quarta-feira, janeiro 24, 2007

Vidas Desperdiçadas Em Potência (V) : A Mórula Ou A Foto Do Dr G M Quando Era Pequenino. (Versão autocensurada.)

Morula III, 1983–84. Terry Winters (American, b. 1949). Lithograph printed in three colors with additions by hand in graphite pencil on Japanese handmade Toyoshi paper (torn to size); Sheet (irregular): 42 x 32 1/2 in. (106.7 x 82.6 cm); Signed (TW) and dated (1983–84), upper right; Numbered (30/36), upper left; Printers: Keith Brintzenhofe and Thomas Cox; Publisher: Universal Limited Art Editions (ULAE), West Islip, New YorkStewart S. MacDermott Fund, 1984 (1984.1051.3) Copyright © 2000–2006 The Metropolitan Museum of Art.


No Correio da Manhã de 29/12/2006: "A célula tem tudo o que nó somos. Gentil Martins defendeu ontem que a vida humana tem início no momento da concepção. O médico, especialista em cirurgia pediátrica e cirurgia plástica, reconstrutiva e estética deu o seu apoio à plataforma Não Obrigada, em mais uma recolha de assinaturas, desta feita, no Chiado,..."

Auto-censurado.


Dr X aos 76 anos. Dr X quando era pequenino.




Mais mórulas sem vida e com arte: Sarah Lutz - New York, The Morula Series.



Sarah Lutz exhibited her paintings at Audart in the Spring of 1997 - a body of work comprised of small canvas panels painted with geometric lines, squares and checkerboard patterns, .../... The evolution of Sarah's work has resulted in "The Morula Series", a collection of paintings of cell clusters or "morulae", which were exhibited at The Painting Center in New York in April of 2003. Sarah has been affiliated with The Painting Center since 1999. She has also had solo exhibitions at the Richmond Art Center in Windsor, Connecticut and at 55 Mercer Gallery in New York City. She exhibits regularly at DNA Gallery in Provincetown, Massachusetts.









24 comentários:

Anónimo disse...

Que falta de respeito!
Ponha lá a sua amora, ó afrontoso. Se a tivessem destruído ao menos não dizia agora disparates.

naoseiquenome usar disse...

AVISO:
- HUMOR NEGRO -
"Nasce um miúdo na maternidade. A enfermeira levanta-o e dá-lhe a clássica palmada. Puto não chora. Dá-lhe outra. Nada. Outra com montes de força. Nada. Pega no puto e bate com ele na mesa várias vezes. Nada. Roda-o no ar partindo vários armários. Finalmente atira-o pela janela. A mãe, aterrorizada, grita: - O que é que está a fazer ao meu menino??? - Estava a gozar minha senhora, já nasceu morto."

curandeiro disse...

NSQNU a sair do armario?!?! ;)
(nao leve a mal...)

Anónimo disse...

já fez a transfusão??
mas esse sangue parece quase meu
;-)))
CF

josnumar disse...

Não se brina com temas sérios.

carago disse...

Meu caro MEMI
Desculpar-me-á, sei que mts vezes tenta chocar, até aprecio o estilo, mas penso que pegar numa mórula e dizer que é a foto do GM quando era pequenino vai além do razoavel, na medida em que está a personalizar uma questão. Goste-se ou não de GM ( eu não gosto por ex. e já polemizei até, publicamente, com o dito)penso que não é correcto

Medico Explica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Medico Explica disse...

Oh Sr Carago, caraças, então o colega Gentil Martins disse:

"A célula já tem tudo o que nós somos".

Não inventei nada. Eu até compreendo. O dr Gentil Martins, como homem da ciência que é deveria ter dito: "A célula já tem todo o material genético que nós somos!"

A outra frase é popularucha. Eu estou a usar o humor negro (e branco e às cores) carreado de demagogia qb, para mostrar a minha indignação pelo facto de acusarem todos os defensores do SIM de desperdiçar vidas em potência...

naoseiquenome usar disse...

quereria dizer carregado de demagogia, em vez de "carreado"? :)

Julgo que sim.

