouvi nada na comunicação audiovisual. Opções!

Em conclusão: em Portugal não médicos a mais para a nossa população.

Começam é a haver faculdades a mais…

"Portugal supera Reino Unido

Médicos acima da média em Portugal


O número de médicos por mil habitantes (3,4) é superior à média dos países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (3.0). De acordo com um relatório ontem divulgado, o País supera o Reino Unido (2,4) ou o Japão (2.0).

Quanto às remunerações, o mesmo relatório refere que os médicos especialistas portugueses recebem mais do que os da Suécia ou os da Noruega."

O Publico também "postou" nesse mesmo dia, por Alexandra Campos:

"Portugal dispõe de mais médicos do que a média dos países da OCDE.

O número de médicos aumentou substancialmente nos últimos 15 anos e Portugal não é excepção.

Segundo um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) ontem divulgado, em 2005 havia 3,4 médicos por cada mil habitantes em Portugal, o que nos colocava ao nível de países como a França e a Alemanha e acima da média da organização (3 clínicos por mil habitantes).

A OCDE ressalva, porém, que os dados portugueses se referem ao total de clínicos inscritos na respectiva ordem profissional, não referindo os que se encontram efectivamente em actividade, ao contrário do que acontece com outros países. A profissão médica é "uma indústria em crescimento", nota a organização em comunicado, lembrando que, nos últimos 15 anos, o acréscimo foi da ordem dos 35 por cento e que hoje estão no activo cerca de 2,8 milhões de clínicos. Na maior parte dos países, este aumento deveu-se sobretudo ao crescente número de especialistas - o acréscimo registado entre os clínicos com especialidades foi de 50 por cento contra um aumento de apenas 20 por cento dos chamados generalistas.

À semelhança do que vinha acontecendo em anos anteriores, em 2005 Portugal o peso das despesas com a saúde aumentou, passando para 10.2 por cento do PIB (Produto Interno Bruto), acima da média da OCDE (9 por cento). Um em cada quatro países da OCDE gastam agora mais do que 10 por cento do seu PIB com a saúde, nota a organização. Os dados indicam que, entre 1990 e 2005, em Portugal as despesas com a saúde quase duplicaram, passando de 5,9 para 10.2 por cento do PIB. Na OCDE, em média, o crescimento foi bem menor, de 6.9 (em 1990) para 9 por cento do PIB (em 2005).

Uma explicação para este fenómeno é a de que o PIB português não tem crescido ao mesmo ritmo do dos outros países. De facto, os gastos em saúde per capita, no ano de 2005, colocavam Portugal nos últimos lugares da tabela (2033 dólares), bem abaixo da média da OCDE (2759 dólares)."

domingo, agosto 12, 2007

Promiscuidade crescente!


 

Esta notícia tem um mês, foi publicada num jornal regional, As Beiras em 03 de Julho de 2007 e mostra a promiscuidade (que já existe!) entre associações científicas, médicas e não médicas, de profissionais, de doentes, etc. e a indústria farmacêutica.


 

É apenas um pequeno exemplo, mas dá para pensar.


 


 

"Rastreios gratuitos aos pés

A Associação Portuguesa de Podologia, em parceria com o Lamisil 1, promove rastreios gratuitos aos pés, no dia 5 de Julho, das 11H00 às 17H00, na Farmácia S. José e na Farmácia Estádio, em Coimbra, com os objectivos de sensibilizar os portugueses para a saúde dos pés e fazer o despiste precoce das doenças podológicas, como o pé-de-atleta que afecta mais de dois milhões de portugueses.
Para prevenir as doenças dos pés o podologista, Manuel Azevedo Portela, presidente da Associação Portuguesa de Podologia, recomenda que se deve secar sempre bem os pés, especialmente entre os dedos, trocar de calçado diariamente, não andar descalço em locais públicos, usar meias de fibras naturais, como seda ou algodão, manter os pés limpos, usar chinelos em instalações públicas como piscinas e balneários e, fundamentalmente, examinar regularmente os pés.
As acções vão decorrer na Farmácia S. José, na Alameda Calouste Gulbenkian e na Farmácia Estádio, na Rua D. João III."

domingo, julho 29, 2007

Assim Continua O Nosso Jornalismo!

A jornalista Cristina Meireles, de Vila Real vai receber o próximo prémio Pulitzer.

Para além de inventar uma nova doença - insuficiência cardíaca digestiva, acrescenta uns detalhes verdadeiramente interessantes para compreender a notícia e afirmações erradas.

Aconteceu no Correio da Manhã de 25-07-2007 e foi assim contado:

“Régua: Homem de 58 anos falece nas urgências
Morreu à espera do médico

Cristina Meireles

Angelina Pinto não se conforma com a forma como o seu marido, Jorge Pinto, foi atendido no Hospital D. Luís, em Peso da Régua

"Se o médico não estivesse a dormir o meu homem poderia estar vivo!” É o desabafo de revolta e dor de Angelina Pinto, 49 anos, mulher de Jorge Monteiro Ferreira Pinto, de 58 anos, que faleceu ontem, às 06h40, nos serviços de urgência do Hospital D. Luís, em Peso da Régua.

A viúva não se conforma com o que ocorreu desde que o marido, “com dores no peito e falta de ar”, saiu, por volta das 04h45, do lugar da Fronteira, em Fontes, concelho de Santa Marta de Penaguião, numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Fontes. Inconsolável, aponta o dedo ao Hospital da Régua. “Fui chamar os bombeiros e eles vieram logo. Cheguei ao hospital, estava lá uma enfermeira que o atendeu e foi para dentro. Mas do médico nem vê-lo. Fiquei aflita porque o meu marido sofre do coração e avisei: ‘Ele acaba aqui.’ Disse várias vezes que lhe faltava ar e que ia morrer.”
Revoltada, Angelina Pinto diz que o funcionário “que estava a preencher as fichas” lhe disse que “na altura o médico estava a dormir”. “Só passados mais de vinte minutos é que apareceu. Apeteceu-me partir a porta, pois acredito que se ele chegasse mais cedo o meu homem ainda hoje estava vivo. Depois disseram-me que já tinha morrido, numa altura em que a viatura de emergência do INEM ainda estava a chegar.” Segundo a viúva, “o médico era um espanhol que costuma lá estar”.

