domingo, setembro 03, 2006

Caras Colegas:

Resposta a comentários da "médicaquetambémexplica" e da "CF":

Inteiramente de acordo com esses princípios:
- a IF merece ter lucro,
- não são instituições de solidariedade social
- é legítimo fazer a publicidade.
- a prescrição se baseasse na evidência e não na publicidade.
- teria de começar por haver guidelines,
- auditorias aos perfis de prescrição,
- a recertificação dos médicos.

Eu quero ser diferente de muitos médicos que por aí pululam, mas não sou ingénuo, já passei essa minha fase de "querer mudar o mundo sozinho", "de demonizar os DIM", quando terminei o curso, éramos contra os "barões da Medicina", mas eles continuam, apadrinhados pelo sistema, os seus consultórios continuam a ser publicitados pelos media.

A minha luta foi inglória, mas não estou arrependido.

Quanto aos problemas da prescrição, basta um simples decreto ou um despacho até, para inverter a situação.

Mas talvez não interesse ao Poder.

Gosto de saber que há jovens médicas com valores morais tão elevados.
A influência das multiacionais da IF já não se mede pelos almoços.

As "gifts, treaps and meals" começarão a perder influência para os estudos, as guidelines (quantas destas não terão já o dedinho da IF?

Fico satisfeito por do alto dos meus 50 anos e 25 de prática, saber que há jovens na minha profissão que me merecem todo o respeito!

PS: dizem nos mentideros que o responsável pela Medicina Baseada na Evidência, tem muitos créditos a enumerar na IF...

31 comentários:

Anónimo disse...

muito lisonjeada pelo termo jovem... mas vou nos 40 e com 16 anos de medicina.
Não me passou pela cabeça chamar-lhe ingénuo, muito menos considero a sua luta inglória.
Estamos perfeitamente de acordo quanto à facilidade (caso desejada) em mudar o estado das prescrições médicas. Tal no entanto não passa pela autorização de alteração da prescrição na farmácia (falando em lobbies...). Concordo que um decreto lei seria fácil. E vontado politica, ou mesmo económica? Vira o disco e toca o mesmo...

CF

Anónimo disse...

Pois eu acho que a Medicina não sobrevive sem os DIM... as faculdades, os congressos, os trabalhos, alguns estágios, etc, etc. Os internos não fariam o mesmo percurso sem o apoio dos laboratórios. Toda a investigação que é feita a nível hospitalar é patrocinada por algum laboratório... é o preço que temos a pagar. E nesta relação somos tão desonestos em aceitar os patrocínios em troca de uma prescrição como em aceitar em troca de nada! Ana

Anónimo disse...

Ana, desculpe, nem me refiro ao apoio a reuniões cientificas. Mas seria hipocrita fechar os olhos a outras situações.
CF

Anónimo disse...

e depois tem de me dizer qual é essas investigações hospitalares... isso não será outro meio de injectar dinheiro? ?
pois é.
CF

Ana disse...

Claramente... e dinheiro parece que entra bastante! Por cada doente inserido no estudo, parece que se recebe uma pipa de massa! E para onde vai esse dinheiro? Para o desenvolvimento de melhores condições nos Serviços? Para o apoio aos internos na apresentação dos seus trabalhos e nas deslocações? Para a aquisição de livros para a biblioteca? Acho que tem o mesmo destino de todos os dinehiros que entram neste país!

Anónimo disse...

ora nem mais...
:-)
CF

Anónimo disse...

"E nesta relação somos tão desonestos em aceitar os patrocínios em troca de uma prescrição como em aceitar em troca de nada!"

Isto é, concerteza, gralha.

Médicos desonestos há, e haverá sempre.
Nesta questão, a solução é simples e depende de vontade governativa, em afronta às farmacêuticas a quem interessa o "lucro", que é inegável (não "dão" nada a ninguém...), com este tipo de demarches materializadas pelos DIM.

