sexta-feira, março 03, 2006

Para Reflectir

Do jornal Tempo Medicina:

"Esperança de vida «aumenta quatro anos» em 2016

Cada dois anos e meio que passam a nossa esperança de vida aumenta um ano, «o que significa que em 2016 vai aumentar quatro anos em Portugal», disse Sobrinho Simões.

O director Ipatimup, que falava à margem da apresentação dos testes, referiu que «por cada ano de esperança de vida aumenta muito o número de cancros» diagnosticados, embora isso não intervenha de forma decisiva no número de mortes. «Felizmente, como estes cancros não são muito agressivos, não têm aumentado a mortalidade», afirmou.

Mas o facto de dois anos e meio corresponderem a um ano mais de sobrevida é, para o director do Ipatimup, «assustador», embora considere que esta situação não persistirá indefinidamente: «Isto não será sempre assim, a evolução é em planalto, mas é impressionante verificar quanto a Medicina tem conseguido aumentar a sobrevida das pessoas»."

9 comentários:

Anónimo disse...

"Caring Is Creepy"

I think i'll go home and mull this over
Before i cram it down my throat
At long last it's crashed, it's colossal mass
Has broken up into bits in my moat.

Lift the mattress off the floor
Walk the cramps off
Go meander in the cold
Hail to your dark skin
Hiding the fact you're dead again
Undeneath the power lines seeking shade
Far above our heads are the icy heights that contain all reason

It's a luscious mix of words and tricks
That let us bet when you know we should fold
On rocks i dreamt of where we'd stepped
And the whole mess of roads we're now on.

Hold your glass up, hold it in
Never betray the way you've always known it is.
One day i'll be wondering how
I got so old just wondering how
I never got cold wearing nothing in the snow.

This is way beyond my remote concern
Of being condescending

All these squawking birds won't quit.
Building nothing, laying bricks.

Anónimo disse...

Primeira Página


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Nordeste Transmontano
Médicos queriam mais...
, 2006-02-02


Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) ainda não veio devido a “exigências salariais” por parte de alguns médicos. Governador Civil garante que situação está já resolvida e que está mesmo a tratar da aquisição de uma segunda viatura para o distrito


Carla A. Gonçalves

A VMER ainda não está em funcionamento no distrito de Bragança, em causa estão valores que “alguns médicos” terão exigido à administração do hospital após terem frequentado a formação no INEM e depois de todo o processo para a aquisição da viatura ter sido concluído.
O fornecimento da viatura, conforme afirma o Governador Civil, Jorge Gomes, resultou de “um empenhamento pessoal que a nova administração do hospital acolheu desde a primeira hora”. Para dar início ao processo, as entidades envolvidas tiveram que mandar cerca de duas dezenas de médicos e enfermeiros para fazerem formação no INEM, instalar um pavilhão para a viatura e tratar de outros processos associados.
A formação de médicos e enfermeiros no INEM custou, segundo o governador civil, “em média, cerca de cinco mil euros”, por pessoa.
Segundo a administração do Hospital, só em formação, foi gasto cerca 70 mil euros, no total.
Quando todo o processo se encontrava concluído e a viatura pronta a entrar em funcionamento, a nível interno, deu-se uma situação que Jorge Gomes confessa “nunca ter passado pela cabeça de ninguém”.
Conforme adianta, a administração iria pagar a cada médico 17 euros por hora, quando estivessem na VMER, um valor idêntico ao que é praticado no Hospital de Vila Real e Chaves. No entanto, alguns médicos, um dos quais estaria indicado para coordenar a equipa, exigiu valores superiores, nomeadamente 25 euros por hora.
“Para grande descontentamento meu”, afirmou o Governador, já que “não estava à espera de uma situação destas quando ainda nem a VMER está em funcionamento e não sabemos sequer qual vai ser o seu ritmo de trabalho”.
A administração do Centro Hospitalar, contactada pelo Mensageiro de Bragança, confirmou a situação, adiantando, no entanto, que “foi retirada a confiança à pessoa em causa, porque tudo estava pronto a arrancar e não arrancou porque o médico coordenador da equipa impôs um preço diferente daquele que é praticado na região”.
Já o Governador Civil vai mais longe e considera mesmo que “houve uma tentativa de aproveitamento, por parte de alguns médicos, de se colocarem na posição de dizerem, se nós quisermos, a VMER não funciona”.
Acresce ainda que, conforme Jorge Gomes explicou, quando os profissionais, um médico e um enfermeiro, estão na VMER “não fazem mais nenhuma função, continuam a ganhar o salário e mais o suplemento de hora”.
O Governador lamenta ainda que “alguns dos médicos se desloquem para trabalhar na VMER de Vila Real pelos tais 17 euros”, e se recusem a fazê-lo em Bragança, cidade onde trabalham, pelo mesmo preço. Jorge Gomes considera que tal demonstra “uma desconsideração total, por parte de alguns médicos, que não tiveram em boa conta o esforço que foi conseguir a VMER para Bragança”.
Esta situação foi também confirmada pela administração do centro hospitalar que adiantou ainda que “entendemos pagar o mesmo preço que em Vila Real, porque, caso contrário, estaríamos a prejudicar os hospitais da região e a VMER de Bragança de certeza não irá ter mais saídas que a de Vila Real”.
“A única razão que vejo para isto surgir foi a oportunidade que alguns médicos vislumbraram de ganhar muito dinheiro à custa de um serviço que deve ser público e que, tendo de ser pago, tem de o ser com equilíbrio, da mesma forma que é pago nos hospitais da região”, afirmou o Governador.
O conselho de administração do Centro Hospitalar afirmou ainda que “há uma proposta do Ministério da Saúde no sentido de uniformizar os preços, e, no dia que essa proposta passar a medida, seremos os primeiros a colocá-la em prática.
Ainda assim, e não obstante os “atrasos”, a situação está em fase de resolução. Jorge Gomes adianta que “há médicos de outros hospitais, que não do nosso distrito, que virão a Bragança fazer este serviço pelo preço que a administração paga”.
A vinda da VMER para o distrito é considerada “muito importante”, porque “é como um hospital ambulante que chega mais rapidamente ao doente ou acidentado e tem todo o equipamento para fazer uma intervenção em qualquer local”.
A viatura funcionará permanentemente com uma equipa constituída por um médico e um enfermeiro, num sistema de rotatividade, que permita a operacionalidade 24 horas.
Segundo o Governador Civil, o custo mensal de cada VMER ronda os 60 mil euros. A administração do Hospital fala em custos totais de cerca de 370 mil euros por ano. Jorge Gomes garante já estar a tratar da obtenção de uma segunda viatura para o distrito.
O Mensageiro de Bragança contactou um dos médicos em causa, no entanto, este recusou-se a prestar declarações.