Em Fontes o falecido era bem conhecido. Um seu amigo, António Hortas, disse ao CM que o avisara “para não fazer grandes esforços” devido à sua doença. “Já tinha tido vários problemas com o coração, mas teimava em andar sempre a mexer na vinha.” O corpo chegou à capela de Fontes por volta das 10h00. “Eu só queria que me ajudassem quando ele entrou. Enquanto o médico não veio, piorou. O meu Jorge morreu por falta de médico”, repetiu então Angelina.
BOMBEIROS CONFIRMAM ATRASO

O alegado atraso do médico de serviço na altura em que Jorge Pinto entrou nas urgências do Hospital D. Luís não teve confirmação oficial. No entanto, uma fonte próxima dos Bombeiros Voluntários de Fontes confirmou que o clínico demorou algum tempo a aparecer e que a vítima foi assistida a nível respiratório ao longo de toda a viagem, entrando ainda consciente e a falar nas urgências.
O Gabinete de Utentes do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes, com sede em Vila Real, estrutura que a nível hierárquico gere administrativamente a unidade hospitalar de Peso da Régua, “mostrou disponibilidade para avaliar a situação com a família de Jorge Monteiro Ferreira Pinto e, caso se justifique, avançar com um processo de averiguações sobre o caso”·
O certificado de óbito, emitido ontem, é bem claro: o falecido foi vítima de edema agudo do pulmão e de insuficiência cardíaca digestiva. A hipótese de a família apresentar uma queixa junto do Hospital da Régua, ao que o CM apurou junto de Angelina Pinto, é improvável. “Como é que eu vou andar com isto para a frente? Já morreu... mas é uma vergonha o que aconteceu. O Governo deveria pôr mais médicos nos hospitais”, disse a viúva.
DETALHES

DRAMA FAMILIAR

O funeral foi marcado pela forte emoção dos presentes. Viúva, filha, genro e outros familiares de Jorge Pinto não conseguiram evitar uma enorme consternação no momento da chegada da urna à mortuária de Fontes, trazida por um armador de Santa Marta de Penaguião. O momento da abertura da urna foi dramático, com Angelina Pinto a gritar de dor e revolta pelo que aconteceu ao marido.

A 12 QUILÓMETROS

Fontes, uma freguesia de Santa Marta de Penaguião, está situada no sopé da Serra do Marão. Até ao Hospital D. Luís, na Régua, há que percorrer uma distância de 12 quilómetros.

FILHO DA TERRA

Jorge Pinto era uma pessoa querida junto da população de Fontes. Os amigos já há muito que o alertavam para a necessidade de não esforçar o coração, devido aos problemas que tinha.

SAIBA MAIS

12 foram os quilómetros que a ambulância que transportou Jorge Pinto teve de percorrer, através de estradas sinuosas, até conseguir chegar ao Hospital da Régua.

1836 é o ano em que foi reconhecido o concelho da Régua. No entanto, referências a locais que hoje constituem esse município remontam ao foral manuelino de Penaguião de 1514.

EM RISCO

A Urgência do Hospital D. Luís é uma das que poderá ser encerrada pelo Ministério da Saúde. Nos últimos anos a unidade hospitalar, outrora uma das principais do Norte, tem perdido valências.

SERRANOS

Fontes é uma freguesia do concelho de Santa Marta de Penaguião e está situada quase no sopé da serra do Marão.

Cristina Meireles, Vila Real"

l


terça-feira, julho 17, 2007

Utente Ameaça Publicamente Morder No Médico.

Publicado no Diário de Viseu de 17/07/2007


Manuel Santos Murtinheira, de 44 anos, natural e residente de Abravezes, na sequência de um acidente de viação em 2003, teve uma fractura tripla no braço esquerdo. Como resultado do sinistro, foi-lhe colocada uma placa de osteossintese (metal) nesse membro.


Blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, ...


"Ferida cirúrgica
com infecção


"O osso ficou à mostra e não colou pele com pele", indicou Manuel Murtinheira, que depois do episódio, em Vila Real, foi submetido a uma nova cirurgia para remover "os bordos, sendo feita uma nova sutura com linha nylon".
"Estou a correr riscos de possíveis infecções por estar tanto tempo sem cicatrizar", afirmou, realçando que já procede à toma de antibióticos há mais de três semanas. "A minha filha está a estudar veterinária e já me disse que nem aos animais se faz isto, porque se os magoam, eles mordem", concluiu."

"Poeiras prejudiciais


Manuel Murtinheira tem uma empresa de comércio de montagem de estores e não tem funcionários. "Corro o risco de não trabalhar até meados de Agosto e as poeiras que os estores levantam podem ser muito prejudiciais para a cicatrização", vincou.
[baixa fraudulenta]


Referiu ainda que a situação que se assiste em "Vila Real é carne para canhão", indicando mesmo ao Diário de Viseu que vai "partir para a via judicial" contra o médico que o operou naquela unidade."

domingo, julho 15, 2007

Os Números Verdadeiros das Eleições Em Lisboa.

57 907 lisboetas que correspondem a 11% votaram no Partido Socialista Mas refere a maior vitória de sempre e que vai lavar tudo.