Faço votos para que tenha entendido a mensagem do meu "humor negro"

Medico Explica disse...

Sim, carregado de demagogia. Não, não entendi a sua mensagem.

Anónimo disse...

Se não é desperdiçar vidas em potencia, o que é exactamente um abortamento de um embrião viável?

Ana

Medico Explica disse...

Quem determina a advinha da viabilidade?
Deus? A Mulher? O Embrião? A Natureza? A Genética? A Demagogia?

naoseiquenome usar disse...

Ahahaha...
na (demagógica) insolúvel dúvida, opta-se pela sargeta, passando então sim, a viabilidade a ser completamente impossível de aferir!

naoseiquenome usar disse...

Gentil Martins, já teve oportunidade de dizer:

"não metam a política nisto!"

Nesta sequência, já aqui o disse e volto a repetir:

A PERGUNTA QUE VAI AGORA A REFERENDO, JÁ FOI REFERENDADA, OS PORTUGUESES DISSERAM NÃO E, DESDE ENTÃO NENHUMA CONDIÇÃO ESSENCIAL EM TERMOS DE MÉTODOS REPRODUTIVOS E DE CONCEPÇÃO, SE ALTEROU POR FORMA A JUSTIFICAR MAIS ESTE DESPERDÍCIO DE DINHEIROS PÚBLICOS.
ESTE REFERENDO NÃO PASSA DE UM INSTRUMENTO POLÍTICO, SOB A CAPA DO DEVER DE CONSCIÊNCIA EM CONSONÂNCIA COM A PRÁTICA QUOTIDIANA, (DIZ-SE), PARA FAZER DESVIAR A ATENÇÃO DOS PORTUGUESES DE QUESTÕES VERDADEIRAMENTE PREMENTES, QUERENDO ILUDIR-NOS QUE ESTÁ A CUMPRIR PROMESSAS ELEITORAIS.
QUERENDO, A A.R. TERIA LEGISLADO, SEM ESTE CIRCO, EM QUE CHAMAM DE CONSCIÊNCIA A................................................ POLÍTICA!

E POR FAVOR, NÃO NOS COMPAREM COM ESPANHA.
ESTUDOS DEMONSTRAM QUE OS ABORTOS FEITOS EM ESPANHA NÃO O SÃO, NA ESMAGADORA MAIORIA REALIZADOS PELAS MULHERES ESPANHOLAS, QUE CADA VEZ FAZEM MELHOR CONTRACEPÇÃO, MAS POR POR OUTRAS.
E, SOBERBAMENTE IMPORTANTE: EM ESPANHA O ABORTO NÃO É LIVRE, NÃO FOI LIBERALIZADO, COMO AQUI SE PRETENDE QUE ACONTEÇA, NÃO SE REALIZA POR ÚNICA OPÇÃO DA MULHER!

naoseiquenome usar disse...

Já aqui o disse, mas não cansarei de repetir:

A aplicabilidade de uma sanção penal pressupõe uma actuação punível, ilícita, culposa e típica.
Isto é apreciado com as leis actuais e à sombra do Direito, de acordo com o enunciado, já que, o pressuposto e limite de qualquer crime, é a CULPA.

Isto aplica-se ao aborto. É crime. Á luz do art.º 140.º do C.P.
E continuará a sê-lo, pois às 10 semanas e 1 dia, continuará a ser crime, mesmo que o sim vença.
Somos pobres de tudo, inclusivé de espírito, mas teimamos em ser inovadores. :))))))))))))))
Em Espanha, não houve liberalização. Detiveram-se na questão, PENSARAM, e não entenderam que o aborto poderia ocorrer por única e exclusiva vontade da mulher. Porque esta (chamada de mulher, entre nós) acordou com uma simples dor dor de cabeça ainda por cima passageira!!!!!!!!!!!!

As causas políticas são abomináveis!


Onde queremos chegar em termos de humanidade?


