sábado, outubro 11, 2008

Médicos para quê? Mas isto está tudo obnubilado?


Vacinas: reunião entre enfermeiros e farmacêuticos termina sem acordo
10.10.2008 - 21h07 Lusa


A reunião entre as ordens dos Farmacêuticos e dos Enfermeiros sobre a administração de vacinas nas farmácias terminou hoje sem acordo entre as partes, tendo as duas entidades defendido a capacidade dos seus profissionais em administrar vacinas em segurança.


Em declarações aos jornalistas no final da reunião, que durou aproximadamente duas horas e decorreu na Ordem dos Farmacêuticos, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE) voltou a defender que a administração de vacinas em farmácias tem de ser feita por um profissional qualificado, ou seja, por um enfermeiro. Maria Augusta Sousa lembrou que a OE divulgou na semana passada um comunicado a aconselhar a vacinação só por profissionais qualificados, procurando apenas farmácias onde houvesse enfermeiros "que foram contratados para garantir que estes serviços fossem administrados com a máxima segurança".

No entanto, a bastonária garantiu igualmente que como já ficou marcada uma nova reunião entre as duas Ordens para dia 23 de Outubro não irá, para já, avançar com "outros mecanismos", porque espera "chegar a um consenso". Poderão haver vários e nós faremos tudo para que isso não aconteça, mas pode haver desde providências cautelares, acções", adiantou, sublinhando, no entanto, que para a Ordem dos Enfermeiros "não é essa a via para a solução dos problemas".
Maria Augusta Sousa esclareceu ainda que a posição da Ordem dos Enfermeiros não tem que ver com interesses corporativos, mas antes com a defesa dos interesses dos cidadãos.


Na mesma altura, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF) também defendeu que a segurança dos cidadãos está salvaguardada porque a classe tem formação e capacidade profissional para administrar vacinas em segurança. "Os farmacêuticos são profissionais de saúde qualificados e também eles estão preocupados com a segurança e a qualidade do cidadão, com a acessibilidade ao medicamento e com a garantia de que o medicamento é dado, em termos da conservação, nas melhores condições", assegurou Elisabete Faria.


Nesse sentido, a bastonária da OF assegurou mesmo que em caso de choque anafilático (reacção alérgica intensa que ocorre minutos após a exposição a uma substância causadora de alergia), os farmacêuticos têm todas as condições e conhecimentos para lidar com a situação. "Sabemos bem, no caso de um choque anafilático, administrar aquilo que for preciso e temos exactamente à disposição, como um enfermeiro, os meios normais e convencionais para socorro", garantiu.


No entanto, Elisabete Faria acabou por admitir, no final, que fica ao critério de cada farmacêutico ter formação específica para a administração das vacinas, uma vez que, tal como explicou a bastonária, a formação académica dos farmacêuticos é já de si suficiente. "O farmacêutico não precisa de ter esse curso [de formação pós-graduada em vacinação], poderá ter ou não. Fica ao critério do farmacêutico. Se entender que essa é a melhor via para prestar um melhor serviço entenderá que fará, mas a formação não é obrigatória", concluiu.


Oh Senhora Ministra e Senhor Secretário de Estado da Saúde ( ambos médicos): Ir ao Uruguai e a Cuba contratar médicos para quê? Peça-se a esta bastonaria que indique farmacêuticos, quiçá contratados como auxiliares de acção médica ( sempre fica mais barato) e ponham-nos naquelas carrinhas amarelas de pirilampos azuis no tejadilho...eles até sabem como actuar num caso de choque anafilatico!

53 comentários:

Mário de Sá Peliteiro disse...

Farmacêuticos como auxiliares de acção médica?

Não pode esgrimir os seus argumentos sem ser tão ofensivo?

NA disse...

Quer-me a mim parecer que um farmacêutico está tão ou mais habilitado a prestar a primeira assistência a um choque anafiláctico do que um enfermeiro. E, realmente, não me parece que devia ser ofensivo, nem para com os farmacêuticos nem para com os auxiliares. Não pense que apenas os médicos se preocupam com o bem-estar dos doentes. Mais ainda, sinceramente, não sei se nas respectivas funções os médicos serão tão competentes como os farmacêuticos são nas suas... Ou os auxiliares nas deles.

mjf disse...

Olá!
Acho vergonhoso e inadmissivel que os farmaceuticos queiram igualar-se aos enfermeiros, no cuidado de saude feita os utentes ;=(
Mas como também já receitam e alteram prescrições médicas...nada me espanta !!!
VERGONHOSO

Bom fim de semana

Anónimo disse...

"Quer-me a mim parecer que um farmacêutico está tão ou mais habilitado a prestar a primeira assistência a um choque anafiláctico do que um enfermeiro"

Que presunção e que humildade ...

Olhe e eu acho que qualquer médico ou enfermeiro (ou AAM) podia fazer o que o farmacêutico faz!

Aliás a maioria do trabalho feito agora por farmaceuticos era feito por quem?

Essa do choque anafilático é gira queria ver um farmaceutico a colocar a fazer uma EOT, a colocar soro em curso num hipotenso, a administrar medicação EV, a monitorizar parametros vitais e vigiar o traçado cardíaco ...e ...sem necessidade de formação adicional ... espetáculo .... o melhor é substituir todos os médicos e enfermeiros por farmaceuticos!!!

Medico Explica disse...

Meu caro Boticario
Presunção e água benta têm-na quanto a quiserem...mas uma Sra. Bastonária de uma Ordem profissional que diz o que disse relativamente às competências dos seus colegas para lidar com uma situação de EMERGÊNCIA MÉDICA como o é um choque anafilático é, desculpe se o ofendo, anedótico e criminoso...
Mesmo partindo do principio que o/a director/a tecnico da farmácia ( ou um/uma licenciada em Farmácia contratada para o/a coadjuvar como felizmente já se vê)estivesse sempre presente ...o que não é verdade pois muito do trabalho é assegurado por ajudantes de farmácia...

E ao proferir as ditas afirmações mais não fez do que se pôr a jeito para as críticas da OE...que curiosamente nada diz ou faz quando jovens enfermeiros são contratados para efectuar a sua mui nobre função mas como auxiliars de acção médica e não como enfermeiros...

Quanto à referência que o magoou: não pretendi ser ofensivo para com os Farmacêuticos...Tão só relembrar que pode ser uma tentação para quem manda, e depois do que se leu, arranjar ambulancias do INEM equipadas com tripulantes farmacêuticos....mas como mesmo assim tem custos, seria de o fazer ( por ser mais barato)a título de auxiliares de acção médica...ironia minha talvez não muito conseguida...aceito...

Mas pf,meu caro Boticario, cada macaco no seu galho!

Receba um abraço deste seu colega e admirador bloguista
MEMAI

na disse...