32 734 lisboetas que correspondem a 6% votaram no Carmona Rodrigues. Diz que ficou à frente do partido-mãe.

30 855 lisboetas que correspondem a 5,9% votaram no Partido Social Democrata. Diz que perdeu.

20 006 lisboetas que correspondem a 3,8% votaram na Helena Roseta. Diz que ganhou. Se eu tivesse votado, seria a minha escolha.

18 681 lisboetas que correspondem a 3,6% votaram na CDU. E como sempre refere uma esmagadora vitória dos trabalhadores.

13 348 lisboetas que correspondem a 2,5% votaram no Bloco de Esquerda. E portanto o Manel lá continua.

7 258 lisboetas que correspondem a 1,4% votaram no CDS. E novas convulsões no partido-táxi que passará a partido-tandem.

3 122 lisboetas que correspondem a 0,6% votaram no MRPP. Os do costume.

1 501 lisboetas que correspondem a 0,3% votaram no Partido Nacional Renovador. Ainda bem!

1 187 lisboetas que correspondem a 0,2% votaram no Partido da Nova Democracia. Outro Manel que parece que não faz falta.

1 052 lisboetas que correspondem a 0,2% votaram no Partido da Terra. Mas há mais defensores da Terra, como eu.

745 lisboetas que correspondem a 0,1 % votaram no fadista do Partido Popular Monárquico. Três sabemos quem são.


Isto é:



Só 25,7% dos lisboetas maiores de 18 anos votaram nos partidos.


75% dos lisboetas não seguem os partidos.


Para reflectir…

sábado, julho 14, 2007

Cortesia!

Depois de tanta desumanidade ainda há quem se insurja contra a distribuição de normas sobre cortesia e boas práticas aos profissionais de saúde, incluindo médicos. Foi na ARS do Norte.

Pode-se compreender algum exagero. E até se pode afirmar que muito da falta de humanidade se deve às condições de trabalho, das infraestruturas e da própria quantidade de trabalho.

Mas, estes casos são paradigmáticos de um país sem norte e de um ministro que quer revolucionar tudo à pressa criando redes sobre redes sem qualquer sentido de globalização e e integração.

Bem haja a ARS do Norte e as suas normas de cortesia.

Humanismo Negligenciado II

Desta feita é o Correio da Manhã de 14/07/07 que denuncia, pela pena de Cátia Vicente um caso de falta de humanidade de médicos/hospitais, neste caso de directores de serviço, uma casta geralmente intragável e muitas vezes vitalícia.

Castelo Branco : Guerras internas na origem do caso
Criança fez 200 km para pôr gesso

Uma criança de 12 anos portadora de doença rara partiu uma perna durante um exercício de fisioterapia no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, mas teve de deslocar-se mais de 200 quilómetros para pôr gesso.

A mãe do menino, Zulmira Antunes, está revoltada e atribui responsabilidades a “guerras entre o Serviço de Ortopedia e o director clínico”.

Ricardo Antunes sofre de síndrome de Lowe – doença genética que se transmite de mães para filhos rapazes – e tem os ossos muito frágeis. Na quarta-feira, às 15h30, partiu uma perna durante uma sessão de fisioterapia.

Hora e meia depois, “o ortopedista que o viu disse ao director clínico que precisava de alguém que o ajudasse a pôr gesso”, conta a mãe. A resposta chegou às 20h00 e foi a menos esperada. “Mandaram-nos para Coimbra para pôr um bocado de gesso”, revelou Zulmira Antunes.

Já passava das 00h30 quando Ricardo e a mãe chegaram de ambulância ao Hospital Pediátrico de Coimbra. Durante o tempo de espera, a criança – que devido à doença tem problemas renais, dificuldades motoras e cataratas – esteve sem comer, o que deixou a mãe ainda mais indignada. “Será que não têm ninguém dentro do hospital que ajude o ortopedista a pôr gesso?”, questiona.

Zulmira Antunes disse ao CM que “o ortopedista que viu o Ricardo queria tratá-lo mas não teve autorização superior nem uma pessoa para o ajudar”, por isso “fez uma tala improvisada”, para que o transporte fosse menos doloroso.

João Frederico, director clínico do Hospital Amato Lusitano, diz que “é público que tem havido uma situação de divergência entre o Serviço de Ortopedia e a administração” mas afirma que “na ficha clínica do doente em causa apenas é referido que este precisava de uma intervenção e que o colega (ortopedista) não a podia fazer sozinho, pelo que foi solicitado ao Hospital Pediátrico de Coimbra se podia receber o doente”.

Os conflitos no Hospital de Castelo Branco já levaram à demissão do director do Serviço de Ortopedia, função agora ocupada por João Frederico. O médico exerce ainda os cargos de director clínico e da Unidade de Cuidados Intensivos.

Há dois anos, Ricardo tinha partido uma perna no hospital mas “fizeram-lhe logo um raio-X e puseram- -lhe gesso”, conta a mãe, afirmando que “isto só acontece agora porque andam zangados uns com os outros, mas os doentes não têm culpa e não podem ser prejudicados”.

A criança ainda está internada no Hospital Pediátrico de Coimbra, onde vai ser sujeita a uma intervenção cirúrgica às pernas, intervenção essa que já estava prevista há algum tempo."


Humanismo Negligenciado!

No Jornal de Notícias de 13/07/07, por Jesus Zing.

Falta de humanismo?

Uma certa forma de racismo?

Não sei que diga, mas que é crime, é.

E praticado por colegas meus...

"De hospital em hospital com fractura exposta

Um homem, de 33 anos, andou seis horas com uma fractura exposta do úmero e cotovelo entre os serviços de Urgência dos Hospitais Infante D. Pedro de Aveiro e da Universidade de Coimbra, sem que alguém o tivesse assistido.

