sexta-feira, abril 25, 2008

Missão Impossível!




24-Apr-2008 SEN
O Dr. Luís Pisco continua a ser notícia, pois não está muito bem explicada a sua manobra de pedir demissão e depois, despedir a dita, que tinha pedido.
Pelo que se pode intuir, através das notícias, nem todos estavam de acordo com as suas políticas. Diz o grupo dos dez que vai falar e esclarecer o fenómeno.
É bom que o façam e quanto antes para sabermos com o que lidamos e com quem lidamos.
Para nós o projecto dele não tem futuro, porque está atrasado 60 anos, no mínimo.
O tipo de consulta que os médicos fazem já não se usa em muitos países, na área dos cuidados primários.
É demasiado dispendioso para o erário público, um cidadão ir tirar umas dúvidas acerca da sua saúde e vir para casa com um ror de receitas, aviadas ou não; guias para exames vários e, pior do que tudo isto, com uma grande dúvida, maior do que aquela que o impeliu à consulta: pelos vistos tem uma doença que é preciso esclarecer. Depois se as análises derem resultados negativos; se as tomografias, na hipótese de alguém as ver, não indiciarem doença que se veja, é uma felicidade a seguir a um grande susto.
Os Enfermeiros têm que se ir preparando para assumirem o seu papel, no terreno, impondo o seu saber, que irá fazer a diferença.
Finalmente, a portaria dos incentivos saiu com o nº301/2008 de 18 de Abril.
Já tínhamos publicado nos Ecos da Enfermagem a decisão final.
Lamentamos que haja quem fique, na qualidade de sindicalista, satisfeito com o teor da portaria no que toca a incentivos, que nem se sabe se algum dia vão ser pagos, pois dependem da produção. Se assim for, não é fácil prever as diferenças entre a produção real e necessária, para atingir os mínimos.
O povo diz: "com bem pouco se contenta uma criança", das antigas, dizemos nós.
Por analogia diremos: com bem pouco se contentam alguns "sindicalistas".
Nós estamos muito tristes e desgostosos, pelas vítimas que representamos.
Temos de continuar a lutar por melhores dias, porque isto não está bem, assim.
Cordiais Saudações Sindicais,
O Presidente da Direcção do Sindicato dos Enfermeiros,




José Azevedo







Nas nossas viagens pela blogosfera vamos encontrando algumas "pérolas" com piada, tais como esta!


Para pessoas desta qualidade,por hábito, tenho uma máxima que é "não discutas com idiotas, já que, eles têm mais práctica".


Mas, o problema é que este escreve, o que os outros pensam em voz baixa???


De facto, gostava de saber!!!


E, já agora, gostava também de saber o que o PR pensa destes comunicados?


Provavelmente, mais um alheamento da realidade, à semelhança do alheamento da juventude à política!!!


Só pode!!!!!!


De alheamento em alheamento, até à queda final, vamos mal, muuuiiiittttttoooooo mmmmmaaaallll!!!!!!!!!

9 comentários:

navarra disse...