E passa tão simplesmente por um concurso público para a disponibilização no mercado de apenas uma marca por princípio activo.
Assim acabavam-se as "escolhas pessoais" dos médicos (e ao mesmo tempo o estado responsabilizava-se pela eficácia da molécula em causa), bem como com a comparticipação de fármacos de efeito não comprovado cientificamente (e deixavamo-nos deste "alternativamento" da Medicina científica - ou Medicina tout court).

Ou seja, basta vontade política para pôr fim a todas essas desonestidades.
E não há essa vontade.

A OM desaprova? A OM não tem razão nenhuma.

Quanto ao subsídio de actividades com interesse na formação e na investigação, esse deveria ser proveniente da entidade empregadora. Nunca de empresas que visam o lucro e que suscitam conflitos de interesse com o subsidiado.

Seria bom para todos aqueles que não gostam de ouvir as "anedotas" que vêm a público periodicamente a esse respeito. E que são anedotas da vida real, e não ficção.

AV

Anónimo disse...

O poder destas multinacionais, resume-se a um Teorema:
sistemas sociais/sistemas económicos - canais de marketing- influências - recompensas- podder de referência - validação - sistemas sociais/sistemas económicos.

O resto prende-se com a auto-determinação e o livre arbítrio.
Os beneficiários podem canalizar a "informação" de forma benéfica -; sim, podem surgir mais valias científicas em várias ocasioes, de reuniões a congressos - ; ou ilícita. A corrupção surge quando alguns usam mal o seu livre arbítrio, pois a sua finalidade é meramente egoística.
Mas, receber de um DIM um berloque ou um almoço, ficando o destinatário destes gifts, firme nas suas convições de que, só prescreverá o que fôr melhor para o doente, cada doente, podendo bem ir buscar informação a sítios mais fidedignos que aos DIM, isto tem o mesmo valor simbólico de uma qualquer promoção de supermercado, que bem sabemos como são conseguidas, mas são apenas apelativas naquele momento, sendo que a seguir se retomam as rotinas das compras.
No caso, para os que não se deixam fácilmente influenciar, retoma-se a sua prática sustentada em vária informação, a que o DIM nada acrescentou, nem podia...
e assim voltamos a ter de dar valor à autodeterminação da vontade, face aos poderes instituídos, posto que do que se trata é de pessoas - para prescrever, para vender, para tomar.
Uma grande ingerência no modelo sócio-económico assente no marketig versus autonomia da vontade pelos Governos/ governantes iria certamente desagradar tanto a uns como a outros.

Uma coisa é certa, sem a indústria farmacêutica não há "remédios".
E outra coisa é certa também: o médico deve prescrever o melhor medicamento para aquele doente que está a tratar, seja ele desta ou daquela ou daqueloutra marca ou de nenhuma...

O Real perigo é o aparecimento de "doentes da saúde".


MAR

Raúl R Boldão disse...

Este tipo de "problemas" aguçam-me a curiosidade.... Faz-me lembrar a vontade do "padrinho" da máfia em "combater" as questões relacionadas com o crime organizado...
Isto para quem está "de fora", dá vontade de rir...

Anónimo disse...

mas se pensar que os medicamentos são pagos pelo nosso dinheiro, a vontade de rir desaparece...
CF

Raúl R Boldão disse...

Cara amiga: eu colocava a questão de outra forma. Para onde não vai o nosso dinheiro?

Curioso foi este contributo de uma leitora chamada Ana: "Pois eu acho que a Medicina não sobrevive sem os DIM... as faculdades, os congressos, os trabalhos, alguns estágios, etc, etc. Os internos não fariam o mesmo percurso sem o apoio dos laboratórios."

Ou seja, se bem compreendi, os médicos necessitam dos DIM's como forma de patrocínio/apoio para a sua formação/percurso...
Sendo assim pergunto eu: e quem apoia todos os outros alunos/profissionais não-médicos e não-profissionais de saúde?

Nestes termos podemos inferir que os médicos em troca de apoio e dinheiro, corrompem-se. Ilibam-se do pagamentos de custos associados à profissão e quem paga a conta final deste apoio aos médicos... somos todos nós.
A mim dá-me vontade de rir. A outros chorar.