O que queremos provar com tal modernismo anacrónico? ... Sim... Vejam-se os movimentos actuais dos países que têm há muito as leis que agora queremos adoptar!!! ... São exactamente em sentido contrário!!

Está mais que provado que os excessos são burlescos, entediantes, mentirosos, falsos, desprezíveis!

Na nossa fetichista maneira de viver, até acharemos que o que foi em tempos, longos, adoptados por países que agora querem abandonar tais políticas, podem ser, agora, a nossa bandeira!

Definitivamente: SOMOS ATRASADOS! ( e mais não qualifico).

Repito:
A aplicabilidade de uma sanção penal pressupõe uma actuação punível, ilícita, culposa e típica.
Isto é apreciado com a lei actual, já que o pressuposto e limite é a CULPA:
E continuará a sê-lo, pois às 10 semanas e 1 dia, continua a ser crime.
O aborto foi, é, e continuará a ser um CRIME!

Quem o praticar, se o sim vencer, no refúgio de que a culpa deixará de ser apreciada, estará a declarar a sua culpa, que então deixará de ser apreciada e, levar-me-à a concluir que, o ABORTO passará a ser um método anti-concepcional!

Tão pobres somos.....................
Tão pobres somos.....................
Tão pobres somos.....................

Rui disse...

NSQNU, gostaria que especificasse os movimentos e países que tendem a seguir sentido oposto àquele que Portugal tomará no caso do "Sim" vencer no referendo. É que os desconheço...
Países com legislação mais liberal têm indicadores de saúde mais favoráveis e com evolução positiva desde a dita liberalização. Foi o que referiu no caso de Espanha.
Poderemos afirmar que com a despenalização favorecemos a liberdade e não a libertinagem? Eu defendo que sim.
Acredito que a responsabilidade do indivíduo deve prevalecer sobre "determinadas consciências colectivas".
Cumprimentos.

naoseiquenome usar disse...

Tenha calma Rui, é um equívoco seu falar da liberalização do aborto em Espanha.
Nós sim, queremos liberalizar e não despenalizar. Eles não. Em Espanha não se fazem abortos por exclusiva opção da mulher, ou por razões económicas por exemplo.

Exemplos de países que sentem que o efeito da liberdade abortiva tem sido uma "chacina"?

Basta ouvir as notícias.

Ainda recentemente em França e nos E.U.A.

Cumprimentos.

naoseiquenome usar disse...

Ah: Digo-lhe mais Rui:
A lei do aborto em Espanha é em tudo idêntica à lei do aborto portuguesa actualmente em vigor, prevendo-se: «despenalização até às dez semanas, em caso — comprovado — de perigo para a vida da mulher, má formação do feto ou violação».

naoseiquenome usar disse...

Para que conste é este o texto da lei espanhola (art.º 417.º do CP):

1. Não se punirá o aborto efectuado por um médico ou médica sob a sua direcção, em centros ou estabelecimentos de saúde públicos ou privados, acreditado e com consentimento expresso da mulher grávida, quando surja alguma das seguintes circunstâncias:

1.1. Que seja necessário para evitar um grave perigo para a vida ou para a saúde física ou psíquica da grávida e assim conste num atestado emitido antes da intervenção por um médico ou médica da especialidade correspondente, diferente daquele por quem ou sob cuja direcção se efectuar o aborto. Em caso de urgência por risco vital para a gestante, pode-se prescindir do atestado e do consentimento expresso.
1.2. Que a gravidez seja devida a um facto constitutivo de delito de violação do artigo 429, sempre que o aborto se efectuar dentro das 12 primeiras semanas de gestação e que o mencionado facto tivesse sido denunciado.
1.3. Que se presuma que o feto nascerá com graves deficiências físicas ou psíquicas, sempre que o aborto se efectuar dentro das 22 semanas de gestação e que o atestado, efectuado antes do aborto, seja emitido por dois especialistas do centro ou estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, habilitados para este fim, e diferentes daquele por quem ou sob cuja direcção se efectuar o aborto.