Quanto ao "o q os farmacêuticos fazem, um enfº ou médico faz", nem me merece comentário tamanha ignorância. Quanto ao quererem igualar-se aos enfºs, é um argumento q n percebo, pois seria um retrocesso para os farmacêuticos, mas enfim. Mais, o farmacêutico é uma profissão antiquíssima (antigamente chamavam-se boticários), mas se me puder fornecer dados sobre quem fazia este trabalho anteriormente, agradeço sinceramente. Aliás, eu até começo: antigamente eram os barbeiros que extraíam dentes! Agora é a sua vez. Opiniões todos as temos. Mas agora, pergunto eu, estando numa farmácia, onde é que o enfermeiro tem o equipamento para fazer tudo o q o caro anónimo disse? E, mesmo q tivesse, gostava de ver um enfº a decidir sozinho que medicação fazer, que passos tomar, que algoritmos seguir. E não era a isso q eu me referia. E creio q o frisei bem qd disse: prestar a primeira assistência. Pq, obvia\, tudo o que for mais q 1ºs socorros cabe aos tripulantes de ambulância (perdão se n é este o termo correcto) e, claro está, aos médicos, que são os únicos habilitados para diagnosticar e prescrever. É que, caso o caro anónimo não saiba, os farmacêuticos não receitam, essa é uma função única e exclusiva dos médicos. Contudo, ao contrário de enfºs que gostam mto de dar sobredoses de medicamentos prescritos e medicamentos não prescritos, para os doentes ficarem calminhos e não os chatearem durante a noite (sim!!, estas coisas sabem-se!!), os farmacêuticos estão habilitados a fazer aconselhamento farmacêutico, se não sabe o q é, look it up. Repare que na publicidade a fármacos não se ouve: "consulte o seu médico ou enfº", mas sim "consulte o seu médico ou farmacêutico". Porque será? Será que é porque os médicos são especialistas da doença e os farmacêuticos o especialista do medicamento? A mim ensinaram-me assim, de um modo simplista, claro está: o médico diagnostica e prescreve, o farmacêutico valida e dispensa, o enfº administra. E digo de um modo simplista porque, ao contrário da crença popular, o farmacêutico n é um sr de bata branca q tá atrás do balcão da farmácia. O farmacêutico é um profissional altamente qualificado com conhecimentos aprofundados de áreas que vão da biologia celular, farmacologia, fisiologia, tecnologia farmacêutica, aconselhamento farmacêutico, etc, etc. E, caros enfºs, n venham dizer que tb tiveram cadeiras com o mm nome, pq, sei de conhecimento próprio, que o grau de aprofundamento é esmagadoramente diferente. Tal como essa mesma diferença existe entre um lic. em farmácia (4anos) e um lic. (agora Mestrado Integrado) em Ciências Farmacêuticas (6 anos). Tive de defender a minha dama, porque dela se dizem coisas muito feias, mas a verdade é que em casos de aflição toda a gente cai na farmácia em 1º lugar! (Quantos não atendi já eu a pedirem-me MSRMO, sem a respectiva receita, e dp diziam-me assim: não pode abrir uma excepção? sou enfermeiro...) E se não fossem os farmacêuticos, nomeadamente a fazer os medicamentos, não havia vacinas para os srs enfºs administrarem, em medicação para lidar com choques anafiláticos. Posto isto, e porque feliz\ sou independente (é verdade, não exerço, tampouco, como farmacêutico, sou investigador), também dou alguma razão ao MEMI: os farmacêuticos, sem formação específica não têm competências técnico-práticas para administrar medicação parentérica. Por outro lado, acho que a questão dos choques anafilácticos é uma falsa questão, porque o local da minha terra - e q por tantas outras se repetirá - onde são administradas as vacinas às crianças, não tem qualquer equipamento de apoio, medicação, etc... E, já agora, se eu pagar a um enfº para ir fz um domicílio, nomeada\ administrar uma medicação parentérica, será q ele leva todo o material de suporte necessário para responder a um choque? Eu respondo: não leva. Pelo menos na esmagadora maioria das vezes. Mas, como já disse, foi-me ensinado e defendo a teoria de q cada macaco no seu galho e sim, deveriam ser os enfermeiros a fazer toda a administração de fármacos. Se eu tivesse uma farmácia seria assim. Por uma questão de princípio, apenas. Mas não culpem os farmacêuticos, culpem o legislador. E caro MEMAI, cujo blog obvia\ sigo atentamente e gosto bastante, acho que foi uma certa indelicadeza ter rebaixado os "colegas" farmacêuticos (apesar de já ter referido q n era sua intenção), pq creio que seja uma pessoa informada e tenha uma visão mais precisa da importância dos farmacêuticos. Obrigado pelo espaço. Cumprimentos, NA

medicaquetambemexplica disse...

Não se percebe porque tanto alarde há volta disto. É óbvio que a Ordem dos enfºs só está preocupada só com os interesses dos pacientes... claro, claro, é só altruísmo. No local onde trabalho há muitos anos que boa parte dos doentes é na farmácia que faz a sua vacina da gripe: os enfºs do CS (assoberbados com trabalho curativo, preventivo, consultas de equipa, trabalho na comunidade e registos + registos + registos) têm agradecido e todos saimos a ganhar.

E sobre a competência para lidar com choques anafiláticos, a minha questão não é se os enfºs a têm, porque no geral não têm, nem se os farmacêuticos a têm (penso que dificilmente terão). A pergunta que eu lançava é: quantos médicos a trabalhar nos CS (onde é suposto administrarem-se as vacinas) a têm?

Os profissionais de saúde, num pensamento mesquinho e corporativo, têm muita dificuldade em perceber e aceitar que há muitas (e crescentes) competências que são partilhadas entre as várias áreas. Os enfºs podem prescrever (contraceptivos por ex), os farmacêuticos idem aspas (nas situações de doença mais banais os próprios doentes preferem muitas vezes ir ao Sr. Dr. da farmácia), médicos e farmacêuticos podem aconselhar, fazer pensos e dar injectáveis, médicos e enfºs sabem bastante de medicação, etc, etc, etc.

Medico Explica disse...

Caro/a na, de acordo com muito que disse no seu comentário.

No imaginário de muitos médicos, quiça também no meu, "farmacêutico" era só visto como o "dono da farmácia" o dono de um império que dava rendimentos certos e que passavam de pais para filhos. Hoje sabe-se que não é assim: há licenciados em Ciências Farmacêuticas "proletarizados", como a maior parte dos médicos, e muitos, como os médicos, trabalham para o patrão-farmacêutico e patrão-médico. Hoje em dia atrás do balcão de uma farmácia há n licenciados, há farmacêuticos académicos, investigadores, na indústria, descobrindo novos fármacos, e por aí fora. A enfermagem, presentemente vê-se atacada por todos os lados: é difícil encontrar uma "ciência de enfermagem" independente das outras áreas científicas. Obviamente que têm o seu lugar próprio. A área de administração de medicamentos será obviamente uma, mas não sei se eles a aceitam, "per si". Os técnicos de diagnóstico e terapêutica também querem recuperar para si algumas áreas hoje dos enfermeiros, como por exemplo, a colheita de produtos biológicos...

Apareça e critique, é disso que precisamos...

NA disse...