Um DIM é perfeitamente dispensável. Não é um profissional que sirva de "extensão" de um laboratório em termos de divulgação informativa, pois para essa função bastava a distribuição de info via correio ou e-mail. Servem sim, como "prolongamento" dos laboratórios na promoção estratégica de tráfico de influência, ou como lhe queiram chamar.

Por outro lado, o médico gosta de se sentir "especial", o alvo de atenções, saber que está ali alguém que necessita de falar com ele, faz-lhe bem ao ego.
Fazer um DIM esperar horas a fio, é uma forma de demonstrarem pouca disponibilidade (sinónimo(?) de importância profissional, leia-se nas entrelinhas), que pode ser interpretada simplesmente como "sou-tão-importante-que-apenas-disponho-de-cinco-minutos-para-o-aturar"...
Isto tudo em tempo de expediente, ou seja pago por nós.

E isto é apenas a ponta de um iceberg gigantesco. Como querem os médicos ter a opinião pública do seu lado?

Eu (professor), durante anos (poucos) atendi técnicos editoriais (semelhantes aos DIM) para escolha de livros, ou simplesmente para assessorias técnicas. Mas cedo compreendi que recebe-los não representava uma mais valia para o meu trabalho, pois não apresentavam incrementos valorizáveis.
Deixei a minha sugestão: os livros passariam a ser enviados pelo correio. Lia-os depois.

Porque é que os médicos (já que é tão desagradável, segundo alguns, receber os "chatos" dos DIM) não fazem o mesmo?

Mário de Sá Peliteiro disse...

Visite médicale: non merci!

Visite médicale, 15 ans d'observation et un constat :
rien à attendre de la visite médicale pour mieux soigner
La démonstration est faite, et pas seulement en France : la visite médicale n'est pas un vecteur d'information utile pour les professionnels de santé qui privilégient la qualité des soins. Elle reste un outil promotionnel précieux pour les firmes, mais ne doit pas être confondue avec une source de données fiables.


A ler, na Prescrire.

Cumprimentos

medicaquetambemexplica disse...

que bom arrancar o dia a achar-me jovem: 40 de idade e 15 de Medicina, dos quais 10 sem free lunchs. acha que com mais 10 em cima pensarei como o caro MEMI?

sem a IF não há formação médica???? bullshit! se é nos congressos que os médicos se formam e actualizam estamos perdidos (pois estamos, já sei). ou será mesmo na visita do delegado?

já não compra, esse discurso do "eu também já fui assim mas depois caí na realidade". não estamos a falar de mudar o mundo, colega MEMI. estamos a falar de mudar a sua prática para com os seus doentes. tal como lhe pedimos que separe o seu lixo, que poupe energia, que vote em quem acredite, que defenda os seus valores, ou mesmo que cuide da sua saúde (sabendo embora que o mundo não será outro se o fizer).

medicaquetambemexlica disse...

e eu não demonizo os DIM. se a minha postura põe alguém em questão, são os própios médicos (e os DIM e a IF sabem perfeitamente disso, sabem bem quem são os elos mais fracos deste negócio). claro que no dia em que tudo funcionasse como deve ser, o emprego dos DIM terminaria, mas é como ser polícia, ou coveiro, são trabalhos que alguém tem de fazer mas quem dera que não fossem precisos.

Ana disse...

