terça-feira, outubro 25, 2005

Conceição Lino E A Ignorância

Tão mal preparadinha que a CL está para debater a gripe das aves!

3 comentários:

jocapoga disse...

Se deixar os entendidos EXPLICAR e não COMPLICAR já NÃO É MAU

Anónimo disse...

Os dados são relativos a Janeiro de 2004 e o presidente do conselho de administração, os dois vogais, o director clínico e o enfermeiro-director custavam mensalmente 34 502,72 euros.

Particularmente importante era a remuneração do presidente, o médico Solari Allegro, no total de 10 302,68 euros – mais do que o Presidente da República, como é óbvio. Este médico, diz o relatório, acumulava ainda actividade médica na área dos transplantes sem autorização ou conhecimento da tutela, o que era ilegal. Solari Allegro não quis comentar estes dados ao CM.

No IPO Porto a diferença era pouca (mais de 33 mil euros no total, sendo que aqui era o director clínico que tinha maior ordenado – 11 242,42 euros/mês). No total, as administrações dos 31 hospitais SA custavam 790 002,09 euros mensais.

O relatório observa muitas irregularidades, porque muitos dos administradores tinham outras actividades remuneradas, o que só pode acontecer com autorização da tutela, que frequentemente não existia.

Todos os hospitais considerados tinham cinco elementos na administração. Nalguns, porém, variam entre vogal executivo e não executivo, sendo que nestes últimos as remunerações são mais baixas.

Os presidentes das administrações dos hospitais de Santarém e de São Francisco Xavier tinham remunerações de mais de 11 mil euros mensais, mas o campeão era o director clínico do Hospital de Bragança com 15 400 euros, seguido do seu homólogo de Amarante, com mais de 13 500. Tudo indica que se trata de casos em que os visados optaram pelo salário de origem, que será de topo da carreira em dedicação exclusiva, mas o relatório diz que em ambos havia acumulação com “trabalho extraordinário e de prevenção” mas, diz ainda a IGS, “não há evidência de autorização superior” em qualquer deles.

REMUNERAÇÃO PREVISTA NA LEI

“O sistema de remunerações dos gestores dos hospitais SA está previsto na lei e enquadra-se na remuneração dos gestores públicos”, explica ao CM Miguel Vieira, assessor de Correia de Campos, ministro da Saúde. Para já, acrescenta, os valores elevados e a discrepância entre os ordenados destes gestores estão previstos na lei e não parecem existir irregularidades. No entanto, refere que “o Governo já revelou intenções de alterar os parâmetros da remuneração dos gestores públicos”, o que pode vir a acontecer em breve. Apenas com a alteração da lei geral é que estas situações podem deixar de ser consideradas regulares.

QUANTO VALE A GESTÃO DOS HOSPITAIS

Os salários base dos administradores dos hospitais SA vão desde 4 752,55 euros do presidente do CA das unidades do Grupo A1 (que são as maiores) decrescendo naturalmente para os Grupos A2, B1 e B2 em que estão divididos. Neste último o presidente aufere 3 719,85 euros.

Depois há ainda despesas de representação (cerca de 1600 euros para o presidente do CA dos grandes hospitais, 1300 para os mais pequenos). Há ainda direito a viatura de serviço e gasolina (sem limites definidos, o que a Inspecção contesta), em vários casos há também cartões de crédito para despesas. Muitos dos administradores optam pelos vencimentos de origem e há vários que se transferiram da Galp e da EDP, por exemplo.

Medico Explica disse...

Exactamente caro anónimo, toda esses parasitas não são médicos, são gajos como você, licenciados em geral que da saúde e dos médicos só se aproveitam para ganhar essas verbas absurdas enquanto os médicos trabalham no duro. A saúde está muito parasitada por não-médicos, mas vocês os anti-médicos primários vêm em tudo médicos. Pois eu continua agradecido àqueles médicos que numa noite de sexta-feira fizeram a uma coração durante toda a noite três by-pass e uma angioplastia, assim como agradeço a uma médica que decidiu transportar na sua viatura às 9 da noite com o seu marido também médico ao volante, aquele paciente, apenas porque chamar uma ambulância do hospital privado (com nome afirmado na praça) para um hospital com cardiologia de intervenção demorava o tempo suficiente para não se fazerem by-pass e apenas um funeral. Esse são os heróis de que fala o Vilacondense.
(emigra para post)