O insólito aconteceu em finais do passado mês de Maio, quando D. Kredo, um cidadão do país do leste europeu, residente em Aveiro, deu entrada no serviço de Urgência do Infante D. Pedro, pouco depois das 23 horas, vítima de um acidente de viação.

O ferido recebeu os primeiros tratamentos por uma equipa médica ortopedista contratada pelo hospital de Aveiro para suprir a falta de ortopedistas daquela unidade hospitalar na Urgência, tendo sido enviada para o Hospital da Universidade de Coimbra (HUC) a fim de ser tratado por uma equipa de Cirurgia Plástica.

O doente chegou a Coimbra pouco depois das duas horas da madrugada e acabou por ser devolvido a Aveiro, onde deu entrada pelas 5.30 horas, sem que tivesse sido observado pelos cirurgiões plásticos. Segundo apurou o JN, os ortopedistas de serviço na Urgência em Coimbra recusaram o internamento do sinistrado, considerando que "não se justificava", na altura, a intervenção dos colegas de cirurgia plástica, serviço que, aliás, a partir da meia noite, não funciona na Urgência dos HUC.

O doente acabou na sala de operações do hospital de Aveiro, dez horas depois de ter dado entrada na Urgência, a fim de ser tratado pela equipa médica do quadro do hospital aveirense. Este facto, sabe o JN, levou a directora clínica, Lurdes Sá, a encarar a possibilidade de prescindir dos dois médicos contratados à Helped, Prestação de Serviços de Saúde, que ordenaram o envio do sinistrado para Coimbra. O JN tentou falar com Lurdes Sá, mas a directora clínica recusou prestar declarações.

Recorde-se que o serviço de Urgência do Hospital de Aveiro, em alguns dias da semana, é assegurado por equipas de médicos estranhos ao serviço do hospital de Aveiro, um facto que tem provocado mau estar na Ortopedia. A diminuição da qualidade do serviço prestado e o aumento da lista de espera levaram a que o director do serviço, António Meireles se tivesse demitido. Mesmo a substituição pelo ortopedista Costa Martins não foi bem aceite, o que levou a que a directora clínica Lurdes Sá assumisse a direcção da Ortopedia."

quinta-feira, julho 12, 2007

A Demagogia De Fernando Madrinha

Como a maior parte dos jornalistas (os tais que tinham, têm?) uma segurança social de luxo, com baixas também, escreve uma crónica no mínimo demagógica.

Por um lado critica "os médicos" presumo que os 40 mil por fraudulentarem as baixas. Isto é: o médico, sentado na sua secretária, convoca o doente e propõe-lhe uma baixa. Será assim, presumo: oh senhor Manel, vai uma baixinha? Vá lá, aceite qué de borla e ainda lhe pagam por cima!

E o senhor Manel vai para casa pensar, conversa com a esposa e regressa, dizendo: Oh senhor doutor, eu só aceito a sua baixa se puder continuar a trabalhar, pode ser?

Claro que pode. Quem vai verificar isso são os fiscais. E como sabe nós não somos fiscais, embora haja um jornalista de referência que pensa que sim...

Por outro lado critica "os médicos" presumo que os 40 mil por actos inversos aos primeiros: não dão baixas a quem delas precisa.

Será assim, por exemplo: o senhor X é pianista na função pública, tem um acidente e ficam sem os 10 dedos, vai a uma junta médica e pimba, dizem-lhe os malandros dos médicos: não tens dedos, toca com o nariz. Só quando ficares sem o narizito é que te consideramos incapaz...

Nota para que não me acusem de corporativista:

Há médicos maus? Há sim senhor. Há médicos corruptos? Há sim senhor. Assim como em todas as profissões. Veja-se na PJ. Alguém leu "toda a judite é corrupta?" Claro que não, pois não é.




sexta-feira, julho 06, 2007

Pedro Nunes Hilariante!

domingo, julho 01, 2007

Pide/dgS

Este seria o meu título para este artigo de Ivete Carneiro no Jornal de Notícias.


Não tenho qualquer simpatia pelas pessoas em questão, mas se hoje são os bloguers, as anedotas, a afixação de cartazes, amanhã será a comunicação social, a stand up comedy e o pensamento em geral...


"A sombra da delação e da perseguição política paira sobre o caso da exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, apesar de todas as negações oficiais. Antes de se fechar em "blackout" informativo, o líder da concelhia local do PS admitiu ter sido um membro da Juventude Socialista de Vieira do Minho o "cidadão" que pediu o Livro Amarelo do estabelecimento para se queixar do cartaz da polémica. Um cartaz que reproduzia uma entrevista do ministro da Saúde, publicada no JN a 6 de Agosto de 2006, dizendo que nunca iria a um serviço de antendimento permanente (SAP).

Relatado ao PS local, o caso foi remetido ao PS nacional e o ministro da Saúde tomou as devidas medidas, adiantou o socialista Jorge Dantas à Antena Um. Caiu a directora do centro de saúde, Celeste Cardoso, esposa de um vereador independente da autarquia de Vieira do Minho, apoiado pelo PSD. Que fora nomeada para o lugar pelo Governo PSD/CDS, por "manifesto favor político", deixou ontem escapar o ministro da Saúde, numa conferência de Imprensa convocada à pressa para justificar a demissão, já comparada ao afastamento do professor Charrua da Direcção de Educação do Norte.

Correia de Campos negou, contudo, estar em causa qualquer perseguição política. "Não há nenhuma matéria dessa ordem no despacho de exoneração". Apenas a data da sua nomeação, anterior à chegada do PS ao Governo. E garante que Maria Celeste Cardoso "teve todos os prazos para recorrer da decisão e não o fez".