Caro médicoquetambémexplica, faço-lhe uma pergunta sincera - porque de facto não sei - os enfºs podem prescrever ou fazer a 1ª prescrição de contraceptivos? Não deveria tal situação ser da competência médica, visto tratarem-se de fármacos que nem sempre são propriamente inócuos e, serão, em princípio, para tomar a longo prazo? E já agora, deixe-me discordar de algo que diz: não me parece que seja do âmbito dos médicos, ou dos farmacêuticos, pelo menos "de raíz", fazer pensos ou parentéricas. E, perdoe-me a imodéstia, mas não são médicos e enfºs que sabem bastante de medicação. O especialista em medicamentos é o farmacêutico, por excelência. Obviamente que em conjunto com o médico, porque apenas este e somente este tem legitimidade para prescrever.
Caro MEMI, essa imagem que tem não será só sua, mas provavelmente a da grande maioria dos portugueses. E não é completamente descabida, porque durante muito tempo o que descreve é o fiel retrato do que acontecia na realidade. Felizmente os tempos mudaram e cada vez mais o que se vê nas Farmácias são Farmacêuticos, ie, formados em Ciências Farmacêuticas. E sim, tem razão, hoje em dia (com todas as alterações legislativas e também com o facto dos proprietários de farmácias verificarem que existe uma diferença abissal entre ter um ajudante ou um farmacêutico na farmácia) o Farmacêutico deixou de ser o tal proprietário que muitas vezes ia à farmácia apenas quando o Rei fazia anos, mas passou a ser mais "hands on". E aproveito para deixar uma nota a todos os leitores - que até pode ser útil para os jovens que têm de decidir o que seguir na vida - não confundir licenciatura em Farmácia, com Licenciatura (agora Mestrado Integrado) em Ciências Farmacêuticas. São coisas bem diferentes. Creio que anda muita gente enganada, que comprou gato por lebre.
E, caro MEMI, já que refere os TDT, talvez a OE devesse estar mais preocupada com essa situação... Mas isso será outra conversa. Cumprimentos, NA

Sahaisis disse...

não quero ser farmacêutica, não quero ser médica, em caso de anafilaxia não há (que eu saiba)material em nenhuma farmácia que me permita prestar os cuidados de enfermagem que me permitirão assegurar a vida do utente até à chegada do médico, com quem em colaboração assegurarei os cuidados que uma situação deste tipo pode exigir, nomeadamente em termos de suporte avançado de vida. discordo profundamente da administração de vacinas em farmácias. assim como discordo de outra situação que não: o farmaceutico formular (?) a terapêutica, o médico prescrever e o enfermeiro administrar (e em termos de administração eu sou o profissional de saúde habilitado a fazê-lo)..quanto à reunião entre a "minha" (entre aspas, porque enfim não é a figura que mais me agrada na OE) bastonária e a da OF, tenho apenas a dizer que a Senhora Enfermeira estava muito melhor vestida que a Senhora Farmacêutica (agora é interpretar-se como quiser)...

Anónimo disse...

Em muito dos antigos hospitais a gestão dos medicamentos era feita, habitualmente, por enfermeiros. Isto incluía a compra, o armazenamento e a dispensa. Claro que devem ser (actualmente) os farmacêuticos a terem estas importantes funções, mas a administração de injectáveis, não...até porque deve existir alguns limites na "interdisciplinaridade operacional" dos diversos profissionais de saúde . Eu acredito que existam farmacêuticos que tenham mais conhecimentos sobre a administração de um determinado injectável do que um enfermeiro, assim como um enfermeiro poderá conhecer melhor determinados medicamentos do que um médico ...mas continua a não poder prescrevê-los. É comum os "bons" médicos aceitarem sugestões na prescrição, quer dos enfermeiros, quer dos farmacêuticos hospitalares, quer às vezes dos próprios doentes, mas só os médicos prescrevem - pelo menos a esmagadora maioria dos fármacos, assim como só os enfermeiros deveriam administrar as vacinas.
Onde será feito o registo da vacinação efectuada? No mesmo suporte informático do CS?
Penso ser uma questão importante e que está relacionada com a continuidade dos cuidados de saúde ... é que no CS os médicos e enfermeiros têm acesso ao processo do utente, e o acto da vacinação ou da sua prescrição é colocada noutro contexto, necessariamente mais abrangente.

Sahaisis disse...

30 segundos...que houve aqui um argumento caro Na que me deixou em extase... "Quanto ao quererem igualar-se aos enfºs, é um argumento q n percebo, pois seria um retrocesso para os farmacêuticos, mas enfim." Retrocesso em que sentido caro senhor? Sou por acaso em algo academicamente abaixo de si? Sou licenciada, com uma função e um papel social diferente. Nunca administrei medicação contra conselho clinico, ou sem aprovação clinica prévia, se bem que já fui questionada, e mais do que uma vez do que achava em relação à resposta de um utente face a uma determinada dose de medicação, por um médico, espante-se!!já que sou eu que passo mais tempo com e melhor conheço o utente, portanto é natural que saiba se uma dose mais elevada ou mais reduzida vai ter melhor ou pior resposta naquele utente em particular. Não pense que retrocederia na sua magnifica profissão por ser equiparado a um enfermeiro. Ser enfermeiro não é fácil, um bom enfermeiro é dificil de encontrar, não conheço muitas pessoas (que não sejam enfermeiros) que consigam dar um banho, mudar uma fralda, prestar cuidados numa situação terminal. Mas isso sou eu...Que de farmacologia não percebo nada, que até tive uma cadeira anual, com diversos casos clinicos para resolver, frequencias e exames, em que algumas das questões (feitas por farmaceuticos) passavam por medicar de base um doente (o que foi alvo da nossa revolta porque não é da nossa competência fazê-lo).
Quanto a isto:
" se eu pagar a um enfº para ir fz um domicílio, nomeada\ administrar uma medicação parentérica, será q ele leva todo o material de suporte necessário para responder a um choque?" Eu respondo: não leva. Não leva, mas se o for fazer manda a "sensibilidade e o bom senso" e já agora a bagagem teórica, que faça uma colheita da história alérgica do doente e um teste de sensibilidade local antes de administrar o fármaco, se é a primeira vez que o utente o toma.
Desculpe a franqueza, fiquei com a sensação que pensa que os enfermeiros são uns totós que andam a olhar para o ar ao invés de para os livros e para a investigação na nossa área durante os quatro anos da nossa licenciatura. Felizmente não é o caso para todos...

NA disse...

