segunda-feira, setembro 27, 2004
Viva. Sou Jornalista,
Perguntando muito, essencialmente, porque escrever textos jornalísticos sobre ciência é fazer acima de tudo uma tradução da linguagem científica para a linguagem corrente.
.../...
Foi uma boa recompensa para a luta anti-especulação que tive aqui na redacção em relação ao uso da palavra "epidemia" ... Levar com uma das suas críticas impiedosas seria arrasador e, confesso, sentir-me observada aumenta o alerta anti-erro!..."
Mais não transcrevo para não se identificar a origem, embora não fosse pedido anonimato.
Mas o e-mail desta(e) jornalista só demonstra que existe uma luta nas redacções entre especulação e obscurantismo e ciência.
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domingo, setembro 26, 2004
Neste Tempo ...
... pediatras, médicos de clínica geral, cirurgiões, barbeiros, farmacêuticos, médicos em geral lutavam por um bem comum: a pessoa humana.
Não sei se não será melhor voltar atrás...
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A Falta De Preparação Dos Pediatras Confessada Pelos Próprios
Se é seguido ou não pelos seus colegas, não sei!
Mas fiquei a saber que, de acordo com o que foi discutido no VII Congresso de Pediatria:
- "os pediatras são poucos em Portugal" - porquê invadir os centros de saúde?
- "querem ser no futuro muito mais que um médico" - porquê invadir outras profissões!
- "um dos imperativos éticos da pediatria do futuro é prevenir a violência" - é um imperativo ético de toda a sociedade.
- "o pediatra saberá responder às mudanças." - portanto ainda não está preparado!
- "O pediatra terá de saber lidar com novas doenças provocadas por novos hábitos, como o fumo do tabaco" - mas há quantas décadas há fumo do tabaco!
- "... consumismo..." - das consultas de pediatria nos consultórios privados, de acordo!
- "... competirá "zelar" pelo bem-estar de crianças portadoras de doenças crónicas, que os avanços da ciência lhes permitiram salvar." - mas ainda não aprenderam a zelar pelas doenças crónicas? Isso é falta de formação...
- "Mas hoje temos os "bernardos", com direito a pediatras, e os "zés", crescendo "por sua conta e risco" - de acordo. Em cada dia nos consultórios lisboetas ou portuenses ou de outra qualquer grande cidade, poderiam oferecer gratuitamente consultas para os "zés". Ou será que os "bernardos" continuariam a ser seguidos com todo o conforto nos consultórios do Hospital Cuf Descobertas ou Clipóvoa e os "zés", ao monte, nos centros de saúde com os pediatras a consultarem por atacado?
- "Os pediatras não têm formação oncológica" - foi afirmado pela pediatra inglesa, Jillian Mann.
- "Temos de fazer tudo para que o diagnóstico seja o mais precoce possível, para atingirmos taxas de cura de 100 por cento" - formação oncológica para todos os pediatras, foi exigido por um pediatra oncológico.
- "sublinhou, igualmente, a necessidade do diagnóstico precoce e lembrou que o cancro é a segunda causa de morte das crianças" - isto acontece porque os pediatras não têm formação suficiente em oncologia.
- "Todos os pediatras deveriam ter uma formação mínima em oncologia. Essa foi a tese defendida pela inglesa" - significa que ainda a não têm.
- "Congresso Pediatria: Médicos mal preparados para ajudar pais prevenir acidentes" - uma especialista alertou hoje para a falta de preparação dos pediatras.
- "77 por cento dos pediatras tinham noção da importância do seu papel nesta matéria, mas que mais de metade reconheceu não ter conhecimentos teóricos para esta abordagem" - de acordo com Elsa Rocha.
- "foram "apenas 28 por cento" os que afirmaram ter a noção de saber como intervir junto dos pais" - e querem ser pediatras de família.
- "Portugal é o país da União Europeia com maior taxa de morte por acidentes e é o segundo que menos tem reduzido esse número nos últimos 20 anos" - segundo Helena Menezes, secretária-geral da Associação para a Promoção da Segurança Infantil. É a permanente falta de preparação adequada dos pediatras para a educação para a saúde.
- "sendo que apenas 35 por cento dos pais transportava as crianças de forma correcta com base nas normas e dispositivos de segurança adequados, actualmente em vigor." - resultado de um inquérito a frequentadores de consultas de pediatria. Continua a não haver tempo para educar as maezinhas.
