domingo, janeiro 14, 2007

Unsafe Abortion: The Preventable Pandemic. (Aborto Ilegal: A Pandemia Evitável)

É um artigo sério que se pode encontrar aqui: Unsafe abortion: the preventable pandemic (COPYRIGHT 2006 The Lancet Publishing Group).

Para reflexão:

"1 An estimated 19-20 million unsafe abortions take place every year, 97% of these are in developing countries.

2 Despite its frequency, unsafe abortion remains one of the most neglected global public health challenges.

3 An estimated 68 000 women die every year from unsafe abortion, and millions more are injured, many permanently.

4 Leading causes of death are haemorrhage, infection, and poisoning from substances used to induce abortion.

5 Access to modern contraception can reduce but never eliminate the need for abortion.

6 Legalisation of abortion is a necessary but insufficient step toward eliminating unsafe abortion.

7 When abortion is made legal, safe, and easily accessible, women's health rapidly improves. By contrast, women's health deteriorates when access to safe abortion is made more difficult or illegal.

8 Legal abortion in developed countries is one of the safest procedures in contemporary practice, with case-fatality rates less than one death per 100 000 procedures.

9 Manual vacuum aspiration (a handheld syringe as a suction source) and medical methods of inducing abortion have reduced complications.

10 Treating complications of unsafe abortion overwhelms impoverished health-care services and diverts limited resources from other critical health-care programmes.

11 The underlying causes of this global pandemic are apathy and disdain for women; they suffer and die because they are not valued."

11 comentários:

Anónimo disse...

Legalisation of abortion is a necessary but insufficient step toward eliminating unsafe abortion.

naoseiquenome usar disse...

Todos os estudos são muito sérios :(

Porque não acrescentou o seguinte parágrafo do mesmo artigo:


Temporal trends in unsafe abortion have been inconsistent internationally (figure 2). Between 1995 and 2000, a decline of 5 or more percentage points took place in the unsafe abortion rate in eastern, middle, and western Africa, the Caribbean, and Central America. Other developing areas had no appreciable change in the rate of unsafe abortion

ou porque não fala por ex, neste:

Fear of Inability to Conceive in Pregnant Adolescents


From the Brown Medical School, Departments of 1Obstetrics and Gynecology, 3Community Health, and 4Medicine, and 2Women & Infants Hospital of Rhode Island, Rhode Island Hospital, Providence, Rhode Island.

OBJECTIVE: To estimate the demographic and health history differences between pregnant adolescents who had fears that they would not be able to conceive and those without these fears.

METHODS: Three hundred pregnant adolescents presenting for their first prenatal visit participated in a cohort study that addressed attitudes about pregnancy. All participants were aged younger than 20 years and gave informed consent. The outcome of interest was a positive response to the question "Did you have any fears that you wouldn’t be able to get pregnant?" Independent measures included health history and demographic variables.

RESULTS: Among participants, 42% stated they had fears about not being able to conceive. The total sample included 20% 12–15 year olds, 39% 16–17 year olds and 41% 18–19 year-olds. There was no statistically significant difference in fear of not being able to conceive by maternal age, reported sexually transmitted disease rates, or age at first intercourse. More adolescents who expressed fear of infertility had a previous spontaneous abortion, previous pelvic examination, and were sexually active for a longer period of time compared with those without this fear.

CONCLUSION: A large proportion of pregnant adolescents in this study expressed fear that they would not be able to conceive. Understanding the basis of the fear is critical to appreciating its association with current and future adolescent pregnancy and contraceptive use.

LEVEL OF EVIDENCE: III

Anónimo disse...

NSQNU:
alhos e bogalhos? As adolescentes engravidam porque têm medo de não conseguir e assim provam que conseguem?
Em que é que este estudo ajuda o debate da lei portuguesa?
CF

Medico Explica disse...

????

naoseiquenome usar disse...

CF:
È mais um estudo, igualmente sério.
E, acredite que muitas destas meninas vão abortar.

Quanto à minha posição no putativo debate, aqui fica, não posso ser mais clara:
http://chuvafriocaloreseilamaisoque.blogspot.com/2007/01/minha-coerncia-vida-no-referendvel.html

Anónimo disse...

Quanto ao resultado das gravidezes-tipo-será-que-sou-fertil, deconheço o seu final. Continuo a não ver a relevancia do estudo, desculpe.
CF

naoseiquenome usar disse...

Desculpadísima CF.
Só estou estafada dos argumentos p'ro sim e, por isso, para que não se tape o sol com a peneira, é preciso dizer que também se aborta como que por capricho, que se faz do aborto, tantas vezes o primeiro anticoncepcional.

Um seu apoiante disse...

NSQNU

Habituou-nos com comentários de elevado teor científico. Nesta problemática da IVG tem estado uns pontos muito abaixo, mais irritada com os argumentos do SIM do que com o problema em si. Eu não sou mulher. Mas acho que nenhuma mulher recorre ao aborto por divertimento como faz entender. Isso é um insulto barato a todas as mulheres que se viram obrigadas abortar, seja com fins terapêuticos ou não. Nunca mais repita essa barbaridade... (ainda estou arrepiado com o seu comentário, chiça!)

Anónimo disse...

De facto, não deveria sequer haver referendo como não deveria haver necessidade de legislar. Para mim a decisão é de consciência e não de lei.
Mas quem sou eu. Agora daí a supor que a mulher recorra ao aborto como 1º método contraceptivo, vai um mundo. Não exagere. (Embora também lhe digo uma coisa, tudo seja possivel).
Mas não se preocupe.
Afinal, qualquer que seja o resultado, os abortos vão continuar.. aqui, em Espanha, com segurança ou sem ela. Depende. Da sorte, do dinheiro. De muita coisa.
CF

Ana disse...

Ao número das mulheres que morrem na sequência de abortos a que voluntariamente se submeteram (sejam eles legais ou ilegais), haverá que somar o número dos seres humanos cuja vida foi eliminada sem que nunca lhes tivesse sido dada a oportunidade de decidir!
Na ponderação entre o choque que uns e outros desses números me causam, não consigo deixar de dar prevalência ao choque pelas vidas humanas assassinadas!

Anónimo disse...

cara Ana: e não a choca ver mães biologicas e pais biologicos atirar os seus filhos nascidos pelas escadas abaixo? ou queimados com cigarros? Não seria uma IVG uma melhor solução?
Isto não explica tudo, mas sabe que a miséria (de todo o género) é uma praga.
Se bem que muitas vezes sejam precisamente estes os que mais filhos têm.
Ora isto já por si também dá que pensar.... talvez porque as condições que tenham para oferecer a um filho por nascer não lhes digam muito. É sempre um assunto muito complicado. Mas a mim chamar assassinato a um aborto é que me choca.