Caro anónimo, concordo em parte com o que diz, mas continuo a perguntar: então se eu obtiver uma receita de uma vacina antigripal, a for comprar, ligar para um centro de enfermagem e pedir para me virem dar a casa, onde é que isso fica registado? Em que centro de saúde? Em que sistema? Pelo menos na farmácia existirá um registo. E aproveito a questão dos domicílios para responder a sahaisis: qual é que acha que é a % de enfºs que ao fazer um domicílio colhe a história alérgica, faz testes de sensibilidade, etc? Acredito q V.Exa. o faça, mas infelizmente a maioria dos enfºs n terá o seu brio e profissionalismo. Como diz, e muito bem, "um bom enfermeiro é difícil de encontrar". Infelizmente. Agora se me diz que os médicos lhe pedem conselhos para prescrever... Acho muito bem que o façam, tem razão no que diz acerca desse ponto, mas a realidade é que colegas seus menos escrupulosos fazem o que já referi fazerem com a medicação dos doentes, nomeadamente os mais agitados. Quanto à questão dos banhos e afins, tem toda a razão, os enfºs são quem o sabe fazer, mas isso deriva exactamente de terem uma aprendizagem de cariz técnico e não científico. Passo a explicar, tal como me foi explicado, por um médico, investigador, com o grau de agregado: dois cursos diferentes podem ter as mesmas cadeiras, até podem ter a duração, mas a diferença está no que se ensina e como se ensina. Um curso de cariz mais técnico tem de ter obrigatoriamente um ensino mais prático e mais virado para a prática (por exemplo, ensinar virologia, agrupando os vírus de acordo com os órgãos que afectam), enquanto um curso de cariz mais científico terá um ensino eminentemente científico, complementado depois com a prática (voltando ao caso dos vírus, estes seriam ensinados por proximidade genética). E, agora permita-me a mim a franqueza e a opinião pessoal, para mim passar de farmacêutico para enfº seria retroceder (até poderia sustentar esta posição com coisas como no meu caso dizer: nos EUA, sendo farmacêutico sou um PharmD, o q me abre portas diferentes para prosseguir uma carreira académica/científica do que se fosse um enfº BSc, por exemplo. e mesmo em portugal, com Bolonha, o MICF fornece maiores qualificações académicas em virtude de serem 6 anos, logo maior número de ECTSs) mas defendo-a como uma opinião pessoal.
Não pense, contudo que descuro de modo algum o importantíssimo trabalho dos (bons) enfºs! São fundamentais no sistema de saúde e, aliás, sou o 1º a dizer que são monetariamente mal compensados pelo trabalho que fazem... Agora não é é o direito de virem dizer que os farmacêuticos são isto e aquilo. Porque a única preocupação da OE não são os doentes, porque creio que temos de admitir que um farmacêutico com formação específica tem toda a capacidade de dar uma vacina (aliás, caso não saiba, já há muito tempo que os farmacêuticos administram injecções, em localidades onde são o único profissional de saúde disponível num raio de Kms, após terem uma formação específica para tal e não me lembro de nunca ninguém ter morrido por causa disso), mas é também grande preocupação da OE o dinheiro que os enfºs correm o risco de perder... com os domicílios, por exemplo! E, já agora, porquê tanta preocupação com o choque anafiláctico com as vacinas? Não há também esse risco com os fármacos per os? Cumprimentos, NA

Sahaisis disse...

Caro NA, evidentemente não conhece a proposta de modelo de desenvolvimento profissional que existe para os enfermeiros (o que também não seria logicamente relevante, para um farmacêutico) ao dizer "um curso de cariz mais técnico tem de ter obrigatoriamente um ensino mais prático e mais virado para a prática" demonstra que efectivamente não sabe o que é ser enfermeiro, nem poderia, porque tal como eu desconheço a organização de um curso de ciências farmacêuticas, não espero que um farmacêutico conheça a de um curso de enfermagem. Há aspectos do meu curso, na área da enfermagem e não das ciências que a complementam que são profundamente teóricas e profundamente complexas de explicar a outrém que não um enfermeiro. Se lhe falar em modelo de neuman aplicado à comunidade sabe do que estou a falar? se lhe falar de modelo holístico de prestação de cuidados? dos pressuspostos em que acenta uma relação empática enfermeiro doente? Não queira chamar retrocesso a algo que é a apenas DIFERENTE... não soa bem. Deus sabe que não há pessoa mais teórica e complicadinha no que toca ao seu mister do que eu (e não devo ser a única enfermeira assim, não é a prática, sempre mas sempre reflexo da teoria?). O enquadramento académico de um BSc é diferente do de um MD, ou de um PharmD. E nada impede um enfermeiro com uma educação adequada de se tornar D.N.Sc, Ph.D. ou Ed.D. Não me venha dizer que pertenço a uma classe confinada (em termos de saber e de educação) porque não pertenço. Por exemplo uma situação como a de um banho é uma situação de prestação de cuidados unica, que deve ser levada a cabo tendo em conta a privacidade do utente e o respeito por ele, que me permitirá realizar a observação física do mesmo, verificar a sua integridade cutânea,o seu estado de nutrição, de hidratação, fazer o despiste de possíveis alterações relevantes, etc. Ser enfermeiro não é só o que está à vista dos olhos do público (e o senhor faz parte desse público logicamente) a quem prestamos cuidados. Já agora, acha que os enfermeiros ganham realmente assim tanto dinheiro com os domicilios que efectuam? (deixe-me rir). tem toda a razão efectivamente um choque anafilático pode acontecer tanto com um medicamento administrado por via parentérica, como com um administrado por via per os, como com morangos, ou um pratinho de camarões. Mas saberá tão bem como eu que se choque não ocorrerá com a mesma velocidade? verdade?

Mário de Sá Peliteiro disse...

Caro MEMaI,

Já nos conhecemos há muito tempo - também eu sou seu leitor fiel e admirador bloguista - e portanto aceito perfeitamente que nem sempre as ironias nos saiem pelo melhor.

Sobre a administração de injectáveis por farmacêutico e a possibilidade de ocorrência de reacção anafilática (convém saber que é mais provável sofrer uma RA ao comer um amendoim ou ao ser ferrado por uma abelha), em nome pessoal quero dizer:

1- Aprendi sobre a administração de injectáveis na cadeira de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e não numa Escola de Macedo de Cavaleiros ou Póvoa de Lanhoso.

2- Tenho larga experiência com agulhas. Apliquei muitos injectáveis, muitas vacinas da gripe a médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Amanhã de manhã colherei cerca de 1 L de sangue (também executo outros actos invasivos, também sei manobrar o espéculo).

3- Domino e consigo efectuar todos os procedimentos de SBV das Guidelines da European Resuscitation Council for
Resuscitation.

4- Tenho todos os requisitos necessários para a obtenção da CPR certification da American Red Cross.

5- Domino e consigo efectuar todos os procedimentos preconizados pela Direcção Geral da Saúde em caso de reacção anafilética, a saber (vou aqui enunciá-las porque há muita gente a falar de cor, imaginado que estão numa daquelas séries da TV):
:
a) Pedir ajuda e telefonar para o 112 para transporte do doente para o Serviço de Urgência mais próximo.
b) Deitar o doente com os pés elevados (posição de Trendelenburg, se possível).
c) Manter as vias aéreas permeáveis, usando um tubo de Guedel, se necessário.
d) Administrar O2 por máscara com reservatório a 15 L/min ou, na sua falta, por cânula nasal até 6 L/min.
e) Administrar adrenalina aquosa a 1:1 000 (1 mg/mL), na dose de 0,01 mL/kg (máximo 0,5 mL), por via intramuscular na face anterior da coxa, preferencialmente com auto-injector. Esta dose pode ser repetida em intervalos de 10 a 30 minutos, se necessário, até 3 doses.
§ A administração de adrenalina IM é prioritária se as outras medidas não puderem ser completamente executadas.

6- Caso falhem os procedimentos de SBV empreendidos e não chegue entretanto o INEM o que faria eu? Faria o que faria outro Dr. Faria ou Enf.º Faria qualquer num Centro de Saúde ou USF qualquer: chamava o Padre Faria - telf 938201610.

Um abraço.

Ah! Estas guerrinhas entre profissionais de saúde por assuntos de lana caprina apenas prejudicam... os profissionais de saúde.

Mónica (em Campanhã) disse...

concordo com mário sá peliteiro, é por estas e por outras que é tão difícil lá irmos.