Contactada pelo JN, a ex-directora - e actual funcionária administrativa do centro de saúde - disse não ter querido contar a sua demissão na altura (a 5 de Janeiro) por ser "recatada" e não gostar de "confusão". Isto, apesar de a própria família "querer que seguisse para tribunal". "Sabia que ia acontecer isto que está a acontecer". E só responde "talvez" quando lhe falam em perseguição política.

Classificando de "mentira" algumas afirmações do ministro, Celeste Cardoso desmente que o cartaz "jocoso" - em que o médico Salgado Almeida, vereador da CDU em Guimarães, escreveu "Atenção! Você está num SAP Fuja! Faça como o ministro da Saúde deste pobre país corra para a urgência de Braga!" - tivesse estado exposto "vários dias". "Foi posto na noite da quinta-feira 10 de Agosto. No sábado de manhã, uma funcionária ligou-me a dizer que estava lá um senhor a tirar fotos. Disse-lhe para tirar o cartaz".

Além do PS, a foto chegou à Sub-região de Saúde de Braga a 17 de Agosto, altura em que a directora foi confrontada. Segundo o ministro, Celeste Cardoso foi instada a retirá-lo. Coisa que, garante ela, já fora feita, tal como o fora o inquérito interno que determinou o autor da brincadeira. Que este logo assumiu como um "acto irreflectido, sem intenção de prejudicar o ministro". "Sentia-se indignado por considerar que as declarações do ministro desvalorizavam os funcionários dos SAP". Foi repreendido e o processo entregue à sub-região. Quando esta lhe sugeriu que colocasse o lugar à disposição, recusou fazê-lo. "Não tinha culpa". E diz que nunca lhe foi dito que instaurasse um processo ao médico. Coisa que, de resto, "não faria". "Não havia motivo para tal. Eram declarações do ministro!".

Para o ministro, Celeste Cardoso "desresponsabilizou-se", manifestando "deslealdade para a tutela", prova de que "não reúne condições" para seguir as orientações superiores na implementação das políticas do Ministério. "Demonstrou incapacidade para o exercício do cargo ao não impedir que um espaço de prestação de cuidados de saúde fosse utilizado para a luta política local", lê-se no despacho assinado de 5 de Janeiro. Dois meses antes de a directora terminar a sua comissão de serviço."

sábado, junho 30, 2007

O Ministro Da Saúde Está JOCOSAMENTE Doente

O jocoso está a dar. E para o torto.

Tudo o que é jocoso é susceptível de exclusão, demissão, investigação, etc.

O País está a ficar cinzento...

"SIM - Sindicato Independente dos Médicos Jornal Virtual do SIM


NOJO
Ao Ministro da Saúde, não lhe chega demitir. Não lhe chega que o faça sem motivo sério, revelando autoritarismo, défice democrático e intolerância. Não. É preciso, para além da autoritária demissão, ofender, achincalhar e massacrar.
É claro que a Senhora Directora, ora demitida, estava no cargo por vontade política, que não era médica, que estava ligada a um Decreto do anterior Ministro que já nem está em vigor. Também é claro que todos os Directores continuam a ser nomeados pela lapela e que devem lealdade a quem os nomeia politicamente.
Mas a Senhora está a ser demitida porque se recusou a levantar um processo disciplinar ao médico que, voluntariamente, logo se identificou como o autor da aleivosia e da imprudência. E recusou-se porque advertiu o médico e retirou o cartaz logo que dele teve conhecimento, sanando um incidente, necessariamente menor.
Mas não chega. O Ministro queria a cabeça do malandro e, como a não teve, ficou com a cabeça da chefe do malandro. Alegando deslealdade. E porque é proibido falar ou ousar tecer qualquer comentário, mesmo que com salutar humor, do Ministro da Saúde e do Governo.
E, claro, quer que todos esqueçam o que disse: nunca fui a um SAP nem nunca irei. Frase que ofende milhares de médicos e que causa insegurança nos doentes que recorrem aos mesmíssimos SAP que o Ministro da Saúde mantém abertos e para onde, ainda hoje, o próprio INEM drena as suas emergências (sim está escrito emergências).
O despacho, conhecido desde Janeiro, viu agora a luz do dia no elucidativo Diário da República. E este, para a história, dita o que toda a gente vê: prepotência, excesso, autoritarismo. À perplexidade pública da leitura do Despacho de Sua Excelência, diligentemente assumido por um subalterno leal, o Ministro acrescenta sal na ferida justificando a confusão em conferência de imprensa. Porque quer ter razão. Porque não percebe que o que fez nunca lhe pode dar razão. Porque só lhe dará razão quem o bajula e quem perdeu o discernimento da vida, da democracia e da tolerância.
Inevitavelmente, Correia de Campos, o Ministro da Saúde, há-de tropeçar na sua própria língua.
"

Acabou-se O Repouso Neste Portugal Profundo!

A solidariedade ao autor do blog Portugal Profundo obrigou-me a sair da hibernação e como quero também ser acusado e julgado digo e repito que o senhor Sócrates usou um título profissional indevidamente e que toda a história que tem sido contada sobre a sua faxil licenciatura deveria ser investigada pela Polícia Judiciária se esta de facto fosse independente do Governo. Basta ver de quem se rodeou o senhor Sócrates neste processo: uns estão presos, outros arguidos e outros investigados.

quinta-feira, junho 07, 2007

Repouso!

terça-feira, maio 22, 2007

Para Pensar.

Sucesso é reduzido

Gastar dinheiro para preservar células do cordão umbilical é erro, defende especialista do IPO

O responsável pela unidade de transplantação de medula óssea do Instituto Português de Oncologia, Manuel Abecassis, considerou hoje não valer a pena gastar mais de mil euros na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical.

