sábado, abril 18, 2009

Já Aqui Se Tinha Falado Da Dispensa De Genéricos Nos Centros De Saúde.


 

É natural a posição da OF, com a qual concordo.

Deverão ser os farmacêuticos a dispensar os medicamentos nos Centros de Saúde. Já há farmacêuticos hospitalares e agora seriam os farmacêuticos dos cuidados de saúde primários.


 

Já há dezenas de anos que as pílulas anticoncepcionais são distribuídas gratuitamente nos Centros de Saúde, assim como todas os métodos anticoncepcionais.


 

Agora, adicionar-se-iam alguns genéricos de grande circulação. Obviamente que seria um farmacêutico, funcionário do Centro de Saúde a tratar de todo o circuito. Tal qual como nos hospitais...


 

"Ordem Farmacêuticos contra dispensa medicamentos por médicos


A Ordem dos Farmacêuticos defendeu hoje que a «dispensa de medicamentos é uma responsabilidade exclusiva» destes profissionais, pelo que se opõe a qualquer tentativa de «usurpação de funções» por parte da classe médica.

Em comunicado, a Ordem dos Farmacêuticos critica «a intenção de realizar um referendo à classe médica para averiguar a sua disponibilidade para entregar medicamentos aos seus doentes», anunciada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes.

«A proposta está desenquadrada, não tem qualquer fundamento técnico e científico e viola todas as regras e princípios estabelecidos na legislação», assinala a Ordem dos Farmacêuticos.

«Em nenhum país desenvolvido o prescritor de medicamentos é simultaneamente responsável pela sua dispensa, sob pena de se agravarem os conflitos de interesses e as pressões comerciais a que estão sujeitos», sublinha ainda o documento.

De acordo com a Ordem, «o farmacêutico é único profissional de saúde com competências e conhecimentos sobre medicamentos, constituindo ainda um elo fundamental no circuito e na acessibilidade da população ao medicamento».

Reiterando que «a dispensa de medicamentos à população faz parte do Acto Farmacêutico e é da sua exclusiva responsabilidade», a Ordem frisou a sua oposição «a qualquer intenção de usurpação de funções por parte da classe médica».

Diário Digital/Lusa "


 

17 comentários:

antonio disse...

"Em nenhum país desenvolvido o prescritor de medicamentos é simultaneamente responsável pela sua dispensa, sob pena de se agravarem os conflitos de interesses e as pressões comerciais a que estão sujeitos"

Mas nos países desenvolvidos já se admite que o responsável pela dispensa é o mesmo reponsável pela administração... Aí já não há conflitos de interesses...

Mário de Sá Peliteiro disse...

E que tal nacionalizar o negócio das farmácias?
Agora que já se privatizou quase tudo, podíamos reiniciar o ciclo, nacionalizando de novo.

Tolices!... Isto é conversa de cachopos.

rmp disse...

A serem dispensados genéricos nos Centros de Saúde, a dispensa deve ser da responsabilidade de um Farmacêutico, nunca do Médico.

Isto parece-me indiscutível no contexto actual da Saúde em Portugal.

Mário de Sá Peliteiro disse...

Nesta altura, já todos os portugueses perceberam que na guerra entre médicos e farmacêuticos o que está em causa são apenas e só interesses ilícitos e ganância, benefícios próprios à custa do orçamento do Estado, da carteira dos portugueses e vigarices várias.

Falso! A maioria dos médicos e dos farmacêuticos são gente séria que não se deixa envolver em negociatas, que trabalha muita para bem dos doentes, do melhor que o país tem.

Nesta guerra, estúpida como todas as guerras, todos perdem, sobretudo os doentes. Ganham aqueles a quem interessa que não se discutam os verdadeiros problemas da saúde do país e dos profissionais de saúde. Ganham também, claro, a minoria dos farmacêuticos e dos médicos que são realmente muito vigaristas e para quem o doente nada interessa.

Esperemos que os dirigentes de ambas as classes tenham o bom senso de terminar rapidamente com esta guerrilha inconsequente e infantil.

[No www.peliteiro.com]

Medico Explica disse...

Subscrevo o comentário do Mário Sá Peliteiro.

Anónimo disse...

Eu, como sou velho, ainda sou do tempo em que fornecíamos aos utentes com maiores dificuldades financeira, as amostras que os laboratórios nos deixavam.
Se andar por aí alguém desse tempo, recorde-me se se lembra de alguma objecção, técnica ou outra.
Eu, por mais que puxe pela cabeça, não encontro nenhuma.
Eram outros tempos, outras vontades, outros interesses.
E atenção - isto não é saudosismo.

Lifepassenger disse...

No fundo tudo não passa de Guerras politicas em que parecem estar a jogar um jogo intitulado quem tem mais razão...

Tal como referido anteriormente e os doentes?

Anónimo disse...

O MEMaI está mesmo obcecado. Afinal não é só Pedro Nunes.

Sugiro a seguinte sondagem:

"Concorda que os médicos que desejam exercer no privado devam perder o vínculo à função pública?"

Seria bonito de se ver.

Ao invés de chapinharem, aflitos, no mar de inveja pelo sucesso da classe alheia, meus caros, resolvam antes as listas de espera, os preços altamente inflacionados das consultas médicas no privado ou a assimetria da distribuição dos médios pelo país - presumo que os doentes agradeceriam.

Medico Explica disse...

O Memai não está obcecado com nada. Se os ordenados no Estado fossem bons, acredite que muitos médicos, para além de só trabalharem no SNS, deixariam a privada. Quem trabalha na medicina privada, seja ela liberal, empresarial ou assalariada e também no público, acredite que trabalha para o caraças...

Vera Carvalho disse...

E que tal poderem fazer uma perguntinha ao Eng. Socrates .

A ver mais no Cogitare em Saúde.

Kika disse...

Há muito que não vinha aqui...

O que eu tenho perdido...

Esta polémica com os génericos é genial... e eu que o diga...

Beijos e abraços

Medico Explica disse...

E temos a posição dos sindicalistas médicos ( in Público)quanto às auto-intituladas propostas revolucionárias do bastonario da OM ...:
"A maior parte dos médicos de família não terá disponibilidade para andar a distribuir medicamentos", prevê Jorge Silva, do Sindicato Independente dos Médicos, para quem a proposta é "absurda", até porque "desrespeita e extrapola as funções dos farmacêuticos". E Mário Jorge Neves, da Federação Nacional dos Médicos, não entende o alcance de uma iniciativa destas, "porque um referendo aos médicos não é uma iniciativa legislativa" em Portugal.

Sapo Narú disse...

O Cordeiro é que vos entala. Neguem agora os genéricos aos velhinhos.

Anónimo disse...

Por favor mudem de tema, este já enjoa.

Anónimo disse...

O Cordeiro não dá ponto sem nó.

Anónimo disse...

Mas qual é o médico que quer agora ter um armazem no consultorio para andar a dispensar embalagens de comprimidos tipo tecnico de farmacia!??

Venham todos os farmaceuticos e mais algum que ao médico cabe é prescrever e não aviar...

Angelo disse...

Uma pergunta ao Médico Explica Medicina: Porque não existem fármacias do Estado. Este empregaria o farmacêutico como seu trabalhador recebendo um salário de função pública e os lucros reverteriam para o Estado, com a consequente diminuição das comparticipações