PS o famoso teste cutâneo prévio não tem qualquer validade na predicção de uma reacção anafilática

Sahaisis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sahaisis disse...

ex.mo senhor mário de sá peliteiro: felizmente para mim que aprendi anatomia na Escola Superior de Enfermagem de Francisco Gentil, e à custa de muitas pestanas queimadas na biblioteca de anatomia da FML e que aprendi administração de terapêutica parentérica na cadeira de fundamentos de enfermagem, vertente laboratorial e não na cadeira de anatomia, como é lógico.... (peço desculpa, mas achei o comentário ofensivo, pelo que foi mais forte do que eu, nem todos os enfermeiros se formam em escolas privadas de fraca reputação). fico feliz por saber que sabe o que fazer. tenha é cuidado com o guedel sim? Às vezes quando se é bruto pode-se partir qualquer coisa que não venha no guião da série de tv. E espero que saiba colocar a cânula nasal adequadamente, tendo na sua farmácia todo o material que necessita para fazer o que descreveu ;)
Mónica (em Campanhã): obrigado pelo esclarecimento, não sabia que assim era, quando aprendi a administrar terapêutica parentérica aprendi que deviamos fazer este teste ;).está mesmo comprovado que não tem fiabilidade?

Medico Explica disse...

Meu caro Boticário

Obrigado por aqui ter metido as recomendações da DGS quanto à anafilaxia na reacção vacinal, algo que me estava a preparar para fazer.

Dois reparos: estão as farmacias dotadas de adrenalina ? E já há de novo à venda o Epipen ?

Quanto ao cerne da questão e que está a motivar esta animada questão:
1º declarações do género da sra bastonaria da OF são lamentaveis
2ºfaço votos sinceros que não ocorram choques anafilaticos no interior de instalações farmaceuticas em que se administram vacinas da gripe ( Nota- não disponho de números mas são raríssimas quando comparadas por exº aos induzidos por antibioticos)
Pq aí todas as qualificações ou não qualificações vão ser relembradas no pior sentido
Com estima
MEMAI

NA disse...

Apenas uma nota prévia e, por favor, caro Boticário, corrija-me se estiver em erro, mas é farmacêutico especialista em análises clínicas e não farmacêutico comunitário, certo?
Cara sahaisis, de propostas de modelos está o mundo cheio, mas o que eu lhe pergunto é: qual é a actividade quotidiana de um enfermeiro? Não concorda comigo se disser que é de cariz predominantemente técnica e prática? Não percebo porquê depois discorrer sobre pormenores académicos, mas também lhe posso perguntar algumas coisas... sei lá... o que são enzimas de restrição? o que são vectores para expressão proteica? que tipos de emulsão existem? o que é o ponto triplo de uma substância? quais são os outros nomes do nódulo SA e do AV? qual a diferença entre um creme e uma pomada? como se obtém um liofilizado? como é a cascata do ácido araquidónico? qual a fisiopatologia da depressão? qual o mecanismo de acção da desloratadina? qual a Ig predominante nas lágrimas? qual o mecanismo da tetanização? etc... Como vê, não vale a pena entrar nestas coisas, porque ignorantes somos todos, apenas o somos em diferentes áreas. Quanto ao grau académico, não me lembro de dizer que não poderia atingir todos os graus que refere. Também eu os posso, mas a verdade é que com a formação de base PharmD versus BSc Nurs., o grau académico é diferente. Doctor vs Bachelor. E nunca eu disse que está limitada em termos de educação. Aliás, haverá um número imenso de enfermeiros que terá mais habilitações académicas q eu, ou que outros profissionais, como os médicos por exemplo. Quanto aos domicílios, por conhecimento próprio, um enfº cobra 15€ (e a maior parte cobrava 20€) para administrar uma injecção subcutânea, coisa que demora o k? 30 segundos, 1 minuto? Se extrapolarmos, seria um emprego a ganhar 900€/hora. parece-me bem razoável.
Quanto à rapidez ou lentidão... parece-lhe mais importante a rapidez ou a gravidade? É que pode levar uma injecção e ficar só com prurido ou comer um amendoím e ter um edema da glote. Eu sei qual é que preferia! Cumprimentos, NA

Anónimo disse...

presunção e água benta, cada um toma a que quer

NA disse...

é bem verdade anónimo!

Sahaisis disse...

"Não concorda comigo se disser que é de cariz predominantemente técnica e prática?". Não, não concordo que assim seja necessariamente. Reportei-me à teoria para lhe demonstrar que tal como a sua profissão também a minha para além de uma vertente técnica e prática , tem uma teórica e bastante teórica por sinal. E sim tem razão quando disse rapidez devia ter-me reportado à gravidade. E como sabe em Portugal não somos bachareis, somos licenciados. nem todos trabalhamos em prestação directa de cuidados, ninguém consegue (pelo menos na minha profissão) tirar 900 euros por hora, se bem que me dariam imenso jeito, de facto conheço um caso bem particular em que a primeira proposta de emprego realizada a um enfermeiro antes do término do curso foi para fazer investigação e dar aulas numa faculdade ao passo que faria mestrado ao mesmo tempo (na área de investigação proposta), quanto tempo depois (salvo no caso de alunos brilhantes) se começa a fazer investigação num curso da sua área?
Sendo franca e creio já lhe ter dito isto, ser enfermeiro não é ser subalterno (no sentido do saber) em relação a nenhum outro individuo com formação superior (sendo que isto da formação e do superior é sempre algo relativo)e isso é uma coisa que as pessoas continuam a ter dificuldade em entender. A começar por si (e corrija-me se estiver enganada) que pensa que perante um enfermeiro lhe é academicamente superior...
Enfim acho que a discussão já vai longa e se lhe perdeu o verdadeiro sentido, pelo que não sei até que ponto não se terá tornado vã.
Cordialmente..

NA disse...

Não percebo porque é q insiste em rebaixar-se, se mais ninguém o faz, mas enfim. Agora, já que pergunta, falando friamente, sim, tenho mais ECTSs q V.Exa. Tenho 320,5 ECTS e a sra?
Eu, que estou longe de ser brilhante, muito longe mesmo, nunca fiz outra coisa, excepto nos estágio curricular obrigatório, que não fosse investigação. Os alunos brilhantes da minha área começam a fazer investigação durante o curso, seguindo de imediato para doutoramento. E mais, e são todos livres para me chamar arrogante e outras coisas mais doces de que se lembrem, para fazer investigação científica (ou seja, daquela quantificavel, com volumes, medidas, massas, concentrações, etc) um farmacêutico está incomparavelmente melhor preparado para a fazer. Cumprimentos, NA

Anónimo disse...

Em relação ao conhecimento e às capacidades o que conta realmene são as pessoas. Conheço uma quantidade gigantesca de médicos, enfermeiros e farmacêuticos e encontra-se de tudo. O farmacêutica da farmácia da vila que depois de passar 10 anos ao balcão só ficaram pequenos fragmentos de toda a bioquímica estudada, no entanto conhece bem todos os seus clientes idosos e ajuda-os a tomarem correctamente a medicação prescrita pelo médico. Conheço também um enfermeiro que depois de trabalhar por cá dois anos emigrou para londres e passados 6 anos e de ter continuado a estudar está em investigação na área da biologia humana. E em relação aos médicos é a igual ...

Quem está no topo a nível da investigação é sempre uma minoria caro "na". Quem se torna um mero executor de tarefas é uma maioria ...