É idealista achar o Estado pode acabar com o mercado farmacêutico e reunir a decisão do monopólio de 1 única marca para cada molécula! Teria de escolher sempre a marca original que gastou dinheiro na descoberta da molécula ou a investigação estagnava!E a Medicina vive da investigação... os grandes progressos têm sido farmacológicos e não se devem aos médicos que investigam nas faculdades e fazem grandes descobertas.A investigação é feita pelos laboratórios,que descobrem as moléculas, desenvolvem ou apoiam os estudos e comprovam cientificamente que o medicamento é eficaz! Os médicos e os Governos engolem a informação (e felizmente que ela existe) partilham-na e discutem-na de forma independente (tentam!) em Congressos, reuniões e artigos coientíficos, que são os impulsionadores do desenvolvimento científico.Este mundo da Medicina não pode ser comparável a outra profissão em ritmo de desenvolvimento,formação profissional e sobretudo nos custos que isso acarreta.Quais os últimos avanços na pedagogia por ex,que investigações decorrem nas escolas,a quantos congressos vão os professores,quantas revistas científicas da área existem?Em relação à Medicina a resposta é de centenas ou milhares a cada ano.Portanto a relação indústria farmaceutica/Medicina
é uma relação amor-ódio,com muitas subversões e mercados negros pelo meio,demasiadas coisas a corrigir,mas não lhe podemos voltar as costas e achar que sobreviveremos mais honestamente sem eles.Deveremos sim é viver mais honestamente com eles, porque é provável que não haja ninguém no mundo desenvolvido que já não tenha tido algum benefício deste poderoso mercado!

Raúl R Boldão disse...

"É idealista achar o Estado pode acabar com o mercado farmacêutico e reunir a decisão do monopólio de 1 única marca para cada molécula!"

De facto é idealista, mas funcionaria concerteza. Sucesso garantido. Tristeza profunda para muitos médicos.

Anónimo disse...

"Teria de escolher sempre a marca original que gastou dinheiro na descoberta da molécula ou a investigação estagnava"

Não creio.
Já existe o mecanismo de exclusividade na comercialização da molécula durante os primeiros 5 anos após a sua descoberta, para recompensar o laboratório investigador.

Julgo que chega.

Por isso é possível e desejável uma medida assemelhada à que defendi supra, a bem da credibilidade da classe e do fim de umas quantas situações ridículas que envergonham a maior parte dos médicos que nelas não se revêem.

E claro que há diversos graus de promiscuidade com os DIM. Uns inofensivos (certamente a maior parte), outros criminosos.
Mas é sempre promiscuidade. Não é "bonito" aos olhos de quem vê.

E claro que a indústria farmacêutica é fundamental.
Ninguém pôs isso em causa.
Julgo é abusivo achar-se que um concurso inocente, instrumento de boa gestão de recursos, pusesse sequer em causa toda uma estrutura ou indústria, à partida entre as mais sólidas e lucrativas de todas.

AV

Raúl R Boldão disse...

"Não creio.
Já existe o mecanismo de exclusividade na comercialização da molécula durante os primeiros 5 anos após a sua descoberta, para recompensar o laboratório investigador.

Julgo que chega."


Julgo que isto é um testemunho retórico. Fala por si.
5 anos já é uma "penitência" que chegue, não é? Para os laboratórios e para os médicos.

Medico Explica disse...

Quando disse que a CF e medicaquetambemexplica eram jovens, foi porque tinha lida um comentário onde alguém (que presumi serem as duas!) dizia que estava a iniciar, nun caso, e a acabar o curso, noutro. Mas o que interessa são as ideias, sejam aos 20, 40 ou 50.

Medico Explica disse...

Quando disse que a CF e medicaquetambemexplica eram jovens, foi porque tinha lida um comentário onde alguém (que presumi serem as duas!) dizia que estava a iniciar, nun caso, e a acabar o curso, noutro. Mas o que interessa são as ideias, sejam aos 20, 40 ou 50.

Vítor Farinha disse...

este blog está-se a tornar sectarista e desinteressante. os dr. é que sabem e o resto é paisagem.

Anónimo disse...

Em África são todos muito honestos, ninguém vive à custa dos laboratórios... mas os doentes tb não vivem. Realmente quem manda não são os médicos mas o dinheiro!

Anónimo disse...

Mesmo beneficiando de alguns apoios da industria, acho que os médicos teriam uma vida bem mais facilitada se acabassem com os DIM, as insignificâncias que eles oferecem, os montes de marcas que têm de decorar para escolher a melhor, os congressos, os trabalhos, as deslocações... acho que a maior parte dos médicos só tinha era a agradecer. Ou por acaso alguém acha que a classe médica dá assim tanta importancia a uma caneta ou mesmo a uma viagem? Se elas são oferecidas aproveitam, se não existissem ninguém morria!! Provavelmente as pessoas que criticam incomodam-se mais com o fim deste negócio que os médicos! E vocês nas outras profissões? Se existissem um mercado semelhante? Recusariam qualquer proposta de apoio, uma caneta, um caderno, uma viagem?? Duvido!!

