domingo, outubro 08, 2006

Vamos Ser Radicais!

Eu comprendo que os médicos sejam os culpados de tudo.
É normal nos comentários deste blog e é para isso que aqui estamos com os comentários abertos...

Compreendo que as infecções hospitalares existam porque existem médicos.
Mesmo aqueles médicos que são infectados nos hospitais, são-no porque querem.

E quem diz médicos diz enfermeiros. Uns e outros quando "apanham" (para melhor compreenderem) a tuberculose num hospital foi-o exclusivamente porque assim o decidiram.

As Comissões de Controlo da Infecção Hospitalar, não existem.
Esta do Hospital de Santa Maria não existe.
É virtual.
Não cliquem que não vale a pena.
O link não existe, fui eu que pintei as letras de azul.

Não é verdade que seja composta por médicos infecciologistas, patologistas, administradores hospitalares e enfermeiros.

Como me pedem, vou dar a minha opinião sobre o controle radical da infecção hospitalar:

1) Fechar os hospitais e todos os doentes passam a ser tratados no seu domicílio.

2) Encerrar os blocos operatórios e todas as cirurgias passam a efectuar-se a céu aberto para as bectérias poderem voar para longe.

3) Os médicos (as) e enfermeiras (os) passam a trabalhar nus, após um duche conjunto à entrada e à saída.

4) Pelo contrário os doentes passam a ser observados depois de vestirem fatos apropriados para a guerra biológica.

5) Proibir a entrada das bactérias nos hospitais reforçando a segurança nas entradas. Colocar redes nas janelas para os vírus.

6) Proibir a entrada dos familiares e os contactos destes com os doentes passam a ser efectuados com lenços brancos nas janelas.

7) Todo o médico que for apanhado a namorar com bactérias, tipo Legionella pneumophila, Neisseria meningitidis ou Escherichia coli ou as médicas namorando com o Streptococcus pneumoniae, com o Staphylococcus aureus ou mesmo o Enterococcus faecium, serão irradiados pela sua Ordem da profissão. Se o namoro for com a Candida albicans têm atenuantes.

8) Finalmente ilegalizar todos os antibióticos como forma de erradicar o aparecimento das resistências.

9) Este plano acabaria em menos de 2 anos com todas as infecções nosocomiais e em 5 com toda a população mundial.

10) Brinquem, brinquem e não se juntem aos médicos neste combate e verão para onde vamos todos...

12 comentários:

poentenascente disse...

Não se juntem aos homens do lixo não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos homens das ETARS e EPTARES não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos maquinistas da CP e da carris não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos agricultores não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos pedereiros não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos génios não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos guarda-prisionais não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos cabeleireiros não e vão ver o que acontece
Não se juntem aos magistrados, aos advogados, aos economistas, aos contabilistas, aos escriturários, aos sociólogos, aos jornalistas, aos gestores, aos químicos, aos físicos, aos meteorologistas, aos profesores, aos alunos, aos pais, às mães, aos filhos, não e vão ver o que acontece
.
.
.

Isto é desinformação.
Nem sequer é ironia.
É mau-gosto.
É mau-feitio.
É revelador de uma persolnalidade frágil que precisa de radicalismos parvos destes para não admitir simplesmente que não sabe e que também contribui para o estado em que as coisas estão.

É um mau serviço.
A que intelectuais se refere o dr. como seus interlocutores?
Os que povoam os botões da sua bata?

Medico Explica disse...

Boa tarde, poentenascente.

A ironia serviria para explicar que há inevitabilidades que não se podem combater (Não consegui passar a mensagem.( : os médicos, as bactérias, os virus, os doentes, os antibióticos. Temos que trabalhar com estas variáveis.

Não podemos escolher só uma e culpá-la de tudo. Neste caso são as mãos. É um assunto importante, mas não se resume só a isso. Não sou especialista nesta matéria, mas gostava de saber qual o contributo percentual das mãos no contexto da infecção hospitalar.

Medico Explica disse...