- "A urgência hospitalar continua a servir como primeira linha de tratamento da doença aguda na criança, o que prejudica o atendimento e distorce o princípio deste serviço" - se os pediatras continuarem a depreciar os médicos dos centros de saúde, nunca mais se livram do povo que vai às urgências e não aos seus consultórios?
- "mais de um quinto da população estudada teve mais de quatro consultas na urgência em seis meses, apontando para uma clara predominância do recurso ao serviço de urgência, em detrimento dos serviços de apoio permanente" - pois é. Não há dinheiro para as consultas privadas por causa do vómito, do pingo no nariz, do galo na cabeça e como "os médicos de família não têm preparação", o povo vai ao hospital.
- "Por outro lado, o orçamento familiar é hoje cada vez mais curto, levando muitos pais a cortar as consultas periódicas nas clínicas privadas de Pediatria" - isto foi afirmado por um pediatra!
- "Um pediatra é um conselheiro do doente e da família. Tem de estar disponível 24 horas por dia, incluindo no Natal, no Ano Novo, nas férias." - quantos telemóveis ficam desligados quando os pais mais precisam!
- "E aí ninguém nos ouve. Falta fazer muito" - com dislates destes, quem os quer ouvir?
- "Ser pediatra é uma vocação e uma trabalheira." - trabalheira, foi a palavra empregue por um pediatra. Mas na Cuf descobertas ou no Restelo, a trabalheira deve compensar.
- "Tem de saber um pouco de todas as especialidades e estar sempre disponível para toda a família." - especialidade generalista.
- "Caso contrário, torna-se num passador de receitas e não é um aliado na prevenção de problemas" - afirma Octávio Cunha.
- "... e os poucos (novos) pediatras preferem ficar, em exclusividade, nos hospitais, onde há responsabilidade partilhada" - e umas consultitas por fora, nas grandes cidades. A exclusividade é para ser cumprida.
- "O preço elevado das consultas privadas também se deve à diminuição de oferta." - a medicina mercantilizada.
- "Um pediatra que abre um consultório paga , por cada consulta, 40% de impostos e cerca de 30% das receitas é gasto na manutenção das instalações" - resta uma margem de lucro de 30%, nada mal.
- "Os pediatras referem a solidão das crianças como uma "dos maiores preocupações da sociedade actual" - de acordo. A solidão é transversal na sociedade.
- "... criando gerações de egoístas, que não sabem (nem querem) ouvir os outros." - exactamente. O dr Libério também demonstrou egoísmo.
- "E em termos de natalidade, .../... seremos cada vez menos e dependentes dos imigrantes que têm mais filhos do que nós"- avisa Marques Valido. Será uma costela racista? Os médicos têm que se dedicar por igual a todas as pessaos independentemente da raça, religião ou nacionalidade.
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Seara Ou A Epidemia do Ódio Disseminada Pelos Jornais
Os jornalistas têm escolas superiores de jornalismo, de comunicação, públicas e privadas.
Há óptimos jornalistas, sérios, competentes, honestos. De cor cito dois que representam (para mim, CLARO!) o que de melhor há na seriedade do jornalismo português: Adelino Gomes e Joaquim Furtado. Outros haverá, mas este bilhete não é para falar de nomes.
É para falar da epidemia de ódio que os jornalistas veiculam nos jornais que os contrataram (talvez seja este o problema: nas licenciaturas ensina-se uma vertente do jornalismo, nas empresas de comunicação exige-se o lucro, o despudor, a iliteracia, o "quanto pior, melhor"!)
Estavam os médicos de família da zona, os médicos de saúde pública locais, regionais e nacionais, os epidemiologistas, os médicos infecciologistas hospitalares, os veterinários, os patologistas, os bacteriologistas e virulogistas, os farmacêuticos, os analistas, os técnicos de laboratório, e todo o pessoal de apoio e manutenção desses locais em conjunção de esforços a tentar descobrir um agente infeccioso letal para duas pessoas e correndo também os riscos inerentes ao contacto com um agente patogénico ainda desconhecido.
Da conjugação do saber de todos estes técnicos, particularmente usando as teorias básicas de epidemiologia, uma certeza se ia impondo: tratar-se-ia de um agente infeccioso restrito a um local e de pouca contagiosidade e infecciosidade.
Mas a comunicação social tratou de o transformar em mais uma epidemia, a da incompetência e da negligência.