Talvez seja perigoso e mesmo subversivo, diria, que um blog médico dê tanto ênfase a algo que nem na classe de enfermagem tem relevância, senão num contexto cómico-trágico (aquela classe em que pelos vistos tantos "pensam baixinho"). Compreendo porém que seja vantajoso para alguns, a exploração destas "pérolas" num fenómeno deliberado de descredibilização profissional, perpetrada com prováveis interesses "sui generis".
Bastaria uma pesquisa ligeiramente mais exaustiva, para verificar qual a credibilidade que o Sr. Enfº José Correia Azevedo aufere no seio da sua classe. Ao arrecadar nas eleições para Bastonário da OE em Dezembro último a estrondosa e representativa percentagem de cerca de 19% dos votos, demonstrou ser um verdadeiro condutor da classe que partilha e apoia marcadamente as suas teorias. Ainda assim, compreendo que seja conveniente para médicos, vincular a verborreia deste dotado e invulgar filósofo (sim, é licenciado em filosofia) aos restantes dos seus pares.
Assim como aos enfermeiros é conveniente conotar a opinião de outro invulgar e dotado bastonário interino, desta vez da OM, relevar num programa televisivo, as complicações da administração de morfina (que até pode matar...) por NÃO-MÉDICOS (sugiro que as futuras licenciaturas em Enfermagem se passem a chamar licenciatura em NÃO-MEDICINA).
Caso este para perguntar quantos médicos administram morfina seja em que contexto for ? Ou derivados 100 vezes mais potentes que a morfina ?... Ou quantos clínicos gerais sabem sequer prescrever fármacos deste calibre mortal ? Felizmente, o facto de não ser a sua "especialidade", vai safando tudo. Coisa que num enfermeiro seria imediatamente conotada com incompetência e burrice, num médico é facilmente explicada como matéria que foge do âmbito da sua especialidade.
Talvez por isso conceitos básicos como anemia, arritmia, insuficiência renal ou cardíaca, choque e sépsis, são distantes a muitas "especialidades". Lembram-se de já ter falado nisso...!
Isto caro MEMAI, para realçar que "cromos", existem em qualquer profissão. E nos tempos que correm, arrisco mesmo a dizer que abundam! E muitos em lugares de destaque (desnecessário dissecar novamente a novela palaciana de Luis Pisco e séquito).
Agora aproveitar a matéria orgânica produzida por determinado e ilustre membro não-representativo de uma classe, para fins que não sejam pura e simplesmente lúdicos, já me parece mais obscuro. E passível de originar atritos que não interessam a ninguém.
Ou será que interessam caro MEMAI ?
Abraço.

navarra disse...

Por incorrecção da minha parte os votos para bastonário OE foram :

Enfª Maria Augusta Sousa : 50,45%
Enfº José Correia Azevedo :27,21%
Enfº CArlos Folgado : 5.58%

Não esquecendo que Azevedo "tomou" de assalto os votos dos sindicalistas do SE e alguns militantes perdidos do PSD aos quais teve a indecência de publicamente apelar ao voto

medica que também explica disse...

de acordo com navarra, MEMI. não sendo totalmente irrelevante a proporção de enfermeiros que subscreveriam o comunicado por si publicado, ela não é certamente o sentimento da maioria da nova, esclarecida e desimpedida geração de enfermeiros que domina pelo menos no CS onde trabalho. também entre nós médicos temos uns cromos destes por quem nos poderiam tentar misturar.

Medico Explica disse...

De acordo como disse o(a) anónimo(a) enfermeiro(a) Navarra há cromos em todo o lado e cada vez há mais. Mas o cromo Azevedo, anti-médico primário, teve afinal 30% de votos de uma classe que com ele se identifica. Talvez os enfermeiros mais velhos os que possuem qualificações académicas até ao 15º anos e cursos posteriores. A relação de classes médico-enfermeiro só se apaziguar quando a classe dos enfermeiros for ocupada apenas por enfermeiros licenciados de origem. Esse sim, os que conheço, não querem, não sonham, não aspiram a ser médicos ou a fazer diagnósticos.
O(a) anónimo(a) enfermeiro(a) Navarra também tem uma azevedada quando diz "os clínicos gerais não sabem, não, etc". Saberá por acaso que a maior sumidade em cuidados paliativos é Clínica Geral. Sabe que há muitos médicos na área de cuidados paliativos que são clínicos gerais e trabalham em hospitais? Agora diga-me se por acaso ler isto: quantos enfermeiros sabem fazer o que você disse? 10, 20% talvez menos. Só saberão os que com a morfina tgrabalham...

navarra disse...

