terça-feira, maio 27, 2008

Doente acompanhado nas urgências - projecto lei do BE

BE quer doente acompanhado nas urgências



Francisco Louçã apresentou ontem, no final de uma visita ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, um diploma que permite "a qualquer cidadão admitido num serviço de urgência do SNS, o direito de ser acompanhado por um familiar ou amigo"."
Seis milhões de pessoas estiveram em 2007 nas urgências, muitas delas submetidas a dificuldades, estão no corredor, demoram a ser atendidas, estão desesperadas, têm medo. O atendimento e a humanização do serviço passam por medidas simples", afirmou.
O projecto de lei impõe que os serviços de urgência se preparem "no prazo de 180 dias" para "permitir que os doentes possam usufruir do direito de acompanhamento".

E ressalva não ser "permitido acompanhar ou assistir a intervenções e outros exames ou tratamentos" que possam ser prejudicados pelo acompanhante.




4 comentários:

Anónimo disse...

isso já é verdade. gerido pelos profissionais. assim deixa de haver gestão. vamos conhecer melhor o civismo dos portugueses...

Anónimo disse...

Só quem trabalha num serviço de Urgência, sempre sobrelotado, sabe como essa proposta é impossivel de pôr em prática, mais não seja por razões logisticas.

Magistral Estratega disse...

"Anónimo disse...
Só quem trabalha num serviço de Urgência, sempre sobrelotado, sabe como essa proposta é impossivel de pôr em prática, mais não seja por razões logisticas."

O senhor Francisco Louçâ também deveria, por exemplo, propor maior segurança dentro dos hospitais: è que a violência, muitas vezes por parte dos acompanhantes, é uma realidade. Se muitas vezes se fala que os portugueses reclamam pouco, muitos dos que o fazem também o faz sem razão e de forma inapropriada. Mas os profissionais é que são os maus da fita não é?

Que eu saiba o acompanhamento já está previsto para menores de idade, pessoas com alguma tipo de debilidade intelectual ou psíquica, pessoas incapazes de fornecerem os dados correctos para o diagnóstico ou satisfação das suas necessidades, e até acompanhamento normal para os casos em que a estrutura física do serviço o permite.

Ou é desconhecimento ou é populismo esta medida de Francisco Louçã. Ele que pense na proporção do problema que iria criar num espaço já reduzido face à afluência...

Mónica (em Campanhã) disse...

eu concordo com esta do Louçã (o que é raro). os colegas quantas vezes já não foram chamados a SU a acompanhar (amparar, sossegar, tirar nabos da púcara) de amigos e familiares acometidos de doença súbita? que vai ser difícil tornar isso possível e viver com o lado menos bom disso, vai. mas vai ser melhor para os pacientes e isso é que deve nortear o sistema.