Ouvi com as minhas membranas timpânicas, que transmitiram pelo martelo, pela bigorna e pelo estribo aos meus massacrados neurónios (para os senhores jornalistas ficarem com um melhor conhecimento da fisiologia da audição, e perceberem que martelo, bigorna e estribo não são instrumentos de ferreiro, mas sim uns minúsculos ossículos que permitem que enormes calinadas e impropérios - não os permitindo censurar - invadam o nosso cérebro , aconselho esta leitura ligeira), um jornalista de uma tv de referência afirmar que já havia mais casos espalhados pelo país e com os de Seara relacionados!
Li com os meus globos oculares em vários jornais a afirmação: "Como é que podem dizer que não existem novos casos se o agente infeccioso não foi ainda identificado?" - Era um facto que depois do dia 14 não deram entrada NOVOS casos.
Mas nada impedia que após o dia 14 outras doenças pudessem ter aparecido: sífilis com o seu complexo primário, proctites, balanites, onfalites, vaginites, vulvites, vulvo-vaginites, cervicites, endometrites, ooforites, dip, etc, outras doenças infecciosas das partes menos simpáticas do nosso corpo, e mesmo diarreias, pústulas, abcessos, antrazes, panarícios, tudo doenças infecciosas, estas, geralmente exalando mau cheiro!
Alguns dias depois, começam as habituais perseguições e inquéritos à ciência e ao saber, transformando afirmações de rua em importantes declarações de princípio, bombásticas, acusatórias, exigindo inquéritos, punições, perseguições, insultos, e, repare-se, enquanto nos laboratórios afincadamente se procurava descobrir o agente causador da doença. Parece que foi uma carraça.
Ficamos a saber que Seara tinha carraças rurais espalhadas pelo seu espaço geográfico, com as quais a junta de freguesia nunca se preocupou. Naqueles dias a aldeia foi também invadida por outras carraças, estas urbanas.
Também ficamos a saber que a junta de freguesia comprou 1.000 garrafões de água, por sua iniciativa. Sabemos que os bombeiros têm camiões cisternas próprios para abastecer água a populações carenciadas!
Só não soubemos a quem foram comprados e a quem foram distribuídos esses 1.000 garrafões. Que foram comprados com o dinheiro dos contribuintes, foram de certeza.
Mas isto não interessa aos jornais, só se o presidente da junta fosse médico, farmacêutico ou veterinário é que era notícia!
- "... um inquérito à actuação das entidades hospitalares e da DGS." - Luís Henrique Oliveira - Jornal de Notícias.
- "Revolta: população de Seara exige responsabilidades. Queixa em tribunal contra a Direcção-Geral de Saúde." - Rui Filipe Moreira, Correio da Manhã.
-"Um grupo de moradores de Seara, em Ponte de Lima, vai pedir ao Ministério Público que abra um inquérito à actuação da Direcção-Geral de Saúde (DGS) perante o surto que provocou duas mortes e o internamento de sete pessoas." - Rui Filipe Moreira, Correio da Manhã.
- "... mas condena a actuação dos responsáveis da DGS"
- "Isto é brincar com as pessoas. Se não sabem o que causou as mortes, como é que podem afirmar que não há motivo para alarme?",
- "... mas as declarações, ontem, de Francisco George, subdirector-geral de saúde, à RTP, tiveram o efeito da gasolina na fogueira."
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sábado, setembro 25, 2004
Tou Triste!
Morreu alguém que eu não esperava!
Era apenas um meu doente a quem me habituei ouvir.
Morte súbita e inexplicada.
Procurou-me na véspera por assuntos de outrem.
Os médicos também entristecem!
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quinta-feira, setembro 23, 2004
As Televisões Deram Voz A Uma Assassina!
E já pediram desculpa?
Segundo esta notícia (das 20h às 8h paga à IOL para ler a notícia.) do Portugal Diário foram presas duas pessoas que confessaram um crime.
As nossas queridas televisões fizeram Portugal chorar (eu não chorei porque não vi!) mas quem viu chorou.
As televisões deram voz a uma assassina. E já pediram desculpa? Pediram desculpa aos seus clientes pelo logro em que caíram?
Foram negligentes!
Quem as julga?
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Os Pediatras Ao Ataque!