Caro MEMAI
Não conote o meu discurso com filosofias azevedinas. Para mim é ofensiva qualquer comparação com o ilustre filósofo.
Não disse que "clinicos gerais não sabem...", apenas questionei QUANTOS o sabem. É diferente!
Como disse e muito bem, também entre enfermeiros nem todos sabem lidar com a morfina mas o que interessa é colocar nos locais em que tal é exigido, aqueles que efectivamente sabem. Tal como eu não sei manipular citostáticos ou realizar instrumentação cirúrgica e nem por isso me considero menos competente do que aqueles que sabem.
Os 27 % podem efectivamente parecer representativos, se nos abstivermos da quantidade de elementos filiados no SEN que votaram no seu "mestre" e dos "onda laranja" que imitaram o feito. Não esqueçamos que Azevedo se gaba frequentemente de ter acessorado Leonor Beleza e com ela manter relações de estreita amizade nso círculos do PSD.
Concordo consigo que uma coisa é defender os interesses legítimos dos enfermeiros, outra coisa é a atitude anti-médico gratuita e despropositada. E vice-versa também se aplica da parte dos médicos. Basta ler as "pérolas" com que o jornal virtual do SIM presenteia os enfermeiros semanalmente.
Quanto às novas gerações de enfermeiros, o futuro dirá o papel que lhe cabe. Até este momento não vi o incremento de formação académica ser acompanhado de proporcional responsabilização profissional e maior complexidade e autonomia de funções. Quando isso acontecer, veremos então se estão à altura. Acompanho frequentemente alunos de enfermagem e por vezes tenho dúvidas sobre a actual adequação e preparação técnica dos mesmos. E por vezes até da teórica.
Claro que rapinas como Azevedo, conquistam muitos simpatizantes não só entre "antigos enfermeiros" mas também nestas novas hostes, onde proliferam jovens incautos e de certa forma desorientados no seu papel e funções.
Considere esses 27 % como aquela percentagem que se sente inadequadamente revoltada ( e incitada a tal por quem sabemos) com o tipo de tratamento que certos colegas seus (tenho ainda dúvidas sobre em que grupo o colocar, caro MEMAI) têm , não só com os enfermeiros, mas de uma forma geral, com todas as outras profissões na Saúde. E como pessoas inteligentes, retiremos daí as devidas conclusões. É que semeando ventos, não colheremos dias de sol, certo ?
Abraço

Medico Explica disse...

Olá. Estou no seu grupo, isto é, no correcto e da linha justa! :)

sahaisis disse...

Não resisto a comentar eu também, este post. Apesar de concordar, de certo modo com o que escreveu neste post..mas por uma razão simples que se relaciona com o que escreveu nesta caixa de comentários...
Ex.mo senhor dr, caso não saiba no curso de enfermagem existe uma cadeira de farmacologia (bem pelo menos na minha antiga escola, agora "fundida" numa escola maior a que se convencionou chamar ESEL, existia), portanto estando a licenciatura em vigor, pelo menos desde 1998 que os enfermeiros sabem quais as indicações e contra-indicações dos grupos farmacológicos mais relevantes. Para além disso, é considerado boa prática da nossa parte,verificar, no prontuário terapêutico (por exemplo), quais os efeitos da medicação que administramos aos nossos utentes. espero que efectivamente não sejamos apenas 10 a 20%, e creio que não somos (fiz a experiência de perguntar à minha mãe, que é enfermeira de sala de partos há cerca de 20 anos e ela sabia os efeitos da morfina). nem todos somos bons, nem todos somos maus, nem todos somos inteligentes, mas nem todos somos burros. ;)

Anónimo disse...

ao azevedo podem-lhe chamar o que quizerem e entenderem,não o conheço, tambem concordo que ele não representa a classe dos enfermeiros, pelo que li, mas de facto uma coisa é certa: a enfermagem quer no continente americano quer no europeu está a mudar. não vou aqui explanar essa mudança, mas de facto cabe a V.excia pesquisar as funções dos enfermeiros na área dos cuidados primários e anerstesia nos EUA. Inglaterra, Austrália, etc. Será que portugal vai ser o único país a resistir à mudança?? se sim deve-se aos interesses de quem? médicos ou enfermeiros?? ou será da população??
Tudo não passa de um jogo de interesses como em tudo, neste país de interesse corperativos...
Não sou médico...não sou enfermeiro... mas já vivenciei essa experiência como doente, e olhe é bem positiva e não sou só eu a achar... pesquise a satisfação dos utilizadores, muitos deles efectuados por colegas seus e surpreenda-se!

Anónimo disse...

esse Azevedo é DOENTE!