"Não sei exactamente para que serve [a congelação do sangue]", afirmou Manuel Abecassis aos jornalistas, após ter participado no 3º Congresso Português de Medicina da Reprodução, onde falou sobre o tema "Criopreservação do sangue do cordão umbilical para uso autólogo (próprio): será justificável?".

"Nestes milhares de sacos de sangue congelado em todo o mundo há três casos de sucesso, portanto, não se pode dizer que não serve para nada, mas o que se pode dizer é que a probabilidade de utilização é muito baixa e, provavelmente para todos os casos, há alternativas", justificou.

O responsável afirmou que se tivesse agora um filho "pegava nos 1.200 euros e comprava certificados de aforro", e quando ele tivesse 18 anos entregar-lhe-ia os títulos.

"Acho que ele ficava muito mais satisfeito do que se lhe desse o sangue do cordão umbilical", ironizou, acrescentando que a "probabilidade de utilização para uso próprio é tão pequena que não há benefício".

Para o especialista, a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical vende porque "está a ser uma moda".

"As pessoas são livres de fazerem o que quiserem. Entendo que a actividade privada não deve ser proibida, como acontece em Itália e em Espanha, mas temos que ter a certeza que as empresas que a praticam dão informação científica rigorosa e objectiva aos seus potenciais clientes, e isso não está a acontecer", disse.

Manuel Abecassis afirmou que os sites das empresas privadas que se dedicam à congelação do sangue do cordão umbilical "não contêm informação correcta, rigorosa e objectiva", sendo "muito fantasiosos".

"Estamos muito longe daquela recomendação da União Europeia de que a informação deve ser cientificamente válida", sustentou.

O responsável criticou o facto de as empresas portuguesas que desenvolvem esta actividade apresentarem esta técnica aos pais como "um seguro de vida para o filho", dando a entender que o sangue "pode servir para tudo e mais alguma coisa".

Em contrapartida, o responsável defendeu a criação de um banco público de sangue do cordão umbilical, afirmando que "faz falta".

"Temos conseguido obter sangue de cordão umbilical noutros países, e com regularidade temo-lo feito. É possível que existindo um banco da população portuguesa se consiga obter amostras que sejam geneticamente mais favoráveis", disse.

O especialista salientou, no entanto, que a criação de um banco deste tipo "tem que ser muito bem pensada", por se tratar de "uma iniciativa que não pode falhar".

"Tem que se ter objectivos claramente definidos, metas para os conseguir alcançar e, sobretudo, saber de onde vem o financiamento", defendeu. n

Lusa

sábado, maio 05, 2007

Prof. José Manuel Silva A Bastonário!

Subscrevo integralmente.

Este homem merece ser Bastonário.

"Michael Porter e Correia de Campos
Artigo do Prof. José Manuel Silva*

Não, não se preocupem que não confundo as duas personalidades!

Michael Porter é um reconhecido e laureado economista, especialista em estratégia competitiva e profundo conhecedor da Saúde; em co-autoria com Elisabeth Teisberg escreveu um livro notável -- Redefining Health Care. Creating Value-Based Competition on Results.

Um pequeno resumo das ideias veiculadas nessa magnífica obra, cuja leitura recomendo vivamente, em particular aos responsáveis nacionais e locais da Saúde, foi agora publicado (JAMA, 2007; 297: 1103-11). Vale a pena salientar algumas frases:

- Embora as propostas de reforma da Saúde difiram, têm isto em comum: todas examinam o sistema actual e perguntam que modificações, impostas de fora, podem efectivamente controlar os custos, que são elevados e aumentam continuamente. Esta abordagem do problema falhará, porque começa com uma falsa premissa. O objectivo do sistema de Saúde não é minimizar os custos mas fornecer valor aos doentes, ou seja, mais saúde por cada dólar gasto.

- É necessária uma maior liderança dos médicos, agora. A única solução real para o problema nacional da Saúde é aumentar dramaticamente o valor dos cuidados de saúde prestados com o dinheiro que está a ser gasto. Isso nunca será conseguido do exterior, remendando esquemas de pagamento e incentivos. Aumentar o valor dos cuidados é algo que apenas pode ser conseguido pelos médicos.

- A competição na Saúde é disfuncional quando cada interveniente no sistema ganha não porque aumenta o valor para os doentes mas porque rouba valor de outros (diminuir tempos de consulta, esmagar salários, restringir serviços, transferir custos, etc.). Nenhuma destas medidas melhora os resultados da Saúde por cada dólar gasto -- de facto, muitas vezes tem o efeito inverso.

- A competição pelos resultados (melhor saúde por dólar gasto) produziria múltiplos vencedores: os doentes, que receberiam melhores cuidados, os médicos, que seriam recompensados pela excelência, e os custos, que seriam contidos.

- Um sistema baseado em valor fundar-se-ia em três princípios simples: 1) o objectivo é o valor para os doentes; 2) os cuidados de saúde devem ser organizados em redor de condições médicas e dos seus ciclos de cuidados, não em serviços de especialidades que obrigam o doente a percorrer múltiplos departamentos; 3) os resultados são medidos e divulgados (na cirurgia de by-pass coronário, a mortalidade em New York diminuiu 41% nos primeiros quatro anos de comunicação de resultados).

Tudo ao contrário

Basta olhar para a política de Correia de Campos para percebermos que tudo está a ser feito ao contrário. Os objectivos são exactamente os de esmagar salários, restringir serviços, transferir custos para os doentes, asfixiar instituições, substituir recursos públicos por privados… Nada que um qualquer coveiro de um qualquer cemitério deste país não conseguisse fazer. É o caminho mais fácil e o que exige menos conhecimento, experiência e inteligência.