Professor de Biologia "farto" de formar futuros técnicos de saúde

Sahaisis disse...

extraordinário para si, parabéns pelos seus 320 ECTs (que eu nem tenho, porque não fui abrangida pelo sistema de créditos de bolonha). não insisto em rebaixar-me o senhor é que insiste em achar que ser enfermeiro seria retroceder em relação a ser farmacêutico, o que é absurdo,são duas profissões diferentes , não uma superior à outra. sabe investigação cientifica não se resume a massas, volumes e medidas (e ainda bem que assim é), pode-se fazer investigação cientifica sem massas, volumes e medidas profundamente significativa para a qualidade de vida das pessoas (não se vive apenas de tubos de ensaio, nem através deles). Fora deles também se faz investigação cientifica com repercursões extraordinárias na vida dos seres humanos. ah... e fala alguém que na sua vida académica teve uma componente teórica, outra prática e que na confluência das duas (e ainda durante a licenciatura) foi convidada a realizar investigação na sua área, no âmbito de tese de mestrado, como assistente convidada numa faculdade no exterior do país. não sei em quantos créditos isso se converte, mas acho que serve para exemplificar que na minha área também se faz investigação, que não vem dentro do tubo mas ajuda, por exemplo, a minorar o sofrimento experienciado durante um processo de doença oncológica.
E claro que esta eu estarei incomparavelmente melhor preparada para fazer. Cumprimentos para si também...

Anónimo disse...

"o que são enzimas de restrição? o que são vectores para expressão proteica? que tipos de emulsão existem? o que é o ponto triplo de uma substância? quais são os outros nomes do nódulo SA e do AV? qual a diferença entre um creme e uma pomada? como se obtém um liofilizado? como é a cascata do ácido araquidónico? qual a fisiopatologia da depressão? qual o mecanismo de acção da desloratadina? qual a Ig predominante nas lágrimas? qual o mecanismo da tetanização? etc..."

Quantos farmacêuticos, dos que pululam pelas farmácias deste país, sabe responder às suas inteligentes questões?

Ainda se fosse: para que serve a aspirina?

E, acredite, que não estou a menosprezar os farmacêuticos ...mas parece-me um completo exagero!! Ou então vivemos em mundos diferentes ...
Mas, logicamente que o curso de farmácia tem que ter mais bioquímica que enfermagem e que medicina ...por isso a batata quente foi colocada nos seus pares.

Anónimo disse...

Quantos médicos e enfermeiros dos CS conhecem o protocolo da RA? E quantos farmacêuticos? E quantos (dos três grupos profissionais) tem o treino suficiente e a necessária destreza técnica e mental para o aplicar.
Em Portugal os conhecimentos e a prática de SBV e SAV são quase exlusivos de alguns quando deviam ser da maioria. E, na prática, quem está mais à vontade são maioritariamente os enfermeiros (são o grupo com maior números de formandos de SAV e SBV), seguidos dos médicos e e ... muito ao fundo os farmacêuticos: não têm tempo para "quimializar" toda a sua formação e acertam a equação tarde demais!!!

NA disse...

a grande maioria dos farmacêuticos sabe responder às perguntas que formulei, relembro, apenas como hipótese teórica. E qts enfºs sabem responder às q a srª enfª formulou?

NA disse...

Já agora cara sahaisis, talvez seja por isso que isto http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/421583 acontece. Pelo menos na ciência de tubos de ensaio, como lhe chama, Portugal tem um grande número de investigadores de gabarito mundial, com papers publicados em revistas com elevadíssimos índices de impacto. Quanto à pergunta que faz, sobre quantos créditos teria se tivesse ido para o estrangeiro fazer um mestrado, eu respondo-lhe: provavelmente 320 ECTS. É que ser "lá fora" não é melhor que ser "cá dentro", excepto em casos excepcionais.
Exmo. sr. professor de Biologia, no topo do que quer que seja há sempre uma minoria, relativamente aos que abaixo desses se encontram; até há aquela expressão "it's lonely at the top". E tarefas, todos executamos, mesmo os de topo... suponho eu.

Mário de Sá Peliteiro disse...

Caros amigos, jovens na e sahaisis, se me permitem, não levem a mal, um conselho de um quarentão:
Deixem-se dessas palermices de quem sabe mais e quem é melhor e esforcem-se por ser bons naquilo que fazem e por contribuir para uma sociedade melhor - depois, podem sempre trocar de telefones e no próximo fim-de-semana um jantar à luz das velas e, quem sabe, qualquer coisa mais.

Com sorte eu e o MEMaI ainda somos padrinhos de casamento.

Medico Explica disse...

Intervenção de cátedra, a valer pelo menos uns 360 ECTs...

O banco terá de ser alargado...não pela rotundidade dos padrinhos por certo...mas é que o MEMAI são três...eh.eh..eh e todos a falar a mesma linguagem...

Um obrigado a todos os intervenientes pela animação que estão a dar ao Médico Explica

NA disse...

Tem razão caro Boticário, mas a verdade é que disseram aqui algumas coisas que me fizeram prurido e depois já se sabe... A troca de argumentos é apelativa, mesmo q nem sempre seja, como aqui se verificou, produtiva. Mas vou seguir o conselho do Boticário e deixar que a animação siga com outros intervenientes. Agora é a minha vez de apreciar o espectáculo. ;) Cumprimentos, NA

Sahaisis disse...

Quanto às perguntas que a colega formulou, espero que muitos enfermeiros as saibam responder (creio que assim é).
Quanto aos meus 320 ECTS, se os tenho, tendo apenas uma licenciatura de quatro anos...bem enfim...sabe o que isso significa não sabe caro NA?
Quanto à "sua" notícia não percebi a questão que me faz? que os enfermeiros não sabem o que são cuidados paliativos?? era isso que queria dizer, porque se era só lhe posso dizer "não seja absurdo", se está a dizer que não educamos as pessoas nesse sentido, é verdade em alguns casos, mentira noutros. muitas vezes os doentes na fase da negação (é uma das etapas do processo de luto) recusam-se a aceitar o sentido dos cuidados paliativos, recusam que sejam os cuidados que lhe são prestados no fim de vida. Se passar pelo meu blog verá que por lá também falo deste dia. Já que cuidados paliativos é uma das áreas de maior actuação da enfermagem...sendo que, já dizia uma sensata (e extraordinária) professora minha, não muito dada a tubos de ensaio mas muito sapiente no que toca a seres humanos que "se temos duas mãos que nos amparam quando nascemos, porque não duas mãos que nos amparem quando morremos?"
Já agora acrescento que para se trabalhar nesta área é absolutamento necessário ter uma formação especializada para além da adquirida no curso de base sobre pena de, enfim, não se prestar os melhores cuidados, para não dizer pior.
Caro mário de sa peliteiro tirando as palermices (e deus sabe que no meu caso são muitas) esforço-me diariamente para vir para casa com a certeza que fiz tudo o que pude e que sei pelos meus doentes, ou pelo menos tento, e quando não consigo tento perceber no que falhei, não trabalhando directamente com tubos de ensaio tenho sempre medo de matar alguém pelo caminho. quanto aos jantares à luz das velinhas e padrinhos de casamento tenho apenas a declarar que não gosto de comer em sítios mal iluminados e que a instituição do casamento não me desperta particular interesse..enfim..
Caro MEMAI, ou MEMAI's (de reparar um momento único na história da enfermagem portuguesa) habitualmente as vossas intervenções ficam acima dos 400 ECTs ;).
"A troca de argumentos é apelativa, mesmo q nem sempre seja, como aqui se verificou, produtiva." vejo-me forçada a concordar, pelo que opto igualmente por apreciar o espectáculo...igualmente...

Anónimo disse...