Querem invadir os Centros de Saúde e começarem a medir as criancinhas com uma fita métrica, uma balança e uma craveira! Provavelmente pensam que o Estado lhes vai pagar o mesmo que pagam as mães das criancinhas por essas medidas e por ouvir a frase sagrada:
- "O seu bebé está muito bem!"
Mas não querem só invadir os centros de saúde e serem médicos de família! Também querem passar a ser psicólogos, pedopsiquiatras, terapeutas familiares, assistentes sociais, e sei lá que mais!
O presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria descobriu isso e tem-se multiplicado em entrevistas aos jornais afirmando isso mesmo:
- "Queremos ser tudo. As crianças são nossas que ninguém lhes toque! São nossas! São nossas e prontos!" (citação de cor).
Aguardo com invariavel alegria e espanto, ver os meus colegas pediatras a reivindicarem serem também os enfermeiros das criancinhas.
Por cada aplicação de mercurocromo vulgo betadine nas arranhadelas das ditas criancinhas propriedade da pediatria, quanto levarão? Se por medir e pesar é o que se sabe....
E fica uma pergunta: se os pediatras querem vir consultar crianças saudáveis para os centros de saúde, será que vão abandonar os seus consultórios? Os hospitais, parece que estão em vias de o fazer.
E fica mais uma pergunta dura e propositada: De que gostam mais os pediatras? Das criancinhas ou daquilo que as mãezinhas têm dentro da carteira?
E uma terceira pergunta: que tem a dizer a Comissão formada para o desenvolvimento da Saúde Infantil (actividade dos médicos de família regulada em Lei).
Será que não concluiu já o contrário?
Peço desculpa a todos os pediatras que conheço e não conheço pela dureza deste bilhete, mas irritei-me ao ler várias entrevistas a bater na mesma tecla: nós somos os melhores! As criancinhas são nossas! os outros são todos incompetentes.
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terça-feira, setembro 21, 2004
Dislates Soltos
Também se vai criando uma rede de informadores informais e não solicitados, que vão perscrutando o éter, plasmas ou tintas da nossa comunicação social. Assim:
Alguém me disse que a RTP inventou uma nova classe de bactérias: "as bactérias crónicas"!
O mesmo alguém também me disse noutra ocasião que a SIC continua a insistir no virus da tuberculose.
O Jornal de Negócios troca Serviço Nacional de Saúde por Sistema Nacional de Saúde e em título gordo. As duas terminologias existem, mas o Sistema Nacional de Saúde é composto pelo Serviço Nacional de Saúde, por todos os subsistemas de saúde (ADSE, SAMS, ADME, etc) e por todas as entidades privadas. Conclusão o jornalista é uma abécula.
A SicNotícias interrompe o seu jornal da noite para afirmar em notícia de última hora: "duas pessoas morreram, uma está em coma e três crianças internadas vítimas de uma infecção desconhecida". Só depois dizem que uma faleceu em 31 de Agosto, outra uns dias depois e os internamentos aconteceram há alguns dias! Para notícia de última hora não está nada mal. O jornalista até insinua na entrevista com o homem do queijo limiano (o verdadeiro!) que a infecção se alastrava por Portugal.
Ai SicNotícias!
Até tu enveredas pelo sensacionalismo bacoco e fácil. Eu confesso que fui dormir arrepiado, acordei várias vezes cheio de comichões e tive pesadelos. Sonhei que tinha tido um caso com a bactéria assassina que alastrava em Portugal, o preservativo tinha rompido e a bactéria tinha sido presa por ter feito um aborto clandestino num hospital SA (pagou bem!).
O O Comércio do Porto como não sabia mais que inventar para falar sobre a infecção misteriosa, entrevistou a Florbela, profissão - mãe, actividade - acompanhante da filha num internamento. Com medo da infecção misteriosa decidiu retirar a sua filha do hospital.
É assim: os jornais lançam o pânico sobre as pessoas, desestabilizam-nas e depois entrevistam-nas. É o chamado jornalismo dois-em-um.
O Veterinário anónimo e responsável, informa-me:
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domingo, setembro 19, 2004
Sexo Com Preservativos Ou Com Seringas? Que Escolher?
Eu, na altura certa ofereci à minha filha um preservativo. Mas não lhe disse: leva-o e utiliza-o já. Disse-lhe: utiliza-o quando entenderes, mas UTILIZA-O!
E sabem porquê? Não porque me preocupasse que ela trouxesse para casa um neto.
