terça-feira, abril 14, 2009

Ordem dos Farmacêuticos critica abertura de farmácia privada no Hospital de Santa Maria


A Ordem dos Farmacêuticos (OF) lamentou hoje a abertura de mais uma farmácia privada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a terceira a abrir no País, depois da de Leiria e da dos Covões (Coimbra).


A OF considera que esta medida, que o «Governo insistiu em implementar», é desnecessária «em termos de benefício público e altamente lesiva das farmácias de bairro, próximas do cliente e integradas nas respectivas comunidades».

A Ordem dos Farmacêuticos entende que o processo de abertura das farmácias privadas nos hospitais sempre foi «pouco claro».


Segundo a legislação em vigor para as farmácias privadas, quem quiser abrir uma farmácia localizada a menos de 100 metros do hospital ou do centro de saúde não o consegue, lembra a OF.

«Outra questão pouco clara relaciona-se com as percentagens a pagar à administração hospitalar e segundo infomação segura estão claramente acima da margem real de comercialização do medicamento» , refere ainda a OF.


A Ordem diz que «continua a reivindicar a necessidade de um esclarecimento das condições de abertura das farmácias privadas nos hospitais», as quais, «em termos sócio-económicos», são «altamente gravosas para as farmácias individuais que têm assegurado, desde sempre, reconhecido serviço de qualidade à comunidade».


«Não se vislumbra qualquer benefício para o utente desta medida governamental.

Por exemplo, num raio de apenas dois quilómetros em torno do Hospital de Santa Maria existem 30 farmácias que podem agora ver a sua sobrevivência ameaçada face a uma concorrência desleal, podendo mesmo vir a estar em causa o futuro da capacidade de escolha do utente» , argumenta a OF.


A OF lembra que a farmácia de Santa Maria abre «quando continuam pendentes nos tribunais vários processos interpostos por um conjunto de farmacêuticos nas comarcas de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro contra esta medida governamental».


Está também pendente em Bruxelas uma queixa interposta pela Ordem dos Farmacêuticos à Comissão Europeia por «violação das regras de concorrência» consagradas no Tratado da União Europeia e em legislação nacional.
Lusa / SOL

6 comentários:

Anónimo disse...

Nunca percebi bem como é que se abrem farmácias privadas dentro de hospitais.
É o mercado a funcionar? É a regulação do mercado?
Ao fim e ao cabo, porquê?
Alguêm me explica?

Mário de Sá Peliteiro disse...

Outra vez a falar de farmácias, MEMaI?

Anónimo disse...

Porque é que não podem existir farmácias públicas dentro dos hospitais, a venderem medicamentos aos doentes e a utilizarem os seus lucros em favor dos doentes?

Ou o lucro é só para dividir pelo proprietário da farmácia?

País da treta!!!!!

Comerciante retalhista de perfumes disse...

Pois então não há-de falar porquê?
Então o senhor da ANF não fala dos médicos?

Mário de Sá Peliteiro disse...

Temos que acabar com esta guerra, estúpida como todas as guerras, pois enquanto nos andamos a guerrear, por motivos menores, perdem os farmacêuticos, perdem os médicos e, sobretudo, perdem os doentes. E claro, alguém ganha.

Anónimo disse...

Para que conste a farmácia dos Covões pertence ao donos das três farmácias existentes na área próxima aos Covões, logo, a conocorrência não é desleal!!!!