Os farmaceuticos têm que se resumir a insignificancia que lhes compete, isto é, deixem-se estar nas farmarcias bem quietos, que esse é o vosso lugar, atenção não sou enfermeiro, sou um cliente e Deus me livre de deixar um farmaceutico dar-me uma injecção, Aquela frase célebre..."Consulte o seu medico ou farmaceutico"....totalmente errada, eu consultar um farmaceutico, sim estou mesmo a ver....
Srs. farmaceuticas espero que não fiquem com azia, mas caso fiquem sempre têm algo por perto para tomar....atenção nada de injectaveis....eheheh

Anónimo disse...

Este aqui em cima disfarça-se de utente para lhe dizer o que lhe vai na alma. Isso é tudo azia por ser enfermeiro e ninguém lhe ligar peva? Toda a celeuma que os enfermeiros têm estado a levantar no que toca a esta questão só tem contribuído para uma coisa: caírem ainda em mais desgraça. Isto porque os utentes - e são eles que realmente importam, ou deviam - sabem perfeitamente que podem confiar seguramente nas farmácias portuguesas para que lhes seja prestado este serviço, de forma segura, cómoda e eficaz. Repare que os farmacêuticos não dão sequer metade da importância a uma questão tão trivial como esta face àquela que os enfermeiros lhes estão a imprimir. Assim se vê bem a diferença de classe entre classes.

Anónimo disse...

Este aqui....quando te referires a mim fala com respeito....eu não me disfarço, sou engenheiro de profissão e quando passei pelo hospital nao foi um badameco de um farmaceutico que me ajudou, foram enfermeiros, medicos e os auxiliares. OK! Cresce e aparece...

Em relação à importancia que uns dao ou não não me interessa, a mim nehum farmaceutico me poes as "patas" em cima...tenho direito de me expressar.

"Diz o que lhe vai na alma"---sem comentarios essas frase feitas que lês no pequeno almoço na caixa de cereais, vai te instruir....

Se eu falasse que sim estou de acordo com os farmaceuticos, isso fazia de mim farmaceutico?

È so para pores a trabalhar esses neuronios.

Anónimo disse...

Este aqui....quando te referires a mim fala com respeito....eu não me disfarço, sou engenheiro de profissão e quando passei pelo hospital nao foi um badameco de um farmaceutico que me ajudou, foram enfermeiros, medicos e os auxiliares. OK! Cresce e aparece...

Em relação à importancia que uns dao ou não não me interessa, a mim nehum farmaceutico me poes as "patas" em cima...tenho direito de me expressar.

"Diz o que lhe vai na alma"---sem comentarios essas frase feitas que lês no pequeno almoço na caixa de cereais, vai te instruir....

Se eu falasse que sim estou de acordo com os farmaceuticos, isso fazia de mim farmaceutico?

È so para pores a trabalhar esses neuronios.

rmo disse...

Nota-se muito bem de que espécie é feito: a espécie dos trolhas. Escusa de disfarçar (mal).

RMO disse...

Conheço vários farmacêuticos académicos que chegaram a ministrar cadeiras de bioquímica e de farmacologia a estudantes de Enfermagem, em escolas de enfermagem, e todos são assertivos em alguns pontos: extremamente pouco estimulante, programas elementares para alunos não menos elementares. De tal forma que alguns até colocavam lá os seus assistentes para "ganharem experiência". A Enfermagem é tão dependente de corpos do conhecimento alheios que nenhum enfermeiro, apenas formado em Enfermagem, tem sequer idoneidade científica para leccionar cadeiras de base como anatomia, bioquímica ou farmacologia, mesmo apesar de qualquer uma destas ser básica em qualquer curso de Enfermagem.

Sahaisis disse...

eu disse que não voltaria a comentar aqui mas..."programas elementares para alunos não menos elementares"...queria vê-lo a fazer saúde comunitária com a minha regente e você via o que era elementariedade caro rmo...não passava da discussão de conceitos ;)

Hugo Roque disse...

Este RMO, é uma reflexão de um espelho contorcido pelas agruras da vida. De tão distraídos e sapientes que andam com a ciência e estudo das miticôndrias (sabes a que me refiro) que não compreendem que não existe ciência aplicada à condição humana. E é essa mesma condição (universalidade e prática) que a inviabiliza. Falam em química, biologia como se fossem os seus legítimos proprietários. Desenganem-se... São sim seus subsidiários, como todas as outras. Confinem-se aos tubos de ensaio e consciencializem-se que "cuidados farmacêuticos" É CONTRA NATURA. É uma invenção, melhor ainda, uma ABERRAÇÃO. É uma nado morto.
Elementar é a vossa jactância.

Anónimo disse...

Este Hogo Roque tirou o curso em Póvoa de Lanhoso ou é dos antigos, do curso na tropa.

Anónimo disse...

Desculpem intrometer-me em assuntos alheiros. Confesso que li os comentários na diagonal. Sou médicos de MGF há 6 anos, em Lisboa.
Desculpe a sinceridade RMO, mas penso que o amigo é um pouco presunçoso. Faz-me recordar um frustrado que não conseguiu o que queria e agora, à força toda, quer tentar fazer demonstrar ao mundo que a sua profissão é a melhor, mais exigente e com maiores índices de inteligência. Convém recordar que 90% do alunos de uma FF queriam ser médicos. Tive um irmão de estudou um ano da FFUL (1989), depois entrou em medicina e sempre disse que não encontrou um só aluno que quisesse ser farmacêutico do fundo do coração. Daí a explicação para o sentimento de frustração de muitos de vós e a necessidade em tentar serem superiores aos outros.
Era só isto, desculpe mais uma vez a sinceridade.

RMO disse...

Este aqui de cima acordou agora.

O que é que interessa (ou que relevância tem) o que você pensa ou deixa de pensar? O que é que interessa se é médico de MGF há 6 ou 20 anos ou se é enfermeiro desempregado? E o que é que interessa o tema que vem trazer aqui à baila para o tópico em causa quando o assunto nada tem que ver?

Não é novidade nenhuma que os cursos de saúde (e alguns de ciências), de há vários anos para cá, estão carregados de "Medicina "wannabe's": deve ser alguma virose ou então séries televisivas a mais. Mas, podemos começar pelas escolas de Enfermagem. Portanto, o seu comentário é, digamos, "pointless" e revela que há por aí algum recalcamento escondido. Os meus pêsames, meu caro.

Desculpe lá a sinceridade.

PS: a propósito, se quer atirar com números, faça-o consultando dados estatísticos fidedignos ee não inventando um número à discrição e que melhor lhe convenha (a si e aos propósitos do seu comentário).

Desculpe lá, mais uma vez, a sinceridade.

Anónimo disse...

não tenho dúvidas quanto à excelência da formação e prática dos farmacêuticos. sei é que entre as competências mais desenvolvidas pelos enfermeiros no seu desempenho profissional estão: a administração e vigilância de protocolos terapêuticos + administrar medicamentos, vigiar os efeitos secundários, as reacções, as respostas ao tratamento, a toxicidade e as incompatibilidades + detectar e determinar as mudanças significativas do estado do doente + antecipar uma deterioração do estado do doente antes que sinais explícitos o confirmem. os enfermeiros fazem isto todos os dias, e lidam com situações inesperadas e urgentes todos os dias.
João Pessoa

Sahaisis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Caro MEMAI, já deve ter visto de qq forma caso ainda não tenha acontecido foi "citado" em:
http://doutorenfermeiro.blogspot.com/

os melhores cumps
AF

Nel disse...