O que eu não queria era que ela trouxesse para casa a SIDA, a hepatite B, a sífilis, a blenorragia, a Chlamydia trachomatis, o cancro mole, as verrugas genitais ou condilomas, o herpes genital ou mesmo tricomonas, como muitos maridos levam para casa...
Só não podia evitar com o preservativo os chatos dos namorados!
Mas o vizinho intelectual das Letras confundiu preservativos e seringas. Sexo com droga. Prazer com horror! Provavelmente pensou que eu seria apologista de que se organizasse em cada escola e durante os recreios, bancas para distribuição de preservativos para umas rapidinhas nos intervalos.
Oh meu caro, não me entenda tão ingénuo. Tudo faria parte de intervenções planeadas e programadas.
Não sou nem quero ser tão ingénuo como muitos pais que apenas sabem que a filha está grávida quando pare! E olhe que é verdade! Ou que se façam os famosos diagnósticos de meninomas nos bancos dos hospitais, quando a filha até é uma santinha...
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Para Que Não Haja Dúvidas...
Por isso forneço esta ligação: Dano colateral.
E também sou a favor do planeamento familiar, da educação sexual, da distribuição de preservativos nas escolas e volto a dizer da educação sexual.
Sou a favor das paixões. Sou contra as depressões. Sou a favor do amor, livre ou não.
E volto a dizer: sou a favor da educação sexual dirigida aos professores. Até proponho que o Ministério da Educação inicie um programa financiado pela Comunidade Europeia, em que os alunos dêem aulas de Educação Sexual aos professores.
Sou contra a mentira. Sou a favor da verdade. Sou a favor da livre escolha, do parceiro, do método anticoncepcional, do sexo, dos afectos, das mãos.
Sou contra a mentalidade retrógrada, contra os valores impostos pelas instituições que controlam os afectos, os sentimentos, as escolhas individuais.
Sou contra o uso de imagens manipuladas de fetos na barriguinha da mãe. Muito retocadas, muito luminosas. Muitas das que foram distribuídas eram falsas.
Sou contra a propaganda fácil ao aborto. Sou a favor da livre escolha das mulheres.
Sou contra a opressão.
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sábado, setembro 18, 2004
Esqueci-me da Desassossegada!
E disse muito bem. Quem ouve de um lado e do outro, fica com a ideia que um abortamento, mesmo quando espontâneo, é uma situação tão banal como dar um espirro.
Mas enganam-se. As perturbações do foro psicológico existem e podem ser graves.
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Manual Da Manipulação ou A Susana Caravana É Jornalista?
Essa senhora, provável jornalista debutante, titula uma notícia assim:
Ou é só para vender mais uns jornais.
1º os jornalistas já andam a cocar (devem pagar a alguns informadores) as enfermarias com internamentos dos hospitais à espera de encontrar algumas notícias espalhadas pelo pavimento.
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sexta-feira, setembro 17, 2004
O Cromossoma Estúpido!
O triplo amigo Dupont também descobriu a iliteracia científica dos nossos jornalistas, nossos porque são de Portugal.
Este post intitulado Lost in Translation sobre um notícia do Diário Digital é esclarecedor.
A iliteracia científica dos nossso media tem que ser combatida.
Afirmar que a tuberculose é originada por um virus (ver O Vírus do Jornal Tísico) é tão hilariante como afirmar que foi descoberto o quinto cromossoma.
Provavelmente foi o cromossoma da estupidez!
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quinta-feira, setembro 16, 2004
Sr Dr Juíz Conselheiro, Conhece Os Seus Tribunais?
Nossas porque são do Povo.
Só o povo é que recorre às urgências e por tudo e por nada, porque nas grandes cidades não tem outra alternativa.
Tanto vai por causa das varizes ou do hemorroidal, ou porque lhe dói a cabeça ou as costas, porque decidiu empurrar o guarda-fatos ou se chateou com a mulher. Tudo isto cai nas Urgências.
Será que um enfarte, uma apendicite, um AVC, um acidente ou até mesmo um corte com a faca da cozinha ou a lixívia que se ingeriu, porque a própria vítima se lembrou de encher a garrafa de água do luso, não terão prioridade?
Mas o que me alarma é que é a segunda vez em quinze dias que há borburinho porque alguém não concorda com o internamento de um familiar.
Para a próxima terei de dizer solenemente: "V. Ex concorda com a decisão médica de internar este seu familiar ou tem que reunir a família toda para uma decisão colectiva. Quanto tempo prevê V. Exª que a vossa família tome uma decisão?"