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Comentários

Os comentários são da exclusiva responsabilidade dos seus autores

Médicos... quem não os conhecer que fique doente!

Por rui em 2006-02-02.

Boa Carlinha...
Continua a desmascarar esses ditadorzinhos de mente provinciana que pululam que nem cogumelos pelo interior (e não só, e não só) do país. Então os médicos, são do mais digno e honrado que há...

Anónimo disse...

Mais uma pessoa conhecedora do meio a desmascarar a "pouca vergonha" que por aqui reina, na república das bananas....

Só um detalhe. Os médicos fazem VMER durante o seu horário de trabalho, ou em regime de voluntariado (vs extraordinário)?

Se for como no local onde trabalho, a VMER é totalmente EXTRA-horário regular. Isto é, médicos em exclusividade fazem as suas 42 horas de trabalho semanais, das quais 12 de Urgência, mais (todas as semanas) 12 horas extraordinárias no serviço de Urgência (perfazendo 24 de Urgência e 54 semanais), OBRIGATÓRIAS por lei (isto é, desde que sejam escalados, fazem-nas quer queiram quer não, e são escalados sistematicamente todas as semanas do ano aproveitando-se uma ambiguidade legal que se destinaria a situações excepcionais, e não de funcionamento). E depois, se quiserem e puderem, fazem VMER (que está completamente desinserida das suas obrigações hospitalares).

Qual é o problema do Exmo comentador afinal? Os médicos deviam ser obrigados a fazer VMER? Integrado no seu horário de trabalho, ou em regime escravo (tipo: fazes aquilo a que és obrigado, e mais aquilo para que "te voluntariamos")? Claro, ao preço que quiserem. Ou foi assinado algum tipo de pré-acordo? Sabe se foi o caso?

Quanto aos "gastos" no curso, sabe em que consiste esse curso? Se sabe, então devia ficar contente, porque a população de Bragança ficou melhor servida de médicos nas urgências. O curso não devia ser opcional, nem apenas para quem faz VMER, mas para todo e qualquer médico que faz urgências.

Mas não ligue, no fundo você é que tem razão, e esta resposta é meramente corporativista.

AV

Luis C. disse...

A referir 3 pontos:

-1º Se o problema de a VMER não funcionar se prendia com o médico responsável, pois muito bem, devia e foi substituído (como vê, não faltavam médicos de outros locais para assegurar o funcionamento da VMER, sendo que provavelmente, e enfatizo isto, serão médicos dos mais jovens, na casa dos 30 anos...)

