sábado, maio 20, 2006

Enforcado

Há quem se enforque.

Há quem escolha o enforcamento para desaparecer.

Mas não desaparece.

Fica só e exposto à comiseração de outros olhos.

O enforcado é o paradigma do suicida?

Quantos cadáveres já vi? Não sei!

O cadáver de um enforcado arrepia-me! Talvez por se manter na posição vertical. Habitualmente.

Já passava dos 97. Não quis esperar mais!

Fui eu. Lá estava em pé. À minha espera.

Arrepiei-me mais uma vez.

Experimentem aqui a sensação.
Escolham: hanging.

Arrepiem-se. Vá lá. Sejam fortes.
Olhem um minuto para cada fotografia.

Sejam médicos por um minuto!

Sofram como eu!

21 comentários:

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

Coitado, é muito sensível...
Vê-se logo que não faz a depilação nas virilhas...


Paris H.

Medico Explica disse...

Não. Não preciso de as mostrar. Não sou virilhodependente, nem buçodependente, nem axilodependente. E não gosto de ver enforcados, quer tenham as virilhas rapadinhas ou não. To You With Love, se for mulher, Paris H. desvirilhada. Do seu virilhado, Médico Explica

Anónimo disse...

Francamente, Exmo MEMI, acho bem evitar-se pela raíz a criação de um Boldão-versão II.

Escuse-se, em nome do bom gosto, a responder a este comentador....

AV

Anónimo disse...

Olhe que não!
O Pessoal de direito acaba por ter um contacto mais directo com estas questões, sendo que mal-preparado foi, em Medicina Legal, para o efeito.
Os suicidas por enforcamento, ao menos têm um orgasmo no momento da morte :)
Há pior, há pior, bem pior...
Cumprimentos.

Anónimo disse...

Que forma tão estranha de se assumir como médico, Sr. Dr.! Como o único que sofre perante as desgraças, o único que contacta com a morte, o desgraçado que lida que o sofrimento dos outros! Ser médico também é isso mesmo, mas é muito mais... ser médico é sobretudo lidar com a vida. E não precisamos vangloriar-nos de que temos uma profissão difícil e mostrar aos outros como somos bons, e salvamos este, e vimos aquele morrer, e sofremos com isto, e trabalhamos com aquilo! "Estão a ver? Eu é sou bom, eu é que sou o salvador, eu é que sou o sofredor!"
Não lhe fica nada bem esta atitude, que ao longo do blog tem demonstrado!
Ana

Medico Explica disse...

É a sua opinião que respeito. E se me perguntarem: quer ir certificar o óbito de um enforcado, eu digo que não. Mas geralmente não perguntam, como é óbvio. É uma obrigação sem devoção. E cara Ana, só agora é que reparou que a nossa profissão e a nossa área é dificil e complicada? Mas há profissões mais duras, como mineiro, pescador. Esses é que são bons!

Anónimo disse...

Compreendo o sentimento...só me faz confusão como é que há pessoas que não acreditam que os médicos também têm sentimentos...Acho que as pessoas que o criticam por este aspecto fazem parte de um universo frio e sombrio...o que nos torna diferentes dos outros animais é sem dúvida podermos sentir e manifestar sentimentos...Penso que quando algém decide ser médico é precisamente para poder prolongar a Vida dos Outros...Tenho a certeza, que qualquer médico se sentirá bem mais lisonjeado ao ajudar uma mulher a dar à luz e não a passar um certificado de óbito... Aliás qualquer um poderia fazê-lo!
H.I

Anónimo disse...

O suicídio de alguém com essa idade, deveria fazer-nos reflectir:
sentir-se-ía sozinho? abandonado?... Penso que é um segundo de desespero...Um segundo em que bastava alguém ter-lhe entrado pela porta dentro...
mas não, ninguém se lembra dos velhos!

Medico Explica disse...

Ora até que enfim que alguém compreendeu a mensagem subliminar do post: questionar os sentimentos dos médicos (até há livros sobre esse assunto!) e o suicídio de alguém que consegue viver até quase aos 100.

Parabéns aos HI e anónimo das 7:31 PM

Anónimo disse...