Mas o que me revolta é que o sr juíz conselheiro não deve conhecer os seus tribunais!
Conhecem por acaso os leitores deste blogue as salas de espera de muitos tribunais? E quando não há sala de espera, onde esperam as testemunhas? Em sofás? Bem instaladas, com afectividade dos oficiais de diligências? E quando nem cadeiras há? E se quiserem beber uma aguita passadas que foram 8 horas de um julgamento e nem sequer se foi ouvido? E quando se marca nova data e nova data e nova data e não nos perguntam nada? E nova espera, nova penitência, novo jejum? Ou será que os tribunais agora servem um lanchito às testemunhas? Pelo menos nas urgências há diversas máquinas de vending ...
Eu próprio já passei pelo vexame de ter que ir fazer xixi e cocó ao café da esquina, porque naquele tribunal só havia casas de banho para os senhores juízes, advogados, oficiais de diligências e outras personagens da casa. As pobres testemunhas, tal qual os doentes nas grandes urgências, não têm direitos. NENHUNS.
Como a crónica do sr dr juíz conselheiro é pequenina, vou fazer um exercício e substituir a problemática hospitalar e clínica pela problemática da justiça, dos tribunais, etc
Audiências (Urgências)
por Médico Explica MEDICINA A INTELECTUAIS (Artur Costa JUIZ CONSELHEIRO)
Agora que a questão da justiça (saúde) está na ordem do dia, por via dos advogados oficiosos (das taxas moderadoras diferenciadas), talvez fosse de bom aviso fazer uma excursão pelas audiências dos tribunais (urgências dos hospitais).
Talvez ficássemos aterrados com algumas cenas frankensteinianas.
Contaram-me peripécias de uma longa jornada de espera numa dessas audiências dos tribunais (urgências hospitalares), que me tiraram o sono. Coisas que fazem lembrar os velhos tempos que em teoria foram sacudidos pelo 25 de Abril. Pessoas que aguardam horas e horas, de pé, encostadas às paredes, jejuando, penitenciando, até serem ouvidas (atendidas) ou até verem os seus problemas atendidos (resolvidos).
Pessoas, isto é, testemunhas ou queixosos (doentes) que são obrigados a prestar declarações (se socorrem da urgência), que de sala de espera (urgência) só tem o nome, visto que esses locais parecem concebidos para desafiar a capacidade de resistência de quem, por má sina ou por desdita, lá vai parar. Testemunhas (Doentes), ou seja, pacientes, na verdadeira acepção da palavra.
Pacientes que aturam tudo com uma santa paciência - a arrogância, quando não mesmo a brutalidade de quem ali tem o poder, porque é de um poder que se trata; a humilhação e o desdém -, porque, infelizmente, a maior parte dos que lá estão à espera não tem cultura, não tem posses, não tem relevância social e desconhece, por isso mesmo, os seus direitos. Pode-se tratá-los com indignidade e sem consequências. Até (porque se trata de um poder com a sua coerção) chamar um polícia de serviço, como me asseveraram que aconteceu nessa tal audiência (urgência), para pôr em ordem uma jovem mulher que acompanhava uma parente (talvez a sua mãe) e que entrou em pânico, por ver que essa sua parente tinha de ficar presa ( internada), e vir o polícia, de urgência, e malhar-lhe desapiedadamente, ante a passividade dos circunstantes.
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Serviço Nacional de Saúde, 25 Anos
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terça-feira, setembro 14, 2004
O Comércio (Ou A Indústria?) Das Crónicas
Vem isto a propósito de uma afirmação interrogativa de ANTÓNIO BARRETO numa crónica do Público, em 14 de Setembro de 2004 e intitulada "A Falta de Enfermeiros."
Então não é que o sr Barreto se interroga com uma frase de valor afirmativo:
"Será que os médicos não querem mais enfermeiros por que isso lhes daria motivos para trabalhar mais?"
É que não consigo compreender a relação causa-efeito entre o maior número de enfermeiros e mais trabalho médico. O inverso ainda aceitaria.
Se o senhor Barreto trocasse a palavra enfermeiros por doentes, ainda compreenderia:
"Será que os médicos não querem mais doentes por que isso lhes daria motivos para trabalhar mais?"
Esta teria lógica!