-2º O facto curso custar 5000 contos diz o seguinte:
:: formar-se na medicina é CARO,
:: se querem médicos bons e especializados, tem de se pagar, como pode comprovar pelo preço de um único curso de emergencia (no qual os indivíduos podem não ser aprovados)
:: com mais dinheiro faz-se muito mais...(verdade de La Palisse)

3º Como podem comprovar, quando a gente "ataca" um determinado problema de uma maneira correcta, educada, e com o objectivo de ver uma situação definida, explicada ou melhorada, consegue-se muita coisa e mlehorar o sistema. Ao invés da teoria do "deita-abaixo" sem nada fazer!!
Estão a ver que foi levantado um prblema real, que existia, que tinha fundamento e possibilidade de ser corrigido...E, através do bom-senso e da educação, em sede própria, foi...

Como estão a ver, ser educados e pró-activos resolve problemas... Ser mal educados e proferir banalidades e acusações infundadas leva a becos sem saída... APRENDAM!!

Luis C. disse...

A referir 3 pontos:

-1º Se o problema de a VMER não funcionar se prendia com o médico responsável, pois muito bem, devia e foi substituído (como vê, não faltavam médicos de outros locais para assegurar o funcionamento da VMER, sendo que provavelmente, e enfatizo isto, serão médicos dos mais jovens, na casa dos 30 anos...)

-2º O facto curso custar 5000 contos diz o seguinte:
:: formar-se na medicina é CARO,
:: se querem médicos bons e especializados, tem de se pagar, como pode comprovar pelo preço de um único curso de emergencia (no qual os indivíduos podem não ser aprovados)
:: com mais dinheiro faz-se muito mais...(verdade de La Palisse)

3º Como podem comprovar, quando a gente "ataca" um determinado problema de uma maneira correcta, educada, e com o objectivo de ver uma situação definida, explicada ou melhorada, consegue-se muita coisa e mlehorar o sistema. Ao invés da teoria do "deita-abaixo" sem nada fazer!!
Estão a ver que foi levantado um prblema real, que existia, que tinha fundamento e possibilidade de ser corrigido...E, através do bom-senso e da educação, em sede própria, foi...

Como estão a ver, ser educados e pró-activos resolve problemas... Ser mal educados e proferir banalidades e acusações infundadas leva a becos sem saída... APRENDAM!!

Anónimo disse...

Não sei o que essa senhora que dá pelo nome de Carla Gonçalves faz mas sei o que deveria fazer. Era estar calada e matar o tempo dela a ver os "morangos com açúcar" e a ler as revistas cor de rosa porque essa seria uma forma de ter um tema em que estivesse totalmente à vontade para comentar porque a avaliar pelo seu brilhante comentário nota-se o ressabiamento e o azedume de alguém que anda aqui a ver passar comboios e a alimentar essas mesquinhices e invejas que muitas vezes injustamente são proferidas contra os profissionais de saúde . E se lhe preocupa tanto aquilo que os médicos pedem para trabalhar no INEM, se acha que o valor de fazer um trabalho em condições e salvar vidas é inferior a 17 euros por hora, faça um favor a si própria; inscreva-se num curso de socorrismo ou tire um curso de enfermagem (eu ia dizer medicina mas acho que está além das suas capacidades) e voluntarie-se. Vá lá minha senhora, não tem um segundo a perder.
AM

TC disse...

Claro, porque o curso de medicina é só para a elite intelectual, ao contrário do curso de enfermagem, que é para qualquer burro.
A sua modéstia deixa muito a desejar...

Luis C. disse...

POr acaso disse-se aqui que os enfermeiros não são intelectualmente capazes?

Qual o criterio que acha que se deve utilizar para distinguir a elite intelectual, dos intelectuais e dos não intelectuais?

Sim, porque a elite existe e anda por aí... OU acha que não?

Anónimo disse...

Os formadores ganham balúrdios de dinheiro para ministrarem um curso... os médicos, que vão trabalhar no terreno 24 sobre 24h, são quem vão de facto salvar as pessoas têm de ser escravos e trabalhar de graça!
Isto não é estar de acordo com as exigencias destes médicos (neste caso penso que não têm razão de ser), é discordar da mentalidade e da ideia formada de que os médicos têm de ser escravos da sociedade e não podem cobrar dinheiro por uma das actividades mais importantes da vida... enquanto que qualquer electricista ou canalizador nos cobra 15 ou 20 contos por 20 minutos de biscates lá em casa!