MEMI, não tem que agradecer...Só é pena que as pessoas em vez de aproveitarem este espaço para reflectirem e fazerem críticas construtivas, o aproveitem para se insultarem.
Aliás aproveito ainda para dizer o seguinte:Eu vivo numa pequena aldeia, onde quando alguém morre,se ouvem os sinos dobrar...
- quem morreu?
-Foi o ti...ou a ti...
- AH! coitado já era velho(a)...
São estes os comentários habituais das pessoas e não é por mal.
Mas eu já perdi os meus avós velhinhos e não senti a sua morte como algo natural, sabem porquê? Porque eram os MEUS VELHINHOS! Todos nós fazemos parte desta sociedade, todos nós somos responsáveis por o que se passa nela.Então, em vez de criticar,apontemos soluções, hipóteses...quem sabe se através da blogosfera não possamos contribuir, nem que seja para evitar mais um suicídio dum velhote com 97 anos!
H.I

Anónimo disse...

AV,
porra homem... és "tinhoso" q.b.!!
Ao menos o medico explica tem bom humor. Tu filho, nem isso...
Realemnte deves ser um homem de poucos atributos, a julgar pela tua tacanhez mental. Enfim, numa classe (médicos) que considero de razoável nível, há sempre um triste e ranhoso cordeiro, que não gosta que lhe cobiçem a erva "seca" de um prado que não mais verdeja (mentalidade)!
És um pobre homem, que me deixa desgostosa.
Deves ter este blog como a tua tomada da mkini-bastilha onde ninguém pode ser livre de comentar e expor. E se o autor expõe, é lógico que procura feedback e comentários.
Mas vi logo, pelo teu comentário que deves ser aquele homem esbelto e formoso que gosta de mulheres de virilhas mal-barbeadas e buço áspero q.b.!
Denoto algum complexo de masculinidade apenas assumida on-line?
Os gato fedorento fariam de ti um bom sketch!
Deixa esse tua raiva implícita a tudo e todos. Porvavelmente a iimcompressnão que o mundo tem de vossa excelência-altiva é o "motor" perpétua du tua estupidez e limitação psico-fálica.
Isto não é um blog orgásmico, onde maltratas que te apetece... até porque, como se costuma dizer, palha não falta noutros lados...


Paris H.

Anónimo disse...

AV é Alfredo Vieira.

Espero que não me tenha confundido com algum energúmeno anónimo, escrevo aqui com frequência, por isso às vezes abrevio....

E espero sinceramente que acredite que o que S.Exa escreve não me ofende nem entristece.
Há uns anos atrás talvez. Hoje em dia estou habituado.

Bem haja.

Anónimo disse...

Até já se habituou. Ao que tu chegaste homem.
Até a tua abreviatura denota preguiça.
Não te importas com o que te dizem. Tens algum objectivo nesta vida? Ou vives só no teu pálido e árido mundinho.
Eu aposto na última.
O mundo não é só medicina. E é uma "internista" que te diz isto. Um beijo e votos para que mudes para melhor.


Paris H.

Anónimo disse...

Tente-se lá convencer de uma coisa, ó seja lá quem você for.

As afirmações e opiniões valem o que valem. As minhas são discutíveis, mas assumidas com a minha assinatura.

As suas são gratuitas e irrelevantes, porque escondidas cobardemente num anonimato, aparentemente envergonhado, já que lá vai revelando, espero que caluniosamente, que é "internista", sem mais. Mas neste sistema obrigatoriamente imperfeito de formação e certificação dos médicos, nem isso é necessariamente impossível, infelizmente. É só triste.

E não percebeu outra coisa, aquilo a que estou habituado é aos cobardes que me pretendem insultar via net (a coberto do tal anonimato). Que das duas uma, ou vestem outra camisola na "vidinha real", ou então tenho tido sorte de ainda nunca encontrar nenhum que se aparentasse com essa fauna.

É desses que estou habituado, não faça mais confusões.
As suas "opiniões" e "afirmações" é que não comento, quando são insultuosos.
Porque advêm de quem ainda tem vergonha na cara (factor, a meu ver, agravante). De quem é cínico ao ponto de se confundir depois, conscientemente, na "massa anónima", escondendo a sua verdadeira condição de energúmeno que, afinal, só consegue revelar em pleno a coberto do anonimato (não subestimo o efeito de sublimação benéfico que isso possa ter, em termos de absorção de tensões sociais).

O José Pacheco Pereira já definiu, e muito melhor que eu, essa condição dos "comentadores anónimos" num dos seus posts, no Abrupto. Pode ir ver, estou certo que se indentificará rapidamente.

É o País que temos (a sua parte má, concedo), cobarde e cínico na realidade, abertamente ordinário e cretino no anonimato.