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segunda-feira, setembro 13, 2004
"Só uma dúvida: Está a ser sincero ou está a dar-me bailinho?"
Como poder ver, cara P. quem nos dá bailinho (aos portugueses) são médicos incompetentes (que também os há, mas só os outros médicos é que reconhecem essa incompetência) e pseudo-jornalistas estagiários em jornais populistas manipuladores de sentimentos.
Boa tarde,
tenho sido uma leitora assídua do seu blog e prestei bastante atenção à referência que fez à doença de Crohn e ao caso da Filomena. Tenho uma grande amiga que sofre dessa doença e que tem uma qualidade de vida "invejável" por isso não pude conter a raiva que senti quando li um artigo publicado hoje, dia 10 de Setembro, no 24 Horas sobre este mesmo caso.
Vergonhoso e mentiroso!
Liguei e consegui falar com a jornalista que redigiu o artigo: uma vergonha. Escudou-se por de trás de um médico que supostamente lhe terá dito que a doença de Crohn era mortal e que aos doentes só lhes resta esperar pela morte!
Peço-lhe que não deixe passar isto em branco e que volte a focar este assunto!
Eu que já fui jornalista digo-lhe que é com orgulho que me distanciei dessa àrea e que é com mágoa que sou forçada a dizer que de facto o jornalismo em Portugal está uma miséria!
M. S.
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sábado, setembro 11, 2004
1 de Setembro, 2 de Setembro, 3 de Setembro, 4 de Setembro, ... 10 de Setembro, 11 de Setembro, 12 de Setembro, ... 30 de Setembro
Todos os dias são onzes de Setembro.
No Iraque já morreram 1/3 dos mortos do verdadeiro onze de Setembro, só em militares norte-americanos. Quanto aos iraquianos, não são contabilizados.
Na Rússia, numa semana morreram cerca de 1/4 dos mortos do verdadeiro onze de Setembro.
No resto do mundo, não sei.
Não a todas as formas de terrorismo!
Não ao terrorismo fanático dos islamistas!
Não à política fanática americana anti-árabe!
Não às monarquias do Golfo, grandes aliadas, quer dos islamistas, quer dos americanos.
Não ao terror suicidário! Não ao terror de estado!
Não à morte!
Viva a vida!
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sexta-feira, setembro 10, 2004
O Vírus do Jornal Tísico
Que chamem micróbio ao nome do "bicho", ainda se tolera e assim não se enganam pois sob o abrangente nome não científico de micróbio tudo se esconde, sejam bactérias, vírus, protozoários, até alguns fungos, e porque não os candidatos a seres vivos, os priões.
O jornalista mostrou-se mais incompetente e ileterato que os alunos da Escola Secundária Manuel Cargaleiro que nos dizem aqui, que desde 1882 Robert Kock sabe que não é um vírus que provoca a tuberculose, mas sim uma bactéria que vem infectando a humanidade, talvez desde a pré-história, tendo sido descobertas múmias egípcias e peruanas que apresentavam sinais da doença.
Tudo isto os alunos adolescentes da Escola Secundária Manuel Cargaleiro sabiam, só não sabiam que um jornal importante iria descobrir um novo agente para uma velha doença, induzindo todos os seus leitores em erro.
Será que esse jornal pretende voltar aos tempos em que a tuberculose se tratava em hospitais especiais (sanatórios) onde podiam recuperar com ar fresco, descanso, uma dieta saudável e também prevenir a transmissão da doença a outras pessoas.
Mas rapidamente apareceram as resistências e foi necessário juntar quatro antibióticos (!!!).
Tudo isto se disse num trabalho realizado por um grupo de putos espertos da Escola Secundária Manuel Cargaleiro. Esperemos que todos sigam jornalismo.
Tuberculose, tísica, peste branca ou mal proletário durante muito tempo vitimou preferencialmente os mais jovens e os oriundos das classes trabalhadoras.
Hoje democratizou-se, espalhou-se pelas várias classes sociais e intelectuais, incluindo jornalistas, médicos, políticos, etc e esta forma multirresistente (aos antibióticos tradicionais) apareceu nos EUA, em Miami e em Nova Iorque, em comunidades marginais. O abandono do tratamento, por parte dos doentes, é um dos múltiplos factores que permitiu aos bacilos da TB ganhar força e resistência.
Portanto senhor jornalista, mais respeitinho pelos leitores e pelo Mycobacterium tuberculosis
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