Anónimo disse...

NSQNU, não seja ingénua...
CF

naoseiquenome usar disse...

Ingénua, nesta matéria eu? Ou "vocês" é que querem fechar os olhos e os ouvidos e tudo, a vocês próprios e aos outros?

Bem ao contrário, CF, não alinho em politiquices, penso, estudo, reflicto e daí sai a minha posição. Não vou em "modas"

Bem, ainda respondendo ao Rui, aos movimentos da Austrália, deixando de França e EUA, posso juntar-lhe os da Austrália, deixando pra o efeito um link.
http://www.mja.com.au/public/issues/182_09_020505/cha10829_fm.html

Rui disse...

NSQNU, está a referir-se a movimentos que representam uma minoria, não sendo representativos...opiniões diferentes existirão sempre.
Talvez a forma como vê estas questões a leve a analisar apenas e só o que está na legislação (presumo que será licenciada em Direito), mas acredite que para quem no dia-a-dia contacta com mulheres/casais/famílias que experienciam o trauma de uma gravidez indesejada, muitas leis e palavras se tornam relativas, até mesmo absurdas e incompreensíveis. (Não pretendo com isto dizer que a lei deverá ser quebrada obviamente).
Quando observamos de perto determinadas situações, os números deixam de o ser, para se tornarem pessoas num determinado contexto. Não se fica indiferente, acredite.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

longe de mim encarar este assunto como uma moda. Nem como politica. acho que é um assunto demasiado sério para ser deixado nas mãos de politicos. deve ser deixado à consciencia de cada um. Seja ela boa ou má.
É um risco que se corre com a liberdade e a democracia. Não me agrada são falsas posturas. E não me refiro a si. Mas ninguém está livre de um dia se ver perante essa decisão. E não me agrada especular sobre a decisão a tomar. Assim opto por deixá-la á consciencia de cada um.
CF

naoseiquenome usar disse...

Pois sou Rui. Por acaso (também) sou licenciada em direito.

Por isso, parece-me meu dever, deixar também aqui, para os que aqui vêm, a transcrição do meu último post.
Aqui vai:


Muito se tem falado na despenalização do aborto.

Pretende-se, ao abrigo desta figura (despenalização), com o referendo que aí vem, torná-lo livre até às 10 semanas de gestação.

Ninguém ainda adiantou uma solução mínima que fosse, para tornar esta efectivação viável, tudo indicando que o caos se instalará no SNS.


Mas não é disto que quero falar.
Quero, antes, esclarecer os mais incautos, que, embora despenalizado (como de resto acontece com a lei em vigor para as situações que lá se encontram bem definidas), o aborto continuará a ser criminalizado.
Pelo simples motivo de que continua a ser crime.
E será tanto assim para as primeiras dez semanas, como para as demais semanas, até ao termo da gestação.

E, pasme-se, trata-se de um crime público, ou seja, não necessita de queixa. Pelo que, o argumento de que a espada de Damocles está sempre presente, no actual quadro legislativo, impendendo sobre as mulheres, pelo facto de, poderem vir a ser presas por terem praticado o aborto (sendo que, em simultâneo, se afirma à boca cheia, dando como assente que a Lei existente não tem vindo a ser cumprida e, por isso há que mudá-la, porque sim), é um argumento absolutamente falacioso, já que tal possibilidade não irá desaparecer!!! Como disse o crime de aborto é de natureza pública.

E isto, ninguém se atreverá a mudar, por mais liberal que se mostre.


E, por ser publico, não necessitando de qualquer queixa, sendo de conhecimento oficioso do MP, este, agora ou depois, tem o poder-dever de investigar e até de constituir qualquer mulher arguida, mesmo num quadro da almejada despenalização (leia-se liberalização), pois que, só após a necessária investigação, se poderá concluir, ou não, que o aborto foi praticado dentro do prazo legal estipulado para o efeito.


Conclusão: A retórica da prisão é um embuste!