Nestes dois anos de mandato do actual ministro da Saúde, apenas duas medidas são, de facto, de elogiar: a diminuição do preço dos medicamentos e o tímido início da criação de economia de escala com centrais de compras. Há muitos anos que defendo uma moderna e funcional central de compras do Ministério da Saúde para consumíveis, incluindo medicamentos; a poupança seria de milhares de milhões de euros! Mas talvez afectasse alguns interesses…

Todas as restantes medidas visam o racionamento cego, as pseudo-grandes reformas estão encalhadas, as nomeações continuam a ser maioritariamente de carácter nepótico e os «pequenos poderes» exercem-se de forma discricionária, liquidando totalmente a microeconomia do SNS (será esse o objectivo oculto?...).

A reforma dos cuidados de saúde familiares, a mais importante e determinante reforma da Saúde (cujo êxito se deseja e se exige!), caminha a passo de lesma e prenhe de problemas e indefinições. O que tem reflexos graves para todo o sistema de Saúde, nomeadamente para as Urgências hospitalares. Começando com uma excelente ideia, a filosofia das USF, colocou-se o carro à frente dos bois. Pela admirável generosidade e idealismo de muitos, interesses particulares de alguns e pressões sobre outros, constituiu-se pouco mais de meia centena de USF, claramente aquém das expectativas e das necessidades, e sem o devido enquadramento jurídico. Entretanto, induziram-se mais elevados níveis de organização e responsabilidade, o aumento das listas de utentes e maiores cargas de trabalho, mantendo o mesmo acanhado vencimento base dos médicos e com alguns colegas, inclusivamente, a perder dinheiro (o sonho de qualquer ministro! Por isso, o ministro quer mais USF modelo A, sem definir as respectivas regras e compensações…)!

Reforma subvertida

A reforma das Urgências está a ser totalmente subvertida pelas sucessivas decisões ministeriais. Até se inventa a sandice da «valência peculiar» da «Ortopedia a quente» para justificar o não cumprimento do relatório da CTRAPU no que respeito ao Curry Cabral (como é que alguém pode produzir estas atoardas e continuar ministro da Saúde?!).

Confirma-se aquilo de que já se suspeitava, o ministro apenas queria um relatório descartável, que pudesse usar a seu bel-prazer e lhe permitisse fechar SAP indiscriminadamente. Assim, poupa nos anéis e corta os dedos! Nada faz para cumprir o relatório da comissão pela positiva, mas vai fechando toda a assistência médica de proximidade em situações de urgência, ainda antes da implementação das imprescindíveis alternativas.

O que se passa no distrito de Bragança é vergonhoso e perigoso, mas traduz fielmente os objectivos do actual Governo: encerrar progressivamente o Interior do País. A rede de Urgências ainda não está implementada, a rede e o equipamento de emergência pré-hospitalar são uma miragem, a VMER de Bragança está frequentemente INOP, não há um regulamento das consultas abertas, mas os SAP já vão ser encerrados. Porém, como o ministro até reconhece a necessidade de «qualquer coisa», porque as populações ficam demasiado desprotegidas, transforma os SAP em SEP, ou seja, serviços de enfermagem permanente (ao aceitar esta caricata situação, a Ordem dos Enfermeiros evidencia a sua visão distorcida da equipa de saúde e que a sua prioridade não é a qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos)!

O mesmo ministro que teve o despudor de dizer que um médico com estetoscópio num SAP não oferecia confiança (não obstante a presença de enfermeiro e auxiliar e os recursos técnicos e físicos existentes), agora já acha que um enfermeiro oferece confiança e segurança às populações?! Não representa esta medida uma profunda hipocrisia? O senhor ministro, quando está gravemente doente, recorre a um enfermeiro e depois pede-lhe para chamar um médico que pode estar até meia hora de distância? O ministro da Saúde está a insultar a inteligência e a brincar com a vida dos portugueses! E pretender que uma linha telefónica ineficiente (24 Horas, 30/04/07), milionária, espartilhada e burocratizada, independentemente das informações úteis que dispense, pode substituir o atendimento médico urgente presencial é raiar a insanidade e o cinismo!

Até quando?

Vai morrer gente no distrito de Bragança em situações de urgência/emergência por falta de assistência médica, é inexorável. Mas claro, lá iremos ter o INEM a lavar as mãos e o senhor ministro a orgulhar-se de não abrir inquéritos. Mas deve estar todo contente porque vai poupar mais uns euros em horas extraordinárias… Até quando?...

Alguns médicos, mesmo não sendo sequer obrigados a concordar com o regime de chamada, vão aceitá-lo, inclusive permanecendo em presença física durante a noite. Por consideração para com os doentes. Mas o ministro não merece essa consideração. Parece-me chegada a altura de os sindicatos dos médicos pegarem frontalmente na questão dos vencimentos base dos médicos, que são inaceitavelmente baixos, como até este ministro já reconheceu. Vamos dignificar o preço/hora dos médicos, lutando pela sua duplicação (no mínimo!), e aceitar a diminuição do valor das horas extraordinárias para metade. Os benefícios para os médicos e para as suas reformas são evidentes.

Quanto ao senhor ministro, finalmente deixará de andar obcecado com as horas extraordinárias dos médicos, deixará de agitar publicamente recibos de horas extraordinárias, deixará de condicionar a política de Saúde e a assistência aos doentes em função das mesmas, e deixará de as poder usar como arma de arremesso quando lhe convém (basta recordar o elucidativo e cirúrgico título de primeira página do JN de 23/04/07, com óbvia origem ministerial: «Médicos travam mudança dos centros de saúde para manter horas extras»…).

Fica este forte e sério desafio aos sindicatos; curiosamente, era um favor que faziam aos médicos, aos doentes e às obsessões do senhor ministro da Saúde…

*Presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos

Subtítulos e destaques da responsabilidade da Redacção

TM ONLINE de 2007.05.03
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quarta-feira, abril 25, 2007

Hospitais Militares: Uma Vergonha.