Raúl R Boldão disse...

De facto, parece que estes pontos de vistas estão cada vez mais extremistas e inocentes.

"Ou por acaso alguém acha que a classe médica dá assim tanta importancia a uma caneta ou mesmo a uma viagem?".

Se não dão importância, não sei porque é que as aproveitam todas e "sugam" os DIM até ao tutano.


"E vocês nas outras profissões? Se existissem um mercado semelhante? Recusariam qualquer proposta de apoio, uma caneta, um caderno, uma viagem?? "

Claro. A isso chama-se suborno e corrupção. Nem todos as classes são subornáveis. E claro, dentro das próprias classes nem todos os são, tal como acredito que existem médicos que não prescrevem pela marca, mas sim pelo preço, em benefício para o utente. São responsáveis, profissionais e acima de tudo íntegros.

Anónimo disse...

olhe que não fiquei nada ofendida com o facto de ser "jovem"
bem pelo contrário. :-)
CF

Medico Explica disse...

Pronto. Então reincido: fico satisfeito por ter jovens colegas debutantes "nos entas" e ainda agora saídas dos trinta.

Anónimo disse...

"Nem todas as classes são subornáveis"....

Lírico! :)

AV

Anónimo disse...

Mais que lírico!!! E neste mundo os médicos são dos menos corruptos e dos que mais horas do seu tempo dão de graça pelos outros! Aliás mais NENHUMA profissão faz ou faria pelos outros o que os médicos fazem e só mesmo quem não é do meio é que não consegue testemunhar isto e só sabe atirar com chavões de que os médicos são gananciosos e subornáveis. Mas enquanto tiverem essa opinião podem dar-se por felizes, significa que nunca tiveram a necessidade de testemunhar a verdadeira realidade da Medicina.

Anónimo disse...

Estonteante o último testemunho!
O anónimo já pensou seguir a carreira de teatro?

medicaquetambemexplica disse...

um anónimo escreveu aí acima que há vários graus de prosmicuidade entre médicos e DIM, e que alguns são inofensivos. outro (ou o mesmo?) escreveu que ninguém dá valor a uma caneta... é este o pecado original da relação entre médicos e indústria, é esta a ignorância original: não há relações "inofensivas", as canetas influenciam, sim, há numerosos estudos a prová-lo; e é por isso que se diz que não há canetas grátis, colegas, não há nada grátis.

muitos médicos têm os DIM em fraca conta, julgando que eles julgam, coitados, que conseguem (com uma caneta - ou uma viagem ou uma inscrição de 200 euros num congresso) modificar alguma coisa nos seus hábitos de prescrição. acontece que os DIM não têm os médicos em melhor conta: são funcionários de multinacionais que dispõem de estudos de mercado que continuam a provar-lhes que é muitíssimo rentável investir em canetas (e nos bons ordenados que auferem os DIM).

não, não acontece só aos outros, só aos incautos. a publicidade e as técnicas de marketing funcionam com todos os que a elas se expôem, e os que se julgam mais imunes a elas são os seus alvos mais interessantes.

Anónimo disse...

Os estudos de marketing avaliam estratégias ou acções de marketing. Isto é, o somatório da despesa (com a publicidade) com o lucro.

Há médicos que "dão despesa", sim senhor. Estamos todos de acordo que os que "dão lucro" compensam certamente aqueles.

Mas se quiser, colega, concedo: "mais ou menos inofensivos". Fica a rectificação, em nome do perigo global das canetas.

Mas enfim, estamos de acordo no essencial, que é o supérfluo contributo dos DIM na formação médica, e na sua desnecessária existência.
Ou seja, no raciocínio subjacente ao texto.
E isto é do melhor que arranjo nestas bandas.

A propósito, o nome é abreviadamente AV, vulgo Alfredo Vieira, e assino sempre os meus comentários.

AV