Os boticários serão sempre MARÇANOS, detentores de um discurso réprobo, onde abundam ideias e conceitos do tipo prolixo, floreados de estereotipos factícios, oriundos de um mundo utópico, onde para seu gládio podem ser reis!!!

Estes manipansos detentores de uma pose no minímo hiemal, vivem exclusivamente em função dos cifrões e não no interesse da segurança do cidadão, tal como gostam de apregoar.

São a nova atracção do circo, que aprenderam a fazer umas habilidades básicas, sub entenda-se SBV, e já julgam ser dignos de um Zoo qualquer.

A verdade é que perante uma situação de choque anafilático, com edema da glote, SBV é inútil.

O Algoritmo SVB "encrava" logo no acrónimo internacional "A"- AirWay-Assegurar a permeabilidade da via aérea com estabilização da coluna cervical, (o qual apenas é composto pelos parâmetros ABC).

Em caso de choque anafiláctico, a obstrução da via aérea não é mecância, mas sim patológica e isso implica medidas de SAV (ABCDEFGHI), que não dizem apenas respeito ao algoritmo de reanimação cárdio-respiratória, mas a todo um conjunto de emergências médicas,

e que no caso concreto faz parte a implementação de oxigénioterapia, o estabelecimento de 2 acesso venoso de alto calibre (14 ou 16), a perfusão de cristalóides ou colóides, administração de adrenalina, hidrocortisona ou prednisolona, etc.

bem como a implementação de medidas "life saving", como a cricotirotomia de emergência.

Manobras estas vulgar dominadas por um qualquer enfermeiro ou médico.

O protocolo do choque anafiláctico em termos legais faz parte do SAV, apenas acessível aos enfermeiros e médicos.

Num fundo qualquer protocolo de emergência médica resulta da interacção de complementariedade médico-enfermeiro, tal como consta no Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de Setembro, alterado pelo Decreto lei n.º 104/98, de 21 de Abril.

O SIEM é constituídas por ambulâncias de SBV, cuja tripulação é constituídas por 2TAEs, ambulâncias SIV, cuja tripulação é constituída por um enfermeiro um TAE e pela VMER, cuja tripulação é constituída por um enfermeiro e um médico.

Ficam então a saber que quando ligar 112, o CODU perante uma situação de choque anafiláctico, não lhes enviará uma ambulância de SBV, mas uma ambulância SIV ou a VMER, pois só estes 2 últimos meio é que podem implementar medidas de SAV.

O Decreto-Lei n.º 307/2007 de 31 de Agosto, passou a definir, entre outros a existência de Serviços Farmacêuticos:
a) Apoio domiciliário;
b) Administração de primeiros socorros;
c) Administração de medicamentos; d) Utilização de meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica;
e) Administração de vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação;
f) Programas de cuidados farmacêuticos;
g) Campanhas de informação;
h) Colaboração em programas de educação para a saúde.

Nesse mesmo decreto-Lei, vem o seguinte preâmbulo, que passo a citar: “Os serviços prestados pelas farmácias cingem-se,
necessária e evidentemente, à actividade farmacêutica, pelo que devem respeitar integralmente as competências atribuídas a outras profissões de saúde.", lê-se no Artigo 3.º, Requisitos para a prestação de serviços, os serviços referidos “têm de ser prestados nas condições legais e regulamentares e por
profissionais legalmente habilitados.” Neste caso enfermeiros.

o número 4, do artigo 9º, Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de Setembro, alterado pelo Decreto lei n.º 104/98, de 21 de Abril, que aprovou o Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros (REPE), pode-se ler que “os enfermeiros, de acordo com as suas qualificações profissionais:

detêm conhecimentos científicos e técnicos que lhes permitem “proceder à administração de terapêutica prescrita... devendo em situações de emergência agir de acordo com a qualificação e os conhecimentos que detêm, tendo como finalidade a recuperação e manutenção das funções vitais” (REPE, al. e) ponto 4, art.º 9º) e

“Participam na elaboração e concretização de protocolos referentes a normas e critérios para administração de tratamentos e medicamentos” (alínea f).

Neste sentido, os enfermeiros detêm as competências necessárias para proceder á administração de terapêutica, actuar em situações de emergência e participar na elaboração de protocolos relativos a administração de tratamentos e medicamentos.

A administração de substâncias terapêuticas refere a implementação de uma intervenção de enfermagem, iniciada por outro técnico de saúde, no acto de prescrição.

A prescrição terapêutica tem que ser verificada num suporte que constitua prova documental, que inclua: a substância a administrar, a via, a dose e o(s) momento(s) de administração.

Nesta implementação, o enfermeiro deve observar todos os princípios de boa prática de enfermagem.


No fundo Decreto-Lei n.º 307/2007 de 31 de Agosto, vem permitir a existência de enfermeiros nas farmácias que até então era ética e deontológicamente incompatível.

Logo administração de vacinas e de outros injectáveis resulta da prescrição médica e não do livre arbítrio dos Pseudo doutos farmacêuticos, SENDO O ENFERMEIRO O PROFISSIONAL DE SAÚDE QUE ESTÁ LEGALMENTE MANDATADO PARA O EFEITO.

A usurpação de funções é legalmente criminosa. Se o diálgo entre as 2 Ordens não resolveu o assunto a OE só tem que apresentar queixa crime ao Ministério Público por usurpação de funções.

QUE SE FAÇA CUMPRIR A LEI.

Cumprimentos.

NEL.

Anónimo disse...

Cricotirotomia de emergência por qualquer enfermeiro de Centro de Sáude?
Onde?
Não alucine Neca...

Anónimo disse...

"Manobras estas vulgar dominadas por um qualquer enfermeiro ou médico."

Oh sim claro, da ultima vez que dei aulas numa escolazeca dessas ditas de bom nome o 3º ano não sabia literalmente o que era inflamação. O que raio andam vocês a aprender nas básicas...

Fiquei a saber mais tarde que no cadeirão de anatomofisiobioquimicologia da mesma escola, para o "módulo" de imunologia os alunos chegavam a estudar pelo livro de biologia do secundário.

Anónimo disse...

Que ridículo, devem constituir uma minoria insignificante os enfermeiros que alguma vez na sua vida profissional levaram a cabo uma intervenção dessas.

Neca, usa menos o dicionário de sinónimos, não é preciso exagerar.

Anónimo disse...

Comparar um farmacêutico a um enfermeiro?! AHAHAHA isso é que era baixar o nível da profissão farmacêutica… São diferentes? Claro! todas necessárias? Sim, como é obvio! (os medicos n sujam as maos). Porem n se pode comparar o que é incomparável, não so pela dificuldade do nosso curso como pela abrangência do que um farmacêutico, sem pedir autorizaçãozinha ou a mando do medico pode fazer!
Se enfermagem e tão bom porque é que muitos mudam de curso para ciências farmacêuticas ou para medicina, mesmo ao fim de anos do exercício da profissao? Suponho que seja pelo estigma social…

PS: Quanto a investigaçao cientifica, desde quando um enfermeiro sabe de quimica para a realizar?! Deve ter ouvido a palavra molecula no corredor do hospital enquanto os farmaceuticos hospitalares tomavam cafe!