sábado, janeiro 14, 2006

Ainda a Katia: sem comentários...

No Diário Digital de ontem:

"A fadista é médica oftalmologista, que conhece Cavaco Silva há cerca de dois anos, não teme que a colagem a um político possa prejudicar a sua carreira." - Até os jornalistas se enganam.

Alguém me enviou a cópia de uma carta da direcção do Colégio de Oftalmologia a autorizar o internato voluntário em oftalmologia num serviço idóneo não podendo ultrapassar as capacidades formativas desse mesmo serviço, definidas pelo Colégio. Ora, se a Katia diz que está a trabalhar num serviço de oftalmologia, presumo que não estará a fazê-lo como interna geral, se está em oftalmologia, estará ou ilegalmente ou a retirar o lugar a alguém que fez exame e lá não conseguiu ficar.

O documento está em formato TIF e não sei como pô-lo on-line. Será enviado a quem o solicitar por e-mail.

11 comentários:

Nathaniel disse...

Eu gostaria de o receber!
nathaniel@portugalmail.pt

pukanituh disse...

Gostaria de receber por e-mail o documento! o meu e-mail e nitrito_8@hotmail.com

bigada

Libório disse...

Fosso que separa pobres dos ricos agrava-se em Portugal

Portugal é o país mais desigual e mais pobre da União Europeia, com a diferença entre os mais ricos e os mais pobres a acentuar-se desde 2001, sendo actualmente cerca de dois milhões o número dos que vivem com menos de 350 euros por mês, segundo dados do Eurostat hoje divulgados pelo Público.



Portugal é, de acordo com os últimos dados do Eurostat (Gabinete de Estatística da UE), o país da União Europeia (UE) onde é maior a desigualdade de rendimentos entre os dois grupos de pessoas situados nas extremidades da pirâmide social.
A comparação entre os rendimentos acumulados pelos 20% mais ricos e os 20% mais pobres revela que, em Portugal, esse rácio atingia, em 2003, os 7,4, o que significa que os mais abonados detêm 7,4 vezes o rendimento dos mais necessitados.

Esta tendência para uma maior desigualdade não é portuguesa, é mundial. O último relatório da ONU regista que, nas últimas duas décadas, num grupo de 73 países, os níveis de desigualdade aumentaram em 53 deles, adianta o Público.

Outros sinais pouco famosos para Portugal são a descida de 26.º para 27.º na última lista ordenada do desenvolvimento humano da ONU; a pior taxa de abandono escolar da UE (38,6%), o maior índice europeu de pobreza persistente (15%), e uma das maiores percentagens de crianças pobres (15,6%), só ultrapassada pela Irlanda e pela Itália.

Portugal acumula a condição de país mais desigual da UE com o de portador de maior índice de pobreza relativa, com um valor que há anos estabilizou nos 20/21%. Significa isto que dois milhões de portugueses têm rendimentos inferiores a metade do rendimento médio nacional, ou, em termos mais práticos, que vivem com menos de 350 euros por mês.

Os níveis de desigualdade em Portugal conheceram, na última década, uma evolução contraditória. Em 1995, a relação entre os 20% mais ricos e os mais pobres era de 7,4 e foi caindo até 2000, situando-se nesse ano nos 6,4.

Entre 2001 e 2003 a desigualdade voltou a disparar, recolocando-se a fasquia no nível de 1995.

Especialistas em questões de pobreza e exclusão social explicam este retrocesso como o resultado do «abrandamento das políticas sociais correctoras que vinham sendo realizadas desde 1995», em consequência de uma focalização governamental no problema do défice público por via de «uma argumentação fundamentalista orçamental», como refere Rogério Roque Amaro, professor do ISCTE, adianta o jornal.

E que tal falarmos disto tambem?
Horrivel
Um abraço deste leitor

Sandra Feliciano disse...

Acho boa ideia falar-se disso, sim!

Eu já dei a minha contribuição para esse tema há algum tempo aqui: http://cobrecanela.blogspot.com/2005_06_05_cobrecanela_archive.html

Sugeri, entre outras coisas, que se passasse a haver um "salário máximo nacional", por exemplo no valor de 10x o salário mínimo nacional, independentemente de quais fossem os seus valores... pelo menos restringia o abismo entre eles - e se "alguém" não se satisfizesse com os valores do máximo, só tinha de lutar para que o mínimo fosse elevado... ;-)

Luis disse...

Bem, um ausenta-se por uns tempos e vêm logo quem nos tome o lugar...

As discussões aqui abrandaram, nota-se que o ritmo de polémicas e de trabalho mudou...
Será bom que todos discutamos mais um bocado mas é a "mentalidade portuguesa", pois apenas isso nos torna diferentes dos nossos vizinhos! Os quais não se estão a dar tão mal como nós...

Desculpem a minha ausência, mas foram os primeiros tempos de trabalho num novo local!

E para que não se me confunda, eu que era "Luis" (há uns meses atrás), passo a ser o Luis C.!!

Raúl R Boldão disse...

E pronto, em meia dúzia de linhas, a espantosa e sempre admirável Sandra Feliciano, resolveu um grande problema da nossa economia com um "salário máximo nacional"!!

Recomendo vivamente o Nobel da Economia para a Sandra Feliciano!
A emancipação das mulheres começa a dar os seus grandes frutos... e fico por aqui.

shawnbrinick35571066 disse...

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red disse...

Bom dia,
Se possível, também gostaria de receber tal cópia. Obrigado desde já: ricardo.carvalho@rcdesigner.net

LM disse...

tambem gostaria de receber o documento
luismarques@fm.ul.pt
obrigado

jconstantino disse...

gostava de receber o documento
jconstantino@netcabo.pt

Sandra Feliciano disse...

Epá, oh raulzinho! Só vi hoje - tenho andado distraída com os holofotes do nobel, sabe como é!... LOL

Mas mesmo atrasada, não quis deixar de lhe vir agradecer a nomeação! Fiquei comovidíssima!!!... ;-)

Quando tiver um tempinho, prometo que vou pensar num nobel adequado para si também, que é para não ficar tristinho, 'tá?

Um abraço nobelizado! :-P