Segundo os jornais, haverá uma reforma dos hospitais militares.

Segundo essas mesmas notícias a reforma durará meia década.

Meia década!?

É só fechar a porta dos hospitais. É só mandar a ex-Inspecção Geral da Saúde lá dar uma volta.

O que encontrará será o fim-do-mundo...

Mas cinco anos? Porquê?

25 de Abril: A Única Coisa...

.. que me arrependo de ter feito na minha vida aconteceu no dia 25 de Abril de 1974.

Fiquei em casa.
Era estudante universitário e decidi cumprir os apelos do MFA para ficar em casa.

Depois vi que o povo estava na rua e eu em casa.

Não havia telemóveis, computadores, messenger, skype, e-mails... e a "velhota" que me alugava o quarto tinha, como muitas, o telefone fechado com um cadeado....

Como me arrependo do que fiz nesse dia!

segunda-feira, abril 23, 2007

As Carótidas Do Público.

O jornal Público tão preocupado com os diplomas do nosso primeiro, tem que começar a exigir diplomas de cultura geral aos seus jornalistas.

O senhor Hugo Daniel Sousa afirma:

"Eusébio tem placas de ateromas nas carótidas, patologia designada como aterosclerose ou, nos casos em que afecta artérias, também conhecida como arteriosclerose."

Saberá o senhor Hugo o que é uma carótida? Mas se "carótida" for artéria, então o Eusébio terá arterioesclerose e não aterosclerose, de acordo com a explicação do senhor jornalista.

Confuso.

domingo, abril 22, 2007

Liberdade de Expressão.

Em resposta a um post deste blog, sobre um blog cubano (anti-castrista) recebi este comentário com uma ligação para um site sobre a cooperação dos médicos cubanos.

A Natureza (Fraqueza) Humana Não Tem Cura.

No blogue Ladrões de Bicicletas, neste post com um vídeo do Youtube, uma personagem pública.

terça-feira, abril 17, 2007

Se A Cultura é De Violência, Porquê Tanta Admiração!

Da Voz Do Abade: Uma Vergonha, A Ser Verdade!

Ainda é teenager e já manda num hospital! Já para o Guiness.

Neste blog: A Voz do Abade.

E neste post.

domingo, abril 08, 2007

Universidade Pendente.

Carvalho Rodrigues...
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sexta-feira, abril 06, 2007

Utente Negligente, Jornalista Iliterato!

Basta ler a notícia com "olhos científicos" e concluir-se que o senhor Romarigo, para além dos seus minutos de fama e vaidade, deveria ser condenado pelos tribunais pelo uso e abuso dos serviços de urgência. E tentar explicar a este senhor vendedor de automóveis o significado da palavra "agudo".

À senhora jornalista Ermelinda Osório, vendedora de notícias, tentar explicar o mesmo.

Jornal de Notícias de 05/04/07:

"Utente acusa hospital de negligência médica

ermelinda osório

Romarigo garante que se não fossem os belgas já estava morto



Agostinho Romarigo, de 34 anos, residente em Peso da Régua, pensou "várias vezes que ia morrer a qualquer momento". Ao fim de vários anos de idas às urgências, consultas e exames aos intestinos, estômago, ecografias e análises, está convicto de que "se não tivesse viajado de emergência para a Bélgica, já estaria, sem dúvida, morto", disse ao JN.

Romarigo é vendedor de automóveis e um conhecido praticante de desportos motorizados e náuticos da região. O seu "calvário" começou em Dezembro de 2003. De lá para cá, coleccionou idas às urgências do Hospital D. Luiz I, na Régua, e do Hospital de S. Pedro, em Vila Real, hoje integrados no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. "Mais de 50 registos de entradas nos hospitais" provam o que considera "um acto óbvio de negligência médica", e pondera uma queixa aos tribunais.

A carta do médico belga, redigida em francês, confirma a operação a uma apendicite aguda e à vesícula. Romarigo explica "Cheguei lá ao final do dia e, na manhã seguinte, operaram-me. Foram duas operações - uma para retirar o apêndice e outra para retirar a vesícula, que sofreu, entretanto, danos graves".

A história tem o seu "pico" a 11 de Março de 2007, um domingo. Mais uma crise levou o jovem ao hospital. "Penso que achavam que a dor era psicológica. Na Régua, já nem me consultavam. Eu até tinha vergonha de lá ir. Davam-me soro e sedativos e mandavam-me embora", diz. Nesse mesmo dia, ainda voltou à Urgência do D. Luiz I "Encolhi as pernas com as dores e nunca mais consegui esticá-las. Mandaram-me para casa com 40 graus de febre. Eu já só pedia a Deus para morrer, porque não aguentava", acrescenta. É então que a família resolve socorrer-se de parentes na Bélgica. Viajou para lá na quarta-feira seguinte.

O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, Carlos Vaz, diz que "não cabe na cabeça de ninguém que uma pessoa com apendicite aguda aguente este tempo todo. Se o problema fosse esse, já estaria morto, não tenho dúvidas".

Na Covilhã foi diferente

Em Janeiro de 2006, Romarigo teve uma crise na serra da Estrela. "No Centro Hospitalar Cova da Beira, na Covilhã, disseram-me que tinha de ser operado ao apêndice. O médico de lá mandou uma carta, mas um dos vários médicos que me atenderam em Vila Real, leu-a e riu-se", conta. Carlos Vaz garante que "todos os exames foram feitos e o utente chegou a dormir no hospital, mas nada foi detectado". O administrador lembra que "o sr. Agostinho Romarigo até tinha o número de telemóvel do cirurgião que o estava a seguir. No dia 11 de Março, podia ter-lhe telefonado, mas não o fez"."