Combater significa aniquilar, fazer desaparecer

S.P. disse...

Caro "medico explica",

Nao se lhe sei precisar as estatisticas em Portugal, mas as maos ocuparao uma percentagem superior a metade dos casos de transmissao. Por se tratar de uma superficie com atrito, humidade, temperatura e nutriente e' - mais que o tecido- ideal para aderir microorganismos de um doente (ou mesmo do ar). Eles sobrevivem staisfeitos na sua mao ate encontrar o proximo doente, cuja temperatura possivelmente 0.5, 1 ou 2 graus acima da sua e humidade tipicamente mais elevada serve como um atractivo irresistivel para mudarem de hospedeiro e aderirem ao doente. O mesmo contece se voce usar luvas. Apenas uma pequena percentagem sera transmitida pelo ar - ha casos tipicos de pneumonia multi-resistente em servicos de traumatologia com internamentos prolongado - em que certamente nao sao causados pelo ar a circular entre servicos. Estes 2-3 quartos incluirao infeccoes causadas por microorganismos aderidos a cateteres que foram tocados por maos mal lavadas ou luvas contaminadas. Incluiria tambem nesta fraccao microorganismos aderidos a batas que vieram do exterior e SIM a estetoscopios que passam de paciente em paciente cuja mistura de celulas epiteliais/suor vem acompanhadas de outras formas de vida que foram tossidas, excretadas, etc.
Eu diria que so uma parte do ultimo quarto se deve a transmissoes aereas e a visitas, sendo que estas ultimas nao representam um problema grave pois transportam estirpes selvagens, nao multi-resistentes.
Por ultimo, pergunto-me o que sente com a ideia de partilhar com os seus colegas de trabalho a "pool" de microorganismos que os seus pacientes partilham consigo, com a ideia de os levar para casa, de os deixar na sua chavena de cafe...
Concordo com as batas e equipamentos descartaveis, mas mais importante que isso sera descartar mentes retrogradas e resistentes a "receber ordens", muito frequente entre TODAS as classes de tecnicos de saude.
Por ultimo doutor, tem conhecido claramente os microbiologistas errados...nao ha nada para fazermos numa secretaria com papeis. Trabalho so existe em "campo", sim, com pacientes, com pessoas reais, com alimentos, com farmacos, com populacoes, com animais.
Espero ter contribuido construtivamente para esta discussao. Ass. Microbiologista explica microbiologia a medicos :)

Anónimo disse...

O Sr. Doutor ficou irritado.

aiai

Ana disse...

genial :)

Ana disse...

genial :)

alémterra disse...

Nojento
Quer voltar a ser primata, também?
Só espíritos perturbados produzem disto

alémterra disse...

acrescentO:
CONTEÙDO de carácter
imaturo, irresponsável, demagógico, insultuoso e populista

Anónimo disse...

Portugal e o Reino Unido são os países da União Europeia com mais casos de infecções hospitalares. Segundo um estudo efectuado na Grã-Bretanha, para uma percentagem de 44 por cento de infecções naquele país, em Portugal o número pode chegar aos 38 por cento. Muito longe ficam, por exemplo, a Dinamarca e a Irlanda, com apenas um por cento de média.


Para Francisco Antunes, director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o problema reside na «inoperância» das comissões hospitalares de controlo de infecções e a este mal, acresce a ausência de uma política de utilização de antibióticos.


O alerta, que não é nenhuma novidade entre a classe médica, foi deixado, na semana passada, numa conferência realizada na Fundação Calouste Gulbenkian. O tema era «A relevância e o custo da infecção hospitalar», em que participou a professora de Economia de Saúde Pública da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Reino Unido, Jennifer Roberts.


Fonte: Jornal de Notícias
30 de Maio de 2005

Anónimo disse...

E a ... esteve lá...


AS

Isabela disse...

Agrada-me sobretudo o ponto 3, não querendo desmerecer os outros, igualmente geniais, como as visitas à janela de lenço da mão!
:)