Mas antes assim, pelo menos não poluem o ouvido, digo eu....

Porque, repito, com essa identificada "classe" de maralha blogueira da qual S.Exa. faz parte, não me chateio nem perco tempo com "argumentos" ou outros actos intelectualmente dispendiosos, já que por definição, exigem-me algum esforço (e algum é demais nestes casos) e são inacessíveis ou inúteis ao receptor. Muito menos desperdiço sentimentos tão nobres como "indignação", ou "ofensa".

Ainda que depois essa gente se sinta ultrajada com a ousadia de alguém não se levar a sério as idiotices ordinárias que proferem a coberto do anonimato. Essa é, aliás, a parte mais hilariante das suas "psiques"....

Apenas me divirto (e faço mea culpa pela costela sádica), mas só quando tenho tempo, como por exemplo agora, num exercício tão fácil como condenado à ineficácia prática, de expôr a real condição da "espécie" em causa.
E acho que não é deontologicamente reprovável, desde que não se confundam os pobres de espírito com doentes.

Alfredo Vieira

Anónimo disse...

AV (como se auto-denomina),
Existe algumas questões a clarificar, visto que muito provavelmente o AV anda embaraçado.
A minha primeira conclusão é que provavelmente o teclado e o monitor do seu computador, devem ser os seus objectos fálicos. A julgar pela intensidade com que se assume por estas bandas, diria que na sua “vidinha real” a “montanha pare um rato”. Ou seja no alto do seu “Olimpo”, a sua omnisciência muito provavelmente deve ser frágil. Aqui na “matriz”, deve pensar certamente que é a soma de todas os intelectos.
Digo matriz, porque é um mundo de traços e arquitecturas cibernéticas, pelo que escusa de puxar as suas mangas e galardões, quando alguém o interpela. O seu problema na “vidinha real” deve ser mesmo esse – a falta de galardões.
O meu amigo Bolinhas (permita-me que assim te trate), está com prurido por causa dos anónimos (pelos vistos também o Pacheco Pereira, coitado, mas a esse já nem os bichos do mato prestam atenção). Não entendo. Muito provavelmente pensa que pelo facto de revelar aqui um nome (Alfredo Vieira), que já não é anónimo. Tanto quanto eu sei, o nome pode ser falso, um pseudónimo, etc... Ou por outro lado, com tanta gente neste “circo”, Alfredo Vieira (ainda que seja um nome) é um puro e simples desconhecido. Um mísero e insignificante grão de areia no grande deserto. Também nem tão pouco me interessa saber quem tu és. Pelo nível das tuas interpelações, já te defini. Também estou certa que não são as minhas palavras ou argumentos que te farão mudar de opinião, no entanto, tenho a solução para ti: haloperidol.



Paris H.

Anónimo disse...

E eu que pensava que S.Exa me conhecia tão bem, da forma tão concreta como me vinha definindo....
Deve ser da eloquência.

Mais uma vez não percebe as nuances de "pôr o nome". Não é para ser conhecido. É para poder ser reconhecido, pelos que já me conhecem.
É isso, aquilo que se assume, assinando.

Mas é claro que o nome pode ser falso....

AV

Anónimo disse...

"Não é para ser conhecido. É para poder ser reconhecido, pelos que já me conhecem"

Ora finalmente percebeste. Tu assinas Alfredo Vieira e eu Paris H. Na prática não há distinção.


Paris H.

Sandra Feliciano disse...

Oh MEMI! Isto não se faz!

A minha curiosidade habitual pelas áreas médicas - medicina legal incluída - e pela área da ciência forense levou-me aceitar o desafio e ir ver. Enchi-me de coragem e...

... bem, não sei "a curiosidade matou o gato", mas a mim vai seguramente tirar-me o sono esta noite ou brindar-me com pesadelos "Gory"...

Irra! Brrr... :-S

naoseiquenome usar disse...

Fora de tempo:
deixe-me dizer-lhe que apelar ao sofrimento dos outros para se sentir menos só no dito sofrimento, é mau...
E revela, quiçá, um traço de carácter pouco bonito... escondidinho, que aqui, no anonimato, pode ser libertado

Mariéle disse...

olá, entrei aqui neste blog por acaso porque pretendo medicina, poxa acredita que eu nao consegui olhar a foto do enforcado qd começa a abrir vejo um pouquinho e não consuigo mais, quem sabe eu ainda olhe mas não sei. beijos